NOSSOS MAIORES PROBLEMAS E SUAS SOLUÇÕES - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/nossos-maiores-problemas/ Blog para se Pensar Tue, 07 Jul 2026 14:12:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 https://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2021/06/stephenkanitz-favicon-150x150.png NOSSOS MAIORES PROBLEMAS E SUAS SOLUÇÕES - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/nossos-maiores-problemas/ 32 32 A Gerontocracia e a Encruzilhada dos Jovens de Hoje https://blog.kanitz.com.br/a-gerontocracia-e-a-encruzilhada-dos-jovens-de-hoje/ https://blog.kanitz.com.br/a-gerontocracia-e-a-encruzilhada-dos-jovens-de-hoje/#comments Sun, 30 Mar 2025 13:21:55 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29911 O conflito geracional nunca esteve tão acirrado quanto hoje. As gerações Z e Y, chamadas de “preguiçosas” ou “ingratas”, olham para os Baby Boomers e enxergam mais que uma simples diferença de valores: um legado de promessas quebradas e um mundo em “ruínas”. Se antes as disputas eram entre esquerda e direita, agora o verdadeiro […]

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O conflito geracional nunca esteve tão acirrado quanto hoje.

As gerações Z e Y, chamadas de “preguiçosas” ou “ingratas”, olham para os Baby Boomers e enxergam mais que uma simples diferença de valores: um legado de promessas quebradas e um mundo em “ruínas”.

Se antes as disputas eram entre esquerda e direita, agora o verdadeiro embate parece ser geracional.

Os Baby Boomers viveram um período de crescimento econômico, com acesso à educação e a ilusão de progresso infinito. Exploração de recursos parecia inesgotável, e o impacto ambiental era ignorado.

Mas, em vez de usarem sua posição privilegiada para criar um futuro sustentável, consolidaram estruturas que priorizaram lucros a curto prazo e perpetuaram sistemas com políticos obsoletos.

Os piores governam, não saem mais. Criaram a “ditadura dos partidos”.

A encruzilhada dos jovens:

Hoje, o mercado de trabalho é precário, a educação não garante dignidade, habitação virou luxo, e as mudanças climáticas ameaçam o futuro.

Pior, decisões seguem nas mãos de líderes de uma geração que insiste em manter o controle. A gerontocracia — domínio dos mais velhos — paralisa as mudanças que os jovens clamam.

O custo da estagnação:

Nos parlamentos, conselhos e corporações, Boomers ainda dominam. Governam um mundo que não compreendem e ignoram uma sociedade digital, globalizada e em crise climática.

Enquanto isso, jovens pagam a conta de escolhas irresponsáveis.

O real inimigo:

O problema não é odiar indivíduos, mas reconhecer o impacto estrutural de uma geração que falhou em preparar o terreno para a próxima.

A gerontocracia resiste ao progresso enquanto perpetua modelos econômicos e sociais insustentáveis.

O que fazer?

Os jovens precisam ocupar espaços de poder, substituir a gerontocracia por uma meritocracia geracional e moldar o futuro que viverão.

Boomers que desejam um legado positivo devem apoiar como mentores, não líderes. A encruzilhada não é esquerda ou direita, mas submissão ou transformação. E essa transformação exige o fim do domínio de uma geração que falhou em cuidar do amanhã.

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O Brasil Não É Um País Capitalista https://blog.kanitz.com.br/o-brasil-nao-e-um-pais-capitalista/ https://blog.kanitz.com.br/o-brasil-nao-e-um-pais-capitalista/#comments Tue, 16 Apr 2024 21:54:09 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29657 Esse é um dos maiores erros cometidos por nossos intelectuais, economistas e marxistas de esquerda. O Brasil não é Capitalista porque não temos o capital mínimo e necessário para ele funcionar. Capitalismo sem Capital simplesmente não funciona, nem “capitalismo” é. Simples assim. Jovens de esquerda jogam sua juventude fora numa batalha equivocada. O Socialismo nunca […]

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Esse é um dos maiores erros cometidos por nossos intelectuais, economistas e marxistas de esquerda.

