Entenda o FMI

 

Fico impressionado com o número de jovens que acredita que o FMI “manda” no Brasil, quando a verdade é um pouco diferente.

Fico impressionado com os Professores de Política, Economia, Filosofia que ensinam que o FMI faz parte do Consenso de Washington e faz parte do Complô de Dominação Norte Americano.

Quem manda no FMI não são os acionistas da General Foods, nem George Soros e seus asseclas.

O FMI é um organismo governamental, regido por funcionários públicos, de mais de 112 governos diferentes.

Portanto, de privado ele não tem absolutamente nada. Consulte você mesmo o www.imf.org.

Os recursos do FMI são controlados por 112 governos, os Estados Unidos têm 18% dos votos, 10% a mais do que deveriam se o critério fosse população, e 20% a menos se o critério fosse produção.

O melhor hamburguer que comi na minha vida foi na cantina do FMI feito de filet mignon argentino, e custou somente US$ 0,30.

No McDonald´s ao lado, um hamburger custava US$ 3,50.

O pessoal do FMI sabe se cuidar com o dinheiro dos contribuintes de seus países.

Segundo Joseph Stiglitz, seus piores alunos terminavam trabalhando no FMI, os melhores em Wall Street.

Se o FMI fosse maquiavélico contrataria os melhores economistas para implantarem suas políticas diabólicas, nunca os piores.

Para que serve então o FMI?

Banqueiros privados cometem erros de tempos em tempos e por isto cada país possui um Banco Central para socorrê-los.

É o único setor da Economia que possui estes privilégios. Pergunte a Supermercados, Lojistas, Metalúrgicos se há algo parecido nos seus setores. Não, não tem.

Presidentes de Bancos Centrais e seus próprios governos também cometem erros de tempos em tempos, só que em escala 100 vezes maior.

A principal função do FMI é ser o Banco Central dos Bancos Centrais, e socorrê-los quando os erros que cometem são irremediáveis.

Quando pedem socorro, o FMI manda uma equipe de economistas da Áustria até a Zâmbia, para analisarem juntos os problemas e propor soluções.

Numa destas visitas eles conversaram com os empresários da FIESP, e o chefe do FMI deixou Horácio Lafer Piva boquiaberto quando perguntou o que era uma “duplicata”.

“O senhor sequer sabe o que é uma duplicata?”, e quer dar conselhos para o Governo Brasileiro?

Pense, caro leitor, o que está por trás de tudo isto, para não ser taxado de ingênuo.

Caro estudante e leitor, vamos ser honestos e pensar objetivamente: economistas de terceira categoria, que não conseguiram emprego melhor, vindos da Zâmbia, Peru e Bolívia, que nem sabem o que é uma duplicata, saberiam como corrigir nossos problemas e propor soluções? Seja sincero.

É óbvio que não!

Aí é que entra a verdadeira função do FMI.

Quem realmente prescreve as amargas receitas são os próprios economistas do governo.

Isto mesmo, são eles que conhecem o país melhor do que ninguém, bem como os erros que cometeram.

São eles que sugerem medidas amargas, drásticas e impopulares, mas quem leva a fama e o ódio da população é o FMI.

Esta medida foi uma imposição do FMI, não tínhamos como dizer não“, é a desculpa do Ministro da Economia, e que toda a população, inclusive você, acreditava.

Nem o Presidente da República, muito menos o Congresso, fica sabendo destes bastidores, é tudo uma enorme encenação.

Os brados “Fora FMI!” da União Nacional dos Estudantes, só mostra o nível que anda nosso ensino.

A tática de Fora o FMI, era simplesmente para criar um inimigo externo e manter os incompetentes no poder, como sabiamente recomendava Maquiavel.

A verdadeira função do FMI é manter a governabilidade de governos incompetentes, até a próxima eleição.

Não vou exagerar e dizer que nenhuma medida é imposta pelo FMI.

A cartilha de “Washington” é a mesma que aprendemos no pré-primário: “colocar tudo em ordem, devolver o que tomamos emprestado, não bater no país vizinho”.

Por isto se chama cartilha.

Mas nestas imposições, o FMI só quer seu dinheiro de volta para poder comer hamburger de primeira.

Toda esta encenação é feita em comum acordo entre os 112 países membros, pois todo governo sabe que um dia poderá ser a sua vez.

Um rompimento com o FMI significa somente que os governos terão que admitir publicamente que erraram, e pedir demissão.

Que o FMI é um organismo nefasto, maquiavélico e que deve ser desmantelado, não há a menor dúvida, mas totalmente por outras razões.

(Lido por 90 pessoas até agora)

UA-1184690-14