MEDICINA - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/ciencias/medicina-ciencias/ Blog para se Pensar Thu, 31 Mar 2022 22:11:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 https://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2021/06/stephenkanitz-favicon-150x150.png MEDICINA - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/ciencias/medicina-ciencias/ 32 32 Planos de Saúde em Risco https://blog.kanitz.com.br/planos-de-saude/ https://blog.kanitz.com.br/planos-de-saude/#comments Tue, 05 Apr 2022 10:30:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29070 Vera Valente, presidente da FenaSaúde, organização que agrega os Seguros Saúde do Brasil faz grave alerta. 60% dos seguros saúde podem quebrar ou fechar, dependendo de mais uma decisão do STJ que poderá ser catastrófica. Plano de Saúde privado é um dos maiores sonhos das pessoas pobres do país, como Ensino Privado, segundo pesquisa do […]

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Vera Valente, presidente da FenaSaúde, organização que agrega os Seguros Saúde do Brasil faz grave alerta.

60% dos seguros saúde podem quebrar ou fechar, dependendo de mais uma decisão do STJ que poderá ser catastrófica.

Plano de Saúde privado é um dos maiores sonhos das pessoas pobres do país, como Ensino Privado, segundo pesquisa do próprio PT.

Tudo começa com a nossa Constituição “socialista democrata”, que reza que:

Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, (leia-se “dos outros”) garantido mediante políticas sociais.

Deveria ser “A saúde é uma obrigação do indivíduo, de se cuidar, de não abusar, de não se tornar obeso”.

Você detona seu fígado, e nós precisamos pagar por ser um direito determinado por políticos populistas à busca de votos?

No comunitarismo existe uma solidariedade onde cirurgias, por exemplo, são custeadas em parte pelos outros.

Existe uma preocupação com tetraplégicos, cadeirantes e outras doenças incapacitantes.

Mas depende também das amizades e solidariedade que você demonstrou com os outros ao longo da vida.

Fim do bullying de colegas mais estudiosos.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, reza que:

Artigo 25

1. Todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e à sua família saúde.

Pelo menos introduz o conceito que saúde tem que ser paga.

O que o STF pretende é determinar que doenças e tratamentos os seguros Saúde serão obrigados a fornecer.

No livre mercado, depende do contrato que você assinou em 1982, que na época não contemplava “Pet Scan”.

Muito menos os últimos remédios caríssimos em fase de experiência.

Em troca de um contrato previsível, seu seguro não aumentava de preço com a idade, como é hoje.

Se quiser remédios novos de ponta, você terá de pagar um adicional a cada dez anos, se quiser.

Ninguém reclama porque não sabe que quando chegar aos 70, os preços de seguro explodem, porque é aí que as graves doenças aparecem.

Corremos o risco bem sério de quebrar 700 planos de saúde privados, quebrar o SUS como consequência, porque acreditamos que temos o direito à saúde pago pelos outros.

Social-democracia leva a isso.

Toda a população, ricos e pobres ficam à mercê do Estado, que decidirá quem vai viver quem vai morrer.

Inaceitável numa Democracia.

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Vírus Perdendo Potência II https://blog.kanitz.com.br/virus-perdendo-potencia-ii/ https://blog.kanitz.com.br/virus-perdendo-potencia-ii/#comments Tue, 16 Jun 2020 13:05:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=26687 A hipótese que noticiei no post anterior, se repete em outros países. Descobri que já existem mais de 10.000 mutações do Covid, como na gripe. E como na gripe, as mutações que acabam dominando são as menos letais. Presidente da AstraZeneca afirmou para um grupo fechado que o Covid será conhecido como uma gripe, que […]

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A hipótese que noticiei no post anterior, se repete em outros países.

Descobri que já existem mais de 10.000 mutações do Covid, como na gripe.

E como na gripe, as mutações que acabam dominando são as menos letais.

Presidente da AstraZeneca afirmou para um grupo fechado que o Covid será conhecido como uma gripe, que se extinguirá em 2020.

Fim!

Não haverá segunda onda, nem ressurgimento em 2021, 22 e 23.

Ou seja, as 100 vacinas nem poderão ser testadas.

O Covid entrará na história, se isso tudo de fato se confirmar, como o maior golpe político e autoritário da história do mundo.

Grupos de intelectuais, que consideram todos nós inferiores e burros, geraram pânico, autoritarismo, truculência, descaso com os mais pobres e os invisíveis.

Espero que todos peçam desculpas, e paguem para o Imposto de Renda os danos que causaram.

