CONSELHOS PARA UMA FILHA - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/familia/conselhos-a-uma-filha/ Blog para se Pensar Sun, 26 Nov 2023 21:25:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 https://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2021/06/stephenkanitz-favicon-150x150.png CONSELHOS PARA UMA FILHA - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/familia/conselhos-a-uma-filha/ 32 32 Ensinando Crianças a Escrever aos 5 Anos? https://blog.kanitz.com.br/ensinando-criancas-a-escrever-aos-5-anos/ https://blog.kanitz.com.br/ensinando-criancas-a-escrever-aos-5-anos/#comments Sun, 26 Nov 2023 20:04:07 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29560 Há mais de 500 anos, nosso ensino está voltado primordialmente para ensinar nossas crianças, jovens e adolescentes a escrever, letra por letra, sílaba por sílaba. Por quê? O correto seria postergar a escrita para muito mais tarde. Primeiro, segundo a lógica, crianças e professores deveriam usar esse tempo para compreender as 30.000 palavras que nossas […]

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Há mais de 500 anos, nosso ensino está voltado primordialmente para ensinar nossas crianças, jovens e adolescentes a escrever, letra por letra, sílaba por sílaba. Por quê?

O correto seria postergar a escrita para muito mais tarde.

Primeiro, segundo a lógica, crianças e professores deveriam usar esse tempo para compreender as 30.000 palavras que nossas crianças ouvem dos pais todos os dias, a maioria das quais não entendem.

Para que ensinar a escrever, se ainda não entendem 80% do que é dito?

Se não sabem ainda adjetivos, advérbios, nem formar sentenças verbalmente.

Além de saberem 30.000 palavras como ‘gato’ e ‘preto’, elas têm de aprender o significado de mais 800.000 combinações, como ‘gato preto’ e seus significados especiais.

Aprendem a escrever ‘pobreza’, mas não sabem o que é ‘pobreza temporária’, ‘optar pela pobreza’, ‘pobre de espírito’.

Por que ensinar a escrever, se crianças só começam a usar advérbios após os 10 anos de idade?

Professores ensinavam primeiro a escrever e não a falar, que seria o mais óbvio, porque, por 1.500 anos, não existiam livros didáticos. Primeiro, as crianças precisavam escrever a aula em cadernos para depois poder estudar e decorar.

Usando a lógica dos Princípios Elementares de Raciocínio, a pergunta que deveríamos fazer é: por que ensinar a escrever, se crianças e adolescentes não possuem absolutamente nada de novo a dizer?

Se ninguém, além dos pais, vai ler, melhor seria recitar um poema, que era a forma antiga de manter algo na memória.

Adultos só escrevem ‘papers’, livros e teses quando têm algo para dizer, divulgando coisas novas para outras pessoas distantes.

Nesse caso, geralmente são os 10.000 estudiosos que assinam revistas acadêmicas ou compram um livro em particular.

Ensinar filhos a escreverem trabalhos que ninguém vai ler não é educação. É gerar frustração e revolta.

Eu dei mais de 50 palestras sobre o tema antes de escrever ‘O Brasil Que Dá Certo’.

Comecei falando, percebendo as reações, aprimorando o texto que escreveria somente anos depois.

Nossos brilhantes pedagogos estão invertendo a ordem natural das coisas sem saberem o porquê.

Saber falar bem vem sempre antes de escrever mal.

Isso deveria ser tão óbvio para pais, mães, pedagogos e ministros da Educação, mas não é.

Criar ideias novas, criar ciência, saber relatar observações profundas só ocorrem depois dos 30 anos, e olhe lá.

E, além do mais, hoje temos a tecnologia do vídeo, muito mais eficiente do que o livro e com maior índice de retenção.

Nossas crianças e nossos jovens precisam primeiro aprender a falar com as pessoas ao seu redor, e não a escrever para pessoas distantes e, teoricamente, no futuro.

Nossas crianças precisam convencer as pessoas ao seu redor sobre seus desejos e suas ideias, de forma oral e não escrita.

Ouvir, falar, ler e escrever. Esta é a ordem correta.

