A Lei do Mínimo Esforço

 

Acho cômico algumas ciências sociais gastarem horas e horas, livros e livros, achando que a ganância é que faz o mundo girar.

Que é o lucro que motiva os seres humanos a produzir, que é a motivação número um que rege o mundo, especialmente o mundo capitalista.

Que santa ingenuidade.

A lei que rege o mundo é a Lei do Mínimo Esforço, especialmente no Brasil.

Todo mundo quer ter emprego garantido e vitalício.

Todo mundo quer seu Bolsa Família.

Todo mundo quer uma boquinha e uma benesse do Estado. Este é o nosso verdadeiro problema, justamente o contrário.

Com o surgimento das civilizações, infelizmente aparecem inevitavelmente os aproveitadores sociais, membros da sociedade que vivem do trabalho dos outros.

Há várias formas de se fazer isto.

Roubar, saquear, enganar, colar a prova do outro, mas existem maneiras mais sutis e socialmente aceitáveis.

Criar uma lei que permite os mais velhos se aposentarem as custas dos mais jovens, arrumar uma Cátedra de Filosofia e dar aulas que nada acrescentam aos seus alunos, só a si, criar impostos policialescos de 40% da produção dos outros.

Jared Diamond, no seu livro “Guns, Germs and Steel“, relata este Crescimento das Kleptocracias, dos indivíduos e grupos da sociedade que se especializaram em tirar dinheiro dos outros.

Alguns fazem isto diretamente roubando, outros justificando-se com argumentos religiosos, políticos, igualitários, ideológicos, idealistas, éticos e altruísticos.

O que mais impressiona na vida pessoal de Karl Marx, é quanto ele viveu as custas da mesada de sua mãe, que quando ele fez 42 anos ameaçou suspender a mesada.

De quanto ele viveu de dívidas contraídas e não pagas, de contribuições de amigos, da herança de seu pai, e no final da vida da mesada do seu amigo rico Friedrick Engels.

É difícil não concluir psicanaliticamente que muito da motivação marxista era em causa própria.

É interessante ler as inúmeras formas lógicas bem estruturadas e ensinadas para nos convencer a tirar dinheiro dos ricos, ou do nosso próprio bolso e entregar a outrem sem obter nada em troca.

Por Altruísmo, Cidadania, é Dando que se Recebe, pelo Amor a Deus, pela Causa, por Solidariedade Humana, etc etc etc. Tem muito esperto neste mundo.

Pelos menos os mais honestos intelectualmente são os ladrões, os corruptos e os salafrários assumem serem aproveitadores sociais descaradamente, sem aquela hipocrisia racional e científica que outros grupos usam para justificar a mesma coisa.

É tirar dos ricos mesmo, meu chapa.

Intelectuais são mais hipócritas, ensinam por exemplo aos nossos filhos que a renda é distribuída e mal distribuída. Distribuída por quem?  Renda é ganha com suor e lágrimas, a não ser que você seja um Professor onde aluno não paga.

Quem tem de ganhar dinheiro oferecendo bons serviços é o pipoqueiro da esquina da Faculdade, que sabe que o dinheiro não é distribuído, e sim ganho com suor e lágrimas.

O professor ganha sempre, faça sol faça chuva, com greve de ônibus, mesmo dando péssimas aulas.

Greve de aluno é um desastre para o pipoqueiro que não ganha nada neste dia.

A renda destes professores é de fato distribuída ou redistribuída pelo Estado, que nos retira via impostos.

Outros grupos de aproveitadores sociais são os espertos, os sedutores, os enganadores, que usam vários artifícios para lhe devolver muito menos do que você pagou.

E aí tem de tudo.

Governo, empresários, empresas, repartições públicas, ongs, igrejas, escolas, universidades, enfim.

Não há valor humano mais valorizado pelos intelectuais e os poetas do que o altruísmo e a solidariedade.

Impedir a proliferação dos aproveitadores sociais tem sido uma preocupação constante de filósofos, religiosos e cientistas políticos de antigamente.

Hoje, estão escondidos a sete chaves e são o maior perigo de toda civilização.

Isto porque se o parasitismo social se proliferar, ele matará a sociedade hospedeira.

Sempre teremos aproveitadores sociais em nosso meio, é a lei do mínimo esforço que reside em cada um de nós.

Mas de acordo com alguns estudos sociais, se 17% da população sucumbir a este vírus, o restante dos 83% não conseguirá sustentar a si e os aproveitadores mamando nas nossas tetas.

É o que parece estar acontecendo nos Estados Unidos e Europa.

As religiões foram as primeiras tentativas em coibir o parasitismo social.

Não mentirás,

não roubarás a propriedade alheia,

não matarás,

não enganarás,

não cobiçarás a propriedade pública nem privada,

não usarás o nome de Deus no seu marketing social, foram os primeiros mandamentos.

Em todas as religiões Deus é onisciente.

Ele sabe que você está roubando.

E Ele irá lhe punir mesmo que nós não o façamos.

Pena que muitas religiões esqueceram a natureza de sua origem.

O liberalismo inglês e americano também foi um movimento político contra o que eles viam como aproveitadores sociais.

Foram os primeiros a lutar contra os reis e os lordes feudais.

A lutar contra o conservadorismo europeu ao lado dos socialistas.

O livre mercado e a livre concorrência eliminaram os tubarões dos lucros altos e os cartéis capitalistas.

A globalização eliminou os monopólios nacionalistas e os mercados protegidos e novamente reduziu margens de lucros.

E, os únicos a lutar contra os burocratas e tecnocratas do fascismo e do socialismo mundial.

E estes, obviamente são os maiores inimigos do liberalismo e neoliberalismo.

Se o neoliberalismo vingasse teria tirado sua boquinha.

Administradores são constantes farejadores para reduzir custos desnecessários e de pessoas que pouco contribuem para o bem estar dos outros.

Por isto, o patrão e o administrador é sempre odiado pelos aproveitadores e os corpos moles.

A ciência da Administração criou sistemas com auditorias internas e externas, contabilidade de custos, controle e fiscalização, e o sistema de preços, tudo com o objetivo de reduzir o nefasto parasitismo social e a lei do mínimo esforço.

 

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