COMUNITARISMO - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/comunitarismo/ Blog para se Pensar Tue, 07 Jul 2026 14:21:57 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 https://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2021/06/stephenkanitz-favicon-150x150.png COMUNITARISMO - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/comunitarismo/ 32 32 O Individualismo Exagerado Ocidental https://blog.kanitz.com.br/o-individualismo-exagerado-ocidental/ https://blog.kanitz.com.br/o-individualismo-exagerado-ocidental/#comments Mon, 22 Jul 2024 13:07:11 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29725 A civilização ocidental se tornou bem sucedida pelo crescimento do conceito de individualismo, que nos permitiu fugir do pensamento tribal,   coletivo e social que perdurava até meados da Idade Média. Leiam Individualism and The Western Tradition, pelo psicólogo evolucionista brilhante Kevin MacDonald, que demonstra como nos tornamos mais criativos, empreendedores, contestadores, disruptivos, progressistas depois dessa transição. […]

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A civilização ocidental se tornou bem sucedida pelo crescimento do conceito de individualismo, que nos permitiu fugir do pensamento tribal,   coletivo e social que perdurava até meados da Idade Média.

Leiam Individualism and The Western Tradition, pelo psicólogo evolucionista brilhante Kevin MacDonald, que demonstra como nos tornamos mais criativos, empreendedores, contestadores, disruptivos, progressistas depois dessa transição.

Acontece que hoje as invenções não são mais individuais, mas de um laboratório de pesquisas.

Acontece que hoje o empreendedorismo não é mais individual, mas uma corporação gigante administrada por milhares de administradores profissionais.

A competição feroz do “livre mercado” e a meritocracia competitiva, tão defendidas pelos liberais, não funciona mais.

Voltei de uma longa viagem ao Japão onde finalmente percebi o que está errado com o Ocidente, em clara decadência.

Simplificando ao extremo, o Japão é uma cultura que desenvolveu a sociedade B abaixo. 

Os japoneses competem menos entre si, se diferenciam através de pequenas coisas, o suficiente para se diferenciar. 

É o “menos é mais” da cultura japonesa, quase nada ostentam, se preocupam com a união do grupo muito mais do que nós.

A civilização ocidental é a curva A com uma disparidade bem maior do que retrata o gráfico que apresentei.

Nós almejamos nos diferenciar do outro de forma exagerada, imensa, competimos ferozmente, vivemos nos exibindo e contando vantagens.

Jovens não se contentam com uma tatuagem para se diferenciar, colocam 20, e aí nenhuma tatuagem se destaca.

Ricos não compram 1 carro de luxo, mas 5. Ter um milhão de dólares não é mais suficiente tem que ser bilionário.

Nossas conversas não são como melhorar a educação no Brasil, como reduzir a taxa de divórcios ou reduzir a violência. 

Nossas conversas são sobre como eu sou mais bem sucedido que você, quanto eu ganhei na bolsa semana passada, e se meu bônus foi maior que o seu.

A maioria não ouve o que o amigo está dizendo, a maioria fica esperando quando interromper com um “eu também”.

Japoneses não querem diminuir seus amigos mostrando-se superiores, pelo contrário.

Japoneses se vestem discretamente, pouco batom, mas colocam um único detalhe para se diferenciar, um broche em forma de besouro por exemplo.

É divertido passear nas ruas do Japão, e descobrir o detalhe como cada japonesa se diferenciou. 

Ou seja, nós precisamos de menos e não mais. Precisamos nos interessar mais nos outros e não em nós mesmos.

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Comunidade e Comunitarismo https://blog.kanitz.com.br/comunidade-e-comunitarismo/ https://blog.kanitz.com.br/comunidade-e-comunitarismo/#comments Sun, 24 Dec 2023 09:14:55 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29604 Introdução ao Comunitarismo

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A direita e o liberalismo estão tão desgastados por erros cometidos no passado que dificilmente irão ressurgir. 
Administração nos ensina inclusive que marcas desgastadas ou queimadas nunca mais se recuperam, por isso o certo é desenvolver outra ideologia política, mais adequada aos tempos modernos.
Com o fim do movimento pendular da globalização, minha previsão é um retorno lento à Idade Média, fim das megalópoles, volta das cidades agrícolas, volta do localismo, da comunidade e do comunitarismo, do near and friendly.

Fiz um resumo de um excelente artigo de João Pedro Schmidt.

