Sem categoria - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/sem-categoria/ Blog para se Pensar Tue, 07 Jul 2026 14:09:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 https://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2021/06/stephenkanitz-favicon-150x150.png Sem categoria - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/sem-categoria/ 32 32 O Mito do “Aprender Fazendo” https://blog.kanitz.com.br/elementor-29805/ https://blog.kanitz.com.br/elementor-29805/#comments Wed, 13 Nov 2024 20:01:34 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29805 O Mito do “Aprender Fazendo”   Políticos que aceitam cargos no governo sob a suposição de que “se aprende fazendo” frequentemente correm o risco de minar a ordem e o desenvolvimento do país. Embora a ideia de aprendizado no trabalho seja útil em contextos simples, cargos públicos, especialmente os de alta responsabilidade, exigem uma base […]

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O Mito do “Aprender Fazendo”

 

Políticos que aceitam cargos no governo sob a suposição de que “se aprende fazendo” frequentemente correm o risco de minar a ordem e o desenvolvimento do país. Embora a ideia de aprendizado no trabalho seja útil em contextos simples, cargos públicos, especialmente os de alta responsabilidade, exigem uma base sólida de conhecimento e experiência prévia.

 

Em primeiro lugar, cargos governamentais envolvem processos de tomada de decisão complexos que afetam milhões de vidas. Milhares de brasileiros se suicidaram após o Plano Zélia Collor, devido à falta de liquidez, penalizando especialmente os mais necessitados. Essas decisões requerem um profundo entendimento de políticas públicas, economia, leis e dos desafios específicos do setor — conhecimentos que a maioria dos economistas não possui.

 

Sem esse preparo, um político pode tomar decisões mal-informadas, resultando em consequências desastrosas, como má gestão orçamentária, erros regulatórios ou até crises nos serviços públicos. Alguns políticos, que nunca administraram 30 mil pessoas, aceitam o desafio de liderar 1,5 milhão e ainda se orgulham em memórias de terem “sobrevivido” sem o devido preparo. FHC, em seu livro, admite que caiu de paraquedas no cargo e que sua ascensão foi acidental, não resultado de anos de preparação.

 

Em contraste, o conhecimento prévio deveria ser obrigatório, como acontece em grandes empresas. Isso permitiria aos políticos lidarem com essas complexidades com maior confiança e precisão, reduzindo o risco de erros. Embora o “aprender fazendo” possa promover crescimento, na maioria das vezes envolve um período de tentativa e erro, o que é inaceitável em contextos de Planos Econômicos nunca antes testados para uma população inteira.

 

No governo, o luxo de aprender com os erros pode ter um custo elevadíssimo, não apenas financeiramente, mas também em termos de capital social e político. Por exemplo, erros em políticas de saúde, educação ou economia podem ter efeitos negativos duradouros nas populações vulneráveis. No Brasil, milhares morrem nas filas do SUS por políticas mal planejadas. Políticos que assumem cargos sem a expertise necessária podem demorar mais para entender as complexidades de suas funções, atrasando a implementação de reformas cruciais.

 

Por isso, FHC lutou para introduzir a reeleição no Brasil, já que, nos primeiros três anos, nossos presidentes e ministros estão “aprendendo” as demandas do cargo. Políticos bem informados em suas áreas podem tomar decisões mais rápidas e estão melhor preparados para questionar os conselhos que recebem de suas equipes ou consultores externos. Isso explica por que o Brasil ainda enfrenta mais de 450 problemas acumulados, sem solução à vista.

 

Políticos devem estar devidamente preparados antes de assumir cargos públicos, especialmente no que diz respeito à ciência da administração, para garantir que possam servir de forma eficaz, minimizar erros custosos e tomar decisões que impactem positivamente a sociedade. As consequências no governo são sérias demais para que amadorismo e inexperiência sejam tratados com leviandade.

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Da Inviabilidade  Eleitoral da Direita https://blog.kanitz.com.br/da-inviabilidade-eleitoral-da-direita-2/ https://blog.kanitz.com.br/da-inviabilidade-eleitoral-da-direita-2/#comments Mon, 12 Feb 2024 16:39:34 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29644 A direita não será reeleita jamais

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A direita jamais será eleita no futuro do Brasil.