O Brasil não é Capitalista porque não temos o capital mínimo e necessário para ele funcionar.

Capitalismo sem Capital simplesmente não funciona, nem “capitalismo” é. Simples assim.

Jovens de esquerda jogam sua juventude fora numa batalha equivocada.

O Socialismo nunca funcionou pela mesma razão, porque até combatem esse capital mínimo e necessário, que é grande contradição do Socialismo que a esquerda custa a perceber.

Sem o capital mínimo necessário as empresas já começam mal, demoram para crescer, quebram na primeira recessão ou crise bancária, nunca chegam ao pleno emprego, nunca tem condições de remunerar trabalhadores e acionistas o justo e necessário.

Quase todas as construtoras brasileiras nos últimos 50 anos começavam sem o capital mínimo necessário, isso era tão óbvio é claro, e quase todas já quebraram.

O grande erro de Karl Marx foi não ter desenvolvido o conceito de “capital mínimo necessário” muito menos o conceito de “Capital Adequado”.

“Karl Marx never discussed “adequate and necessary” capital as a specific subject”. Chat GPT.

Marxistas partem da premissa que o capital é abundante mas mal distribuído. Capital é escasso quanto mais pobre o país for, justamente o contrário.

É como concluir que antibióticos não funcionam só por que médicos deram doses pequenas.

De fato na época de Karl Marx, muitas empresas capitalistas começaram subcapitalizadas, especialmente as médias e pequenas, e por isso pagavam mal e atrasado.

Marx porém observou a amostra errada e não analisou as 500 maiores da época.

Na minha primeira edição das 500 maiores em 1974 ficou evidente esse fato, e eu publicava uma tabela todo ano alertando nossos economistas deste fato.

Mas isso é má administração financeira e não perversidade capitalista.

A maioria dos brasileiros sequer analisam o “capital mínimo necessário e suficiente” para crescer e os sustentar no seu primeiro emprego

Um erro infantil de início de carreira que pode ser fatal.

Nossos sindicatos fazem greve por maiores salários, mas nunca por maior segurança no trabalho e mais aporte de capital dos acionistas.

A verdade nunca dita é que capitalismo com capital suficiente e adequado mais do que funciona e foi ele que tirou 90% do mundo da pobreza.

Menos para os que vivem no Socialismo onde começam afugentando o capital, proíbem o lucro que lentamente geraria o capital que tanto precisam e mantém o povo em baixa produtividade e pobres.

Como no Brasil.

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Da Inviabilidade  Eleitoral da Direita https://blog.kanitz.com.br/da-inviabilidade-eleitoral-da-direita-2/ https://blog.kanitz.com.br/da-inviabilidade-eleitoral-da-direita-2/#comments Mon, 12 Feb 2024 16:39:34 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29644 A direita não será reeleita jamais

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A direita jamais será eleita no futuro do Brasil.

E se a direita for eventualmente eleita por um lapso da história, como ocorreu com Collor e Bolsonaro, jamais será reeleita.

Como de fato não foram Collor e Bolsonaro.

E ambos foram proibidos de se reelegerem no futuro, afastados do poder.

Verdade seja dita em ambos os casos, a direita foi um vencedor improvável e inesperado, e nem os liberais nem os conservadores brasileiros os apoiaram inicialmente.

A razão pela qual a direita nunca mais será eleita é a mesma que ocorre em Cuba, Rússia, Albânia, Coreia do Norte, Vietnã etc.

Após 50 anos de governos de esquerda, o povo esquece a maioria das competências e necessidades para viver em liberdade ou numa democracia liberal.

No Brasil, o povo não sabe mais como escolher bons médicos, porque quem decide os médicos é o Estado.

Não saberiam escolher psicólogos, porque é o Estado que escolhe quando são necessários, independente da linha de terapia ser freudiana, rolfiana, centrada no paciente ou kleiniana.

Não sabemos nem precisamos escolher as escolas e os professores de nossos filhos nem a filosofia educativa a ser empregada. É tudo igual do Oiapoque ao Chuí.

