BUZZ - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/buzz/ Blog para se Pensar Fri, 18 Jul 2025 10:25:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 https://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2021/06/stephenkanitz-favicon-150x150.png BUZZ - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/buzz/ 32 32 O Intelectual de Uma Variável Só https://blog.kanitz.com.br/o-intelectual-de-uma-variavel-so/ https://blog.kanitz.com.br/o-intelectual-de-uma-variavel-so/#comments Fri, 18 Jul 2025 10:25:21 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=30013 O Brasil é vítima de cientistas fake, que eu chamarei de “Intelectuais de Uma Variável Só”. Como aqueles que afirmam que se combate inflação como uma taxa de juros nominal de curto prazo e nada mais. Ou que o problema da nossa dívida são os bancos, que o problema do Brasil é devido a concentração […]

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O Brasil é vítima de cientistas fake, que eu chamarei de “Intelectuais de Uma Variável Só”.

Como aqueles que afirmam que se combate inflação como uma taxa de juros nominal de curto prazo e nada mais. Ou que o problema da nossa dívida são os bancos, que o problema do Brasil é devido a concentração de renda.

Para verdadeiros cientistas é obvio que o mundo é mais complexo do que isso, por isso nós sempre analisamos n variáveis.

Mas infelizmente nossos jornalistas preferem e só divulgam diagnóstico fácil.

Enquanto alguns intelectuais sérios se debruçam sobre modelos complexos que tentam captar a realidade como ela é multifacetada, imprevisível, sistêmica, outros ganham os holofotes apontando um único culpado para todos os males do mundo. Racismo. Capitalismo. Desigualdade. Patriarcado. Clima. O que for.

Devo ter sido um dos primeiros economistas a usar planilha econômica, era o Visicalc na época, e que me permitiu simular dezenas de variáveis ao mesmo tempo, vide Superestimação da Inflação, nada menos que 40 anos atrás.

Nossa inflação continua sendo superestimada porque a maioria dos economistas não sabem ler planilhas somente regressão lineares.

Mas no Brasil são os intelectuais de uma variável só que mais fazem sucesso.

Eles são adorados pela mídia, pelas redes sociais e por políticos em busca de slogans.

Eles entregam aquilo que o mundo moderno mais deseja: simplicidade com autoridade. Uma explicação única. Um vilão claro. Um remédio fácil.

Mas a realidade é outra.

Problemas sociais, econômicos e culturais são, por natureza, multicausais.

A criminalidade, por exemplo, não é “só” fruto da desigualdade, da pobreza, ou do racismo estrutural. É uma combinação complexa de fatores: colapso familiar, ausência de instituições, impunidade, incentivos distorcidos, baixa capacidade estatal, normas culturais, entre outros.

No entanto, a narrativa que aponta “um único fator explicativo” é mais sexy. Mais digerível. Mais vendável.

E assim, quem mais simplifica, mais influencia.

Os intelectuais mais responsáveis, que ponderam múltiplas variáveis, admitem incertezas, são justamente os que menos aparecem.

Contudo eles não viralizam, suas análises não cabem em tweets, suas conclusões não alimentam paixões ideológicas. E, por isso, são esquecidos, mesmo quando estão mais próximos da verdade.

 Como Resolver Esse Problema?

1. Expor os custos da simplicidade: Toda simplificação é uma mutilação. Devemos exigir de nossos intelectuais modelos com variáveis reais.

2. Criar incentivos à complexidade: Se o ambiente intelectual premia certezas e frases de efeito, teremos sempre mais ideólogos que pensadores. Precisamos recompensar quem estuda, compara, duvida.

3. Ensinar a pensar em sistemas, não em slogans: A formação educacional precisa sair do binarismo (“culpa do mercado” vs. “culpa do Estado”) e cultivar a análise sistêmica. O mundo é feito de interações não-lineares, feedbacks, termo que nunca traduzimos, e efeitos colaterais, não de causas únicas.

4. Confrontar os intelectuais-celebridade com variáveis ausentes:

Pergunte sempre: o que está faltando na equação? Qual é a variável que o guru ignora porque complica sua tese?

O verdadeiro pensador ilumina. O pregador apenas inflama.

Enquanto celebramos quem grita certezas, talvez estejamos ignorando quem sussurra verdades incômodas, mas reais.

A história tem sido cruel com os intelectuais de uma variável só. Seus diagnósticos podem até conquistar o presente, mas quase sempre afundam o futuro.

Talvez esteja na hora de pararmos de premiar quem tem respostas simples e voltarmos a ouvir quem tem perguntas sérias.

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Como Agir em um Assalto? https://blog.kanitz.com.br/como-agir-em-um-assalto/ https://blog.kanitz.com.br/como-agir-em-um-assalto/#comments Thu, 17 Apr 2025 09:21:40 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29944 Não é uma questão de se vai acontecer, mas quando. O assalto virá. Vou contar exatamente o que fiz. Pode não funcionar na sua vez, mas quando chegar a hora, cada detalhe conta. Eu estava entrando no carro, distraído, quando senti o cano gelado de um revólver encostando na minha cabeça. O tempo parou, mas […]

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Não é uma questão de se vai acontecer, mas quando. O assalto virá.

Vou contar exatamente o que fiz. Pode não funcionar na sua vez, mas quando chegar a hora, cada detalhe conta.

Eu estava entrando no carro, distraído, quando senti o cano gelado de um revólver encostando na minha cabeça. O tempo parou, mas eu já havia me preparado para aquele momento.

A primeira coisa que você precisa entender é que, naquele instante, o assaltante está mais nervoso do que você. O dedo dele está trêmulo no gatilho. Talvez esteja drogado, talvez tenha matado antes, talvez seja a primeira vez. Qualquer gesto errado e tudo pode acabar ali.

