ASSUNTOS DIVERSOS - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/assuntos-diversos/ Blog para se Pensar Fri, 18 Jul 2025 10:25:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 https://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2021/06/stephenkanitz-favicon-150x150.png ASSUNTOS DIVERSOS - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/assuntos-diversos/ 32 32 O Intelectual de Uma Variável Só https://blog.kanitz.com.br/o-intelectual-de-uma-variavel-so/ https://blog.kanitz.com.br/o-intelectual-de-uma-variavel-so/#comments Fri, 18 Jul 2025 10:25:21 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=30013 O Brasil é vítima de cientistas fake, que eu chamarei de “Intelectuais de Uma Variável Só”. Como aqueles que afirmam que se combate inflação como uma taxa de juros nominal de curto prazo e nada mais. Ou que o problema da nossa dívida são os bancos, que o problema do Brasil é devido a concentração […]

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O Brasil é vítima de cientistas fake, que eu chamarei de “Intelectuais de Uma Variável Só”.

Como aqueles que afirmam que se combate inflação como uma taxa de juros nominal de curto prazo e nada mais. Ou que o problema da nossa dívida são os bancos, que o problema do Brasil é devido a concentração de renda.

Para verdadeiros cientistas é obvio que o mundo é mais complexo do que isso, por isso nós sempre analisamos n variáveis.

Mas infelizmente nossos jornalistas preferem e só divulgam diagnóstico fácil.

Enquanto alguns intelectuais sérios se debruçam sobre modelos complexos que tentam captar a realidade como ela é multifacetada, imprevisível, sistêmica, outros ganham os holofotes apontando um único culpado para todos os males do mundo. Racismo. Capitalismo. Desigualdade. Patriarcado. Clima. O que for.

Devo ter sido um dos primeiros economistas a usar planilha econômica, era o Visicalc na época, e que me permitiu simular dezenas de variáveis ao mesmo tempo, vide Superestimação da Inflação, nada menos que 40 anos atrás.

Nossa inflação continua sendo superestimada porque a maioria dos economistas não sabem ler planilhas somente regressão lineares.

Mas no Brasil são os intelectuais de uma variável só que mais fazem sucesso.

Eles são adorados pela mídia, pelas redes sociais e por políticos em busca de slogans.

Eles entregam aquilo que o mundo moderno mais deseja: simplicidade com autoridade. Uma explicação única. Um vilão claro. Um remédio fácil.

Mas a realidade é outra.

Problemas sociais, econômicos e culturais são, por natureza, multicausais.

A criminalidade, por exemplo, não é “só” fruto da desigualdade, da pobreza, ou do racismo estrutural. É uma combinação complexa de fatores: colapso familiar, ausência de instituições, impunidade, incentivos distorcidos, baixa capacidade estatal, normas culturais, entre outros.

No entanto, a narrativa que aponta “um único fator explicativo” é mais sexy. Mais digerível. Mais vendável.

E assim, quem mais simplifica, mais influencia.

Os intelectuais mais responsáveis, que ponderam múltiplas variáveis, admitem incertezas, são justamente os que menos aparecem.

Contudo eles não viralizam, suas análises não cabem em tweets, suas conclusões não alimentam paixões ideológicas. E, por isso, são esquecidos, mesmo quando estão mais próximos da verdade.

 Como Resolver Esse Problema?

1. Expor os custos da simplicidade: Toda simplificação é uma mutilação. Devemos exigir de nossos intelectuais modelos com variáveis reais.

2. Criar incentivos à complexidade: Se o ambiente intelectual premia certezas e frases de efeito, teremos sempre mais ideólogos que pensadores. Precisamos recompensar quem estuda, compara, duvida.

3. Ensinar a pensar em sistemas, não em slogans: A formação educacional precisa sair do binarismo (“culpa do mercado” vs. “culpa do Estado”) e cultivar a análise sistêmica. O mundo é feito de interações não-lineares, feedbacks, termo que nunca traduzimos, e efeitos colaterais, não de causas únicas.

4. Confrontar os intelectuais-celebridade com variáveis ausentes:

Pergunte sempre: o que está faltando na equação? Qual é a variável que o guru ignora porque complica sua tese?

O verdadeiro pensador ilumina. O pregador apenas inflama.

Enquanto celebramos quem grita certezas, talvez estejamos ignorando quem sussurra verdades incômodas, mas reais.

A história tem sido cruel com os intelectuais de uma variável só. Seus diagnósticos podem até conquistar o presente, mas quase sempre afundam o futuro.

Talvez esteja na hora de pararmos de premiar quem tem respostas simples e voltarmos a ouvir quem tem perguntas sérias.

