Entenda Essa Crise Política. É o Poder Mudando de Mão.

Essa súbita polarização na política, que deve estar assustando muita gente, é na realidade um fim de ciclo.

O poder reinante nesse país nos últimos 25 anos está sucumbindo, lutando com todos os seus meios para impedir o inevitável.

Usam jogo sujo sim, mas é por puro desespero. Acreditem.

Quem está perdendo miseravelmente nesses últimos 30 anos são as indústrias, os sindicatos, os trabalhadores de chão de fábrica, as grandes cidades, os industriais cada vez mais falidos e subsidiados.

Quem está crescendo e ganhando é a Agricultura.

A agricultura já representa 25 % do PIB, contra 10% anos atrás.

Coloca mais serviços de advocacia, transporte, bancos e seu poder econômico passa a 30% mais ou menos.

Significa crescente poder político, que ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, o setor Agrícola ainda não tem.

Foi sempre a agricultura que gerou exportações e superavit no câmbio, foi sempre a indústria que usou esses superavit importando máquinas estrangeiras.

A Indústria sempre foi muito mais forte politicamente do que a Agricultura, mas agora ela definha, não apresenta lucros, não tem mais poder financeiro.

Foi sempre a Indústria que indicava os Ministros da Fazenda, normalmente economistas ligados a Fiesp como Delfim Netto e Dilson Funaro, por exemplo.

Foi esse total descaso pela nossa Agricultura que resultou no enorme êxodo rural, que tanto empobreceu o país e fortaleceu justamente partidos que atendiam as demandas dos bairros pobres.

Nada menos que 45% de nossa população teve que abandonar a agricultura, abandonada que foi pelos Ministros da Fazenda.

Que nem sabem mais o significado de “Fazenda”, apropriado para um país destinado à agricultura, como o Brasil e a Argentina.

Foi Raul Prebisch, que convenceu economistas argentinos e brasileiros como Delfim, Celso Furtado, José Serra, FHC e toda a Unicamp, a esquecer nossa agricultura a favor da “industrialização” para o mercado interno, a famosa “substituição das importações”.

Por isso investir fortunas em “incentivos”, leis Kandir, subsídios via o BNDES em indústrias antigas, mas que “substituiriam as nossas importações”, importações que geralmente eram dos mais ricos, produzir produtos populares para classe C e D, nem pensar.

Somente a partir de 1994 é que passaram a produzir para a Classe C e D, movimento do qual fiz parte.

Além das milícias que invadiam terras, a luta por reservas, contra a ampliação de terras produtivas, destruição de pesquisas de aprimoramento genético.

Nossos industriais perceberam tardiamente que foi justamente essa “substituição das importações” que iria gerar nossa estagnação e não inovação, e lentamente destruímos a nossa indústria nascente a partir de 1987.

De 27% do PIB, a indústria entrou numa espiral descendente para 11% hoje.

Os advogados contratados são na maioria de recuperação financeira. Que reviravolta!

Essa atual crise política no fundo é a crise da indústria e das famílias ricas desesperadas, empobrecidas, mas ainda com certo poder político.

É a crise dos sindicatos trabalhistas que viviam dessas contribuições sindicais.

Perdem poder econômico e percebem que estão perdendo o político, do qual nunca mais se recuperarão a curto prazo.

Quem acha o contrário, que pense nos números.

Isso explica o desespero da imprensa, dos artistas subsidiados, dos intelectuais das grandes cidades.

Ele é violento, por ser desesperado.

Mas é simplesmente o canto da sereia desse grupo que vivia da indústria e de seus impostos.

Os números que apontei são inquestionáveis e só tendem a crescer.

A Agricultura, justamente por ter sido esquecida pelo Estado, venceu a Presidência e 15 Estados.

Ronaldo Caiado, representante eterno dos agricultores, vence em Goiás. As grandes cidades foram contra, elegendo Doria e Witzel.

“Bolsonaro é quase unanimidade no setor”, disse Bartolomeu Braz Pereira, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja).

Mais Brasil Menos Brasília, é na realidade o brado “mais campo e comunidade e menos cidades gigantes e em decadência moral”.

