FAMÍLIA - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/familia/ Blog para se Pensar Tue, 25 Nov 2025 13:42:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 https://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2021/06/stephenkanitz-favicon-150x150.png FAMÍLIA - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/familia/ 32 32 Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/stephen-kanitz/ https://blog.kanitz.com.br/stephen-kanitz/#comments Tue, 25 Nov 2025 13:42:06 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=30048 Com pesar, comunicamos o falecimento de Stephen Kanitz, nesta capital, dia 24 de novembro de 2025

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Uma Geração que não se Preocupou com os Netos https://blog.kanitz.com.br/uma-geracao-que-nao-se-preocupou-com-os-netos/ https://blog.kanitz.com.br/uma-geracao-que-nao-se-preocupou-com-os-netos/#comments Fri, 02 May 2025 09:38:51 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29956 É assustador como a velha geração brasileira não se preocupou com o futuro de seus filhos nem dos seus netos, somente de si mesmo. Tenho apontado o futuro sombrio de nossos netos há mais de 50 anos, alertando para a dívida previdenciária que nossa geração estava acumulando, hoje beirando mais de 45 trilhões. Antigamente diziam […]

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É assustador como a velha geração brasileira não se preocupou com o futuro de seus filhos nem dos seus netos, somente de si mesmo.

Tenho apontado o futuro sombrio de nossos netos há mais de 50 anos, alertando para a dívida previdenciária que nossa geração estava acumulando, hoje beirando mais de 45 trilhões.

Antigamente diziam que essa dívida era tão grande que não seria paga, como isso a reduziria para zero. Se 45 trilhões não serão pagos, cobrarão 40, 38, 36 o que puderem extorquir de nossos filhos e netos.

Hoje me dizem que “felizmente não estaremos mais vivos”, totalmente ignorando que nossos netos viverão até 2120 ou mais, mesmo assim ficamos prevendo 2024 e 2026, sem pensar em 2060 ou 2100.

O pai do Lula, Aristides, deixou 25 filhos, não cuidou de nenhum.

Lula teve 24 irmãos, mas nunca se preocupou com eles, e 5 filhos que tiveram que se virar sozinhos.

Lula luta para arrumar um emprego de 5 milhões para seu amigo Guido Mantega, mas nada fez para os seus 5 filhos.

Faz parte da cultura de sua, e minha, geração, danem-se os filhos, danem-se os outros, tudo eu.

Por isso estamos deixando uma dívida de 350.000 por neto, e ninguém se preocupa com isso.

Eu sei que já estou sendo repetitivo, sempre falando da Previdência, desde meus tempos na Veja com 1 milhão de assinantes.

O que me impressiona é o silêncio coletivo, todos da minha geração ignorando o problema.

Como podem ser tão insensíveis com suas próprias famílias? Simplesmente, não entendo.

Felizmente vou deixar mais do que 350.000 por neto, se Haddad não taxar nossas heranças, mais um ataque na minha geração contra nossos herdeiros.

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A Importância do Bom Nome da Família https://blog.kanitz.com.br/a-importancia-do-bom-nome-da-familia/ https://blog.kanitz.com.br/a-importancia-do-bom-nome-da-familia/#comments Wed, 13 Nov 2024 20:55:13 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29858 A Importância do Bom Nome da Família A direita dá muita importância à conservação da boa reputação familiar. Isso permite que os filhos comecem suas vidas profissionais “com o pé direito”, já com a fama de serem corretos e confiáveis nos negócios, por exemplo. Além desse início facilitado, famílias tradicionais tendem a acumular riquezas ao […]

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A Importância do Bom Nome da Família

A direita dá muita importância à conservação da boa reputação familiar. Isso permite que os filhos comecem suas vidas profissionais “com o pé direito”, já com a fama de serem corretos e confiáveis nos negócios, por exemplo.

Além desse início facilitado, famílias tradicionais tendem a acumular riquezas ao longo das gerações e possuem menos membros “delinquentes”, devido à constante pressão familiar. Ninguém quer ser a “ovelha negra da família”. É isso que os conservadores desejam preservar.

