Para que Serve uma Associação de Ex-Alunos?

Pelo próprio nome, percebe-se que no Brasil as escolas e as faculdades nunca se preocuparam com o relacionamento com seus ex-alunos.

Nenhuma escola séria chamaria a sua associação de ex-alunos. Do ponto de vista de marketing não há nada pior. Uma associação de pessoas que não mais são, que nunca voltarão a ser.

Faculdades brasileiras tradicionalmente nunca mais querem ter nada com seus ex-alunos, como esposas nada mais querem ter a ver com seus ex-maridos. Um absurdo!

Aluno é visto como um problema e não uma oportunidade devido à nossa tradição de escolas públicas e ensino gratuito.

Ninguém quer ensinar aluno gratuitamente para sempre, quanto mais rápido forem ex, melhor.

Nos Estados Unidos, onde quem paga o ensino são os pais ou os próprios filhos, as associações de ex-alunos são conhecidas como Alumni. Não tem “ex” coisa alguma.

Alunos sempre serão, e logo serão convidados a fazer um curso de pós, mestrado, cursos de atualização, e assim por diante.

Fidelização do aluno faz parte da missão de toda universidade americana. Em Harvard tem um professor designado a estudar a nossa turma de 1972, como estamos indo e quanto estamos ganhando.

A cada cinco anos nos reunimos e discutimos a nossa situação. Como voltei para ser professor da USP, com salário da USP, recebi deste professor um pedido singelo para deixar de preencher os questionários, porque meu salário estava estragando a média da turma. Aceitei o pedido, para não gerar vergonha para a minha turma.

Faculdades deveriam ser instituições preparadas e dispostas a servir seus alunos para o resto de suas vidas, fornecendo as atualizações necessárias para cada profissão, sendo o centro de pesquisas da profissão, absorvendo para si e futuras gerações, os aprendizados de seus alunos.

Faculdades que criam Associações de Ex-Alunos mostram claramente o pouco caso com que elas consideram os seus próprios formandos . É como se empresas criassem associações de ex-clientes. O fim da picada!

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Comentários

30 Responses

  1. esse prof. da Harvard errrou em pedir que v. ñ respondesse a pesquisa, e v. consentiu… (ñ devia) e depois dizem que os americanos são bons em estatística…

  2. Nunca entendi um cara com a sua inteligência, sua formação, sua bagagem não ser pelo menos diretor de qualquer empresa, de qualquer banco, um superconsultor que embolsasse pelo menos o que um “sociozinho” de qualquer empresa de consultoria ou de advocacia embolsa, ou seja, uns R$ 50.000 pelo menos. Preguiça eu sei que não é.

  3. Caro Profº Kanitz!
    Esse artigo não serve às Escolas Militares brasileiras, pois, praticamente sem excessão, elas tem Associações de (Ex)Alunos que se reunem, sistemáticamente, em períodos até mensais, para se ajudarem, verificarem as necessidades profissionais e posicionamentos pessoais em assuntos os mais diversos. Ao contário que possa parecer, a grande maioria dos componentes dessas turmas, são de civis, egressos dessas escolas, muitos deles com posições de destaque na sociedade, como empresários, exportadores, comerciantes, funcionários de médio e alto escalão dos poderes públicos, além é claro, de militares da ativa ou da reserva, estes, por vezes, desempenhando papéis de alguma relevância junto à sociedade, por sua experiência adquirida ao longo da vida. A direção de ONG dirigidas à escolarização de menores carentes, também é objeto desse pessoal. Conheço pessoalmente algumas dessas entidades e faço parte de uma delas.
    Entretanto, creio que seu alerta é feliz para que isso se torne uma prática mais elaborada no país e dê respaldo à iniciativas maiores da sociedade como um todo.
    Quanto ao comportamento do Professor de Harvard, concordo com a crítica acima, pois a estatística ficou mascarada e o senhor não precisa participar da falha.
    Saudações.
    Affonso Henriques.

  4. Há países que gostam de se apegar a desculpas, e há países que não são assim.
    Essa é a diferença que realmente conta.

  5. Gostaria de acrescentar que o acompanhamento do profissional formado permite aperfeiçoar o currículo. O militar formado é alvo de pesquisa para saber se a formação foi adequada e se há necessidade atualização do curriculo.