Eu já havia treinado mentalmente para essa situação. Respirei fundo e levantei as mãos devagar. Com voz firme, mas tranquila, disse:

— Calma, vai dar tudo certo.

E então, algo inesperado saiu da minha boca, algo que eu não havia ensaiado:

— Hoje é seu dia de sorte, cara. Você vai levar uma boa grana.

Vi nos olhos dele. O terror sumiu. A raiva se dissipou. O revólver parou de tremer.

A tensão caiu como um peso do ar. Eu não era mais uma ameaça para ele. Naquele instante, ele acreditou que éramos aliados naquele teatro cruel da violência.

Ele pegou minha carteira e meu celular. Não precisou gritar, não precisou atirar. E eu, surpreendentemente, também estava calmo.

Cometi um único erro: não tinha muito dinheiro na carteira. Ele percebeu? Não. Saiu correndo satisfeito, acreditando que sua noite tinha sido produtiva.

Depois desse dia, sempre carrego 500 dólares na carteira. Parece muito mais do que realmente é.

A lição? Você precisa estar pronto. Treine sua frase. Ensaios salvam vidas.

Boa sorte! Porque um dia, você pode precisar dela.

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O Discurso Completo de Javier Milei em Davos https://blog.kanitz.com.br/o-discurso-completo-de-javier-milei-em-davos/ https://blog.kanitz.com.br/o-discurso-completo-de-javier-milei-em-davos/#comments Mon, 22 Jan 2024 02:06:36 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29630 Esta é uma transcrição do discurso especial de Javier Milei, Presidente da Argentina, que ocorreu durante a Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial em Davos. Boa tarde. Muito obrigado. Hoje estou aqui para dizer que o mundo ocidental está em perigo. E está em perigo porque aqueles que deveriam defender os valores do Ocidente foram […]

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Esta é uma transcrição do discurso especial de Javier Milei, Presidente da Argentina, que ocorreu durante a Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial em Davos.


Boa tarde. Muito obrigado.


Hoje estou aqui para dizer que o mundo ocidental está em perigo.

E está em perigo porque aqueles que deveriam defender os valores do Ocidente foram cooptados por uma visão de mundo que inexoravelmente leva ao socialismo e, por consequência, à pobreza.

Infelizmente, nas últimas décadas, os principais líderes do mundo ocidental abandonaram o modelo de liberdade por diferentes versões do que chamamos de coletivismo.

Alguns foram motivados por indivíduos bem-intencionados dispostos a ajudar os outros, e outros foram motivados pelo desejo de pertencer a uma casta privilegiada.

Estamos aqui para dizer que experimentos coletivistas nunca são a solução para os problemas que afligem os cidadãos do mundo.

Pelo contrário, são a causa raiz. Acreditem em mim: ninguém está em melhor posição do que nós, argentinos, para testemunhar estes dois pontos.

Trinta e cinco anos após adotarmos o modelo de liberdade, em 1860, nos tornamos uma potência mundial líder. E quando abraçamos o coletivismo ao longo dos últimos 100 anos, vimos como nossos cidadãos começaram a empobrecer sistematicamente, e caímos para a posição número 140 globalmente.

Mas antes de ter a discussão, seria primeiro importante olharmos para os dados que demonstram por que o capitalismo de livre mercado não é apenas o único sistema possível para acabar com a pobreza mundial, mas também é o único sistema moralmente desejável para alcançar isso.

Se olharmos para a história do progresso econômico, podemos ver como entre o ano zero e o ano 1800 aproximadamente, o PIB per capita mundial praticamente permaneceu constante durante todo o período de referência.

Se você olhar para um gráfico da evolução do crescimento econômico ao longo da história da humanidade, verá um gráfico em forma de bastão de hóquei, uma função exponencial que permaneceu constante por 90% do tempo e que foi disparada exponencialmente a partir do século XIX.

A única exceção a esta história de estagnação foi no final do século XV, com a descoberta do continente americano, mas para esta exceção, ao longo de todo o período entre o ano zero e o ano 1800, o PIB per capita global estagnou.

Agora, não é apenas que o capitalismo trouxe uma explosão de riqueza desde o momento em que foi adotado como um sistema econômico, mas também, se você olhar para os dados, o que verá é que o crescimento continua a acelerar durante todo o período.

E ao longo de todo o período entre o ano zero e o ano 1800, a taxa de crescimento do PIB per capita permanece estável em cerca de 0,02% ao ano.

Então, quase nenhum crescimento.

A partir do século XIX, com a Revolução Industrial, a taxa anual de crescimento composto foi de 0,66%.

E nessa taxa, seriam necessários cerca de 107 anos para dobrar o PIB per capita.

Agora, se você olhar para o período entre o ano 1900 e o ano 1950, a taxa de crescimento acelerou para 1,66% ao ano.

Então, você não precisaria mais de 107 anos para dobrar o PIB per capita – mas sim 66.

E se você considerar o período entre 1950 e o ano 2000, verá que a taxa de crescimento foi de 2,1%, o que significaria que em apenas 33 anos poderíamos dobrar o PIB per capita mundial.

Essa tendência, longe de parar, continua bem viva hoje.

Se considerarmos o período entre os anos 2000 e 2023, a taxa de crescimento acelerou novamente para 3% ao ano, o que significa que poderíamos dobrar o PIB per capita mundial em apenas 23 anos.

Dito isto, quando você olha para o PIB per capita desde o ano 1800 até hoje, o que você verá é que após a Revolução Industrial, o PIB per capita global multiplicou-se mais de 15 vezes, o que representou um boom no crescimento que tirou 90% da população mundial da pobreza extrema.

Devemos lembrar que, até o ano de 1800, cerca de 95% da população mundial vivia em extrema pobreza. E essa porcentagem caiu para 5% até o ano de 2020, antes da pandemia. A conclusão é óbvia.