O oposto de conservador não seria “progressista”, mas sim o pensamento “dane-se o sobrenome”. Muitos se consideram progressistas por acreditarem que a direita representa estagnação, a defesa do “status quo”.

Minha vida profissional foi bem mais difícil do que a dos meus filhos. O sobrenome Kanitz não era conhecido, e isso até gerava certa desconfiança: de onde esse cara vem? Hoje, meus filhos agradecem o bom nome que construí. Recebo elogios do tipo: “Gosto muito de seu pai por isso, isso e aquilo”. Assim, eles percebem que valores morais são apreciados neste momento da história humana.

Como nas boas empresas, o nome Kanitz tornou-se uma marca valiosa, e nosso brasão familiar é o símbolo dessa reputação — algo muito conservador. Compare isso com o legado deixado aos filhos de Lula ou Odebrecht. Alguém compraria um carro usado deles? Ou investiria suas economias suadas? Por isso, filhos de esquerdistas muitas vezes começam a vida com o “pé esquerdo” e ganham menos ao longo de suas vidas.

Essa perspectiva, focada no legado familiar em vez da simples defesa do “status quo”, é respaldada por diversos pensadores conservadores:

Edmund Burke – Considerado o pai do conservadorismo moderno, argumentou em Reflexões sobre a Revolução na França (1790) pela preservação dos valores familiares herdados como um dever moral para com as gerações passadas e futuras. Ele enfatiza a “parceria entre os vivos, os mortos e os que ainda nascerão”, sugerindo que honrar a própria família e herança é central ao conservadorismo.

Russell Kirk – Em The Conservative Mind (1953), argumenta que a honra pessoal e a responsabilidade são deveres morais que os conservadores têm para com suas famílias e comunidades, priorizando valores em vez de estruturas sociais rígidas.

Roger Scruton – Em How to Be a Conservative (2014), foca na preservação de valores que dão sentido e dignidade à vida, incluindo os ligados à família, honra e cultura. Ele defende uma “ética da herança”, que valoriza o dever moral para com a família e a comunidade.

Alasdair MacIntyre – Em After Virtue (1981), enfatiza a importância das virtudes, tradições e narrativas morais que unem comunidades e famílias.

Michael Oakeshott – Em On Being Conservative (1956), descreve o conservadorismo como respeito aos costumes estabelecidos, aos laços familiares e à responsabilidade pessoal.

Leo Strauss – Defende um retorno aos valores morais clássicos que as famílias devem incorporar, ressaltando que o conservadorismo foca na preservação do caráter e não na simples manutenção do status quo.

Atenção: se você diz “sou um progressista”, pode estar indicando que desconhece a origem do termo conservador e que dedicou parte de sua vida a uma causa mal compreendida.

“Na dúvida, vamos contratar outro. Passe bem.”

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O Que É Ser Bem-Sucedido? https://blog.kanitz.com.br/o-que-e-ser-bem-sucedido/ https://blog.kanitz.com.br/o-que-e-ser-bem-sucedido/#respond Wed, 13 Nov 2024 20:42:44 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29841 O Que É Ser Bem-Sucedido? Essa é uma pergunta sobre a qual todo jovem deveria refletir e definir cedo na vida. Ter clareza sobre o que é sucesso pode evitar frustrações e, ao mesmo tempo, aumentar a satisfação ao se chegar lá, como estou fazendo agora. Hoje, aos 80 anos, trago uma boa e uma […]

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O Que É Ser Bem-Sucedido?

Essa é uma pergunta sobre a qual todo jovem deveria refletir e definir cedo na vida. Ter clareza sobre o que é sucesso pode evitar frustrações e, ao mesmo tempo, aumentar a satisfação ao se chegar lá, como estou fazendo agora.

Hoje, aos 80 anos, trago uma boa e uma má notícia sobre essa questão. A boa notícia é que o sucesso é mais fácil de alcançar do que muitos imaginam. A má notícia é que, ao mesmo tempo, ele é bem mais desafiador do que se costuma pensar.

