O Capital Social

Pertence à Sociedade

Tempo de leitura: 1 minuto e 45 segundos

Por que os Demonstrativos Financeiros das Empresas Capitalistas, colocam o Termo “Social” ou “Socialista” numa das peças mais importantes do controle Capitalista?

Se você é um jovem que foi endoutrinado pelos seus bens intencionados professores, lamento dizer que você foi enganado.

Você acreditou ingenuamente em tudo que eles lhe disseram, sem ao menos observar o mundo que o cerca, e as mentiras que lhe transmitiram, por uma razão ainda mais preocupante. Como você aceitou tudo, sem ao menos ler um único demonstrativo Capitalista, de uma empresa qualquer, e assim perceber este contraditório? O Capital Social, do sistema capitalista.

Uma única inovação ocorrida no século XV teve enorme influência para o progresso, a inclusão social, e a redução da pobreza. Foi a invenção do conceito de Capital Social pelo frei Luca Paccioli, o criador da Contabilidade.

Esse conceito perdura até hoje em todos os contratos sociais e balanços das empresas brasileiras. Antes de Luca Paccioli, um comerciante ou produtor que não pagasse suas dívidas poderia ter todos os bens pessoais, como casa, móveis e poupança, arrestados por um juiz ou credor; como ainda ocorre em muitos casos no Brasil.

Por isto, só um louco varrido abria uma empresa para gerar produção e empregos para os outros.

Por isto, na época, tínhamos a estagnação econômica, que ocorria nos últimos 1.400 anos, porque todo mundo produzia somente para si.

Produzir para os outros como as empresas fazem atualmente, nem pensar.

O conceito de capital social permitiu a criação da empresa de Responsabilidade Limitada.

Depois de Paccioli, se você montasse um negócio, sua responsabilidade ou “desgraça”, ficaria limitada ao Capital Social, e não abrangeria a totalidade de seus bens pessoais, como antes.

Incrivelmente, isto acabou sendo um ganha ganha para a sociedade. A sociedade ganhou capital e empreendedores, e estes limitaram o nível do seu risco.

Milhares de pessoas com competência administrativa e empreendedora inata começaram a produzir para os outros, e não somente para si. Empregando trabalhadores até então desempregados, sem medo de perder tudo se a empresa fracassasse.

Desde então, o mundo não para de se desenvolver, com exceção da América Latina, que ainda não entendeu o conceito.

Capital Social é o capital que os acionistas oferecem à sociedade para garantir que empregados e fornecedores recebam no final do mês.

Diferentemente do que se ensina, o Capital não pertence aos acionistas, e sim à sociedade – daí o termo social.

Os contadores e técnicos de Contabilidade vão concordar comigo, pois eles colocam o Capital Social numa categoria chamada “Não Exigível”, justamente porque são dívidas que não podem ser “exigidas” pelos acionistas enquanto a companhia existir. Estes somente têm o “direito” de reaver o Capital Social se a empresa fechar.

Como empresa rentável nunca fecha, o dinheiro nunca volta para o seu legítimo dono, e o Capital Social das empresas fracassadas vai para os credores e não para os acionistas.

Duzentas mil famílias brasileiras compraram nos últimos anos ações da Gol, Dasa, Copasa, Porto Seguro, Rossi, Gafisa, OHL, Iochpe, Grendene, Natura, Cyrela, Cosan, UOL e nunca mais verão a cor daquele dinheiro. Essas empresas jamais devolverão o dinheiro “investido”, porque ele agora faz parte do seu Capital Social. 

Essas famílias se juntaram a mais outros 2 milhões de investidores altruístas que ofereceram a sua suada poupança à sociedade brasileira, subscrevendo o Capital Social da Petrobras, Banco do Brasil, Vale, Telesp, Eletrobrás, e assim por diante. Todos eles, se precisarem de dinheiro, terão de torcer para que alguma alma caridosa ou tão altruísta como eles compre esses seus “direitos não exigíveis” no pregão da Bolsa de Valores de São Paulo. Isso se essas empresas continuarem a ser bem sucedidas e a América Latina resistir à onda antissocial que vem por aí.

Em troca de oferecer Capital Social à sociedade, e não para o Estado como dívida pública, você fará jus a uns míseros dividendos de 3% ao ano, e em 33 anos você terá o seu dinheiro de volta. Muito menos que os juros de 12% que o Estado paga aos capitalistas renteiros, que não oferecem Capital Social, e sim Capital Especulativo.

A maioria dos intelectuais da América Latina ainda conclama seus alunos a lutar pela completa “destruição do Capital do mundo”, esquecendo que a frase correta seria “Vamos destruir o Capital Social do mundo”.