Longe de ser a causa dos nossos problemas, o capitalismo de livre mercado como sistema econômico é o único instrumento que temos para acabar com a fome, a pobreza e a extrema pobreza em nosso planeta. A evidência empírica é inquestionável.

Portanto, uma vez que não há dúvidas de que o capitalismo de livre empresa é superior em termos produtivos, a doutrina de esquerda atacou o capitalismo, alegando questões morais, dizendo – isso é o que os detratores afirmam – que ele é injusto.

Dizem que o capitalismo é maligno porque é individualista e que o coletivismo é bom porque é altruísta. Claro, com o dinheiro dos outros.

Então, eles defendem a justiça social. Mas esse conceito, que no mundo desenvolvido se tornou popular recentemente, em meu país tem sido constante no discurso político há mais de 80 anos.

O problema é que a justiça social não é justa, e não contribui para o bem-estar geral. Muito pelo contrário, é uma ideia intrinsecamente injusta porque é violenta.

É injusta porque o estado é financiado por meio de impostos e os impostos são coletados de forma coercitiva.

Ou será que algum de nós pode dizer que paga impostos voluntariamente?

Isso significa que o estado é financiado por meio da coerção e que quanto maior a carga tributária, maior a coerção e menor a liberdade.

Aqueles que promovem a justiça social partem da ideia de que a economia é um bolo que pode ser compartilhado de forma diferente. Mas esse bolo não é um dado. É riqueza que é gerada no que Israel Kirzner, por exemplo, chama de processo de descoberta de mercado.

Se os bens ou serviços oferecidos por um negócio não são desejados, o negócio falhará a menos que se adapte ao que o mercado está exigindo.

Eles terão sucesso e produzirão mais se fizerem um produto de boa qualidade a um preço atrativo. Então, o mercado é um processo de descoberta no qual os capitalistas encontrarão o caminho certo à medida que avançam.

Mas se o estado pune os capitalistas quando eles têm sucesso e interfere no processo de descoberta, eles destruirão seus incentivos, e a consequência é que eles produzirão menos.

O bolo será menor, e isso prejudicará a sociedade como um todo.

O coletivismo, ao inibir esses processos de descoberta e dificultar a apropriação das descobertas, acaba amarrando as mãos dos empreendedores e os impede de oferecer melhores bens e serviços a um preço melhor.

Então, como pode a academia, organizações internacionais, teóricos econômicos e políticos demonizarem um sistema econômico que não apenas tirou 90% da população mundial da extrema pobreza, mas continuou a fazer isso cada vez mais rápido?

Graças ao capitalismo de livre comércio, o mundo está vivendo seu melhor momento. Nunca na história da humanidade houve um período de mais prosperidade do que hoje. Isso é verdade para todos.

O mundo de hoje tem mais liberdade, é rico, mais pacífico e próspero. Isso é particularmente verdadeiro para os países que têm mais liberdade econômica e respeitam os direitos de propriedade dos indivíduos.

Os países que têm mais liberdade são 12 vezes mais ricos do que aqueles que são reprimidos. O percentil mais baixo em países livres está em melhor situação do que 90% da população em países reprimidos.

A pobreza é 25 vezes menor e a extrema pobreza é 50 vezes menor. E os cidadãos em países livres vivem 25% mais tempo do que os cidadãos em países reprimidos.

Agora, o que queremos dizer quando falamos sobre libertarianismo?

E deixem-me citar as palavras da maior autoridade em liberdade na Argentina, o Professor Alberto Benegas Lynch Jr, que diz que o libertarianismo é o respeito irrestrito pelo projeto de vida dos outros baseado no princípio da não-agressão, em defesa do direito à vida, liberdade e propriedade.

Suas instituições fundamentais são a propriedade privada, mercados livres de intervenção estatal, livre concorrência e a divisão do trabalho e cooperação social, em que o sucesso é alcançado apenas servindo aos outros com bens de melhor qualidade ou a um preço melhor.

Em outras palavras, empresários capitalistas bem-sucedidos são benfeitores sociais que, longe de se apropriarem da riqueza dos outros, contribuem para o bem-estar geral.

Em última análise, um empresário de sucesso é um herói.

E este é o modelo que estamos defendendo para o futuro da Argentina. Um modelo baseado no princípio fundamental do libertarianismo.

A defesa da vida, da liberdade e da propriedade.

Agora, se o capitalismo de livre empresa e a liberdade econômica se mostraram instrumentos extraordinários para acabar com a pobreza no mundo, e estamos agora no melhor momento da história da humanidade, vale a pena perguntar por que digo que o Ocidente está em perigo.

E digo isso precisamente porque em países que deveriam defender os valores do livre mercado, propriedade privada e outras instituições do libertarianismo, setores do estabelecimento político e econômico estão minando as bases do libertarianismo, abrindo as portas para o socialismo e potencialmente nos condenando à pobreza, miséria e estagnação.

Nunca se deve esquecer que o socialismo é sempre e em todo lugar um fenômeno empobrecedor que falhou em todos os países onde foi experimentado.

Foi um fracasso econômico, social, cultural e também matou mais de 100 milhões de seres humanos.

O problema essencial do Ocidente hoje não é apenas que precisamos enfrentar aqueles que, mesmo após a queda do Muro de Berlim e a esmagadora evidência empírica, continuam a advogar pelo socialismo empobrecedor.

Mas também estão nossos próprios líderes, pensadores e acadêmicos que, confiando em um arcabouço teórico equivocado, estão minando os fundamentos do sistema que nos deu a maior expansão de riqueza e prosperidade em nossa história.

O arcabouço teórico a que me refiro é o da teoria econômica Neoclássica, que projeta um conjunto de instrumentos que, sem querer ou sem intenção, acabam servindo à intervenção do estado, ao socialismo e à degradação social.