Primeiro ponto: dinheiro não é a principal medida de sucesso, embora, atualmente, tendamos a dar importância quase exclusiva a esse aspecto. A direita costuma enfatizar que qualquer pessoa pode estar entre os 10% mais ricos do país.

Um pobre pode ver seu filho alcançar a classe média e, quem sabe, seu neto chegar aos 10% mais abastados enquanto ainda está vivo para comemorar.

Mas afirmar que todos podem enriquecer em uma geração apenas com uma faculdade pública ou, por outro lado, que todos estão destinados a serem eternamente oprimidos, segundo os ensinamentos de Paulo Freire, é estar longe da verdade.

A verdadeira medida de sucesso, e até de riqueza, está na utilidade que você gera desde o início de sua carreira. Ser um cientista social aos 24 anos, por exemplo, pode não trazer muita credibilidade.

Minha tese na faculdade foi prática: “Como prever a falência de empresas.” Esse trabalho me deu certa notoriedade logo cedo, e recomendo a todos que escolham temas práticos para suas teses, em vez de assuntos puramente teóricos, como muitos fazem.

Escolhi uma profissão que considerava útil: professor universitário. Era um trabalho que pagava pouco, mas foi essa experiência que, anos depois, me permitiu ser um dos poucos palestrantes capazes de dominar públicos de até 5.000 pessoas — algo que é bem remunerado pela responsabilidade que exige.

Com palestras a R$50.000,00, é possível alcançar uma posição de classe média alta com certa folga. Mas é importante lembrar que dinheiro não é tudo, nem é essencial para uma vida bem-sucedida.

Recomendo a prática de uma pequena “extravagância” que fazíamos uma vez por mês: jantávamos nos restaurantes mais caros e elegantes da cidade, evitando vinho e sobremesa para reduzir o custo.

Tivemos a chance de jantar ao lado de bilionários como Roberto Setubal e André Esteves, aproveitando a mesma experiência gastronômica — só que com menor frequência. Em Miami, aluguei um Porsche por um único dia.

Desfrutei desses momentos sem a enorme responsabilidade de gerenciar um banco, como eles tinham. Honestamente, não vale a pena; prefiro ser classe média.

Manter um casamento de 50 anos com a mesma pessoa é outro sinal de sucesso. Isso demonstra que você fez a escolha certa. Uma família amorosa e estável nos permitiu criar filhos seguros e excepcionais — algo que nem todos conseguem. Esse tipo de felicidade não tem preço; nenhum sucesso na vida compensa um fracasso no lar.

Graças a isso, nossos filhos se casaram com mulheres fabulosas, que compartilham os valores positivos que aprenderam em casa. E, para minha surpresa e alegria, até hoje sou encantado por minhas noras, mulheres carinhosas e generosas, o que é raro hoje em dia.

Como cereja do bolo, elas nos presentearam com netos maravilhosos, curiosos e com os pés no chão.

Diferente de Lula, Jorge Paulo Lemann e Beto Sicupira, posso caminhar pelas ruas sem ser vaiado. Pelo contrário, sou frequentemente abordado por leitores que pedem uma foto para guardar de lembrança.

Não tenho ex-esposas atrás de dinheiro, nem filhos vagabundos ou drogados tentando “salvar o mundo” antes da hora.

Ser bem-sucedido é, de fato, mais fácil e mais difícil do que muita gente imagina. Mas, sim, é plenamente possível.

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Ensinando Crianças a Escrever aos 5 Anos? https://blog.kanitz.com.br/ensinando-criancas-a-escrever-aos-5-anos/ https://blog.kanitz.com.br/ensinando-criancas-a-escrever-aos-5-anos/#comments Sun, 26 Nov 2023 20:04:07 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29560 Há mais de 500 anos, nosso ensino está voltado primordialmente para ensinar nossas crianças, jovens e adolescentes a escrever, letra por letra, sílaba por sílaba. Por quê? O correto seria postergar a escrita para muito mais tarde. Primeiro, segundo a lógica, crianças e professores deveriam usar esse tempo para compreender as 30.000 palavras que nossas […]

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Há mais de 500 anos, nosso ensino está voltado primordialmente para ensinar nossas crianças, jovens e adolescentes a escrever, letra por letra, sílaba por sílaba. Por quê?