Bolsonaro não foi eleito pelos liberais nem pelos conservadores das grandes cidades, que hoje se sentem enganados e só falam mal dele.

Com o Covid, haverá uma fuga das grandes cidades para o campo, dos apartamentos para casas, dos escritórios para o Zoom.

E em mais quatro ou cinco anos, a Agricultura terá provavelmente o poder político que merece, elegerá quem quiser, com ou sem Bolsonaro candidato em 2022.

E todos sabemos que no Brasil “dinheiro é poder”.

“Follow the money”, como diria Sérgio Moro.

Na cidade Agronômica, Bolsonaro ganhou com 79% dos votos.

Na cidade de Sorriso teve 74% dos votos.

Na cidade Rio Fortuna teve 68% dos votos.

Em Mato Grosso do Sul teve 61% dos votos.

Vejam os mapas da fronteira agrícola e os votos dados ao Bolsonaro em 2018.

Quem elegerá os nossos Presidentes em 2022, 2026, 2030 será provavelmente a bancada agrícola, não a bancada industrial, sindical, nem a urbana.

A tese de que Bolsonaro não foi eleito, mas que foi Haddad que foi rejeitado não se sustenta numericamente.

Haddad tinha 41% de rejeição contra 40% de Bolsonaro. Ou seja, a diferença era de somente 1 ponto percentual.

Ricardo Salles é que está dando um chega para lá aos ecologistas que querem destruir nossa agricultura, e foi quem ajudou termos esse superavit colossal em 2020.

Nesse caso a agricultura demonstra que consegue colocar pessoas além do Ministério da Agricultura, dando suporte a essa tese.

Bolsonaro colocou uma engenheira agrônoma como Ministra da Agricultura, em vez de um político e advogado como Wagner Rossi, indicado por Lula e Dilma.

Será o constante crescimento do Comunitarismo da pequena cidade daqui para a frente, em detrimento das ideologias do passado que fracassaram.

É o crescimento do interior Comunitário e Solidário.

Sem dúvida, uma batalha que será violenta nos próximos anos, mas tudo indica que o Brasil agrícola será o vencedor.

(Lido por 16086 pessoas até agora)

34 Comments on Entenda Essa Crise Política. É o Poder Mudando de Mão.

  1. Até aqui se percebe comentários com viés politico! Parabéns Dr. S. K excelente analise! 👏👏👏👏👏👏

  2. A agricultura velha ficou viciada no regime escravocrata, e permaneceu displicente e descuidada pelos coronéis fazendeiros. Em 1994 o plano real mais a abertura atabalhoada barateou o preço dos produtos importados, vinha de tudo para o Brasil, ficou difícil exportar até para o agro, o Brasil exportou empregos e pagou caro. Com a necessidade de alimentos o agro foi crescendo e com o dólar mais real foi deslanchando produzindo com mais esmero.
    Que o agro continue progredindo, faturando, preservando a natureza. Que a indústria reaja gerando empregos e produtos de qualidade. Brasil potência.

  3. As hostes canalhas bolsonaristas deturparam, inventaram e descontextualizaram totalmente esse texto, professor. Espia só:

    Entenda Essa Crise Política.
    É O Poder Mudando De Mão.
    Por Stephen Kanitz
    09/06/2020 13:25

    Stephen Charles Kanitz é consultor de empresas e conferencista brasileiro, mestre em Administração de Empresas da Harvard Business School e bacharel em Contabilidade pela Universidade de São Paulo
    Essa súbita polarização na política, que deve estar assustando muitos dos meus seguidores, na realidade é simplesmente um fim de ciclo.

    O poder reinante nesse pais nos últimos 25 anos está sucumbindo, lutando com todos os seus meios para impedir o inevitável.

    Usam jogo sujo sim, mas é por puro desespero.

    Quem está perdendo miseravelmente é a indústria, os sindicatos, os partidos desses trabalhadores chão de fábrica, as grandes cidades, os industriais cada vez mais falidos e subsidiados.

    Quem está crescendo e ganhando é a Agricultura.

    A agricultura por si já representa 25 % do PIB, contra 10% anos atrás.