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Aprenda a Lidar Com Pessoas Com QIs Diferentes https://blog.kanitz.com.br/aprenda-a-lidar-com-pessoas-com-qis-diferentes/ https://blog.kanitz.com.br/aprenda-a-lidar-com-pessoas-com-qis-diferentes/#comments Sun, 12 Nov 2023 11:57:18 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29520 Mais ou menos 80% das pessoas com quem você lida no dia a dia, tem um QI significativamente diferente do que o seu. Eles podem ser mais ou menos inteligentes, e você tem que saber quais são quais e se comportar de acordo. Todo dia converso ou leio comentário de algum imbecil que se acha […]

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Mais ou menos 80% das pessoas com quem você lida no dia a dia, tem um QI significativamente diferente do que o seu.

Eles podem ser mais ou menos inteligentes, e você tem que saber quais são quais e se comportar de acordo.

Todo dia converso ou leio comentário de algum imbecil que se acha um gênio e que para o próprio bem dele deveria ouvir e ficar calado.

Um dos problemas do mundo é que não aprendemos a distinguir os vários níveis de QI que existem na sociedade.

E como cada nível processa informação, debate, ouve e raciocina.

Escutamos diariamente jornalistas com QI de somente 110, que nada entendem sobre o assunto, e não procuramos a dedo podcasts de pessoas superinteligentes que sabem sobre aquilo que comentam.

Desafio vocês a listarem os 20 brasileiros e brasileiras mais inteligentes desse país, e citar uma única frase inteligente deles.

Se você não procurar se atualizar todo dia com as pessoas mais inteligentes desse país, se você prefere seguir a manada das mídias sociais, nunca saberá o futuro que te espera.

E escolher as pessoas mais inteligentes não é tarefa fácil.

Leva anos, tem muito enganador por aí que se passa por inteligência como o Leandro Karnal ou Mário Sérgio Cortella.

Eles são extremamente eruditos, isso sim, o que nos impressiona, mas cite uma ideia original que eles tenham desenvolvido.

Inteligência não é Erudição, Erudição é simplesmente ter uma vasta e boa memória.

Inteligência é saber conectar os pontos da erudição, algo que nem ensinamos nas nossas escolas onde o foco é a decoreba.

Por isso temos a polarização que temos, é muito imbecil comentando sobre o que não entende quando deveriam estar calados.

Tem muita gente inteligente no Brasil que simplesmente não está sendo ouvida ou desistiu de falar.

Se você soubesse ouvir somente aqueles muito mais inteligentes que você, se soubesse simplesmente ignorar os imbecis famosos que nada entendem, sua vida seria bem melhor.

Hoje existem dezenas de podcasts de pessoas com QI de 130 entrevistando gênios de 145.

Tem gente com QI de 145 entrevistando gente com 130, algo que nunca existiu.

Hoje gasto pelo menos uma hora por dia assistindo essas entrevistas, em vez de assistir a Globo ou ler um jornal.

Pessoas brilhantes entrevistando pessoas ainda mais brilhantes nunca existiu na história da humanidade, aproveitem.

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Aos Pais de Meninas https://blog.kanitz.com.br/pais-de-meninas/ https://blog.kanitz.com.br/pais-de-meninas/#comments Sat, 17 Nov 2018 09:00:59 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=25076   Quando me preparava para escrever meu livro “Família Acima de Tudo” descobri que não havia um único livro, naquela época, que ensinava pais a como cuidar de filhas, em especial. Em 2.000 anos, nunca esse assunto foi abordado, o que explica muita coisa. As feministas erraram ao lutar que homens as respeitassem e as […]

