E Se a Empresa “XYZ” Simplesmente Não Existisse

 

Minha posição sobre responsabilidade social é bem conhecida.

Quem tem responsabilidades sociais e tem de ser responsabilizado são os indivíduos, não as empresas.

São os sócios e não seus executivos.

Estes sempre privilegiarão projetos que enaltecem suas empresas e não os problemas como lepra, abuso social e prostituição considerados mercadologicamente incorretos.

Banco Itaú nem tem como patrocinar “abuso sexual”, ele tem uma marca para proteger.

Tanto é que Bill Gates criou a fundação Bill Gates e não a Fundação Microsoft.

Empresas só precisam mostrar uma única coisa, e curiosamente nenhuma empresa mostra.

Agências de Propaganda criam projetos sociais e gastam fortunas em propaganda, quando deveriam mostrar uma única coisa.

O que aconteceria se a empresa não existisse? O que aconteceria se o Banco Itaú não existisse?

O que o Presidente destas empresas e seus departamentos de propaganda deveriam estar mostrando à opinião pública, jornalistas, ONGs de responsabilidade social é o que aconteceria se sua empresa deixasse de existir.

Quantos funcionários perderiam emprego?

Quantos salários deixariam de ser pagos?

Quantos outros empregos seriam perdidos por causa da queda de demanda?

Quantos pais tirariam seus filhos da escola desempregando os professores que estes ativistas adoram apoiar?

Quantos impostos deixariam de ser pagos, reduzindo os gastos sociais que os impostos deveriam proporcionar se fossem bem gastos?

Quantos anúncios de televisão, jornais e revistas deixariam de ser publicados, o que diminui o custo do acesso à informação?

Quantos consumidores deixariam de ser atendidos, quantos consumidores andariam a pé ou descalços se sua empresa produz automóveis ou sapatos?

Recebo muitos jovens que querem fazer estágio comigo, devido aos nossos projetos sociais tipo voluntarios.com.br e filantropia.org.

Pergunto o porquê, e eles/as invariavelmente respondem “recuso trabalhar para este capitalismo selvagem”.

Para estes casos, eu digo que parte do processo de seleção é tirar os sapatos e meias, e voltar daqui uma semana.

A maioria não volta para buscar os sapatos e os doo no final do mês para as Casas André Luiz. Descobrem que este capitalismo selvagem melhora e muito a vida das pessoas que não sabem produzir sozinhas um sapato confortável, por um preço muito menor se fizessem elas mesmas.

Empresas, especialmente as grandes e mais eficientes e seus administradores, viraram inimigos do povo se vocês ouvirem o que é dito em sala de aula pelos nossos intelectuais.

O povo não sabe que a verdadeira responsabilidade social de uma empresa neste país é conseguir sobreviver.

Já elaborei este estudo para várias empresas e nem a diretoria sabe de fato a importância social de sua empresa. Sim, social, produzir sapatos e meias é uma função social, a função social de algumas empresas. Cuidar de ONGs não é, nem queremos que as empresas se metam naquilo que não entendem.

Quem emprega produz sapatos, paga impostos, não tem razão para se sentir culpado diante de ONGs que de início são isentas de todos os impostos e onde a diretoria ganha normalmente 20 vezes o salário mínimo, enquanto luta por uma melhor “distribuição” da renda deste país.

Se você é publicitário, economista, contador, estatístico ou pessoa que mexe com números, calcule o que o Brasil perderia se as 500 maiores empresas do país deixassem de existir.

 

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