RELIGIÃO - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/comunitarismo/religiao/ Blog para se Pensar Tue, 18 Apr 2023 16:27:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 https://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2021/06/stephenkanitz-favicon-150x150.png RELIGIÃO - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/comunitarismo/religiao/ 32 32 A Questão do ChatGPT é Outra https://blog.kanitz.com.br/a-questao-do-chatgpt-e-outra/ https://blog.kanitz.com.br/a-questao-do-chatgpt-e-outra/#comments Fri, 21 Apr 2023 10:00:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29287 O ChatGPT é um processador de linguagem já escrita em algum lugar. Ele funciona na base das probabilidades da frase seguinte e não por uma inteligência artificial. Mesmo assim temos uma questão importante a discutir. A preocupação do Islamismo foi sempre cuidar para que o desenvolvimento científico e econômico não ultrapassasse o desenvolvimento humano. Não […]

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O ChatGPT é um processador de linguagem já escrita em algum lugar. Ele funciona na base das probabilidades da frase seguinte e não por uma inteligência artificial.

Mesmo assim temos uma questão importante a discutir.

A preocupação do Islamismo foi sempre cuidar para que o desenvolvimento científico e econômico não ultrapassasse o desenvolvimento humano.

Não há a menor dúvida que não é isso que está ocorrendo no mundo ocidental.

Os jovens de hoje estão sentindo que tudo se desenvolve muito rápido e que poucos podem acompanhar.

Daí o crescimento das drogas, da depressão, do desejo de cair fora do sistema, do sentimento de desajuste com a realidade.

O ataque às Torres em Nova York era um ataque ao Grande Satan os Estados Unidos, e não Israel como muitos divulgaram.

Islam está absolutamente certo, e certamente iremos assistir uma volta e crescimento das Religiões no Brasil, e uma ênfase em valores espirituais e bem-estar psicológico.

Estudiosos e pensadores islâmicos sempre expressaram sobre o rápido avanço tecnológico da civilização ocidental como negativo.

Alguns estudiosos islâmicos argumentam que os rápidos avanços tecnológicos da civilização ocidental superaram o crescimento espiritual necessário para o equilíbrio e a harmonia na sociedade.

Eles argumentam que o foco no materialismo, individualismo e consumismo, frequentemente associados à cultura ocidental, pode levar ao declínio moral e espiritual.

Alguns estudiosos e pensadores islâmicos proeminentes que comentaram este problema incluem:

1. Seyyed Hossein Nasr: Um filósofo iraniano proeminente e estudioso de religião comparada, Nasr escreveu extensivamente sobre os perigos potenciais do progresso tecnológico desenfreado sem as bases espirituais necessárias.

Em seus trabalhos, ele enfatiza a necessidade de equilíbrio entre o desenvolvimento material e espiritual, baseando-se nos ensinamentos islâmicos para oferecer uma perspectiva alternativa.

2. Al-Ghazali: Embora Al-Ghazali tenha vivido muito antes do advento da tecnologia moderna (ele foi um teólogo, jurista e filósofo persa do século XI) seus escritos sobre a importância do equilíbrio entre preocupações materiais e espirituais influenciaram muitos pensadores islâmicos contemporâneos.

Ele alertou contra um foco excessivo em atividades mundanas, que acreditava poder distrair do crescimento espiritual e desenvolvimento moral.

3. Tariq Ramadan: Um estudioso e filósofo islâmico contemporâneo, Ramadan discutiu os desafios apresentados pelo rápido progresso tecnológico e globalização, especialmente para as comunidades muçulmanas.

Ele enfatiza a importância de manter uma base espiritual sólida e valores éticos diante desses desafios.

Esses estudiosos e outros como eles expressaram preocupações sobre o impacto dos rápidos avanços tecnológicos no bem-estar espiritual da sociedade.

Eles argumentam que um equilíbrio entre crescimento material e espiritual é necessário para manter o equilíbrio e a harmonia em qualquer civilização.

Quem quiser ler mais:

1. Seyyed Hossein Nasr, “Science and Civilization in Islam” (1968) e “Religion and the Order of Nature” (1996).

2. Al-Ghazali, “Revival of the Religious Sciences” (Ihya’ ‘Ulum al-Din) (século XI).

3. Tariq Ramadan, “Western Muslims and the Future of Islam” (2004) e “Islam, the West and the Challenges of Modernity” (2001).

