Arquivos EMPREGO - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/tags/desemprego/ Blog para se Pensar Tue, 07 Jul 2026 14:15:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 https://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2021/06/stephenkanitz-favicon-150x150.png Arquivos EMPREGO - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/tags/desemprego/ 32 32 A Verdadeira “Mais Valia” Marxista https://blog.kanitz.com.br/a-verdadeira-mais-valia-marxista/ https://blog.kanitz.com.br/a-verdadeira-mais-valia-marxista/#comments Fri, 30 May 2025 08:49:12 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29979 É assustadora a ignorância de alguns economistas marxistas que acreditam que a mais valia extraída do trabalhador varia de 50% a 80% do valor do trabalho. Até mesmo muitos da Direita se confundem, estimando esse número em 36%. Na realidade, a mais valia gira em torno de 7%, e apenas nas empresas bem-sucedidas. Você realmente […]

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É assustadora a ignorância de alguns economistas marxistas que acreditam que a mais valia extraída do trabalhador varia de 50% a 80% do valor do trabalho.

Até mesmo muitos da Direita se confundem, estimando esse número em 36%.

Na realidade, a mais valia gira em torno de 7%, e apenas nas empresas bem-sucedidas.

Você realmente prefere lutar para comprar produtos 7% mais baratos, com pouca variedade, enfrentando filas intermináveis, sob um regime comunista?

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Entenda Como Funciona o Mundo Real https://blog.kanitz.com.br/entenda-como-funciona-o-mundo-real/ https://blog.kanitz.com.br/entenda-como-funciona-o-mundo-real/#comments Wed, 29 Nov 2023 08:49:26 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29564 Uma questão preocupante hoje é o conhecimento limitado que muitas pessoas da geração Z e Millenials têm sobre o funcionamento do mundo real. Se você faz parte destas gerações ou é um sociólogo ou economista, é crucial aprender (ou desaprender) como o mundo funciona – reconhecendo que, apesar de imperfeições, é esse o mundo que […]

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Uma questão preocupante hoje é o conhecimento limitado que muitas pessoas da geração Z e Millenials têm sobre o funcionamento do mundo real.

Se você faz parte destas gerações ou é um sociólogo ou economista, é crucial aprender (ou desaprender) como o mundo funciona – reconhecendo que, apesar de imperfeições, é esse o mundo que você terá de lidar no dia a dia.

O desconhecimento sobre a realidade do mundo pode levar à dificuldade de colaboração em ambientes de trabalho e à formação de uma visão crítica e isolada da sociedade.

Ignorar essa complexidade e imperfeição do mundo real poderá resultar em frustrações, incapacidade de promover mudanças e agir construtivamente.

Notícias do dia anterior tendem a destacar somente aspectos negativos, o que pode influenciar a sua percepção sobre o mundo.

Entender essa dinâmica é crucial para uma análise mais equilibrada e menos tendenciosa que a imprensa e nossos supostos intelectuais afirmam.

Quando na faculdade, acompanhe um ou outro setor da economia, de preferência aquele setor que poderá te dar um primeiro emprego.

Você tem 4 anos para saber quais são essas empresas, seus problemas, seus diretores, como elas produzem e o que produzem.

O número de economistas que conheci que nunca visitaram um único chão de fábrica, que nunca trocaram uma ideia com um contador de custos, com um único orçamentista ou um operador logístico, é imenso.

Não seja como eles. Não fique somente na teoria, saiba os inúmeros detalhes da vida.

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Uma Proposta Simples Para Eliminar a Pobreza no Brasil https://blog.kanitz.com.br/uma-proposta-simples-para-eliminar-a-pobreza-no-brasil/ https://blog.kanitz.com.br/uma-proposta-simples-para-eliminar-a-pobreza-no-brasil/#comments Sun, 29 Oct 2023 20:56:20 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29492 Lei que elimina extrema pobreza.

