PARTIDO BEM EFICIENTE - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/politica/partido-bem-eficiente/ Blog para se Pensar Tue, 07 Jul 2026 14:09:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 https://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2021/06/stephenkanitz-favicon-150x150.png PARTIDO BEM EFICIENTE - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/politica/partido-bem-eficiente/ 32 32 Da Inviabilidade  Eleitoral da Direita https://blog.kanitz.com.br/da-inviabilidade-eleitoral-da-direita-2/ https://blog.kanitz.com.br/da-inviabilidade-eleitoral-da-direita-2/#comments Mon, 12 Feb 2024 16:39:34 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29644 A direita não será reeleita jamais

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A direita jamais será eleita no futuro do Brasil.

E se a direita for eventualmente eleita por um lapso da história, como ocorreu com Collor e Bolsonaro, jamais será reeleita.

Como de fato não foram Collor e Bolsonaro.

E ambos foram proibidos de se reelegerem no futuro, afastados do poder.

Verdade seja dita em ambos os casos, a direita foi um vencedor improvável e inesperado, e nem os liberais nem os conservadores brasileiros os apoiaram inicialmente.

A razão pela qual a direita nunca mais será eleita é a mesma que ocorre em Cuba, Rússia, Albânia, Coreia do Norte, Vietnã etc.

Após 50 anos de governos de esquerda, o povo esquece a maioria das competências e necessidades para viver em liberdade ou numa democracia liberal.

No Brasil, o povo não sabe mais como escolher bons médicos, porque quem decide os médicos é o Estado.

Não saberiam escolher psicólogos, porque é o Estado que escolhe quando são necessários, independente da linha de terapia ser freudiana, rolfiana, centrada no paciente ou kleiniana.

Não sabemos nem precisamos escolher as escolas e os professores de nossos filhos nem a filosofia educativa a ser empregada. É tudo igual do Oiapoque ao Chuí.

Quem está no Bolsa Família há 10 anos já esqueceu sua profissão e não acompanhou as inovações do período. Vai depender de bolsas para o resto da vida.

Brasileiros não sabem aplicar seu FGTS, é o Estado que decide.

Não saberíamos como aplicar os 28% que nos são retirados em impostos da previdência, garantindo assim uma aposentadoria de fato.

Nossos liberais erram já de início ao lutarem por liberdade, porque não saberíamos como usar essa liberdade de escolha mesmo que a tivéssemos.

Tanto é que o povo brasileiro é conservador, mas vota na esquerda porque já não sabe cuidar de si.

O mundo poderá até estar caminhando lentamente para a direita, mas os eleitores votarão na esquerda porque não sabem viver em outro tipo de regime.

Por isso, a estratégia dos liberais e conservadores não deveria ser querer serem eleitos, para depois perder as eleições.

A luta é muito mais simples.

Lutar para que aqueles que queiram escolher seus médicos, administrar seu FGTS, aplicar pessoalmente suas reservas previdenciárias, escolher a escola de seus filhos, entre outros, possam fazê-lo.

Quem quiser renunciar a uma aposentadoria do Estado, estaria livre para aplicar os 28% de contribuições previdenciárias num fundo de pensão de sua própria escolha, por exemplo. Idem com o FGTS.

Somente seremos livres se nossas escolas passarem a ensinar todos os brasileiros a serem capazes de cuidar de si e não depender eternamente do Estado.

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Não Foi Perón Que Destruiu a Argentina, Mas Sim Raúl Prebisch https://blog.kanitz.com.br/nao-foi-peron-que-destruiu-a-argentina-mas-sim-raul-prebisch/ https://blog.kanitz.com.br/nao-foi-peron-que-destruiu-a-argentina-mas-sim-raul-prebisch/#comments Tue, 02 Jan 2024 13:29:26 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29622 Termos de troca

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Raúl Prebisch, filho de um imigrante alemão e contador de banco, nutria uma forte aversão aos grandes produtores de cana-de-açúcar argentinos, que considerava a classe dominante. Ele dedicou sua vida a tentar diminuir o poder desta classe.

Prebisch foi o economista mais influente na CEPAL, impactando não só a geração de economistas argentinos, mas também brasileiros, como José Serra, Luciano Coutinho, Guido Mantega e Dilma Rousseff, além de instituições como a Unicamp.

Ele defendeu a industrialização da Argentina como meio de enfraquecer o monopólio de poder da classe agrícola dominante, implementando políticas como a utilização de subsídios e proteção tarifária.

Prebisch optou pela política econômica de Substituição de Importações, em contraste com o modelo de Exportações adotado por países como Japão, Coreia do Sul e China.