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Precisamos Falar Sobre Ciência https://blog.kanitz.com.br/falar-sobre-ciencia/ https://blog.kanitz.com.br/falar-sobre-ciencia/#comments Tue, 19 May 2020 13:00:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=26649 Uma das críticas do Islamismo com a nossa civilização Ocidental é essa idolatria e obsessão com ciência, em prejuízo do espiritual. Desde o Iluminismo temos dado muito mais atenção ao progresso científico do que ao progresso moral, haja visto. Colocamos o homem na Lua, mas nossa decadência moral, desprezo por ensino religioso e ético, degradação […]

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Uma das críticas do Islamismo com a nossa civilização Ocidental é essa idolatria e obsessão com ciência, em prejuízo do espiritual.

Desde o Iluminismo temos dado muito mais atenção ao progresso científico do que ao progresso moral, haja visto.

Colocamos o homem na Lua, mas nossa decadência moral, desprezo por ensino religioso e ético, degradação de valores nesses últimos 100 anos é absolutamente flagrante.

Os líderes Islâmicos acham que deve haver uma maior sincronia entre avanço científico e avanço espiritual, algo que muitos ocidentais irão concordar.

O Covid é mais um exemplo.

Dez anos atrás me chamou a atenção que já havia 2.000 pós graduados em biologia genética capazes de alterar um gene num organismo.

Pensei com meus botões naquela época o estrago que um pós graduado, arrasado com o fim de um namoro, poderia fazer para a humanidade.

E eu nem era da área, por isso milhares deveriam ter pensado a mesma coisa, menos os biólogos que provavelmente responderiam: bobagem.

Foi o que muitos agora acham que ocorreu, sabemos até o nome dela, a pós graduada Huang Yanling que trabalhou no Instituto de Virologia em Wuhan, e que parece que fez alguma bobagem técnica e se infectou.

Fonte: Evidence SARS-CoV-2 Emerged From a Biological Laboratory in Wuhan, China

Na mesma linha, no documentário “Particle Fever”, no Netflix, 1.000 físicos fazem uma experiência científica, que poderia ter gerado um mini buraco negro e acabado com o mundo.

Alguns entraram na Justiça para impedir o experimento.

A Diretora Fabiolla Gianotti diz no início do filme que essa hipótese era uma bobagem, mas ao longo do filme vários cientistas, inclusive ela, dizem que ainda não sabem como a física quântica funciona exatamente.

Acho muito simbólico que o Islamismo destruiu as Torres Gêmeas usando tecnologia do próprio Ocidente.

Bin Laden não os atacou com catapultas made in Islam.

Nessa questão estou com o Islamismo.

O espiritual está hoje bem atrás do científico.

Algo para se pensar antes da próxima experiência científica que pode dar muito, mas muito mais errado, como agora na China.

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Entenda o Sacrifício de Isaque https://blog.kanitz.com.br/entenda-o-sacrificio-de-isaque/ https://blog.kanitz.com.br/entenda-o-sacrificio-de-isaque/#comments Sun, 17 Jan 2016 19:34:47 +0000 http:/eike-batista/data%3aimage/gif%3bbase64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw%3d%3d/2009/10/para-que-serve-uma-associacao-de-exalunos/rss.xml/category/educacao   Tempo de leitura: 70 segundos   Algo que sempre me intrigou na história antiga e na Bíblia, foram os rituais de sacrifício do primogênito aos Deuses, como o caso de Abraão. Como poderia uma religião aceitar o sacrifício de primogênitos, que de fato existia na época? Como Deus poderia sequer sugerir o sacrifício do […]

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Tempo de leitura: 70 segundos

 

Algo que sempre me intrigou na história antiga e na Bíblia, foram os rituais de sacrifício do primogênito aos Deuses, como o caso de Abraão. Como poderia uma religião aceitar o sacrifício de primogênitos, que de fato existia na época?

Como Deus poderia sequer sugerir o sacrifício do primogênito, para no fim e mandar interromper o sacrifício?

Para entender tudo isto, precisamos lembrar os problemas do início da agricultura.

Naquela época a população de humanos começava a ultrapassar a capacidade do ecossistema de sustentá-los.

O chamado Paraíso onde haviam frutas, castanhas e alimentos em abundância não sustentava mais a população, e começava a surgir a luta do bem versus o mal, lutas territoriais entre seres primitivos.

Daí a descrição de Gênesis da saída do Paraíso, “semeiem e reproduzam-se”.

Gênesis conclama todos a começar a semear, ou pior, ainda a trabalhar em vez da vida mansa, o que não deve ter sido uma proposição fácil de sugerir e de ser aceita.

Mas era vital que todos acreditassem na agricultura, para a sobrevivência dos povos na terra.

Para piorar a situação, a agricultura no seu início foi um desastre. Por isto veio a necessidade de uma religião, uma fé inquestionável neste novo modo de vida, porque a tentação em desistir era grande.

