A Decadência das Nações

Tempo de leitura: 1 minuto

Sempre me impressionou, como a Argentina, segundo PIB per capita do mundo em 1900, entrou em 100 anos de decadência.

O bom senso me dizia que em algum momento o país criaria vergonha e colocaria as coisas em ordem.

Infelizmente, é possível entrar numa decadência eterna.

Vide Portugal com 500 anos de decadência, vide a Grécia com 2000.

Vide as manifestações no Brasil em 2013.

Por que países e civilizações entram decadência constante?

Existem 50 explicações, desde aquelas formuladas por Edward Gibbon, Toynbee, Oswald Spengler, Jared Diamond, e outros.

Argumentam que foram guerras, uso intensivo de recursos, parasitismo da classe dominante, ciclo natural das coisas, velhice, e assim por diante.

A Ciência da Administração parte do pressuposto que toda civilização enfrentará problemas de todas as ordens, algumas das quais podem até gerar colapso.

Mas o cerne para impedir decadência das nações é:

1. Saber identificar corretamente os problemas a tempo,

2. Achar as soluções corretas a tempo,

3. Implantar as soluções a tempo, impedindo que problemas se acumulem.

São estas falhas que devem ser analisadas, porque nada disto ocorre neste países , algo que os historiadores ignoram.

Você percebe inclusive nestes livros dos historiadores, que os primeiros a identificar corretamente os problemas foram os próprios historiadores, 400 anos depois que eles apareceram.

Inclusive, estes historiadores se orgulham de ter identificado as causas, mas não se perguntam porque a civilização não fez o mesmo.

Para se ter uma civilização duradoura, não é necessário ter exércitos fortes, recursos naturais inesgotáveis, instituições perenes, leis obedecidas, como argumentam os historiadores.

Para se ter uma civilização duradoura é necessário:

1. Criar instituições que identifiquem os problemas (verdadeiros) de uma forma pontual.

São os contadores, os estatísticos, os geradores de informação de todos os tipos.

São os criadores de benchmarks, os planejadores estratégicos que olham 20 anos para a frente.

Civilizações que não identificam seus verdadeiros problemas a tempo irão lentamente sendo engolidas por eles.

Vide Argentina.

2. Criar Instituições interdisciplinares, compostas de todas as profissões e especialidades da civilização.

São os famosos Think Tanks criados nos Estados Unidos em 1910, como Brookings, Rand, Hughes, etc.

Supostamente serão eles que acharão as soluções (corretas) aos (verdadeiros) problemas.

Civilizações que não acham as soluções para os seus verdadeiros problemas a tempo vão ficar patinando e entrando em atrito e discussões internas, e frustração generalizada.

Vide Portugal.

Ele identifica corretamente seus problemas, nas não tem o tamanho necessário para ter Think Tanks à altura.

3. Criar instituições e uma classe profissional capaz de implantar com sucesso e rapidez as soluções corretas para os problemas verdadeiros.

O problema do Brasil, que em 1945 fecha deliberadamente as Escolas de Administração do Brasil, lei 7988 DE 1946.

Temos o IBGE, e os departamentos estatísticos dos mais variados.

Temos a FIESP e seu excelente corpo de economistas e conselheiros.

Temos os Think Tanks como o Instituto de Pesquisas Avançadas da USP, o IEDE, e outros órgãos com propostas e reformas de classe internacional. Isto nós temos.

O que não sabemos é implantar as soluções de forma correta e rápida.

Entregamos esta tarefa a amadores, aprendizes, gestores que usam gestos e dirigem com as mãos, sem conhecimento técnico e experiência anterior.

Achamos isto normal.

“Se o problema está identificado, é meio caminho andado.”

Ledo engano, é 10%.

Achada a solução, são outros 40%.

Isto faz parte da iniciativa, e a acabativa?

Portanto, não chorem pela Argentina, o Brasil pode seguir o mesmo caminho. As manifestações de 2013, onde milhares saíram às ruas, causando um estrago enorme na nossa imagem internacional, por R$ 0,20 centavos, mais 20 bilhões da copa, mais R$ 60 bilhões de corrupção, mas nada protestaram do rombo da previdência de R$ 14 trilhões. Pelo contrário, muitos saíram às ruas para por fim ao Fator Previdenciário. Estamos no mesmo caminho da Argentina, Portugal e Grécia.

E o pior, temos os administradores que precisamos, mas não apoiamos.