E se a direita for eventualmente eleita por um lapso da história, como ocorreu com Collor e Bolsonaro, jamais será reeleita.

Como de fato não foram Collor e Bolsonaro.

E ambos foram proibidos de se reelegerem no futuro, afastados do poder.

Verdade seja dita em ambos os casos, a direita foi um vencedor improvável e inesperado, e nem os liberais nem os conservadores brasileiros os apoiaram inicialmente.

A razão pela qual a direita nunca mais será eleita é a mesma que ocorre em Cuba, Rússia, Albânia, Coreia do Norte, Vietnã etc.

Após 50 anos de governos de esquerda, o povo esquece a maioria das competências e necessidades para viver em liberdade ou numa democracia liberal.

No Brasil, o povo não sabe mais como escolher bons médicos, porque quem decide os médicos é o Estado.

Não saberiam escolher psicólogos, porque é o Estado que escolhe quando são necessários, independente da linha de terapia ser freudiana, rolfiana, centrada no paciente ou kleiniana.

Não sabemos nem precisamos escolher as escolas e os professores de nossos filhos nem a filosofia educativa a ser empregada. É tudo igual do Oiapoque ao Chuí.

Quem está no Bolsa Família há 10 anos já esqueceu sua profissão e não acompanhou as inovações do período. Vai depender de bolsas para o resto da vida.

Brasileiros não sabem aplicar seu FGTS, é o Estado que decide.

Não saberíamos como aplicar os 28% que nos são retirados em impostos da previdência, garantindo assim uma aposentadoria de fato.

Nossos liberais erram já de início ao lutarem por liberdade, porque não saberíamos como usar essa liberdade de escolha mesmo que a tivéssemos.

Tanto é que o povo brasileiro é conservador, mas vota na esquerda porque já não sabe cuidar de si.

O mundo poderá até estar caminhando lentamente para a direita, mas os eleitores votarão na esquerda porque não sabem viver em outro tipo de regime.

Por isso, a estratégia dos liberais e conservadores não deveria ser querer serem eleitos, para depois perder as eleições.

A luta é muito mais simples.

Lutar para que aqueles que queiram escolher seus médicos, administrar seu FGTS, aplicar pessoalmente suas reservas previdenciárias, escolher a escola de seus filhos, entre outros, possam fazê-lo.

Quem quiser renunciar a uma aposentadoria do Estado, estaria livre para aplicar os 28% de contribuições previdenciárias num fundo de pensão de sua própria escolha, por exemplo. Idem com o FGTS.

Somente seremos livres se nossas escolas passarem a ensinar todos os brasileiros a serem capazes de cuidar de si e não depender eternamente do Estado.

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Introdução à Neuropedagogia https://blog.kanitz.com.br/introducao-a-neuropedagogia/ https://blog.kanitz.com.br/introducao-a-neuropedagogia/#comments Fri, 17 Nov 2023 13:01:18 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29540 Regressão sináptica e poda neural depois dos 5 anos requer atenção foçada de pais e pedagogos

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por Stephen Kanitz

Com o advento da Ressonância Magnética foi possível observar pela primeira vez na história os detalhes do funcionamento do cérebro humano, inaugurando uma nova era de compreensão sobre os processos cognitivos. 

Isso catalisou o desenvolvimento de novos métodos de ensino revolucionários, embasados em pesquisas científicas sobre a aprendizagem cerebral, um domínio anteriormente nebuloso.

A discussão sobre neuropedagogia ganhou relevância a partir da década de 1990, embora não tenha se difundido amplamente no Brasil. 

Isso porque durante esse período, o país nomeou predominantemente economistas como Ministros da Educação, cuja compreensão de pedagogia, e mais especificamente de neuropedagogia, era limitada. 

Prevalecia a crença de que os desafios educacionais se resolviam principalmente através de investimentos financeiros e infraestruturais, mais salários, mais faculdades, mais Fies, mais bolsas educação.

A neuropedagogia desafia concepções pedagógicas tradicionais, revelando que até então havia um desconhecimento acentuado sobre como o cérebro processa informações visuais e auditivas e como ele forma conclusões essenciais para a sobrevivência.

