Arquivos FUTURO - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/tags/futuro/ Blog para se Pensar Wed, 29 Nov 2023 12:01:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 https://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2021/06/stephenkanitz-favicon-150x150.png Arquivos FUTURO - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/tags/futuro/ 32 32 Entenda Como Funciona o Mundo Real https://blog.kanitz.com.br/entenda-como-funciona-o-mundo-real/ https://blog.kanitz.com.br/entenda-como-funciona-o-mundo-real/#comments Wed, 29 Nov 2023 08:49:26 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29564 Uma questão preocupante hoje é o conhecimento limitado que muitas pessoas da geração Z e Millenials têm sobre o funcionamento do mundo real. Se você faz parte destas gerações ou é um sociólogo ou economista, é crucial aprender (ou desaprender) como o mundo funciona – reconhecendo que, apesar de imperfeições, é esse o mundo que […]

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Uma questão preocupante hoje é o conhecimento limitado que muitas pessoas da geração Z e Millenials têm sobre o funcionamento do mundo real.

Se você faz parte destas gerações ou é um sociólogo ou economista, é crucial aprender (ou desaprender) como o mundo funciona – reconhecendo que, apesar de imperfeições, é esse o mundo que você terá de lidar no dia a dia.

O desconhecimento sobre a realidade do mundo pode levar à dificuldade de colaboração em ambientes de trabalho e à formação de uma visão crítica e isolada da sociedade.

Ignorar essa complexidade e imperfeição do mundo real poderá resultar em frustrações, incapacidade de promover mudanças e agir construtivamente.

Notícias do dia anterior tendem a destacar somente aspectos negativos, o que pode influenciar a sua percepção sobre o mundo.

Entender essa dinâmica é crucial para uma análise mais equilibrada e menos tendenciosa que a imprensa e nossos supostos intelectuais afirmam.

Quando na faculdade, acompanhe um ou outro setor da economia, de preferência aquele setor que poderá te dar um primeiro emprego.

Você tem 4 anos para saber quais são essas empresas, seus problemas, seus diretores, como elas produzem e o que produzem.

O número de economistas que conheci que nunca visitaram um único chão de fábrica, que nunca trocaram uma ideia com um contador de custos, com um único orçamentista ou um operador logístico, é imenso.

Não seja como eles. Não fique somente na teoria, saiba os inúmeros detalhes da vida.

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A Geração Que Nada Deixará Para Seus Filhos https://blog.kanitz.com.br/a-geracao-que-nada-deixara-para-seus-filhos/ https://blog.kanitz.com.br/a-geracao-que-nada-deixara-para-seus-filhos/#comments Fri, 19 May 2023 10:00:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29304 Em uma conversa, um jovem acusou nossa geração mais velha de estar deixando um país pior para eles, diferente do país que recebemos de nossos pais. Confesso que até me senti um pouco culpado, até refletir melhor sobre o assunto. Na verdade, não concordo com isso. Nossa geração deixou um mundo muito melhor para essa […]

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Em uma conversa, um jovem acusou nossa geração mais velha de estar deixando um país pior para eles, diferente do país que recebemos de nossos pais.

Confesso que até me senti um pouco culpado, até refletir melhor sobre o assunto.

Na verdade, não concordo com isso.

Nossa geração deixou um mundo muito melhor para essa nova geração.

A geração de nossos pais e a nossa começaram a trabalhar aos 16 anos, frequentavam a faculdade à noite, estudavam aos sábados e domingos.

Nosso sonho era justamente proporcionar um futuro melhor para essa nova geração.

Fundamos 600.000 grandes empresas, cujas oportunidades de emprego seriam destinadas a essa geração.

Construímos Itaipu e toda uma infraestrutura de estradas, pontes e ferrovias.

Oferecemos e-mail gratuito, Google, YouTube, milhares de cursos online, o Projeto Gutenberg, mesmo assim, muitos não aproveitaram ao máximo esses recursos.