“Comunidade é um conceito presente em todas as grandes religiões mundiais, como o judaísmo, o cristianismo, o islamismo e o budismo, e em todos os grandes sistemas de pensamento. 

A tradição milenar assegura ao termo presença no vocabulário de todas as principais línguas: Koinonía (grego), Communitas (latim), Kehilla [kehillah] (hebraico), Umma ou Ummah (árabe), Sangha (sânscrito), Shèq’ (chinês), Samud’ya (híndi), Komyuniti (japonês), Soobshchestvo (russo), Community (inglês), Commu- nauté (francês), Gemeinschaft (alemão), Comunidad (espanhol) e Comunità (italiano), entre outras.

Para Robert Nisbet, a história é fundamentalmente a história das ideias e dos ideais humanos quanto à comunidade e à anticomunidade. 

(A esquerda foi sempre contra a comunidade, a cooperação humana, a filantropia, o altruísmo recíproco, dos valores espirituais associados à religião e ética comunitária. 

O Estado comanda nossas vidas, não as milhares de comunidades.)

O autor emprega o termo comunidade no seu sentido de “relações entre indivíduos que são marcadas por um alto grau de intimidade pessoal, de coesão social ou compromisso moral, e de continuidade no tempo”. (Nisbet, 1982, p. 13) 

Elemento central da cristandade medieval, mas recusada por grande parte do pensamento iluminista moderno, a comunidade é redescoberta no pensamento social europeu ao longo do século XIX e assume relevância crescente ao longo do século XX, mantida nos dias atuais. 

Após a II Guerra Mundial, lembra Will Kymlicka (2003), o ideal de comunidade foi posto de lado pelos intelectuais.

Uma consequência da ressignificação autoritária do ideal comunitário pelos ideólogos socialistas, comunistas, nazistas e nacionalistas, além da pouca atenção que lhe foi dada pela vertente predominante do pensamento liberal. 

Usualmente, quando se fala de comunitarismo entre nós, tem-se em mente não mais que alguns autores (Alasdair MacIntyre, Michael Walzer, Robert Nisbet, Charles Taylor), que, aliás, não se autodenominavam comunitaristas. 

O comunitarismo é o pensamento que se preocupa fundamentalmente com a comunidade – e não com o Estado ou o mercado.” 

(Por hoje é só, mas todos meus artigos normalmente  são embasados no Comunitarismo, bem como meus sites filantropia.org, voluntarios.com.br, thinkers-Brasil.org e o Prêmio Bem Eficiente.) 

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A Segurança Política das Nossas Fazendas https://blog.kanitz.com.br/a-seguranca-politica-das-nossas-fazendas/ https://blog.kanitz.com.br/a-seguranca-politica-das-nossas-fazendas/#comments Mon, 18 Dec 2023 01:38:19 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29594 Por Szabo Nick, o inventor do Bitcoin, um gênio. Talvez o fator mais importante para uma civilização neolítica, antiga ou medieval foi a segurança das terras agrícolas. Ao longo desses tempos, a produtividade e a segurança que determinaram a propriedade (ou mais geralmente o controle) das terras agrícolas e, portanto, a estrutura de uma sociedade […]

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Por Szabo Nick, o inventor do Bitcoin, um gênio.

Talvez o fator mais importante para uma civilização neolítica, antiga ou medieval foi a segurança das terras agrícolas.

Ao longo desses tempos, a produtividade e a segurança que determinaram a propriedade (ou mais geralmente o controle) das terras agrícolas e, portanto, a estrutura de uma sociedade dominada pela agricultura.

Qual desses dois fatores era mais importante?

Muitos historiadores tradicionais consideram que a organização militar (muitas vezes determinada pela tecnologia militar) determinava a estrutura social, bem como o sucesso de uma sociedade.

Assim, por exemplo, a teoria de que o estribo deu origem ao feudalismo.

Alguns outros consideram que a produtividade agrícola, determinada principalmente pela ecologia e tecnologia, era mais importante para o sucesso de uma civilização ou para determinar suas instituições políticas, legais e econômicas.

Nenhuma das visões é correta.

A produtividade e a segurança das fazendas interagem, e as instituições são pelo menos tão importantes para determinar essa produtividade e segurança quanto o inverso.

Alguns historiadores começaram a analisar a interação entre a produtividade das culturas e a segurança de várias maneiras detalhadas, uma abordagem que acredito que pode lançar bastante luz sobre a história.