O correto seria postergar a escrita para muito mais tarde.

Primeiro, segundo a lógica, crianças e professores deveriam usar esse tempo para compreender as 30.000 palavras que nossas crianças ouvem dos pais todos os dias, a maioria das quais não entendem.

Para que ensinar a escrever, se ainda não entendem 80% do que é dito?

Se não sabem ainda adjetivos, advérbios, nem formar sentenças verbalmente.

Além de saberem 30.000 palavras como ‘gato’ e ‘preto’, elas têm de aprender o significado de mais 800.000 combinações, como ‘gato preto’ e seus significados especiais.

Aprendem a escrever ‘pobreza’, mas não sabem o que é ‘pobreza temporária’, ‘optar pela pobreza’, ‘pobre de espírito’.

Por que ensinar a escrever, se crianças só começam a usar advérbios após os 10 anos de idade?

Professores ensinavam primeiro a escrever e não a falar, que seria o mais óbvio, porque, por 1.500 anos, não existiam livros didáticos. Primeiro, as crianças precisavam escrever a aula em cadernos para depois poder estudar e decorar.

Usando a lógica dos Princípios Elementares de Raciocínio, a pergunta que deveríamos fazer é: por que ensinar a escrever, se crianças e adolescentes não possuem absolutamente nada de novo a dizer?

Se ninguém, além dos pais, vai ler, melhor seria recitar um poema, que era a forma antiga de manter algo na memória.

Adultos só escrevem ‘papers’, livros e teses quando têm algo para dizer, divulgando coisas novas para outras pessoas distantes.

Nesse caso, geralmente são os 10.000 estudiosos que assinam revistas acadêmicas ou compram um livro em particular.

Ensinar filhos a escreverem trabalhos que ninguém vai ler não é educação. É gerar frustração e revolta.

Eu dei mais de 50 palestras sobre o tema antes de escrever ‘O Brasil Que Dá Certo’.

Comecei falando, percebendo as reações, aprimorando o texto que escreveria somente anos depois.

Nossos brilhantes pedagogos estão invertendo a ordem natural das coisas sem saberem o porquê.

Saber falar bem vem sempre antes de escrever mal.

Isso deveria ser tão óbvio para pais, mães, pedagogos e ministros da Educação, mas não é.

Criar ideias novas, criar ciência, saber relatar observações profundas só ocorrem depois dos 30 anos, e olhe lá.

E, além do mais, hoje temos a tecnologia do vídeo, muito mais eficiente do que o livro e com maior índice de retenção.

Nossas crianças e nossos jovens precisam primeiro aprender a falar com as pessoas ao seu redor, e não a escrever para pessoas distantes e, teoricamente, no futuro.

Nossas crianças precisam convencer as pessoas ao seu redor sobre seus desejos e suas ideias, de forma oral e não escrita.

Ouvir, falar, ler e escrever. Esta é a ordem correta.

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Aprenda a Lidar Com Pessoas Com QIs Diferentes https://blog.kanitz.com.br/aprenda-a-lidar-com-pessoas-com-qis-diferentes/ https://blog.kanitz.com.br/aprenda-a-lidar-com-pessoas-com-qis-diferentes/#comments Sun, 12 Nov 2023 11:57:18 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29520 Mais ou menos 80% das pessoas com quem você lida no dia a dia, tem um QI significativamente diferente do que o seu. Eles podem ser mais ou menos inteligentes, e você tem que saber quais são quais e se comportar de acordo. Todo dia converso ou leio comentário de algum imbecil que se acha […]

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Mais ou menos 80% das pessoas com quem você lida no dia a dia, tem um QI significativamente diferente do que o seu.

Eles podem ser mais ou menos inteligentes, e você tem que saber quais são quais e se comportar de acordo.

Todo dia converso ou leio comentário de algum imbecil que se acha um gênio e que para o próprio bem dele deveria ouvir e ficar calado.