    O agro negócio, que incorpora as indústrias que a fornecem, como mineração de fertilizantes, a indústria de tratores, os bancos, as seguradoras, as transportadoras passa a ser 40% do PIB, tranquilo.

    Ter 40% do PIB significa dinheiro, crescimento, poupança, prosperidade.

    Significa crescente poder político, que ao contrário que a maioria das pessoas pensam, o setor Agrícola não tinha comensurável a esses 40%.

    Foi sempre a agricultura que gerou exportações e superávit no câmbio, foi sempre a indústria que importava máquinas estrangeiras.

    A Indústria sempre foi muito mais forte do que a Agricultura, mas agora ela definha, não apresenta lucros, não tem mais poder financeiro.

    Isso explica as alianças desesperadas, como a do Paulo Scaf com Partido Socialista, da Globo com o Psol, da Folha com o PT, do Abílio com a Dilma.

    Desespero total.

    Foi sempre a Indústria que indicava os Ministros da Fazenda, normalmente economistas ligados a Fiesp como Delfim Neto e Dilson Funaro, por exemplo.

    Foi esse total descaso pela nossa Agricultura que resultou no enorme êxodo rural, que tanto empobreceu esse país e fortaleceu esses partidos de esquerda.

    Nada menos que 45% de nossa população teve que abandonar a agricultura, abandonada que foi pelos Ministros da Fazenda.

    Que nem sabem mais o significado de “Fazenda”, apropriado para um país destinado a agricultura, como o Brasil e a Argentina.

    Foi Raul Prebish, que convenceu economistas argentinos e brasileiros como Delfim, Celso Furtado, Jose Serra, FHC e toda a Unicamp, a esquecerem nossa agricultura a favor da “industrialização” para o mercado interno.

    Por isso investirem fortunas com incentivos, leis Kandir, subsídios via o BNDES em indústrias antigas mas que “substituiriam as nossas importações”, dos mais ricos, num país constituído de pobres.

    Somente a partir de 1994 , que passaram a produzir para a Classe C e D, movimento do qual fiz parte.

    Foi esse êxodo rural que gerou a pobreza e as favelas nas grandes cidades, e que permitiu a esquerda cuidar dos mais pobres e se elegerem por 24 anos.

    Mas não tendo percebido o erro de Prebish, é essa “substituição das importações” que irá gerar nossa estagnação e não inovação, e lentamente destruiu a nossa indústria nascente a partir de 1987.

    De 27% do PIB, 45% com seus agregados, a Industria entrou numa espiral descendente para 14,5% hoje.

    Em 40 anos passa de 45% do PIB para 14,5%.

    Que reviravolta.

    Essa atual crise política no fundo é a crise da indústria e das famílias ricas desesperadas, empobrecidas mas ainda com certo poder político.

    É a crise dos sindicatos trabalhistas que vivia dessas contribuições sindicais.

    Perderam poder econômico e percebem que estão perdendo o político, da qual nunca mais se recuperarão a curto prazo.

    Quem acha o contrário que pense nos números.

    Isso explica esse desespero da imprensa, dos artistas subsidiados, dos intelectuais das grandes cidades.

    Ela é violenta por ser desesperada.

    Mas é simplesmente o canto da sereia desse grupo que vivia da indústria e de seus impostos.

    Os números que apontei são inquestionáveis e só tendem a crescer.

    A Agricultura, justamente por ter sido esquecida pelo Estado, venceu a Presidencia em 15 Estados.

    Ronaldo Caiado, representante eterno dos agricultores, vence em Goiás. As grandes cidades foram contra, elegendo Doria e Witzel.

    “Bolsonaro é quase unanimidade no setor”, disse Bartolomeu Braz Pereira, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja).

    Mais Brasil Menos Brasília, é o brado mais campo menos cidades em decadência.

    Bolsonaro foi eleito não pelos liberais nem pelos conservadores das grandes cidades, que hoje se sentem enganados, e só falam mal dele.

    Bolsonaro foi eleito pelo seu apoio aos anseios da Agricultura.

    Que com esse sucesso da Agricultura em 2020 só irá crescer.

    Com o Covid, haverá uma fuga das cidades para o campo, dos apartamentos para casas, dos escritórios para o Zoom.