Uma estratégia comum da guerra antiga era “devastar” as colheitas do inimigo.

O historiador e viticultor Victor Davis Hanson (outro gênio) estudou as videiras, oliveiras e algumas variedades de grãos cultivadas na Grécia antiga e mostrou que elas frequentemente resistiam bem à destruição intencional (queima, corte, escavação, etc.).

Suspeito ainda que as plantas, na maioria dos lugares e épocas, foram selecionadas, não apenas por seu conteúdo nutricional, e não apenas para resistir a ervas daninhas e pragas animais, mas também para resistir a tais assaltos de pragas humanas.

Além disso, hipotetizo que o padrão de controle ou propriedade da terra, e assim a lei de propriedade (e a estrutura política em geral), variará dependendo da interação da produtividade e segurança agrícolas, e vice-versa.

Para desenvolver essa teoria, farei algumas hipóteses “geoestratégicas” correlatas sobre a guerra neolítica, antiga, clássica e medieval:

* Há algumas economias de escala na proteção de terras agrícolas. Uma economia de escala óbvia é que a área (uma boa medida de valor) de terras agrícolas aumenta como o quadrado do comprimento da fronteira que deve ser guardada.

* Há algumas deseconomias de escala na proteção de terras agrícolas. Uma importante deseconomia de escala é que se torna mais difícil coordenar exércitos cada vez maiores (o problema do conhecimento familiar aos economistas austríacos) e coordenar a coleta de impostos necessária para financiar esses exércitos.

* Há uma tensão entre o tamanho ótimo de uma fazenda para a aplicação de trabalho e tecnologia organizacional e o tamanho ótimo para proteção militar.

Se as necessidades de segurança se tornarem muito grandes, os dois podem se desencontrar e a produtividade da fazenda cairá.

Se isso não ocorrer, alguma coordenação militar entre os proprietários de terras é necessária (isso pode ser feudal, ou democrático/agrário como na pólis grega clássica, ou uma grande variedade de outros tipos de coordenação, incluindo o estado moderno).

* Recursos geográficos podem ajudar a proteger terras agrícolas, permitindo que seu tamanho e organização sejam otimizados para a produtividade.

Quais recursos geográficos são importantes dependem da escala em que as terras agrícolas são defendidas.

Durante muitas eras da história (da coordenação feudal em larga escala ao estado) tal coordenação ocorreu em grande escala.

Assim, pode não ser coincidência que duas grandes ilhas que foram protegidas de invasões durante centenas de anos, Japão e Grã-Bretanha, também tiveram entre as mais altas produtividades agrícolas por acre durante esse período, bem como a maior cultivação de terras aráveis marginais.

A situação da Itália é semelhante, sendo protegida de um lado pelos Alpes e de três outros lados pela água.

Itália e Japão, embora frequentemente divididos politicamente durante esta era, são longos e finos, tornando as fronteiras internas disputadas mais curtas.

Em algumas áreas (como os Países Baixos) os habitantes fizeram grandes esforços para criar barreiras aquáticas entre si e os exércitos invasores.

Por outro lado, essa teoria prevê que a produtividade agrícola será mais baixa em regiões continentais desprotegidas.

De fato, regiões continentais interiores facilmente alcançáveis por cavalo tendiam a ser entregues à pastagem nômade muito menos produtiva.

As restrições de segurança provavelmente foram o que impediu qualquer tipo de cultura de ser cultivada.

Algumas das inspirações para esta teoria vêm de Adam Smith, no Livro 3 de A Riqueza das Nações.

Smith apontou que havia uma grande incompatibilidade entre os padrões de propriedade da terra que proporcionavam os melhores incentivos para usar a terra produtivamente e as leis derivadas das necessidades de proteção feudal.

Sob a lei inglesa, havia vários tipos de propriedade de terras, chamados de “estates.”

Smith defendeu a propriedade direta chamada de “fee simple” que permitia que a terra fosse dividida entre filhos, comprada e vendida, e usada como garantia.

Os dois tipos de propriedades agora curiosos, mas outrora comuns, que Smith observou e criticou foram o “primogenitura”, em que a terra não podia ser dividida entre filhos, mas tinha que ser destinada ao filho mais velho, e o “fee tail”, ou restrições contra a transferência da propriedade ou seu uso como garantia.

Na Idade Média, a propriedade da terra estava atrelada à capacidade de proteger a terra.