Quem está no Bolsa Família há 10 anos já esqueceu sua profissão e não acompanhou as inovações do período. Vai depender de bolsas para o resto da vida.

Brasileiros não sabem aplicar seu FGTS, é o Estado que decide.

Não saberíamos como aplicar os 28% que nos são retirados em impostos da previdência, garantindo assim uma aposentadoria de fato.

Nossos liberais erram já de início ao lutarem por liberdade, porque não saberíamos como usar essa liberdade de escolha mesmo que a tivéssemos.

Tanto é que o povo brasileiro é conservador, mas vota na esquerda porque já não sabe cuidar de si.

O mundo poderá até estar caminhando lentamente para a direita, mas os eleitores votarão na esquerda porque não sabem viver em outro tipo de regime.

Por isso, a estratégia dos liberais e conservadores não deveria ser querer serem eleitos, para depois perder as eleições.

A luta é muito mais simples.

Lutar para que aqueles que queiram escolher seus médicos, administrar seu FGTS, aplicar pessoalmente suas reservas previdenciárias, escolher a escola de seus filhos, entre outros, possam fazê-lo.

Quem quiser renunciar a uma aposentadoria do Estado, estaria livre para aplicar os 28% de contribuições previdenciárias num fundo de pensão de sua própria escolha, por exemplo. Idem com o FGTS.

Somente seremos livres se nossas escolas passarem a ensinar todos os brasileiros a serem capazes de cuidar de si e não depender eternamente do Estado.

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Não Foi Perón Que Destruiu a Argentina, Mas Sim Raúl Prebisch https://blog.kanitz.com.br/nao-foi-peron-que-destruiu-a-argentina-mas-sim-raul-prebisch/ https://blog.kanitz.com.br/nao-foi-peron-que-destruiu-a-argentina-mas-sim-raul-prebisch/#comments Tue, 02 Jan 2024 13:29:26 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29622 Termos de troca

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Raúl Prebisch, filho de um imigrante alemão e contador de banco, nutria uma forte aversão aos grandes produtores de cana-de-açúcar argentinos, que considerava a classe dominante. Ele dedicou sua vida a tentar diminuir o poder desta classe.

Prebisch foi o economista mais influente na CEPAL, impactando não só a geração de economistas argentinos, mas também brasileiros, como José Serra, Luciano Coutinho, Guido Mantega e Dilma Rousseff, além de instituições como a Unicamp.

Ele defendeu a industrialização da Argentina como meio de enfraquecer o monopólio de poder da classe agrícola dominante, implementando políticas como a utilização de subsídios e proteção tarifária.

Prebisch optou pela política econômica de Substituição de Importações, em contraste com o modelo de Exportações adotado por países como Japão, Coreia do Sul e China.

Seu argumento baseava-se em um gráfico teórico, que propunha que as elasticidades da agricultura e os termos de troca favoreciam a industrialização em detrimento da agricultura.

Propôs que carros americanos da Ford, anteriormente importados pela elite, fossem produzidos localmente na Argentina, utilizando a marca e a rede de distribuidores já existente, assim como outros produtos importados.

Contudo, na época, a Argentina tinha apenas cerca de 10 milhões de habitantes, dos quais somente 500.000 eram considerados ricos, uma base insuficiente para sustentar uma indústria de produção em massa.

Essa política levou Argentina e Brasil a desenvolverem indústrias economicamente inviáveis, sustentadas por subsídios e preços internos muito elevados.

Essa situação deu origem ao Peronismo e ao Petismo, com sindicalistas descontentes que continuam a ter influência na Argentina e novamente no Brasil.

Portanto, não foi o Peronismo que destruiu a Argentina, mas sim a abordagem de Raúl Prebisch, que enfraqueceu a competitiva agricultura argentina.

No Brasil, similarmente, negligenciamos nossa agricultura por 50 anos, criando uma indústria hoje obsoleta.

Felizmente, como a agricultura é o setor menos regulado e taxado do Brasil, estamos agora no caminho certo.

Não fosse esse retrocesso, espero temporário, de reconduzir ao poder o sindicalismo que tanto prejudicou a Argentina e o Brasil.