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Quando me preparava para escrever meu livro “Família Acima de Tudo” descobri que não havia um único livro, naquela época, que ensinava pais a como cuidar de filhas, em especial.
Em 2.000 anos, nunca esse assunto foi abordado, o que explica muita coisa.
As feministas erraram ao lutar que homens as respeitassem e as tratassem como gente. Embora a causa fosse corretíssima, nesses 40 anos de luta as coisas só pioraram.
Deveriam ter lutado para que os homens passassem a respeitar e amar suas próprias filhas. Se homens não respeitavam mulheres até pouco tempo atrás, respeitavam suas filhas ainda menos.
Eu não escrevi esse livro mais que necessário porque seria rapidamente massacrado por não ter tido filhas, só filhos.
Mas se você é pai de uma menina, lhe asseguro que essa relação preciosa é que precisa ser melhor sedimentada.
Se você está pensando em se separar, pense dezenas de vezes se você é pai de uma filha. Você estará destruindo um coração e um futuro.
Meninas precisam de pais muito mais do que meninos.
Eles aguentam uma separação e voltarão a ser seus filhos quando mais velhos.
Filhas não, vocês estarão ausentes quando elas mais precisam de um pai.
Se você é um pai distante, trabalhe para melhorar a relação com a sua filha.
Esse é o elo que está faltando na civilização ocidental, metade das filhas está sem um pai presente, um desastre civilizatório.
Trabalhe menos, curta mais as filhas que você tem, elas merecem.
 

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A Cigarra e a Formiga https://blog.kanitz.com.br/formiga/ https://blog.kanitz.com.br/formiga/#comments Sat, 16 Sep 2017 16:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=292   Em 1960 surge uma geração que irá mudar o mundo. É a geração do “paz e amor”, sexo farto e rock & roll. Uma geração que irá desafiar a ética da religião, contestar o contrato de casamento, modificar o conceito de família e o relacionamento homem mulher para sempre. Será a geração mais egoísta […]

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Em 1960 surge uma geração que irá mudar o mundo.

É a geração do “paz e amor”, sexo farto e rock & roll.

Uma geração que irá desafiar a ética da religião, contestar o contrato de casamento, modificar o conceito de família e o relacionamento homem mulher para sempre.

Será a geração mais egoísta a habitar a face da terra.

Que abandonará o altruísmo e o sacrifício do indivíduo em prol do bem comum de seus filhos, para incentivar o hedonismo, o narcisismo e a recompensa imediatista que iremos ver nos 40 anos seguintes.

Poupar para sua velhice e trabalhar para ter dinheiro quando se aposentar, nem pensar.

É desta geração que surgiu o movimento feminista radical, e é esta geração que deixará dívidas e os conceitos errôneos que perseguiram.

Lembre-se da fábula “A Cigarra e a Formiga”, que cantou e se divertiu na primavera, esquecendo que viria o inverno e que as abelhas e formigas vivem do trabalho passado?

No Brasil, esta geração já toda com 75 anos e percebendo a encrenca em que se meteram, promulgaram a Constituição de 1988, onde se outorgaram direitos adquiridos em vez de obrigações e compromissos.

Arrumaram aposentadorias milionárias para si, às custas das formiguinhas da nova geração que terão de pagar 45% de seus salários para sustentá-los. Vocês!

A dívida interna e previdenciária que esta geração paz e amor deixa, só nos Estados Unidos, é de 145 bilhões de dólares, podendo chegar a 170 trilhões de dólares, segundo alguns cálculos mais pessimistas.

No Brasil, ninguém tem coragem de divulgar os dados relativos ao país, mas é no mínimo de 14 a 21  trilhões de dólares. Isto resulta numa dívida de R$ 400.000,00 por casal como você, que está lendo esse post.

A música desta geração, considerada a mais bela das letras, virou hino predileto da ONU, é o famoso “Imagine”, de John Lennon.

Imagine todas as pessoas vivendo pelo hoje…

Imagine que não haja religião,

Imagine nenhuma propriedade,

Imagine todas as pessoas compartilhando tudo..

Lembre-se que foi a geração que quando criança viu a eclosão da Segunda Guerra Mundial e o sacrifício de seus pais.

A Batalha da Inglaterra em 1939 foi um ataque maciço da aviação alemã, que antecedeu o que seria a invasão terrestre da Inglaterra e a vitória alemã, já que os Estados Unidos era convenientemente “neutro”, na época.

Os americanos jamais teriam entrado na Guerra em “prol da liberdade e da democracia” se não fosse o ataque surpresa de Pearl Harbour.