A lei, portanto, impedia herdeiros tolos de dividir suas terras em partes muito pequenas para serem protegidas.

Essas restrições também protegiam os inquilinos que realmente trabalhavam a terra.

Smith, vivendo em uma ilha bem protegida pela marinha de um único estado, observou que a Inglaterra estava se afastando desse tipo de propriedade e defendeu a eliminação total dela, apontando seu desperdício econômico.

Como evidência, Smith citou grandes extensões de terras mal cultivadas ou totalmente incultas em fazendas ainda sob essas restrições de lei de propriedade feudal.

Além disso, vimos a importância da capacidade de usar a terra como garantia.

A colateralização da terra provavelmente ocorreu pela primeira vez em larga escala na Itália medieval tardia.

Isso pode ser devido à sua maior aderência às tradições do direito romano (em que a terra era dividida igualmente entre os filhos e era livremente transferível), bem como à sua geografia relativamente segura.

O papel crucial da segurança para a história da agricultura também pode lançar luz sobre o nascimento da agricultura em primeiro lugar.

Os caçadores-coletores eram muito conhecedores de plantas e animais, muito mais do que o típico moderno.

Não teria sido necessário um gênio – e havia muitos, pois seus cérebros eram tão grandes quanto os nossos – para descobrir que você pode plantar uma semente no chão e ela crescerá.

Deve ter havido, em vez disso, algumas restrições institucionais severas que impediram o surgimento da agricultura em primeiro lugar.

O problema básico é que alguém tem que proteger essa muda por vários meses dos inimigos e, em seguida, tem que colhê-la antes do inimigo (ou simplesmente um vizinho invejoso).

Szabo Nick

(Fica claro que a agricultura brasileira não tem a segurança jurídica e militar necessária para desempenhar plenamente suas funções. Não temos relações exteriores que nos garantam estoques de fósforo e potássio. Nem uma marinha que proteja nossas exportações marítimas. Algo que iremos discutir aqui. Aceito sugestões.)

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Uma Proposta Simples Para Eliminar a Pobreza no Brasil https://blog.kanitz.com.br/uma-proposta-simples-para-eliminar-a-pobreza-no-brasil/ https://blog.kanitz.com.br/uma-proposta-simples-para-eliminar-a-pobreza-no-brasil/#comments Sun, 29 Oct 2023 20:56:20 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29492 Lei que elimina extrema pobreza.

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Por Stephen Kanitz

Um jovem de 18 anos, no início de sua carreira, ganhando salário mínimo é obrigado a pagar 55% de impostos diretos e indiretos compulsoriamente ao Estado.
Justamente quando ele está no início de sua vida, pobre portanto, comprando móveis, geladeira, fogão, moto, casa própria, para assim começar a sua vida.
Essa brutal taxação lhe obriga a comprar a prazo, assumir dívidas, pagar juros elevados por não ter histórico creditício, e continuar pobre para o resto da vida.

Nossa Constituição reza claramente sobre “capacidade contributiva”, e jovens no início de suas carreiras não têm ainda a capacidade de contribuir com todos os projetos de bem-estar social criados pelos mais velhos.

Por que jovens no início de suas carreiras deveriam custear o Supremo, o Itamaraty, o Bolsa Família, os incentivos à indústria?

Propomos acabar com esse ciclo vicioso.

Simplesmente usando uma regra de justiça social, de que jovens pobres não precisam custear uma série de serviços do Estado aos quais não são submetidos quando jovens.

Eles representam somente 10% da população e somente 2% dos impostos. Ou seja, o diferimento de imposto por 12 anos não seria significativo, e seria muito mais barato do que as dezenas de políticas de erradicação da pobreza que não funcionaram.

A. Nossos jovens de 18 não precisarão contribuir com 30% de seus salários para uma aposentadoria que irão receber somente aos 65 anos de idade. 18 anos não é a idade em que se deve planejar num pecúlio previdenciário.

Propomos que essa obrigação seja postergada a partir dos 30 anos de idade, quando nossos jovens estarão ganhando 50% mais, sem dívidas a pagar, com um acréscimo de pagamento atuarialmente calculado.

B. Nossos jovens de 18 anos não precisarão mais contribuir com 8% para um Fundo de Garantia por Tempo de Serviço antes dos 30 anos.

Não é socialmente justo que nossos jovens sejam obrigados a financiarem o setor de construção civil, quando eles próprios estão pagando juros por uma casa própria.