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Como Agir em um Assalto? https://blog.kanitz.com.br/como-agir-em-um-assalto/ https://blog.kanitz.com.br/como-agir-em-um-assalto/#comments Thu, 17 Apr 2025 09:21:40 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29944 Não é uma questão de se vai acontecer, mas quando. O assalto virá. Vou contar exatamente o que fiz. Pode não funcionar na sua vez, mas quando chegar a hora, cada detalhe conta. Eu estava entrando no carro, distraído, quando senti o cano gelado de um revólver encostando na minha cabeça. O tempo parou, mas […]

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Não é uma questão de se vai acontecer, mas quando. O assalto virá.

Vou contar exatamente o que fiz. Pode não funcionar na sua vez, mas quando chegar a hora, cada detalhe conta.

Eu estava entrando no carro, distraído, quando senti o cano gelado de um revólver encostando na minha cabeça. O tempo parou, mas eu já havia me preparado para aquele momento.

A primeira coisa que você precisa entender é que, naquele instante, o assaltante está mais nervoso do que você. O dedo dele está trêmulo no gatilho. Talvez esteja drogado, talvez tenha matado antes, talvez seja a primeira vez. Qualquer gesto errado e tudo pode acabar ali.

Eu já havia treinado mentalmente para essa situação. Respirei fundo e levantei as mãos devagar. Com voz firme, mas tranquila, disse:

— Calma, vai dar tudo certo.

E então, algo inesperado saiu da minha boca, algo que eu não havia ensaiado:

— Hoje é seu dia de sorte, cara. Você vai levar uma boa grana.

Vi nos olhos dele. O terror sumiu. A raiva se dissipou. O revólver parou de tremer.

A tensão caiu como um peso do ar. Eu não era mais uma ameaça para ele. Naquele instante, ele acreditou que éramos aliados naquele teatro cruel da violência.

Ele pegou minha carteira e meu celular. Não precisou gritar, não precisou atirar. E eu, surpreendentemente, também estava calmo.

Cometi um único erro: não tinha muito dinheiro na carteira. Ele percebeu? Não. Saiu correndo satisfeito, acreditando que sua noite tinha sido produtiva.

Depois desse dia, sempre carrego 500 dólares na carteira. Parece muito mais do que realmente é.

A lição? Você precisa estar pronto. Treine sua frase. Ensaios salvam vidas.

Boa sorte! Porque um dia, você pode precisar dela.

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Você Prefere um Diploma ou só Conhecimento? https://blog.kanitz.com.br/voce-prefere-um-diploma-ou-so-conhecimento/ https://blog.kanitz.com.br/voce-prefere-um-diploma-ou-so-conhecimento/#comments Fri, 04 Apr 2025 18:17:55 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29914 Brian Caplan é um brilhante economista que estudou e escreveu “The Case Against Education: Why the Education System Is a Waste of Time and Money”, publicado em 2018. “Uma Proposta Contra Educação: Uma Perda de Tempo e Dinheiro.” Ele introduz o conceito de “sinalização acadêmica”, e prova que pouco se aprende de fato na escola e […]

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Brian Caplan é um brilhante economista que estudou e escreveu “The Case Against Education: Why the Education System Is a Waste of Time and Money”, publicado em 2018.

Uma Proposta Contra Educação: Uma Perda de Tempo e Dinheiro.

Ele introduz o conceito de “sinalização acadêmica”, e prova que pouco se aprende de fato na escola e na faculdade.

A maioria dos alunos está lá pelo “status social” de ter um curso superior, de ser chamado de “doutor”, ou “eu fiz USP”.

E não pelos conhecimentos úteis para seu futuro, que inclusive nem são dados.

Brian perguntava: “Você tem duas escolhas:”

1. Assistir os cursos grátis como penetra, e não ter o diploma.

2. ou pagar uma fortuna e ter um diploma para mostrar.

99% prefere pagar e ter um diploma.

E não percebe que não está aprendendo nada.

Nas optativas, prefere os cursos fáceis e não os mais exigentes.

Ninguém reclama das aulas mal dadas, quanto menos melhor. Só quer o Diploma.

Isso me lembrou do tempo que eu era universitário, estudante do segundo ano de contábeis na USP.

Foi quando vi professores americanos dando um curso de mestrado para os professores de economia da USP.

Dito e feito, assisti de penetra o curso de quatro meses, e fiz a prova final.

Dias depois fui procurado pelo Prof. William Thweatt, indagando quem eu era porque não estava na lista dos inscritos.

Ele me explicou que o objetivo da missão americana era escolher os quatro melhores professores da FEA e dar uma bolsa para estudarem nos Estados Unidos.

“Você foi de longe meu melhor aluno, podemos lhe dar uma bolsa já.”

E foi assim que consegui ir para Harvard. Esperaram até que eu me formasse, porque nem bacharel era.

Simplesmente impressionei porque demonstrei que eu realmente queria aprender economia e não me importava em ter um diploma ou não.

Ir para uma Universidade só pelo diploma, cabular as aulas em vez de aprender o assunto é uma roubada, mas a maioria faz exatamente isso.

E se revolta porque a maioria continua tão pobre quanto antes.

