Desigualdade. Discussões Baseadas em Evidências.

Nos próximos 15 anos a desigualdade da renda será a discussão política número 1 a ser debatida.

Portanto, prepare-se para não ser enganado como muitos serão.

Será uma discussão complicada porque será politizada e polemizada.

Especialmente porque a renda, como a força muscular, a inteligência e as enfermidades na infância são fatores que tornam a renda desigual, bem como a própria vontade de trabalhar, portanto nada político nem ideológico.

Ou seja, a tese é correta, a renda é de fato muito desigual.

Mas não por culpa exclusiva dos ricos que produzem, mas pela natural desigualdade das competências humanas.

Portanto, o argumento de que a renda precisa ser igualmente ganha por todos é simplista demais para ser levada a sério e irreal.

Podemos sim discutir, e devemos discutir, quanto de desigualdade de renda é aceitável numa comunidade, o que seria muito mais realista e plausível.

Quanto de desigualdade podemos aceitar não faz parte de uma política de governo nem sequer é discutida.

Para termos uma discussão não polemizada precisamos nos comprometer desde já a alguns princípios, e critérios de coleta de dados.

1. Não mentir.

Como ao afirmar que a renda é “distribuída e precisa ser redistribuída”.

A renda não é distribuída e sim ganha com suor e lágrimas.

Alguém produziu, colocou à venda, pagou seus insumos e em 88% das vezes conseguiu acrescentar valor.

Um consumidor pagou mais pela soma das partes e mesmo assim ficou feliz com essa possibilidade.

Normalmente quem tem sua renda distribuída pelas Universidades, são justamente esses professores, redistribuída via impostos cobrados sobre os pobres.

2. Não publicar dados enganosos sobre distribuição, baseado em ideologia e não baseado em evidências.

Vejamos os dados de Piketty considerado o maior especialista da área.

Em nenhum momento, ele e os demais especialistas calculam o índice de Gini por faixa etária, sabendo muito bem que a idade é um dos mais importantes previsores de renda futura.

Ganha-se mais aos 45 anos do que quando se tem 17 anos e se é estagiário.

Quando se fazem índices de desigualdade, os 10% mais ricos ganham em média quatro vezes mais do que a média.

Só que os 10% mais ricos são justamente os 10% mais velhos, que ganham quatro vezes mais do que seus filhos.

Mas isso Piketty e todos os economistas especializados de distribuição da renda, escondem.

Para muitos, eu inclusive, isso é na realidade justo, como deveria ser, velhos com 30 anos de experiência deveriam ganhar muito mais que os filhos.

E não se esqueça, que estes 10% mais velhos já fazem distribuição da renda dentro do lar e não pelo Ministério da Economia, como quer Piketty.

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15 Comments on Desigualdade. Discussões Baseadas em Evidências.

  1. opinião livre. China, dizer ser comunista, pais que em 50 anos superou a todas as economias mundias. Sim, deve ser uma nova forma politica , superar todas as nações com desenvolvimento tecnologico, depender de todas as nações para ter comodities, materiais e alimentares, continuar a tentar da miséria miserável da fome uma população de 1,4 bi de pessoas. Manter a disciplina para conter esta massa interna com “ditadura disciplinar”. Olhando para nos , ainda com 521 anos de vida, monárquica tal qual a real casa portuguesa nos inculcou, mantendo barões, viscondes, condes príncipes e a outras castas com nomes diferentes, tais como senadores, deputados, vereadores, juizes, promotores, governadores, presidentes, ministros e outras mazelas que vivem do erário publico. Somos muito novos, temos muito ainda a caminhar, ja que sempre queremos inventar a roda e a pólvora. Os senhores economistas com suas teses numerarias estatisticas para demonstrar por a + b, que somos um pais com dificuldades historicas sem nunca apresentarem soluções praticas ou se sim apresentarem e serem derrotados pelos outros economistas da histórica esquerda que ainda é uma alma penada que pensa em dar brioches e circo a população ate que um dia a bastilha realmente venha. Vejam como nossas manifestações ainda continuam historicas sem enxergarmos que estamos no seculo XXI ano 2021, com mudanças radicais na geopolitica economica mundial. Continuamos criticando e não criando otimas soluções para conseguirmos andar a passos largos e não ficarmos nos refletindo na triste america latina, de comportamento feudal, invadida e colonizada pelas pobreza ibérica, abençoadas pela s.m.i.c, que continua nos afundando com suas variantes. Acorda Brasil!!! O mundo é global, todos dependem uns dos outros, o conhecimento e a comunicação virtual, são imperiosos, a educação ainda depende de alcaides sem cultura. Precisamos sim ter visão 360 e abertura para total de mentes liberais, culturais, educacionais e progressistas.

