Arquivos contabilidade - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/tags/contabilidade/ Blog para se Pensar Fri, 06 Aug 2021 20:20:35 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 https://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2021/06/stephenkanitz-favicon-150x150.png Arquivos contabilidade - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/tags/contabilidade/ 32 32 Empresas Nem Sabem o Seu Lucro Mensal https://blog.kanitz.com.br/lucro-mensal/ Sat, 11 Nov 2017 14:56:41 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=24183   A maioria das pequenas empresas brasileiras não sabe o lucro de suas atividades empreendedoras. Elas sabem até o último centavo quantos impostos e seus valores no dia exato, mas não têm a menor ideia qual é o lucro gerado pelas suas atividades. Pior, isso sequer chega ao conhecimento de nossos Ministros da Fazenda. Como […]

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A maioria das pequenas empresas brasileiras não sabe o lucro de suas atividades empreendedoras.

Elas sabem até o último centavo quantos impostos e seus valores no dia exato, mas não têm a menor ideia qual é o lucro gerado pelas suas atividades.

Pior, isso sequer chega ao conhecimento de nossos Ministros da Fazenda.

Como teremos uma economia eficiente, se tudo é mal alocado por sinais equivocados?

A inflação é superestimada quando sobe, subestimada quando cai, e ninguém sabe exatamente a rentabilidade de nossas empresas.

Pode?

A maioria de nossos “Fazendeiros” foram acadêmicos que nunca tiveram uma empresa na vida, nem uma Fazenda.

Muito menos conversaram com um presidente de um sindicato de contabilidade.

Vocês saberão agora, basta ler o desabafo que estou circulando abaixo.

Não saber sequer o lucro de um negócio é o cúmulo da administração irresponsável das nações.

Nossos contadores nem pensam nisso, preocupados com os 23 órgãos de governo que exigem informações precisas, senão vem multa.

Pior, os gênios do Plano Real, agora assessores do Partido Novo, proibiram as empresas brasileiras (todas) de praticarem contabilidade real.

Isso mesmo.

Obrigaram-nas a voltar a uma contabilidade nominal, que é totalmente distorcida.

Perguntei ao FHC, num Roda Vida, por que destruíram o sistema gerencial do Brasil, e ficou óbvio que FHC não sabia o que havia feito.

Empresas também são desaconselhadas de fazerem uma contabilidade gerencial, curso que dei por uns anos na USP.

Isso porque seria considerada caixa dois, ou “contabilidade paralela”.

Por exemplo, a maioria dos engenheiros, advogados se atribuem um pró-labore de um salário mínimo, por razões fiscais.

E aí se iludem que seus negócios dão lucro, quando é um prejuízo e tanto.

Vocês não estão dando o devido valor ao desastre que foi o PSDB e o PT para a pequena e média empresa brasileira.

E essa incompetência intelectual desses acadêmicos que ainda dominam esse país, e voltarão com força em 2018.

Download – Cartilha de Responsabilidades do Contabilista

 

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Contabilidade Lição 1 https://blog.kanitz.com.br/contabilidade-licao-1/ Tue, 04 Jul 2017 22:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=509 Todo evento, dado, transação financeira, cheque, salário, investimento da sua vida têm duas formas de serem vistos, e que chamamos de Débito e Crédito. Nenhuma outra ciência o obriga sempre a ver o mundo sob dois ângulos, e você não imagina como isto é muito útil para tomar decisões ao longo da vida. Se você […]

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Todo evento, dado, transação financeira, cheque, salário, investimento da sua vida têm duas formas de serem vistos, e que chamamos de Débito e Crédito.

Nenhuma outra ciência o obriga sempre a ver o mundo sob dois ângulos, e você não imagina como isto é muito útil para tomar decisões ao longo da vida.

Se você compra um Apartamento, o Débito, precisa pensar no Crédito, que é o cheque que você deu, ou a dívida que contraiu.