C. Nossos jovens pagam mais 14% de impostos indiretos em IPI, ICMS, Pis, Confins, sobre tudo que compram. Até os 30 anos, receberão um cash back nas compras equivalente aos impostos embutidos até os 30 anos. Ao receberem seus salários receberão vouchers o equivalente aos 14%, que poderão ser usados em compras.

Economistas discutem taxação progressiva com relação a renda, mas nunca discutem taxação progressiva com idade ou taxação intergeracional.

Os dados mostram claramente que no caso brasileiro a pobreza é consequência da taxação precipitada de impostos sobre aqueles que ainda não possuem capacidade contributiva para tal.

Portanto, proponho:

Projeto de Lei 4443

  1. Posterga a contribuição para a aposentadoria e aumenta o valor dessa contribuição a partir dos 30 anos, aliviando o encargo financeiro dos jovens de 18 anos.
  2. Elimina a obrigação de contribuir com 8% para o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) antes dos 30 anos.
  3. Implementa um sistema de reembolso de impostos indiretos para jovens até os 30 anos, ajudando a aliviar os encargos fiscais sobre produtos e serviços.

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O Verdadeiro Significado de Ser Patriota https://blog.kanitz.com.br/o-verdadeiro-significado-de-ser-patriota/ https://blog.kanitz.com.br/o-verdadeiro-significado-de-ser-patriota/#comments Sun, 17 Sep 2023 14:04:49 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29413 Ser um patriota não significa simplesmente amar tudo o que já existe, ou ter um profundo carinho pelo nosso passado histórico, tradições e pelo status quo atual. Isso seria uma simplificação equivocada. Além disso, muitas vezes nos falta um passado robusto para nos orgulhar verdadeiramente. Cada nação é forjada através da colaboração humana, sendo esse […]

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Ser um patriota não significa simplesmente amar tudo o que já existe, ou ter um profundo carinho pelo nosso passado histórico, tradições e pelo status quo atual. Isso seria uma simplificação equivocada. Além disso, muitas vezes nos falta um passado robusto para nos orgulhar verdadeiramente.

Cada nação é forjada através da colaboração humana, sendo esse processo essencial para elevar o padrão de vida além das necessidades básicas. Se nos comportássemos apenas como indivíduos isolados, enfrentaríamos escassez e desamparo.

Alguns países têm sido mais bem-sucedidos em cultivar uma cultura de cooperação, promovendo o empreendedorismo e rejeitando comportamentos destrutivos e contraproducentes.

Queremos ter a certeza de que, em todas as regiões do Brasil, encontraremos pessoas em quem podemos confiar inquestionavelmente. Queremos ter a segurança de que, em todas as partes do Brasil, teremos compatriotas que confiarão em nós.

Nossa aspiração é transformar nosso país em um lar acolhedor, próspero e fundamentado em valores compartilhados, onde não haja luta de classes, etnias ou raças, mas sim cooperação mútua.

O verdadeiro patriotismo não é uma questão individual, mas sim um desejo de que esses nobres valores sejam compartilhados por todos, do Norte ao Sul e do Leste ao Oeste. É o sentimento de pertencimento a um território onde sabemos que todas as pessoas abraçam esses valores e princípios fundamentais.

Quando viajamos para países como Argentina ou Uruguai, por exemplo, respeitamos suas culturas e tradições, da mesma forma como esperamos que os imigrantes que chegam ao Brasil respeitem os nossos.

Questionamos se esses recém-chegados estão alinhados com os nossos princípios e valores compartilhados. Quando não estão, a integração torna-se uma missão desafiadora.

Querer que os imigrantes se integrem não é uma postura de extrema direita, como por vezes somos acusados, mas sim o desejo de que eles cooperem com os valores que consideramos corretos.

Esperamos que esses novos residentes abracem os nossos valores e princípios, ao invés de impor os seus, criando comunidades isoladas. Tanto os Estados Unidos quanto o Brasil enfrentam o desafio de manter valores compartilhados em meio à sua vastidão e diversidade. Isso é evidenciado pelo crescimento dos movimentos patrióticos, refletido nas presidências de figuras como Trump e Bolsonaro, ambos descendentes de imigrantes, um de Veneza e outro de Kallstadt, Alemanha.

Infelizmente, o antipatriotismo tem emergido como resposta, em vez de promover uma cultura de cooperação humana. Em vez de buscar o entendimento da administração de organizações, os antipatriotas lutam para destruir tudo, incluindo os próprios conceitos de patriotismo, pátria e patriotismo.