É isto que você, jovem, realmente quer?

Foi isto que a Dilma e todos os guerrilheiros brasileiros queriam, transformar o Capital Social em Capital Estatal.

Muitos cientistas políticos e sociólogos usam o termo Capital Social de forma equivocada, uma tentativa deliberada de confundir o leitor.

No Brasil estamos 500 anos atrasados. Até hoje administrador de empresas, empresário, empreendedor que não puder pagar as suas contas, incluindo-se os impostos, perdem seus bens pessoais, porque a legislação permite aos juízes bloquear suas contas pessoais, apesar de vocês terem claramente disponibilizado Capital Social para a sociedade.

Nós administradores lutamos para que possamos aumentar o Capital Social nas Nações, e não destruí-lo como querem nossos intelectuais de esquerda. Contamos com você para mudar de lado, passar a defender o Social e não o Estatal.

Algo Para se Pensar

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9 Comments on O Capital Social

  1. Fui professor durante 7 anos
    Abri uma e
    Empresas que hoje completa 40 anos no ramo de alimentação
    Hoje sou aposentado e passei à gestão para meu filho
    Estou com 72 anos espero que a esquerda chegou o seu fim

  2. O socialismo é a maior desgraça da humanidade e devemos mata todos os parasitas nocivos a famílias e a pátria .

  3. E pensar que na faculdade é ensinado que a palavra social, no Capital Social, provem de capital em sociedade, ou seja, recurso amealhado entre um grupo de indivíduos (associação) na obtenção do objetivo comum, a “ganância”!

  4. Kanitz, com todo este barulho aí, será que voltaremos na era do escambo?
    Hoje com um nome mais sofisticado e globalizado:
    Seremos então “P R O S S U M I D O R E S” ?
    Será!!!?
    Disse certa vez:
    “Se DOW e ELLIOT eram capitalistas e não socialista, será que em suas teorias não deixaram de anotar alguma coisa”
    Nelson Costa

  5. Uma empresa é uma equação matematica. Querer atraves de leis, decretos ou qualquer outro paleativo é dosvortuar seu fim. Quem monta uma empresa é para trabalhar e ganhar seu sustento e correr riscos. Manipular o risco com leis e afins é contrario ao interesse social das empresas. Muito mais malefico é manter um monte de gente tentando se beneficiar das empresas, sugando empregos e beneficios da sociedade. Quem fala em currupção e afins não pode voltar sua vida para sugar as empresas e seus beficios sociais, alterando as regras e desrespentando as mais puras regras da convivencia humana, ou seja a matematica.

  6. Prezado Professor: Tenho uma pequena crítica a este texto. Sou professora de Contabilidade Há 30 anos, e Auditora da Receita há 22. A questão da “Apropriação indébita” não é apenas uma questão social. É crime. Quando se desconta do empregado o INSS ou o IRRF e não repassa-os aos cofres públicos, o empresário está sonegando um tributo. Então sou a favor que o empresário responda com o que for necessário para liquidar esta dívida.

  7. Kanitz, sempre questionável.
    Presumo que o capital social seja realmente da sociedade. Em caso de sociedades cooperativas, o capital social é de todos os seus cooperados a ela.
    Não tenho dúvidas que o capital social não é apenas para garantir que empregados e fornecedores recebam no final do mês. Qual será a origem financeira em investimentos? presumo que seja o capital social.

  8. Caro Kanitz
    s
    Não podemos esquecer uma particularidade de alguns picaretas que na abertura da empresa jogam o valor do Capital Social lá bem abaixo do real para burlar a lei em caso de execução. Expediente muito comum no Brasil.

  9. Prezado Kanitz,
    essa visão é prejudicial e antiquada, como advogado na área empresarial costumo questionar onde se encontra o principio da isonomia se para a fazenda pública não se respeita a limitação de responsabilidade, assim como também não se respeita no que tange aos débitos previdenciários e nas ações junto à justiça do trabalho.
    Porque os demais credores são diferentes?
    Essa cultura advem da crença na face prejudicial do capitalismo, como você bem destacou a alguns dias atrás, onde as pessoas tinham vergonha de dizer que eram ricas, exatamente pelo estigma que acompanhava o capital. Deste modo todo empresário é considerado picareta, se a empresa faliu é porque ele ficou rico deviando dinheiro e deixando de pagar aos trabalhadores.
    Esta visão precisa mudar, os maus empresários devem ser combatido mas não com o prejuízo dos bons e da própria sociedade. O capital social poderia ser definido não como capital da socieade, mas sim como capital aplicado à consecução do seu fim social, e portanto, capital social.
    Abraços

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