Nosso Maior Perigo é um Asteroide e Não o Aquecimento Global

Apophis: The Asteroid That Could Smash Into The Earth on Friday, April 13th, 2036.

Enquanto todos nossos ecologistas, ambientalistas e climatologistas preveem desastre para a humanidade em 2100, na minha opinião nosso maior risco é uma colisão com um asteroide.

As chances deste asteroide Apophis descoberto em 2004 cair na Terra é de 1 em 41.000. MAIOR do que as chances de você morrer de um desastre de avião, que é de 1 em 354.000. Só que neste caso morrem todos, como morreram os dinossauros. Lembram-se?

O problema ainda mais sério é que só uma parcela dos asteroides foram identificados, e a maioria dos asteroides vistos somente  do hemisfério Sul ainda não foram detectados. Porque a Africa e a América Latina está mais preocupada com aquecimento global e preservação da Amazônia, do que um asteroide que ninguém ainda viu.

E, se ninguém viu o asteroide muito menos consegue prever sua rota de colisão.

Lembrem-se que dois asteroídes colidiram com Júpiter nestes últimos 10 anos, e ninguém previu estas colisões com 15 anos de antecedência, o necessário para mandar um foguete nuclear para desviar a rota.

E o Apophis só foi detectado seis anos atrás. Se estivesse em rota de colisão, não teríamos tempo para construir seis espaçonaves, mais o tempo de viagem, e ainda ter a distância necessária para que uma pequena explosão gerasse um pequeno desvio, mas suficiente.

Se um pequeno asteroide cair no Atlântico, o nível do mar irá aumentar bem mais do que os 100 mm do aquecimento global.

Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Santos, Porto Alegre e Floripa, seriam todas aniquiladas. E as chances de cair um asteroide destes nos próximos 100 anos é muito grande.

Por que o clima que afetará 10% da população daqui a 100 anos atrai mais políticos e ativistas, do que o risco de existir um asteroide desconhecido vindo diretamente na direção do Brasil que destruirá 100% da população?  Não seria mais um caso de um Cisne Negro, o mesmo da crise de 2009 que ninguém previu?

Por que nenhum político ou cientista brasileiro sai a público mostrando este risco baixo, mas que multiplicado pelo número de vítimas pode ser nosso problema número 1?

Eu acho que sei porque aquecimento global tem mais ativistas a favor do que detectar asteroides. Deixo isto para vocês discutirem e pensarem. Um assunto por vez.

(Lido por 288 pessoas até agora)

9 Comments on Nosso Maior Perigo é um Asteroide e Não o Aquecimento Global

  1. Kanitz,
    Você diz “Eu acho que sei porque aquecimento global tem mais ativistas a favor do que detectar asteróides. Deixo isto para voces discutirem e pensarem. Um assunto por vez.” Quando começar a discussão, por favor me avise. Quero participar.
    Quanto ao aquecimento global, eu era “ecochato” até ver alguns clipes no YouTube – A grande farsa do aquecimento global – produzido pela BBC e que já teve ‘até’ chamada no Fantástico.
    Segundo defende o documentário, o aumento do CO2 é CONSEQUÊNCIA e não CAUSA do aquecimento. A causa do aquecimento é o sol, com suas variações de humor.
    Cai no mesmo caso do asteróide, com ainda mais razão de estranheza, pois, se esses cientistas dissidentes estiverem certos, não é uma questão de maior ou menor probabilidade… é praticamente 1!
    Só que não adianta ‘culpar’ o sol. O que resolveria é olhar e planejar um pouco à frente, para saber o que pode ser feito para minimizar efeitos negativos, e começar a trabalhar com um horizonte ‘que não dá voto’.

  2. O que me incomoda na questão do aquecimento global é o fato dos países pobres jogarem a culpa nos países industrializados. Não interessa quem começou. Todos os países estão aptos a limitarem os efeitos catastróficos do efeito estufa.

  3. Kanitz, na minha opinião nossos governantes e cientistas não estão errados em não divulgar a população o tamanho do problema de um possível asteróide. Caso fosse divulgado teríamos uma população vivendo com medo. População que vive com medo muda seus hábitos, principalmente de consumo, o que traria fortes mudanças na economia. Na minha opinião o povo deixaria de fazer reservas, em poupança, bolsa de valores, fundos e etc, por não saber como seria o dia de amanhã. (para que guardar se amanhã talvez não poderemos usufruir?? Vamos gastar já. assim pensaríamos.)Dessa forma não teríamos dinheiro disponível para o fomento de nossas empresas, e ageração de empregos. Claro que o maior consumo colocaria esse dinheiro circulando, mas poderia haver fortes inflações.
    Quem deveria cuidar disso é nossos governantes, atravês de apoio a pesquisas nesse sentido, até porque a resto da população nada pode fazer. Já em relação ao aquecimento global todos nós podemos fazer alguma coisa para ajudar. É só querer………..
    Kanitz, gostaria de ver seu comentário em relação a isso. Deixo meu e-mail para que se você possa responder. jonevaldor@bol.com.br
    Abraço

  4. a considerar o nivel de iniquidade do ser humano na Terra, considero que uma pedradinha por Deus, nao seria nenhum absurdo