Com 12.000 cursos à distância à disposição online, o diploma não valerá mais nada, e sim o conhecimento adquirido.

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A Segurança Política das Nossas Fazendas https://blog.kanitz.com.br/a-seguranca-politica-das-nossas-fazendas/ https://blog.kanitz.com.br/a-seguranca-politica-das-nossas-fazendas/#comments Mon, 18 Dec 2023 01:38:19 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29594 Por Szabo Nick, o inventor do Bitcoin, um gênio. Talvez o fator mais importante para uma civilização neolítica, antiga ou medieval foi a segurança das terras agrícolas. Ao longo desses tempos, a produtividade e a segurança que determinaram a propriedade (ou mais geralmente o controle) das terras agrícolas e, portanto, a estrutura de uma sociedade […]

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Por Szabo Nick, o inventor do Bitcoin, um gênio.

Talvez o fator mais importante para uma civilização neolítica, antiga ou medieval foi a segurança das terras agrícolas.

Ao longo desses tempos, a produtividade e a segurança que determinaram a propriedade (ou mais geralmente o controle) das terras agrícolas e, portanto, a estrutura de uma sociedade dominada pela agricultura.

Qual desses dois fatores era mais importante?

Muitos historiadores tradicionais consideram que a organização militar (muitas vezes determinada pela tecnologia militar) determinava a estrutura social, bem como o sucesso de uma sociedade.

Assim, por exemplo, a teoria de que o estribo deu origem ao feudalismo.

Alguns outros consideram que a produtividade agrícola, determinada principalmente pela ecologia e tecnologia, era mais importante para o sucesso de uma civilização ou para determinar suas instituições políticas, legais e econômicas.

Nenhuma das visões é correta.

A produtividade e a segurança das fazendas interagem, e as instituições são pelo menos tão importantes para determinar essa produtividade e segurança quanto o inverso.

Alguns historiadores começaram a analisar a interação entre a produtividade das culturas e a segurança de várias maneiras detalhadas, uma abordagem que acredito que pode lançar bastante luz sobre a história.

Uma estratégia comum da guerra antiga era “devastar” as colheitas do inimigo.

O historiador e viticultor Victor Davis Hanson (outro gênio) estudou as videiras, oliveiras e algumas variedades de grãos cultivadas na Grécia antiga e mostrou que elas frequentemente resistiam bem à destruição intencional (queima, corte, escavação, etc.).

Suspeito ainda que as plantas, na maioria dos lugares e épocas, foram selecionadas, não apenas por seu conteúdo nutricional, e não apenas para resistir a ervas daninhas e pragas animais, mas também para resistir a tais assaltos de pragas humanas.

Além disso, hipotetizo que o padrão de controle ou propriedade da terra, e assim a lei de propriedade (e a estrutura política em geral), variará dependendo da interação da produtividade e segurança agrícolas, e vice-versa.

Para desenvolver essa teoria, farei algumas hipóteses “geoestratégicas” correlatas sobre a guerra neolítica, antiga, clássica e medieval:

* Há algumas economias de escala na proteção de terras agrícolas. Uma economia de escala óbvia é que a área (uma boa medida de valor) de terras agrícolas aumenta como o quadrado do comprimento da fronteira que deve ser guardada.

* Há algumas deseconomias de escala na proteção de terras agrícolas. Uma importante deseconomia de escala é que se torna mais difícil coordenar exércitos cada vez maiores (o problema do conhecimento familiar aos economistas austríacos) e coordenar a coleta de impostos necessária para financiar esses exércitos.

* Há uma tensão entre o tamanho ótimo de uma fazenda para a aplicação de trabalho e tecnologia organizacional e o tamanho ótimo para proteção militar.

Se as necessidades de segurança se tornarem muito grandes, os dois podem se desencontrar e a produtividade da fazenda cairá.

Se isso não ocorrer, alguma coordenação militar entre os proprietários de terras é necessária (isso pode ser feudal, ou democrático/agrário como na pólis grega clássica, ou uma grande variedade de outros tipos de coordenação, incluindo o estado moderno).

* Recursos geográficos podem ajudar a proteger terras agrícolas, permitindo que seu tamanho e organização sejam otimizados para a produtividade.

Quais recursos geográficos são importantes dependem da escala em que as terras agrícolas são defendidas.

Durante muitas eras da história (da coordenação feudal em larga escala ao estado) tal coordenação ocorreu em grande escala.

Assim, pode não ser coincidência que duas grandes ilhas que foram protegidas de invasões durante centenas de anos, Japão e Grã-Bretanha, também tiveram entre as mais altas produtividades agrícolas por acre durante esse período, bem como a maior cultivação de terras aráveis marginais.

A situação da Itália é semelhante, sendo protegida de um lado pelos Alpes e de três outros lados pela água.

Itália e Japão, embora frequentemente divididos politicamente durante esta era, são longos e finos, tornando as fronteiras internas disputadas mais curtas.