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Por Stephen Kanitz

Um jovem de 18 anos, no início de sua carreira, ganhando salário mínimo é obrigado a pagar 55% de impostos diretos e indiretos compulsoriamente ao Estado.
Justamente quando ele está no início de sua vida, pobre portanto, comprando móveis, geladeira, fogão, moto, casa própria, para assim começar a sua vida.
Essa brutal taxação lhe obriga a comprar a prazo, assumir dívidas, pagar juros elevados por não ter histórico creditício, e continuar pobre para o resto da vida.

Nossa Constituição reza claramente sobre “capacidade contributiva”, e jovens no início de suas carreiras não têm ainda a capacidade de contribuir com todos os projetos de bem-estar social criados pelos mais velhos.

Por que jovens no início de suas carreiras deveriam custear o Supremo, o Itamaraty, o Bolsa Família, os incentivos à indústria?

Propomos acabar com esse ciclo vicioso.

Simplesmente usando uma regra de justiça social, de que jovens pobres não precisam custear uma série de serviços do Estado aos quais não são submetidos quando jovens.

Eles representam somente 10% da população e somente 2% dos impostos. Ou seja, o diferimento de imposto por 12 anos não seria significativo, e seria muito mais barato do que as dezenas de políticas de erradicação da pobreza que não funcionaram.

A. Nossos jovens de 18 não precisarão contribuir com 30% de seus salários para uma aposentadoria que irão receber somente aos 65 anos de idade. 18 anos não é a idade em que se deve planejar num pecúlio previdenciário.

Propomos que essa obrigação seja postergada a partir dos 30 anos de idade, quando nossos jovens estarão ganhando 50% mais, sem dívidas a pagar, com um acréscimo de pagamento atuarialmente calculado.

B. Nossos jovens de 18 anos não precisarão mais contribuir com 8% para um Fundo de Garantia por Tempo de Serviço antes dos 30 anos.

Não é socialmente justo que nossos jovens sejam obrigados a financiarem o setor de construção civil, quando eles próprios estão pagando juros por uma casa própria.

C. Nossos jovens pagam mais 14% de impostos indiretos em IPI, ICMS, Pis, Confins, sobre tudo que compram. Até os 30 anos, receberão um cash back nas compras equivalente aos impostos embutidos até os 30 anos. Ao receberem seus salários receberão vouchers o equivalente aos 14%, que poderão ser usados em compras.

Economistas discutem taxação progressiva com relação a renda, mas nunca discutem taxação progressiva com idade ou taxação intergeracional.

Os dados mostram claramente que no caso brasileiro a pobreza é consequência da taxação precipitada de impostos sobre aqueles que ainda não possuem capacidade contributiva para tal.

Portanto, proponho:

Projeto de Lei 4443

  1. Posterga a contribuição para a aposentadoria e aumenta o valor dessa contribuição a partir dos 30 anos, aliviando o encargo financeiro dos jovens de 18 anos.
  2. Elimina a obrigação de contribuir com 8% para o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) antes dos 30 anos.
  3. Implementa um sistema de reembolso de impostos indiretos para jovens até os 30 anos, ajudando a aliviar os encargos fiscais sobre produtos e serviços.

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Carta a Nossos Novos Funcionários https://blog.kanitz.com.br/carta-a-nossos-novos-funcionarios/ https://blog.kanitz.com.br/carta-a-nossos-novos-funcionarios/#comments Fri, 12 May 2023 10:00:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29299 Gerar um emprego requer mais do que oferecer um bom salário.

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Parabéns,

por aceitar trabalhar coletivamente na nossa empresa.

Não é fácil produzir bens e serviços de qualidade, cobrar preços justos e remunerar todo mundo regiamente.

Antes que iniciássemos o processo de seleção que resultou na sua escolha, muitas coisas foram feitas.

Compramos as máquinas que você vai usar.

Construímos os galpões onde as máquinas vão ficar.

Construímos o refeitório, o ambulatório, os corredores, a creche, os banheiros inclusive para deficientes.

Tudo isso custa dinheiro.

Num estudo inédito do Prof. Stephen Kanitz da USP, custa no Brasil em média R$ 360.000,00 para gerar um bom emprego.

Dependendo o setor pode chegar a R$ 8.000.000,00, como em Siderurgia, ou somente R$ 85.000,00 no setor têxtil.