(Lido por 400 pessoas até agora)

29 Comments on A Decadência das Nações

  1. O regime de governo do país é uma piada.
    É um parlamentarismo com presidente, ambos tendo que ser vigiados pelo judiciário que deixa de julgar para legislar, discutindo ou pior, determinando se um projeto de lei ou uma lei já estabelecida é constitucional. Perdem tempo revisando o que deveria ser de conhecimento dos parlamentares.
    Todos eles usam a máquina para enriquecer.
    A primeira coisa que deveria mudar nesse país é a consciência da população, mas essa, sem educação e cultura, vive entorpecida com festas, bebidas, futebol e feriados. Ninguém suporta tocar no assunto política porque é imoral o que fazem os nossos representantes.

  2. O Brasil nasceu às avessas.
    Primeiro foi “descoberto”, depois foi parte de um império, então virou país e depois, por decreto “virou” república, mas nunca chegamos a ser uma nação.
    Temos língua comum, mas não nos entendemos. Vejam a questão dos royalties do pré-sal. Afinal de contas é PetroBRás, ou PetroSUDESTEbrás? É uma empresa nacional ou regional? E se descobrirem petróleo de melhor qualidade no Nordeste, os estados do sudeste não quererão o seu quinhão? Os estados das outras regiões também não teriam direito aos lucros da extração de riquezas do solo NACIONAL?
    É assim que se comporta uma nação?
    Acho que não.

  3. Boas receitas existem. Faltam os líderes com coragem para enfrentar os donos do poder. Coronéis, gangsteres, mafiosos, políticos e empresários corruptos. Todos eles tem interesse que uma nação nunca saia do ciclo de depressão.
    Mas entre milhões existem aqueles que não se acovardam e conseguem não só enfrentar os maus, mas também contagiar a população para que ela faça valer a sua força, seja nas urnas, seja nas ruas, como está acontecendo no oriente médio. Mas quem enfrentará os exércitos dos poderosos? Quem será o mártir que sará a sua vida para que a de milhares ou milhões melhore?
    Você? Eu?

  4. Aos bons governos, resta o recurso de se reelegerem-para isso não se precisa atropelar a vontade do Povo. Os bons também acabam, no Parlamentarismo: ninguém perguntou aos ingleses se queriam trocar Tatcher por Major como se fossem intercambiáveis. Casos em que a mudança tenha sido para o bem são raros: embora tenha permitido substituir Chamberlain por Churchill, teria sido quase impossível eleger Churchill se ele fosse membro da minoria, um trabalhista, por exemplo. O mais comum é que o mandato variável adicione instabilidade, pergunte a italianos e japoneses (imersos na crise), que têm tido mais chefes de governo do que a Bolívia nos velhos tempos.
    Não, não será roubando aos brasileiros o direito de escolher seus líderes que salvaremos o Brasil.

  5. Não,não sou. Nem petralha, nem tucanalha, sou um patriota brasileiro.
    A Alemanha sob o Parlamentarismo, um regime em que o povo não pode escolher seus líderes, mergulhou no abismo nazista. A França parlamentarista mergulhou no abismo de Vichy e no desastre da Argélia-de Gaulle eliminou o sistema parlamentar para poder salvar o país da dissolução. Na Tchecoslováquia e em Cuba, o Parlamentarismo foi o cavalo de Tróia que levou o comunismo ao poder. Na Itália, o Parlamentarismo levou a Mussolini.
    Não existem países africanos e latino-americanos (não há muito tempo, Portugal e Espanha também não poderiam ser incluídos) desenvolvidos, não importa o sistema. O que falhou foi a cultura, não o sistema político (só falta dizer que a Alemanha do Kaiser conseguiu ameaçar a supremacia econômico-militar da Inglaterra porque o despostismo à prussiana é melhor do que o constitucionalismo à inglesa). Nossa nação precisa de uma regeneração dos costumes, não de mais casuísmos.
    Eu repito: se a crise americana é do Presidencialismo, as crises japonesa (duas décadas perdidas!!) e europeia são crises do Parlamentarismo.

  6. Herminio, eu não disse que o presidencialismo é causador dos problemas, apenas que no presidencialismo fica mais dificil implantar as soluções, pela falta do corresponsabilidade entre os poderes legislativo e executivo. O mandato por tempo fixo me parece um problema muito importante no presidencialismo, possibilita que pessimos governos perdurem e bons acabem. Claro que eu sei que um pais rico (vide Arabia Saudita) não significa um pais desenvolvido e uma sociedade socialmente justa.