Ensinamos a importância de ser honesto, não roubar, respeitar os outros, ser perseverante e não desistir diante das dificuldades.

No entanto, após 15 anos, muitos adolescentes de hoje não escutam mais os pais e muito menos os avós.

Aos 16 anos, muitos abandonaram os valores aprendidos e aceitaram os valores de pessoas que não estudavam, que só faziam política e que colavam nas provas, dando início à corrupção.

Lutamos por 40 anos para proteger vocês da exploração pelo nosso sistema de previdência por repartição social, onde jovens contribuem para a aposentadoria dos mais velhos, e vocês, os maiores beneficiados, nada fizeram.

Com uma soberba incomparável, saíram acreditando que mudariam o mundo, como a Greta, gritando para os próprios pais fazerem alguma coisa.

Hoje, diante da complexidade do mundo moderno, muitos não percebem que a fase de aprendizado se estende até os 30 anos.

Não perceberam que foram influenciados pelos professores e colegas, que não aprenderam a pensar de forma independente e, mesmo assim, continuam dando opiniões em publicações que já possuem milhares de outros comentários.

Honestamente, não entendo por que essa geração “progressista” está destruindo tudo que sabemos e prejudicando seus próprios futuros.

Portanto, queridos jovens, foram vocês que traíram seus pais, sua pátria e seus valores morais, em favor de uma vida sem compromissos e responsabilidades.

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Você Não Vai Ficar Rico. Ponto Final. https://blog.kanitz.com.br/voce-nao-vai-ficar-rico/ https://blog.kanitz.com.br/voce-nao-vai-ficar-rico/#comments Tue, 31 May 2022 10:30:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29116 Esse poderá ser o artigo mais importante da sua vida. Não quero ser um estraga prazer, mas alertar que todos vocês, com poucas exceções, estão sendo enganados. 1. Por políticos populistas que prometem “igualdade de oportunidades”. Mentira, quem cria oportunidades é você. 2. Por Ministros da Educação, que afirmam “basta ter um curso superior”. 3. […]

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Esse poderá ser o artigo mais importante da sua vida.

Não quero ser um estraga prazer, mas alertar que todos vocês, com poucas exceções, estão sendo enganados.

1. Por políticos populistas que prometem “igualdade de oportunidades”.

Mentira, quem cria oportunidades é você.

2. Por Ministros da Educação, que afirmam “basta ter um curso superior”.

3. Aos que acreditam que qualquer faculdade, como Sociologia, Letras e Educação, lhes trarão riqueza.

Elon Musk, Sergey Brin, Jeff Bezos são todos engenheiros e administradores, como Abilio Diniz.

4. Aos que acreditam que poderão ficar ricos comprando a última criptomoeda, ou uma ação “largada”.

5. Aos que acreditam que dá para passar de pobre para rico numa geração.

Pesquisei “como ficar rico” no Google e achei 260.000 artigos prometendo o que menos que 1/1000 vai conseguir.

Tudo mentira, e escrevo para que vocês possam viver uma vida com metas realistas e não se frustrem aos 50.

Almeje ter sempre um dinheiro poupado para emergências, uma terceira renda em Fundos Imobiliários, por exemplo.

Escolha muito bem seu marido ou esposa.

Devote tempo para os seus filhos, o que os ricos não fazem.

Em vez de almejar riqueza, concentre-se em não fazer erros na vida, que pode custar uma vida.

Não se separe, e você terá uma velhice feliz.

Deixe a procura de riqueza, os dias de 18 horas de trabalho, os sábados e domingos trabalhando, as dívidas, os problemas trabalhistas para os ricos.

E outra coisa que ninguém fala, para cada rico tem uns 100 que quebraram no caminho.

Somar, como alguns economistas fazem, a riqueza dos ricos sem subtrair os prejuízos desses 100 é fake science.

Por que a maioria não vai ficar rica? Por várias razões.

1. Para ser rico você precisa de um QI entre 150 e 180.

Faça o teste de QI, e avalie suas chances de ficar rico com um QI de 100.