Seu argumento baseava-se em um gráfico teórico, que propunha que as elasticidades da agricultura e os termos de troca favoreciam a industrialização em detrimento da agricultura.

Propôs que carros americanos da Ford, anteriormente importados pela elite, fossem produzidos localmente na Argentina, utilizando a marca e a rede de distribuidores já existente, assim como outros produtos importados.

Contudo, na época, a Argentina tinha apenas cerca de 10 milhões de habitantes, dos quais somente 500.000 eram considerados ricos, uma base insuficiente para sustentar uma indústria de produção em massa.

Essa política levou Argentina e Brasil a desenvolverem indústrias economicamente inviáveis, sustentadas por subsídios e preços internos muito elevados.

Essa situação deu origem ao Peronismo e ao Petismo, com sindicalistas descontentes que continuam a ter influência na Argentina e novamente no Brasil.

Portanto, não foi o Peronismo que destruiu a Argentina, mas sim a abordagem de Raúl Prebisch, que enfraqueceu a competitiva agricultura argentina.

No Brasil, similarmente, negligenciamos nossa agricultura por 50 anos, criando uma indústria hoje obsoleta.

Felizmente, como a agricultura é o setor menos regulado e taxado do Brasil, estamos agora no caminho certo.

Não fosse esse retrocesso, espero temporário, de reconduzir ao poder o sindicalismo que tanto prejudicou a Argentina e o Brasil.

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A Importância da Contabilidade na Educação Básica Para Promover a Literacia Financeira  https://blog.kanitz.com.br/a-importancia-da-contabilidade-na-educacao-basica-para-promover-a-literacia-financeira/ https://blog.kanitz.com.br/a-importancia-da-contabilidade-na-educacao-basica-para-promover-a-literacia-financeira/#comments Wed, 27 Dec 2023 10:49:03 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29618 Educação contábil

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Como Ministro da Educação, uma das minhas iniciativas primordiais seria a implementação de um módulo introdutório de Contabilidade em todos os currículos do ensino médio. 

Esta medida teria o objetivo de equipar os estudantes com ferramentas essenciais para o gerenciamento eficiente de suas finanças pessoais, contribuindo assim para a prevenção contra práticas fraudulentas.

A Contabilidade, mais do que uma mera disciplina técnica, oferece uma perspectiva dualística essencial para a compreensão da realidade financeira e econômica. 

Esta perspectiva bifocal, encapsulada nos conceitos de débito e crédito, permite uma análise mais profunda e equilibrada das transações e dos eventos econômicos. 

Diferentemente de outras ciências que tendem a adotar uma abordagem unidimensional, a Contabilidade incita o indivíduo a questionar e a analisar as implicações bidirecionais de qualquer ação financeira. 

Por exemplo, ao considerar a aquisição de um direito, como uma aposentadoria, sob a ótica contábil, questiona-se imediatamente a fonte da obrigação correspondente, ilustrando assim o princípio de que os direitos de uma parte são frequentemente as obrigações de outra.

Quando alguém me diz que possui um Direito Adquirido, eu sempre respondo “Contra Quem?”

Economistas, advogados, jornalistas normalmente respondem “Como contra quem, contra ninguém, é um direito meu.”.

99% dos brasileiros contribuem com 28% dos seus salários, e não pensam duas vezes para onde este dinheiro vai. 

Assustador que seus pais que contribuíram por 30 anos, nunca pensaram no Débito, onde aquela dinheirama toda está sendo investida, se é que está.

Mas um contador saberá que os aposentados se aposentam retirando dinheiro da nova geração, o famoso pacto entre gerações que vocês nunca assinaram. 

A análise contábil se estende também ao domínio dos investimentos públicos, como a compra de títulos do governo. 

Enquanto um leigo pode ver apenas o aspecto do crédito, um profissional contábil irá explorar a natureza do débito associado, avaliando a sustentabilidade e a eficácia do uso dos recursos. 

Essa dualidade de visão é vital não apenas para as finanças pessoais, mas também para a compreensão mais ampla das políticas econômicas e fiscais. 

A falta de conhecimento em Contabilidade por parte de muitos economistas, por exemplo, pode levar a uma interpretação simplista de conceitos como o regime de caixa e de competência, confundindo assim a análise econômica.

Portanto, a Contabilidade não é apenas uma ferramenta para a prosperidade individual, mas também um componente crítico para o entendimento e a análise crítica das políticas econômicas e sociais. 

A inclusão dessa disciplina no currículo escolar poderia ser um passo significativo na direção de uma sociedade mais informada e financeiramente responsável.