O problema com os Neoclássicos é que o modelo de que se apaixonaram não mapeia a realidade, então eles atribuem seus erros a supostas falhas de mercado em vez de revisar as premissas do modelo.

Sob o pretexto de uma suposta falha de mercado, introduzem-se regulamentações. Estas regulamentações criam distorções no sistema de preços, impedem o cálculo econômico e, portanto, também impedem a poupança, o investimento e o crescimento.

O problema reside principalmente no fato de que nem mesmo supostos economistas libertários entendem o que é o mercado porque, se entendessem, rapidamente veriam que é impossível haver falhas de mercado.

O mercado não é um mero gráfico descrevendo uma curva de oferta e demanda. O mercado é um mecanismo de cooperação social, onde você troca voluntariamente direitos de propriedade. Portanto, com base nessa definição, falar de falha de mercado é um oximoro. Não existem falhas de mercado.

Se as transações são voluntárias, o único contexto em que pode haver falha de mercado é se houver coerção e o único capaz de coagir geralmente é o estado, que detém o monopólio da violência.

Consequentemente, se alguém considera que há uma falha de mercado, sugiro que verifique se há intervenção do estado envolvida em países livres vivem 25% mais tempo do que os cidadãos em países reprimidos.

Consequentemente, se alguém considera que há uma falha de mercado, sugiro que verifique se há intervenção do estado envolvida.

E se constatar que não é o caso, sugiro que verifique novamente, porque obviamente há um erro. Falhas de mercado não existem.

Um exemplo das chamadas falhas de mercado descritas pelos Neoclássicos é a estrutura concentrada da economia. A partir do ano 1800, com a população se multiplicando por 8 ou 9 vezes, o PIB per capita cresceu mais de 15 vezes, então houve retornos crescentes que reduziram a pobreza extrema de 95% para 5%.

No entanto, a presença de retornos crescentes envolve estruturas concentradas, o que chamaríamos de monopólio. Então, como algo que gerou tanto bem-estar para a teoria Neoclássica é uma falha de mercado?

Economistas Neoclássicos pensam fora da caixa.

Quando o modelo falha, não devemos nos irritar com a realidade, mas sim com o modelo e mudá-lo. O dilema enfrentado pelo modelo Neoclássico é que eles dizem desejar aperfeiçoar a função do mercado atacando o que consideram ser falhas.

Mas ao fazer isso, não só abrem as portas para o socialismo, mas também vão contra o crescimento econômico.

Por exemplo, regular monopólios, destruir seus lucros e destruir retornos crescentes destruiriam automaticamente o crescimento econômico.

No entanto, diante da demonstração teórica de que a intervenção estatal é prejudicial – e a evidência empírica de que não poderia ter sido diferente – a solução proposta pelos coletivistas não é maior liberdade, mas sim maior regulamentação, o que cria um espiral descendente de regulamentações até que todos sejamos mais pobres e nossas vidas dependam de um burocrata sentado em um escritório de luxo.

Diante do fracasso retumbante dos modelos coletivistas e dos avanços inegáveis no mundo livre, os socialistas foram forçados a mudar sua agenda: deixaram para trás a luta de classes baseada no sistema econômico e a substituíram por outros supostos conflitos sociais, igualmente prejudiciais à vida e ao crescimento econômico.

A primeira dessas novas batalhas foi a luta ridícula e antinatural entre homens e mulheres. O libertarianismo já prevê a igualdade entre os sexos. A pedra angular de nossa crença é que todos os seres humanos são criados iguais e que todos têm os mesmos direitos inalienáveis concedidos pelo Criador, incluindo vida, liberdade e propriedade.

Tudo o que a agenda do feminismo radical levou foi a uma maior intervenção estatal para dificultar o processo econômico, dando empregos a burocratas que não contribuíram em nada para a sociedade. Exemplos são ministérios da mulher ou organizações internacionais dedicadas a promover esta agenda.

Outro conflito apresentado pelos socialistas é o dos seres humanos contra a natureza, alegando que nós, seres humanos, danificamos um planeta que deve ser protegido a todo custo, chegando ao ponto de defender mecanismos de controle populacional ou a agenda do aborto. Infelizmente, essas ideias prejudiciais ganharam força em nossa sociedade.

Neo-marxistas conseguiram cooptar o senso comum do mundo ocidental, e isso eles alcançaram ao se apropriar dos meios de comunicação, cultura, universidades e também organizações internacionais.

O último caso é provavelmente o mais sério, pois são instituições que têm uma enorme influência nas decisões políticas e econômicas de seus estados membros.

Felizmente, há cada vez mais de nós que ousamos fazer ouvir nossas vozes, pois vemos que, se não lutarmos verdadeira e decisivamente contra essas ideias, o único destino possível é termos níveis crescentes de regulamentação estatal, socialismo, pobreza e menos liberdade, e, portanto, piores padrões de vida.

O Ocidente, infelizmente, já começou a seguir esse caminho. Eu sei, para muitos pode parecer ridículo sugerir que o Ocidente se voltou para o socialismo, mas isso só é ridículo se você se limitar à definição econômica tradicional de socialismo, que diz que é um sistema econômico onde o estado possui os meios de produção.

Essa definição, a meu ver, deve ser atualizada à luz das circunstâncias atuais.

Hoje, os estados não precisam controlar diretamente os meios de produção para controlar todos os aspectos da vida dos indivíduos.

Com ferramentas como impressão de dinheiro, dívida, subsídios, controle da taxa de juros, controles de preços e regulamentações para corrigir supostas falhas de mercado, eles podem controlar a vida e os destinos de milhões de indivíduos.