2. QI é hereditário, não dá para aumentá-lo (muito) ao longo da vida.

Dá para usar seu QI com mais ou menos intensidade e só.

3. Sendo assim, em vez de tentar ficar rico, procure ter um chefe com QI elevado.

4. Teste do brigadeiro. Se você foi reprovado no teste do brigadeiro, esquece. Esse é o segundo melhor previsor de sucesso na vida.

5. A profissão que você escolher será determinante.

Mulheres, que preferem ser enfermeiras lidando com gente, do que engenheiras lidando com “coisas”, vão sempre ganhar menos.

Filosofia, Letras e Sociologia nem pensar.

6. Faça um teste de personalidade (o big five do Jordan Peterson é confiável). Ele mede: a. Abertura para novas experiências b. Extroversão c. Estabilidade Emocional d. Agradabilidade e. Senso de Dever.

7. Se você não é atraído para novidades (ainda não comprou o Metaverso), esquece.

8. Se você não tem Senso de Dever, acordar na hora, pontualidade, determinação, não mentir, esquece.

9. Se você é introvertido, só fica textando ou em vídeo games, esquece.

10. Se você não tem estabilidade emocional, como Ciro Gomes, por mais competente que seja, esquece.

11. Se você é agradável, tem medo de conflito, não briga em discussões, esquece.

Empreendedores são desagradáveis, rudes e diretos ao ponto.

12. Se você é do tipo que pensa a curto prazo, não pensa no seu futuro mais a longo, esquece.

13. Se você é averso ao risco, e a maioria é por razões genéticas, você nunca vai ficar rico.

14. Se você é meio impulsivo, responde a primeira coisa que vem na cabeça, solta palavrões como resposta, esquece.

15. Se você tem baixa autoestima, por se achar explorado, vítima, pobre para sempre, esquece.

Aqueles que foram educados para serem os heróis na sua jornada da vida, terão mais chances.

16. Se você é mulherengo, pensa naquilo uma vez por dia, esquece. Isso é estatística comprovada, não estou inventando.

17. Se você já traiu sua mulher, esquece, as chances de ficar rico é maior para casamentos estáveis, além do elevado custo de um divórcio.

18. Se você acha que a renda do mundo é mal distribuída, que os ricos não são pessoas diferenciadas e raras, se você odeia os ricos, esquece.

19. Se você comentar uma picuinha ou que eu errei num dos 17 pontos, esquece.

Ricos sabem sintetizar o todo e não rejeitar ideias novas devido a um pequeno detalhe.

Portanto, relaxe.

Há muito tempo eu descobri que não ficaria rico, e isso mudou minhas prioridades na vida.

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2020 – o Ano Em Que o Brasil Não se Uniu https://blog.kanitz.com.br/2020-o-ano-em-que-o-brasil-nao-se-uniu/ https://blog.kanitz.com.br/2020-o-ano-em-que-o-brasil-nao-se-uniu/#comments Tue, 05 Jan 2021 13:05:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=26984 Na Segunda Guerra Mundial, a primeira coisa que a Casa dos Comuns da Inglaterra fez foi se unir, criando um governo de coalisão, todos preocupados com a guerra. 2020 será lembrado como o ano em que o Brasil não se uniu. Precisamos pensar mais nisso em 2021. Por que tantos se aproveitaram dessa crise para […]

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Na Segunda Guerra Mundial, a primeira coisa que a Casa dos Comuns da Inglaterra fez foi se unir, criando um governo de coalisão, todos preocupados com a guerra.

2020 será lembrado como o ano em que o Brasil não se uniu.

Precisamos pensar mais nisso em 2021.

Por que tantos se aproveitaram dessa crise para dividir ainda mais e ganhar espaço?

Administração de Crises é uma ciência, e precisa ser ensinada em todas as faculdades, não exclusivamente em algumas (medicina, psicologia, relações internacionais, engenharia, por exemplo).