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O Calote Inevitável da Previdência https://blog.kanitz.com.br/calote-inevitavel-da-previdencia/ Sat, 03 Jun 2017 13:10:40 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=20929   A Reforma da Previdência deveria ter ocorrido 30 anos atrás, mas nada foi feito. No Governo FHC, Fernando Henrique Cardoso pediu ao economista André Lara Resende propor uma reforma copiando a solução chilena. Ele voltou dizendo que nosso rombo da previdência (já) era impagável (em 1998), portanto nada feito, o jeito era ficar quieto […]

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A Reforma da Previdência deveria ter ocorrido 30 anos atrás, mas nada foi feito.

No Governo FHC, Fernando Henrique Cardoso pediu ao economista André Lara Resende propor uma reforma copiando a solução chilena.

Ele voltou dizendo que nosso rombo da previdência (já) era impagável (em 1998), portanto nada feito, o jeito era ficar quieto e continuar a mentir para a população.

Deixaram o pepino para o Lula, e sobre isso já escrevi.

Rombo impagável é IMPAGÁVEL, minha gente.

Vocês podem não entender de Administração Responsável de Nações, mas deveriam entender de um bom português.

Não há como pagar os atuais aposentados, ponto final.

Muito menos os que pretendem se aposentar nos anos que vêm.

O calote vem aí, não por má fé, mas por falta de grana.

Tudo que vocês depositaram para suas futuras aposentadorias foi gasto saldando deficit dos governos.

Não é culpa da nova geração que nossos jornalistas econômicos esconderam isso o tempo todo.

Os economistas, são sempre eles, como Maílson da Nóbrega, Pedro Malan, Guido Mantega, Nelson Barbosa, Joaquim Levy, simplesmente usaram sua grana na surdina para cobrir deficit do governo, inclusive o da previdência.

O MBL, o movimento da nova geração, propõe uma reforma que eu achei mais do que generosa.

Eles propõem garantir uma renda mínima para todos os aposentados que foram lesados por estes famosos economistas.

Não precisavam, mas o fizeram a um enorme sacrifício geracional.

Minha geração calhorda deveria ter lhes deixado um legado, e não uma dívida atuarial.

Só isso já merecia o apoio de vocês, velhos bobos e lesados.

O resto do plano coloca as bases sólidas para o futuro.

Assistam o Kim, que dará maiores detalhes.

Apoiem, porque senão tem coisa pior vindo por aí.

 

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Nosso Maior Problema: O Deficit da Previdência https://blog.kanitz.com.br/problema-previdencia/ https://blog.kanitz.com.br/problema-previdencia/#comments Thu, 09 Jun 2016 14:55:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=379    Pessoal, agora precisamos discutir a Reforma da Previdência. Artigo escrito em 2000, que continua válido até hoje. O Deficit da Previdência está por trás de praticamente todos os problemas atuais da economia brasileira. Ele explica, por exemplo: A falta de infraestrutura. O baixo crescimento. A dependência em capitais e dívidas externas pela falta de […]

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Pessoal, agora precisamos discutir a Reforma da Previdência.

Artigo escrito em 2000, que continua válido até hoje.

O Deficit da Previdência está por trás de praticamente todos os problemas atuais da economia brasileira. Ele explica, por exemplo:

  1. A falta de infraestrutura.
  2. O baixo crescimento.
  3. A dependência em capitais e dívidas externas pela falta de recursos internos.
  4. A falta de energia pela falta de recursos financeiros.
  5. O crescimento constante dos impostos.
  6. Os baixos salários devido à contribuição de 30% aos cofres públicos mais 30% correspondente ao valor do atual deficit de previdência.

Nunca uma única questão teve tantos efeitos negativos.

Colocado de uma forma mais branda, o Brasil já resolveu boa parte dos problemas que travavam seu desenvolvimento, como inflação. A questão da previdência é o último gargalo a ser resolvido.

Resolvida esta questão, o Brasil crescerá ininterruptamente por 30 anos, a 7% ao ano.

Isto colocará o país acima do Japão em 2030, como o segundo maior país do mundo.

Não resolvida esta questão, dificilmente cresceremos mais do que 2,0% ao ano. Significará mais desemprego, mais violência, elevação contínua de impostos, instabilidade política.

O PROBLEMA

O deficit da Previdência para 2000 foi de 100 bilhões de reais, calculados pelo regime de competência.

Este valor poderia ter gerado quatro milhões de empregos, se fosse aplicado em investimentos.

Um emprego no Brasil requer R$ 30.000,00 de investimentos em máquinas, escritórios, mesas, computadores, etc.

Foi-se o tempo que uma enxada de R$ 30,00 era o único investimento necessário.

Em 2006, o deficit será de 160 bilhões comprometendo a criação de 5 milhões de empregos.