É assim que chegamos ao ponto em que, usando diferentes nomes ou disfarces, uma boa parte das ideologias geralmente aceitas na maioria dos países ocidentais são variantes coletivistas, sejam elas abertamente comunistas, fascistas, socialistas, social-democratas, nacional-socialistas, democratas-cristãos, neokeynesianos, progressistas, populistas, nacionalistas ou globalistas.

No final, não há grandes diferenças. Todos eles dizem que o estado deve dirigir todos os aspectos da vida dos indivíduos. Todos defendem um modelo contrário ao que levou a humanidade ao progresso mais espetacular de sua história.

Viemos aqui hoje para convidar o mundo ocidental a voltar ao caminho da prosperidade. Liberdade econômica, governo limitado e respeito ilimitado pela propriedade privada são elementos essenciais para o crescimento econômico.

O empobrecimento produzido pelo coletivismo não é uma fantasia, nem é um destino inescapável. É uma realidade que nós, argentinos, conhecemos muito bem.

Vivemos isso. Passamos por isso porque, como disse anteriormente, desde que decidimos abandonar o modelo de liberdade que nos tornou ricos, fomos apanhados em uma espiral descendente – uma espiral pela qual estamos cada vez mais pobres, dia após dia.

Isso é algo que vivenciamos e estamos aqui para alertar sobre o que pode acontecer se os países do mundo ocidental, que se tornaram ricos através do modelo de liberdade, permanecerem neste caminho de servidão.

O caso da Argentina é uma demonstração empírica de que, não importa quão ricos vocês possam ser, quanta riqueza natural possam ter, quão qualificada seja sua população, quão educada, ou quantas barras de ouro vocês possam ter no banco central – se forem adotadas medidas que dificultam o livre funcionamento dos mercados, a concorrência, os sistemas de preços, o comércio e a propriedade privada, o único destino possível é a pobreza.

Portanto, em conclusão, gostaria de deixar uma mensagem para todos os empresários aqui presentes e aqueles que não estão aqui pessoalmente, mas que estão acompanhando de todo o mundo.

Não se intimidem pela casta política ou pelos parasitas que vivem às custas do estado. Não se rendam a uma classe política que só quer permanecer no poder e manter seus privilégios. Vocês são benfeitores sociais. Vocês são heróis. Vocês são os criadores do período mais extraordinário de prosperidade que já vimos.

Não deixem que ninguém lhes diga que sua ambição é imoral. Se vocês ganham dinheiro, é porque oferecem um produto melhor a um preço melhor, contribuindo assim para o bem-estar geral.

Não se rendam ao avanço do estado. O estado não é a solução. O estado é o problema em si. Vocês são os verdadeiros protagonistas desta história e tenham certeza de que a partir de hoje, a Argentina é sua aliada firme e incondicional.

Muito obrigado e viva a liberdade!

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Um Pedido às Jovens Mulheres https://blog.kanitz.com.br/um-pedido-as-jovens-mulheres/ https://blog.kanitz.com.br/um-pedido-as-jovens-mulheres/#comments Fri, 05 May 2023 10:00:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29295 Antigamente, nós homens costumávamos elogiar jovens mulheres bem-vestidas e elegantes que cruzavam nossos caminhos. A maioria dos homens apreciava com prazer genuíno as mulheres bonitas e elegantes. A maioria ficava em silêncio, mas alguns não conseguiam se conter e diziam “linda”, “que linda” ou “belezura”. Eu me contenho e me limito a dizer “que belo […]

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Antigamente, nós homens costumávamos elogiar jovens mulheres bem-vestidas e elegantes que cruzavam nossos caminhos.

A maioria dos homens apreciava com prazer genuíno as mulheres bonitas e elegantes. A maioria ficava em silêncio, mas alguns não conseguiam se conter e diziam “linda”, “que linda” ou “belezura”.

Eu me contenho e me limito a dizer “que belo sorriso”.

Um assobio era algo comum na época.

Era um elogio, e nenhum homem achava que elas iriam se jogar em cima de nós em seguida.

Era mais um suspiro, pois classudas que eram, estavam longe de alcance.

Infelizmente, nem todos se expressavam de forma cortês como deveriam, mas por mais grosseiro que alguns fossem, era sempre um elogio.

Nós homens apreciamos a beleza e a estética, como pode ser visto na quantidade de pinturas que retratam mulheres.

Nosso DNA nos fez assim e, por seleção, tornamos as mulheres cada vez mais bonitas, geração após geração.

Mas isso mudou, e sinceramente, acho que vocês mulheres deram um tiro no pé.

Tenho uma solução.

Voltem a fazer o que nós fazíamos.

Olhem para os homens elegantes e bonitos com bons olhos, dando um sorriso, por exemplo.

Comecem, de preferência, pelos mais velhos.

Os mais velhos, ficam realmente encantados com o charme e a beleza dessa nova geração.

De fato, vocês são muito, muito bonitas graças à saúde e à alimentação.

Vocês são um verdadeiro colírio para nossos olhos já cansados, que não enxergam mais tão bem.

Vocês não imaginam o quanto farão bem, simplesmente com um único sorriso.

E, se puderem, além disso, dar uma piscadinha de olho, garanto que vocês farão o bem e eles serão eternamente gratos.

Nenhum vai andar atrás, garanto.

Depois de aprenderem a medida certa, vocês podem começar a fazer isso com os homens da sua geração, que estão em pânico e apavorados com a agressividade e exigência da mulher moderna.

Comecemos com um sorriso encantador ou uma piscadinha de olho carinhosa, que fará uma enorme diferença na relação entre homens e mulheres.

Garanto.