Em algumas áreas (como os Países Baixos) os habitantes fizeram grandes esforços para criar barreiras aquáticas entre si e os exércitos invasores.

Por outro lado, essa teoria prevê que a produtividade agrícola será mais baixa em regiões continentais desprotegidas.

De fato, regiões continentais interiores facilmente alcançáveis por cavalo tendiam a ser entregues à pastagem nômade muito menos produtiva.

As restrições de segurança provavelmente foram o que impediu qualquer tipo de cultura de ser cultivada.

Algumas das inspirações para esta teoria vêm de Adam Smith, no Livro 3 de A Riqueza das Nações.

Smith apontou que havia uma grande incompatibilidade entre os padrões de propriedade da terra que proporcionavam os melhores incentivos para usar a terra produtivamente e as leis derivadas das necessidades de proteção feudal.

Sob a lei inglesa, havia vários tipos de propriedade de terras, chamados de “estates.”

Smith defendeu a propriedade direta chamada de “fee simple” que permitia que a terra fosse dividida entre filhos, comprada e vendida, e usada como garantia.

Os dois tipos de propriedades agora curiosos, mas outrora comuns, que Smith observou e criticou foram o “primogenitura”, em que a terra não podia ser dividida entre filhos, mas tinha que ser destinada ao filho mais velho, e o “fee tail”, ou restrições contra a transferência da propriedade ou seu uso como garantia.

Na Idade Média, a propriedade da terra estava atrelada à capacidade de proteger a terra.

A lei, portanto, impedia herdeiros tolos de dividir suas terras em partes muito pequenas para serem protegidas.

Essas restrições também protegiam os inquilinos que realmente trabalhavam a terra.

Smith, vivendo em uma ilha bem protegida pela marinha de um único estado, observou que a Inglaterra estava se afastando desse tipo de propriedade e defendeu a eliminação total dela, apontando seu desperdício econômico.

Como evidência, Smith citou grandes extensões de terras mal cultivadas ou totalmente incultas em fazendas ainda sob essas restrições de lei de propriedade feudal.

Além disso, vimos a importância da capacidade de usar a terra como garantia.

A colateralização da terra provavelmente ocorreu pela primeira vez em larga escala na Itália medieval tardia.

Isso pode ser devido à sua maior aderência às tradições do direito romano (em que a terra era dividida igualmente entre os filhos e era livremente transferível), bem como à sua geografia relativamente segura.

O papel crucial da segurança para a história da agricultura também pode lançar luz sobre o nascimento da agricultura em primeiro lugar.

Os caçadores-coletores eram muito conhecedores de plantas e animais, muito mais do que o típico moderno.

Não teria sido necessário um gênio – e havia muitos, pois seus cérebros eram tão grandes quanto os nossos – para descobrir que você pode plantar uma semente no chão e ela crescerá.

Deve ter havido, em vez disso, algumas restrições institucionais severas que impediram o surgimento da agricultura em primeiro lugar.

O problema básico é que alguém tem que proteger essa muda por vários meses dos inimigos e, em seguida, tem que colhê-la antes do inimigo (ou simplesmente um vizinho invejoso).

Szabo Nick

(Fica claro que a agricultura brasileira não tem a segurança jurídica e militar necessária para desempenhar plenamente suas funções. Não temos relações exteriores que nos garantam estoques de fósforo e potássio. Nem uma marinha que proteja nossas exportações marítimas. Algo que iremos discutir aqui. Aceito sugestões.)

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O Verdadeiro Significado de Ser Patriota https://blog.kanitz.com.br/o-verdadeiro-significado-de-ser-patriota/ https://blog.kanitz.com.br/o-verdadeiro-significado-de-ser-patriota/#comments Sun, 17 Sep 2023 14:04:49 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29413 Ser um patriota não significa simplesmente amar tudo o que já existe, ou ter um profundo carinho pelo nosso passado histórico, tradições e pelo status quo atual. Isso seria uma simplificação equivocada. Além disso, muitas vezes nos falta um passado robusto para nos orgulhar verdadeiramente. Cada nação é forjada através da colaboração humana, sendo esse […]

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Ser um patriota não significa simplesmente amar tudo o que já existe, ou ter um profundo carinho pelo nosso passado histórico, tradições e pelo status quo atual. Isso seria uma simplificação equivocada. Além disso, muitas vezes nos falta um passado robusto para nos orgulhar verdadeiramente.

Cada nação é forjada através da colaboração humana, sendo esse processo essencial para elevar o padrão de vida além das necessidades básicas. Se nos comportássemos apenas como indivíduos isolados, enfrentaríamos escassez e desamparo.

Alguns países têm sido mais bem-sucedidos em cultivar uma cultura de cooperação, promovendo o empreendedorismo e rejeitando comportamentos destrutivos e contraproducentes.