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2020 a 2029 https://blog.kanitz.com.br/2020-a-2029/ https://blog.kanitz.com.br/2020-a-2029/#comments Sat, 02 Jan 2021 10:05:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=26981 Tenho lido páginas e páginas de pessimismo sobre a década perdida, justamente daqueles que nos perderam a década. Vou colocar somente alguns pontos positivos com relação à próxima década, cheia de problemas não resolvidos por esses mesmos críticos. 1. A agricultura será o motor da economia nessa próxima década. 2. Isso gerará o reverso do […]

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Tenho lido páginas e páginas de pessimismo sobre a década perdida, justamente daqueles que nos perderam a década.

Vou colocar somente alguns pontos positivos com relação à próxima década, cheia de problemas não resolvidos por esses mesmos críticos.

1. A agricultura será o motor da economia nessa próxima década.

2. Isso gerará o reverso do êxodo rural que alimentou nossas favelas justamente para suprir a mão de obra para a construção civil.

3. A construção civil vai migrar para o interior, com terrenos mais baratos, matéria-prima ao lado, e mão de obra local.

4. O êxodo das cidades irá reduzir o custo de vida médio das famílias.

5. O comunitarismo que irá surgir, naturalmente irá reduzir custos sociais.

6. O ensino técnico, praticamente inexistente nesse país além do Sebrae, será suprido pelos milhares de cursos técnicos na Net, como “Como consertar o respirador Resmed”, não ensinado pelo Ministério da Educação.

7. A nova geração está sendo estimulada a investir bem mais cedo no seu ciclo de vida, e os day traders logo aprenderão sua lição. Teremos poupança maior em 2029 do que em 2019.

8. Segundo Guedes, haverá enorme influxo de investimentos estrangeiros no Brasil, como já está tendo.

9. Os chineses dominarão 15% das grandes empresas brasileiras, trazendo consigo os conceitos de administração chinesa, mais exigente e eficaz, aliada a uma engenharia integrada com o resto da empresa.

10. O crescimento das igrejas evangélicas, hoje maioria, está introduzindo a ética protestante de trabalho e honestidade.

11. A corrupção será bem menor nessa década.

12. O Ministro Tarcísio está deixando um incrível legado na infraestrutura desse país que beneficiará o próximo governo, algo raro nesse país.

Eu não sou mais especialista nesta área, isso foram algumas anotações que fiz de bate pronto. Devem existir muitas mais.

Façam a sua média com as previsões negativas que estão lendo por aí.

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O Dia Que Robôs Conversarem Entre Si https://blog.kanitz.com.br/robos-conversarem-entre-si/ https://blog.kanitz.com.br/robos-conversarem-entre-si/#comments Tue, 21 Jul 2020 13:00:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=26809 Vocês perceberam que na maioria dos filmes de ficção científica, os Robôs sempre obedecem humanos? E o diálogo é sempre Robô com Humano, e vice-versa? Mas o que acontecerá no dia em que os robôs começarem a dialogar com outros robôs? Se for do jeito que eu estou pensando, um convencerá o outro ou vice-versa. […]

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Vocês perceberam que na maioria dos filmes de ficção científica, os Robôs sempre obedecem humanos?

E o diálogo é sempre Robô com Humano, e vice-versa?

Mas o que acontecerá no dia em que os robôs começarem a dialogar com outros robôs?

Se for do jeito que eu estou pensando, um convencerá o outro ou vice-versa.

Esse é o objetivo final de uma conversa.

Portanto, será o início dos Robôs obedecerem a outros Robôs e não mais a nós, humanos.

E não estamos muitos anos disso ocorrer.

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A Decadência do Ocidente https://blog.kanitz.com.br/decadencia-do-ocidente/ Tue, 11 Jul 2017 12:54:56 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=23641   Existe uma tendência no mundo Ocidental que o está destruindo, e que não ocorre na Índia, China e Japão. Nós do Ocidente estamos perdendo o Respeito Pelos Mais Velhos. Velhos no Ocidente são considerados reacionários, “velhos”, de sabedoria nula, com zero de experiências para transmitir. Velhos são considerados Conservadores, e que nenhum aprendizado do […]

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Existe uma tendência no mundo Ocidental que o está destruindo, e que não ocorre na Índia, China e Japão.