Por exemplo, a vantagem da agricultura era a possibilidade de estocar nos sete anos gordos, para usar nos sete anos magros.

Só que o mesmo grão que poderia ser comido no inverno ou nestes sete anos, era o grão que seria usado como semente na safra seguinte.

Errar neste cálculo poderia ser fatal. Se faltassem grãos estocados, o povo morreria de fome. Mas se comessem o estoque de sementes futuras morreriam também, só que mais tarde.

E, de tempos em tempos, os líderes tinham uma escolha cruel a fazer.

Em invernos mais prolongados ou secas mais longas do que o planejado, ou se morria por falta de grãos ou se morria no ano seguinte por falta de semente.

O que fazer se no meio do inverno se descobrisse que iria faltar comida? Ou morria todo mundo, ou alguns teriam de se sacrificar para a sobrevivência dos demais.

Sacrifícios portanto eram parte do dia a dia, não era a coisa brutal que imaginamos hoje, mas algo necessário para a sobrevivência do grupo.

Tornar este sacrifício uma cerimônia religiosa fazia todo o sentido.

Você tem cinco filhos e dois deles precisarão ser sacrificados. Como você faria esta escolha?

Primeira escolha óbvia é manter as filhas vivas. Filhas garantem netos, duas filhas garantem o dobro de netos do que dois filhos. Então quatro filhas e um homem é bem melhor do que uma filha e quatro homens, em termos de Genética Evolutiva.

Do ponto de vista da Genética Comportamental, é totalmente contra a lógica da sobrevivência da família assassinar um filho, especialmente como oferenda sem nada receber em troca.

A tese de que Deus estava testando a obediência de Abraão não convence. Sugerir matar o filho para no final dizer, “Pare, foi só uma brincadeira de mau gosto”, não é digno de nenhum Deus, nem como brincadeira.

Daí os inúmeros tratados filosóficos para explicar o inexplicável, como de Kierkegaard a Suspensão Temporária da Ética. Uma forma de conciliar este pedido estranho de Deus.

Sabemos que o sacrifício de filhos adolescentes era uma prática comum no início da agricultura. Minha tese para esta prática um tanto bárbara é a seguinte:

Coloque-se numa pequena tribo que descobre que não tem estoque de comida suficiente, e que não haverá sementes para o próximo ano se tudo for comido.

Ou morrem todos no ano seguinte por falta de sementes ou alguém terá que se sacrificar agora (não comendo) para o bem dos outros.

Afinal, se eliminarmos dois ou três membros da família, ou do grupo, sobrará comida e sementes suficientes.

Problema cruel!

Quem você mataria?

Seus filhos homens ou suas filhas mulheres?

Ou sua esposa?

Mulher é o recurso escasso na população.

Mate todos os homens, menos um, e mesmo assim o número de netos permanecerá igual.

Mate todas as filhas, menos uma, e sua tribo será logo reduzida a zero.

Portanto, dois ou três filhos serão.

E, o primeiro candidato é justamente o jovem adolescente que está comendo por quatro pessoas com seu apetite voraz.

E aí, vem o problema daquele que não planejou corretamente os estoques.

Como dizer para a mãe que você pretende matar o Júnior, para o bem de todos.

Complicado. Melhor dizer que Deus o comandou, que Deus pediu uma oferenda, que o Júnior irá morrer para que todos os demais possam se salvar.

Vemos esta mesma analogia, quando o filho de Deus, Jesus, morre para que todos os demais possam se salvar.

Digo tudo isto somente para refrisar porque o controle de estoques se tornou uma atividade tão crucial, ao ponto de se criar a contabilidade, a escrita e os primeiros cálculos matemáticos.

Ninguém queria passar por esta situação.

Portanto, Controle de Estoques é a minha candidata para a atividade administrativa mais antiga do mundo.

Talvez, a administração seja a profissão mais antiga do mundo.

 

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Deuses Nômades Versus Deuses Comunitários. https://blog.kanitz.com.br/crise-religiosa-precisamos-resolver/ https://blog.kanitz.com.br/crise-religiosa-precisamos-resolver/#comments Sat, 26 Jul 2014 14:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=427   Quem diria que a grande crise do Século XXI seria novamente uma crise religiosa? Atentados e guerras religiosas estão crescendo não por falta de espaço vital ou por domínio de colônias e matérias primas, mas sobre questão de valores compartilhados e objetivos comuns de vida, essência da Religião. Vejam 11 de Setembro, Afeganistão, Iraque, […]

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Quem diria que a grande crise do Século XXI seria novamente uma crise religiosa?

