8 Comments on O Ensino de Administração no Brasil

  1. A maioria das disciplinas na maioria dos cursos são desnecessárias, porque 4, 5 ou mais tempo para se graduar? Melhorar o ensino, focando na área de atuação de cada curso. Parar de perder tempo com algumas, com professores que transmitem que suas disciplinas não têm a menor importância pro curso. Isso é válido para todo curso.

  2. Kanitz,
    Uma sugestão, vamos ver como se faz na prática.
    Discutir um caso por semana neste blog e pontuar as diferenças de abordagem entre administradores, economistas e engenheiros.
    Acredito que será proveitoso.

  3. Adorei esse vídeo para mostrar para meus colegas. É difícil falar com Economistas, Contadores e Engenheiros e até Administradores que não foram muito bem formados principalmente por causa das cinquenta variáveis que estão na minha cabeça e não estão na deles. Quando eu aponto a necessidade de considerar mais variáveis, geralmente sou acusada de pessimista. Ninguém percebe que administrar envolve as 50 variáveis e que elas estão ligadas. Não sou eu que estou prevendo catástrofes. É que para o Administrador é assim. Nunca esqueço das aulas de Estatística onde utilizávamos a condição Ceteris Paribus para avaliar as influências de uma variável sobre outra. Sempre me fazia pensar em Alice no País das Maravilhas a tal da condição.
    Uma amiga minha, Economista, ria da parte do Marketing, que é baseada na Microeconomia como sendo um conhecimento raso de Economia. Eu concordei, mas ressaltei a importância com um argumento que me pareceu perfeito: Nos interessa o que podemos medir e reconhecer porque ainda temos muitas outras variáveis além destas para considerar. Se eu ouviria um Economista? Claro que sim! Mas jamais só ele…
    As pessoas dizem que o Administrador está sendo substituído por Engenheiros, Contadores, etc. Mas isso não está acontecendo. O que está acontecendo é que algumas funções e tarefas estão mudando. Em alguns casos essa substituição é bem sucedida porque certas funções realmente não precisam mais de um Administrador até porque da antiga só mantiveram o nome. Mas não é porque o Engenheiro, Contador, Economista é melhor Administrador e sim porque para algumas funções não há sequer espaço para administrar. Essa transposição de casos bem sucedidos para funções totalmente diferentes gerou muita substituição infeliz e muita conclusão errada a respeito da alocação de profissionais e do Administrador. Aos poucos, o erro será percebido. Agora só falta acharem que sempre foi errada e desfazer todas as substituições. Não duvido…

  4. Prof. Kanitz, ótimo video. Fico encomodado com esta preocupação socialista de desigualdade. Que coisa mais chata, o que realmente interessa é os pobres serem menos pobres. Vamos apenas ajudar os menos favorecidos a participarem do capitalismo. Os pobres não saem da pobreza porque não tem como pouparem e construirem patrimonio. Tenho um texto sobre isto, http://noi-scheffer.blogspot.com.br/. A pobreza e o capitalismo.
    Saudações

  5. Caro kanitz,
    O ensino de Arquitetura e Urbanismo parece ter alguma proximidade com o ensino de Administração. Estudei Arquitetura e Urbanismo na UFMG, mas acredito que não seja um ensino diferente do praticado em outras tradicionais escolas brasileiras.
    Em primeiro lugar, no aprendizado (e na prática profissional) do projeto de Arquitetura e de Urbanismo lidamos com muitas variáveis ao mesmo tempo. Não chegam a 50 em número, mas nos deixam completamente desnorteados porque é dificílimo conciliá-las em uma mesma alternativa de solução. Por outro lado, quanto maior for o número de variáveis, maior é a possibilidade de um bom projeto.
    Em segundo lugar, os problemas em arquitetura muitas vezes aparentemente não existem e “precisam ser criados”. O garoto bem educado no sistema de ensino privado (com todas as soluções destrinchadas no quadro durante todo a educação básica) sofre muito nessa fase – para minha felicidade estudei em escola pública e soube lidar melhor com isso.
    Em terceiro, uma vez identificado(s) o(s) problema(s), percebemos decepcionados que determinadas soluções, por mais cientificas e atestadas que sejam, simplesmente não tem lugar em situações para os quais deveriam ter.
    Ouvindo-o, fico pensando se não seria uma boa alternativa de complementação de estudos para arquitetos um curso de Administração no esquema PBL (Problem based Learning).
    Obrigado!

  6. A cada visita neste blog sinto um distanciamento profundo entre o que aprendi em sala de aula e o que realmente significa administração. Como fazer para aprender a lidar com cinquenta variáveis de verdade, uma vez que todos os departamentos acadêmicos de administração sequer sabem lidar com quatro? Tratando-se de corpo docente, acredito que poucos tenham conhecimento de ao menos dez. Parabéns Kanitz, obrigado por sua filantropia educacional. Quanto mais aprendo com você, mais receio tenho em lidar com o que eu havia pensado ter aprendido.

  7. Olá! Gostaria de sugerir que abrissem mais o som das gravações para que possamos ouvir melhor e entender a visão que está em pauta. Obrigado!

  8. Até um tempo atrás pensei fazer Economia como 2° graduação. No entanto antes já questionava algumas posições dos economistas como considerar o juros nominal como referência ao invés do juros real. E quando conheci este blog vi que as avaliações feitas aqui com a visão do administrador se baseavam mais na realidade do que os modelos estatísticos dos economistas. Desisti de fazer Economia com receio de aprender uma ciência com pouca utilidade na vida prática. Por outro lado também fico com receio das nossas escolas de Administração não ensinarem tão bem a economia com visão administrativa quanto este blog faz. Este blog deveria disponibilizar uma especialização à distância sobre a economia na visão do administrador.
    Durante o vídeo foi comentado sobre o Marcelo Neri, da FGV. Você questionou a posição dele que a crise de 2008 aumentaria a desigualdade. Ora esse erro é café pequeno diante do fato dele utilizar a PNAD como verdade absoluta na indicação da redução da desigualdade no Brasil. 97% da renda medida pela PNAD vem de rendimento do trabalho e da previdência social, quase nada de lucro e juros. Assim para se reduzir a desigualdade basta tirar dinheiro da classe média trabalhadora e distribuir para a classe trabalhadora pobre via bolsa-família e aumento real do salário mínimo. As pessoas pensam que aquele ganho real dos mais pobres veio dos mais ricos, quando veio da classe média.

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