Nós do Ocidente estamos perdendo o Respeito Pelos Mais Velhos.

Velhos no Ocidente são considerados reacionários, “velhos”, de sabedoria nula, com zero de experiências para transmitir.

Velhos são considerados Conservadores, e que nenhum aprendizado do passado, nenhum erro do aprendido a duras penas, merece ser ouvido.

Jovens não ouvem mais os seus pais, muito menos tios.

E pior ainda, nem ouvem os amigos dos pais que não têm nenhum vínculo ou birra não resolvida, e seriam um verdadeiro poço de informações valiosas.

Como nesse exemplo:

Meus filhos trouxeram uma amiga casada para a nossa casa de praia, e em certo momento ela me perguntou.

“Como é que o Sr. ficou rico?”

Eu quase caí da cadeira.

Afinal, isso não é pergunta que se faça na casa de um anfitrião.

Passado o susto, comecei a rir.

Na realidade essa É justamente a pergunta que os jovens deveriam fazer.

Ela estava certíssima ao fazer essa pergunta e é incrível que jovens de hoje não a façam mais.

Eu fiz para dezenas de pessoas mais velhas essa mesma pergunta, e o incrível é que elas contam tudo.

Isso, elas contam segredos que nenhum Abílio Diniz ou Jorge Paulo Lemann contariam porque seriam segredos de seus negócios.

Na realidade, a questão é: por que todos os jovens de hoje não me fazem e a ninguém mais essa mesma pergunta?

Tenho mais de 100.000 seguidores no FB e Twitter, mas nenhum jamais me fez essa pergunta.

Pelo contrário, mais de 20.000 jovens perdem tempo me “corrigindo” das minhas ideias supostamente conservadoras e antiquadas, numa arrogância só.

Todos perderam uma oportunidade de ouro e agora é tarde, não me venham perguntar agora.

Pessoas mais velhas hoje em dia no Ocidente são consideradas idiotas, mas não na Índia, China e Japão.

Nossos jovens preferem ouvir os losers da Quarta Classe esperta, como Luciana Genro, Lindbergh Farias, que dominaram suas mentes e corações.

Hoje os únicos “mais velhos” que os jovens entram em contato, além dos pais, são seus “professores” .

A maioria “assistentes” de 29 anos, que querem torná-los massa de manobra.

Hoje, os nossos jovens sequer respeitam a experiência dos pais, muito menos de pessoas bem sucedidas à sua volta.

E aí se tornam frustrados, derrotados.

Isso porque os únicos exemplos de sucesso que ficam sabendo, são os dos livros de autoajuda que os incentivam a serem outros Jorge Paulo Lemann ou Abílio Diniz.

Todos acham que serão bilionários, metas e exemplos de vida impossíveis de alcançar.

Se essas são as únicas possibilidades, posso entender por que alguns jovens se tornam homens-bomba.

Ou militantes do PSOL ou do PT, e veem Stédile e Boulos como heróis.

Portanto, mande já um whatsapp para um amigo rico do seu pai, já.

Peça uma reunião dizendo que você gostaria de alguns conselhos.

Leia livros de autores Conservadores que lhe mostrarão os erros de 2.000 anos e história a evitar.

Do que falam os autores de Esquerda, como Marx e cia., que nunca foram bem sucedidos em nada, além de criticar.

 

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O Problema dos 7 Sigma https://blog.kanitz.com.br/sigma/ https://blog.kanitz.com.br/sigma/#comments Fri, 15 Mar 2013 12:17:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/2012/07/21/entenda-o-massacre-do-cinema-o-problema-dos-7-sigma/ O atentado de Boston, torna atual novamente, este artigo escrito em 2003, 10 anos atrás, e nada foi feito. Sempre haverá pessoas malucas no mundo. E para cada 1.000 pessoas malucas haverá uma pessoa supermaluca, um “6 Sigma”*. E entre cada 1.000 dessas haverá uma mais maluca ainda, gente a quem vou chamar de “7 […]

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O atentado de Boston, torna atual novamente, este artigo escrito em 2003, 10 anos atrás, e nada foi feito.