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A Importância da Contabilidade na Educação Básica Para Promover a Literacia Financeira  https://blog.kanitz.com.br/a-importancia-da-contabilidade-na-educacao-basica-para-promover-a-literacia-financeira/ https://blog.kanitz.com.br/a-importancia-da-contabilidade-na-educacao-basica-para-promover-a-literacia-financeira/#comments Wed, 27 Dec 2023 10:49:03 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29618 Educação contábil

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Como Ministro da Educação, uma das minhas iniciativas primordiais seria a implementação de um módulo introdutório de Contabilidade em todos os currículos do ensino médio. 

Esta medida teria o objetivo de equipar os estudantes com ferramentas essenciais para o gerenciamento eficiente de suas finanças pessoais, contribuindo assim para a prevenção contra práticas fraudulentas.

A Contabilidade, mais do que uma mera disciplina técnica, oferece uma perspectiva dualística essencial para a compreensão da realidade financeira e econômica. 

Esta perspectiva bifocal, encapsulada nos conceitos de débito e crédito, permite uma análise mais profunda e equilibrada das transações e dos eventos econômicos. 

Diferentemente de outras ciências que tendem a adotar uma abordagem unidimensional, a Contabilidade incita o indivíduo a questionar e a analisar as implicações bidirecionais de qualquer ação financeira. 

Por exemplo, ao considerar a aquisição de um direito, como uma aposentadoria, sob a ótica contábil, questiona-se imediatamente a fonte da obrigação correspondente, ilustrando assim o princípio de que os direitos de uma parte são frequentemente as obrigações de outra.

Quando alguém me diz que possui um Direito Adquirido, eu sempre respondo “Contra Quem?”

Economistas, advogados, jornalistas normalmente respondem “Como contra quem, contra ninguém, é um direito meu.”.

99% dos brasileiros contribuem com 28% dos seus salários, e não pensam duas vezes para onde este dinheiro vai. 

Assustador que seus pais que contribuíram por 30 anos, nunca pensaram no Débito, onde aquela dinheirama toda está sendo investida, se é que está.

Mas um contador saberá que os aposentados se aposentam retirando dinheiro da nova geração, o famoso pacto entre gerações que vocês nunca assinaram. 

A análise contábil se estende também ao domínio dos investimentos públicos, como a compra de títulos do governo. 

Enquanto um leigo pode ver apenas o aspecto do crédito, um profissional contábil irá explorar a natureza do débito associado, avaliando a sustentabilidade e a eficácia do uso dos recursos. 

Essa dualidade de visão é vital não apenas para as finanças pessoais, mas também para a compreensão mais ampla das políticas econômicas e fiscais. 

A falta de conhecimento em Contabilidade por parte de muitos economistas, por exemplo, pode levar a uma interpretação simplista de conceitos como o regime de caixa e de competência, confundindo assim a análise econômica.

Portanto, a Contabilidade não é apenas uma ferramenta para a prosperidade individual, mas também um componente crítico para o entendimento e a análise crítica das políticas econômicas e sociais. 

A inclusão dessa disciplina no currículo escolar poderia ser um passo significativo na direção de uma sociedade mais informada e financeiramente responsável.

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Meu Encontro com Lula https://blog.kanitz.com.br/meu-encontro-com-lula/ https://blog.kanitz.com.br/meu-encontro-com-lula/#comments Tue, 26 Dec 2023 11:58:10 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29611 Meu encontro com Lula

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Foi em 2001, e Lula, mais uma vez candidato à Presidência, desejava discutir economia com pessoas diferentes dos usuais intelectuais do PT.

Seu contador, Antoninho Trevisan, reuniu Walter Appel, Guilherme Leal, Luiz Cezar Fernandes e eu para compartilharmos nossa visão dos grandes problemas nacionais.

Guido Mantega estava acompanhando Lula.

Na minha vez de falar eu apontei o que achava que era o problema mais urgente e importante.

Disse eu: “O problema número um é o sistema de previdência por repartição, onde o Estado retira 28% dos salários dos trabalhadores jovens para pagar as aposentadorias da velha geração de funcionários públicos, professores de sociologia e idosos em geral.