A grande maioria dos brasileiros supõe que suas contribuições são acumuladas pelo governo para um fundo a ser usado para suas próprias aposentadorias.

A constituição é inclusive bem clara neste sentido.

“Artigo 201. A previdência social será organizada observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial.”

Nada disto foi feito e sucessivos governos têm se apropriado destes recursos para outros fins de custeio, ao arrepio da Constituição.

Por isto, a poupança nacional não gera empregos como nos demais países desenvolvidos.

Por isto, o Brasil não tem recursos de longo prazo para infraestrutura, habitação e para constituição de empresas de capital aberto.

Por isto, os juros no Brasil são elevados.

Nossas contribuições são imediatamente usadas para pagar aposentadorias de pessoas que não contribuíram ao longo dos anos, e que habilmente fizeram a lei.

Isto explica nossa dependência em capital estrangeiro, dívidas externas e internas, única fonte de recursos que nos resta.

Isto explica as elevadas margens de lucro de nossas empresas, obrigadas a crescer exclusivamente com lucros reinvestidos, única fonte de financiamento.

Devido à postergação destes problemas por pelo menos seis governos, o problema já chegou a nível crítico e já está nos afetando em todos os pontos mencionados no início deste plano.

Em 2030 este deficit chegará a 478 bilhões de reais, quatro vezes superior ao de 2000, totalmente insustentável.

O quadro seguinte mostra o Brasil como uma população jovem de somente 26 anos, totalmente fora da curva, já com custos previdenciários superiores a países com idade média de 42 anos.

  Deficit da previdencia

A linha negra é a média dos países por idade, mostrando como o Brasil simplesmente se descontrolou outorgando privilégios inconstitucionais para a classe dominante da época, militares, políticos etc.

A linha verde é a trajetória de nossos gastos previdenciários à medida que formos envelhecendo, quando ultrapassaremos certamente 25% do PIB. 

A diferença são os privilégios que a elite outorgou para si e demais funcionários públicos.

Aposentadorias de R$ 8.000,00, bem acima do nível de exclusão, e totalmente incoerente com o princípio de Repartição Social.

Pior, prevê-se que em 2005 a taxa de fertilidade da população brasileira caia para 1,8 filhos por casal, uma taxa claramente de redução da população.

Estaremos logo nos aproximando de uma relação 1 para 1 entre aposentados e contribuintes, que torna o sistema de regime de caixa mais do que insustentável.

Em 2002, Antoninho Marmo Trevisan me apresentou ao candidato Lula e seu assessor Guido Mantega quando mostrei este problema e a necessidade de resolvê-lo quanto antes.

Como sempre, Guido Mantega disse que não existia este deficit, confundindo Regime de Competência com Regime de Caixa, e a discussão parou por aí.

“Pelo que o Kanitz está nos dizendo, ainda bem que já estou aposentado, já garanti o meu”, disse Lula. Confirmado pelos presentes desta reunião que ainda incluíam Walter Appel e Guilherme Leal, da Natura.

Este é sem dúvida o maior problema para encontrar uma solução. Pessoas como Lula, Fernando Henrique Cardoso, etc, que já garantiram as suas aposentadorias.

O número de velhos como porcentagem da população irá dobrar nos próximos 30 anos, a população irá crescer 25% neste período. A idade média fruto dos avanços da medicina irá aumentar mais 8%, de 72 para 76 anos em média, e deveremos ter um crescimento pífio da economia brasileira de 2% ao ano, pressionando um aumento do salário mínimo 45% maior.

O argumento que crescimento resolve o Deficit da Previdência é portanto falho, ele agrava o problema.

Em 2030, portanto, este deficit chegará a 19% do PIB, ou 478 bilhões de reais, quatro vezes superior ao de 2000, totalmente insustentável.

A soma destes sucessivos deficit crescentes de 2000 até 2030 totaliza o valor astronômico de aproximadamente 6.900.000.000.000 de reais, ou  6,9 trilhões.

Este é o valor de nossa dívida previdenciária não contabilizada pelo atual governo, o total dos direitos já adquiridos pela população.

Sete trilhões é uma quantia claramente impagável e que jamais será paga de fato.

O calote da previdência é inevitável e tecnicamente já ocorreu.

Todas as soluções paliativas, moderadas, conciliatórias, como as feitas até agora e pelo Governo FHC, somente postergam o problema por quatro anos para o próximo Presidente. Algo que acreditamos não mais será possível fazer.

A Emenda Constitucional 20, medida do Governo Fernando Henrique Cardoso, eliminando a possibilidade de aposentadoria proporcional de 25 anos com 70% do valor das aposentadorias, no fundo aumentou o custo destas aposentadorias em 42%  no futuro.

FHC deixou esta bomba relógio para o próximo governo.