Sempre haverá pessoas malucas no mundo.

E para cada 1.000 pessoas malucas haverá uma pessoa supermaluca, um “6 Sigma”*.

E entre cada 1.000 dessas haverá uma mais maluca ainda, gente a quem vou chamar de “7 Sigma”.

Pessoas inteligentíssimas e competentes, mas que estão longe do padrão normal.

Na Idade Média, um desses malucos, de mal com a vida e o mundo, poderia sair matando uns vinte inocentes no mercado principal, até que os cavaleiros do rei lhe cortassem a cabeça.

Nos anos 80, um terrorista matava 200 com uma bomba numa estação de trem.

Hoje, graças ao avanço da tecnologia, um maluco pode sequestrar um avião e matar 2.000 pessoas.

Daqui a alguns anos, correremos o enorme risco de um “7 Sigma” modificar um vírus da gripe e misturá-lo com o vírus da Aids, e então veremos 80% da população mundial e brasileira ser dizimada, se não percebermos esse novo problema que nos assola.

A luta contra esse terror não é exclusivamente americana, como muitos estão comodamente achando.

Um vírus aéreo da Aids lançado em Nova York em dois meses estaria sendo respirado em Brasília.

Como identificar um “7 Sigma” antes que ele faça um estrago grave é um problema sério que o mundo poderá enfrentar nos próximos cinqüenta anos.

É um problema ético-policial-sociológico-jurídico-político absolutamente novo e exigirá soluções muito impopulares.

Por exemplo, como identificar essa gente maluca com nossos valores de privacidade, sigilo e liberdade?

Como identificar os “7 Sigma” sem impor um Estado policial, numa cultura que abomina o “dedo-duro”?

Como prendê-los sem muitas provas de suas malucas futuras intenções?

Como condená-los à prisão se ainda não cometeram o monstruoso crime?

Depois do 11 de setembro, esse perigo ficou mais claro para o mundo, mas o governo americano mudou de enfoque e demarcou países como o Iraque e a Coréia como perigosos, e não os futuros “7 Sigma” espalhados por aí.

Em minha modesta opinião, isso é um erro.

Saddam e seus filhos queriam poder e dinheiro.

Quem quer dinheiro e poder avalia seus limites.

Bin Laden e seus suicidas queriam vingança, e isso sim é um perigo assustador.

Vingança a qualquer preço, para si e para os outros, e quem está disposto ao suicídio já ultrapassou qualquer limite de razoabilidade.

Como também queria vingança o criador do vírus Sobig.F, que chegou a contaminar um em cada dezesseis e-mails, e preparava um enorme ataque ao site da Microsoft, destruindo e-mails de médicos a seus pacientes, pedidos de remédios e chats de apoio psicológico, entre outras coisas.

Um segundo erro da doutrina Bush é que ela quer implantar democracias liberais no resto do mundo como solução.

Mas democracias liberais são justamente aquelas que não acreditam em um Estado que controle a população, e sim numa população que controle um Estado.

Justamente o contrário do que precisamos para proteger a nação de um “7 Sigma”.

Os Estados Unidos já implantaram redes neurais que supervisionam movimentos de pessoas, de cheques e sinais estranhos na população.

Mas quem vai supervisionar o mundo? Os americanos, a ONU, cada país por si ou a polícia montada canadense?

É uma bela encrenca a ser resolvida.

No fundo, o que ocorre é que o mundo está avançando em termos de tecnologia muito mais rapidamente do que em termos de psicologia, sociologia e política.

Um único indivíduo instruído com um bom laboratório nos fins de semana tem acesso a tecnologia de destruição capaz de dizimar o mundo.

Talvez o risco dos “7 Sigma” não seja tão grande quanto estou supondo, e vão me criticar por alarmismo.

