Favelas e as Invasões de Terra

Uma das tragédias brasileiras é como grupos ativistas incentivam invasões e a formação de favelas.

Quem passa a morar numa favela é fatalmente condenado à pobreza por mais duas gerações.

Explico o porquê.

Ao invadir uma área, os sem teto de fato se apropriam de um terreno a custo zero. Beleza, dizem eles.

Só que aí o favelado desembolsa entre material e obra R$ 50.000,00 para iniciar a sua casa.

Nos próximos 20 anos, entre um puxadinho aqui, um puxadinho ali, vasos sanitários de melhor qualidade, esse invasor investe mais uns R$ 150.000,00, num terreno que de fato custou zero.

Gerando essas casas como a da foto.

Num terreno que não tem água encanada, esgoto, luz, calçada, nem rua larga para passar um carro, muito menos reta, e assim por diante.

Um terreno num loteamento fechado contendo tudo isso mais segurança, custaria uns R$ 25.000,00, com todas as amenidades, com direito a escritura, compras mais baratas pela internet, e gás encanado.

Mas não, esses favelados foram induzidos a invadir um terreno “abandonado”.

A mesma casa construída num condomínio comunitário por R$150.000,00 estaria, 20 anos depois, valendo no mínimo R$ 400.000,00.

Só que graças a uma economia de R$ 25.000,00, a casa que levou R$ 200.000,00 para construir num terreno invadido e ilegal está valendo praticamente zero.

Ou quase zero, porque ninguém que tenha R$ 200.000,00 irá comprar uma casa numa favela.

E tem mais, num condomínio legalizado, seus vizinhos poderão se tornar muito mais prósperos que você, valorizando o condomínio por inteiro, e por tabela a sua casa.

Ao contrário do que ocorre na favela, onde os mais prósperos se retiram deixando você sozinho por mais uma geração.

Por não conhecer como o mundo realmente funciona, nossos intelectuais induzem os mais pobres ao ganho fácil, e assim mantém seus protegidos, pobres por mais uma geração.

E acham que fazem o bem.

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8 Comments on Favelas e as Invasões de Terra

  1. E não é que me lembrei de Boulos! Mauricinho de classe média ludibriando ignorantes! Triste, muito triste.

  2. Acho interessante. E concordo apesar de algumas ressalvas esse texto. Mas Sr Nagib Abdala, noutros países também aconteceu o êxodo rural semelhante ao nosso. Nos EUA inclusive. Lá não existe o problema com essa dimensão. Por que será? Daí vejo que o texto está certo no ponto que cita grupos ativistas que incitam invasões e tem domínio nesses redutos.

  3. Acho interessante. E concordo apesar de algumas ressalvas esse texto. Mas Sr Nagib Abdala, noutros países também aconteceu o êxodo rural semelhante ao nosso. Nos EUA inclusive. Lá não existe o problema com essa dimensão. Por que será? Daí vejo que o texto está certo no ponto que cita grupos ativistas que incitam invasões e tem domínio nesses redutos.

  4. Analisar consequências é fácil! Quero ver é uma análise das causas. O êxodo rural das décadas de 70 e 80, provocadas pela mecanização agrícola e uma política de favorecimento do latifúndio e da monocultura, inchou nossas cidades. O resultado foi que as filhas dos colonos nas cidades se tornaram prostitutas e os filhos aviões do narcotráfico.
    Os que se salvaram disso viraram “Sem Terra”, atualmente execrados e condenados. As cidades sem condições de receber tanta gente, viraram um caos com uma ocupação desordenada; impermeabilização do solo, causadores de deslizamentos e enchentes, etc.
    Não adianta ficar fazendo simplificações dos problemas, dizendo que são causados pelas esquerdas.

  5. Então não seria o caso do poder público urbanizar e legalizar essas áreas?
    Não seria o caso de acabar com a corrupção dentro das câmaras de vereadores que atuam junto com milicianos e invasores de terra?

  6. O % de investimento do salário no Brasil para compra do imóvel é muito alta, 30%. Juros do financiamento muito alto e baseado na poupança, privada e pública(FGTS), sendo quem deveria fomentar esse mercado era a previdência. Assim a oferta de imóvel com saneamento pelos incorporadores é somente feita por poucos aventureiros que se arriscam no mar da burocracia imobiliária brasileira.

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