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Coronavírus Perdendo Força Letal https://blog.kanitz.com.br/coronavirus-perdendo-forca-letal/ https://blog.kanitz.com.br/coronavirus-perdendo-forca-letal/#comments Tue, 09 Jun 2020 13:11:43 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=26680 “The swabs that were performed over the last 10 days showed a viral load in quantitative terms that was absolutely infinitesimal compared to the ones carried out a month or two months ago,” Resumindo, os testes hoje mostram uma carga viral infinitesimamente menor que dois meses atrás. A maioria das pessoas acha que mutações de […]

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“The swabs that were performed over the last 10 days showed a viral load in quantitative terms that was absolutely infinitesimal compared to the ones carried out a month or two months ago,”

Resumindo, os testes hoje mostram uma carga viral infinitesimamente menor que dois meses atrás.

A maioria das pessoas acha que mutações de bactérias e vírus são sempre para pior.

Na realidade, a maioria das vezes quando surgem mutações virais elas são a nosso favor e a do próprio vírus, e não contra.

Por uma razão muito simples.

Mutações mais letais, matam mais.

Mutações mais brandas matam menos, e se espalham mais.

Se ocorrerem duas mutações, uma para melhor, uma para pior, depois de, digamos 10 dias, a mutação camarada terá se espalhado muito mais do que a mutação maligna.

Já escrevi sobre esse fenômeno, quando jornalistas lançaram pânico na população que lê jornais, sobre a inutilidade de pesquisar vacinas se haviam mutações do coronavírus.

Essa notícia de um médico italiano Dr. Zangrillo, chefe da San Raffaele Hospital de Milão pode não ser aceita por não ter sido publicada nem pesquisada com grupo controle duplo cego.

Mas confirma o que eu já sabia, e fiquei feliz com a frase “carga viral Infinitesimamente” menor.

Significa que a volta pode não ser traumática, e explicaria por que a maioria dos países não está tendo a segunda onda.

Boa notícia, que tenho certeza será publicada como Manchete do dia por todos os nossos jornais e a Globo.

Todos assinam a Reuters.

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Precisamos Repensar Nosso Sistema de Saúde https://blog.kanitz.com.br/sistema-de-saude/ https://blog.kanitz.com.br/sistema-de-saude/#comments Tue, 26 May 2020 13:00:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=26657 O Brasil tem três sistemas de saúde, mas você só é informado de dois. Segundo a imprensa, esse terceiro sistema sequer existe. Um é o sistema estatizado, precário, que paga mal, atende mal e onde os funcionários são desmotivados. Desmotivados porque ganham mal, não há promoções por mérito ou caixinha de clientes satisfeitos. No sistema […]

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O Brasil tem três sistemas de saúde, mas você só é informado de dois. Segundo a imprensa, esse terceiro sistema sequer existe.

Um é o sistema estatizado, precário, que paga mal, atende mal e onde os funcionários são desmotivados.

Desmotivados porque ganham mal, não há promoções por mérito ou caixinha de clientes satisfeitos.

No sistema estatizado, todos nós pagamos antes. Muitos anos antes, dos 20 aos 60 anos quando temos saúde.

Os economistas estatizantes de sempre torram esse dinheiro também antes, e daí não sobra dinheiro para nos atender na velhice, e aí sequestram leitos via o Supremo.

O segundo é o sistema de livre mercado, eficiente porque existe concorrência entre hospitais e médicos, que a imprensa chama de privado, mas é o mais público e democrático de todos.

E, muito mais barato devido à essa mesma eficiência.

O mais importante é que ele é pago somente após o serviço prestado, não antes via impostos como no SUS.

E só se for bem prestado, senão vai para Justiça. O que nem adianta fazer num SUS atuarialmente quebrado que está, mas isso é escondido do público, como na China.

O maior problema do sistema de mercado é que os mais pobres, expropriados que foram via impostos, não têm como pagar mais um sistema adicional.

Seriam obrigados a pagar duas vezes pelo mesmo serviço.

O dinheiro para a sua saúde na velhice já foi cobrado pelos economistas estatizantes com impostos bem antes da doença.

Um Prevent Senior custa R$ 480,00, que é quanto alguém com salário mínimo paga de impostos, e é cobrado somente após os 50 anos de idade.

No sistema de livre mercado o pobre poderia ter R$ 480,00 a mais por mês, e poupar para a velhice.

Mas existe uma terceira plataforma de saúde, a adotada pela ideologia do Comunitarismo nem de Direita nem de Esquerda.

Vocês dois que ficam digladiando-se e insultando-se todo dia, deveriam apoiar essa opção meio termo, que muitos iriam aceitar, se brigassem menos entre si.

A cidade de São Paulo tem dezenas de Hospitais Comunitários.

São custeados pelas suas comunidades, cuidam desde do mais pobre até o mais rico da comunidade.

Todos sem fins lucrativos, mas muito bem administrados e equipados.

Falo do Sírio Libanês, que todos os Ministros e Presidentes preferem ao SUS, e que é mantido pela comunidade árabe.