A crise americana de 2008 surgiu porque a maioria dos americanos não estuda Contabilidade. Pensaram na entrada de 10%, pensaram na valorização imobiliária futura e não pensaram suficientemente no crédito, o Mortgage que eles estavam contraindo.

Se você tiver que pagar Impostos, um Débito, do seu Salário, Crédito, o que resta para pagar a sua dívida será muito menor.

Se você perder o seu emprego, um Crédito, obviamente não poderá pagar a sua dívida, um Débito.

Quando você compra um apartamento, um Débito, é sempre bom pensar como irá um dia vender este apartamento, um Crédito.

Se o apartamento tem 12 anos e por isto está barato, a maioria não pensa que quando for vender será um apartamento de 25 anos, e aí estará realmente barato, e totalmente fora do padrão.

Comece a pensar sempre em termos de Débito e Crédito. Você irá errar a maioria das vezes, até fazer o curso, mas pelo menos irá ficar curioso sobre o assunto.

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Porque é Impossível Taxar o Capital Social https://blog.kanitz.com.br/taxar-capital-social/ https://blog.kanitz.com.br/taxar-capital-social/#comments Mon, 02 Jun 2014 18:38:53 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=15026   É impossível taxar o Capital Social das empresas porque ele faz parte do passivo das empresas. Não é um ativo que pode ser vendido, 5% ano para pagar o imposto sobre fortunas. É um passivo, uma dívida. E quem estudou o mínimo de contabilidade sabe que é um passivo não exigível. Os acionistas não podem […]

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É impossível taxar o Capital Social das empresas porque ele faz parte do passivo das empresas.

Não é um ativo que pode ser vendido, 5% ano para pagar o imposto sobre fortunas.

É um passivo, uma dívida.

E quem estudou o mínimo de contabilidade sabe que é um passivo não exigível.

Os acionistas não podem exigir que a empresa pague 5% de volta para se poder pagar o imposto sobre fortunas.

No capitalismo você não tem mais a posse deste capital, por isto é que o chamamos de Social.

O seu capital passou a pertencer à sociedade como garantia aos empregados e fornecedores que você irá pagar os seus compromissos. E como garantia contra seus erros como gestor.

Isto numa sociedade de ações ou limitada, Ongs ou entidades sem fins lucrativos.

O capitalista só tem um “direito” sobre o capital, que raramente é exercido.

O direito de reaver este capital se a empresa encerrar suas atividades apesar de ser lucrativa, o que raramente acontece.

E você perde a posse deste capital por 30 a 100 anos, ou para sempre se a empresa não quebrar. Se quebrar, aí você perde todo o seu capital.

Como querem taxar o capital que os 1% investiram na Natura e na Abril Cultural, se juridicamente este capital só voltará se estas empresas fecharem seu capital?

Então que fechem as empresas, apesar de lucrativas, que reduzam o capital social da sociedade e com este dinheiro invistam mais em dedicação estatal, em vez de treinamento prático e contínuo nas empresas.

Assim faremos um país melhor.

 

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Aprenda Contabilidade https://blog.kanitz.com.br/aprenda-contabilidade/ https://blog.kanitz.com.br/aprenda-contabilidade/#comments Sun, 31 Mar 2013 17:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=519 Contabilidade em inglês significa “prestar contas”. É a forma que o seu banco, a empresa em que você trabalha e o governo prestam contas a você. Você também precisa prestar contas a si mesmo, para saber como está gastando o seu dinheiro e o da família. Infelizmente, devido aos anos de inflação, somos um país que não […]

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Contabilidade em inglês significa “prestar contas”.

É a forma que o seu banco, a empresa em que você trabalha e o governo prestam contas a você.

Você também precisa prestar contas a si mesmo, para saber como está gastando o seu dinheiro e o da família.

Infelizmente, devido aos anos de inflação, somos um país que não valorizamos contabilidade, e muitas pessoas inteligentes fazem erros monumentais.

Um curso de seis meses é o que basta, e eu não vou ensinar você aqui.