A QUESTÃO POLÍTICA

Uma das táticas para esconder o problema é semântica.

O deficit não é somente de 40 bilhões como o governo alega. São 100 bilhões, 40 bilhões financiados por impostos, e 60 bilhões retirados da nova geração.

Estamos expropriando as contribuições de 60 bilhões da nova geração, valor que deveria estar sendo investido para suas próprias aposentadorias. 

É um estelionato contra a nova geração, que já se preocupa com ecologia e o que as velhas gerações irão lhes deixar. São mais de 70 milhões de eleitores.

No fundo, o que a velha geração criou foi uma enorme corrente da felicidade, onde a geração deles foi beneficiada com aposentadorias milionárias sem a necessidade de aporte ou poupança própria para tal fim.

Uma vez iniciada, esta bola de neve prejudicará TODAS as gerações seguintes.

Mais dia menos dia, uma simples questão de tempo, uma destas gerações irá se rebelar e quebrar a corrente.

Politicamente não existe muita saída.

Continuamos a administrar o rombo, postergando com medidas paliativas cada quatro anos para os próximos governos, arcando com estagnação econômica e violência, que já ocorre e somente irá agravar a situação.

Vamos deixar que o sistema se desmonte por revolução social, como já ocorre com os milhões de brasileiros que já optam pelo mercado informal.

Estudamos inúmeras soluções para resolver a questão previdenciária a contento, embora sua parametrização requeira o conhecimento detalhado dos números da previdência, que somente será possível depois da posse da nova equipe econômica.

Estas soluções permitem o retorno da poupança interna do país, o fim dos acordos com o FMI, à volta do crescimento de 7% a economia, a redução dos juros, o fortalecimento da empresa nacional.

O único problema será a questão dos direitos adquiridos.

Direitos Adquiridos.

A maioria dos aposentados acredita que possui direitos adquiridos a uma aposentadoria do Estado.

Afinal, contribuíram pelo período legal, cumpriram com o limite de idade e outras exigências.

Só que o dinheiro sumiu.

Há 30 anos a imprensa noticia que um problema na previdência seria inevitável, mas ninguém fez nada a respeito.

Temos direitos adquiridos sobre um fundo de aposentadoria que sumiu?

Ensina Hegel, em “Filosofia do Direito”, que só temos direitos adquiridos sobre bens, a casa que construímos, a poupança realizada em vida, mas nunca sobre o salário futuro de seres humanos.

Eles não podem ser escravos da velha geração, nem reféns de nossos erros.

Eles também têm direitos adquiridos, direitos naturais e direitos humanos de contribuir para as suas próprias aposentadorias.

Ninguém tem direito adquirido sobre pessoas, isto foi abolido no mundo inteiro, e chamava-se escravidão.

Rui Barbosa já consagrou este preceito no direito brasileiro quando os latifundiários reclamaram indenização de propriedade quando da abolição da escravatura. Queriam ressarcimento do Estado por propriedade expropriada.

Rui Barbosa julgou na época que nenhum latifundiário tinha direitos adquiridos sobre seres humanos, somente sobre bens. Temos meio caminho andado.

Isto não significa em hipótese alguma renegar a velha geração, especialmente as camadas mais humildes.

Mas teremos de trocar Direitos Adquiridos Individuais e Individualistas, por um conceito mais justo de Direitos Adquiridos Sociais.

Resolvida a questão dos direitos adquiridos poderemos então apresentar uma nova ordem social, um novo plano de aposentadoria em bases justas e igualitárias para os que já estão aposentados e vierem a se aposentar, dentro de uma justiça social que não prejudique a nova geração.

A nova geração, estimamos todos com menos de 40 anos, irá abdicar dos seus direitos adquiridos uma vez que fica claro que o sistema quebrou.

Irão optar por receber 60% mais nos seus salários direta e indiretamente, e investir em ativos produtivos fomentando o nosso crescimento em 7% ao ano, permitindo a criação de um imposto para a pobreza para combater a fome, permitindo o Brasil chegar a ser o segundo país no mundo em 30 anos.

Em 10 a 15 anos, investimentos em ações num cenário destes juntaria um pecúlio suficiente.

O Estado continuaria a bancar os excluídos, os indigentes e aqueles que por incompetência ou negligência não têm filhos dispostos a lhe garantir o sustento na velhice.

Trocaremos direitos adquiridos individuais, por direitos adquiridos sociais.

