O homem tipo P é o pai presente, preocupado com a família nuclear, com dinheiro e herança para os filhos. Ele percebeu que era mais interessante cuidar dos seus filhos até a maturidade em vez de vê-los morrer às dezenas por abandono e negligência.
Ele defende seus filhos dos predadores, sustenta-os até chegar a uma certa idade, e lhes ensina os segredos da vida.
Não estou criticando o Garanhão como imoral ou devasso.
Tanto a estratégia de reprodução indiscriminada e a de investimento paternal são bem sucedidas em dados momentos da nossa história. O homem G compensa as perdas inevitáveis de filhos mal cuidados por meio da quantidade de filhos que coloca no mundo.
Com terras abundantes, população mínima, sem a existência de doenças transmissíveis e com cuidados especiais exclusivamente da mãe, eles deram certo por milhares e milhares de anos.
Talvez agora, com tecnologia e comida farta e abundante, o homem tipo G tenha ressurgido das cinzas. Poucos filhos morrem de inanição e doenças, e uma mulher solteira consegue cuidar sozinha dos filhos com relativo sucesso. O que não ocorria numa era glacial, por exemplo.
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