Atentados e guerras religiosas estão crescendo não por falta de espaço vital ou por domínio de colônias e matérias primas, mas sobre questão de valores compartilhados e objetivos comuns de vida, essência da Religião.

Vejam 11 de Setembro, Afeganistão, Iraque, Islã, Imigração, Israel x Palestina, que são questões no fundo religiosas.

Vamos  tentar dar um diagnóstico do problema, sabendo que é um campo minado, religião não se discute impunemente.

Por isto pedimos a paciência do leitor, e  que pensem nestas ideias, antes de criticá-las.

Não sabemos como as religiões começaram 40.000 anos atrás, na época não existia escrita.

Portanto, tudo que vamos relatar é fruto da lógica e da razão.

Sabemos que naquela época havia dois tipos de povos.

Aqueles que habitavam um local rico e fértil, tipo Paraíso, uma baía, um lago ou rio rico em peixes.

Eram  povos comunitários, os primeiros que construíram vilas e casas.

O outro grupo eram os nômades, os que tinham que se deslocar cada vez que consumiam tudo em sua volta, que depredavam, e que nunca adquiriam os valores da administração responsável de seus ambientes.

Os Comunitários seguramente foram os primeiros Conservadores, em termos políticos.

Criaram Deuses territoriais, que protegiam não somente o povo, como também as terras, os rios e os animais. Estes faziam parte do ecossistema do Paraíso.

Estes Deuses eram eminentemente ecológicos que acreditavam em autossustentabilidade.

Vemos este discurso até hoje na famosa carta do chefe Sioux Seattle, que pergunta ao Presidente Americano como ele poderia comprar as terras se elas pertenciam a Deus, como os rios, os pastos, etc…

Todo território Comunitário tinha o seu Deus específico local, que impunha seus valores compartilhados específicos, sua ética e moral própria, seus costumes, etc…

Estes valores comuns e compartilhados eram essenciais para a sobrevivência da Comunidade.

Se você fosse um comerciante que viajasse para a cidade de Uruk, na Mesopotamia, você enquanto estivesse naquela Comunidade não iria rezar para o “seu” Deus e sim iria rezar para o Deus Anu, Deus de Uruk.

Muito embora o seu Deus fosse Hapi, o Deus do Nilo.

Mas este não tinha como lhe proteger em Uruk. Nem poderia.

Portanto, ao contrário de hoje, não havia nenhuma incompatibilidade em louvar a dois Deuses, um em cada lugar.

Perceba que isto é muito diferente do que temos hoje,a chamada  “liberdade” religiosa ou “multiculturalismo”.

Liberdade religiosa permite que um mesmo lugar tenha dois Deuses, dois padrões éticos, dois conjuntos de padrões comuns de comportamento social.

Naquela época, cada Deus Comunitário protegia um lugar, e você pedia que cada Deus local ou Comunitário o protegesse enquanto você estivesse sob a sua guarda, o território em que você estivesse no momento.

Agora atentem para as consequências de um Deus assim definido.

Um Deus Comunitário não incentivaria guerras territoriais.

Combater um povo vizinho era uma coisa, combater também o seu Deus era outra.

Pior, o Deus que lhe protegia ficava para trás e você e sua tropa ficavam temporariamente desprotegidos. Por isto o padrão era o saque, roubava-se comida, utensílios e mulheres, mas não se ocupava território.  Isto somente ocorrerá depois.

Mas 40.000 anos atrás havia também centenas de povos nômades e povos de pastoreio, que mudavam sistematicamente de território com seus animais.

Quando a área ficava totalmente depredada, procuravam novas regiões férteis e não depredadas pelos próprios povos.

Estes povos obviamente não desenvolveram Deuses locais, territoriais e Comunitários, e sim Deuses portáteis ou ambulantes.

Deuses acompanhavam o povo ao longo de seus longos trajetos, de local em local.

Estes Deuses eram intimamente ligados com seus Povos, e não com seus territórios ou locais.

Eram Deuses não tão ecológicos e preocupados com a sustentabilidade da Terra e o Ambiente.

Animais eram para serem sacrificados, frutos eram para serem comidos, porque sempre haveria o suficiente. Bastava mudar de local.

Eram Deuses não muito preocupados com investimentos em casas, ruas, sistemas de esgoto, produção, máquinas produtivas e legados para as futuras gerações.

Nada que fosse difícil de levar de local para local. Eram povos predadores, parasitas.

Mas seus Deuses eram ferrenhos defensores do Povo que protegiam, e validavam as guerras, consideradas santas.

Eram exigentes, mas leais.

Eram Deuses que protegiam seus povos inclusive de outros Deuses, coisa que os Deuses Comunitários não faziam.