Eu só quero ressaltar a coisa mais importante, que poucos comentam.

Contabilidade irá lhe ensinar a enxergar o mundo com dois olhos, a ver o mundo sempre de dois importantes ângulos, que dependendo das circunstâncias podem ser:

1. De onde veio  /  Para onde foi

2. Quem financiou  /  Quem é o devedor

3. Onde está  /  Onde estava

4. Onde virá  /  De quem

Que é o conceito de débito e crédito. Todas as outras ciências enxergam o mundo de um ângulo só, e a Contabilidade lhe ensinará e enxergar de dois lados.

Por exemplo:

Da próxima vez que alguém disser que ele tem um direito adquirido, pergunte “contra quem”. Como contra quem?

Se direito é o débito, de quem virá o crédito? Ninguém mais pensa assim, e você terá uma outra visão e mais sensata do mundo.

No caso dos aposentados, outro direito adquirido, de onde vem o crédito?

O crédito deveria vir do dinheiro que todos pouparam ao longo de suas vidas.

Você se aposenta com o seu trabalho acumulado como capital ao longos dos anos, com juros sobre juros.

Acontece que governos ladrões e irresponsáveis torraram estas poupanças sem comunicar a ninguém, e a imprensa mundial acobertou este roubo.

A velha geração que não cuidou de seus “créditos”, agora quer se aposentar com o dinheiro da nova geração, contra seus próprios filhos, usando como crédito a poupança do jovem. Um crime!

Se alguém lhe oferecer um excelente investimento que rende 20% por ano, pergunte como estes 20% irão aparecer.

Contabilidade lhe obriga a pensar como sair de tudo em que você entrou.

Te obriga a ver direitos de um bem como obrigações de outros.

Além de manter as suas finanças em ordem, gastar o que pode, e nunca se endividar.

Comprar é o débito, uma delícia, mas pagar o crédito, ou seja a dívida, é outra história.

Não conheço nenhuma pessoa rica que não entenda de contabilidade.

Algo a se pensar.

 

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Como Prever Falências – 40 Anos Depois https://blog.kanitz.com.br/prever-falencias-40/ https://blog.kanitz.com.br/prever-falencias-40/#comments Mon, 20 Aug 2012 12:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/2012/08/20/como-prever-falencias-40-anos-depois/ O artigo Como Prever Falências, publicado há 38 anos na Revista EXAME, foi meu primeiro trabalho acadêmico e talvez o mais conhecido. Introduzia no Brasil o conceito de credit-scoring, e ficou conhecido como o Termômetro de Kanitz. Neste artigo vou descrever como ideias são lançadas e absorvidas no Brasil, um artigo mais de Sociologia do […]