Queremos ter a certeza de que, em todas as regiões do Brasil, encontraremos pessoas em quem podemos confiar inquestionavelmente. Queremos ter a segurança de que, em todas as partes do Brasil, teremos compatriotas que confiarão em nós.

Nossa aspiração é transformar nosso país em um lar acolhedor, próspero e fundamentado em valores compartilhados, onde não haja luta de classes, etnias ou raças, mas sim cooperação mútua.

O verdadeiro patriotismo não é uma questão individual, mas sim um desejo de que esses nobres valores sejam compartilhados por todos, do Norte ao Sul e do Leste ao Oeste. É o sentimento de pertencimento a um território onde sabemos que todas as pessoas abraçam esses valores e princípios fundamentais.

Quando viajamos para países como Argentina ou Uruguai, por exemplo, respeitamos suas culturas e tradições, da mesma forma como esperamos que os imigrantes que chegam ao Brasil respeitem os nossos.

Questionamos se esses recém-chegados estão alinhados com os nossos princípios e valores compartilhados. Quando não estão, a integração torna-se uma missão desafiadora.

Querer que os imigrantes se integrem não é uma postura de extrema direita, como por vezes somos acusados, mas sim o desejo de que eles cooperem com os valores que consideramos corretos.

Esperamos que esses novos residentes abracem os nossos valores e princípios, ao invés de impor os seus, criando comunidades isoladas. Tanto os Estados Unidos quanto o Brasil enfrentam o desafio de manter valores compartilhados em meio à sua vastidão e diversidade. Isso é evidenciado pelo crescimento dos movimentos patrióticos, refletido nas presidências de figuras como Trump e Bolsonaro, ambos descendentes de imigrantes, um de Veneza e outro de Kallstadt, Alemanha.

Infelizmente, o antipatriotismo tem emergido como resposta, em vez de promover uma cultura de cooperação humana. Em vez de buscar o entendimento da administração de organizações, os antipatriotas lutam para destruir tudo, incluindo os próprios conceitos de patriotismo, pátria e patriotismo.

Como filho de imigrantes ingleses, tive minha própria jornada de adaptação à cultura brasileira. Apesar de respeitar a cultura da Inglaterra, eu sabia que meu papel era integrar-me aos valores e princípios brasileiros, mesmo que isso implicasse superar desafios e preconceitos pessoais.

Minha ascensão a Professor Titular da USP e, posteriormente, a tornar-me um dos quatro colunistas da Veja, foi a realização desse esforço contínuo de pertencer.

Ser patriota não é endossar cegamente o status quo ou celebrar nossa história e tradições de forma inquestionável. Ser patriota é a firme convicção de que podemos e devemos aspirar a um país onde todos, em cada canto deste vasto território, compartilhem o compromisso com a cooperação, o respeito mútuo e a integridade.

Um patriota é alguém que acredita que todos os habitantes de uma nação, em todos os cantos de seu território, devem abraçar os mesmos valores compartilhados de cooperação, respeito mútuo, honestidade nos negócios e na palavra.

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Um Pedido às Jovens Mulheres https://blog.kanitz.com.br/um-pedido-as-jovens-mulheres/ https://blog.kanitz.com.br/um-pedido-as-jovens-mulheres/#comments Fri, 05 May 2023 10:00:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29295 Antigamente, nós homens costumávamos elogiar jovens mulheres bem-vestidas e elegantes que cruzavam nossos caminhos. A maioria dos homens apreciava com prazer genuíno as mulheres bonitas e elegantes. A maioria ficava em silêncio, mas alguns não conseguiam se conter e diziam “linda”, “que linda” ou “belezura”. Eu me contenho e me limito a dizer “que belo […]

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Antigamente, nós homens costumávamos elogiar jovens mulheres bem-vestidas e elegantes que cruzavam nossos caminhos.

A maioria dos homens apreciava com prazer genuíno as mulheres bonitas e elegantes. A maioria ficava em silêncio, mas alguns não conseguiam se conter e diziam “linda”, “que linda” ou “belezura”.

Eu me contenho e me limito a dizer “que belo sorriso”.

Um assobio era algo comum na época.

Era um elogio, e nenhum homem achava que elas iriam se jogar em cima de nós em seguida.

Era mais um suspiro, pois classudas que eram, estavam longe de alcance.

Infelizmente, nem todos se expressavam de forma cortês como deveriam, mas por mais grosseiro que alguns fossem, era sempre um elogio.

Nós homens apreciamos a beleza e a estética, como pode ser visto na quantidade de pinturas que retratam mulheres.

Nosso DNA nos fez assim e, por seleção, tornamos as mulheres cada vez mais bonitas, geração após geração.

Mas isso mudou, e sinceramente, acho que vocês mulheres deram um tiro no pé.

Tenho uma solução.

Voltem a fazer o que nós fazíamos.

Olhem para os homens elegantes e bonitos com bons olhos, dando um sorriso, por exemplo.