  2. É necessário que se diga que o sistema favorece quem tem mais dinheiro, independentemente da idade. E, ademais, quem tem mais dinheiro tem trânsito no poder e até o financia, e acaba recebendo de volta o investimento realizado.

  3. A necessidade do outro deve ser o fio condutor para que as desigualdades sejam diminuidas.

  4. somente para voltar ao foco:
    se nós não conseguimos deixar de lado os aspectos políticos ideológicos, como colocaremos nossos representantes para discutir o tema central proposto pelo professor? vamos a ele:
    Ou seja, a tese é correta, a renda é de fato muito desigual.
    Mas não por culpa exclusiva dos ricos que produzem, mas pela natural desigualdade das competências humanas.
    Portanto, o argumento de que a renda precisa ser igualmente ganha por todos é simplista demais para ser levada a sério e irreal.
    Podemos sim discutir, e devemos discutir, quanto de desigualdade de renda é aceitável numa comunidade, o que seria muito mais realista e plausível.
    Quanto de desigualdade podemos aceitar não faz parte de uma política de governo nem sequer é discutida.
    a igualdade é uma ficção matemática. dessa forma, forçoso é reconhecer as diferenças, tratá-las com humanidade e urbanidade, tentando encontrar os instrumentos em que possam ser sopesados na busca da equidade.
    essa é uma proposta séria, e o professor foi feliz ao expressar seus pensamentos.

  5. Mas, professor, pra quem parte do nada faz como?
    Será que não seria papel do Governo (a sociedade) prover o básico pro cara poder ter alguma condição de evoluir? Pelo menos na largada. Isso poderia reduzir a desigualdade inicial, não? Depois o cara se vira.

  6. O tema desigualdade não não deveria nortear o debate nacional. A falta de dignidade alimentar, de moradia e de educação são questões mais além de um embate estudantil. ideologicamente todos estariam satisfeitos com soylent green.

  7. Concordo se for possivel eliminar os ganhos oriundos da especulação (entenda-se: o cassino do mercado financeiro) que gera ganhos astronômicos sem geração real de valor (bens e serviços). Se rastrearmos a origem da maior proporção do galopante aumento de desigualdade observada nas ultimas décadas fica evidente que ela não vem dos ganhos de empresas que “produzem” produtos e reais serviços

  8. natalin
    Prefiro acabar é com gente burra, ignorante e racista como você. Comunistas devem esta incrustrados nos seus pensamentos eróticos, ou em sua saudade de algum, pq nas Universidades há pessoas inteligentes (muito mais do que você). O BURRISMO hoje está em voga!

  9. Parto do princípio de que “desigualdade” sempre haverá, até no “comunismo”.
    Então a meta é DIMINUIR a desigualdade e nunca acabar com ela. Essa GRANDE desigualdade brasileira que é o problema, e devemos pelo menos tentar diminuí-la.

  10. Complexo, nao sei o que é mais dificil, saber como o governo tera capacidade de gestao para planejar e distribuir renda ou saber se terá alguma renda disponível no Brasil pra ser distribuida.

    Será muito dificil distribuir renda no Brasil com o pais focado em agro-negocio de baixa tecnologia. Leiam sobre a Holanda, um pais minusculo que é o maior exportador agricola do mundo dado sua alta tecnologia.

    https://nationalgeographic.pt/ciencia/grandes-reportagens/1552-holanda-o-pequeno-pais-que-alimenta-o-mundo

    indo pra industria no Brasil (que hj compoe só 6% do PIB) temos tb um setor de baixa tecnologia que funciona como suporte ao setor agrario (processamento de alimentos) e montadoras de veiculos e construcao civil.

    Indo pro setor de servicos (o 2o maio grupo) , uma incognita como pode trazer renda se os outros setores tb nao sao de alta tecnologia.

    Seria interessante ver uma analise sobre o ganho de produtividade no Brasil. Pois a produtividade da mao de obra é equiavalente ao processo de agregar valor na cadeia produtiva. Eu sei que esse grafico é assutador… a produtividade media vem caindo vertiginosamente e acompanhado pela renda media caindo é um retrocesso de 2 decadas!

    Complexo viu. E vem ai a crise hidrica e a bomba fiscal com o Brasil chegeando a divida PIB de 100%. Que é outro tema importante… o Brasil mudou o calculo da divida e nao segue o padrao internacional, se ajustar estamos em 107%. Legal!

  11. corretíssimo professor. quem produz mais, se esforça mais e deve ganhar mais. é tão simples que os comunistas incrustados nas universidades burras brasileiras, normalmente as públicas, não querem enxergar. Por isso precisamos lutar contra esta escória. Ou eles, ou nós.

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