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O artigo Como Prever Falências, publicado há 38 anos na Revista EXAME, foi meu primeiro trabalho acadêmico e talvez o mais conhecido. Introduzia no Brasil o conceito de credit-scoring, e ficou conhecido como o Termômetro de Kanitz.
Neste artigo vou descrever como ideias são lançadas e absorvidas no Brasil, um artigo mais de Sociologia do que de Finanças.
1) Hoje, 38 anos depois, são poucas as coleções de bibliotecas, especialmente de Universidades, em que este número não tenha sido roubado.
A revista de Dezembro de 1974, da Exame, geralmente está faltando. Prenúncio do que direi mais embaixo.
2) No artigo mostrei um dos meus modelos, não o melhor, e coloquei com todas as letras que possuía outros modelos, com 25 variáveis que previam muito melhor.
Esperava receber uma fila de interessados em saber como adquirir estes modelos melhores.
Não aconteceu.
Todos preferiram usar o modelo mais simples de cinco variáveis, de longe o pior, mas grátis.
Pagar por consultoria, ideias, novos métodos, jamais. O grátis é sempre melhor.
Por mais de 30 anos, a Exame recebia cartas e emails pedindo uma cópia do artigo, nenhuma carta era endereçada a mim.
É o país do “tudo se copia” e do “tudo grátis”, mesmo sendo pior.
Por isto, nosso ensino é da pior qualidade, nossa saúde idem, mas pelo menos é de graça.
3) Um banco do Rio Grande do Sul, por exemplo, aplicava-o sobre os seus próprios resultados quando o modelo era claramente destinado à indústria e ao comércio.
Também não lemos instruções.
Aplicamos teorias administrativas e econômicas desenvolvidas por ingleses e americanos, sem ler as instruções.
Sem perceber que aquelas teorias foram criadas para a cultura inglesa e americana, não para a brasileira.
Mas mesmo assim copiamos, sem mandar cartas ao autor.
4) O artigo apresentava cinco índices de previsão de insolvência que, ponderados através de pesos cientificamente determinados, davam uma nota para a empresa analisada, nota esta que determinava a sua saúde financeira.
Notas baixas indicavam péssima saúde financeira, e consequentemente elevada probabilidade de falência. Notas elevadas indicavam saúde excelente, e consequentemente empresas de baixo risco de crédito.
Hoje, os pesos e os índices do artigo de 1974 são obsoletos e incorretos, já que a situação econômica do país mudou bastante neste período.
Mas pelos 20 anos seguintes, foi usado sem pestanejar.
Secretarias da Fazenda de vários Estados usavam para selecionar empreiteiras, apesar do modelo não contemplar a área de serviços.
O único dinheiro que ganhei com este modelo foi em pareceres jurídicos a favor de empreiteiras injustiçadas, onde afirmava que o modelo fora usado sem a minha permissão. E que hoje, não previa coisa alguma.
5) Para o meu espanto, acabou sendo usado por uma série bancos e financeiras, sem a mínima preocupação de se aprofundarem na metodologia que o gerou.

Este comportamento é bem elucidativo quanto ao comportamento gerencial brasileiro, ávido na utilização de fórmulas prontas.

Pior, três anos depois fiz uns seminários para a Revista Exame sobre o assunto em cidades do interior, e vários gerentes de bancos me disseram que o modelo funcionava a mil maravilhas. O que não deveria ter acontecido.
É que todos os gerentes usavam o mesmo modelo, e devo inadvertidamente cortado o crédito de muita empresa sadia, que ao falir confirmaram a qualidade do meu modelo.
O meu termômetro era uma fórmula pronta, para ser usado sem pensar.
Usamos fórmulas prontas sejam de autores nacionais ou estrangeiros, sem o mínimo questionamento ou pelo menos um esforço para adaptar os modelos genéricos às situações específicas de cada empresa.
Mais do que apresentar uma fórmula de pronto uso, o artigo tinha por objetivo:
a. Que era possível prever uma falência com certa antecedência, a partir dos demonstrativos publicados pelas próprias empresas. Ideia inovadora na época.
b. Que os demonstrativos financeiros publicados pelas empresas brasileiras são suficientemente fidedignos quanto à realidade financeira, algo em que não se costuma acreditar neste país, especialmente para empresas médias e pequenas onde tais demonstrativos eram considerados totalmente falsos ou, pelo menos, inúteis.
O modelo e os outros que o seguiram resolviam, para os analistas financeiros, dois problemas importantes:
a. Como balancear informações conflitantes. (o que fazer com uma empresa que  apresenta um aumento na liquidez e uma  elevação no  endividamento ao mesmo tempo? 0 resultado destes efeitos é uma melhora na situação financeira ou uma deterioração?);
b. Como comparar empresas entre si.
6) Embora usada por gerentes de bancos, na época suas diretorias não se interessaram por Análise de Crédito. Tanto que terceirizavam este serviço ao Serasa, mostrando que não fazia parte do Core Business.
Core Business era ganhar com o float da inflação, e o Brasil nunca adquiriu competência em empréstimos bancários e financiamentos a empresas.
Somos campeões em taxas de serviço, cartões de crédito, cheques especiais e descontos de duplicatas, que não é exatamente financiar a produção.
7) Felizmente, o outro lado da Falência é a Excelência, e usando o mesmo método criei a edição “Melhores e Maiores”, um sucesso de vendas até hoje.
Introduzi uma ponderação de índices baseado no Termômetro de Kanitz no ano de 1977, a fim de determinar as melhores empresas do país, baseado na soma de seis critérios.
O modelo publicado em EXAME foi elaborado para prever falências no período de 6 a 12 meses, o período que demorava para sair a publicação.
O maior medo dos editores era premiar uma empresa que pedisse concordata logo em seguida da edição ser colocada nas bancas.
O que ocorreu uma única vez, não devido a empresa em si, mas devido à má situação financeira da holding.
Infelizmente, não sei o motivo, esta metodologia foi abandonada pela Revista Exame e não me surpreenderia em ver uma concordatária na lista das melhores no futuro.
8) Pelo exposto, fica claro que para o Brasil dar Certo é necessário um sistema de Patentes rápido e eficiente, que pelo que já vimos ainda não ocorre no Brasil.
Até lá, cuidado com suas ideias. A maioria vai querer roubar, ao invés de contratá-lo e ter a melhor ideia possível.

