Meninas, Façam o Seu Check List Desde Cedo

Diz um ditado espanhol, “casa-te por amor e viverás em lágrimas”.

Não é para tirar ao pé da letra, mas o ele quer dizer é “casa-te só por amor e viverás em lágrimas.”

Casar-se, também racionalmente, faz todo o sentido e foi assim por 150 milhões de anos.

Só recentemente mudou.

Fêmeas de alguns pássaros escolhem exclusivamente por razão, pela simetria do pavão, outros machos precisam literalmente andar na água, ou fazer um ninho elaborado.

Homens até hoje escolhem por simetria do rosto e largura da cintura, e por isso ficam apaixonados e não vice-versa.

O problema que hoje defrontamos é definir o que é um casamento racional.

Muitas plataformas de relacionamento possuem algoritmos para determinar o grau de “compatibilidade”.

O problema é que um bom casamento é um misto de complementaridade e afinidade. Em alguns casos você quer o oposto do que você é.

Uma vez determinado o que seria melhor para você, elabore sua lista de qualidades e complementaridades, e guarde no seu bolso.

Exige estudo e determinação.

Certos atributos lhe ajudam a descartar de imediato, por isso os antigos salões de dança geravam casamentos melhores do que hoje.

Uma garota de antigamente poderia analisar 1.000 homens antes de casar-se, hoje não passa de 100.

Uma amiga minha de infância possuía esse check list desde os 18 anos.

Era um check list razoavelmente rígido, tanto é que demorou para achar um par.

Um dia ela feliz me contou: “Achei”.

– E você gostou dele?

– Ainda não, mas isso fatalmente irá ocorrer.

Viveram felizes para sempre.

No filme Amor Sem Escalas, George Clooney e sua amante Vera Farmiga, discutem a necessidade de se ter um check list, para a estagiária Anna Kendrick que acabara de levar um fora.

A cena é divertida porque ambos começam com longas listas de qualidades, e lentamente vão cortando um e outro item como não sendo tão essenciais.

Terminam com uma só qualidade.

Senso de humor.

Concordo.

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Comentários

6 Responses

  1. Mestre, delícia de texto. Um pouco fora dos seus usuais político/economicos. Mas também muito bom. Abraços

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