Mas na média é muito, mas muito dinheiro.

Logo vocês serão abordados por sindicalistas marxistas e petistas que lhes dirão que nós estamos explorando nossos funcionários.

São vocês que estão explorando as nossas máquinas e por isso vocês ganham muito mais do que fazendo artesanato.

Por isso vocês ganham R$ 36.000,00 por ano em vez de R$ 5.000,00 fazendo artesanato ou pipoca na esquina.

Karl Marx, que nunca estudou contabilidade muito menos administração, não imaginava que os “bens de produção” se tornariam tão caros.

Na época eram os próprios funcionários que faziam os teares manuais daí a conclusão errônea de Marx “ao trabalhador tudo”.

Além dos R$ 360.000,00 tem ainda o capital de giro necessário para a produção, que exige mais R$ 160.000,00 de capital próprio.

Felizmente este valor pode ser financiado por banqueiros, e, portanto, iremos contratar este valor a partir de amanhã.

Tem mais uma fortuna investida em estradas, pontes, viadutos, semáforos, necessários para que seus produtos cheguem ao varejo para serem vendidos.

Portanto, antes de acreditarem nos sindicalistas marxistas com essa história de mais valia, saiba que este capital investido em máquinas e edifícios sofrem depreciação e um dia precisarão ser substituídos e comprados. Com dinheiro de quem?

Portanto, cuidem bem deste capital que colocamos à sua disposição, e agradeçam a oportunidade, em vez de torcerem que os supridores dessas máquinas se danem.

Por que muitos empreendedores e acionistas já desistiram de gerar emprego no Brasil e estão mudando de país? Porque vocês elegeram uma governo hostil a tudo que fizemos.

Entenderam?

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Os Principais Problemas do Brasil na Educação https://blog.kanitz.com.br/os-principais-problemas-do-brasil-na-educacao/ https://blog.kanitz.com.br/os-principais-problemas-do-brasil-na-educacao/#comments Fri, 10 Mar 2023 10:00:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29258 Gente, não estamos discutindo a educação que queremos, somente dizer “a solução é a educação“ não basta, é até ingênuo. Estes são os problemas: 1. Queda de QI de nossas crianças e suas implicações para o futuro. 2. QI atual nacional de 83 é assustador sabendo que quando é abaixo de 80 se considera a […]

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Gente, não estamos discutindo a educação que queremos, somente dizer “a solução é a educação“ não basta, é até ingênuo.

Estes são os problemas:

1. Queda de QI de nossas crianças e suas implicações para o futuro.

2. QI atual nacional de 83 é assustador sabendo que quando é abaixo de 80 se considera a pessoa intreinável, com qualidade de trabalho baixa, inconfiável para produzir algo sem defeito.

44% da população possui QI abaixo de 80.

3. Mais sério ainda, um QI médio de 83 diminui significativamente o número de pessoas com QI acima de 145, que processam dezenas de variáveis ao mesmo tempo, possuem visão do todo, são criativos, são necessários em qualquer diagnóstico de problemas nacionais.

4. Estima-se que temos somente 90.000 brasileiros com QI de 145 ou acima, os Estados Unidos possuem 1.200.000 e a China 6.000.000.

Esse baixíssimo número inviabiliza políticas econômicas propostas baseadas em ciência e tecnologia criadas por nós, a Indústria 4.0, a Economia do Conhecimento.

5. Felizmente o QI pode ser aumentado com métodos educacionais nesse sentido.

Como dar muita ênfase em tamanho do vocabulário que aumenta sinapses, do que ensinar escrita cursiva a partir de palavras geradoras, de 20 a 60 palavras, essência do método Paulo Freire.

6. O Programa Nacional de Alfabetização, descontinuado pelo governo PT concentrava em aumentar o vocabulário da criança para 3.000 palavras, que aumenta sinapses e curiosidade humana, escrevê-las vêm depois.

7. Nossa educação básica é ainda centrada em cursos verbais de história, português, política, sociólogos que induzem um elevado QI verbal, mas não o QI quantitativo que também é essência.