Como filho de imigrantes ingleses, tive minha própria jornada de adaptação à cultura brasileira. Apesar de respeitar a cultura da Inglaterra, eu sabia que meu papel era integrar-me aos valores e princípios brasileiros, mesmo que isso implicasse superar desafios e preconceitos pessoais.

Minha ascensão a Professor Titular da USP e, posteriormente, a tornar-me um dos quatro colunistas da Veja, foi a realização desse esforço contínuo de pertencer.

Ser patriota não é endossar cegamente o status quo ou celebrar nossa história e tradições de forma inquestionável. Ser patriota é a firme convicção de que podemos e devemos aspirar a um país onde todos, em cada canto deste vasto território, compartilhem o compromisso com a cooperação, o respeito mútuo e a integridade.

Um patriota é alguém que acredita que todos os habitantes de uma nação, em todos os cantos de seu território, devem abraçar os mesmos valores compartilhados de cooperação, respeito mútuo, honestidade nos negócios e na palavra.

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Existem Duas Populações Disputando o Mesmo Mundo https://blog.kanitz.com.br/existem-duas-populacoes-disputando-o-mesmo-mundo/ https://blog.kanitz.com.br/existem-duas-populacoes-disputando-o-mesmo-mundo/#comments Fri, 23 Jun 2023 10:00:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29323 Dois tipos de homens ainda presentes na sociedade competem entre si por poder e primazia. Podemos classificá-los como o homem tipo G – ‘G’ de ‘garanhão’ – e o homem tipo P – ‘P’ de ‘paizão’. O ‘garanhão’ representa um resquício da nossa fase nômade e poligâmica, ainda hoje carregando genes que direcionam tal comportamento. […]

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Dois tipos de homens ainda presentes na sociedade competem entre si por poder e primazia.

Podemos classificá-los como o homem tipo G – ‘G’ de ‘garanhão’ – e o homem tipo P – ‘P’ de ‘paizão’.

O ‘garanhão’ representa um resquício da nossa fase nômade e poligâmica, ainda hoje carregando genes que direcionam tal comportamento.

Já o ‘paizão’ é o descendente da fase agrícola que levou a evolução da monogamia, foram os primeiros que reconheceram a relação entre sexo e procriação e perceberam a existência de laços familiares, como a paternidade e a fraternidade.

A proporção entre estes dois tipos de homens ainda é incerta e merece maior investigação. Meu palpite é uma distribuição de 80% de ‘paizões’ e 20% de ‘garanhões’.

O que distingue esses dois tipos de homens são as estratégias de procriação e investimento paternal que adotam.

Existem, basicamente, dois tipos de estratégias de procriação, R e K.

A primeira é a estratégia do ‘garanhão’, comumente denominada “Ame-as e deixe-as”. Essa estratégia é amplamente observada no reino animal, onde o macho realiza sua função reprodutora e, então, some para sempre.

No dia do parto, ele estará distante, buscando outra parceira para fecundar.

Ele delega a tarefa de cuidar dos filhos à mãe, e a responsabilidade pela educação e saúde à sociedade. Como raramente trabalha, exige uma aposentadoria paga pelos outros, mais uma vez transferindo a responsabilidade para o coletivo.

Curiosamente, é plausível imaginar que os ‘garanhões’ tendem a se alinhar ideologicamente à esquerda.

Eles são atraentes, sedutores, dizem o que as mulheres querem ouvir e, elas quando votam, votam em candidatos que espelham seu estilo de vida.

Figuras históricas como John Kennedy, Bill Clinton, Franklin D. Roosevelt e Fernando Henrique Cardoso podem ilustrar essa tendência.

O outro tipo de estratégia reprodutiva, a do ‘paizão’, é colocar “todos os ovos numa mesma cesta” e cuidar bem dessa cesta.

Esta estratégia surgiu com o advento da agricultura. Os ‘paizões’ têm poucos filhos, mas cuidam bem deles. São pais presentes porque não passam a vida em busca de múltiplas parceiras.

Por serem mais laboriosos, algumas mulheres preferem a segurança alimentar proporcionada por um homem que provê recursos para os filhos. São menos atraentes, menos sedutores, mas mais confiáveis.