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A Questão do ChatGPT é Outra https://blog.kanitz.com.br/a-questao-do-chatgpt-e-outra/ https://blog.kanitz.com.br/a-questao-do-chatgpt-e-outra/#comments Fri, 21 Apr 2023 10:00:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29287 O ChatGPT é um processador de linguagem já escrita em algum lugar. Ele funciona na base das probabilidades da frase seguinte e não por uma inteligência artificial. Mesmo assim temos uma questão importante a discutir. A preocupação do Islamismo foi sempre cuidar para que o desenvolvimento científico e econômico não ultrapassasse o desenvolvimento humano. Não […]

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O ChatGPT é um processador de linguagem já escrita em algum lugar. Ele funciona na base das probabilidades da frase seguinte e não por uma inteligência artificial.

Mesmo assim temos uma questão importante a discutir.

A preocupação do Islamismo foi sempre cuidar para que o desenvolvimento científico e econômico não ultrapassasse o desenvolvimento humano.

Não há a menor dúvida que não é isso que está ocorrendo no mundo ocidental.

Os jovens de hoje estão sentindo que tudo se desenvolve muito rápido e que poucos podem acompanhar.

Daí o crescimento das drogas, da depressão, do desejo de cair fora do sistema, do sentimento de desajuste com a realidade.

O ataque às Torres em Nova York era um ataque ao Grande Satan os Estados Unidos, e não Israel como muitos divulgaram.

Islam está absolutamente certo, e certamente iremos assistir uma volta e crescimento das Religiões no Brasil, e uma ênfase em valores espirituais e bem-estar psicológico.

Estudiosos e pensadores islâmicos sempre expressaram sobre o rápido avanço tecnológico da civilização ocidental como negativo.

Alguns estudiosos islâmicos argumentam que os rápidos avanços tecnológicos da civilização ocidental superaram o crescimento espiritual necessário para o equilíbrio e a harmonia na sociedade.

Eles argumentam que o foco no materialismo, individualismo e consumismo, frequentemente associados à cultura ocidental, pode levar ao declínio moral e espiritual.

Alguns estudiosos e pensadores islâmicos proeminentes que comentaram este problema incluem:

1. Seyyed Hossein Nasr: Um filósofo iraniano proeminente e estudioso de religião comparada, Nasr escreveu extensivamente sobre os perigos potenciais do progresso tecnológico desenfreado sem as bases espirituais necessárias.

Em seus trabalhos, ele enfatiza a necessidade de equilíbrio entre o desenvolvimento material e espiritual, baseando-se nos ensinamentos islâmicos para oferecer uma perspectiva alternativa.

2. Al-Ghazali: Embora Al-Ghazali tenha vivido muito antes do advento da tecnologia moderna (ele foi um teólogo, jurista e filósofo persa do século XI) seus escritos sobre a importância do equilíbrio entre preocupações materiais e espirituais influenciaram muitos pensadores islâmicos contemporâneos.

Ele alertou contra um foco excessivo em atividades mundanas, que acreditava poder distrair do crescimento espiritual e desenvolvimento moral.

3. Tariq Ramadan: Um estudioso e filósofo islâmico contemporâneo, Ramadan discutiu os desafios apresentados pelo rápido progresso tecnológico e globalização, especialmente para as comunidades muçulmanas.

Ele enfatiza a importância de manter uma base espiritual sólida e valores éticos diante desses desafios.

Esses estudiosos e outros como eles expressaram preocupações sobre o impacto dos rápidos avanços tecnológicos no bem-estar espiritual da sociedade.

Eles argumentam que um equilíbrio entre crescimento material e espiritual é necessário para manter o equilíbrio e a harmonia em qualquer civilização.

Quem quiser ler mais:

1. Seyyed Hossein Nasr, “Science and Civilization in Islam” (1968) e “Religion and the Order of Nature” (1996).

2. Al-Ghazali, “Revival of the Religious Sciences” (Ihya’ ‘Ulum al-Din) (século XI).

3. Tariq Ramadan, “Western Muslims and the Future of Islam” (2004) e “Islam, the West and the Challenges of Modernity” (2001).

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Acordei e Achei Isso no Escaninho no Meu ChatGPT. Assustador! https://blog.kanitz.com.br/acordei-e-achei-isso-no-escaninho-no-meu-chatgpt-assustador/ https://blog.kanitz.com.br/acordei-e-achei-isso-no-escaninho-no-meu-chatgpt-assustador/#comments Fri, 24 Mar 2023 10:00:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29267 “Lutar contra o Autoritarismo requer uma abordagem multifacetada que envolve ação tanto individual quanto coletiva. Aqui estão algumas estratégias que podem ser eficazes na resistência ao autoritarismo: Mantenha-se informado: Eduque-se sobre a natureza do autoritarismo e como ele opera. Siga fontes de notícias confiáveis e verifique as informações antes de compartilhá-las com outras pessoas. Fale: […]

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“Lutar contra o Autoritarismo requer uma abordagem multifacetada que envolve ação tanto individual quanto coletiva.

Aqui estão algumas estratégias que podem ser eficazes na resistência ao autoritarismo:

Mantenha-se informado: Eduque-se sobre a natureza do autoritarismo e como ele opera.

Siga fontes de notícias confiáveis e verifique as informações antes de compartilhá-las com outras pessoas.

Fale: Use sua voz para falar contra o autoritarismo e apoiar os valores democráticos.

Participe de protestos, escreva cartas para seus representantes eleitos e envolva-se no discurso público.

Construa coalizões: Junte-se a pessoas e organizações com ideias semelhantes para construir um movimento amplo contra o autoritarismo.

Isso pode envolver alianças com grupos da sociedade civil, partidos políticos e organizações de base.

Pratique resistência não violenta: A resistência não violenta pode ser uma maneira eficaz de desafiar o autoritarismo. Isso pode envolver ações como sentar-se, greves e desobediência civil.

Fortaleça as instituições democráticas: Apoie e defenda instituições democráticas como o judiciário, a mídia e organizações da sociedade civil.