Criamos políticos e advogados, mas não engenheiros, tanto é que nossa indústria está definhando.

8. Um país precisa de um enorme contingente de profissionais com QI quantitativos, como matemática, física, ciência, estatística, administração financeira, planilhas eletrônicas e programação.

9. Essa falha acima explica a preferência de nossos alunos a direito, economia, letras, ciências sociais, filosofia e política, em detrimento a engenheiros industriais, engenheiros civis, e engenheiros de produção, estatísticos, administradores financeiros, contadores, atuários, especialistas em TI, necessários para o crescimento econômico.

10. Nosso ensino de ciências é postergado para o oitavo ano, depois de matemática. O que significa que matemática não tem maior significado, é vista como chata e desnecessária, o que não ocorreria se ciências a antecedesse.

11. 50% dos alunos universitários desistem no meio do caminho, devido à escolha equivocada da profissão.

12. Não aplicamos testes de QI, de personalidade, vocacional, que ajudariam a uma escolha mais embasada.

13. O Ministério da Educação não realiza estudos sobre demanda futura das profissões, apesar de ter tido oito economistas como ministros.

Não orientamos alunos do Fundamental a escolher as profissões do futuro, e as que mais faltam no Brasil.

Formamos 6 vezes mais dentistas e 10 vezes mais advogados que o necessário.

14. Não testamos nossos alunos do Fundamental por QI, Personalidade, Liderança, para auxiliá-los na difícil escolha profissional.

15. Não realizamos análise custo benefício das profissões ensinadas, e estudos da Unicamp mostram que o retorno de investir em universidades federais é zero ou negativo.

Perda de tempo e recursos.

16. Nossas salas de aula são retangulares, alunos olhando para o professor, e não para outros alunos. Há 100 anos sabemos que salas de aula deveriam ser quadradas e não retangulares, assentos em ferradura, todo aluno olhando para todos, argumentando e expondo, formando líderes e não seguidores.

17. Nosso ensino não está estruturado para leituras no dia anterior da aula, onde a aula fica restrita a dúvidas e discussões críticas.

Nosso ensino é centrado em aulas e não debates e esclarecimento de dúvidas.

18. Nosso sistema de avaliação é realizado pelo próprio professor, que sabe que também será avaliado se alunos tirarem notas baixas. Avaliação precisa ser independente da escola e faculdade.

19. Nosso sistema de seleção para o vestibular é disfuncional, e não escolhe os mais promissores de uma profissão. Vestibulandos de medicina são barrados por não saberem geografia, história e filosofia, que não são previsores de capacidade médica.

20. Gastamos fortunas em cursinhos que seria um custo social desnecessário.

21. Com ensino à distância, seria possível aprovar todo candidato e deixar o vestibular propriamente dito para a avaliação no primeiro ano do curso.

22. Matérias não são sistematicamente avaliadas pelos Reitores, muito menos algumas abandonadas e outras são tardiamente criadas.

23. Pesquisas são determinadas pelo próprio mestrando e doutorando sem considerações sociais do que precisa ser pesquisado.

24. Nosso sistema de avaliação do professor universitário premia pesquisa e artigos publicados, e não boas aulas.

25. Livros didáticos são centralizados pelo Ministério da Educação para todos, desatualizados e baratos, em vez de serem livre escolha da unidade de ensino.

26. Nosso ensino é centrado no professor e não centrado no aluno. Professores ocupam 90% do que é dito em aula.

São ditadores e não resolvem dúvidas.

Sabemos que os melhores professores são justamente os alunos mais espertos que captaram primeiro, e são os mais adequados para explicarem para os outros.

27. Não há acompanhamento de ex alunos, perguntando que matérias fizeram a diferença, quanto ganham, o que fazem, muito menos reuni-los de tempos em tempos criando um network permanente.

28. No Brasil o próprio professor avalia seus próprios alunos. O que torna a avaliação inócua.

Professores sabem que dão aulas péssimas, mas em troca dão boas notas. Avaliação independente melhorará o ensino de uma forma expressiva.