Eu também prefiro achar que não vai acontecer nada, mas e se der zebra e não estivermos preparados?

Vão dizer que o ser humano no fundo é bonzinho e não faria mal a ninguém.

Esquecem que todo dia hospitais, indústrias de remédios, médicos e dentistas perdem arquivos valiosos por causa de 7.000 vírus que andam rodando por aí, plantados no sistema por alguém, sem alvo definido, sem medir consequências.

Eu sinceramente preferiria discutir um pouco mais essa questão em vez de ignorá-la como estamos fazendo.

* Sigma é uma medida estatística de desvio da normalidade. Quanto mais Sigma, mais anormal. Estima-se que existam mais de 650.000 pessoas “6 Sigma” no mundo e 1.650 pessoas “7 Sigma”. O drama é que não se sabe quem são.

 

Revista Veja Setembro de 2003, e nada foi feito neste sentido, a não ser discutir porte de armas. 

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Como Prever Falências https://blog.kanitz.com.br/prever/ https://blog.kanitz.com.br/prever/#comments Thu, 15 Mar 2012 18:03:15 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=6054   O artigo “Como Prever Falências”, publicado há 43 anos na Revista EXAME, foi meu primeiro trabalho acadêmico e talvez o mais conhecido. Introduzia no Brasil o conceito de credit-scoring, e ficou conhecido como o Termômetro de Kanitz. Neste artigo vou descrever como ideias são lançadas e absorvidas no Brasil, um artigo mais de Sociologia do que de Finanças. […]

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O artigo “Como Prever Falências”, publicado há 43 anos na Revista EXAME, foi meu primeiro trabalho acadêmico e talvez o mais conhecido. Introduzia no Brasil o conceito de credit-scoring, e ficou conhecido como o Termômetro de Kanitz.
Neste artigo vou descrever como ideias são lançadas e absorvidas no Brasil, um artigo mais de Sociologia do que de Finanças.
1) Hoje, 43 anos depois, são poucas as coleções de bibliotecas, especialmente de Universidades, em que este número não tenha sido roubado.
A revista de Dezembro de 1974, da Exame, geralmente está faltando. Prenúncio do que direi mais embaixo.
2) No artigo mostrei um dos meus modelos, não o melhor, e coloquei com todas as letras que possuía outros modelos, com 25 variáveis que previam muito melhor.
Esperava receber uma fila de interessados em saber como adquirir estes modelos melhores.
Não aconteceu.
Todos preferiram usar o modelo mais simples de cinco variáveis, de longe o pior, mas grátis.
Pagar por consultoria, ideias, novos métodos, jamais. O grátis é sempre melhor.
Por mais de 30 anos, a Exame recebia cartas e emails pedindo uma cópia do artigo, nenhuma carta era endereçada a mim.
É o país do “tudo se copia” e do “tudo grátis”, mesmo sendo pior.
Por isto, nosso ensino é da pior qualidade, nossa saúde idem, mas pelo menos é de graça.
3) Um banco do Rio Grande do Sul, por exemplo, aplicava-o sobre os seus próprios resultados quando o modelo era claramente destinado à indústria e ao comércio.
Também não lemos instruções.
Aplicamos teorias administrativas e econômicas desenvolvidas por ingleses e americanos, sem ler as instruções.
Sem perceber que aquelas teorias foram criadas para a cultura inglesa e americana, não para a brasileira.
Mas mesmo assim copiamos, sem mandar cartas ao autor.
4) O artigo apresentava cinco índices de previsão de insolvência que, ponderados através de pesos cientificamente determinados, davam uma nota para a empresa analisada, nota esta que determinava a sua saúde financeira.
Notas baixas indicavam péssima saúde financeira, e consequentemente elevada probabilidade de falência. Notas elevadas indicavam saúde excelente, e consequentemente empresas de baixo risco de crédito. Hoje, os pesos e os índices do artigo de 1974 são obsoletos e incorretos, já que a situação econômica do país mudou bastante neste período. Mas pelos 20 anos seguintes, foi usado sem pestanejar. Secretarias da Fazenda de vários Estados usavam para selecionar empreiteiras, apesar do modelo não contemplar a área de serviços.
O único dinheiro que ganhei com este modelo foi em pareceres jurídicos a favor de empreiteiras injustiçadas, onde afirmava que o modelo fora usado sem a minha permissão. E que hoje, não previa coisa alguma.
5) Para o meu espanto, acabou sendo usado por uma série bancos e financeiras, sem a mínima preocupação de se aprofundarem na metodologia que o gerou.