Os alemães com muito mais aviões e poderio bélico estavam ganhando esta Batalha que teria mudado o futuro do Brasil. Hitler se gabava com seus generais.

Se tomarmos a Inglaterra pela força, tomarei a Argentina e o Brasil por telefone.

Por pouco, este livro não estaria sendo escrito em alemão.

Mas a geração “paz e amor” não mais aceitaria este tipo de sacrifício para o futuro, queriam viver o dia a dia.

“Vamos consumir petróleo até que acabe, danem-se as futuras gerações.”

Danem-se também as religiões com seus preceitos morais, vamos dividir a propriedade dos outros, vamos viver na velhice com o dinheiro dos nossos filhos.

É o que fizeram, e a grande razão que o Brasil não tem dinheiro para investir e crescer, é que esses jovens estavam “investindo” no bem-estar desta geração “da paz”.

O grande poeta desta geração no Brasil foi Vinicius de Moraes que numa canção ao seu filho Pedro, diz textualmente:

“Pedro Meu Filho, como eu nunca lutei para deixar-te nada além do amanhã.”

Mui amigo!

 

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Mamãe, Quero uma Tatuagem https://blog.kanitz.com.br/tatuagem/ Thu, 24 Aug 2017 11:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=378   Mais dia menos dia, muitas mães terão de enfrentar esta questão. O  que dizer quando o filho e filha informa que pretendem fazer uma tatuagem e a maioria dos pais não tem uma resposta formada? Aí, não sabem exatamente o que responder, especialmente se você é uma mãe que luta por uma filha independente e […]

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Mais dia menos dia, muitas mães terão de enfrentar esta questão.

O  que dizer quando o filho e filha informa que pretendem fazer uma tatuagem e a maioria dos pais não tem uma resposta formada?

Aí, não sabem exatamente o que responder, especialmente se você é uma mãe que luta por uma filha independente e lutou pela liberdade de expressão.

A maioria dos pais que se opõe à uma tatuagem usando um argumento totalmente idiota.

A de que uma tatuagem “é para sempre”.

É um argumento cretino, por várias razões.

Se um dia a sua filha de quinze anos lhe disser que está loucamente apaixonada pelo homem da sua vida e quiser casar-se, você argumentaria contra, só porque o casamento “é para sempre”?

Se seu filho lhe comunicar que pretende casar-se e ter um filho, você argumentaria contra, só porque um filho “é para sempre”?

Tatuagens são para sempre, eles já sabem disto, e estão dispostos a arcar com as consequências.

Este seu argumento não levará a nada.

Tatuagem é uma questão complicada, filosófica, porque envolve uma dezena de pontos que infelizmente você provavelmente nunca discutiu com seus filhos, como estética, ética, política, psicologia, direito, liberdade, propriedade privada, sociedade e assim por diante.

Eu não tenho opinião formada sobre o assunto, mas colocarei algumas questões que todo pai e todo jovem deveria pensar antes de fazer uma tatuagem.

Tatuagens são para sempre, eles já sabem disto, e estão dispostos a arcar com as consequências.

Este seu argumento portanto não levará a nada.

  1. Você pode discutir as consequências de se ter uma tatuagem.

A dificuldade de se arrumar vários tipos de empregos, o preconceito de pessoas contratarem neurocirurgiões, advogados, engenheiros que tenham uma tatuagem na testa.

Pode alertá-lo que se ele se arrepender, pode trocar uma tatuagem por uma mancha.

Pode alertá-lo que a borboleta zen ou a flecha de Zeus pode não lhe ser tão atraente daqui a cinquenta anos, depois que a pele ficar enrugada pela idade.

Você poderia se antecipar e mostrar uma tatuagem de imitação no seu próprio braço com Super-Homem ou então Batman, para ilustrar como os heróis e símbolos de há trinta anos se tornam ridículos em homens de sessenta anos de idade, trinta anos depois.

Você aceitaria ser operado no cérebro por um neurocirurgião com uma tatuagem na testa?

Por que não?