29. Somente 33% das nossas escolas oferecem cursos em horário integral, reduzindo drasticamente a produção de neurônios e sinapses.

Pelo contrário, é poda neural e regressão sintática, segundo estudos da Neuroeducação.

30. Não implantamos um sistema de orientação profissional, ajudando alunos a fazer boas escolhas vocacionais. 50% dos alunos desistem das profissões escolhidas.

31. Não temos um sistema nacional de escolha de professores universitários, não há diversidade regional, o índice de endogenia, contratação de ex alunos para serem futuros professores é de 90%.

Não existe fertilização cruzada.

32. Não há um estímulo para excelência.

Os melhores alunos, aqueles com QI acima de 145 são hostilizados e sofrem bulling, provavelmente por serem tão poucos e nunca valorizados pela diretoria.

33. Não temos atividades extra curriculares, nem esportes intercolegiais, onde surgem líderes de todos os tipos.

Não estimulamos corais, música, teatro e outras atividades onde líderes poderiam surgir.

34. Não há incentivo para o ensino de línguas estrangeiras desde os primeiros anos escolares, o que limita a capacidade dos alunos de se comunicar globalmente e de competir em um mercado de trabalho cada vez mais internacionalizado.

35. Não temos Grupos de Debates, onde ideias contrárias podem ser seguramente e respeitosamente debatidas.

36. Não estimulamos trabalho voluntário e comunitário nas escolas, apesar de terem 50% de seu tempo livre.

37. A parte mais funcional e prática do ensino profissional é dada nas empresas, que reclamam ter que treinar quem já deveria ser treinado.

38. Uma opção é o da Argentina, onde todo mundo entra e o vestibular é só no primeiro ano de faculdade, com as matérias específicas da profissão.

39. 40% acabam não seguindo a sua profissão.

Precisamos criar uma série de vídeos “Um Dia Na Vida”, onde um dia inteiro e típico do profissional é gravado para que os jovens possam tomar melhores decisões.

Há mais 1.000 detalhes como esse, específicos para cada profissão, mas só listei alguns para mostrar que a frase, “a solução é a educação” precisa ser dita com todos os detalhes necessários para funcionar.

Senão fica mais uma platitude para políticos populistas bradarem.

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Só Existem Duas Classes? https://blog.kanitz.com.br/so-existem-duas-classes/ https://blog.kanitz.com.br/so-existem-duas-classes/#comments Tue, 09 Aug 2022 10:30:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29165 É difícil entender por que um número de professores universitários ainda acredita que o mundo é composto de somente duas classes definidas pelas suas relações de trabalho. Surpreende a todos que estudam história que Marx desconhecia que a Índia já era composta de 3.000 classes, que também possuíam interesses próprios. São as chamadas castas, as […]

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É difícil entender por que um número de professores universitários ainda acredita que o mundo é composto de somente duas classes definidas pelas suas relações de trabalho.

Surpreende a todos que estudam história que Marx desconhecia que a Índia já era composta de 3.000 classes, que também possuíam interesses próprios.

São as chamadas castas, as castas profissionais definidas exatamente pelas suas relações de trabalho, pedreiros, tecelões etc.

Hoje existem muito mais do que somente duas classes, todas com características próprias e interesses comuns.

No Capitalismo, a terceira classe que logo surgiu foi a classe de administradores, que se infiltrava como um fulcro entre capitalistas e trabalhadores.

Os professores da Harvard Business School já em 1908 identificaram essa nova classe.

E decidiram tomar o poder dos capitalistas treinando administradores socialmente responsáveis, em vez de pregar a revolução sangrenta de 1917.

E conseguiram muito progresso. Afastaram os herdeiros das famílias para a filantropia e deixaram a gestão com administradores, que criaram a palavra stakeholders, não preciso dizer mais.

Mesmo formados em outras faculdades, os administradores possuem interesses próprios, um dos quais foi transformar os capitalistas em meros acionistas, com muito menos poder do que imaginara Marx.

A quarta classe que surgiu foram os engenheiros da indústria mecânica que passaram a vender bens de produção para quem quisesse comprar, gerando enorme concorrência aos capitalistas já instalados.

