O Brasil Quebrou. E Agora?

 

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O Brasil se tornou nos últimos 20 anos um país onde tudo gira em torno do Estado.

Noventa por cento das notícias, das leis, do nosso trabalho, das nossas preocupações administrativas estão voltadas ao Estado, seu excessivo endividamento, gastos, falta de controle de custos, alta constante nos impostos para cobrir esta incompetência.

Meu visível ódio não é contra economistas, mas contra aqueles que quebraram este país, e infelizmente basta ver quem comandou as finanças deste país desde a ditadura militar para entender o que eu percebi 30 anos atrás.

A Dilma contratou o economista Joaquim Levy não para “salvar” o Brasil, mas para salvar o Estado.

E chamar um representante da mesma classe que quebrou o país é uma miopia. Existem outras profissões mais bem equipadas para corrigir este desastre que foi 50 anos de “administração” econômica feita por amadores.

Mais uma vez o povo sofrido brasileiro terá que fazer “ajustes” para poder salvar o Estado.

Mais uma vez se contrata um outro economista para tentar corrigir os erros “administrativos” de seus colegas.

E sabem por que o Brasil quebrou?

Nada a ver com corrupção.

Desde o governo FHC, os jornalistas e economistas estão escondendo do povo brasileiro que o governo federal, estadual e a maioria dos municípios quebraram.

Usaram nossas contribuições previdenciárias não para investimentos de 30 anos, como reza nossa Constituição, mas para cobrir o rombo de suas “gestões”.

Como ninguém verifica seus saldos no INSS, por 30 anos puderam enganar todo mundo. Mas 30 anos se passaram, e agora os R$ 17 TRILHÕES que nossos economistas utilizaram precisam ser arrumados para pagar os aposentados, os ASGs, os aposentados sem grana acumulada.

Em 1994 FHC pediu a André Lara Resende para fazer um estudo da Previdência no intuito de solucioná-la, e ele voltou dizendo que não tinha jeito.

A Previdência estava quebrada.

E ficaram quietos.

Eu conversei a mesma coisa com o Lula e Guido Mantega, quando ele ainda era candidato, e sua resposta foi enigmática. “Segundo o Kanitz, ainda bem que já sou aposentado, já garanti o meu.”

Como FHC já garantira o dele, com uma aposentadoria precoce da USP desde os 32 anos.

Portanto, para os dois maiores “líderes” do Brasil não havia um problema nesta questão previdenciária.

Quem quebra, minha gente, quebrou.

Terminou a brincadeira, finito, não há como consertar.

Mas a classe de economistas que foi responsável por essa quebra, os macroeconomistas keynesianos e desenvolvimentistas, está desesperadamente tentando cobrir o buraco.

Levy foi induzido pela classe dos economistas, não pela Dilma, a aceitar a ingrata tarefa de fazer o jogo sujo.

Dezessete trilhões de reais é mais do que todo o ativo e patrimônio de todo o setor privado, de todas as famílias brasileiras.

E estes 17 trilhões de reais que sumiram é escondido do povo pela Dilma, pelo Aécio e pela Marina que deveria ter sabido disto mais do que ninguém.

A corrupção da Petrobras é 0,1% disto.

Sequer calculam este valor, por isto devo adiantar que é uma estimativa grosseira.

Pode ser bem maior.

Nossos jovens têm o direito a saber.

Se vocês têm a receber de um governo quebrado, lamento, o governo quebrou.

Vai ser duro sem aquela aposentadoria do estado, mês a mês, aqueles empregos públicos vitalícios, aquelas cátedras na Faculdade de Filosofia garantidinhas da silva.

Quem sumiu com estes 17 trilhões, quem escondeu este roubo ou rombo foram vocês.

Não esperem a nova geração pagar esta conta, como vocês e Joaquim Levy estão querendo.

 

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