Falo do Oswaldo Cruz, mantido pela comunidade alemã.

Falo da Beneficência Portuguesa, mantida pela comunidade portuguesa.

Falo do Hospital Albert Einstein, mantido pela comunidade judaica.

Falo da Beneficência Nipo-Brasileira mantida pela comunidade japonesa.

Além do Cruz Azul, Santa Marcelina, Edmundo Vasconcelos, Sepaco.

Todos mantidos pelas suas comunidades, notadamente os mais ricos que têm orgulho e interesse em fazê-lo, mostram que deram certo apesar de terem vindo pobres.

Em troca de uma polpuda doação ao hospital, eles terão seus nomes na parede, e mais importante ainda um tratamento especial na hora que ficarem doentes.

É um acordo mais ou menos aceito, que os grandes doadores sempre terão um leito no hospital.

E que os hospitais comunitários sempre terão dinheiro, o que para a Esquerda é um privilégio a ser denunciado, mas para o comunitarismo um ganha-ganha.

Umas das melhores formas de distribuição da renda, dos mais ricos para os que mais precisam, e na hora certa.

Nessa hora rico não sonega, comparece.

É uma forma correta de distribuição de renda e leitos.

O leito fica preferencialmente à disposição do doador, que aliás o pagou, mas na sua ausência os pobres terão o leito, a UTI e os equipamentos de graça.

E quando esses ricos morrem depois de uns 20 anos, esse acordo tácito cessa, e o leito vira definitivamente da sociedade.

O STF quer acabar com isso.

Quer implantar a fila única, onde rico não pode “furar fila” e usar o leito que ele próprio doou ou pagou.

Isso porque no sistema SUS, depois de 20 anos o hospital é desativado por falta de verba para os médicos e enfermeiras.

Vocês de Esquerda e Direita, que se odeiam, pensem em acabar com essa guerra de ódio e lutem juntos pelo Comunitarismo.

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O Engodo dos Genéricos https://blog.kanitz.com.br/engodo-dos-genericos/ https://blog.kanitz.com.br/engodo-dos-genericos/#comments Tue, 13 Aug 2019 13:39:18 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=25992 Em 1993, corri o Brasil com uma palestra, o Brasil Que Dá Certo, onde mostrei um futuro possível. Sugeri a criação de produtos para a classe C e D, em vez de produzir somente para a Classe A e B. O nível de renda de um povo não é determinado pelo salário, mas pelos produtos […]

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Em 1993, corri o Brasil com uma palestra, o Brasil Que Dá Certo, onde mostrei um futuro possível.

Sugeri a criação de produtos para a classe C e D, em vez de produzir somente para a Classe A e B.

O nível de renda de um povo não é determinado pelo salário, mas pelos produtos que esse salário pode comprar.

Mas nossos pobres só podiam comprar produtos feitos para a Classe A e B, devido à política de substituição de importações ou ficavam sem.

E aí perdiam metade da sua renda, comprando produtos mais sofisticados do que precisavam.

A melhoria de vida dos pobres no governo Lula nada tem a ver com ele, mas com o crescimento da indústria para a Classe C e D, que dobrou o que eles podiam comprar.

“Precisamos de bicicletas com motor, e não carros de luxo”, dizia eu na época.

Propus também para a indústria farmacêutica relançarem seus remédios cujas patentes haviam caducado e que não produziam mais.

“Só deixem bem claro que vocês estão relançando um produto mais barato e que vocês produzem remédios iguais muito mais eficientes, com menos efeitos colaterais.”

“Deixem bem claro que eles estão comprando remédios considerados por vocês obsoletos, cujas patentes já caducaram, mas que vocês entendem que para muitos isso seria melhor do que nada.”

Infelizmente, o Deputado Jamil Haddad, do Partido Socialista Brasileiro, adotou essa ideia no Decreto 793 de 1993 mas cunhou o termo “genérico” em vez de “obsoleto”.

Enganando o consumidor, ao não explicar por que esses remédios obsoletos eram tão mais baratos.

Eu parei de sugerir essa ideia, quando o Presidente da Elli Lilly, um administrador socialmente responsável, me disse que a Lilly jamais faria isso.

“Jamais iremos oferecer um produto sabendo que nós mesmos temos algo melhor.”

“Além do mais, que incentivo teríamos de pesquisa e inovação, se só vendêssemos remédios caducados?”

De fato, nossas farmacêuticas de genéricos nada pesquisam, faturando horrores com produtos obsoletos sem ter que pagar royalties.

Se você compra genéricos por que são mais baratos, cuidado, isso pode lhe custar caro.

Se você compra genéricos por que é pobre, parabéns, pelo menos você tem um tratamento que não é o mais moderno, mas resolve.