Comecem, de preferência, pelos mais velhos.

Os mais velhos, ficam realmente encantados com o charme e a beleza dessa nova geração.

De fato, vocês são muito, muito bonitas graças à saúde e à alimentação.

Vocês são um verdadeiro colírio para nossos olhos já cansados, que não enxergam mais tão bem.

Vocês não imaginam o quanto farão bem, simplesmente com um único sorriso.

E, se puderem, além disso, dar uma piscadinha de olho, garanto que vocês farão o bem e eles serão eternamente gratos.

Nenhum vai andar atrás, garanto.

Depois de aprenderem a medida certa, vocês podem começar a fazer isso com os homens da sua geração, que estão em pânico e apavorados com a agressividade e exigência da mulher moderna.

Comecemos com um sorriso encantador ou uma piscadinha de olho carinhosa, que fará uma enorme diferença na relação entre homens e mulheres.

Garanto.

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Acordei e Achei Isso no Escaninho no Meu ChatGPT. Assustador! https://blog.kanitz.com.br/acordei-e-achei-isso-no-escaninho-no-meu-chatgpt-assustador/ https://blog.kanitz.com.br/acordei-e-achei-isso-no-escaninho-no-meu-chatgpt-assustador/#comments Fri, 24 Mar 2023 10:00:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29267 “Lutar contra o Autoritarismo requer uma abordagem multifacetada que envolve ação tanto individual quanto coletiva. Aqui estão algumas estratégias que podem ser eficazes na resistência ao autoritarismo: Mantenha-se informado: Eduque-se sobre a natureza do autoritarismo e como ele opera. Siga fontes de notícias confiáveis e verifique as informações antes de compartilhá-las com outras pessoas. Fale: […]

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“Lutar contra o Autoritarismo requer uma abordagem multifacetada que envolve ação tanto individual quanto coletiva.

Aqui estão algumas estratégias que podem ser eficazes na resistência ao autoritarismo:

Mantenha-se informado: Eduque-se sobre a natureza do autoritarismo e como ele opera.

Siga fontes de notícias confiáveis e verifique as informações antes de compartilhá-las com outras pessoas.

Fale: Use sua voz para falar contra o autoritarismo e apoiar os valores democráticos.

Participe de protestos, escreva cartas para seus representantes eleitos e envolva-se no discurso público.

Construa coalizões: Junte-se a pessoas e organizações com ideias semelhantes para construir um movimento amplo contra o autoritarismo.

Isso pode envolver alianças com grupos da sociedade civil, partidos políticos e organizações de base.

Pratique resistência não violenta: A resistência não violenta pode ser uma maneira eficaz de desafiar o autoritarismo. Isso pode envolver ações como sentar-se, greves e desobediência civil.

Fortaleça as instituições democráticas: Apoie e defenda instituições democráticas como o judiciário, a mídia e organizações da sociedade civil.

Essas instituições podem servir como um freio ao poder autoritário e ajudar a manter as normas e valores democráticos.

Responsabilize os líderes: Responsabilize os líderes por suas ações e exija transparência e responsabilidade no governo.

Isso pode envolver o uso de mecanismos legais como impeachment ou tribunais para responsabilizar os líderes por abusos de poder.

Pratique o autocuidado: Lutar contra o autoritarismo pode ser emocional e fisicamente desgastante.

Cuide de si mesmo e priorize o autocuidado para evitar o esgotamento e manter sua energia e foco para a luta a longo prazo.

Lembre-se de que resistir ao autoritarismo é uma luta de longo prazo que requer esforço e comprometimento sustentados.

Ao trabalharmos juntos e nos apoiarmos mutuamente, podemos construir uma sociedade mais justa e democrática.”

Eu não lhe perguntei nada, acho que está querendo me influenciar.

Exatamente o que Elon Musk queria demonstrar e nos assustar.

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Os Principais Problemas do Brasil na Educação https://blog.kanitz.com.br/os-principais-problemas-do-brasil-na-educacao/ https://blog.kanitz.com.br/os-principais-problemas-do-brasil-na-educacao/#comments Fri, 10 Mar 2023 10:00:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29258 Gente, não estamos discutindo a educação que queremos, somente dizer “a solução é a educação“ não basta, é até ingênuo. Estes são os problemas: 1. Queda de QI de nossas crianças e suas implicações para o futuro. 2. QI atual nacional de 83 é assustador sabendo que quando é abaixo de 80 se considera a […]

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Gente, não estamos discutindo a educação que queremos, somente dizer “a solução é a educação“ não basta, é até ingênuo.

Estes são os problemas:

1. Queda de QI de nossas crianças e suas implicações para o futuro.

2. QI atual nacional de 83 é assustador sabendo que quando é abaixo de 80 se considera a pessoa intreinável, com qualidade de trabalho baixa, inconfiável para produzir algo sem defeito.

44% da população possui QI abaixo de 80.