    E em mais 4 ou 5 anos, a Agricultura terá o poder político que merece, elegerá quem quiser, com ou sem Bolsonaro em 2022.

    O poder da esquerda e da indústria vinham ultimamente pelo saque ao Estado, vide o mensalão e o petróleo.

    E todos sabemos que no Brasil dinheiro é poder político.

    “Follow the money”, como diria Sérgio Moro.

    Moro não percebeu que não foi o combate a corrupção que elegeu Bolsonaro.

    Foi a Agricultura.

    Na cidade Agronômica, Bolsonaro ganhou com 79% dos votos.

    Na cidade de Sorriso teve 74% dos votos.

    Na cidade Rio Fortuna teve 68% dos votos.

    Em Mato Grosso do Sul teve 61% dos votos.

    Vejam os mapas da fronteira agrícola e os votos dados ao Bolsonaro em 2018.

    Quem elegerá os nossos Presidentes em 2022, 2026, 2039 sera a bancada agrícola, não a bancada industrial quebrada e falida.

    Quem mandará nesse pais será o pequeno agricultor, e não a FIESP, os Marinhos, os Gerdaus, os intelectuais e artistas da Globo que viram seus impérios empobrecerem de 1987 para cá e nada fizeram.

    Que elegeram o Lula e a Dilma, achando que assim permaneceriam no poder político, manipulando os via corrupção.

    A tese que Bolsonaro não foi eleito mas que foi Haddad que foi rejeitado, não se sustenta numericamente.

    Haddad tinha 41% de rejeição contra 40% de Bolsonaro. Ou seja a diferença é de somente 1%.

    Não são Bolsonaro e seus filhos que são a grande ameaça à esquerda, como a imprensa e o Supremo acham.

    É a Agricultura.

    E ninguém dará um golpe nela.

    Ricardo Salles é que está dando um chega para lá aos ecologistas que querem destruir nossa agricultura, e foi quem ajudou termos esse superávit colossal.

    Bolsonaro colocou uma engenheira agrônoma como Ministra Da Agricultura, em vez de um político e advogado como Wagner Rossi, indicado por ambos Lula e Dilma.

    Será o constante crescimento do Comunitarismo da pequena cidade daqui para a frente, em detrimento da Esquerda das grandes cidades.

    É o crescimento do interior Comunitário e Solidário, do Brasil e menos Brasília.

    Um mais Brasil administrável, em detrimento das grandes cidades frias, solitárias, sem compaixão que alimentou os votos da esquerda.

    Não é o Liberalismo e a Direita que são a grande ameaça para a esquerda, como a imprensa e o Supremo acham.

    É a Agricultura.

    Uma batalha que ela já ganhou, mas poucos perceberam.