Quantas pessoas morrem hoje não sabendo que estão comprando gato por lebre, sem saber que tem coisa melhor, embora mais cara.

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Cuidados Antes de Viajar de Avião https://blog.kanitz.com.br/viajar-aviao/ https://blog.kanitz.com.br/viajar-aviao/#comments Sun, 10 Aug 2014 14:52:20 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=15528   Já perdi dois amigos que faleceram logo após uma longa viagem de avião, do que já se batizou de “síndrome da classe econômica”. Nos Estados Unidos somente nas nove maiores companhias há 350 mortes a bordo por ano e 14.000 emergências médicas, muitas das quais irão resultar em mortes na semana seguinte. Isto é […]

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Já perdi dois amigos que faleceram logo após uma longa viagem de avião, do que já se batizou de “síndrome da classe econômica”.

Nos Estados Unidos somente nas nove maiores companhias há 350 mortes a bordo por ano e 14.000 emergências médicas, muitas das quais irão resultar em mortes na semana seguinte.

Isto é muito maior do que o número de mortes por acidentes aéreos noticiados com tanto alarde pela imprensa sensacionalista.

Medaire, uma empresa que dispõe de médicos para atender pilotos de 60 companhias aéreas com as informações médicas que precisam em emergência, recebeu 19.000 pedidos de emergência e 94 passageiros morreram a bordo em 2010.

62% dos médicos respondem que já tiveram que ajudar um passageiro numa viagem de avião que fizeram.

Ou seja, andar de avião é muito mais perigoso do que se pensa, e as mortes não são causadas por quedas de avião.

Um dos problemas escondidos e dos mais graves é a trombose.

25% das pessoas com trombose declaram ter viajado de avião recentemente.

As chances de você desenvolver um coágulo na veia, é de 1 em 6000 viagens.

Voe 60 vezes num avião e sua chance pessoal passa a ser 1 em 100. Acima dos 55 anos de idade esta estatística piora.

Calcula-se que todo ano ocorrem 20 milhões de tromboses, de todos os tipos, que resultam em 2000 a 3000 mortes por ano.

Em 2012 as mortes por acidentes aéreos foram de somente 798, ou seja, o verdadeiro risco de viajar é outro.

Se você tiver mais do que 55 anos, a estatística é maior. Dados da http://www.airhealth.org/

Portanto, como evitar um coágulo por voo:

1. Uso de meias elásticas, compressão 15 a 20 mmhg.

Pesquisas mostram que 5% das pessoas que não usam meias elásticas desenvolvem coágulos, melhor não tê-los.

2. As meias devem ser usadas um dia antes da viagem, e obviamente durante a viagem.

Eu uso da Sigvaris, vendida no Brasil on line.

Você tem que medir a sua perna e determinar seu tamanho.

3. A meia deve ser usada também três dias depois da viagem, outro detalhe importante.

4. Voe diurno se você tem mais de 55 anos, especialmente se o voo durar mais que 8 horas ou 5.000 km de distância, o coágulo é muito menos provável nestas condições.

Viajar é exaustivo, estressante e seu sistema imune se deprime e fica menos resistente.

E fica menos resistente justamente quando você estará em contato direto com mais de 3.000 pessoas do mundo inteiro, 10% com resfriado espalhando germes pelo ar.

Tanto é que seu risco de pegar resfriado aumenta 100 vezes numa viagem.

O dia da viagem é para ficar em casa descansando e não trabalhando deixando tudo em ordem no último minuto.

5. Lave as mãos constantemente no aeroporto, leve álcool gel, não toque nos olhos, não beije a sua esposa, cumprimente como os indianos não como os europeus.

6. Não retire os seus sapatos numa viagem longa, apesar de ser mais confortável.

Você não quer seus pés inchando, o que reduz a força de circulação do sangue, o que propicia a formação de coágulos. Num voo diurno não se tira sapatos.

7. Exercícios. Movimente seus pés de 15 em 15 minutos.

8. Beba 1 litro de água a cada três horas, ou melhor ainda um copo de água eletrolítica como Gatorade, por hora.

Ninguém faria isto em terra, mas o ar condicionado dos aviões é de lascar, e a trombose tem como início o stress no seu sistema linfático e venoso.

Água ajuda, mas as aeromoças sequer tem este volume de água para todos os passageiros.

Lembre-se que você estará respirando 8% menos oxigênio que normalmente.

O ar não é puro e sim reciclado, passou pelo pulmão de um passageiro com gripe 12 minutos antes.

Uso de máscara seria aconselhável, não fosse que ninguém quer parecer paranoico.

One study “showed that the peak date of the U.S. influenza season was delayed 13 days after the terrorist attacks of Sept. 11, 2001, consistent with a greatly reduced number of flights during that period.”