Os Deuses dos Nômades defendiam seus povos com todas as suas forças.

Eram Deuses que tinham inimigos. Os Deuses de outros povos chamados de hereges.

Tragicamente, esta visão de Deus de povos Nômades incentiva a Guerra.

Os Povos com Deuses especiais se sentiam super protegidos nas suas lutas, porque Deus estaria sempre ao seu lado, como sempre estiveram.

Deuses que os ajudariam a conquistar um novo território inclusive, mesmo que fosse temporariamente.

Por isto, guerras entre nômades e povos territoriais eram sempre sangrentas.

Eram guerras religiosas, entre dois Deuses.

É importante enfatizar aqui que nada disto foi premeditado, é simplesmente consequência lógica de ser um povo nômade e o outro Comunitário.

É fácil entender porque um povo nômade desenvolveria um conceito de Deus que protege e segue o povo, e não o território que nunca é o mesmo.

É fácil entender porque um povo nômade será mais cheio de si e arrogante sabendo que tem um Deus o protegendo.

É fácil entender porque um povo comunitário não achará que Deus protege mais o povo do que as árvores, o ar, os ventos, as montanhas, as plantas.

É fácil entender porque um povo comunitário irá desenvolver Deuses da água, do ar, dos ventos.

A crise religiosa que estamos enfrentando é basicamente uma luta entre Deuses Nômades versus Deuses Comunitários.

E transcende a Religião e já passou para a Política.

Isto fica claro nos Estados Unidos, onde os Republicanos são basicamente os Estados comunitários e agrícolas do centro dos Estados Unidos, onde a comunidade é mais importante do que a mobilidade.

E os Democratas são basicamente os nômades que mudaram do campo para as grandes cidades do Leste e o Oeste.

Agora vem a grande pergunta.

Qual é a concepção de Deus que melhor se adequaria aos tempos modernos, o Deus Nômade que protege o Povo ou o Deus Comunitário que protege a Ecologia e o Meio Ambiente do qual fazemos parte?

Tirando a Religião desta equação, qual regime político você prefere.

O socialismo, onde você tem direitos protegidos pelo Estado, qualquer que seja a comunidade que você esteja vivendo no momento?

Ou o Comunitarismo, onde você tem obrigações com a sua comunidade, como solidariedade, valores cívicos, e direitos proporcionais à sua dedicação, amizade e contribuição com aqueles que no passado você ajudou, na sua própria comunidade?

 

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Religiões Comunitárias https://blog.kanitz.com.br/choque-religioso/ https://blog.kanitz.com.br/choque-religioso/#comments Fri, 18 Jul 2014 17:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=426   Existe até hoje um conflito entre as religiões onde o Deus é comunitário e ecológico, versus as religiões onde o Deus é pessoal, nômade e acompanha o povo eleito nas suas peregrinações. Queremos deixar bem explícito, que ambas as formas religiosas funcionam no seu contexto. Funciona se o povo é nômade, funciona se o […]

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Existe até hoje um conflito entre as religiões onde o Deus é comunitário e ecológico, versus as religiões onde o Deus é pessoal, nômade e acompanha o povo eleito nas suas peregrinações.

Queremos deixar bem explícito, que ambas as formas religiosas funcionam no seu contexto. Funciona se o povo é nômade, funciona se o povo é Comunitário ou sedentário.

O grande problema religioso, inclusive o primeiro choque religioso ocorreu entre estes dois tipos de concepção de religião e se encontram lado a lado.

Vejamos um exemplo bem distante de nosso tempo.

O Deus de Uruk era Anu, que protegia a cidade como um todo e as terras comunitárias em volta.

Os judeus da época, sendo nômades, desenvolveram deuses tribais, cada um protegendo a sua tribo.

Jeovah era o Deus nômade que acompanhava os judeus onde estivessem.

Só que existe uma enorme incompatibilidade em seguir os ditames, a moral, a ética e os valores compartilhados de um Deus nômade, se por alguns anos você pretende morar ou por força ou por circunstâncias, numa cidade que possui um Deus territorial com valores compartilhados com ética e moral totalmente diferentes.

Lembre-se que naquela época Estado e Religião se confundiam, as leis eram únicas.

E as leis de Deuses nômades nem sempre eram as mesmas, certamente também não eram os ritos e cerimônias.

Isto gerava uma série de conflitos com os residentes, os mesmos que vemos hoje na França entre franceses e islâmicos, em Israel entre judeus e palestinos.

Quem iria ceder?

Quem diz que numa mesma cidade ou comunidade todos devem ter a mesma ética, valores compartilhados, rituais?