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A Atividade Administrativa Mais Antiga do Mundo https://blog.kanitz.com.br/antiga/ https://blog.kanitz.com.br/antiga/#comments Tue, 15 Mar 2011 12:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/2011/03/15/a-atividade-administrativa-mais-antiga-do-mundo/ Qual foi a primeira atividade administrativa do mundo? Nunca saberemos, mas achei interessante fazer uma especulação. Somente chegamos ao estágio de civilização que conhecemos, graças à nossa capacidade de cooperação mútua, especialização de trabalho e coordenação de milhares de atividades diversas. Três áreas que administradores se preocupam, e pelo visto, há tempos. Mas quais das […]

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Qual foi a primeira atividade administrativa do mundo?

Nunca saberemos, mas achei interessante fazer uma especulação.

Somente chegamos ao estágio de civilização que conhecemos, graças à nossa capacidade de cooperação mútua, especialização de trabalho e coordenação de milhares de atividades diversas.

Três áreas que administradores se preocupam, e pelo visto, há tempos.

Mas quais das atividades administrativas foi a mais crítica?

Qual foi a atividade administrativa que de fato fez a diferença?

Administradores não se preocupam com estas questões históricas, e por isto nunca vi nada escrito sobre o assunto.

Talvez alguém já tenha escrito, mas o livro não pegou.

Minha proposta para debate é que a atividade administrativa mais antiga do mundo é o controle de estoques.

Com a agricultura, o controle de estoques de tornou uma tarefa essencial.

É desta preocupação com estoques de comida é que surge o planejamento agrícola, a astronomia, os cálculos matemáticos de quanto tempo a comida durará, no caso de uma estiagem.

Sabemos que a escrita Sumeriana começou basicamente com a contabilidade.

Primeiro se inventaram os números, depois é que veio o alfabeto propriamente dito, para designar o que aqueles números representavam.

Os números eram basicamente controle de estoques de sementes, grãos e outros alimentos.

As pessoas tendem a esquecer que no início a agricultura era um verdadeiro desastre.

Nada comparado com a relativa tranquilidade de hoje.

Mesmo na idade média, de cada 100 anos, 10 a 15 anos foram dominados por fome generalizada.

Até hoje, FOME ZERO é uma questão política mais devido a problemas de estocagem de alimentos para os anos de seca, que não temos, do que por falta de comida propriamente dito.

O mais importante disto tudo era o Controle de Estoques de Sementes.

O mesmo grão que poderia ser comido no inverno, era o grão que seria usado como semente na primeira safra seguinte.

Errar neste cálculo poderia ser fatal, daí a importância do administrador de estoques. Foi aqui que começou o uso de números e contabilidade.

Os sumerianos inventaram os números primeiro, depois as letras.

Números para calcular quanto tinha de estoque de comida, para sobreviver o inverno.

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