 

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Precisamos Mudar a Capital de Brasília, Já. https://blog.kanitz.com.br/mudar-a-capital/ https://blog.kanitz.com.br/mudar-a-capital/#comments Wed, 04 May 2016 14:27:03 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=19528   Tempo de leitura : 50 segundos   Brasília foi o início da corrupção do Estado, com obras superfaturadas desde o seu início. Pior ainda, Brasília foi um imenso erro de “economia desenvolvimentista”. Na época os economistas e geógrafos achavam que mudar a capital do Rio para o Centro do país geraria crescimento para o […]

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Tempo de leitura : 50 segundos

 

Brasília foi o início da corrupção do Estado, com obras superfaturadas desde o seu início.

Pior ainda, Brasília foi um imenso erro de “economia desenvolvimentista”.

Na época os economistas e geógrafos achavam que mudar a capital do Rio para o Centro do país geraria crescimento para o interior e integração nacional.

O Brasil era um país costeiro, ainda é, e estes intelectuais achavam que Brasília se tornaria um centro de distribuição do país, e geraria indústrias e desenvolvimento regional.

Jogamos bilhões fora, geramos um enorme ciclo de inflação que só terminou no Plano Real.

Isto porque boa parte de Brasília foi paga com dinheiro impresso e inflacionário.

Cinquenta anos depois o Brasil continua um país costeiro.

O centro de distribuição do Brasil surgiu sem a intervenção do Estado, se chama Uberlândia, bem abaixo de Brasília.

Brasília não atraiu uma única indústria.

É por isto que todos os políticos têm um único objetivo.

Tornar seus filhos também políticos ou terem altos cargos administrativos em vez de serem empreendedores.

É que os economistas desenvolvimentistas da época como Celso Furtado, Eugênio Gudin, esqueceram-se de propor a criação de ferrovias, sem a qual nenhuma indústria pesada e leve se instala.

Brasília é a única capital do mundo que não tem uma estação de trem, o centro da maioria das cidades.

Por isto Brasília criou toda uma “classe social” alienada da classe produtiva deste país, que só pensa num estado forte.

Distante do povo, os políticos vão para restaurantes tranquilos e se encontram para fazer acordos às escondidas sem nenhuma supervisão do povo no dia a dia.

Portanto, mudar a capital do Rio de Janeiro para Brasília foi mais um Erronomics monumental dos “desenvolvimentistas”.

Tanto é que nenhum verdadeiro desenvolvimentista, como engenheiro, orçamentista, operador logístico, administrador de empresas se mudou para Brasília. Somente os “economistas desenvolvimentistas” como Delfim Netto, Belluzzo, Cristovam Buarque, Nelson Barbosa e caterva.

Portanto, precisamos corrigir um erro.

Não estou propondo mudar a capital, e sim corrigir um enorme erro que está destruindo o Brasil.

Brasília jamais deveria ter existido.

Vou propor três soluções:

  1. Plebiscito propondo o fechamento da capital de Brasília, o novo local seria definido por uma comissão de notáveis a posteriori. Isto evitaria voto contrário das cidades perdedoras.
  1. Propor a volta para o Rio de Janeiro.
  1. Propor a mudança para Fortaleza, Porto Alegre ou outra capital.

Gostaria de ouvir opiniões.

Primeiro daqueles que querem manter o poder em Brasília.

 

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Eu Não Entendia Xongas de Administração https://blog.kanitz.com.br/eu-nao-entendia-xongas-de-petroleo/ https://blog.kanitz.com.br/eu-nao-entendia-xongas-de-petroleo/#respond Sun, 14 Feb 2016 09:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=577 Tempo de leitura: 50 segundos A Revista Piauí publica mais uma brilhante reportagem, onde no meio do texto encontramos a seguinte declaração de um ex-Presidente da Petrobras. “Eu não entendia xongas de petróleo.” Isto me fez lembrar uma outra entrevista que saiu no Jornal do Brasil. Economista: “Mas Fernando, eu não entendo xongas de privatização.” […]

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Tempo de leitura: 50 segundos

A Revista Piauí publica mais uma brilhante reportagem, onde no meio do texto encontramos a seguinte declaração de um ex-Presidente da Petrobras.

Eu não entendia xongas de petróleo.”

Isto me fez lembrar uma outra entrevista que saiu no Jornal do Brasil.

Economista: “Mas Fernando, eu não entendo xongas de privatização.”

FHC: “Fique tranquilo, leia dois livros e daqui um mês você assume.”

Meses depois no escândalo do grampo da Telebras, onde caiu até Ministro, este economista foi grampeado conversando com um amigo banqueiro.

“Estou muito estressado, quanto que é 50% de 1,8 bilhões?”

O que nos choca como cidadãos deste Brasil, é que detentores de dois cargos da maior importância vão à imprensa, e com certo orgulho,  falam em público:

“Olha como eu sou bom, eu não entendia xongas do assunto, e mesmo assim sobrevivi.”