    Abraços

    Stephen Kanitz

  4. Prezado Dr Stephen Kanitz,
    Espero sinceramente que suas idéias e prognósticos tenham sucesso pleno!
    O que me assusta em nosso País, um dos ou, em futuro próximo, o maior produtor de alimentos, é a falta de política pública para agregar valor à essa produção, tendo, como exemplo a CONAB, cujo Estatuto Social estabelece, de forma clara e objetiva:
    “[…]
    Art. 4º A Conab tem por objeto social:
    […]
    IV – formar estoques reguladores e estratégicos objetivando absorver excedentes e corrigir
    desequilíbrios decorrentes de manobras especulativas;
    […]
    Art. 5º A Conab tem por objetivos:
    I – planejar, normatizar e executar a Política de Garantia de Preços Mínimos do Governo
    Federal;
    II – implementar a execução de outros instrumentos de sustentação de preços agropecuários;
    III – executar as políticas públicas federais referentes à armazenagem da produção
    agropecuária;
    IV – coordenar ou executar as políticas oficiais de formação, armazenagem, remoção e
    escoamento dos estoques reguladores e estratégicos de produtos agropecuários;
    V – executar as políticas do Governo Federal, nas áreas de abastecimento e regulação da oferta
    de produtos agropecuários, no mercado interno;
    *VI – desenvolver ações no âmbito do comércio exterior, consoante diretrizes baixadas pelo
    Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e legislação que disponha sobre a
    Câmara de Comércio Exterior – Camex, do Conselho de Governo;*
    VII – participar da formulação da política agrícola; e
    VIII – exercer outras atividades, compatíveis com seus fins, que lhe sejam atribuídas ou
    delegadas pelo Poder Executivo.
    Art. 6º Para a consecução de seus objetivos, a Conab poderá:
    *I – comprar, vender, permutar, promover a estocagem e o transporte de produtos de origem
    agropecuária, atuando, se necessário, como companhia de armazéns gerais;*
    *II – executar operações de comércio exterior, nos mercados físico e futuro, de produtos de
    origem agropecuária;*
    III – coletar, sistematizar e divulgar dados, informações e conhecimentos com vistas a facilitar o
    acesso à inteligência agropecuária no apoio ao desenvolvimento do setor rural;
    IV – participar dos programas sociais do Governo Federal que guardem conformidade com as
    suas competências;
    *V – firmar convênios, termos de cooperação, acordos, ajustes e contratos, inclusive para
    financiamento e para gestão de estoques agropecuários de propriedade do Governo Federal,
    com entidades de direito público ou privado;*
    *VI – efetuar operações financeiras com estabelecimentos de crédito, inclusive mediante
    garantia do Tesouro Nacional, observada a legislação em vigor;*
    *VII – aceitar, emitir e endossar títulos;*
    *VIII – receber garantias de caução, fiança, aval, penhor e hipoteca;*
    IX – aceitar doações e dar destinação a elas, de acordo com os objetivos da Conab;
    *X – promover a análise e o acompanhamento do agronegócio brasileiro, incluindo oferta e
    demanda, preços internos e externos de produtos agropecuários e insumos agrícolas, previsão
    de safras e custos de produção;*
    XI – promover a formação, o aperfeiçoamento e a especialização de pessoal, em atividades
    relativas aos objetivos da Conab;
    XII – prestar apoio técnico e administrativo, mediante remuneração ou celebração de acordo
    de cooperação, ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e a outros órgãos e
    entidades públicas Federais, na execução das ações decorrentes dos mandamentos legais e regulamentares da legislação agropecuária e do preceito institucional de organizar o
    abastecimento alimentar; e
    XIII – prestar apoio técnico e administrativo, mediante remuneração, a outros órgãos,
    entidades públicas e empresas estatais, na execução das ações decorrentes dos mandamentos
    legais e regulamentares da legislação agropecuária e do preceito institucional de organizar o
    abastecimento alimentar.
    *Art. 7º A Conab poderá receber recursos do orçamento fiscal e da seguridade social da União
    para o pagamento de despesas com pessoal ou de custeio em geral e de capital, conforme
    expressamente autorizado pela Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000, e pela Lei
    Orçamentária Anual vigente.* […]”
    Ao que consta, são dois os maiores produtores de grãos e proteína animal, EUA e Brasil.
    O único bem do qual quase todos os demais países do mundo são totalmente dependentes, é alimento.
    Não entendo porquê a CONAB e sua homônima nos EUA, Argentina e outros grandes produtores agrícolas não possam fechar suas respectivas torneiras, honrando os contratos já firmados, mas negociando em suas respectivas bolsas de mercadorias melhores preços de seus produtos.
    Sinceramente, não posso entender como em uma crise sem precedentes, com nossa indústria automobilística produzindo menos de 20% de sua capacidade, nosso País vender 1 tonelada de milho ou soja por valor inferior às rodas montadas de uma máquina agrícola, lembrando que esta não serve para alimentação humana ou animal.
    Cordialmente,
    Guilherme Ribeiro

  5. Um artigo desses é o que se pode esperar de um grande estrategista. Raridade! Sua coluna vertebral, a da mudança de mãos do poder, é irretocável. As opiniões sobre os ocupantes da carruagem nesse momento inicial das grandes mudanças podem variar, mas os vejo como aspectos temporais, menos relevantes. O resultado final de todo o terremoto a que isso tudo pode levar também me parece algo ainda bem indefinido, entre outros pela luta de poder que pode desencadear face aos privilégios encastelados no vastíssimo aparato estatal.
    Mas a direção inercial inicial das forças em jogo está extremamente clara!.