3. Mais sério ainda, um QI médio de 83 diminui significativamente o número de pessoas com QI acima de 145, que processam dezenas de variáveis ao mesmo tempo, possuem visão do todo, são criativos, são necessários em qualquer diagnóstico de problemas nacionais.

4. Estima-se que temos somente 90.000 brasileiros com QI de 145 ou acima, os Estados Unidos possuem 1.200.000 e a China 6.000.000.

Esse baixíssimo número inviabiliza políticas econômicas propostas baseadas em ciência e tecnologia criadas por nós, a Indústria 4.0, a Economia do Conhecimento.

5. Felizmente o QI pode ser aumentado com métodos educacionais nesse sentido.

Como dar muita ênfase em tamanho do vocabulário que aumenta sinapses, do que ensinar escrita cursiva a partir de palavras geradoras, de 20 a 60 palavras, essência do método Paulo Freire.

6. O Programa Nacional de Alfabetização, descontinuado pelo governo PT concentrava em aumentar o vocabulário da criança para 3.000 palavras, que aumenta sinapses e curiosidade humana, escrevê-las vêm depois.

7. Nossa educação básica é ainda centrada em cursos verbais de história, português, política, sociólogos que induzem um elevado QI verbal, mas não o QI quantitativo que também é essência.

Criamos políticos e advogados, mas não engenheiros, tanto é que nossa indústria está definhando.

8. Um país precisa de um enorme contingente de profissionais com QI quantitativos, como matemática, física, ciência, estatística, administração financeira, planilhas eletrônicas e programação.

9. Essa falha acima explica a preferência de nossos alunos a direito, economia, letras, ciências sociais, filosofia e política, em detrimento a engenheiros industriais, engenheiros civis, e engenheiros de produção, estatísticos, administradores financeiros, contadores, atuários, especialistas em TI, necessários para o crescimento econômico.

10. Nosso ensino de ciências é postergado para o oitavo ano, depois de matemática. O que significa que matemática não tem maior significado, é vista como chata e desnecessária, o que não ocorreria se ciências a antecedesse.

11. 50% dos alunos universitários desistem no meio do caminho, devido à escolha equivocada da profissão.

12. Não aplicamos testes de QI, de personalidade, vocacional, que ajudariam a uma escolha mais embasada.

13. O Ministério da Educação não realiza estudos sobre demanda futura das profissões, apesar de ter tido oito economistas como ministros.

Não orientamos alunos do Fundamental a escolher as profissões do futuro, e as que mais faltam no Brasil.

Formamos 6 vezes mais dentistas e 10 vezes mais advogados que o necessário.

14. Não testamos nossos alunos do Fundamental por QI, Personalidade, Liderança, para auxiliá-los na difícil escolha profissional.

15. Não realizamos análise custo benefício das profissões ensinadas, e estudos da Unicamp mostram que o retorno de investir em universidades federais é zero ou negativo.

Perda de tempo e recursos.

16. Nossas salas de aula são retangulares, alunos olhando para o professor, e não para outros alunos. Há 100 anos sabemos que salas de aula deveriam ser quadradas e não retangulares, assentos em ferradura, todo aluno olhando para todos, argumentando e expondo, formando líderes e não seguidores.

17. Nosso ensino não está estruturado para leituras no dia anterior da aula, onde a aula fica restrita a dúvidas e discussões críticas.

Nosso ensino é centrado em aulas e não debates e esclarecimento de dúvidas.

18. Nosso sistema de avaliação é realizado pelo próprio professor, que sabe que também será avaliado se alunos tirarem notas baixas. Avaliação precisa ser independente da escola e faculdade.

19. Nosso sistema de seleção para o vestibular é disfuncional, e não escolhe os mais promissores de uma profissão. Vestibulandos de medicina são barrados por não saberem geografia, história e filosofia, que não são previsores de capacidade médica.

20. Gastamos fortunas em cursinhos que seria um custo social desnecessário.

21. Com ensino à distância, seria possível aprovar todo candidato e deixar o vestibular propriamente dito para a avaliação no primeiro ano do curso.

22. Matérias não são sistematicamente avaliadas pelos Reitores, muito menos algumas abandonadas e outras são tardiamente criadas.

23. Pesquisas são determinadas pelo próprio mestrando e doutorando sem considerações sociais do que precisa ser pesquisado.

24. Nosso sistema de avaliação do professor universitário premia pesquisa e artigos publicados, e não boas aulas.

25. Livros didáticos são centralizados pelo Ministério da Educação para todos, desatualizados e baratos, em vez de serem livre escolha da unidade de ensino.

26. Nosso ensino é centrado no professor e não centrado no aluno. Professores ocupam 90% do que é dito em aula.

São ditadores e não resolvem dúvidas.

Sabemos que os melhores professores são justamente os alunos mais espertos que captaram primeiro, e são os mais adequados para explicarem para os outros.