Quem diz que numa mesma cidade ou comunidade não se possa ter o multiculturalismo, várias etnias morando em harmonia, sem preconceito, respeitando os valores dos outros?

Provavelmente foram os próprios Rabinos judeus os primeiros a perceber este conflito religioso, Nomadismo versus Comunitarismo, e foram os primeiros a sugerir uma solução:

O monoteísmo e o multiculturalismo.

O monoteísmo como uma solução ao afirmar que no fundo existe um único Deus, um meme corajoso na época mas hoje considerado lógico e inquestionável.

E o multiculturalismo, que sugere que mesmo com um único Deus e seus valores comuns e compartilhados, é possível ter uma sociedade com valores diversos e não compartilhados, um contrassenso que muitos não percebem.

Mas devido aos problemas dos conflitos de Religiões, esta solução dos Rabinos nos serviu por 2.000 anos, e somente agora está sendo questionada.

Aos leitores judeus quero deixar bem claro que faz todo sentido para um povo que estava temporariamente subjugado no Egito. E, que pretendia voltar um dia para Israel e manter o seu Deus nômade, e não respeitar os Deuses do Egito como queriam os Faraós, os Papas Católicos, os Pastores Alemães.

Por outro lado, faz todo sentido que uma cidade como Alexandria que possui um Deus comunitário se sinta ameaçada por estrangeiros que se recusam a adotar a religião local.

Dois mil anos depois, este mesmo conflito se deflagra aqui ao lado em Portugal, onde os locais exigiram que os judeus se tornassem Cristãos Novos, o que muitos concordaram.

Os reis e a Igreja de Portugal erraram ao exigir dos judeus a “assimilação”, um termo um tanto forte que lembra negação.

O termo correto seria “aceitação”, como se alguém dissesse “como eu não sou mais nômade, e pretendo viver nesta cidade para sempre, aceito compartilhar seus valores compartilhados para que possamos viver em harmonia, mesmo que de imediato não concorde com tudo que está aí “.

Em vez de aceitar os costumes locais, ficou a tradição de levar consigo um Deus pessoal e não aceitar o da comunidade.

Tradição que nós Cristãos adotamos também, talvez não tão intensamente.

Cristãos carregam Jesus nos corações, enviamos missionários para todos os cantos do mundo, acreditamos num único Deus, no monoteísmo.

Como resolver este problema?

Algo para se pensar.

 

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Não Mentirás https://blog.kanitz.com.br/nao-mentiras/ https://blog.kanitz.com.br/nao-mentiras/#comments Wed, 16 Jul 2014 14:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=372   Os 10 mandamentos podem ser considerados umas das primeiras constituições ou cartas de princípios a reger um povo. Contém os princípios que, na visão do seu formulador, permitiriam àquele povo nômade e errante se instalar em Canaan permanentemente, de uma forma harmoniosa e civilizada. Poderíamos considerar os 10 mandamentos a primeira constituição a ser […]

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Os 10 mandamentos podem ser considerados umas das primeiras constituições ou cartas de princípios a reger um povo.

Contém os princípios que, na visão do seu formulador, permitiriam àquele povo nômade e errante se instalar em Canaan permanentemente, de uma forma harmoniosa e civilizada.

Poderíamos considerar os 10 mandamentos a primeira constituição a ser criada no mundo, embora pela simplicidade do conceito de Estado na época, o mais correto seria definir os 10 mandamentos como um código de ética.

São 10 princípios básicos, o primeiro estabelecendo o poder de autoridade que regeria aquele povo, Deus.

O segundo mandamento, mas o primeiro a tratar de assuntos mundanos regia: “Não Mentirás”.

A Constituição de 1988 possui mais 1350 preceitos e princípios básicos que regem a nação brasileira.

Não mentirás, por exemplo, não faz parte dela.

Nossa Constituição inclui pérolas como: “Os requisitos a que se refere o Inciso I do parágrafo anterior serão reduzidos em cinco anos, para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio.

Não Mentirás” não faz parte dos princípios básicos da nossa nação, da nossa Constituição, e nem da nossa ética.

Quantos problemas poderíamos ter evitado se “Não Mentirás” fosse parte dos nossos princípios básicos como nação, de nossos políticos, de nossas campanhas eleitorais?

Quando um namorado ou namorada é flagrado mentindo, normalmente se rompe o relacionamento e fim de papo.

Mentiu uma única vez em uma questão importante é o suficiente para o fim de qualquer relacionamento.

Infelizmente no nosso Congresso isto não ocorre, e nossos deputados podem mentir, porque “Não Mentirás” não está na nossa Constituição, nem cláusula pétrea é, está no código civil.