E os serviços de segurança proíbem você de levar água na bolsa. Portanto tem uma logística a mais, comprar água depois da segurança.

9. Não beba álcool, nem no avião, nem antes.

10. Se você fuma, pare de fumar dois dias antes e resista até dois dias depois.

11. Se você tem mais de 65 anos, considere ir de classe executiva. Economizar pode sair caro.

12. Escolha os pratos com menos risco de contaminação bacteriana, maionese, patês, pratos prontos, nem pensar. Nada de molho, tudo bem cozido, pratos simples como macarrão.

13. Provavelmente você não fará metade do que pedi, lembre-se que seu sistema imune estará trabalhando acima do normal.

Uma das formas de garantir que seu corpo irá lidar com este stress é dormir ao chegar no seu destino.

Não faça turismo no primeiro dia, ou dois se você tiver mais que 55 anos, seu sistema imune agradece.

Se você tem histórico de problemas cardíacos, veias, hipertensão, edema, está no período de cinco anos após um câncer, seu cuidado deve ser redobrado.

Algo para se pensar.

 

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À Classe Médica Brasileira https://blog.kanitz.com.br/a-classe-medica-brasileira/ https://blog.kanitz.com.br/a-classe-medica-brasileira/#comments Tue, 13 Aug 2013 10:09:43 +0000 http:/eike-batista/data%3aimage/gif%3bbase64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw%3d%3d/2009/10/para-que-serve-uma-associacao-de-exalunos/rss.xml/category/educacao   Suas lideranças usaram os argumentos errados na oposição à medida da Dilma, de importar 6.000 médicos cubanos. A baixa qualidade do ensino cubano, a falta de condições para exercer a profissão, em nada convenceu a opinião pública. Mania de médico não consultar ninguém antes de falar em público. Vejam agora o tipo de reação de […]

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Suas lideranças usaram os argumentos errados na oposição à medida da Dilma, de importar 6.000 médicos cubanos.

A baixa qualidade do ensino cubano, a falta de condições para exercer a profissão, em nada convenceu a opinião pública.

Mania de médico não consultar ninguém antes de falar em público. Vejam agora o tipo de reação de um famoso jornalista brasileiro:

“Não vamos nem falar no lastimável comportamento dos médicos e suas associações, agarrados a um corporativismo ululante, egoísta e desinformado”.

Como a imprensa divulgou, os Estados Unidos importam 25% dos seus médicos, Canadá 24%, Reino Unido 44%,  25.000 dos médicos sendo indianos.

Por que então o Brasil não deveria fazer a mesma coisa contratando médicos cubanos?

A razão é por Ética, algo que falta no Brasil neste momento. 

E era por estas linhas que a classe médica deveria ter trilhado.

Índia, Cuba, Nicarágua, Equador, gastam US$ 100.000 dólares para treinar um bom médico.

Educação médica é a mais cara do mundo, por isto faltam médicos, especialmente em cidades pobres que não possuem renda para compensar este custo de treinamento.

Normalmente em países pobres e de educação estatal, esta educação é feita com dinheiro público, dos povos destes países.

O povo indiano, cubano e africano investiram nestes estudantes de medicina, justamente para ter bons médicos no futuro para si, não para os outros.

Os 25.000 médicos indianos que trabalham agora na Inglaterra, economizaram para o Governo Inglês US$ 2.500 000.000 de custos de treinamento. Nada ético.

E como consequência geraram US$ 2.500.000.000 de prejuízo para o povo indiano. Pagaram e não levaram.

Além de desestruturar a sua própria medicina local.

Uma das razões do sucesso dos Estados Unidos como potência econômica não tem nada a ver com suas políticas econômicas.

Seu sucesso tem sido justamente atrair profissionais treinados em outros países a custo zero.

Os países mais pobres do mundo treinam por 25 anos jovens de talento, e uma vez formados são atraídos pelos melhores salários e oportunidades oferecidos pela política de imigração dos EUA.

É uma outra forma de explorar mais valia gerada pelas nações subdesenvolvidas do mundo.

E o Governo Brasileiro quer fazer isto com Cuba?

Escreve o Guardian.

“For decades about 25% of doctors practising in the US received their training elsewhere.
 
This now amounts to close to 200,000 doctors educated abroad.
 
Around 5,000 were trained in sub-Saharan Africa; predominantly Ghana, Nigeria and South Africa, but also elsewhere.
 
The poorest will always lose out.”

Ética teria sido um argumento mais convincente do que corporativismo médico.

Meu lado economista é totalmente a favor em trazer médicos formados a custo zero. É uma bela “economia” para o deficit público deste país.

Mas meu lado administrador socialmente responsável diz que seria um roubo de talento do pobre povo cubano.

Algo para os médicos pensarem.