Métodos convencionais, como os preconizados por Paulo Freire, são severamente questionados sob esta nova luz, com a neuropedagogia sugerindo que tais abordagens podem não ser tão eficazes quanto se pensava anteriormente.

Em vez de ensinar, emburrecem nossas crianças ano após ano até hoje. 

Crianças que assistem televisão perdem mais, crianças que assistem podcasts perdem menos. 

Crianças que estão permanentemente ao lados dos pais, como 30.000 anos atrás, perdem menos, crianças colocadas no ensino fundamental perdem mais.

Por isso estamos em último lugar nos testes educacionais, e nosso QI médio caiu de 99 para 86 em menos de 40 anos.

Perdemos de fato nossa capacidade olfativa que os animais ainda hoje possuem.

E perdemos bilhões de outras porque protegemos nossas crianças de todos os perigos e estímulos externos possíveis e os mantemos em escolas que pouco ensinam antes dos 18 pelas razões já expostas.

Hoje nossas crianças perdem sinapses e neurônios todo ano a partir dos 2 aos 6 anos, ao ritmo de 50 trilhões de sinapses por ano, e 1 bilhão de neurônios. 

Pedagogos acreditam que nosso cérebro desenvolve lentamente até os 18 anos, quando chegava à plenitude. 

Por isso ensinávamos assuntos complexos somente ao nível de educação superior, e dos 6 aos 10 as coisas mais simples possíveis.

A neurociência mostra justamente o contrário. 

Nosso cérebro cresce vertiginosamente dos 2 aos 6 anos de idade, dependendo da parte do cérebro, quando chega a ter no total 1 quatrilhão de sinapses, e 100 bilhões de neurônios.

Que pelo jeito eram necessários 30.000 anos atrás, senão as crianças não sobreviveriam, ou só aquelas com 1 quatrilhão sobreviveram.

Tal crescimento, se não acompanhado por estímulos e aprendizados adequados, pode levar à regressão sináptica e à poda neural, fenômenos associados à perda de capacidades cognitivas.

Essas descobertas apontam para a necessidade de repensar urgentemente as estratégias pedagógicas tradicionais, que frequentemente subestimam as capacidades cognitivas de crianças em tenra idade. 

A neuropedagogia sugere a implementação de abordagens mais estimulantes e desafiadoras desde os primeiros anos de vida, visando potencializar o desenvolvimento cerebral.

O desafio enfrentado pelos neuropedagogos é superar séculos de inércia educacional, convencendo professores, pais e instituições a adotarem essas novas práticas. 

A resistência é parte de um processo natural de transição, mas é crucial para a evolução do ensino. 

A neuropedagogia não apenas redefine a compreensão sobre a plasticidade cerebral, mas também propõe uma mudança paradigmática no campo da educação, enfatizando que a educação é, em sua essência, um processo de construção cerebral.

Este desafio requer o engajamento coletivo para promover uma verdadeira revolução didática, algo que não pode ser realizado isoladamente, mas sim através de um esforço colaborativo e de uma mente aberta às possibilidades transformadoras da neuropedagogia.

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O Déficit de 2024 Não é de 1% Como Noticiado https://blog.kanitz.com.br/o-deficit-de-2024-nao-e-de-1-como-noticiado/ https://blog.kanitz.com.br/o-deficit-de-2024-nao-e-de-1-como-noticiado/#comments Sun, 05 Nov 2023 19:52:49 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29498 Como nossos déficits orçamentários são mal calculados.

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O déficit orçamentário da União não corresponde a apenas 1% do PIB, como divulgam economistas e jornalistas.

A dificuldade de economistas em medir adequadamente esse problema dificulta sua resolução.

Por isso em Administração ensinamos Contabilidade de Custos, orçamento gerencial e estatística corporativa para evitar erros no início da análise e, assim, facilitar a busca por soluções verdadeiras.

Para o ano de 2024, as Receitas estão estimadas em 5,546 trilhões, enquanto as Despesas alcançam 5,666 trilhões, resultando em um déficit de 120 bilhões.