  6. Sr. Kanitz,
    Este seu tema ,parece , pegou um “bom fogo” !
    E isto é muito bom… em tempos de sistemas de comunicação globais, um elemento aglutinador de pessoas demonstra ser “as razões que os movem “,
    acima de compartimentos/formalidades.

  7. Sr. Kanitz,
    Seu artigo mostrou como até em Havard há o “jeitinho brasileiro”, visto maquiar dados. Fiquei surpreso.

  8. Senhores,
    Querem falar em EDUCAÇÃO? Perguntem aos Potestantes. Porém, ela começa em casa e a lição número um é: TRABALHAR PARA SE AUTOSUSTENTAR! Não é essa merda de mentalidade CARITATIVA CATÓLICA aliciada pela ideologia PTultrabesta, oficializa nos “programas-bolsas-ESMOLA”. Fico pasmo com a defesa pública que o senhor KANITZ de LULA.
    Ora, senhor KANITZ, LULA e EDUCAÇÃO são água e óleo. O nosso digníssimo primeira mandatário não fez sequer um primário decente. Façam-me o favor! O que esse homem vai deixar como legado? Que não é necessário estudar? Que o que conta é blá-blá, os conchavos, os propinodutos, as alianças expúrias com MST e coisas do gênero? Que o que importa e se dar bem.
    Desculpe-me, senhor KANITZ, tenho profunda admiração pelo que o senhor escreve e fala, MAS essa sua defesa do LULA só pode ser uma XARADA que, em breve, o senhor vai revelar.
    EDUCAÇÃO x LULA não combinam.

  9. Você odeia o capslock porque você é igual! É maria-vai-com-as-outras. Você é lugar-comum.
    Tente ser diferente.
    Tente ir contra a corrente.
    Tenha personalidade.

  10. ideias anticlericais como essa do sr. Gomes é que deram tantos cadâveres nas revoluções como a Francesa.
    Se temos organizações médicas no Estado e Universidades deve-se ao pensamento católico na Idade Média e na Moderna.
    Avaliar como “case” de sucesso ser Protestante é acreditar que os EEUU somente deram certo por serem protestantes e o Brasil dá “errado” por ser católico. Se esquecem que há muitos países de terceiro mundo protestantes e muitos de primeiro mundo católicos.
    Triste ver ainda hoje, século XXI, o pensamento ultramontano do século XVI…

  11. A ética protestante é fundamental para o enriquecimento das nações, afinal, os protestantes estudam muito, mais que os católicos. Eles são conscientes, pois aprendem que, para progredir na vida, basta dar dinhheiro ao bispo Edir Macedo e sua corja. A ética protestante é fundamental para o enriquecimento das nações, principalmente da NAÇÃO RECORD E DO BISPO EDIR…

  12. Kkkkkkkkkkkkkkkk … Tão iludido esse Francisco! Vai estudar história! Mas estude autores sérios, não essa corja marxista que está aí. Você verá quem criou as universidades …
    Aliás, o ateísmo está invadindo os EUA: protestantismo leva ao ateísmo.

  13. O pouco caso das faculdades com os ex-alunos é incontestável, mas acho que o fato de criarem as associações, apesar do nome infeliz, não deixa de ser um progresso.

  14. É engraçado que quanto mais dinheiro dão ao Bispo Macedo mais carros importados se pode ver nos estacionamentos da Universal, Renascer, Sara Nossa Terra, dentre outras. O pedinte, a caricatura que vocês catolicos forjam com a vossa caridade, é o que mais existe nos lugares ditos sagrados das crendices católicas. Não é engraçado? Educação elitista, esmola, miséria, monopólio e corrupção são algumas das marcas do legado católico. Se você é católico, envergonhe-se! Lá no meu Pará acontece o estúpido ajuntamento de miseráveis no círio da Vossa Senhora de Nazaré. Façam o alarde, mas mostrem tudo! Católicos! Semeadores de miséria no país mais dadivoso que Deus já criou!
    Quando Bento XVI veio ao Brasil, em 2007, varreram com as centenas de mendigos que circundam a circunvizinhança de Aparecida. Para que o papa não os visse? Não! O papa sabe da eficiência que a Santa Sé tem para criar mendigos. Foi para não aparecer nas imagens geradas pela Rede Globo, a defesnsora incondicional da “fé católica”. Tanta FÉ QUE FEDE. A urina e as fezes nas adjacências das catedrais católicas estão aí para provar. Os senhores negam. Católicos “caridosos”, parem de semear a miséria no meu amado país.