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Cias. de Seguro Saúde Poderão Exigir Sequenciamento do Genoma? https://blog.kanitz.com.br/seguro-genoma/ https://blog.kanitz.com.br/seguro-genoma/#comments Wed, 03 Jul 2013 12:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=450 Cias. de Seguro Saúde e de Vida estão se movimentando para sequenciar o genoma de seus futuros assegurados, para poderem cobrar mais caro da população de alto risco genético e baratear as apólices da população com risco padrão. ONGS já se movimentaram para impedir esta prática, obrigando as Cias. de Seguro a assumir os riscos, […]

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Cias. de Seguro Saúde e de Vida estão se movimentando para sequenciar o genoma de seus futuros assegurados, para poderem cobrar mais caro da população de alto risco genético e baratear as apólices da população com risco padrão.

ONGS já se movimentaram para impedir esta prática, obrigando as Cias. de Seguro a assumir os riscos, como sempre fizeram, e impedir o que consideram uma afronta ao sigilo genético, e a liberdade individual da população.

A maioria que já discutiu esta questão em sala de aula, deve ter decidido proibir as Cias. de Seguro de exigir este sequenciamento, a aceitar todos os consumidores independente do risco genético.

Fica claro que no Brasil, a maioria dos acadêmicos pensam em “defender” o consumidor, e não em defender o empreendedor e o acionista das Cias. de Seguro.

Portanto, vejamos a questão da empresa de seguro de vida e seguro saúde.

Eu, se fosse dono de uma empresa de seguro saúde desistiria do negócio.

Alegaria que houve uma quebra de contrato público e cessaria as minhas atividades.

Um direito meu.

Ninguém pode obrigar um empreendedor a continuar empreendendo contra a sua vontade.

Saberia que meu futuro é negro pela seguinte razão.

Toda população de alto risco genético passaria a fazer seguro saúde.

Corretores mostrariam a enorme vantagem de se fazer isto, o lucro que o consumidor teria pagando o preço normal, para uma situação acima do normal.

Não podendo aumentar o seguro saúde, minha empresa passaria a ter queda de rentabilidade, senão prejuízo.

Estou fora!

Esta opção de que todo empresário é ladrão, que toda empresa é super rentável, que empresas precisam ser controladas na sua ganância, são problemas que estão destruindo o Brasil.

Há 500 anos.

Intelectuais que nunca estudaram administração acham que tudo que cai do céu é simples, que só vivemos de sacanagens.

Todo dia vejo amigos fecharem as suas empresas, e seu filhos procurarem empregos públicos.

É o fim.

E pior de tudo, quem sai prejudicado é o consumidor.

Primeiro, porque os consumidores normais deveriam pagar pelos consumidores com predisposição genética a ter maiores custos de saúde do que os demais?

Isto não significa que os predispostos ficariam excluídos, simplesmente que pagariam mais caro.

Ter 35% de chance de fazer diálise para o resto da vida não é 100%, e cias. de seguro fariam os cálculos apropriados.

Isto permitiria ao resto da população pagar menos pelo seguro saúde.

Permitiria a inclusão de milhares que hoje não têm condição de comprar este produto.

Estaríamos incluindo, mais do que excluindo.

Cias. de seguro de automóveis já fazem isto com jovens, homens, solteiros, com antecedentes, que pagam mais do que aposentados com largo histórico de responsabilidade.

Não muito diferente do seu “histórico” do genoma.

O ponto mais importante é o seguinte.

A maioria dos intelectuais se coloca rapidamente contra as empresas, em vez de se olhar a questão dos dois lados e tentar uma solução aceitável para ambos – empresas e consumidor.

Não estou dizendo aqui que eu ficaria totalmente a favor da empresa.

Estou dizendo que eu me preocuparia com todos os casos geneticamente complicados que obviamente iriam se aproveitar de uma medida que as ONGs estão contemplando, sem ver o outro lado.

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Um Mundo Sem Antibióticos, em Breve https://blog.kanitz.com.br/mundo-sem-antibioticos/ https://blog.kanitz.com.br/mundo-sem-antibioticos/#comments Sat, 09 Mar 2013 15:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/2012/05/09/um-mundo-sem-antibioticos-em-breve/ Estamos essencialmente voltando a uma época sem antibióticos. Entrevista com John Conly, um Professor de Medicina, Microbiologia e Doenças Infecciosas e Patologia e Medicina Laboratorial do Centro de Resistência Antimicrobiana da Universidade de Calgary, no Canadá. Ele também é o co-diretor do Instituto Snyder de Infecção, Imunidade e Inflamação da Universidade de Calgary, e ex-presidente do Conselho […]

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Estamos essencialmente voltando a uma época sem antibióticos.