Isso mantém os jovens eternamente pobres, forçados a se endividar, enquanto o país fica sem recursos financeiros a longo prazo, ideais para o financiamento empresarial.

Se esses 28% não fossem gastos, mas investidos para o futuro, estaríamos hoje com 16 trilhões em fundos de pensão, o equivalente a 45 BNDES.

Se você não realizar imediatamente uma reforma no primeiro ano de governo, uma reforma conforme a Constituição manda no artigo 201 “observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial“ o Brasil não crescerá nos próximos 30 anos.

Além disso, nossa produtividade permanecerá estagnada, nossos jovens continuarão pobres, e nossos juros reais permanecerão elevados.

Hoje, temos um sistema em que os jovens são escravizados pelos mais velhos, algo inaceitável no século 21.”

Era algo que eu já vinha escrevendo, inclusive na Veja há 20 anos. Portanto, estava bem a par do assunto.

Discutimos por cerca de três horas vários assuntos e ao final, Lula agradeceu nossa contribuição e disse:

“Ainda bem que, segundo o Kanitz, eu já sou aposentado, pois isso significa que já garanti o meu.”

Não publiquei essa declaração porque foi dita em tom de brincadeira e o encontro era confidencial.

Mas não pude deixar de pensar que isso era típico do PT, e tudo o que eles defendiam e ainda defendem até hoje.

Direitos e mais direitos, direitos adquiridos em detrimento da nova geração, dos mais pobres, pois acima de R$ 7.000,00 por mês, aos ricos não incide INSS.

Lula tinha condições, com sua popularidade, de mudar o país, acabar com a escravidão dos jovens, reduzir a taxa média dos juros, fazer o país crescer com caixa e não dívidas, como fez, enquanto o problema estava em seu início, em 2002.

Hoje, a dívida da nova geração com a velha é de 136 trilhões de reais, o custo de uma transição para um regime de acumulação solidária.

O fato de que essa dívida agora é 80% impagável significa que idosos literalmente morrerão de fome, não poderão se aposentar e terão que competir com os jovens por empregos.

Vinte anos de governos do PT, onde esse problema foi deliberadamente escondido por economistas como Guido Mantega, que afirmou no encontro que “não havia deficits”, selaram nosso futuro, que será de um enorme conflito intergeracional.

Jovens recusando pagar o INSS e economistas achando outras formas de taxá-los.

Fico incrédulo como nossos intelectuais ignoraram esse problema, e o pouco apoio que tive nesses 50 anos.

Alertando quase todo ano sobre esse problema desde 1983, sem um sinal nem da velha geração nem da nova, como o MBL, condenados à pobreza por direitos supostamente adquiridos, mas não são.

Seremos uma nação de escravos, como de fato já somos.

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Comunidade e Comunitarismo https://blog.kanitz.com.br/comunidade-e-comunitarismo/ https://blog.kanitz.com.br/comunidade-e-comunitarismo/#comments Sun, 24 Dec 2023 09:14:55 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29604 Introdução ao Comunitarismo

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A direita e o liberalismo estão tão desgastados por erros cometidos no passado que dificilmente irão ressurgir. 
Administração nos ensina inclusive que marcas desgastadas ou queimadas nunca mais se recuperam, por isso o certo é desenvolver outra ideologia política, mais adequada aos tempos modernos.
Com o fim do movimento pendular da globalização, minha previsão é um retorno lento à Idade Média, fim das megalópoles, volta das cidades agrícolas, volta do localismo, da comunidade e do comunitarismo, do near and friendly.

Fiz um resumo de um excelente artigo de João Pedro Schmidt.

“Comunidade é um conceito presente em todas as grandes religiões mundiais, como o judaísmo, o cristianismo, o islamismo e o budismo, e em todos os grandes sistemas de pensamento. 