Normalmente, os ‘paizões’ são de direita, defendem a propriedade privada e os valores familiares, além de valorizarem a poupança para o futuro, posturas que a esquerda nômade tende a não concordar por motivos intrínsecos.

Recentemente, muitos argumentam que essa distinção entre esquerda e direita não existe mais e é ultrapassada. No entanto, enganam-se ao ignorar que tal distinção está enraizada em nossos genes e provavelmente persistirá por milhares de anos.

Vale ressaltar que, conforme os estudos de Biologia Evolutiva indicam, os genes determinam aproximadamente 50% de nosso comportamento.

Esta é uma contribuição significativa, mas não devemos negligenciar que outros fatores como educação, cultura e informação são igualmente essenciais, constituindo os outros 50%.

É importante lembrar que a ciência e a compreensão humana estão em constante evolução. Embora a biologia evolutiva e a genética possam fornecer insights valiosos sobre o comportamento humano, elas não devem ser usadas de forma reducionista ou determinista.

É fundamental adotar uma abordagem multidisciplinar, considerando uma ampla gama de perspectivas, para entender adequadamente a complexidade do comportamento humano e da sociedade.

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A Questão do ChatGPT é Outra https://blog.kanitz.com.br/a-questao-do-chatgpt-e-outra/ https://blog.kanitz.com.br/a-questao-do-chatgpt-e-outra/#comments Fri, 21 Apr 2023 10:00:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29287 O ChatGPT é um processador de linguagem já escrita em algum lugar. Ele funciona na base das probabilidades da frase seguinte e não por uma inteligência artificial. Mesmo assim temos uma questão importante a discutir. A preocupação do Islamismo foi sempre cuidar para que o desenvolvimento científico e econômico não ultrapassasse o desenvolvimento humano. Não […]

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O ChatGPT é um processador de linguagem já escrita em algum lugar. Ele funciona na base das probabilidades da frase seguinte e não por uma inteligência artificial.

Mesmo assim temos uma questão importante a discutir.

A preocupação do Islamismo foi sempre cuidar para que o desenvolvimento científico e econômico não ultrapassasse o desenvolvimento humano.

Não há a menor dúvida que não é isso que está ocorrendo no mundo ocidental.

Os jovens de hoje estão sentindo que tudo se desenvolve muito rápido e que poucos podem acompanhar.

Daí o crescimento das drogas, da depressão, do desejo de cair fora do sistema, do sentimento de desajuste com a realidade.

O ataque às Torres em Nova York era um ataque ao Grande Satan os Estados Unidos, e não Israel como muitos divulgaram.

Islam está absolutamente certo, e certamente iremos assistir uma volta e crescimento das Religiões no Brasil, e uma ênfase em valores espirituais e bem-estar psicológico.

Estudiosos e pensadores islâmicos sempre expressaram sobre o rápido avanço tecnológico da civilização ocidental como negativo.

Alguns estudiosos islâmicos argumentam que os rápidos avanços tecnológicos da civilização ocidental superaram o crescimento espiritual necessário para o equilíbrio e a harmonia na sociedade.

Eles argumentam que o foco no materialismo, individualismo e consumismo, frequentemente associados à cultura ocidental, pode levar ao declínio moral e espiritual.

Alguns estudiosos e pensadores islâmicos proeminentes que comentaram este problema incluem:

1. Seyyed Hossein Nasr: Um filósofo iraniano proeminente e estudioso de religião comparada, Nasr escreveu extensivamente sobre os perigos potenciais do progresso tecnológico desenfreado sem as bases espirituais necessárias.

Em seus trabalhos, ele enfatiza a necessidade de equilíbrio entre o desenvolvimento material e espiritual, baseando-se nos ensinamentos islâmicos para oferecer uma perspectiva alternativa.

2. Al-Ghazali: Embora Al-Ghazali tenha vivido muito antes do advento da tecnologia moderna (ele foi um teólogo, jurista e filósofo persa do século XI) seus escritos sobre a importância do equilíbrio entre preocupações materiais e espirituais influenciaram muitos pensadores islâmicos contemporâneos.

Ele alertou contra um foco excessivo em atividades mundanas, que acreditava poder distrair do crescimento espiritual e desenvolvimento moral.

3. Tariq Ramadan: Um estudioso e filósofo islâmico contemporâneo, Ramadan discutiu os desafios apresentados pelo rápido progresso tecnológico e globalização, especialmente para as comunidades muçulmanas.