Não há dúvida em minha mente que somente faremos um país mais solidário, justo e seguro se tornarmos este país menos mentiroso.

Por razões culturais, fui criado com uma ética muito forte de não mentir e sempre dizer a verdade.

Isto me traz inúmeros problemas sociais, porque não consigo me sair bem quando me perguntam se gostei do café ou do jantar, do discurso do meu chefe ou da roupa da minha esposa.

Em países latinos, mentir para o bem dos outros faz parte da cultura.

Entre não magoar e não mentir, preferimos não magoar.

“Seu vestido está lindo, querida.”

Recebo dezenas de emails elogiando a minha “coragem” de dizer verdades que precisam ser ditas.

Um elogio curioso e assustador, pois não é isto o que todo mundo deveria estar fazendo?

Verdade deveria ser o “default” da sociedade, o princípio básico, condição sine qua non de qualquer artigo publicado em qualquer lugar.

Eu quero políticos que me representem dizendo a verdade.

Eu quero amigos que me digam sempre a verdade, toda a verdade e somente a verdade.

Aliás, esta é a minha definição de um verdadeiro amigo.

Aquele que me diz a verdade.

Somente seremos um país de verdade, quando colocarmos “Não Mentirás“, em primeiro ou segundo lugar.

 

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O Islamismo e a Distribuição da Riqueza https://blog.kanitz.com.br/islamismo-distribuicao-riqueza/ https://blog.kanitz.com.br/islamismo-distribuicao-riqueza/#comments Wed, 04 Jun 2014 12:28:14 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=15042   Um bom exemplo de como seria uma sociedade onde a riqueza é bem distribuída é o Islã. Mas veja como ela está hoje. No Islã os 10% mais ricos, aqueles que detêm normalmente 40% da renda, podiam casar até quatro vezes. A condição era demonstrar capacidade financeira. Eu acho mais do que uma coincidência […]

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Um bom exemplo de como seria uma sociedade onde a riqueza é bem distribuída é o Islã.

Mas veja como ela está hoje.

No Islã os 10% mais ricos, aqueles que detêm normalmente 40% da renda, podiam casar até quatro vezes. A condição era demonstrar capacidade financeira.

Eu acho mais do que uma coincidência este número quatro, que bate com a regra de Pareto. 20% dos clientes trazem 80% das receitas.

Com quatro esposas, a próxima geração inicia zerada, ou cada grupo de filhos por esposa com 10% do PIB.

Melhor que imposto de herança ou imposto progressivo sobre fortunas.

No cristianismo isto não é possível e, por conseguinte, a riqueza dos 10% passa diretamente para a segunda geração na proporção de 1 para 1 e não 1 para 4.

Portanto, não é exatamente o capitalismo ou socialismo que também concentram renda na mão do Estado, os grandes culpados pela má distribuição da riqueza, mas sim a monogamia.

Mas em regimes não monogâmicos, 30% dos homens mais pobres conseguem pelo menos uma mulher para casar, algo negado no islamismo histórico.

Mas algo me diz que 1000 anos de renda bem distribuída no islamismo não melhorou a situação dos mais pobres, não aumentou a meritocracia nem a democracia, como previam Karl Marx e Piketty.

E a um custo genético tremendo para 30% dos homens, algo que nem Hitler fez.

No capitalismo temos algo semelhante quando ricos se separam quatro vezes, e como sabemos não há patrimônio que resista a quatro advogados de família. Mas é isto que queremos.

Algo para se pensar.

 

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Economia Estável ou Família Estável? https://blog.kanitz.com.br/familia-estavel/ https://blog.kanitz.com.br/familia-estavel/#comments Thu, 12 Dec 2013 15:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=293   Muitos acham que a estabilidade da economia é mais importante do que a estabilidade da família. A geração paz e amor colocou na sua velhice o crescimento do PIB como meta porque quanto maior o PIB, maiores os impostos que poderiam cobrar da nova geração, maior a dívida, o tamanho do Estado. Felicidade não […]

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Muitos acham que a estabilidade da economia é mais importante do que a estabilidade da família.

A geração paz e amor colocou na sua velhice o crescimento do PIB como meta porque quanto maior o PIB, maiores os impostos que poderiam cobrar da nova geração, maior a dívida, o tamanho do Estado.

Felicidade não é o crescimento do PIB.

Felicidade é a harmonia entre as pessoas, que começa com a harmonia no casamento. Harmonia no casamento traz harmonia entre as gerações, e não esta luta pai versus filhos dos outros.

Vamos estabelecer novas metas para a sociedade, para nossos sociólogos e acadêmicos.