O que corresponde a 1% do PIB de 10 trilhões.

Economistas acham que esse déficit de 1% será facilmente financiado por mais dívida, o que de fato seria razoável se o número fosse correto.

No entanto, o déficit real é de 6% para 2024 e aumentará para 7% nos anos seguintes, incluindo 2025 e 2026.

A questão central é que Haddad e Lula estão considerando as contribuições previdenciárias como Receitas do Governo, quando na verdade são Dívidas a Longo Prazo, obrigações a serem pagas pelos próximos governos.

Portanto, as Receitas reais de 2024 serão de apenas 5 trilhões, enquanto as Despesas atingirão 5,666 trilhões, resultando em um déficit de 666 bilhões, que corresponde a 6% do PIB.

É importante destacar que as contribuições previdenciárias representam uma Dívida de Longo Prazo, não uma Receita corrente.

Que contribuições previdenciárias são uma Dívida a Longo Prazo e não uma Receita corrente não há a menor discussão possível, porque é justamente por isso que vocês empregados estão contribuindo com 28% de seus salários.

Porque te prometeram uma aposentadoria vitalícia daqui 30 anos, o que é uma Dívida Líquida e certa e você ainda acredita que um dia será paga.

Esse déficit de 26% durante o governo Lula terá que ser financiado por dívidas que serão pagas pelos governos futuros, o que pode ser considerado antiético e injusto, embora não seja inconstitucional.

Uma parte significativa desse financiamento, ou seja, 540 bilhões, já está assegurado e será proveniente dessas contribuições previdenciárias dos cidadãos, em vez de serem destinadas a fundos de pensão próprios, como muitos liberais e conservadores sugerem.

Este déficit de 26% do PIB em 4 anos é de proporções monumentais e deve ser cuidadosamente considerado.

Portanto, é crucial conscientizar os contribuintes sobre esse déficit de 26% do PIB, pois economistas, tanto do setor privado quanto do governo, podem estar inadvertidamente conduzindo recursos previdenciários para um Estado com sérios problemas financeiros e insolvente.

Compartilhe esta análise, pois é essencial que informações precisas sejam disseminadas.

O déficit será de 26% do PIB e os contribuintes para a previdência precisam saber disto.

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O Fenômeno Brasil Paralelo https://blog.kanitz.com.br/fenomeno-brasil-paralelo/ https://blog.kanitz.com.br/fenomeno-brasil-paralelo/#comments Tue, 16 Nov 2021 11:00:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=28923 Começou com três rapazes em Porto Alegre, agora são 140 funcionários em São Paulo. Me entusiasmei com a plataforma desde o início, e hoje me arrependo de não ter ido a Porto Alegre conhecê-los na época. Poucos se dão conta que a TV aberta e a TV a cabo estão com seus dias contados. Hoje […]

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Começou com três rapazes em Porto Alegre, agora são 140 funcionários em São Paulo.

Me entusiasmei com a plataforma desde o início, e hoje me arrependo de não ter ido a Porto Alegre conhecê-los na época.

Poucos se dão conta que a TV aberta e a TV a cabo estão com seus dias contados.

Hoje tudo é streaming, como a Netflix e o YouTube.

No início a Brasil Paralelo fazia documentários sobre a história brasileira, com uma visão diferente daquela ensinada nas universidades brasileiras.

Isto irritou o discurso hegemônico dos intelectuais, que divulgam uma série de mentiras sobre a BP, para destruir sua reputação logo de início. Não acreditem.

Nesse mês, a Brasil Paralelo deu um salto quântico, e acreditem ou não, acho que ela pretende ultrapassar a Globo, em número de assinantes.

Isso mesmo, nada menos que a Globo, ou o que restar dela.

Suas produções já foram assistidas por 20 milhões de brasileiros. Está adquirindo músculos.

Introduziu uma parte jornalística, que são entrevistas com pessoas relevantes, comentários e análises.

Continua com os seus documentários sobre todos os assuntos.

E fez um acordo com a Sony, de reprisar os clássicos do cinema, filmes que expressam valores morais, e não somente sexo e violência.

Melhor do que isso, cada filme é antecedido por um comentarista que explica o que o filme pretende fazer.