27. Não há acompanhamento de ex alunos, perguntando que matérias fizeram a diferença, quanto ganham, o que fazem, muito menos reuni-los de tempos em tempos criando um network permanente.

28. No Brasil o próprio professor avalia seus próprios alunos. O que torna a avaliação inócua.

Professores sabem que dão aulas péssimas, mas em troca dão boas notas. Avaliação independente melhorará o ensino de uma forma expressiva.

29. Somente 33% das nossas escolas oferecem cursos em horário integral, reduzindo drasticamente a produção de neurônios e sinapses.

Pelo contrário, é poda neural e regressão sintática, segundo estudos da Neuroeducação.

30. Não implantamos um sistema de orientação profissional, ajudando alunos a fazer boas escolhas vocacionais. 50% dos alunos desistem das profissões escolhidas.

31. Não temos um sistema nacional de escolha de professores universitários, não há diversidade regional, o índice de endogenia, contratação de ex alunos para serem futuros professores é de 90%.

Não existe fertilização cruzada.

32. Não há um estímulo para excelência.

Os melhores alunos, aqueles com QI acima de 145 são hostilizados e sofrem bulling, provavelmente por serem tão poucos e nunca valorizados pela diretoria.

33. Não temos atividades extra curriculares, nem esportes intercolegiais, onde surgem líderes de todos os tipos.

Não estimulamos corais, música, teatro e outras atividades onde líderes poderiam surgir.

34. Não há incentivo para o ensino de línguas estrangeiras desde os primeiros anos escolares, o que limita a capacidade dos alunos de se comunicar globalmente e de competir em um mercado de trabalho cada vez mais internacionalizado.

35. Não temos Grupos de Debates, onde ideias contrárias podem ser seguramente e respeitosamente debatidas.

36. Não estimulamos trabalho voluntário e comunitário nas escolas, apesar de terem 50% de seu tempo livre.

37. A parte mais funcional e prática do ensino profissional é dada nas empresas, que reclamam ter que treinar quem já deveria ser treinado.

38. Uma opção é o da Argentina, onde todo mundo entra e o vestibular é só no primeiro ano de faculdade, com as matérias específicas da profissão.

39. 40% acabam não seguindo a sua profissão.

Precisamos criar uma série de vídeos “Um Dia Na Vida”, onde um dia inteiro e típico do profissional é gravado para que os jovens possam tomar melhores decisões.

Há mais 1.000 detalhes como esse, específicos para cada profissão, mas só listei alguns para mostrar que a frase, “a solução é a educação” precisa ser dita com todos os detalhes necessários para funcionar.

Senão fica mais uma platitude para políticos populistas bradarem.

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Parem de Chamar os Pobres de “Pobres” https://blog.kanitz.com.br/parem-de-chamar-os-pobres-de-pobres/ https://blog.kanitz.com.br/parem-de-chamar-os-pobres-de-pobres/#comments Fri, 24 Feb 2023 10:01:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29248 Vocês não estão sendo politicamente corretos, e pior, estão julgando-os sob os valores culturais que você endossa, que não são os deles. Até acho que vocês que chamam pobres de “pobres” é que estão errados, e eles estão certos. Inclusive eles acham que vocês é que são pobres, pois deixarão uma pequeno legado, que são […]

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Vocês não estão sendo politicamente corretos, e pior, estão julgando-os sob os valores culturais que você endossa, que não são os deles.

Até acho que vocês que chamam pobres de “pobres” é que estão errados, e eles estão certos.

Inclusive eles acham que vocês é que são pobres, pois deixarão uma pequeno legado, que são vocês que irão desaparecer, e não eles.

O que vocês chamam de “pobres” são justamente aqueles que decidiram acumular vida, e não dinheiro.

São aqueles que investiram em filhos, e não em títulos do governo.

Em 1950 o nordestino médio tinha 8 filhos por casal.

Filho custa dinheiro para sustentar, mas eles sustentaram.

Graças a essa decisão, um casal nordestino hoje tem 64 netos.

Um casal paulista hoje tem 4.

Quem é mais rico? O Nordeste ou São Paulo?

Vocês venderiam um neto por 100.000?

Não, portanto quem é de fato mais rico?

E tem outra. Qual família tem a maior chance de ter um filho ou neto presidente?

Pois é.

Quando vejo economistas afirmarem que número de filhos é a maior causa da pobreza no Brasil, estão obviamente usando métricas econômicas e não métricas humanas.

Digo mais, as avós nordestinas não estão se remoendo sobre o significado da vida e como ser bem sucedida no trabalho.

Ter 64 descendentes é motivo de orgulho, mesmo nunca tendo trabalhado numa multinacional.

Então, vocês de esquerda e direita parem de chamar os pobres de “pobres”, que é um claro preconceito de quem valoriza bens materiais mais do que filhos.

Nada a ver com a opressão e vitimismo que intelectuais preconceituosos atribuem por aí.

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