O que choca engenheiros e administradores é outra coisa.

É que estes indivíduos aceitaram os cargos, sabendo que não entendiam xongas.

Não há a menor ética profissional, tudo é uma oportunidade de maiores desafios, de novo aprendizado.

É a velha história, “Aprenda Fazendo”, que infelizmente nossos Gestores acreditam. Não é necessário este tal diploma de administração, administração se aprende fazendo.

O que esquecem de dizer é que aprendem errando, errando, errando.

O segundo caso é mais penoso para mim, porque então Ministro João Sayad me convidou para ser o que teria sido o primeiro Secretário da Privatização.

Eu era um dos primeiros brasileiros formados em Administração por Harvard, tinha mais de 15 anos de experiência avaliando as 500 maiores empresas brasileiras.

Eu recusei porque minha ética profissional não me permitia.

Eu conhecia 50 pessoas mais competentes do que eu, chefes de M&A que sugeri fossem convidados e que eu sabia que aceitariam o desafio.

Errei. Como vimos, o cargo vai para pessoas de estrita confiança e não estrita competência.

Essa é mais uma diferença entre o Gestor, que meus leitores Psicólogos, Advogados e Economistas, acham normal, e a visão do Administrador.

Hoje obviamente me arrependo, sabendo que pessoas que entendiam xongas aceitariam o cargo.

Pelo menos, eu sabia usar uma HP 12C.

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Socialistas x Conservadores. Parte 4 https://blog.kanitz.com.br/socialistas-x-conservadores-4/ https://blog.kanitz.com.br/socialistas-x-conservadores-4/#comments Wed, 20 Jan 2016 14:36:06 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=19108   Tempo de leitura: 1 minuto   Socialistas tendem a ser as pessoas mais nômades de uma sociedade. Conservadores tendem a ser as pessoas mais sedentárias de uma sociedade, aquelas que acreditam em melhorar a comunidade em que você mora e não abandoná-la. Conservadores tendem a ser os mais otimistas com relação às suas cidades, socialistas […]

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Socialistas tendem a ser as pessoas mais nômades de uma sociedade.

Conservadores tendem a ser as pessoas mais sedentárias de uma sociedade, aquelas que acreditam em melhorar a comunidade em que você mora e não abandoná-la.

Conservadores tendem a ser os mais otimistas com relação às suas cidades, socialistas os mais pessimistas.

Socialistas em vez de melhorá-la ou “conservá-la” migram para outra cidade que lhes ofereça maiores oportunidades.

Lula, que poderia ter tirado Garanhuns da miséria em que ela vive até hoje, abandonou sua cidade natal para poder desfrutar do Capitalismo pujante, de São Paulo.

Lula foi o filho pródigo que Garanhuns esperava um dia ter. Inteligente, articulado, poderia ter sido o primeiro empreendedor que Garanhuns teve em 500 anos.

Mas em vez de retribuir a todos aqueles que o educaram e o cuidaram na infância, ele os abandonou para uma vida melhor “danem-se meus amigos de infância”.

Como migraram Dilma, José Dirceu, Jacques Wagner, Paul Singer e o FHC, que é carioca e não paulista.

Conservadores não acreditam em “salvar” o mundo, e sim em melhorar as condições das pessoas com quem convivem, e jamais abandoná-las.

Vinte anos atrás criei um site o www.voluntarios.com.br, onde eu apresento, até hoje, as entidades beneficentes que ajudam os outros mais próximos da sua casa.

Se você é um jovem Socialista que quer salvar o mundo, por favor, comece salvando as pessoas carentes a 1.000 metros da sua casa.

Aquelas que precisam desesperadamente da sua ajuda, enquanto você faz política estudantil na Faculdade para salvar o mundo.

Seja um voluntário no seu próprio bairro, acesse www.voluntarios.com.br.

 

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Realismo Financeiro https://blog.kanitz.com.br/nominalismo-e-realismo-financeiro/ https://blog.kanitz.com.br/nominalismo-e-realismo-financeiro/#comments Mon, 28 Dec 2015 12:37:11 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=14123   Tempo de leitura: 65 segundos   No Brasil, nenhum investidor sabe qual a taxa de juros oferecida pelo governo por mais incrível que esta afirmação possa parecer. As taxas de “juros” no Brasil não são juros, apesar dos nossos Ministros da Fazenda jurarem o contrário. Estes “juros” que estão aí são a soma de juros […]

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Tempo de leitura: 65 segundos

 

No Brasil, nenhum investidor sabe qual a taxa de juros oferecida pelo governo por mais incrível que esta afirmação possa parecer.

As taxas de “juros” no Brasil não são juros, apesar dos nossos Ministros da Fazenda jurarem o contrário.

