A Democracia do Administrador

Administração é a Ciência que mais discute e mais experiências práticas realizou em termos de democracia e eleições.

Já criamos centenas de milhares de formas diferentes de democracia nas empresas, mas só vou relatar um aspecto importante, o das eleições.

E a grande descoberta que o grande problema da nossa democracia são as eleições diretas e as campanhas eleitorais.

Quem é bom administrador normalmente não é bom de voto, e quem é bom de voto não é bom administrador.

Temos exemplos notórios como Jânio, Collor de Melo e o próprio FHC.

Nas eleições normalmente somos obrigados a optar por dois candidatos meio termo, não tão carismáticos do ponto de vista de votos, nem terem experiência em administração de empresas muito menos governos.

Aí, as campanhas precisam ser estas mentiras mercadológicas que temos aí, com agressões mútuas, dossiês de última hora, imprensa imparcial.

Nas empresas não temos campanhas sujas, marketing, nem promessas eleitorais.

Os candidatos não podem fazer promessas aos acionistas, que por sinal sequer votam.

Acionista não sabe votar, verdade seja dita, ou nem tem tempo para analisar detalhadamente o currículo de 6000 deputados federais, para saber qual o melhor.

Esta tarefa é feita por um Conselho de Administração.

Estes são administradores velhos e já testados, que irão escolher por nós o futuro presidente da empresa.

Este conselho normalmente não escolhe candidatos que dizem ter um PHD, e sim com experiência prática comprovada e formação correta.

Normalmente é um vice-presidente ou um dos diretores da empresa.

Não existem partidos políticos nas empresas que barganham votos por cargos, tudo é decidido com base na competência dos candidatos.

E eles não precisam ter carisma, somente capacidade de liderança.

É isto mais ou menos que acontece hoje na China, embora muitos consideram o regime de ditadura de esquerda. Não é.

As escolhas para presidente são feitas por um Conselho de Administração.

E o acionista, faz o quê?

Primeiro, votamos no Conselho de Administração.

Mas o mais importante é que temos o poder de derrubar o Presidente quando acharmos conveniente.

Não existe este mandato de quatro anos.

Todo Presidente pode ser demitido a hora que uma Assembleia Extraordinária quiser.

Não é impeachment, é simplesmente mudança de opinião. 

Eu chamo isto de democracia negativa, temos direito de destituir quem não desempenhar a contento.

A qualquer momento, algo curiosamente negado na maioria das “democracias”.

Isto é bem diferente do impeachment, onde o Presidente tem de ter cometido um crime bem definido.

Existe uma outra arma que muitas vezes é usada, que é o takeover.

Às vezes, o Presidente se mancomuna com o Conselho de Administração, e a empresa vai de mal a pior, como é o caso da Argentina.

Nestes casos, grupo de investidores externos compram as ações da empresa a preço de banana e destituem o Conselho de Administração.

Algo que hoje não ocorre mais com Países.

Nenhum país vizinho pode invadir e destituir um governo corrupto, a salvação sempre tem de vir por dentro, o que nem sempre é possível, vide Cuba.

A única coisa que as empresas não têm é um judiciário próprio, mas a maioria tem um código de ética.

Onde basta o Presidente pagar um jantar para uma amiga que será destituído, como na HP. Algo que não ocorre numa “democracia”.

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