  6. Brilhante análise. O saudoso Roberto Campos em suas memórias (Lanterna na Popa) relata a sua luta pessoal (desde a década de 1950) pela adoção do câmbio livre (que, na sua visão, impulsionaria a vocação agro do Brasil). Mesmo tendo sido Ministro do Planejamento não conseguiu implementá-la, o que só viria a ocorrer no início de 1999 (como um dos tripés da política econômica de estabilidade). Desde então, combinado com a política de desoneração do ICMS na exportação de produtos primários e semi-elaborados (LC n 87/1996), o agronegócio é que tem mantido o Brasil solvente. Quem conhece as cidades do interior do Brasil, onde o agronegócio prospera, sabe de que estamos falando. Mais uma vez, parabéns pela brilhante análise.

  7. Essa gente com pretensão a querer saber mais do que o Professor Kanutz, um verdadeiro Harvard , é uma piada. Até aqui, onde o cenário é a pura análise estrutural, essa gente quer politizar.

  8. Dizer que Salles é um bom ministro é no mínimo desconhecimento da realidade brasileira… já perdemos bilhões de dólares e perderemos outros tantos por conta da política ambiental destrutiva que aí se encontra…Falar dos grandes do agro é fácil… já dos pequenos agricultores é beeem dificil, até porque não há política para eles. Falar dos desregramento de conquistas junto a temas ambientais também é difícil para quem defende o atual sistema do meio ambiente. Infeliz esse seu comentário… E por falar em Carla Zambelli……..

  9. Então poderia-mos concluir que um futuro êxodo urbano está para acontecer ?

    Grato

  10. Excelente artigo professor Kanitz.
    Penso igual.
    Parabéns!!!

  11. Uma contribuição: basta ver o sucesso das duplas “sertanejas”, líderes em quaisquer plataformas. Mostra que o “sertanejo” acessa tecnologia, e transforma também o consumo cultural.

  12. Não quero criticar este texto, só quero tecer alguns comentários.Eu não acredito que o Sr. tenha lido o que escreveu. Há várias inverdades. Falar bem dos dois ministros Salles e Tereza não condiz com a atuação de ambos. O nosso agronegócio sempre teve atenção de nossos governantes. Na década de 70, precisamente em 73 foi criada a Embrapa que nos trouxe um salto de qualidade na agricultura e pecuária brasileira.No Governo Lula o ministro Roberto Rodrigues era egresso do campo. Sua análise professor, carece de mais estudo. Um fraternal abraço.

  13. Ótimo artigo! Aqui ganha destaque a tecnologia na agricultura abrindo espaço para pequenos empreendedores que poderão produzir em escala e consequente emigração dos grandes centros colapsados. Uma acomodação que promoverá melhor distribuição das riquezas.

  14. Não sei se é de seu conhecimento, este artigo está sendo reproduzido com muitas modificações por WhatsApp

  15. Prezado Mestre S.K.

    Brilhante analise e feliz conclusão!
    Assim seja…que tenhamos coragem e muita acertividade em nosso escolha do próximo P.R.
    E claro que DEUS decida nos abençoar definitivamente !

    Mestre S.K. continue sendo nossa BUSSOLA…abs

  16. Esse Alexandre, e outros que vieram aqui expor seu pensamento diferente, deveriam deixar se acreditar cegamente em Willian Bonner & cia, e acreditar mais em pessoas de boa índole comprovada, estudiosos e de credibilidade à toda prova, como Stephan Kanitz

  17. Parabéns pelo artigo e pela correta visão da conduta brasileira atual com relação à agricultura e preservação ambiental.

  18. Perfeita a análise. Mas acredito que o voto conservador nos costumes e liberal na economia foi determinante também. abraço Professor Kanitz.

  19. Pelo que entendi, tudo indica que teremos que refazer o caminho, da cidade para o campo novamente. O que não significa regressão. Talvez, interação… ou a integração de dois brasis até então separados pelo mesmo cordão umbilical. Ótimo.

  20. A China, além de comprar produtos, está comprando empresas, fazendo infraestrutura, comprando terras etc, os interesses são muito conflitantes. qual sua visão?

