O Contrário do Amor Não é o Ódio

Essa é uma frase que me foi muito útil na vida.

Me poupou tempo, aborrecimento, me deu esperanças, enfim.

O ditado correto é “O contrário do amor não é o ódio, é a indiferença”.

Primeiro, lembre-se disso quando a sua mulher está te xingando por isso ou aquilo, com ódio.

Pode parecer estranho, mas se ela está ainda brigando é porque ela te ama e quer discutir e melhorar a relação.

O perigo é quando ela deixa de brigar.

A fase da indiferença: chega, cansei de brigar.

É nessa hora que você está com um sério problema.

Enquanto o casal está brigando é um bom sinal.

(Um dia estava brigando com minha esposa, e me enchi e fui pegar o elevador.

Meus filhos que sabiam dessa frase, saíram correndo atrás de mim, “pai, volte para brigar com a mamãe”.

Caí na gargalhada e o problema se resolveu.)

Quando os dois param de brigar ou acham que não vale a pena se esforçar, é aí que as coisas azedam.

A mesma coisa acontece na mídias sociais.

Eu não me preocupo mais com seguidores que postam comentários de ódio.

Antigamente eu ainda dava uma chance para se retratarem ou explicava onde aquele seguidor estava entendendo errado.

Hoje não. Percebi que meu ato era um ato de amor, mal compreendido.

Eu estava com a esperança de que aquele seguidor, ainda poderia ver o lado certo.

Desisti, eles não querem saber do contraditório.

Estão de fato para lá da endoutrinação, são pobres zumbis perdidos na vida.

Hoje os ignoro e arrependo dos textos onde demonstrava seus erros, no desejo que se tornassem pessoas felizes e não invejosas e amarguradas.

Block direto, quem perde são eles, não eu.

Estamos perdendo tempo precioso.

Estamos perdendo tempo que poderia ser mais útil ensinando os que ainda estão na dúvida e querem aprender.

Liberais, Comunitários, Progressistas de verdade, estamos escrevendo pouco sobre nós, nossas crenças, nossas constatações, sobre como o mundo realmente opera, fortalecendo nossos seguidores.

Gastando tempo tentando convencer nossos detratores.

É o que pretendo fazer e aconselho que façam o mesmo.

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Comentários

10 Responses

  1. Está perfeita sua manifestação e faço como você! Como negociador sindical que sou, há decadas, de a muito desisti da idéia de conversão. Bobagem! Ninguém CONVERTE sindicalista. É perda de tempo e até, de certa forma um ultraje da parte de quem tenta, pois ele está cristalizado! Acredita piamente naquilo que faz.
    Costumo brincar dizendo que se conversão, pelo menos com estes, fosse possível as igrejas teriam montado seus templos nas então zonas de meritricios, pois, em tese, estão lá as pecadoras! Nunca encontrei nenhum templo nestes locais. rs

  2. Perfeito. Sempre dispensamos mais energia aos ruins, aos maus pagadores, aos que não cumprem contratos… Os clientes bons são sempre relegados a segundo plano. No campo da política, não é diferente.

  3. Perfeitamente, querido Professor!
    Mais um texto primoroso!
    Sim, mesmo porque, com o tempo, as brigas do casal acabam se reduzindo a quase zero! Concordo que o ódio não é o contrário do amor, embora pareça o sentimento oposto. Porque, enquanto o amor vive e, muitas vezes aumenta, o ódio se dissipa.
    Há um outro ditado que adoro: continuar odiando é tomar veneno e esperar que o outro morra…
    Abração!

  4. Concordo e, além do mais, com a idade a gente vai ficando mais sábio e dando mais importância àquilo que realmente importa. Embora algumas pessoas, apesar do envelhecimento, parece que não amadurecem e permanecem medíocres, estacionadas no tempo, no atraso. E, em política, por exemplo, vemos muito disso. Há quem encare as escolhas de ideologia e/ou partido como se fossem clubes de futebol. O time pode cair para a última divisão, mas os torcedores continuam fiéis e achando que se trata do melhor time do mundo. Isso pode até ser elogiável, em termos de fidelidade e apoio ao clube, mas com a política não se brinca. Más escolhas mexem com a vida de todos.

  5. Muito obrigado pelo artigo. Como sempre sugiro, uma aula de vida para dar nas escolas.

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