E pode adiantar que existem três histórias entrelaçadas no filme, que o filme mostra “o caminho do Herói”, e assim por diante.

Fiquem atentos ao Brasil Paralelo. Se puderem, apoiem, ela vai dar muito o que falar.

Parabéns ao Lucas, Henrique e Felipe, vocês vão longe.

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WhatsApp ou Petrobras São Mais Estratégicos Para o Brasil? https://blog.kanitz.com.br/estrategicos-para-brasil/ https://blog.kanitz.com.br/estrategicos-para-brasil/#comments Tue, 09 Nov 2021 11:00:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=28915 Petrobras tem sido uma bandeira nacional desde 1946, “O Petróleo é Nosso”. Ganhou a ala que queria que o Estado entrasse no setor de produção de petróleo, de forma estatal e monopolista, porque era um setor estratégico. De fato, em 1946 quase todo nosso petróleo era importado, o que nos deixava dependentes de outros países, […]

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Petrobras tem sido uma bandeira nacional desde 1946, “O Petróleo é Nosso”.

Ganhou a ala que queria que o Estado entrasse no setor de produção de petróleo, de forma estatal e monopolista, porque era um setor estratégico.

De fato, em 1946 quase todo nosso petróleo era importado, o que nos deixava dependentes de outros países, daí estratégico.

Por outro lado, a agricultura do Brasil é estratégica para dezenas de países, e trocar comida por petróleo será uma constante no futuro. Portanto, Petrobras não seria tão estratégico assim.

E não se esqueça de que a Petrobras tem somente 18 bilhões de barris de reservas, e a queima de fósseis não renováveis está no seu fim político.

Por outro lado, descobrimos recentemente que WhatsApp, Facebook e Instagram são mais estratégicos que a Petrobras.

Nunca entendi por que nenhuma empresa jornalística tenha investido numa WhatsApp, Facebook e Instagram brasileiros.

Muitos não se lembram, mas a primeira rede social foi a Orkut do Google, e nós a destruímos porque logo se tornou uma rede em português.

(O Orkut incentivava incluir seus amigos, que para um americano significa no máximo 5 pessoas, e para nós são mais para 100.)

Hoje, devido à falta de capacidade de investimento do Estado, a Petrobras não é mais exclusivamente nossa.

42%, isso mesmo 42% das ações pertencem a estrangeiros.

O governo é sócio minoritário, 32%, mas com direito a voto.

Pior, parte da produção de petróleo é exportada.

Ou seja, “O Petróleo É Nosso” é um engodo, uma das maiores fake news disseminadas ao povo brasileiro.

Sendo assim nem precisamos privatizar a Petrobras.

Ela já é privada, mas o setor privado não pode indicar administradores profissionais para dirigi-la.

Quem indica são políticos ligados ao partido da situação.

Basta tornar as ações PNs sem direito a voto, em ações com voto, que nem precisamos privatizá-la.

Sem custosos leilões, sem tornar a Petrobras um monopólio privado. Pensem nisso.

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Número de Favelas Dobrou em 10 Anos https://blog.kanitz.com.br/numero-de-favelas/ https://blog.kanitz.com.br/numero-de-favelas/#comments Tue, 02 Nov 2021 11:00:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=28911 Como é possível que depois de 24 anos de governos que colocam os pobres em primeiro lugar ainda termos favelas? Como é possível que no período Dilma do PT, as favelas dobraram? Tenho uma explicação, embora saiba que existem outras que explicam também. O PT é um partido cujo foco de interesse na realidade são […]

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Como é possível que depois de 24 anos de governos que colocam os pobres em primeiro lugar ainda termos favelas?

Como é possível que no período Dilma do PT, as favelas dobraram?

Tenho uma explicação, embora saiba que existem outras que explicam também.

O PT é um partido cujo foco de interesse na realidade são os trabalhadores chão de fábrica, a maioria dos funcionários de muitas empresas.

São trabalhadores já com carteira assinada, mas que por não terem muita instrução só podem vender a sua “força de trabalho”.

80% da luta do PT foi em torno de greves, sindicatos fortes, salário mínimo elevado, que para um favelado desempregado nada servem.