  21. É muito simples o que você fala , oagronegócio gera só 21 milhões de empregos , a indústria automobilística que tanto foi defendida pelos pseudointelectuais gera 400 mil empregos : refletem !!!

  22. o Ministro Salles é só um CRIMINOSO, que a nossa justiça, como sempre, deixa solto por aí. E o Pior de tudo, ocupando um cargo público de relevância para todos os brasileiros. Um país sujo, arcaico, retrógrado e extremamente desigual, como bem quer a Elite Branca e racista!

  23. o Ministro Salles é só um CRIMINOSO, que a nossa justiça, como sempre, deixa solto por aí. E o Pior de tudo, ocupando um cargo público de relevância para todos os brasileiros. Um país sujo, arcaico, retrógrado e extremamente desigual, como bem quer a Elite Branca e racista!

  24. Agricultura do grande latifundio, financeirizada pelo capital especulativo, poucos empregos gerados por essas fazendas, o pequeno produtor continua endividado e pobre. A destruição da floresta passa por esse processo e da lugar a esses grandes latifúndios.
    Parece que vc fala apenas para agradar os poderosos do setor agrícola. Uma pena!

  25. Muito bom professor Kanitz.
    Gostei do artigo, e compactuo com suas análises.
    Me admira ter gente sem educação que vem até o seu espaço para lhe criticar, o que é, de longe, uma falta de respeito por suas ideias e sua trajetória.
    Parabéns

  26. Bom Dia!
    Quero fazer das palavras do Sr. Alexandre as minhas. Admira-me muito, Sr. Kanitz que um homem de sua capacidade intelectual tenha uma visão tão estreita da nossa política institucional.

  27. O que falta e o equilíbrio nos setores de produção.
    Temos que manter equilíbrio entra capital,terra e trabalho.
    O sistema monetarista não se aguenta.

  28. Nunca ali algo assom simples direto e objetivo. Ver em MS cidades com escolas públicas municipais com ôtimo nível de aprendizado e estrutura, onde filhos de fazendeiros frequentam com sus funcionários o mesmo pátio da escola. Graças ao agronegócio.
    Mas a esquerda luta para a teta oficial lhe manter. Acabou

  29. Excelente análise concordo e estou iniciando estudos de Viabilidade para migrar do setor de hotelaria (ler Arbnbn no comendo) para o setor do agro negócios

  30. Boa noite. Não sei se o sr. mora no Brasil. Acredito que não. Eu e inúmeros outros brasileiros que também temos instrução (e bastante) não conseguimos ver este novo Brasil que o sr. nos apresenta. No seu ponto de vista, os Ministros Salles e Tereza são os arautos da modernidade que nos levarão a outros patamares de riqueza e distribuição de renda. Agricultura extremamente intensiva. Só máquinas. Ganhos pela Agricultura, só indiretos. E a muito custo: bilhões de dívidas refinanciadas a juros cam e por ai vai. aradas e a perder de vista. Dívidas perdoadas e por ai vai. Quem paga isso tudo? Eternamente seremos vendedores de commodities e compradores de industrializados a preços enormes. Bolsonaro ganhou onde o conservadorismo, o medo, a desinformação eram gigantes. As notícias fake, vazamento de informações e etc. Olha o que isso nos levou. Ministro Salles, atuação vergonhosa. Questionamos dados científicos do INPE, da NASA. Enquanto isso, o desmatamento, queimadas, invasões e garimpo ilegal só aumentam. Até os países que nos financiavam desistiram. A agricultura é importante. A indústria também. Acho que até mais importante. O Ministério da Economia também nunca este interessado em desenvolver nada. Só vender, diminuir e desmontar fiscalização.

  31. Ok, parece bonito! Mas não estamos criando a elite do agro, em detrimento do conjunto da população?..
    Como corrigir este problema?

  32. o interior brasileiro é rico, não depende do governo (ao contrário ; sustenta o governo), tem renda bem distribuída, bom nível de vida, suas cidades são modernas, idem suas escolas e centros de pesquisas, somos conservadores e cristãos,a maioria evangélicos , somos contrários aos esquerdistas, e nos falta o poder político. Fomos nós quem elegemos o Bolsonaro e vamos continuar elegendo candidatos conservadores e de direita.

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