Um dos problemas do mundo é que não aprendemos a distinguir os vários níveis de QI que existem na sociedade.

E como cada nível processa informação, debate, ouve e raciocina.

Escutamos diariamente jornalistas com QI de somente 110, que nada entendem sobre o assunto, e não procuramos a dedo podcasts de pessoas superinteligentes que sabem sobre aquilo que comentam.

Desafio vocês a listarem os 20 brasileiros e brasileiras mais inteligentes desse país, e citar uma única frase inteligente deles.

Se você não procurar se atualizar todo dia com as pessoas mais inteligentes desse país, se você prefere seguir a manada das mídias sociais, nunca saberá o futuro que te espera.

E escolher as pessoas mais inteligentes não é tarefa fácil.

Leva anos, tem muito enganador por aí que se passa por inteligência como o Leandro Karnal ou Mário Sérgio Cortella.

Eles são extremamente eruditos, isso sim, o que nos impressiona, mas cite uma ideia original que eles tenham desenvolvido.

Inteligência não é Erudição, Erudição é simplesmente ter uma vasta e boa memória.

Inteligência é saber conectar os pontos da erudição, algo que nem ensinamos nas nossas escolas onde o foco é a decoreba.

Por isso temos a polarização que temos, é muito imbecil comentando sobre o que não entende quando deveriam estar calados.

Tem muita gente inteligente no Brasil que simplesmente não está sendo ouvida ou desistiu de falar.

Se você soubesse ouvir somente aqueles muito mais inteligentes que você, se soubesse simplesmente ignorar os imbecis famosos que nada entendem, sua vida seria bem melhor.

Hoje existem dezenas de podcasts de pessoas com QI de 130 entrevistando gênios de 145.

Tem gente com QI de 145 entrevistando gente com 130, algo que nunca existiu.

Hoje gasto pelo menos uma hora por dia assistindo essas entrevistas, em vez de assistir a Globo ou ler um jornal.

Pessoas brilhantes entrevistando pessoas ainda mais brilhantes nunca existiu na história da humanidade, aproveitem.

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A Jornada do Herói https://blog.kanitz.com.br/a-jornada-do-heroi/ https://blog.kanitz.com.br/a-jornada-do-heroi/#comments Fri, 07 Jul 2023 10:00:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29392 A Acton Academy ensina aos seus alunos que eles enfrentarão na vida ‘A Jornada do Herói’, uma sequência descrita por Joseph Campbell em ‘O Poder do Mito’. A Jornada do Herói, como descrita por Joseph Campbell, é uma estrutura narrativa que pode ser encontrada em quase todos os mitos, lendas e tradições de narrativa. Tenho […]

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A Acton Academy ensina aos seus alunos que eles enfrentarão na vida ‘A Jornada do Herói’, uma sequência descrita por Joseph Campbell em ‘O Poder do Mito’.

A Jornada do Herói, como descrita por Joseph Campbell, é uma estrutura narrativa que pode ser encontrada em quase todos os mitos, lendas e tradições de narrativa.

Tenho observado vários alunos da Acton, de 9 anos, por exemplo, afirmarem que estão se preparando para suas Jornadas do Herói, certos de que saberão enfrentar os desafios da vida, que jamais são ensinados nas escolas convencionais.

Eles aprendem que heróis não são os mais bem-sucedidos, mas sim aqueles que conseguem se recuperar sucessivamente das várias derrotas que a vida lhes imporá.

A Jornada do Herói consiste nas várias fases ou estágios pelos quais um herói normalmente passa durante sua viagem.

Aqui estão as principais fases da Jornada do Herói:

Mundo Comum: O herói começa sua jornada de um ambiente retratado como mundano ou familiar.

Essa fase estabelece a vida normal do herói, sua rotina e seu dia a dia sem muitas pretensões.

Chamado à Aventura: Um dia o herói recebe um chamado para deixar seu mundo comum e embarcar em uma busca ou aventura.

Esse chamado pode se apresentar na forma de um problema, um desafio, um mentor ou um objeto simbólico.

Recusa ao Chamado: Inicialmente, o herói pode relutar ou recusar-se a aceitar o chamado, pois o desconhecido sempre é visto com apreensão.