Vamos estabelecer como uma meta prioritária reduzir o número de divórcios para 10% em 2030.

Vamos estabelecer como meta reduzir o número de casais infelizes com seus casamentos para 20% nos próximos 20 anos.

Passos estes para conseguirmos outros objetivos na vida.

 

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O Julgamento Final https://blog.kanitz.com.br/julgamento-final/ https://blog.kanitz.com.br/julgamento-final/#comments Wed, 23 Oct 2013 15:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=383   Você acredita que depois da morte, todos nós ficaremos numa fila na porta do céu, e seremos admitidos ou não dependendo de um julgamento final? Você acredita que doze arcanjos irão questionar os seus atos em vida, e determinar se você fez o que fez porque era ingênuo ou mal intencionado? Por que você […]

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Você acredita que depois da morte, todos nós ficaremos numa fila na porta do céu, e seremos admitidos ou não dependendo de um julgamento final?

Você acredita que doze arcanjos irão questionar os seus atos em vida, e determinar se você fez o que fez porque era ingênuo ou mal intencionado?

Por que você escondeu o presente da sua irmã no Natal de 1978?

Por que mentiu para o seu chefe em 1987?

Lamento dizer que você terá sim um julgamento final mas será aqui na Terra.

E será muito antes de você morrer.

Você será julgado pela qualidade dos seus filhos.

Vocês será julgado aqui na Terra se sua filha ficou grávida e não sabe quem é o pai.

Seus amigos irão todos comentar se o seu filho foi expulso da escola por consumir drogas.

Todos vão notar que sua filha não conseguiu emprego.

É disto que seus amigos estarão lhe julgando.

Ele ficou rico, mas veja o que deu dos filhos dele.

Se você acha que não existe justiça social neste mundo, então analise estes dados coletados por Markov sobre mobilidade social.

Leva nove gerações para uma família passar da classe mais pobre para a classe mais rica.

Mas, leva somente quatro gerações para fazer o caminho inverso.

É a famosa frase pai rico, filho nobre, neto pobre.

Do que adianta você ser um magnata e ter netos ou bisnetos pobres quatro gerações mais tarde?

Veja o que ocorreu com os bisnetos do Conde Matarazzo.

Por isto, pais de uma certa idade param de contar vantagens sobre si nas festas e reuniões, e passam a contar vantagens dos filhos.

Meu filho entrou no IBMEC, minha filha foi promovida a gerente, meu filho recebeu um prêmio de melhor filme de curta metragem“, e assim por diante.

Pais no final da vida sabem que serão julgados pela qualidade dos filhos e por isto já estão fazendo o necessário merchandising.

Na realidade, o pior julgamento final não será feito pelos seus amigos e inimigos.

O julgamento final mais severo e destrutivo será feito por você mesmo.

E o critério que mais lhe incomodará não será o seu patrimônio acumulado, seus quadros na parede, seus livros que ninguém mais lê, seus amigos dos quais metade já morreu.

Chegar ao fim da vida e só então perceber que sua vida foi no fundo um fracasso, é o pior julgamento final possível.

É devastador.

Devastador porque aos 60 anos você não tem mais pique, energia, oportunidade, nem tempo suficiente para mudar o rumo das coisas.

Irá viver mais 20 anos sabendo que errou, não há pior inferno do que isto.

Você tomou as decisões erradas, perseguiu objetivos equivocados, optou por becos sem saída.

Erik Erikson, no livro que já citei, fala desta última fase da vida, que ele chama de Serenidade ou Desespero.

Aos 60 anos você olha para o seu passado, e somando os prós e os contra chega a conclusão que a vida foi bem vivida, você fez basicamente o que queria, conseguiu na medida do possível o que desejava.

Mas nem todos chegam a esta conclusão.

Daí vem o desespero, o julgamento final negativo e sem tempo para mudar o rumo.

Muitos pais já sabem que o julgamento final de suas vidas depende do sucesso de seus filhos.

Com o aumento da longevidade do ser humano, lamento dizer que o julgamento final passará a ser ainda mais devastador e complicado.

Você se julgará pelo sucesso não de seus filhos, mas de seus netos.

E a única coisa que você passará aos seus netos são os valores que você passará para os seus filhos e que eles absorverão como seus.

Estes valores são complicados hoje em dia, porque passamos a ser uma sociedade sem valores, uma sociedade até contra os valores considerados hoje tradicionais ou pequenos.

Valores vindos dos próprios pais significam os preceitos e regras que ao longo dos milênios se provaram acertados para que no fim da vida você possa julgá-la positivamente.

Algo Para Se Pensar.

 

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