  7. Calma Thiago.
    Primeiro eu não falei que todos os paises parlamentaristas dão certo, até por que não são todos parlamentarismos iguais como você coloca. Russia, China e India absolutamente não podem ser incluidos em governos parlamentaristas como da Inglaterra, Alemanha e outros com ou sem rei. Eu so disse que não existe outro pais desenvolvido presidencialista alem dos EUA entre os 50 melhores em IDH. Veja que o presidencialismo americano é muito diferente dos demais. Claro que incluo liberdade e democracia como fator fundamental para se ter uma sociedade digna e socialmente justa. Só por curiosidade, você é petista?

  8. “O que não sabemos é implantar as soluções de forma correta e rápida.”
    De repente sabemos as açoes que deveremos tomar porem tem as influencias e interesses outros de nos tiram do caminho correto

  9. Concordo com Thiago. Achar que o Presidencialismo causar a crise nos EUA, mas o Parlamentarismo não causou a crise na Europa e no Japão, que o Presidencialismo é responsável pelo fracasso do Brasil, mas o Parlamentaeismo não é responsável pelos desastres na Etiópia e na índia é simplesmente de deixar levar por uma fé cega e renunciar a qualquer pretensão a seriedade intelectual. Achar que IDH é uma conspiração comunista é coisa de louco furioso. Dizer que roubar o direito do povo de escolher seus governantes vai salvar o Brasil é coisa de quem age de má-fé.

  10. “Penso que o problema está na forma de governo que adotamos, não existe país Presidencialista desenvolvido, veja o comentário do Kanitz sobre isto.”
    Diga isso aos americanos, eles vão adorar saber. Estranho é que, se a crise americana é a crise do presidencialismo, as crises europeia e do Japão são crises do parlamentarismo? Não? Dogma religioso é fogo, não é? Os gregos e espanhois viraram presidencialistas?
    O Brasil patinou no Império com o parlamentarismo (culpa da Monarquia? E a Suécia, a Holanda e a Dinamarca, etc.?). Boa parte da Ásia (países como Coreia, Cingapura e Taiwan, por exemplo) desenvolveu-se sob ditaduras brutais que só podem ser chamadas de parlamentaristas se você quiser chamar de parlamentaristas também Cuba e a URSS-ambos com primeiros-ministros e parlamentos teoricamente poderosos- as Rússias de Nicolau II e Kerensky, para não falar na de Iéltsin e Vladimir Putin, esses maravilhosos sucessos, além do Japão de Tojo, que era, veja só, primeiro-ministro, além da China Comunista). Assim como a monarquia não funcionou para o Brasil, para a Suazilândia ou para o Império Centro-Africano, só wishful thinking para fazer alguém acreditar que o Parlamentarismo funcionaria para países que não se ajeitaram com o Presidencialismo (apenas adapta-se a piada que diz que os russos tinham estragado o socialismo e agora estão tratando de estragar o capitalismo). O Parlamentarismo falhou na Índia, fracassou na Etiópia,paralisou a Alemanha de Weimar. Não à toa, um dos primeiros atos de de Gaulle para livrar a França da tragédia foi se livrar do imobilismo parlamentarista. Se você excluir da sua definição de parlamentarismo bem-sucedido todas as exceções gritantes, vamos ficar com os suspeitos de sempre, que são o centro do mundo há séculos: escandinavos, Reino Unido e algumas Colônias (incluindo os EUA presidencialistas), um punhadinho de outros países parlamentaristas do continente europeu e-em matéria de poder, embora não sempre de liberdades públicas-a Alemanha, sempre forte e devendo ser levada em conta, sob os reis, sob o Kaiser, sob a República, sob Hitler, sob Adenauer e sucessores, sob a bota soviética-a economia mais eficiente do bloco socialista- e, agora, unificada sob o Parlamentarismo. Aliás, graças ao Parlamentarismo e seus conchavos, o regime de Weimar ficou paralisado e Hitler, derrotado nas eleições presidenciais, tornou-se líder da Alemanha. No Presidencialismo, os eleitores escolhem seus líderes, sei que não é “administração profissional bem-eficiente socialmente responsável”, como comentou alguém por aqui, mas eu prefiro assim, obrigado. Sob o Parlamentarismo, quem votou em Tatcher teve que engolir Major, quem votou nos Liberal Democratas teve que engolir os Tories!
    Depende da sua definição de sucesso. A minha inclui democracia e liberdades civis, então não posso apontar nenhum país socialista bem-sucedido. Como ela também inclui sucesso econômico e social, eu não posso citar nenhum país latino-americano ou africano, independentemente do regime, que tenha dado certo. Eu não falei em redistribuir nada (a Nomenklatura socialista ficará feliz em saber que você os considera uns altruístas), falei em como reconhecer bem-estar social (ou como é que você vai saber que seu maravilhoso Parlamentarismo deu certo, é artigo de fé, é isso?), não tenho fórmula para alcançá-lo-e, se a sua ideia é chamar de volta o Visconde de Ouro Preto para governar o país, você não tem ideia nenhuma! Falando em fracasso do socialismo, talvez lhe interesse saber que Emmanuel Todd, examinado dados como a queda da expectativa de vida da população, previra, ainda nos anos 70, o colapso do sistema soviético enquanto o mundo tremnia de medo diante do urso soviético. Às vezes, é bom prestar atenção à Realidade. Tente.

