Como Milton Friedman Prejudicou a Administração das Empresas

O capitalismo seria hoje muito mais humano, justo, igual, inclusivo se não fosse o ativismo de um único Professor, da Escola de Economia de Chicago.

Harvard Business School e Stanford criaram em 1911 a cultura da Empresa Socialmente Responsável, na qual foi treinado.

Empresas que não pensavam somente nos acionistas shareholders maximizando o lucro, mas os stakeholders.

Friedman foi um ativista contra esse movimento, agiu contra tudo que nós administradores socialmente responsáveis pregávamos, e acho até que é a Escola de Chicago que domina o mundo hoje e não Harvard.

Tenho alertado isso aqui há anos.

Erraram mais uma vez. Vão pagar o estrago feito e nos pedir desculpas por termos acertado 100 anos atrás?

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Comentários

9 Responses

  1. Alguma empresa chinesa se preocupa com resposabilidade social? Não seria esse tipo de sensibilidade apenas uma expressão de bom-mocismo ocidental em vias de extinção?

  2. Melhor exemplo de empresa que respeitava os STAKEHOLDERS no Brasil foi a VARIG. Respeitava tanto que descuidou dos SHAREHOLDERS. O resultado todos, lamentavelmente, SABEM. Outra empresa que cuida de tudo muito bem, exceto seus clientes é o elefante petrolífero brasileiro, a PETROBRÁS. Sou mais FRIEDMAN: cada macaco no seu galho.

  3. Stakeholders? hum … seriam assim como são o Facebook, Microsoft, Google, Natura, e outras empresas costumeiras na lacração e na censura aos conservadores?

  4. O que ele está defendendo é o mesmo que o Klaus Schwab no fórum econômico mundial, o “capitalismo das partes interessadas”, que levará a economia para o comunismo, através do Grande Reset.

  5. Discordo.
    Esse lado humano do empresário vai ser testado por políticos populistas através de encargos trabalhistas, controle de preços, regulamentações, impostos, etc.
    Quando começarem as demissões, inflação e escassez, a esquerda vai usar a narrativa do empresário malvadão para culpar o livre mercado.

    A melhor arma contra o socialismo é a verdade.. é explicar que a produção de riquezas é um ato voluntario das empresas..
    Não existem obrigações, portanto, pouco importa a motivação do empresário.

    Por exemplo:
    – Foi por ganância da Nike calçou mais descalços do que progressistas e seus discursos sobre igualdade.
    – É por ganância que bancos distribuem renda quando empresta dinheiro para as empresas contratarem seus funcionários e produzirem riquezas.

  6. “A responsabilidade social da empresa é aumentar seus lucros.” É a prioridade da indústria farmacêutica (BiPharma).

    Vale a leitura do livro de Peter C. Gøtzche, intitulado Medicamentos mortais e crime organizado: como a indústria farmacêutica corrompeu a assistência médica (título original em língua inglesa intitulado Deadly medicines and organized crime: how big pharma has corrupted healthcare), 2016.

  7. Friedman e Hayek viveram n’outra época e ganharam o debate sobre a economia que vivia sob influência (e os desvios) dos keynesianos. McCloskey (Chicago), hoje, redescobre Smith e brinda-nos com seu Bettering Humannomics.
    “O Homem e suas circunstâncias”: será preciso lembrar sempre Ortega y Gasset nesse tempo (progressista… será?!) que vivemos

  8. Prefiro a abordagem de Keynes, ainda mal entendido – tem um artigo muito interessante, KEYNES nao era Keynesiano. O regulador social, que seria o estado, se nao for populista, pode balancear este lado liberalista. Capitalismo social, agora temo ESG, sera que acontece?

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