Milhares de trabalhadores finalmente puderam deter seus bens de produção, se juntando e comprando os seus bens de produção financiados ou não.

Foi a indústria mecânica que permitiu a criação das 235 milhões de pequenas empresas do capitalismo de hoje.

Um Estado planificado jamais conseguiria algo perto disso.

A quinta classe que surge é justamente a classe de pequenos e médios empresários, que também tem interesses próprios e trava uma luta de classes entre si, com seus fornecedores, com os seus trabalhadores, com as grandes empresas capitalistas.

A sexta classe que logo surgiu foi a dos advogados, que chegaram a ser o poder dominante no início do século, controlaram o Judiciário, muitos congressistas são advogados, e criaram a poderosa OAB.

Se você realmente acha que os empresários exploram seus advogados, todos dirão exatamente o oposto.

Tem a classe dos funcionários públicos, que não há como extrair mais valia deles, novamente é o contrário, eles que tiram 40% de mais valia de nós.

Tem a classe dos políticos profissionais.

Tem a classe dos aposentados, cada vez maior, que faz a mesma coisa.

Estou assistindo entrevistas de novos representantes de esquerda, e fico imensamente decepcionado que a maioria não percebe o mundo que os cerca.

Achar que ainda existem somente duas classes no século XXI é um reducionismo científico fora de propósito.

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O Capitalismo Gera Pobreza? https://blog.kanitz.com.br/o-capitalismo-gera-pobreza/ https://blog.kanitz.com.br/o-capitalismo-gera-pobreza/#comments Tue, 02 Aug 2022 10:30:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29160 Agradeço a todos os elogios pelo meu artigo Capitalismo. Recebi vários comentários como “235 milhões de pequenas, médias e grandes empresas geram pobreza”. Ou seja, quando se substitui Capitalismo por 235 milhões a frase fica ridícula. Por isso definir corretamente nossos rótulos é tão importante. Aliás, nada eliminou a pobreza mais do que as empresas […]

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Agradeço a todos os elogios pelo meu artigo Capitalismo.

Recebi vários comentários como “235 milhões de pequenas, médias e grandes empresas geram pobreza”.

Ou seja, quando se substitui Capitalismo por 235 milhões a frase fica ridícula.

Por isso definir corretamente nossos rótulos é tão importante.

Aliás, nada eliminou a pobreza mais do que as empresas de cooperação mútua.

Antes do surgimento das fábricas de cooperação mútua em 1820, 92% dos homens estavam abaixo da linha de pobreza.

Trabalhando solo como ferreiros, cocheiros, costureiros, que cujo bem de capital era uma simples agulha.

Com o surgimento dessas 235 milhões de empresas ao longo do tempo, a pobreza comprovadamente caiu para 9% hoje, concentrada na África.

O continente menos capitalista do planeta, onde ela é de 34%.

Então vamos parar de dizer que Capitalismo gera pobreza, porque senão não há condições de diálogo, e diálogo é preciso.

Nós administradores sempre argumentamos que essas 235 milhões de empresas, 19 milhões das quais estão no Brasil, poderiam ser muito mais produtivas, pagando o dobro seus funcionários, gerando muito mais empregos.

Eficiência e organização é o que aprendemos, e não temos a menor dúvida que a eliminação dos administradores na União Soviética em 1918, foi a grande causa do fracasso socialista.

Vejamos, o Brasil que deveria ter proporcionalmente somente cinco milhões de empresas, ou seja nossas empresas são pequenas demais para serem eficientes, há muita “empresa” de uma pessoa só.

Há 30 anos esta tem sido minha bandeira, com pouco apoio da esquerda.

Alertando há mais de 40 anos a queda de produtividade em vez do seu aumento.

Que o verdadeiro problema são nossas empresas mal administradas, que não geram o valor que deveriam, que desperdiçam 20% da produção, que tem prejuízo e aí espremem salários para baixo.

Considero que o fechamento autoritário de nossas escolas de administração em 1946, para dar espaço para escolas de economia, é a principal razão do nosso atraso.