  11. Herminio Ribeiro.
    Eu não sou louco por PIB não e menos ainda pelo IDH. Acho que você não leu o comentário todo.
    Penso que o problema está na forma de governo que adotamos, não existe país Presidencialista desenvolvido, veja o comentário do Kanitz sobre isto.
    Tambem não gosto da visão socialista de combate a desigualdade. Importa que os que tem menos tenham cada vez mais e possam viver dignamente. O socialismo so sabe dividir o que não produz. Você sabe me dizer um pais socialista que deu certo?

  12. O maior problema da Argentina, além de não identificarem seus problemas, é que são um bando de metidos. Acreditam que vivem na Europa e que não fazem parte da América Latina, ou seja o povo argentino são Italianos que falam Espanhol e que pensam que são Ingleses, sem falar ainda que são vizinhos do Brasil …

  13. Caro Kanitz
    Existe uma ferramenta muito útil e até simples de ser utilizada: Diagrama de Ishikawa (ou Diagrama de Causa e Efeito, ou Gráfico espinha de peixe), que apesar de ter sido proposto por um engenheiro, é uma ferramenta de administração.
    Concordo que não adianta apenas encontrar as causas que provocam o efeito de não houver uma plano de ação, ou como você mesmo diz: acabativa.
    Prof. Calixto

  14. Thiago,
    Pena que você nunca vai fazer um MBA apesar de economista, engenheiro, psicologo, e nunca vai saber como administrar um depto qquer.
    Ninguem está defendendo corporativismo, administração é o unico curso que permite economistas, engenheiros, psicologos a ingressarem no Mestrado, sem formação em administração. A reciproca não é verdadeira.
    Portanto peça desculpas em público, para que seu futuro empregador saiba que você aceita qdo alguem lhe prova errado.

  15. Noi,
    De fato. Parlamentarismo obriga o Partido da situação ser o responsavel pelo executivo e pelos resultados ao mesmo tempo. Todos os Ministros no Parlamentarismo seriam do PT e do PMDB, e seriam cobrados pela sua eficiencia.
    2. No Parlamentarismo, um governo pode cair a qualquer momento, bobagem feita, sem impeachment.

  16. Daniel,
    Tirar dos ricos para dar para os pobres não é exatamente Alto Grau de Desenvolvimento. Permitir que pobres fiquem ricos, com auto estima por ter conseguido tudo por proprio merito e não caridade do governo, é desenvolvimento auto sustentavel.

  17. Caro Dr. kanitz: Por coincidência sou Historiador além de administrador e gostaria de fazer um comentário sobre seu texto. “Você percebe inclusive nestes livros dos historiadores, que os primeiros a identificar corretamente os problemas foram os próprios historiadores, 400 anos depois que eles apareceram.
    Inclusive, estes historiadores se orgulham de ter identificado as causas do colapso, mas não se perguntam porque a civilização não fez o mesmo. Incrível!”
    Penso que não é função dos historiadores, identificar problemas numa economia a ponto de evitar possíveis desastres civilizatórios, até porque é nescessário um distanciamento do fato histórico para análise de seus desdobramentos.Talvez os jornalistas, como historiadores da notícia, tenham maior peso neste processo, devido à velocidade com que traduzem para a opinião pública, sua visão de mundo.

  18. Concordo. Só que, se for esperar a boa vontade dos ricos…
    Acho que o Governo tem que “dar aos pobres” na forma de investimentos na educação e estímulos ao microempreendedorismo. Como já está sendo feito no Brasil.

  19. Estranho?
    Só que, quando o Brasil vai mals, ou sobe apenas uma posição, a oposição do país cai de pau no Governo.
    Ou seja, o IDH é um índice confiável só quando interessa?