A tradição milenar assegura ao termo presença no vocabulário de todas as principais línguas: Koinonía (grego), Communitas (latim), Kehilla [kehillah] (hebraico), Umma ou Ummah (árabe), Sangha (sânscrito), Shèq’ (chinês), Samud’ya (híndi), Komyuniti (japonês), Soobshchestvo (russo), Community (inglês), Commu- nauté (francês), Gemeinschaft (alemão), Comunidad (espanhol) e Comunità (italiano), entre outras.

Para Robert Nisbet, a história é fundamentalmente a história das ideias e dos ideais humanos quanto à comunidade e à anticomunidade. 

(A esquerda foi sempre contra a comunidade, a cooperação humana, a filantropia, o altruísmo recíproco, dos valores espirituais associados à religião e ética comunitária. 

O Estado comanda nossas vidas, não as milhares de comunidades.)

O autor emprega o termo comunidade no seu sentido de “relações entre indivíduos que são marcadas por um alto grau de intimidade pessoal, de coesão social ou compromisso moral, e de continuidade no tempo”. (Nisbet, 1982, p. 13) 

Elemento central da cristandade medieval, mas recusada por grande parte do pensamento iluminista moderno, a comunidade é redescoberta no pensamento social europeu ao longo do século XIX e assume relevância crescente ao longo do século XX, mantida nos dias atuais. 

Após a II Guerra Mundial, lembra Will Kymlicka (2003), o ideal de comunidade foi posto de lado pelos intelectuais.

Uma consequência da ressignificação autoritária do ideal comunitário pelos ideólogos socialistas, comunistas, nazistas e nacionalistas, além da pouca atenção que lhe foi dada pela vertente predominante do pensamento liberal. 

Usualmente, quando se fala de comunitarismo entre nós, tem-se em mente não mais que alguns autores (Alasdair MacIntyre, Michael Walzer, Robert Nisbet, Charles Taylor), que, aliás, não se autodenominavam comunitaristas. 

O comunitarismo é o pensamento que se preocupa fundamentalmente com a comunidade – e não com o Estado ou o mercado.” 

(Por hoje é só, mas todos meus artigos normalmente  são embasados no Comunitarismo, bem como meus sites filantropia.org, voluntarios.com.br, thinkers-Brasil.org e o Prêmio Bem Eficiente.) 

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Ensinando Crianças a Escrever aos 5 Anos? https://blog.kanitz.com.br/ensinando-criancas-a-escrever-aos-5-anos/ https://blog.kanitz.com.br/ensinando-criancas-a-escrever-aos-5-anos/#comments Sun, 26 Nov 2023 20:04:07 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29560 Há mais de 500 anos, nosso ensino está voltado primordialmente para ensinar nossas crianças, jovens e adolescentes a escrever, letra por letra, sílaba por sílaba. Por quê? O correto seria postergar a escrita para muito mais tarde. Primeiro, segundo a lógica, crianças e professores deveriam usar esse tempo para compreender as 30.000 palavras que nossas […]

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Há mais de 500 anos, nosso ensino está voltado primordialmente para ensinar nossas crianças, jovens e adolescentes a escrever, letra por letra, sílaba por sílaba. Por quê?

O correto seria postergar a escrita para muito mais tarde.

Primeiro, segundo a lógica, crianças e professores deveriam usar esse tempo para compreender as 30.000 palavras que nossas crianças ouvem dos pais todos os dias, a maioria das quais não entendem.

Para que ensinar a escrever, se ainda não entendem 80% do que é dito?

Se não sabem ainda adjetivos, advérbios, nem formar sentenças verbalmente.

Além de saberem 30.000 palavras como ‘gato’ e ‘preto’, elas têm de aprender o significado de mais 800.000 combinações, como ‘gato preto’ e seus significados especiais.

Aprendem a escrever ‘pobreza’, mas não sabem o que é ‘pobreza temporária’, ‘optar pela pobreza’, ‘pobre de espírito’.

Por que ensinar a escrever, se crianças só começam a usar advérbios após os 10 anos de idade?

Professores ensinavam primeiro a escrever e não a falar, que seria o mais óbvio, porque, por 1.500 anos, não existiam livros didáticos. Primeiro, as crianças precisavam escrever a aula em cadernos para depois poder estudar e decorar.

