A Teoria Dos Jogos e a Corrupção Brasileira

Tempo de leitura 90 segundos.

A Teoria dos Jogos usa como exemplo “prático” para os alunos entenderem, o “Dilema do Prisioneiro”.

O exemplo que professores da Teoria dos Jogos adoram usar é uma situação onde você e seu comparsa são presos. Começa mal já por aí.

E aí o professor lhe diz que você tem a opção de uma delação premiada, onde seu companheiro fica preso 30 anos e você não.

É inacreditável, eu sei, mas assista uma aula no YouTube.

E aí o professor diz que há uma outra opção.

Vocês podem combinar entre si uma obstrução de justiça e ambos ficam só 5 anos na cadeia.

“Se vocês dois colaborarem entre si, não abrindo a boca, vocês pegam cinco anos, bem melhor do que correr o risco de 30.”

Esse é o exemplo de “colaboração humana” ensinado em vários cursos de ciências sociais.

Preciso escrever mais? Existem livros e mais livros sobre o Dilema do Prisioneiro, um autor até ganhou o Prêmio Banco Central da Suécia em Economia, dado em memória de Alfred Nobel por inventar a dinamite usada para fazer bombas de destruição em massa.

Meu professor de Teoria dos Jogos usou um outro exemplo, que achei bem melhor.

Você pode criar uma empresa com seu companheiro e produzir de forma mais eficiente tipo 5, do que individualmente produzindo 2.

Mas um dos problema de ter um sócio é que ele de vez em quando pode meter a mão e lhe tirar 1.

Ou seja, a coisa mais importante em administração é pesquisar bem qual o caráter de seu futuro sócio.

Interessante como nossos professores podem, sem a gente saber, nos influenciar prática e politicamente.

Criando uma cultura de delatores em potencial, ou uma cultura de empreendedores atentos às maquinações possíveis de um futuro sócio.

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