Nosso Ensino Incentiva a Mediocridade Não a Excelência

Todo pai de aluno no Brasil, já contratou professores particulares para que seus filhos pudessem estudar a matéria que mais odeiam, e não a matéria que mais adoram.

Isto porque nossos Ministros da Educação não entendem de média. Acham que todo aluno precisa ter uma nota acima da média, tipo 5, em cada uma das matérias.

Nossa média será entre matérias, uma nota 10 compensa um 4 ou 3. Não iremos reprovar um aluno que tira 10 na matéria que mais gosta, porque tirou 4 na matéria que mais odeia. 

Pelo contrário, permitiremos professores a darem notas 12, 13 até 15, nos desempenhos excepcionais.

Assim, se você está indo mal na matéria de Desenho, que você odeia, tente tirar 12 ou 15 na matéria que você ama.

Em vez de contratar professores particulares de Desenho, seus pais irão contratar professores particulares na matéria que você ama, para tirar 15 e compensar aquelas matérias que você odeia. Teremos alunos motivados e excepcionais em vez de alunos que tiram 5 em tudo como na EAESP da FGV.

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6 Comments on Nosso Ensino Incentiva a Mediocridade Não a Excelência

  1. Denise,
    eu penso que essa premissa não é verdadeira, ao passo que inúmeras profissões utilizam mais da parte analítica e lógica para a resolução de seus problemas do que habilidades escritas propriamente ditas.
    Claro que um todas as empresas desejam ter profissionais mais holísticos a cada dia que passa mas a questão da competência é mais importante.
    Trabalho com Data Mining e não creio que o Machado de Assis (para usar um exemplo simples) tenha mais competência do que o Fayyad só pelo o fato de escrever um bom português.

  2. Já consideraram se um(a) aluno(a) “odiar” língua portuguesa, por exemplo?
    Que desempenho ele(a) terá, seja em qualquer profissão?
    A discussão sobre educação não deve ser levantada sem que se possa ter conhecimento do processo de construção e reconstrução do processo ensino-aprendizagem.
    Música é matematicamente desempenhada na sua essência.
    Queremos continuar vivendo num mundo cartesiano? Pensar ou se pretender “o novo” com velhas ideias em nossas agendas ocultas?

  3. Acredito eu que um dos principais motivos dos professores não conseguirem reeducar a matéria aos alunos com desempenho baixo é o número excessivo de alunos por professor. Na atual situação em que se encontra o ensino em SP deveriam ser no máximo 20 alunos por professor.

  4. Kanitz, meus filhos estudaram em uma escola que utiliza pedagogia waldorf. Privilegia o aprendizado. Eles aprenderam conteúdos em todas as disciplinas obrigatórias do programa do MEC e ainda música e artes. Não havia avaliação com provas conforme conhecemos em escolas tradicionais. As avaliações eram aluno a aluno, feita por cada professor.
    Praticamente todas as pessoas que conhecem apenas as escolas convencionais nos falavam que eles jamais se adptariam a universidade, porque não estavam acostumados a serem avaliados e, que aquela escola não ensinava nada.
    Para “surpresa” de todos, principalmente os que falavam ser ter buscado o histórico da escola, eles e todos os alunos que concluiam o ensino, entravam nas melhores escolas, acompanhavam muito bem, e sempre mostravam que além de tirar boas notas, tinham ótima capacidade para entender e discorrer sobre um fato. Creio que o problema educacional e tantos outros no Brasil, está nos paradigmas. Todo mundo reclama mas quando apresenta-se algo novo, prefere privilegiar o que ja conhece. Veja o caso dos candidatos, ninguém acredita nas velhas raposas, mas se entra na disputa um empresario cheio de idéias, a maioria se volta contra ele com o velho discurso: “Administrar empresa é diferente de administração publica”. Deve ser por isso que nossas empresas lideram muitas vezes, seus setores e nossos governos municipais vão de mal a pior.

  5. O problema centra do texto é o da avaliação! Notas de provas (médias dessas) levam a estresse, desinteresse e não avalia corretamente! Que tal um cirurgião que na prova de cem questões errou apenas uma: sobre a anestesia?
    Educação continuada é: Ensinar, exercitar e na hora da avaliação ver o que acertou, reforçando o acerto, e analisar o erro, por que errou, o que não foi compreendido, questionando a importância (se há ou não, quais são)da lição e exercitando até acertar.
    O erro atual do PSDB em São Paulo na educação é que quando o aluno não aprende (visto isso na avaliação) os professores (por diversos motivos) não conseguem reeducar a matéria não compreendida pelo aluno!

  6. E porque não mostrar ao estudante a importância e aplicação prática das matérias que ele odeia, por exemplo: ela odeia Física mas ama o carnaval porque não mostrar a ele a aplicação da física no carnaval e nos desfiles.
    Ele odeia matemática mas adora música, mostrar a ele que a música é matemática pura e fazer isso com todas as discplinas, acredito que a partir dai teremos alunos motivados.
    A partir do momento que o estudante entende a importância e o prazer do conhecimento passa a se interessar pelo estudo.
    O maior problema aqui no Brasil é que não se incentica o estudo, não se faz nada para melhorar a educação, para despertar o interesse dos estudantes ao contrário se faz sim para que se acomode e ache o estudo coisa chata.

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