Usando a lógica dos Princípios Elementares de Raciocínio, a pergunta que deveríamos fazer é: por que ensinar a escrever, se crianças e adolescentes não possuem absolutamente nada de novo a dizer?

Se ninguém, além dos pais, vai ler, melhor seria recitar um poema, que era a forma antiga de manter algo na memória.

Adultos só escrevem ‘papers’, livros e teses quando têm algo para dizer, divulgando coisas novas para outras pessoas distantes.

Nesse caso, geralmente são os 10.000 estudiosos que assinam revistas acadêmicas ou compram um livro em particular.

Ensinar filhos a escreverem trabalhos que ninguém vai ler não é educação. É gerar frustração e revolta.

Eu dei mais de 50 palestras sobre o tema antes de escrever ‘O Brasil Que Dá Certo’.

Comecei falando, percebendo as reações, aprimorando o texto que escreveria somente anos depois.

Nossos brilhantes pedagogos estão invertendo a ordem natural das coisas sem saberem o porquê.

Saber falar bem vem sempre antes de escrever mal.

Isso deveria ser tão óbvio para pais, mães, pedagogos e ministros da Educação, mas não é.

Criar ideias novas, criar ciência, saber relatar observações profundas só ocorrem depois dos 30 anos, e olhe lá.

E, além do mais, hoje temos a tecnologia do vídeo, muito mais eficiente do que o livro e com maior índice de retenção.

Nossas crianças e nossos jovens precisam primeiro aprender a falar com as pessoas ao seu redor, e não a escrever para pessoas distantes e, teoricamente, no futuro.

Nossas crianças precisam convencer as pessoas ao seu redor sobre seus desejos e suas ideias, de forma oral e não escrita.

Ouvir, falar, ler e escrever. Esta é a ordem correta.

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Os Discursos de Posse do Bolsonaro, Lula e Milei https://blog.kanitz.com.br/os-discursos-de-posse-do-bolsonaro-lula-e-milei/ https://blog.kanitz.com.br/os-discursos-de-posse-do-bolsonaro-lula-e-milei/#comments Tue, 21 Nov 2023 09:33:58 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29545 Qual Foi Melhor? Na minha opinião foi o do Milei, que deixou bem claro que levaria 35 anos para refazer o estrago socialista do Peronismo, que quebrou a Argentina. E, que medidas drásticas e não conchavos meia boca teriam que ser tomados.  Bolsonaro não alertou esse senso de urgência, de que postergamos problemas demais. Minha […]

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Qual Foi Melhor?

Na minha opinião foi o do Milei, que deixou bem claro que levaria 35 anos para refazer o estrago socialista do Peronismo, que quebrou a Argentina. E, que medidas drásticas e não conchavos meia boca teriam que ser tomados. 

Bolsonaro não alertou esse senso de urgência, de que postergamos problemas demais. Minha primeira crítica ao governo Bolsonaro, foi que o discurso de posse do economista Paulo Guedes não mostrava crise nem urgência. 

(Cumprirei o teto dos gastos, quando deveria mostrar que estamos gastando 1 trilhão de reais a mais que arrecadamos para tal. Número grande demais para ignorar.)

Lula, leia mais embaixo, mentiu do início ao fim, leu o que escreveram para ele.

Afirmou com todas as linhas que fará do Brasil uma Argentina, “vou reintroduzir a política de substituição das importações” , produzir aqui o que importamos de fora.

Decidam vocês.

Do Bolsonaro 2018:

“Vamos valorizar a família.

Pretendo partilhar o poder com Estados e Municípios (e não Partidos e seus políticos.

Teremos Mais Brasil menos Brasília.

Cuidarei da Infraestrutura e Saneamento Básico. Vou incentivar o ensino técnico para um emprego, e não o ensino ideológico para uma militância política.

Darei ênfase a maior produtividade, especialmente do setor agrícola, defenderei a meritocracia.

Montei uma equipe técnica e não de políticos, a  porta de entrada da corrupção e ineficiência. Não gastarei mais do que se arrecada.

Teremos menos burocracia, regulamentações.”