E fez com que o QI Administrativo médio do brasileiro fosse praticamente zero.

Vide a campanha contra o teto de gastos.

A esquerda pouco lutou nesse sentido, pelo contrário.

“Autogestão é mais eficiente do que administração”, escreve Paul Singer fundador do PT e incentivador da “economia solidária”.

No meu estágio de auditor, minha primeira tarefa foi contratar dois assistentes, “a nossa média salarial é entre 1.800 e 2.000 reais”, foram as instruções.

Ambos queriam 2.000 reais, mas para reduzir custos os convenci a aceitarem os 1.800 reais.

De noite passei mal, me senti um perfeito idiota.

Não era eu que pagaria os salários, eu não era acionista, eles iriam trabalhar para mim, e quanto mais motivados mais fácil seria a minha vida.

No dia seguinte os contratei por 2.000 reais.

Digo isso para mostrar que essa mentira que as 235 milhões de empresas querem pagar o menos possível é uma ficção de quem nunca trabalhou na vida.

Empresas querem pagar bem seus funcionários, e obter os melhores trabalhando com eles.

A maioria das empresas investe fortunas em treinamento e não querem perdê-los para os concorrentes que oferecem salários maiores.

Por isso cobrem a oferta e oferecem benefícios como seguro saúde, fundos de pensão e assim por diante.

Que há empresas sacanas entre esses 235 milhões, que há empresas que atrasam pagamentos, cujas condições de trabalho são deploráveis, obviamente que há.

Por isso criei em 1974 as Melhores e Maiores empresas, com dados cruciais para todos poderem escolher as melhores empresas para trabalhar.

Do que ficar no centro acadêmico discutindo como destruí-las.

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Nosso Grande Problema https://blog.kanitz.com.br/nosso-grande-problema/ https://blog.kanitz.com.br/nosso-grande-problema/#comments Tue, 14 Jun 2022 10:30:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29124 Você abre uma empresa de pirulitos e vende por R$ 2,00 a unidade. Sua margem de lucro é 5% porque pirulito não tem muito segredo, e tem muita concorrência. Você fabrica e vende 20.000 pirulitos, que é um monte de pirulito. São 20.000 pessoas que você tem que convencer a comprar justamente o seu. Com […]

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Você abre uma empresa de pirulitos e vende por R$ 2,00 a unidade.

Sua margem de lucro é 5% porque pirulito não tem muito segredo, e tem muita concorrência.

Você fabrica e vende 20.000 pirulitos, que é um monte de pirulito.

São 20.000 pessoas que você tem que convencer a comprar justamente o seu.

Com 20.000 pessoas você se elege vereador. Todo mês.

5% de R$ 40.000,00 de vendas você lucra R$ 2.000,00, equivalente a um salário mínimo.

Vocês não imaginam como é complicado fabricar e vender 20.000 pirulitos, embrulhar, aceitar o cartão de crédito, cozinhar o açúcar, só para ganhar R$ 2.000,00.

Se quiser uma retirada de R$ 20.000,00 por mês, sem décimo terceiro, você vai ter que vender nada menos que 200.000 pirulitos por mês.

10.000 pirulitos por dia, você sabe quão difícil é conseguir isso.

Os professores das nossas escolas não sabem, precisam vender somente 20 pirulitos por mês, para os mesmos alunos, que não podem escolher, tem que comprar o pirulito que vem.

Sobre os 40.000 pirulitos vendidos você ainda paga IPI e ICMS uns 30% sobre a vendas ou R$ 12.000,00 de impostos.

Do que sobrar dessa receita, o lucro portanto, você pagará mais 25% ou R$ 500,00.

Dos R$ 1.500,00 que sobraram depois do imposto de renda há políticos que querem taxar esses R$ 1.500,00 se for distribuído para você pagar as suas contas da casa, uns 15%, portanto sobrarão somente R$ 1.275,00.

Ou seja, o que o empresário leva para casa é taxado nada menos do que 3 vezes, que claramente é uma perseguição.