Entrevista com John Conly, um Professor de Medicina, Microbiologia e Doenças Infecciosas e Patologia e Medicina Laboratorial do Centro de Resistência Antimicrobiana da Universidade de Calgary, no Canadá.

Ele também é o co-diretor do Instituto Snyder de Infecção, Imunidade e Inflamação da Universidade de Calgary, e ex-presidente do Conselho para a Comissão Canadense de Resistência aos Antibióticos.

Q: O que há de especial sobre este novo tipo de resistência rotulados como NDM1?

A: NDM1 é uma enzima que confere resistência a uma das classes mais potentes de antibióticos, conhecidos como carbapenemas, mas o que tem sido observado é diferente de muitas maneiras para o que já vimos, até hoje.

Este padrão de resistência novo tem sido relatado em muitos tipos diferentes de bactérias em comparação com anteriormente e, pelo menos, uma em 10 destas estirpes contendo NDM1 parece ser pan-resistente, o que significa que não há nenhum antibiótico conhecido que pode tratar.

Uma segunda preocupação é que não há desenvolvimento significativo de droga nova para antimicrobianos.

Em terceiro lugar, este padrão de resistência específica é regido por um conjunto de genes que podem mover-se facilmente a partir de uma bactéria para outra. 

Em quarto lugar, NDM1 foi encontrado na bactéria mas geralmente é encontrado na população humana, E. coli, que é a causa mais comum de infecções da bexiga e nos rins.

Uma preocupação adicional é que as duas drogas potencialmente capazes de tratar uma infecção devido a uma destas novas estirpes multirresistentes, um deles, colistina, provoca efeitos tóxicos para o rim em cerca de um terço das pessoas.

Q: É este o cenário apocalíptico de um mundo sem antibióticos?

R: Infelizmente sim, com estes novos multirresistentes NDM1 contendo cepas e seu potencial de disseminação em todo o mundo.

Médicos terão de enfrentar um dilema terrível quando uma mulher grávida desenvolve uma infecção renal que transborda para a corrente sanguínea com uma cepa pan-resistente contendo NDM1 e não há opções de tratamento.

Estamos essencialmente voltando a uma época sem antibióticos.

Q: A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou uma estratégia global para conter a resistência antimicrobiana em 2001, destacando o uso excessivo de antimicrobianos e uso indevido como as principais causas de resistência às drogas. O que aconteceu com ela?

A: Em 2000, no relatório sobre a série de doenças infecciosas superando a resistência antimicrobiana, o ex-diretor-geral Dr. Gro Harlem Brundtland mostra o aumento da resistência antimicrobiana e uma crise global, mas a posterior liberação da estratégia liderada pela OMS global e campanha coincidiu com o 11 de setembro de 2001.

Esse evento trágico, assim como uma mudança para a segurança e bioterrorismo, ofuscou o lançamento e implementação desta campanha e levou a um completo fracasso de qualquer captação.

Q: O que o Dia Mundial da Saúde 2011 atinge em termos de conter a resistência antimicrobiana?

A: Um enfoque como este é uma oportunidade ímpar para a OMS ir para a frente e para reunir o seu pessoal que trabalha nesta área – os que trabalham no uso racional de medicamentos, redes de vigilância, laboratórios, a equipe do Dia Mundial da Saúde, a prevenção de infecções e equipe de controle e outros – para criar um grupo de trabalho inter-organizacional para atualizar e rejuvenescer o excelente trabalho produzido uma década atrás.

Além disso, os Estados-Membros e a OMS pode se concentrar no Regulamento Sanitário Internacional (RSI) em relação a esses novos pan-resistentes contendo NDM1. A propagação de NDM1 contendo cepas de bactérias resistentes constitui um evento de saúde pública de preocupação internacional?

Na minha opinião a resposta é um inequívoco “sim”. Vimos essas estirpes se disseminarem internacionalmente.

No início de setembro deste ano, os Estados Unidos da América (EUA) relatou casos em três estados e no Canadá em três províncias. na Austrália, Bélgica, Japão, Suécia e Vietnã foram todos relatados casos, por isso é fora da Índia, Paquistão e do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, onde foi inicialmente descrito.

Envolver o RSI poderá ajudar a estabelecer normas comuns para a vigilância e controle de NDM1 contendo cepas.

Q: Onde está a resistência antimicrobiana é uma preocupação?

R: Ela ocorre em todos os lugares, mas é especialmente preocupante nos países em que a prescrição de antimicrobianos não é regulamentada e onde você pode comprar antibióticos sem receita médica.

Este é o caso em muitos países, incluindo aqueles com grandes populações, como China e Índia, onde as vendas de antibióticos parecem ter aumentado, de acordo com o crescimento de uma classe média mais abastada, assim como muitos países da África e da América Central e do Sul.