Lula 2023:

“Nunca os recursos do Estado foram tão desvirtuados em proveito de um projeto autoritário de poder. 

Nunca a máquina pública foi tão desencaminhada dos controles republicanos. 

Nunca os eleitores foram tão constrangidos pelo poder econômico e por mentiras disseminadas em escala industrial.

Apesar de tudo, a decisão das urnas prevaleceu, graças a um sistema eleitoral internacionalmente reconhecido por sua eficácia na captação e apuração dos votos. Foi fundamental a atitude corajosa do Poder Judiciário.

No meu primeiro mandato disse que a missão de minha vida estaria cumprida quando cada brasileiro e brasileira pudesse fazer três refeições por dia.

Ter de repetir este compromisso no dia de hoje – diante do avanço da miséria e do regresso da fome, – é o mais grave sintoma da devastação que se impôs ao país.

Diante do desastre orçamentário que recebemos, apresentei ao Congresso Nacional propostas que nos permitam apoiar a imensa camada da população que necessita do Estado para, simplesmente, sobreviver

A liberdade que sempre defendemos é a de viver com dignidade, com pleno direito de expressão, manifestação e organização.

A liberdade que eles pregam é a de oprimir o vulnerável, massacrar o oponente e impor a lei do mais forte acima das leis da civilização. O nome disso é barbárie.

Estou assinando medidas para reorganizar as estruturas do Poder Executivo, (escolhendo políticos e não técnicos) de modo que voltem a permitir o funcionamento do governo de maneira racional, republicana e democrática. 

Para resgatar o papel das instituições do Estado, bancos públicos e empresas estatais no desenvolvimento do país. 

Em diálogo com os 27 governadores, vamos definir prioridades para retomar obras irresponsavelmente paralisadas, que são mais de 14 mil no país.

Os bancos públicos, especialmente o BNDES, e as empresas estatais indutoras do crescimento e inovação, como a Petrobras, terão papel fundamental neste novo ciclo, (a pequena empresa geradora de emprego, não).

Vamos aumentar o salário-mínimo. Vamos acabar com a vergonhosa fila do INSS, (que está quebrada. Eu mesmo disse a Lula em 2002). 

Vamos fortalecer as centrais sindicais e criar sobre uma nova legislação trabalhista

(Vamos retomar a desastrosa Política de Substituição das Importações.) 

O Brasil é grande demais para renunciar ao seu potencial produtivo. Não faz sentido importar combustíveis, fertilizantes, plataformas de petróleo, microprocessadores, aeronaves e satélites. 

Temos (?) capacitação técnica, capitais e mercado em grau suficiente para retomar a industrialização de substituição das importações e a oferta de serviços em nível competitivo.

(Apesar de nosso QI ter caído para 86 devido a péssima educação oferecida pelo Estado) O futuro pertencerá a quem investir na indústria do conhecimento.

É inadmissível que as mulheres recebam menos que os homens, realizando a mesma função. Que não sejam reconhecidas em um mundo político machista.

O Brasil tem de ser dono de si mesmo (e não o Estado dono de tudo, educação, saúde, previdência, bancos, FGTS, BNDES, 40% do PIB via impostos, 99% de burocracia e regulamentação.“

Milei 2023:

“Quebramos. Nossa situação é crítica, chegamos com o Peronismo a 46% de pobreza, e 10% de indigência. 

Precisamos ser rápidos, não há espaço para o gradualismo nem para o meio termo.

Precisamos tomar medidas drásticas. Senão teremos a pior crise de nossa história.

Seremos implacáveis com aqueles que quiserem manter seus privilégios.

Temos hoje problemas monumentais. Mas não vamos inventar teorias, somente usar o que a história já mostrou que funciona.

O estrago é tanto que levaremos 35 anos para voltarmos a ser um potência mundial.”

A todos aqueles que nos estão vendo de fora da Argentina, quero dizer-lhes que a Argentina voltará a ocupar um lugar do mundo que nunca deveria ter perdido.

Quem proferiu o melhor discurso em termos de motivação, Milei ou Bolsonaro?

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