Ele enfatiza a importância de manter uma base espiritual sólida e valores éticos diante desses desafios.

Esses estudiosos e outros como eles expressaram preocupações sobre o impacto dos rápidos avanços tecnológicos no bem-estar espiritual da sociedade.

Eles argumentam que um equilíbrio entre crescimento material e espiritual é necessário para manter o equilíbrio e a harmonia em qualquer civilização.

Quem quiser ler mais:

1. Seyyed Hossein Nasr, “Science and Civilization in Islam” (1968) e “Religion and the Order of Nature” (1996).

2. Al-Ghazali, “Revival of the Religious Sciences” (Ihya’ ‘Ulum al-Din) (século XI).

3. Tariq Ramadan, “Western Muslims and the Future of Islam” (2004) e “Islam, the West and the Challenges of Modernity” (2001).

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O Que Faz a Nossa Elite Intelectual? https://blog.kanitz.com.br/nossa-elite-intelectual/ https://blog.kanitz.com.br/nossa-elite-intelectual/#comments Tue, 26 Oct 2021 11:00:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=28906 Estou reproduzindo a única página da Folha de São Paulo que não mencionava algum tipo de Fora Bolsonaro. “1 em cada 7 bebês nascem de mães adolescentes.” Esse é um problema gravíssimo que ocorre há tempos no Brasil, e é levantado por Luciana Temer, sim, filha do ex-presidente, uma advogada e não por um jornalista […]

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Estou reproduzindo a única página da Folha de São Paulo que não mencionava algum tipo de Fora Bolsonaro.

“1 em cada 7 bebês nascem de mães adolescentes.”

Esse é um problema gravíssimo que ocorre há tempos no Brasil, e é levantado por Luciana Temer, sim, filha do ex-presidente, uma advogada e não por um jornalista ou uma sexóloga.

Ela é diretora de um dos poucos Think Tanks que estuda esse assunto e desenvolve políticas de combate.

Chama-se Instituto Liberta e tem como um dos doadores Elie Horn, que se comoveu ao comprar um prédio velho, infestado de prostíbulos de adolescentes.

Ele até me procurou oferecendo recursos para eu criar o Liberta, mas declinei porque achava que seria melhor ser liderado por uma mulher.

1 em 7 dos bebês é uma tragédia não somente para a mãe como para o bebê.

Nasce pobre, sem pai, e a rigor sem uma mãe capaz de assumir responsabilidades.

Essa criança não terá os estímulos necessários, terá um QI abaixo da média, traumas de abandono, depressão e assim por diante.

Lamentavelmente nossa esquerda está mais interessada em dar absorventes femininos, do que nesse sério problema da gravidez precoce, que afetará 3 gerações: mãe, filho e neto.

A esquerda brasileira surgiu de um movimento sindicalista mais interessado em trabalhadores empregados, chão de fábrica, que ganhavam pouco. Ou, em inflar o Estado ao máximo com funcionários.

Os invisíveis, os sem carteira assinada, só são mencionados em campanhas eleitorais.

Parabéns, Luciana Temer.

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New Economic Thinking https://blog.kanitz.com.br/new-economic-thinking/ https://blog.kanitz.com.br/new-economic-thinking/#comments Sat, 30 Jan 2021 10:05:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=27004 Fiquei feliz em assistir a um vídeo que confirma minha insistência em divulgar Administração Responsável das Nações. Foi feito pelo Institute For New Economic Thinking, que já diz praticamente tudo. Economia precisa incorporar o conhecimento de administradores acumulados há mais 2.000 anos, nos últimos 100 anos principalmente. Se economistas não o fizerem, serão taxados de […]

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Fiquei feliz em assistir a um vídeo que confirma minha insistência em divulgar Administração Responsável das Nações.

Foi feito pelo Institute For New Economic Thinking, que já diz praticamente tudo.

Economia precisa incorporar o conhecimento de administradores acumulados há mais 2.000 anos, nos últimos 100 anos principalmente.

Se economistas não o fizerem, serão taxados de Old Economic Thinkers.

Algo que tenho alertado há muito tempo.

Nesse vídeo vem um bônus.

Prof. Raghuram Rajan, professor da Escola de Administração de Chicago, é o autor de The Third Pillar, que atualmente estou lendo e recomendo.

Ele acredita, como eu, que a solução dos problemas atuais é o Comunitarismo.

Assista no YouTube e seja um adepto da nova forma de pensar Economia.

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