Mas o uso em seres humanos empalidece em comparação com o uso de antibióticos na indústria agro-alimentar – em bovinos, aves e suínos da agricultura, piscicultura, colmeias de abelhas – quando estes agentes são usados ​​como promotores de crescimento.

Algumas estimativas sugerem que o uso de antibióticos em animais e peixes é de pelo menos 1000 vezes maior em termos de tonelagem absoluta em comparação com a utilização em seres humanos.

Q: Como os governos podem conciliar os interesses econômicos dos agricultores e os interesses de saúde da população?

R: Para impedir a sobrepesca de bacalhau no Oceano Atlântico, na costa leste do Canadá e dos EUA, governos impuseram uma moratória por tempo indeterminado na pesca do bacalhau nos Grandes Bancos. Houve queixas dos pescadores, mas foi uma decisão necessária.

Infelizmente, as populações de bacalhau ainda não recuperaram e alguns cientistas temem que os efeitos da sobrepesca de bacalhau possa ser permanente.

A resistência antimicrobiana pode ser comparada a esse cenário à pesca excessiva, ao gado sobre pastoreio a grama no commons ou para o desmatamento na Ilha de Páscoa, o que levou a população à morte.

A resistência antimicrobiana é uma consequência do uso excessivo contínuo de antibióticos combinado com o crescimento constante de resistência ao longo do tempo.

A solução é para atingir um adequado equilíbrio ecológico. Chega um momento em que os governos e os reguladores devem tomar decisões difíceis.

A União Europeia (UE) fez isso com a proibição da promoção de crescimento antimicrobianos em animais. É uma questão de vontade política e fazê-lo ao longo do tempo, com uma abordagem planejada formulado.

Q: Que progresso tem feito os governos para conter a resistência antimicrobiana?

R: A França tinha um programa nacional de informação pública para reduzir a resistência aos antibióticos chamado “Os antibióticos não são automáticos” e viu uma redução de 26,5% no uso de antibióticos para síndromes gripais (que são em grande parte viral) mais de cinco anos.

Houve outros, incluindo o “Get smart” programa nos EUA com uso de antibióticos de forma sensata e no Canadá, o “Faça erros precisam de drogas?” O programa mostrou uma redução de quase 20% no uso de antibióticos para infecções do trato respiratório em nível de comunidade. Ele foi adotado por um número de províncias, mas, infelizmente, não pela Agência de Saúde Pública do Canadá.

Q: Como podemos educar os pacientes a entender que os antibióticos não têm efeito sobre infecções virais, como o resfriado comum?

R: Essa é uma mensagem muito importante. Muitas das campanhas que eu mencionei visa a educação do público envolvido.

Análises de comportamento mostram que os médicos prescritores e outros, muitas vezes cedem à pressão dos pacientes e prescrevem antibióticos, porque eles têm medo de perder seus pacientes.

É por isso que governos e organizações de pacientes precisam trabalhar juntos. Liderança da OMS e as mensagens do Dia Mundial da Saúde 2011 podem desempenhar um papel fundamental enfatizando estas importantes mensagens para o público em geral.

Q: Além do Dia Mundial da Saúde, outros esforços internacionais têm havido para combater o problema?

A: Tem havido uma série de desenvolvimentos. No ano passado, o primeiro-ministro sueco [Fredrik Reinfeldt], que detinha o papel de Presidente da UE no momento, e o presidente dos Estados Unidos [Barack] Obama, estabeleceram um conjunto UE-EUA força-tarefa sobre a resistência antimicrobiana e, neste ano a Assembleia Mundial da Saúde, o ministro sueco para a saúde e assuntos sociais [Göran Hägglund] pediram à OMS mostrar liderança na luta contra a resistência antimicrobiana.

Então, uma década após o relatório da OMS em 2000, temos um círculo completo e a resistência aumentando as apostas de uma forma ainda maior do que antes.

Em junho de 2010, o Center for Global Development, solicitou à OMS um novo relatório para reverter o que chamou de “uma década de negligência” de resistência às drogas.

Em setembro de 2010, a United States Institute of Medicine em relatório descreveu a resistência antimicrobiana como “a saúde pública mundial e uma catástrofe ambiental” e um exemplo clássico da “tragédia dos comuns”.

Ele referiu-se ao famoso ensaio de 1968 por Garrett Hardin na revista Science, onde ele escreveu sobre a grama em pastagens compartilhadas a ser consumida, porque ninguém estava prestando atenção sobre elas.

Essa é a tragédia dos comuns e, da mesma forma, a tragédia de antibióticos. Quem está cuidando do “commons” em termos do uso excessivo e incorreto de antibióticos em veterinária, agro-alimentares e humanos, configurações? Infelizmente chegamos a uma tragédia ecológica semelhante à “tragédia dos comuns”.

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