Favela nunca foi preocupação maior, foi mais eleitoral.

O Partido Comunista Brasileiro sempre foi marxista preocupado com a posse dos meios de produção nas mãos dos empregados chão de fábrica, que é o que existia na época de Marx.

Só que nos países que expropriaram as empresas e deram para os trabalhadores chão de fábrica, os vendedores, advogados, operadores logísticos, contadores, administradores, auditores, se rebelaram ao autoritarismo de pessoas sem instrução, e as empresas nunca foram as mesmas.

O PSDB foi um partido de intelectuais, mais preocupado com educação do que pobreza e favelados.

Fernando Henrique se danou na sua campanha para presidente quando disse que roubavam seu relógio quando ia para uma favela.

Eu fui o Mestre de Cerimônia do Evento e estava ao lado quando ele disse a frase que lhe custou caro.

Favelas aparecem no discurso desses partidos, mas é fake politics.

Governos de direita, que não tivemos nesse período, estão mais preocupados com geração de emprego e crescimento dos meios de produção, muitos pobres teriam como sair das favelas, do desemprego e os salários aumentariam como consequência.

Dizer que a esquerda se preocupou com a pobreza, é não analisar o histórico dela com relação às nossas favelas.

Precisamos colocar as favelas como problema número 1.

Rio de Janeiro é uma vergonha para o mundo inteiro.

Temos que admitir, direita e esquerda, que as soluções que foram tentadas, se tentadas, não deram certo.

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Como Lidar Com Fake News https://blog.kanitz.com.br/lidar-com-fake-news/ https://blog.kanitz.com.br/lidar-com-fake-news/#comments Sat, 04 Sep 2021 11:02:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=28868 A posição liberal e comunitária ao problema de fake news não é censura prévia, curadores da verdade, medidas de cancelamento e sequestro de receitas. Isso é autoritário. A solução liberal e comunitária é você ler e acreditar em notícias somente de quem você confia. Você que tem que fazer este trabalho e não checadores de […]

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A posição liberal e comunitária ao problema de fake news não é censura prévia, curadores da verdade, medidas de cancelamento e sequestro de receitas.

Isso é autoritário.

A solução liberal e comunitária é você ler e acreditar em notícias somente de quem você confia.

Você que tem que fazer este trabalho e não checadores de notícias.

Eu, por exemplo, gasto tempo selecionando em quem confiar e não confiar.

Uma das coisas que faço é seguir quem meus gurus seguem.

Segundo, prefiro ler livros recentes do que notícias bobas de ontem.

Meu maior problema com fake news é no WhatsApp, onde amigos meus, que confio, repassam fake news sem verificar.

Resumindo, fake news é um problema pessoal e não um problema social como alguns querem regular.

Se você quer ser enganado por fake news, o problema é seu.

Eu não leio artigos de economistas que passaram pelo governo. Leio de economistas jovens, especialmente os que se dedicam à Economia Evolutiva.

Faça o mesmo.

Elabore uma lista de gurus a seguir.

De vez em quando teste um ou outro novo, para certificar-se que ele é confiável.

Desconfie de repassadores de notícias, que incluem jornalistas, e vá direto à fonte.

Deixe os fake distribuidores caírem em desgraça, bloqueie ou desista daqueles em quem você não confia mais, como nossa imprensa.

A solução é evolutiva.

Quem mentir será excluído da comunidade sem censura nem autoritarismo.

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A Verdadeira Razão da Crise de 1929 https://blog.kanitz.com.br/a-verdadeira-razao-da-crise-de-1929/ https://blog.kanitz.com.br/a-verdadeira-razao-da-crise-de-1929/#comments Tue, 19 Jan 2021 22:09:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29207 Vamos falar no vídeo sobre uma das maiores crises econômicas e financeiras da história que foi a crise de 1929. E, mostrar o grande erro que foi cometido. Não há evento mais discutido na história econômica do que esse.

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Vamos falar no vídeo sobre uma das maiores crises econômicas e financeiras da história que foi a crise de 1929.

E, mostrar o grande erro que foi cometido.

Não há evento mais discutido na história econômica do que esse.

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