  5. 1 em 41.000, Fala sério. Mais fácil morrer de infarte, acidente de carro em assalto, cair um raio na cabeça.
    Qualquer coisa os russos já pensaram nisto.
    http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,AA1323091-5603,00-AGENCIA+ESPACIAL+RUSSA+AFIRMA+SER+CAPAZ+DE+REPELIR+ASTEROIDES.html
    Já ganhamos, alguns Nobeis e quase nobeis.
    Acho meio injusto criticar o Brasil de tal forma, por aqui já passaram e passam ótimas mentes.
    O Brasil até já marcou seu gol de honra na competição, mas a jogada foi anulada. O zoólogo Peter Medawar, que nasceu no Brasil, ganhou o Nobel de Medicina em 1960. Só que ele “virou a casaca”. Medawar trocou a camisa verde-amarela pela da Inglaterra, país onde se naturalizou.
    Sabe aquele gol que o juiz não marcou porque não viu a bola? Essa parece ser a única explicação para Cesar Lattes (1924-) não ter ganho o prêmio de Física de 1950. O brasileiro comprovou experimentalmente a existência da partícula subatômica méson pi e quem levou o prêmio foi o britânico Cecil Powell, que ajudou na redação do estudo
    Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) não queria saber do jogo. Quando, em 1967, seu tradutor para o sueco pediu todas as suas traduções disponíveis, ele não quis colaborar. O pedido havia partido do comitê do Nobel de Literatura, mas não agradou ao mineiro. Ele dizia, em suas crônicas no Jornal do Brasil, que o merecedor era o amigo Jorge Amado
    Mario Schenberg (1916-1990) foi o nosso Pelé da física teórica. Formulou, com George Gamow, o processo Urca, que explica a perda de energia nas supernovas comparando-a ao sumiço da grana nos cassinos da Urca (RJ). Schenberg trabalhou com os monstros sagrados Enrico Fermi e Wolfgang Pauli e sempre esteve na boca da área do Nobel
    O bioquímico carioca Maurício Rocha e Silva (1910-1983) fez uma grande jogada na briga pelo Nobel de Medicina. Ele descobriu a bradicinina, substância importante para a controle da pressão arterial, em pesquisa com o veneno da cobra jararaca. Infelizmente, os olheiros da academia não prestaram muita atenção no lance de Maurício
    O bioquímico paulista Sérgio Henrique Ferreira (1934-) é um jogador criativo e que não sai da área. Recebeu o passe de Rocha e Silva e desenvolveu a jogada, ajudando na criação de drogas a partir da bradicinina. Fez tabelinha com o britânico John Vane, num lance que valeu o Nobel de Medicina em 1982. Mas a cartolagem premiou só o gringo
    O alagoano Jorge de Lima (1893-1953) foi um talento reconhecido em 1947 por um olheiro do Nobel. Impressionado com a obra do poeta, Artur Lunkvist convenceu a academia a dar o Nobel de Literatura a ele no ano de 1958, já que havia uma lista de autores para ganhar antes. Infelizmente, Jorge morreu em 1953. E o Nobel só premia vivos
    O único craque a disputar o Nobel de Química foi Otto Gottlieb (1920-), em 2001. Otto nasceu na República Tcheca e se naturalizou brasileiro. Nada mais natural para o cientista que, de tão apaixonado pelas nossas plantas, inventou um índice para medir a biodiversidade de ecossistemas como a Floresta Amazônica e a Mata Atlântica
    Carlos Chagas (1878-1934) foi quem mais chutou a gol no time. Chegou a ser indicado quatro vezes em Medicina. O problema era que, no começo do século, a academia apitava pelos europeus e americanos. Só isso explica o fato de o primeiro e único cientista até hoje a identificar todo o ciclo de uma doença (o mal de Chagas) não ter sido premiado
    Dom Paulo Evaristo Arns (1921-) foi um dos defensores da camisa canarinho na disputa pelo Nobel da Paz. Ele concorreu em 1990, mas teve que encarar o megacraque Dalai Lama, que ficou com o título. Dom Hélder Câmara, Zilda Arns, o sociólogo Betinho e até o presidente Lula também deram a sua contribuição para emplacar na categoria

  6. O foco direcionado à questão ambiental explica-se pelo tempo que se discute o problema. Isso vem desde os anos 70. A mídia divulga e MOSTRA as tragédias ambientais quase que diariamente. O noticiário tem tentado ensinar o público a se preocupar com isso. Desse modo, acredito que a sociedade em geral se engaja mais nessa causa porque o risco é bem mais visível. As pessoas já sentem os efeitos do aquecimento. Os cientistas podem medir os estragos.Com um asteróide é diferente. Ele fica no espaço e ninguém vê. Não dá para mostrar todo dia na TV.Parece assim irreal. Os terráqueos só perceberiam os efeitos em caso de efetiva colisão com o planeta.
    Uma outra hipótese reside no fato de que os problemas ambientais tem um culpado.Cientistas, políticos e a sociedade em geral podem responsabilizar as tragédias ao homem-ou senão as empresas criadas pelo homem. O próprio homem, portanto, pode ele mesmo reparar os danos. A destruição da raça humana por um meteoro parece ,então,ser um risco muito pouco controlável se comparado com uma extinçao decorrente de catástrofes climáticas. No caso de um asteróide, de quem seria a culpa? Com quem se entraria num acordo para evitar o pior? Brigaríamos com quem? Com certeza, seria uma discussão muito menos emocionante que o debate natureba. Não haveria o maniqueísmo ativistas heróis x ETs vilões -no lugar de empresários maus para nos divertirmos.
    Além disso, Economia é uma área mais popular que Astronomia. Discutir fatores econômicos ligadas à existência do homem na Terra sempre esteve na moda dos noticiários. Os desastres ecológicos envolvem esses fatores, mas um asteróide, não. Seria um problema sem graça.

  7. Infelizmente, enquanto nossos políticos, autoridades, ambientalistas, procuram encontrar pêlos em casca de ovo, recursos para desenvolvimento, pesquisa são atirados nas mão de pessoas incapazes de discernimento.
    Os meus filhos, netos provavelmente jamais verão um brasileiro ganhar um Nobel, por exemplo.
    ¨é de indignar¨

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