Porque testa não é um local adequado para se colocar uma tatuagem. Quem disse?

Que preconceito é esse?

E, se a tatuagem for de uma caveira? Sim, ou não?

Seja honesto, nada de preconceitos.

Entre um neurocirurgião que mostra uma tatuagem na testa de uma caveira e outro que mostra um diploma de Harvard na parede, qual dos dois você escolheria?

Se o seu filho não tem preconceito, ótimo, mas o que vamos fazer com as pessoas que acham estranho neurocirurgião com tatuagem na testa?

Vamos obrigar pacientes preconceituosos a escolher os neurocirurgiões tatuados através de uma nova lei?

Um sistema de “quotas”?

Cirurgiões tatuados terão o direito de fazer pelo menos vinte operações por ano, e os pacientes serão escolhidos aleatoriamente, contra sua vontade, a favor da causa de “extirpação de preconceitos burgueses”?

2. Tatuagens sempre foram parte da nossa sociedade.

Eram distinções que se davam aos jovens da tribo pela sua bravura, coragem ou status, como até hoje fazemos com nossos militares.

Só que hoje eles usam roupa e por isso usamos medalhas.

Tatuagens dão status, respeito.

Eu confesso que tenho uma tatuagem que eu coloco bem em evidência na minha sala de trabalho.

Ela é vermelha, com um selo de ouro, com meu nome e o da Universidade de Harvard escritos.

Quem vê minha tatuagem no meu escritório se impressiona, faz sinal de respeito e comenta como deve ter sido difícil conquistá-la.

Portanto, eu não seria contra um filho querer uma tatuagem.

É o tipo de tatuagem que deveria ser discutido.

Não aquela comprada numa esquina por um tatuador desconhecido.

Mas uma tatuagem conquistada e reconhecida pela sociedade, por mérito, e não pelo dinheiro pago ao tatuador.

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Criando Lares à Prova de Bebês https://blog.kanitz.com.br/lares-a-prova-de-bebes/ Sat, 19 Aug 2017 12:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=399 Segundo estudos internacionais, uma média de 35% a 45% dos acidentes com crianças ocorre em casa, e não na rua ou na escola como provavelmente você imaginava até ler o que acabei de dizer. A maioria das mães se preocupa quando os filhos estão fora — pensa que serão assaltados, atropelados etc. —, mas a […]

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Segundo estudos internacionais, uma média de 35% a 45% dos acidentes com crianças ocorre em casa, e não na rua ou na escola como provavelmente você imaginava até ler o que acabei de dizer.

A maioria das mães se preocupa quando os filhos estão fora — pensa que serão assaltados, atropelados etc. —, mas a verdade é que estão mais seguros na rua do que em casa.

Antes de construir uma casa você precisará ter um alvará de construção da prefeitura, submeter a planta ao Estado, que está mais preocupado com o recuo da casa com relação ao seu vizinho e com a árvore que está no meio do seu terreno. Mas ninguém exige padrões mínimos para os móveis que você colocará em sua casa.

Tanto esses índices são verdadeiros que o maior perigo está na compra dos móveis, e isso você não precisa submeter a ninguém.

Mas vamos a um pequeno exemplo, que chamarei de exemplo 1.

Centenas de crianças queimam-se no rosto quando inadvertidamente abaixam o cabo de uma panela com água fervendo. São queimaduras de primeiro grau, e quando for óleo quente, o dano é irremediável.

Não é preciso ser engenheiro ou cientista para achar a solução. Um cabo duplo que não permita um movimento para baixo — daqueles que toda dona de casa já viu em algum anúncio ou loja — resolveria a questão. Provavelmente, você não entendeu na hora a necessidade de o cabo ser mais elaborado, e deve ter achado que era para proteger as suas mãos.

Quando meus filhos eram pequenos, eu inventei uma borda para o fogão, um pedaço de metal em formato de V, com inclinação de 45º, que impediria uma criança de alcançar as panelas e coletaria qualquer óleo ou água fervendo que por ventura transbordasse.