Você movimenta R$ 70.000,00 por mês entre compras e vendas, e fica com somente R$ 828,00. E o risco financeiro?

Esse exemplo é tão simples que eu não entendo como nenhum deputado, senador, professor ou intelectual reconhece quão difícil é ser empreendedor no Brasil e no mundo.

Por que nenhum intelectual se dá conta de como é difícil agradar os outros e arrancar R$ 2,00 dos seus bolsos em troca de um pirulito fabricado por você.

Ah esqueci, tem mais calotes de clientes, produção que falha, fiscais do mecanismo, ações trabalhistas.

Vocês empresários são meus heróis. Pena que ninguém nas universidades reconhece, achando que os heróis são Marx e Che Guevara.

Estou com a consciência tranquila, por 25 anos premiei os melhores empreendedores do Brasil em Melhores e Maiores, da Revista Exame.

Reconhecimento destes não acontece na maioria das pessoas pensantes.

Novos jovens atacam empresários achando-os insensíveis capitalistas, fazem juras de morte, dizem que estão explorando os trabalhadores ficando milionários quando poucos o são.

Eu fico assustado como uma única pessoa equivocada pode fazer tanto mal no mundo quanto um Karl Marx e seus seguidores.

Basta conversar com quem produz bens e serviços e saber dos seus problemas, algo que Marx nunca fez.

O resultado está aí, a indústria sumindo há 30 anos, crescimento zero. Ninguém faz essas contas?

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Os Segredos da Riqueza https://blog.kanitz.com.br/os-segredos-da-riqueza/ https://blog.kanitz.com.br/os-segredos-da-riqueza/#comments Sat, 07 Aug 2021 10:10:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=28578 Já contei a história do Fernando, o jovem porteiro que paguei seu cursinho de Advocacia. E que me procurou 20 anos depois, contando sua carreira bem-sucedida, me agradecendo por tudo que eu havia feito. Percebi no seu agradecimento que não foi o dinheiro que fez a diferença, mas sim os conselhos que eu lhe dava […]

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Já contei a história do Fernando, o jovem porteiro que paguei seu cursinho de Advocacia.

E que me procurou 20 anos depois, contando sua carreira bem-sucedida, me agradecendo por tudo que eu havia feito.

Percebi no seu agradecimento que não foi o dinheiro que fez a diferença, mas sim os conselhos que eu lhe dava sobre a vida, quando me entregava o boleto todo mês.

“O Sr. me disse um dia que eu não deveria ter vergonha de ser pobre, o que fez uma enorme diferença.”

“Eu falei isso?”, respondi assustado. Essa frase hoje seria politicamente incorreta, poderia levar até um soco, por isso não digo mais.

“Eu sempre sonhei ter um carro novo, Iphone etc. pagando juros e tudo, só para parecer rico, mas graças ao senhor comprei sempre usado e à vista.”

Agências de propaganda e novelas são craques em criar inveja, que levam em parte a esse consumismo desenfreado.

Nos bairros negros de Nova York era comum se encontrar na época carros Cadillac, considerados então carros de luxo.

A casa era alugada e caindo aos pedaços, mas o carro era do último tipo, que dava uma falsa impressão de riqueza quando você guiava em outro bairro.

Mas não deixava de ser um desperdício de dinheiro, que iria mantê-lo na pobreza para sempre.

Não ter vergonha de ser pobre reduz o seu nível de stress, aumenta a sua autoconfiança, lhe deixa com cabeça erguida e preparado para assumir riscos.

Mas a esquerda faz questão de taxar todos de pobres, criar ódio aos ricos, mostrando que vergonha deveria é de ser rico.

Mas as novelas da TV só mostram inveja, ricos neuróticos, pobreza, como sendo permanente.

E há aqueles que usam essa vergonha para prometer riqueza rápida, como os vídeos de ações, a XP, a Loteria Federal.

Vergonha de ser pobre, deixe para mais tarde quando você tiver 50 anos, e somente se ainda estiver pobre, num Brasil cheio de oportunidades.

Ser pobre não é motivo de vergonha, manter você e sua família eternamente pobre, sim.

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