Ele pode sentir medo, dúvida ou uma sensação de inadequação.

Essa recusa inicial que todos os jovens têm é uma reação natural ao desconhecido ou aos riscos envolvidos.

Encontro com o Mentor: O herói encontra um mentor ou uma figura sábia que fornece orientação, conselhos ou ajuda sobrenatural. Pode ser o pai, um professor, um adulto bem mais velho e experiente.

O mentor prepara o herói para os desafios futuros e oferece sabedoria ou conhecimento especial. Os alunos da Acton são incentivados a procurarem mentores ao longo da vida.

Atravessando o Limiar: O herói decide finalmente deixar seu mundo comum para trás e atravessa o limiar da zona de conforto rumo ao desconhecido.

Esse ato representa seu compromisso com a aventura e marca o início de sua transformação para se tornar um adulto.

Testes, Aliados e Inimigos: O herói sempre enfrenta uma série de testes, obstáculos e encontros com aliados e inimigos.

Esses desafios servem para fortalecer o herói, revelar seu caráter e testar sua determinação.

Abordagem à Caverna Interior: O herói se aproxima de um desafio central ou provação, frequentemente representado como uma caverna interior ou uma representação simbólica de seu maior medo.

É aquela decisão difícil que temos que enfrentar na vida.

Essa fase cria suspense e tensão antes do confronto final.

Provação: O herói enfrenta seu maior medo ou passa por um teste ou provação significativa. Ser injustamente despedido, por exemplo.

Esse é um ponto crucial na jornada e muitas vezes exige que o herói enfrente suas fraquezas ou supere uma crise pessoal.

Recompensa: Após a provação, o herói emerge transformado e recebe uma recompensa ou adquire novos insights, poderes ou conhecimentos.

Essa recompensa pode ser física, espiritual ou simbólica.

O Caminho de Volta: O herói inicia sua jornada de volta ao mundo comum, carregando as recompensas ou sabedoria recém-adquirida, e é reconhecido pelos seus pares como um verdadeiro herói.

Isso é muito diferente das escolas brasileiras públicas e privadas, que ensinam nossos jovens que eles são vítimas, explorados, que jamais serão bem-sucedidos sozinhos, a menos que façam parte de uma sociedade coletivista.

Controladas pelo Estado.

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Uma Escola para o Desenvolvimento do Pensamento Crítico: A Importância da Educação para o Futuro https://blog.kanitz.com.br/uma-escola-para-o-desenvolvimento-do-pensamento-critico-a-importancia-da-educacao-para-o-futuro/ https://blog.kanitz.com.br/uma-escola-para-o-desenvolvimento-do-pensamento-critico-a-importancia-da-educacao-para-o-futuro/#comments Fri, 30 Jun 2023 10:00:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29326 No decorrer da minha juventude, fui imensamente cativado por um curso ministrado por Edward De Bono, denominado Cort, que, já em 1980, visava o ensino do pensamento crítico em crianças, utilizando o Método do Caso, o qual também foi aplicado durante o meu MBA em Harvard. Tal experiência proporcionou-me, acima de tudo, uma base sólida […]

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No decorrer da minha juventude, fui imensamente cativado por um curso ministrado por Edward De Bono, denominado Cort, que, já em 1980, visava o ensino do pensamento crítico em crianças, utilizando o Método do Caso, o qual também foi aplicado durante o meu MBA em Harvard.

Tal experiência proporcionou-me, acima de tudo, uma base sólida para o desenvolvimento do pensamento crítico. Atualmente, a capacidade de pensar é a habilidade essencial que nossos filhos devem adquirir em um mundo em constante transformação.

A rápida evolução do mercado de trabalho torna incerto quais profissões estarão disponíveis daqui a 20 anos, para que nossos filhos possam fazer suas escolhas. Assim, a melhor forma de prepará-los para o futuro é capacitando-os a pensar criticamente, em detrimento de enfatizar o aprendizado de geografia e história.

Seria pertinente que os professores avaliassem e pontuassem não apenas provas de múltipla escolha, mas também textos bem elaborados e soluções criativas para problemas.