Como todo bom administrador, meu sonho era um dia abrir uma empresa própria com um produto inovador que fosse comprado por todas as famílias brasileiras. A minha empresa estava montadinha no papel e iria vender produtos que aumentassem a segurança das crianças no lar. A empresa até tinha um nome, SAFE — Segurança Infantil, que soava bem em inglês e em português.

Não vingou. Colocar a família em primeiro lugar nunca virou moda, ou movimento social como “salvem as florestas tropicais”.

Temos leis idiotas como “proibido entrar no elevador sem olhar para ver se ele está no seu andar”, mas não temos nenhuma lei que proteja crianças de serem queimadas por óleo quente derramado.

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Contabilidade Lição 1 https://blog.kanitz.com.br/contabilidade-licao-1/ Tue, 04 Jul 2017 22:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=509 Todo evento, dado, transação financeira, cheque, salário, investimento da sua vida têm duas formas de serem vistos, e que chamamos de Débito e Crédito. Nenhuma outra ciência o obriga sempre a ver o mundo sob dois ângulos, e você não imagina como isto é muito útil para tomar decisões ao longo da vida. Se você […]

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Todo evento, dado, transação financeira, cheque, salário, investimento da sua vida têm duas formas de serem vistos, e que chamamos de Débito e Crédito.

Nenhuma outra ciência o obriga sempre a ver o mundo sob dois ângulos, e você não imagina como isto é muito útil para tomar decisões ao longo da vida.

Se você compra um Apartamento, o Débito, precisa pensar no Crédito, que é o cheque que você deu, ou a dívida que contraiu.

A crise americana de 2008 surgiu porque a maioria dos americanos não estuda Contabilidade. Pensaram na entrada de 10%, pensaram na valorização imobiliária futura e não pensaram suficientemente no crédito, o Mortgage que eles estavam contraindo.

Se você tiver que pagar Impostos, um Débito, do seu Salário, Crédito, o que resta para pagar a sua dívida será muito menor.

Se você perder o seu emprego, um Crédito, obviamente não poderá pagar a sua dívida, um Débito.

Quando você compra um apartamento, um Débito, é sempre bom pensar como irá um dia vender este apartamento, um Crédito.

Se o apartamento tem 12 anos e por isto está barato, a maioria não pensa que quando for vender será um apartamento de 25 anos, e aí estará realmente barato, e totalmente fora do padrão.

Comece a pensar sempre em termos de Débito e Crédito. Você irá errar a maioria das vezes, até fazer o curso, mas pelo menos irá ficar curioso sobre o assunto.

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Como Evitar Um Estupro https://blog.kanitz.com.br/como-evitar-um-estupro/ Fri, 12 May 2017 12:39:56 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=23412   Eu estava na Índia durante as manifestações de rua em protesto desse estupro coletivo horrendo. Toda mulher, especialmente a brasileira, vive apavorada, pelo menos no subconsciente, de ser um dia estuprada, especialmente quando mais jovem e insegura. Elas merecem uma Comunidade mais segura, mas somos poucos que pensamos Comunitariamente. Taxa de juros no Brasil […]

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Eu estava na Índia durante as manifestações de rua em protesto desse estupro coletivo horrendo.

Toda mulher, especialmente a brasileira, vive apavorada, pelo menos no subconsciente, de ser um dia estuprada, especialmente quando mais jovem e insegura.

Elas merecem uma Comunidade mais segura, mas somos poucos que pensamos Comunitariamente.

Taxa de juros no Brasil é mais importante do que a proteção de nossas mulheres.

No Brasil até proibimos nossas mulheres do direito de se defender, país machista que somos, via porte de uma arma.

Entrei no Google na Índia para ver que conselhos nosso oráculo tinha para mulheres evitarem um estupro, e para minha surpresa não há quase nada.

No fundo eram conselhos infantis como, “não se vista de forma provocante, não ande sozinha”.

Mas nenhum conselho sobre o que fazer na hora H.

Achei um único site interessantíssimo, com relatos de truques que mulheres usaram e se safaram.

Existem uns dez, pelo menos.

Os sites de americanas recomendam às mulheres reagirem fisicamente, arranhar o rosto por exemplo, o que é uma loucura.