Estes “juros” que estão aí são a soma de juros mais inflação.

Confuso, não? Mas este é justamente o objetivo do governo, vender gato por lebre.

O governo diz que lhe pagará 10% de Selic, por exemplo.

Só que seu dinheiro será devolvido após um ano, 8% desvalorizado pela inflação do período, ou até mais, nunca se sabe qual será a inflação 12 meses para frente.

 

Selic                                                                          10%

Desvalorização do seu dinheiro pela inflação       -8%

Juros efetivamente pagos pelo Governo                  2%

 

Digamos que você aplicou R$ 1.000,00 em títulos públicos.

Seu investimento de R$ 1.000,00, depois de uma inflação de 8% é desvalorizado para R$ 920,00 pagos no final do ano.

Mais os “fantásticos” juros de 10%, você terá R$ 100,00 a mais, total R$ 1.020,00.

Se você não consegue perceber que os juros que você está efetivamente recebendo é 2%, esqueça de investir na vida.

Ou seja, é menor ainda do que os 2% implicados na primeira tabela.

Além deste óbvio engano perpetuado por todos os Partidos existentes e seus Ministros da Fazenda, o pior está por vir.

Ninguém sabe por certo quanto será a inflação no próximo ano, quem diz que será de 8%?

Você compraria títulos sem saber qual os juros, os 1,8% deste exemplo, que você irá receber?

Claro que não!

E por que o fazem então?

E os que compram nossos títulos só o fazem porque embutem uma enorme taxa de risco para cobrir esta incerteza. Ou seja, só compram títulos se o governo oferecer 12% ou 13%.

Mesmo que a inflação do período acabe sendo os 8% de fato.

Você compraria um título do Tesouro sem saber qual a taxa de juros oferecida?

Você compraria um título de quinze anos do governo sem saber qual será a taxa de juros e a inflação de 2034?

Por isto, poucos o fazem.

O Partido Bem Eficiente irá determinar que:

  • OS JUROS SERÃO CLAROS E PRÉ-DETERMINADOS

Em vez de prometer metas inflacionárias com banda alta, média e baixa, que ninguém mais acredita, o Partido BEM EFICIENTE  emitirá títulos públicos que estabeleçam os juros reais antecipadamente, de forma clara, sem previsões nem surpresas, como era a caderneta de poupança antigamente.

Se o juro de mercado for de 6%, este será o juro que os títulos irão pagar, garantido pelo governo.

Ninguém terá de contratar economistas para estimar a inflação futura para saber qual o juro que irá receber.

Não será necessário estabelecer metas inflacionárias para que o investidor tenha uma vaga ideia do juro que o governo irá pagar.

Publicaremos este juro em todos os jornais do país, ninguém precisará adivinhar a inflação futura.

Infelizmente, quando o Banco Central reduz, digamos, os juros de 18,5% para 17,5% a maioria dos aplicadores e formadores de opinião acredita que os juros baixaram, especialmente quando noticiado com enormes manchetes de jornais.

Não percebem que não foram os juros que foram reduzidos, mas sim a Taxa PerasComMaçãs.

A CORREÇÃO MONETÁRIA E A INDEXAÇÃO NÃO FORAM ELIMINADAS

Curiosamente, o fim da indexação é considerado uma das conquistas do Plano Real.

Mas a correção monetária e a indexação continuam, e ninguém percebeu.

Agora indexam os juros e não a aplicação como antigamente.

Agora a inflação estimada é embutida nos juros, antigamente a inflação real era acrescida à sua aplicação.

Antigamente você recebia de volta exatamente o que você aplicou.

Depois do Real, você recebe sua dívida corroída pela inflação.

Corrigem os juros, embutindo neles a inflação, em vez de corrigir o principal como antigamente. Portanto, não acabaram com a correção monetária.

Simplesmente trocaram a base da indexação, e para pior.

Qual a lógica em dificultar a vida dos pequenos empresários no curto prazo com juros altos, se a maioria não irá sobreviver para poder pagar a dívida corroída pela mesma inflação?

Não há como eliminar a inflação do sistema financeiro, como querem os economistas.

A única escolha que um economista tem é indexar a dívida como se fazia antigamente, ou indexar os juros como querem os economistas do Plano Real.

Investidores sempre irão se proteger da inflação de alguma forma ou de outra, mas colocar a inflação nos juros é um erro que se tem cometido há décadas.

Constitui um erro elementar de precificação do custo do dinheiro.

Indexar os juros aumenta-os para níveis estratosféricos.

Enquanto que indexar a dívida, como era feito antigamente, mantém o juro baixo e garante que o investidor receba exatamente o que aplicou.

 

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