Atualmente, contamos com um método ainda mais moderno do que o proposto por De Bono, desenvolvido por Jeff Sanderson, colega de MBA em Harvard. Ele criou a Acton Academy, conhecida como “act on“, que é totalmente centrada no aluno jovem, em vez de se concentrar no professor.

Portanto, fiquei extremamente satisfeito com a inauguração da escola Virtus, idealizada por meu grande amigo Danilo de Amaral, que incorpora essa nova visão educacional necessária para o futuro. A escola Virtus faz parte da rede de escolas Acton Academies, as quais estão alinhadas com essa visão transformadora da educação.

Nesse método, os estudantes não apenas ouvem passivamente, mas são incentivados a agir. A metodologia do caso é introduzida no ensino juvenil, entre outras práticas inovadoras.

A maioria dos casos abordados pelos alunos requer a construção física de soluções, a montagem de protótipos ou a descoberta de leis e propriedades. São disponibilizados mais de 300 casos por ano, desenvolvidos e atualizados pelas 300 Acton Academies distribuídas em todo o mundo.

Não há, no mundo, outro modelo educacional como esse, no qual 300 academias estejam interconectadas, permitindo a troca de experiências, incluindo aulas inovadoras que são bem recebidas pelos alunos.

É importante ressaltar que a maioria das escolas de renome no Brasil não possui uma rede de 300 escolas irmãs com as quais possam compartilhar ideias. Em contrapartida, a Acton Academy está constantemente atualizada, é pioneira em inovação e adota ideias novas desde o seu início, inclusive utilizando o ChatGPT como ferramenta educacional.

Na Acton Academy, uma das tarefas dos alunos é descobrir informações sobre seus antepassados e como era a realidade histórica no tempo de seus trisavós. Essa abordagem proporciona uma experiência mais divertida e autêntica.

Como resultado desse método, constatou-se que o vocabulário dos alunos se expande exponencialmente. Eles adquirem um conhecimento mais amplo sobre palavras e seus significados, que deveriam ser priorizados antes mesmo da leitura e da escrita.

Além disso, ao desafiar os alunos a desenvolverem e manterem um vasto vocabulário, o cérebro juvenil é estimulado a criar mais sinapses e neurônios, a fim de lidar com tal demanda.

Por outro lado, nas escolas que se concentram em ensinar um número limitado de palavras para leitura e escrita, ocorre o fenômeno neurológico denominado regressão sináptica e poda neural. Esses fatores têm contribuído para a diminuição do QI médio dos brasileiros ao longo dos anos.

A primeira Acton Academy no Brasil foi criada em 2017, em Ilhabela, onde já foi possível identificar quais atividades obtiveram maior sucesso no contexto brasileiro. Danilo Amaral, fundador da Virtus, expressou sua profunda satisfação com a primeira turma de alunos, ressaltando que eles demonstram claramente maior autoconfiança, elevada autoestima, capacidade de debater de forma civilizada e maior sociabilidade.

Assistam a entrevista do Danilo em https://www.riobravo.com.br/podcast-754-danilo-amaral-a.../

É importante salientar que, ao contrário de nós, que paramos nossos estudos no bacharelado ou mestrado devido à limitação do conhecimento humano na época, nossos filhos terão que continuar estudando indefinidamente, devido à constante evolução do conhecimento.

Diante dessa realidade, surge a questão: você deseja que seu filho se torne um erudito que detém conhecimento sobre tudo, ou prefere que ele desenvolva a habilidade de pensar criticamente?

Atualmente, você tem a oportunidade de fazer essa escolha entre uma escola tradicional ou a Virtus, que se destaca por proporcionar um ambiente educacional voltado para o desenvolvimento do pensamento crítico em seus filhos.