Homens são muito mais fortes, e aí é que partem para a violência.

Essa é a recomendação das feministas, “porque senão o júri americano não acredita”, ou seja, uma fria.

Se algum site que defenda a mulher brasileira quiser inovar nessa área, só vou avisar que há dezenas de truques já usados, onde as mulheres escapam usando astúcia, e não violência, área que elas já dominam há milênios.

Requer obviamente conhecimento e até treinamento, ou seja, as barreiras culturais são enormes, por isso não apresento os dez truques eu mesmo.

Precisamos proteger nossas mulheres de forma muito mais eficiente do que estamos fazendo hoje, onde o estuprador é solto no dia seguinte.

 

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Iludidos Pelo Acaso https://blog.kanitz.com.br/iludidos-pelo-acaso/ https://blog.kanitz.com.br/iludidos-pelo-acaso/#comments Tue, 11 Apr 2017 14:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/2009/04/10/iludidos-pelo-acaso/ Há um fato importante que todos precisam saber sobre o ato da observação. Vocês estão sendo iludidos pelo acaso. Muitas pessoas acham erroneamente que jornalistas, ao contrário de blogueiros, são por definição negativos, o pessoal do contra — e que por isso, a imprensa privilegia as más notícias. Embora alguns jornalistas optem de fato pela má […]

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Há um fato importante que todos precisam saber sobre o ato da observação.

Vocês estão sendo iludidos pelo acaso.

Muitas pessoas acham erroneamente que jornalistas, ao contrário de blogueiros, são por definição negativos, o pessoal do contra — e que por isso, a imprensa privilegia as más notícias.

Embora alguns jornalistas optem de fato pela má notícia, existe um outro fenômeno que afeta os leitores, um fenômeno chamado a ilusão do acaso.

Quem explica isso é o estatístico Nassim Taleb, autor do livro “Iludido pelo Acaso”.

Embora ele não trate de jornalismo, mas do mercado de ações, mostrarei aqui a analogia com jornalismo — isso se vocês tiverem paciência, porque a lógica é, de fato, complicada. Mas vale a pena!

O mercado de ações americano sobe há mais de 40 anos a uma taxa média de 12% ao ano, lembrando-se de que média é média.

Metade dos anos ele valoriza mais do que isso (uma excelente notícia), a outra metade ele cresce menos. (o que continua sendo boa notícia, com exceção das poucas vezes em que a rentabilidade é negativa e você perde dinheiro)

Apesar da volatilidade diária, olhando uma única vez por ano, você verá mais boas notícias do que notícias ruins.

Isso porque o mundo está melhorando lentamente, dando dois passos para frente e um para trás.

Se você observar sua carteira de ações uma única vez por ano, em 40 anos você terá 93% de boas notícias: você ficou mais rico.

Mas em 7% das vezes, ou 3 anos dos 40, a notícia será ruim: você ficou mais pobre (ou menos rico).

Se você observar o nível da Bolsa de Valores todo trimestre, a situação muda de figura: 67% das vezes você ficará feliz – a Bolsa subiu no trimestre.

No entanto, 33% das vezes você terá uma má notícia: a Bolsa caiu e você empobreceu naquele semestre.

Como temos um gene de pessimismo, uma má notícia nos afeta 2 a 3 vezes mais emocionalmente do que uma boa notícia.

Ou seja, apesar de você estar ganhando dinheiro trimestralmente, a sensação média é de quase empate ou vazia.

Bolsa

  Em Alta       Em Queda

Todo ano                                     93.00%             7.00%

Todo Trimestre                          67.00%            33.00%

Toda Semana                              59.00%            41.00%

Todo Dia                                       54.00%           46.99%

Cada Minuto                                 50.17%           49.83%

Fonte: Fooled by Randomness, p. 57

Se você observar suas ações todo dia, como todo jornalista econômico faz, a situação ficará feia. 54% das vezes você terá boas notícias — a Bolsa subiu! E em 46% das vezes, você ficará infeliz…

E, como ninguém mantém esta contabilidade rigorosa, a sensação poderá ser de empate — ou até de que você, na média, perde dinheiro.