Essas instituições podem servir como um freio ao poder autoritário e ajudar a manter as normas e valores democráticos.

Responsabilize os líderes: Responsabilize os líderes por suas ações e exija transparência e responsabilidade no governo.

Isso pode envolver o uso de mecanismos legais como impeachment ou tribunais para responsabilizar os líderes por abusos de poder.

Pratique o autocuidado: Lutar contra o autoritarismo pode ser emocional e fisicamente desgastante.

Cuide de si mesmo e priorize o autocuidado para evitar o esgotamento e manter sua energia e foco para a luta a longo prazo.

Lembre-se de que resistir ao autoritarismo é uma luta de longo prazo que requer esforço e comprometimento sustentados.

Ao trabalharmos juntos e nos apoiarmos mutuamente, podemos construir uma sociedade mais justa e democrática.”

Eu não lhe perguntei nada, acho que está querendo me influenciar.

Exatamente o que Elon Musk queria demonstrar e nos assustar.

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“Tenho o Direito à Minha Opinião” https://blog.kanitz.com.br/tenho-o-direito-a-minha-opiniao/ https://blog.kanitz.com.br/tenho-o-direito-a-minha-opiniao/#comments Tue, 07 Feb 2023 17:54:41 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29234 Essa é a frase mais arrogante, estúpida e narcisista que alguém pode expressar. Essa ideia de que todo mundo tem o direito à uma opinião é que está destruindo a civilização ocidental. Quem lhe deu esse direito mesmo? Começa por aí. 1. Normalmente essa frase arrogante é dita no final de uma discussão. 2. Quando […]

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Essa é a frase mais arrogante, estúpida e narcisista que alguém pode expressar.

Essa ideia de que todo mundo tem o direito à uma opinião é que está destruindo a civilização ocidental.

Quem lhe deu esse direito mesmo? Começa por aí.

1. Normalmente essa frase arrogante é dita no final de uma discussão.

2. Quando em vez de aceitar que seus argumentos são realmente mais convincentes, o interlocutor diz “tenho o direito à minha opinião”, em vez de “acho que seu argumento baseado em evidências é o mais correto”.

3. Para cada “direito” existe uma obrigação.

Eu sempre pergunto aos que se acham com direitos, “contra quem”?

Neste caso seria a sua obrigação de ouvir a opinião dele.

Por que eu perderia meu tempo?

4. O mundo é complexo com dezenas de variáveis científicas.

Mas por mais embasados que sejamos, sempre existe uma variável que não sabemos.

Por isso em vez de “tenho certeza”, a gente diz “minha opinião é”.

Por exemplo, ninguém ao ver o início de uma chuva diz “minha opinião é que está chovendo”.

Mas sempre dizemos “minha opinião é que amanhã vai chover”, mesmo que você seja o melhor meteorologista do mundo.

5. A frase correta seria “eu tenho o direito à minha própria opinião”.

Própria? Sério? E quem é você? Um professor da USP?

“Einstein tem a sua opinião e eu tenho a minha própria sobre física quântica.”

Percebe a arrogância?

6. A frase mais completa ainda seria “eu tenho direito de expor a minha própria opinião a quem eu quiser e você tem a obrigação de ouvi-la“.

Nada disso!

7. Você tem o direito a expor a sua opinião se alguém pedir a “sua opinião”.

Somente nesse caso.

Por favor, nos poupem de suas próprias “opiniões”.

8. Se ninguém lhe pede a sua própria opinião é porque ninguém acredita que você merece ser ouvido, ignorante ou preguiçoso que é.

9. Mas se alguém lhe pede uma opinião, isso significa que você é conhecido como um especialista na área, e você vai se orgulhar disso.

10. Se ninguém na vida jamais lhe pediu uma opinião ilibada, você socialmente está muito mal.

Eu suponho que tenho seguidores porque querem a minha opinião, mesmo que o pedido não esteja explícito.

Frequentemente recebo críticas do tipo “se mantenha em administração e economia, e não em política”, quando acham que falei uma bobagem, fora da minha área de expertise.

Sou conhecido por emitir “opiniões” baseadas em evidências, fatos, números e exemplos.

Quando tenho absoluta certeza de algo, faço uma “afirmação” e não uma opinião.

Portanto, para colocar o mundo em seu lugar, para acabar com essa polarização, vamos seguir algumas regras.

1. Opine somente quando você for especialista no assunto, tem algo a contribuir, um dado novo importante a fornecer.

2. Se alguém começar com “minha humilde opinião”, esqueça.

3. Você só pode respeitar uma opinião, se ela conseguir mudar a sua, senão não.

Respeitar bobagens só incentiva mais bobagens.

4. Não pedimos sua opinião psicológica e preconceituosa de que somos “fascistas”, “racistas”, “idiotas”, portanto mantenha sua opinião para você.

5. Opiniões sempre se baseiam em fatos, nem sempre conclusivos, mas são fatos.

Em vez de opinião você está fazendo uma “interpretação” dos fatos, esse sim pode ser diferente do meu.

6. Comece a fazer uma lista das pessoas que você acha que sejam especialistas no assunto, e literalmente ignore quem só tem uma opinião sem fatos e dados para sustentá-la.

7. Por isso jornais, revistas e TVs estão morrendo, quem escolhe os opinadores são eles próprios e não você. Escolha bem.

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Mergulhei no Metaverso https://blog.kanitz.com.br/mergulhei-no-metaverso/ https://blog.kanitz.com.br/mergulhei-no-metaverso/#comments Tue, 10 May 2022 10:30:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29097 Meu amigo de adolescência Alain Belda me deu um dos melhores conselhos da minha vida, e que de fato a mudou. “Stephen, mergulhe de cabeça em toda tecnologia nova que aparecer. Seja o primeiro a dominá-la, não um dos últimos.” Ele também seguiu seu conselho e se tornou Presidente Mundial da Alcoa. Na USP aprendi […]

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Meu amigo de adolescência Alain Belda me deu um dos melhores conselhos da minha vida, e que de fato a mudou.