  20. Mestre Kanitz,
    Não só a falta de Administradores na Administração Publica, mais a falta de interesse destas pessoas no cargo de gestores publicos, pois se um mandato é de 4 anos no brasil para diferentes cargos,há tempo de sobra para que eles possam assumir o cargo, fazer um MBA em Gestão Publica, e ou um Curso Técnico de Gestão Publica.
    Mas uma pessoa que já está no cargo …. ela já conseguiu o que ela queria, então pra que estudar não é mesmo ?.
    O Brasil esta no caminho de se tornar uma potencia …. mais até quando seremos apenas exportadores de materia prima ? Até quando colocaremos pessoas sem conhecimento tecnico para cargos de grande importancia ?

  21. O principal fator é a ignorância da classe dominante que a leva ao parasitismo. Isso vem de sua formação cultural. E falta de educação. Daí ser corrupta e medíocre como a brasileira.O interessante é que não adianta enviar seus filhos ao exterior(França no passado e EUA contemporaneamente) porque o meio é mais forte.A influênciadesses fica restrita se não atuarem em todo sistema educacional.

  22. “… administração é o unico curso que permite economistas, engenheiros, psicologos a ingressarem no Mestrado, sem formação em administração.”
    E aí eles vão estar prontos para administrar frigoríficos, bancos, escolas, a dívida pública e ainda evitar o colapso da Civilização. Vão fazer tudo isso, sucessiva ou simultaneamnete, sem conhecimento técnico da área em que atuam… Tudo com um MBA: pobres de nós, que levamos mais tempo para aprender funções específicas em vez de fazer um curto curso coringa.
    Obrigado pela proposta, mas prefiro que meu empregadores passados, presente e futuros (e meus colegas e os clientes) saibam que eu sou contra gente sem preparo administrando departamentos, quanto mais achando que vai salvar a sociedade do colapso. Eu prefiro competência técnica.

  23. “Entregamos esta tarefa a amadores, aprendizes, gestores que usam gestos e dirigem com as mãos, sem conhecimento técnico e experiência anterior.”
    O conhecimento e a experiência anterior quem tem é o pessoal que hoje administra um banco, amanhã administra um frigorífico, depois administra uma montadores, tudo sem ter os conhecimentos técnicos de nenhuma dessas áreas. Eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, Kanitz iria chegar a isso: o Império Romano caiu porque a FIESP de Roma não dava sinecuras em números suficiente para os “administradores profisisonais bem-eficientes socialmente responsáveis”… Ave, César, os corporativistas te saúdam.

  24. Correção: “renda per capita DUAS vezes maior do qua a do Brasil”. Sua satisfação vai dobrar!

  25. “Já que é isto que conta vai pra lá, vai.”
    Noi, já que você está louco pelo PIB per capita, não importando as desigualdades e injustiças, faça uma mudança de sexo e mude-se para a Arábia Saudita (renda per capita dez vezes maior do que o Brasil) ou continue no Brasil, mas vá viver com salário mínimo e sem carteira assinada (não se preocupe, sua renda per capita não vai mudar!).

  26. Curioso que o mesmo se aplica à discussão sobre Indústria no Brasil. Em 1995 era possível prever que muitos setores industriais teriam problemas no futuro com ascensão da China (entre outros). Apesar disso durante todo esse tempo o governo e empresas fizeram muito pouco na questão da produtividade. Segundo noticiado a produtividade do trabalhador nacional manteve no mesmo patamar ou até canal na média da economia.

  27. Daniel, este IDH é um indicezinho muito estranho, coloca cuba em posição bem melhor que o Brasil. Já que é isto que conta vai pra lá, vai.
    Prof. Kanitz, este tema é de extrema relevancia mesmo. O Senhor observou que dos 50 paises com melhor IDH somente o EUA é PRESIDENCIALISTA? Excluindo-se as “coisas” tipo Monaco etc que não poderiam ser consideradas nações, no meu modo de ver,todos os demais são GOVERNOS PARLAMENTARISTAS. Me parece que o regime presidencialista não é propicio para estas mudanças necessárias a que o Senhor se refere. A crise Americana não será uma crise do proprio Presidencialismo?
    Gostaria muito de saber de sua reflexção sobre isto.

  28. Sabemos muito bem que país rico nem sempre é sinônimo de país desenvolvido. Não é sinônimo de país com alto grau de desenvolvimento humano.
    Em 1900, a Argentina tinha segundo PIB per capita do mundo. Porém, era também um dos países mais desiguais. Isto foi a principal causa para que Perón pudesse chegar ao poder. Afinal, suas políticas sempre foram direcionadas ao povo.
    Hoje, a Argentina pode não ser tão rica. Mas está no seleto grupo dos países com ALTO GRAU DE DESENVOLVIMENTO HUMANO. Na América Latina, somente o Chile possui status semelhante. E o Uruguai está quase lá.
    No final, é isso que conta para o ser humano. O resto é economês.

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