  15. “ideias anticlericais” ?????
    Não distorça a minha manifestação, Sr. Martins. Minha declaração é ANTI-CATÓLICA, MESMO! Existem muitas – OUTRAS – igrejas. Por conseguinte, há muitos – OUTROS – clérigos.
    Num ato falho, traz a lume o absolutismo católico que há dentro do senhor.
    1)
    “CNBB – Conferências Nacional dos Bispos do Brasil”.
    Corrigindo:
    CNBcB – Conferência Nacional dos Bispos católicos do Brasil.
    2)
    “Nossa Senhora Aparecida, padroeira dos brasileiros”.
    Corrigindo:
    Nossa Senhora Aparecida, padroeira dos CATÓLICOS brasileiros.
    3)
    “Virgem de Nazará, padroeira dos paraenses”.
    Corrigindo:
    Virgem de Nazará, padroeira dos CATÓLICOS paraenses.
    .
    Temos que EDUCAR o Brasil para a nação PLURAL que devemos objetivar.
    .
    Chega de país MONOLÍTICO CATÓLICO!
    .
    Quem, de fato, está no século XVI?

  16. Muito interessante, também faço parte de um Alumni, dos bolsistas do DAAD. Vejo que neste caso, a própria instituição tem interesse em manter este contato. No caso da universidade, parece que é um interesse somente do aluno e não da instituição. É como cultivar apenas um saudosismo e não uma avaliação da instituição.
    Em relação à avaliação do egresso com base na renda, entendo que é um reducionismo. Sei que para muitos da área do business “time is money”. Como falado em outros comentários poderia-se colocar o salário de professor da usp com “fora da média” e avaliar outras contribuições que este professor tem dado à sociedade, e que são muitas.

  17. obrigado pelo “senhor”…
    mas sua concepção de História é parca e mal fundamentada…
    não vou mais debater aqui porque vejo que este fórum tornou-se um palanque para uma mentalidade do século XIX…
    em tempo: o “utilitarismo” gerou o Nazismo…

  18. Ora, viva, senhor Martins,
    Então me PROMOVEU do século XVI para o século XIX? Nada mal!
    É, vamos ficar por aqui. Mas leia reiteradas vezes o que escrevi. Quem sabe um dia o senhor não será obrigado a se lembrar?
    O Brasil do futuro – próximo – será um país PLURAL. Será um país que terá a EDUCAÇÃO como ferramenta útil para o desenvolvimento pessoal, familiar, comunitária e nacional. Não, apenas, como o é para esses imbecis CATÓLICOS E/OU COMUNISTAS que a têm apenas para seus prazeres superficiais e rasteiros das academias e/ou das suas rodinhas em discussões BIZANTINAS.
    .
    Nós, os protestantes, senhor Martins, não obstantes as nossas falhas, somos a solução para um BRASIL AUTOSUSTENTÁVEL.
    Nós somos leves para o Estado.
    Que venha abaixo O PAÍS RICO NAÇÃO POBRE!
    Que ascenda O PAÍS RICO NAÇÃO PRÓSPERA!
    .
    Ouçam-nos ou nos engulam! Porque estamos marchando paulatinamente para o PORVIR.
    .
    Nós somos PORTADORES DE FUTURO num país no qual sempre se ouviu “BRASIL, O PAÍS DO FUTURO!”.
    .
    Chega de HIPOCRISIA católica!

