O Grande Erro Estratégico do Movimento Feminista

Dez anos atrás, um artigo como este escrito por um homem seria inimaginável.

As feministas sairiam da sala conclamando cortar a cabeça do autor.

Agora o próprio movimento feminista está se questionando, como Sabine Hark e as post feministas.

Mas continuam a cometer o erro de não ouvir a opinião dos homens sobre a mesma questão.

Se tivessem lido um pouco mais sobre o que homens escrevem sobre este assunto, saberiam que existem dois tipos de homens, em vez de  colocar todos no mesmo saco machista.

O Homem Tipo G, o garanhão machista – o ame-as e deixe-as. São estes que as feministas odeiam, e com razão.

Só que as Feministas sem saber, detonaram o Homem Tipo P, o paizão, que jamais deveria ter sido insultado como foi pelas feministas.

Afastaram justamente o homem que deveriam enaltecer.

Colocaram as suas próprias filhas contra os seus próprios pais, os ridicularizaram com espírito de vingança em vez de espírito de comunhão.

Veja este cartoon que Imgres-2faz a Rose Marie Muraro pular de alegria.

É isto que você quer que sua filha aprenda das Feministas, você pai de família?

Descobri o grande erro das feministas, quando me preparei para escrever meu último livro e procurei na Livraria do Congresso via internet, a lista de livros com o título:

Como Criar e Educar os seus Filhos.

Existem milhares de livros escritos nos últimos séculos.

Mas aí, pesquisei Como Criar e Educar as Suas Filhas. E para minha surpresa, na época havia somente cinco.

A maioria escrito por feministas pensando no Homem Tipo G.

Não havia um único livro escrito por um homem, relatando para outro homem, o que significa e como se cria e ensina uma filha.

Isto em 2000 mil anos de história.

Imgres-4 E aí está o grande erro das feministas. 

Ao criarem a briga dos sexos, elas afastaram ainda mais as filhas de seus próprios pais. 

Ao lutarem para que homens respeitassem as mulheres imediatamente, esqueceram de lutar para que homens, pelo menos, começassem a respeitar as suas filhas.

Cujo efeito seria fantástico, a longo prazo.

Foi quando decidi escrever o livro “Como Um Pai Deve Cuidar De Uma Filha”, jamais publicado.

Sabia que os capítulos sobre como lidar com seu chefe, como escolher uma profissão, como lidar com o dinheiro do casal, como ser uma profissional competente, seriam fáceis para escrever.

Mas como é meu hábito, eu sempre começo com o capítulo mais difícil.

(Se você deixar o capítulo mais difícil para o fim você desiste, porque você já está cansado e atrasado, e o livro nunca acaba saindo.)

Mas, se o pior capítulo for o primeiro a ser terminado, o livro parece quase acabado.

Bem, o pior capítulo vocês podem imaginar qual é. “Como explicar à sua filha a função do sexo, sensualidade e prazer.”

Uma das razões que pais nunca tocam neste assunto é porque não há nada escrito para orientá-los.

Nem eu saberia exatamente qual discurso seria, uma vez que não tenho filhas.

Perguntei para mais de 50 pais de filhas, e 49 nunca tocaram no assunto além de “se tiver que fazer, não engravide”.

Homens poderiam contar para as filhas como agradar um homem, a questão do descompasso de frequência, porque homem pensa naquilo mais que mulheres, e não imagino quem melhor para explicar isto do que o próprio pai.

Mas o mais importante deste capítulo é que o discurso é entre pai e filha. E aí, toda a hipocrisia sexual que existe entre o discurso para o homem e o discurso diferente para a mulher cai por terra.

Homens teriam que achar um discurso que fosse coerente para homens e mulheres, pais e filhas.

Como um pai vai enfrentar uma filha dizendo que homem pode pular cerca de vez em quando, mas mulher não pode?

Como pai vai enfrentar uma filha dizendo que homem tem mais necessidade de sexo do que mulher, uma bobagem evolucionista monstruosa?

Não tendo uma filha, acabei desistindo do livro. Se tiver um homem com uma dúzia de filhas, que já resolveu este enorme abacaxi, poderemos conversar.

Mas eu se fosse uma feminista eu lutaria para aproximar pais e filhas, mais do que aproximar homens de mulheres.

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