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Existem Duas Populações Disputando o Mesmo Mundo https://blog.kanitz.com.br/existem-duas-populacoes-disputando-o-mesmo-mundo/ https://blog.kanitz.com.br/existem-duas-populacoes-disputando-o-mesmo-mundo/#comments Fri, 23 Jun 2023 10:00:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29323 Dois tipos de homens ainda presentes na sociedade competem entre si por poder e primazia. Podemos classificá-los como o homem tipo G – ‘G’ de ‘garanhão’ – e o homem tipo P – ‘P’ de ‘paizão’. O ‘garanhão’ representa um resquício da nossa fase nômade e poligâmica, ainda hoje carregando genes que direcionam tal comportamento. […]

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Dois tipos de homens ainda presentes na sociedade competem entre si por poder e primazia.

Podemos classificá-los como o homem tipo G – ‘G’ de ‘garanhão’ – e o homem tipo P – ‘P’ de ‘paizão’.

O ‘garanhão’ representa um resquício da nossa fase nômade e poligâmica, ainda hoje carregando genes que direcionam tal comportamento.

Já o ‘paizão’ é o descendente da fase agrícola que levou a evolução da monogamia, foram os primeiros que reconheceram a relação entre sexo e procriação e perceberam a existência de laços familiares, como a paternidade e a fraternidade.

A proporção entre estes dois tipos de homens ainda é incerta e merece maior investigação. Meu palpite é uma distribuição de 80% de ‘paizões’ e 20% de ‘garanhões’.

O que distingue esses dois tipos de homens são as estratégias de procriação e investimento paternal que adotam.

Existem, basicamente, dois tipos de estratégias de procriação, R e K.

A primeira é a estratégia do ‘garanhão’, comumente denominada “Ame-as e deixe-as”. Essa estratégia é amplamente observada no reino animal, onde o macho realiza sua função reprodutora e, então, some para sempre.

No dia do parto, ele estará distante, buscando outra parceira para fecundar.

Ele delega a tarefa de cuidar dos filhos à mãe, e a responsabilidade pela educação e saúde à sociedade. Como raramente trabalha, exige uma aposentadoria paga pelos outros, mais uma vez transferindo a responsabilidade para o coletivo.

Curiosamente, é plausível imaginar que os ‘garanhões’ tendem a se alinhar ideologicamente à esquerda.

Eles são atraentes, sedutores, dizem o que as mulheres querem ouvir e, elas quando votam, votam em candidatos que espelham seu estilo de vida.

Figuras históricas como John Kennedy, Bill Clinton, Franklin D. Roosevelt e Fernando Henrique Cardoso podem ilustrar essa tendência.

O outro tipo de estratégia reprodutiva, a do ‘paizão’, é colocar “todos os ovos numa mesma cesta” e cuidar bem dessa cesta.

Esta estratégia surgiu com o advento da agricultura. Os ‘paizões’ têm poucos filhos, mas cuidam bem deles. São pais presentes porque não passam a vida em busca de múltiplas parceiras.

Por serem mais laboriosos, algumas mulheres preferem a segurança alimentar proporcionada por um homem que provê recursos para os filhos. São menos atraentes, menos sedutores, mas mais confiáveis.

Normalmente, os ‘paizões’ são de direita, defendem a propriedade privada e os valores familiares, além de valorizarem a poupança para o futuro, posturas que a esquerda nômade tende a não concordar por motivos intrínsecos.

Recentemente, muitos argumentam que essa distinção entre esquerda e direita não existe mais e é ultrapassada. No entanto, enganam-se ao ignorar que tal distinção está enraizada em nossos genes e provavelmente persistirá por milhares de anos.

Vale ressaltar que, conforme os estudos de Biologia Evolutiva indicam, os genes determinam aproximadamente 50% de nosso comportamento.

Esta é uma contribuição significativa, mas não devemos negligenciar que outros fatores como educação, cultura e informação são igualmente essenciais, constituindo os outros 50%.

É importante lembrar que a ciência e a compreensão humana estão em constante evolução. Embora a biologia evolutiva e a genética possam fornecer insights valiosos sobre o comportamento humano, elas não devem ser usadas de forma reducionista ou determinista.

É fundamental adotar uma abordagem multidisciplinar, considerando uma ampla gama de perspectivas, para entender adequadamente a complexidade do comportamento humano e da sociedade.

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