As oscilações de curto prazo da Bolsa, que chegam a ser mais ou menos 3%, ofuscam o lento crescimento de longo prazo de 0,056% ao dia. O 0,056% é quase imperceptível “a olho nu”, mas depois de 200 pregões, chega aos nossos 12% ao ano.

No dia a dia, você só vê a volatilidade do curto prazo, e não a tendência de longo prazo. Você está sendo iludido pelo acaso, iludido pelas pequenas flutuações normais do dia a dia. Por isso, corretor de ações não é rico,   normalmente perdem dinheiro, especuladores pagam mais em corretagem do que ganham.

Por isso, tantos jornalistas econômicos e a maioria dos brasileiros acham que a Bolsa é um cassino, que é pura especulação, que é coisa para jogadores.

Aqueles que mantêm uma “distância sadia” da Bolsa, aqueles que compram e ficam, e só olham as 93% de observações anuais, terão a visão que poucos têm — de que aplicar na Bolsa é relativamente seguro e de que só dá alegrias em 93 % das vezes.

É devido a essa ilusão do acaso que 98% dos brasileiros deixam de investir na categoria mais rentável do mundo, rendendo 12% ao ano em termos REAIS, preferindo títulos do governo que pagam 4% de valor real, e olhe lá.

Ultimamente, a situação ficou ainda pior.

Quem olhar pela internet a cada minuto, algo que só a nova geração teve o privilégio de experimentar, verá a Bolsa subir 50% das vezes e cair 49% das vezes.

O crescimento histórico fica totalmente imperceptível.

O que tudo isso tem a ver com jornalismo?

Se a Bolsa incorpora todas as notícias boas e más do momento, isso significa que 50,1% das notícias são, de fato, boas para a Bolsa e que os outros 49,9% são notícias negativas, ao ponto de derrubar a Bolsa. Por isso, ela oscila de minuto a minuto, dia a dia.

Ou seja, se você quiser investir na Bolsa sem ficar com a sensação de que ela é um cassino, o melhor é não ler o noticiário econômico. Muito menos pela internet.

Refazendo a tabela de Taleb para o jornalismo, teríamos a seguinte distribuição:

Más notícias          Boas notícias

jornalismo on line                  49,8%                    50,2%

jornalismo diário                      46%                        54%

jornalismo semanal                  41%                        59%

jornalismo mensal                     33%                        67%

jornalismo anual                         7%                         93%

Ou seja, quem lê notícias diariamente será muito mais pessimista do que alguém que lê uma revista semanal como a Veja ou uma revista mensal como Época Negócios.

Otimistas são aqueles que leem as edições de final de ano, cheias de esperanças e de dados de tendências para o ano seguinte, e aqueles que assistem uma vez por ano a uma palestra minha ou de outros economistas positivos como Octávio Barros ou Ricardo Amorim.

Por isso, jornalistas diários são mais pessimistas do que colunistas semanais, que por sua vez são mais pessimistas do que colunistas mensais e blogueiros ocasionais.

Em momentos de crise, tendemos a aumentar a frequência com que procuramos notícias, o que só piora a situação.

Se você observar a Bolsa todo ano, terá 93% de alegrias, como normalmente se faz com renda fixa e imóveis. Nem existem cotações diárias para imóveis e renda fixa.

Se existissem, as notícias não seriam boas. Imóveis, como carros, desvalorizam ano após ano devido a idade e obsolescência do imóvel.

O jornalismo que dá certo é aquele que não se permite ser “Iludido pelo Acaso”. É aquele que coloca a notícia no contexto, que aponta as tendências de longo prazo, que ignora marolas e concentra no horizonte que nem sempre aparece numa tempestade.

O jornalismo que dá certo é o que este site pretende ajudar a criar. Se você tem um blog de notícias, continue a publicar as más notícias que surgem para não ser tachado de otimista, mas contextualize com as análises que faremos aqui sobre O Brasil Que Dá Certo. Apesar dos pesares do dia a dia.

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