“Stephen, mergulhe de cabeça em toda tecnologia nova que aparecer. Seja o primeiro a dominá-la, não um dos últimos.”

Ele também seguiu seu conselho e se tornou Presidente Mundial da Alcoa.

Na USP aprendi a programar um dos primeiros computadores no Brasil, um IBM 1130.

Em 1997, logo no seu início, mergulhei na internet e criei o voluntarios.com.br, quando .org nem existia.

Comprei ações da Apple logo no início. (mas vendi cedo demais)

Como o futuro é metaverso, gastei o último mês brincando de realidade virtual.

Vejam o que eu fiz.

1. Pela primeira vez na vida pulei de paraquedas.

2. Fiz kite surfing.

3. Fui em um navio quebra-gelo até o polo norte. (decepção)

4. Fui para a Finlândia ver a aurora boreal. Fantástico os primeiros 15 minutos, depois cansa.

5. Subi num balão.

6. Aterrissei num porta-aviões.

7. Fui até a Base 5 do Everest.

8. Fui para o Kenya ver os animais de perto.

9. Fui para a Estação Espacial, e fiz uma saída externa. Fantástico!

10. Esquiei na França.

11. Assisti uma cirurgia.

12. Obama me explicou em detalhes a Casa Branca.

13. Assisti um show da Lady Gaga na primeira fileira.

14. Fui para Petra, Londres, Nova York, Roma.

15. Joguei golfe e ping pong.

Mas duas experiências realmente me abalaram.

Num filme virtual eu era um prisioneiro numa cela com doze presos.

Uns oito presos conversaram comigo, todos mal da cabeça.

Visitei as celas e as instalações. Um horror!

Bastaria botar jovens traficantes neste metaverso por umas cinco horas para entenderem quão difícil é manter a saúde mental depois de preso.

Outro filme que me chocou foi uma entrevista de um preso há oito anos numa solitária. Desumano!

A outra experiência interessante foi seguir a vida de um médico no seu plantão.

Isso me remeteu a um projeto que não consegui implantar.

Há 40 anos procurei a TV Cultura para propor um programa “Um Dia Na Vida” onde filmaríamos literalmente um dia na vida de todas as profissões.

Como professor da USP sabia que metade dos alunos haviam escolhido as profissões erradas, por falta de informações.

Jogamos 75% do que gastamos em educação superior fora, porque não damos treinamento vocacional.

Quando surgiu o Twitter, agrupei doze profissionais de profissões diferentes, e repassava o que tuitavam dia a dia.

Agora se alguém quiser ficar rico é só criar vídeos VR “Um Dia na Vida”.

Para que estudantes indecisos sintam na pele um dia na vida antes de escolher uma profissão.

Quem se anima?

P.S. Oculus Quest 2 Preço R$ 2.500,00

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O Contrário do Amor Não é o Ódio https://blog.kanitz.com.br/amor-e-odio/ https://blog.kanitz.com.br/amor-e-odio/#comments Tue, 03 May 2022 10:30:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29094 Essa é uma frase que me foi muito útil na vida. Me poupou tempo, aborrecimento, me deu esperanças, enfim. O ditado correto é “O contrário do amor não é o ódio, é a indiferença”. Primeiro, lembre-se disso quando a sua mulher está te xingando por isso ou aquilo, com ódio. Pode parecer estranho, mas se […]

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Essa é uma frase que me foi muito útil na vida.

Me poupou tempo, aborrecimento, me deu esperanças, enfim.

O ditado correto é “O contrário do amor não é o ódio, é a indiferença”.

Primeiro, lembre-se disso quando a sua mulher está te xingando por isso ou aquilo, com ódio.

Pode parecer estranho, mas se ela está ainda brigando é porque ela te ama e quer discutir e melhorar a relação.

O perigo é quando ela deixa de brigar.

A fase da indiferença: chega, cansei de brigar.

É nessa hora que você está com um sério problema.

Enquanto o casal está brigando é um bom sinal.

(Um dia estava brigando com minha esposa, e me enchi e fui pegar o elevador.

Meus filhos que sabiam dessa frase, saíram correndo atrás de mim, “pai, volte para brigar com a mamãe”.

Caí na gargalhada e o problema se resolveu.)

Quando os dois param de brigar ou acham que não vale a pena se esforçar, é aí que as coisas azedam.

A mesma coisa acontece na mídias sociais.

Eu não me preocupo mais com seguidores que postam comentários de ódio.

Antigamente eu ainda dava uma chance para se retratarem ou explicava onde aquele seguidor estava entendendo errado.

Hoje não. Percebi que meu ato era um ato de amor, mal compreendido.

Eu estava com a esperança de que aquele seguidor, ainda poderia ver o lado certo.

Desisti, eles não querem saber do contraditório.

Estão de fato para lá da endoutrinação, são pobres zumbis perdidos na vida.

Hoje os ignoro e arrependo dos textos onde demonstrava seus erros, no desejo que se tornassem pessoas felizes e não invejosas e amarguradas.

Block direto, quem perde são eles, não eu.

Estamos perdendo tempo precioso.

Estamos perdendo tempo que poderia ser mais útil ensinando os que ainda estão na dúvida e querem aprender.

Liberais, Comunitários, Progressistas de verdade, estamos escrevendo pouco sobre nós, nossas crenças, nossas constatações, sobre como o mundo realmente opera, fortalecendo nossos seguidores.

Gastando tempo tentando convencer nossos detratores.

É o que pretendo fazer e aconselho que façam o mesmo.

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