Este comportamento é bem elucidativo quanto ao comportamento gerencial brasileiro, ávido na utilização de fórmulas prontas.

Pior, três anos depois fiz uns seminários para a Revista Exame sobre o assunto em cidades do interior, e vários gerentes de bancos me disseram que o modelo funcionava a mil maravilhas. O que não deveria ter acontecido.
É que todos os gerentes usavam o mesmo modelo, e devo inadvertidamente cortado o crédito de muita empresa sadia, que ao falir confirmaram a qualidade do meu modelo.
O meu termômetro era uma fórmula pronta, para ser usado sem pensar.
Usamos fórmulas prontas sejam de autores nacionais ou estrangeiros, sem o mínimo questionamento ou pelo menos um esforço para adaptar os modelos genéricos às situações específicas de cada empresa.
Mais do que apresentar uma fórmula de pronto uso, o artigo tinha por objetivo:
a. Que era possível prever uma falência com certa antecedência, a partir dos demonstrativos publicados pelas próprias empresas. Ideia inovadora na época.
b. Que os demonstrativos financeiros publicados pelas empresas brasileiras são suficientemente fidedignos quanto à realidade financeira, algo em que não se costuma acreditar neste país, especialmente para empresas médias e pequenas onde tais demonstrativos eram considerados totalmente falsos ou, pelo menos, inúteis.
O modelo e os outros que o seguiram resolviam, para os analistas financeiros, dois problemas importantes:
a. Como balancear informações conflitantes. (o que fazer com uma empresa que  apresenta um aumento na liquidez e uma  elevação no  endividamento ao mesmo tempo? 0 resultado destes efeitos é uma melhora na situação financeira ou uma deterioração?);
b. Como comparar empresas entre si.
6) Embora usada por gerentes de bancos, na época suas diretorias não se interessaram por Análise de Crédito. Tanto que terceirizavam este serviço ao Serasa, mostrando que não fazia parte do Core Business.
Core Business era ganhar com o float da inflação, e o Brasil nunca adquiriu competência em empréstimos bancários e financiamentos a empresas.
Somos campeões em taxas de serviço, cartões de crédito, cheques especiais e descontos de duplicatas, que não é exatamente financiar a produção.
7) Felizmente, o outro lado da Falência é a Excelência, e usando o mesmo método criei a edição “Melhores e Maiores”, um sucesso de vendas até hoje.
Introduzi uma ponderação de índices baseado no Termômetro de Kanitz no ano de 1977, a fim de determinar as melhores empresas do país, baseado na soma de seis critérios.
O modelo publicado em EXAME foi elaborado para prever falências no período de 6 a 12 meses, o período que demorava para sair a publicação.
O maior medo dos editores era premiar uma empresa que pedisse concordata logo em seguida da edição ser colocada nas bancas.
O que ocorreu uma única vez, não devido a empresa em si, mas devido à má situação financeira da holding.
Infelizmente, não sei o motivo, esta metodologia foi abandonada pela Revista Exame e não me surpreenderia em ver uma concordatária na lista das melhores no futuro.
8) Pelo exposto, fica claro que para o Brasil dar Certo é necessário um sistema de Patentes rápido e eficiente, que pelo que já vimos ainda não ocorre no Brasil.
Até lá, cuidado com suas ideias. A maioria vai querer roubar, ao invés de contratá-lo e ter a melhor ideia possível.

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