  19. Cara Fabrizia,
    Que bom que leu tudo, como disse.
    .
    A relação de EDUCAÇÃO com rito religioso pura e simplesmente, não tem nada a ver. E é bom que não tenha.
    Mas… quando transcendemos do ritual para os efeitos na abrangência SÓCIO-POLÍICA, aí “a coisa pega”.
    A educação até o século XVI não era tida como no pós-Idade Média. Não era FATOR ESSENCIAL ao desenvolvimento pessoal, familiar, comunitário e nacional. Era coisa de “SÁBIO”.
    Hoje é imprescindível ao desenvolvimento em qualquer esfera.
    Na Reforma Protestante, movimento cultural-sócio-político-econômico-E-RELIGIOSO, a educação – começando pela – BÁSICA passou a ter papel fundamenta. Lutero a usou como precípua para capacitar as pessoas ao LIVRE EXAME DA BÍBLIA, uma das 95 teses de Lutero contra o Clero Católico de então.
    Contudo, a educação, não parou aí transcendeu da “necessidade religiosa” para todos os campos – TODOS – em que o ser humano pôs os pé ou as mãos.
    .
    Por conta disso, atribui-se a LUTERO: “CRIADOR DO CONCEITO DE EDUCAÇÃO ÚTIL”.
    .
    Minha cara, quer falar em educação, chame os protestantes. Foram eles que forjaram esse instrumento valioso, diante do qual os intelectuais dos 2 hemisférios se dobram. Embora, muitos deles queiram aprisionar para si para vivenciar seus prazeres rasteiros, superficiais, na esterilidade das – MUITAS – teses acadêmicas e/ou das suas rodinhas em questiúnculas ou discussões BIZANTINAS.
    .
    Educação útil só pode ser aquela que serve a forjar o bem-estar pessoal, familiar, comunitário e nacional. Fora disso é discussão BIZANTINA.
    .
    Nós, os protestantes, não obstantes as nossas falhas, somos a solução para um BRASIL AUTOSUSTENTÁVEL. Educação para a AUTOSUSTENTABILIDAE nada tem a ver com esse marketing hipócrita da tal “SUSTENTABILIDADE”, relacionada à ecologia.
    Nós somos leves para o Estado. Ensinamos ao indivíduo, à família, à comunidade a viver com os próprios recursos. A partir daí ñem precisa dizer qual o reflexo no plano nacional.
    .
    Que venha abaixo O PAÍS RICO NAÇÃO POBRE!
    Que ascenda O PAÍS RICO NAÇÃO PRÓSPERA!
    .
    Ouçam-nos ou nos engulam! Porque estamos marchando paulatinamente para o PORVIR.
    .
    Nós somos PORTADORES DE FUTURO num país no qual sempre se ouviu “BRASIL, O PAÍS DO FUTURO!”.
    .
    Chega de HIPOCRISIA católica!
    .
    EDUCAÇÃO FINANCEIRA E PARA O TRABALHO.EDUCAÇÃO PARA A AUTOSUSTENTABILIDADE.
    O RESTO É – PURA – IDIOTICE.

  20. Penso que o Prof. Kanitz está certíssimo.
    Como contribuição: No Brasil há algumas sociedades formais e outras informais de ex-alunos.Das formais, que conheço, uma das mais antigas e ativas por causa dos ex-alunos é a A3EM, da Escola de Minas de Ouro Preto junto com as SEMOPs (Sociedades dos Ex-Alunos da Escola de Minas), constituindo foros de discussão técnico-científicas e de reuniões sociais.
    Das informais cito as dos antigos alunos do IGC/UnB,IGC/UFMG e IGC/USP.

  21. A Faculdade Adventista da Bahia, antigo Instituto Adventista de Ensino do Nordeste – IAENE (@iaene) mantém o carinhoso nome de IAENENSES, para se referir aos atuais e ex-alunos, professores e funcionários. O último grande encontro foi em 2009, quando, por ocasião dos 30 anos da instituição, quase 2000 iaenenses estiveram presentes.

  22. Se eles pedem para aqueles com salários abaixo da média deixarem de preencher o questionário, então os números que eles levantam não podem ser levados a sério..
    A fidelização existe. Fiz um curso de apenas três meses na FGV e desde então recebo e-mails deles com informações de sobre novos cursos.

  23. Na verdade, o seu professor pediu para o sr. ajudar a maquiar a estatística não preenchendo mais os questionários. Vejo isto quase como uma fraude.

    1. Possivelmente devido ao questionário não levar em consideração a situação socioeconômica do país em que o profissional trabalha. E isso foi um alfinetada no salário de professor no Brasil, tendo em vista que esse caso em nada acrescentou no assunto abordado.

  24. É a miopia de marketing das faculdades. Colocam o foco nos seus cursos e não nos alunos. Quando as escolas colocarem o foco no aluno para alargar o seu ciclo de vida como estudante ou seja na sua fidelização, para a geração de receita continua ao longo da sua carreira profissional, não haverá sentido o conceito de ex-aluno.

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