APRENDENDO A INVESTIR - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/aprendendo-a-poupar/poupe/ Blog para se Pensar Fri, 24 Jan 2025 10:49:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 https://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2021/06/stephenkanitz-favicon-150x150.png APRENDENDO A INVESTIR - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/aprendendo-a-poupar/poupe/ 32 32 A Era do Robô Chegou https://blog.kanitz.com.br/a-era-do-robo-chegou/ https://blog.kanitz.com.br/a-era-do-robo-chegou/#comments Wed, 13 Nov 2024 20:15:08 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29820 A Era do Robô Chegou Comprei, três meses atrás, ações da Tesla na B3, quando Elon Musk anunciou que passaria a produzir robôs mais do que carros. Eu estava procurando uma empresa na área de inteligência artificial especializada em Supervised Learning, cuja tecnologia já está pronta, ao invés de AGI ou Unsupervised Learning, que levará […]

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A Era do Robô Chegou

Comprei, três meses atrás, ações da Tesla na B3, quando Elon Musk anunciou que passaria a produzir robôs mais do que carros.

Eu estava procurando uma empresa na área de inteligência artificial especializada em Supervised Learning, cuja tecnologia já está pronta, ao invés de AGI ou Unsupervised Learning, que levará mais de 10 anos para ser desenvolvido.

Robôs utilizam Supervised Learning, pois você só precisa mostrar ao robô o que quer que ele faça, pelo menos uma vez.

Além disso, não ser sócio do homem mais inteligente do mundo é um erro; essa é a vantagem do capitalismo democrático da direita, em contraste com o capitalismo estatizado da esquerda.

“Ele é mais inteligente do que Einstein” (minuto 54 deste vídeo: https://youtu.be/_cPkmDSjHQ4?si=h3YKIKaokKuJZQNY).

Elon Musk, discretamente, criou o Optimus, que ele quer vender por 20.000 dólares, ou alugar por 80 dólares ao mês.

Veja o vídeo: https://youtu.be/rP6rdmrpRUg?si=fhnw2HGWhK0RGbGd.

Ou seja, a Tesla irá vender milhões de robôs, não apenas carros elétricos.

Elon Musk criou um robô extremamente capaz de usar as mãos e andar melhor do que os outros, que estão priorizando apenas a mobilidade.

Ele já produziu 1.000 unidades do Optimus, que estão na linha de produção da Tesla, substituindo funcionários que custam 4.000 dólares por mês. Mais uma vez, ele está anos-luz à frente.

Em um artigo na Veja de 1999, escrevi: “Daqui a 100 anos, as máquinas farão tudo para nós e ninguém terá de trabalhar” (https://blog.kanitz.com.br/robo-vida/).

Não imaginei que demoraria apenas 30 anos.

Por isso, ninguém está pensando nisso, nenhum governo se preparou para esse tsunami, e poucos compraram ações da futura maior empresa de fabricação de robôs do mundo.

Mesmo que eu não lucre, apoiei o início da segunda revolução industrial, e isso não tem preço.

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Reavaliando o Papel dos Bancos Centrais. Série Desaprenda Economia https://blog.kanitz.com.br/reavaliando-o-papel-dos-bancos-centrais-serie-desaprenda-economia/ https://blog.kanitz.com.br/reavaliando-o-papel-dos-bancos-centrais-serie-desaprenda-economia/#comments Thu, 07 Dec 2023 10:31:37 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29578 Por que precisamos de bancos centrais ?

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Os Bancos Centrais, historicamente concebidos como instrumentos vitais para a estabilidade econômica, são hoje percebidos por alguns como parte integrante dos problemas econômicos contemporâneos. 

Originalmente, essas instituições foram estabelecidas com o objetivo de mitigar crises financeiras, fornecendo liquidez e suporte financeiro a bancos que enfrentavam dificuldades temporárias de liquidez.

Historicamente, os depósitos bancários eram frequentemente à vista, enquanto os empréstimos possuíam prazos mais longos (variando entre 60 a 600 dias), resultando em um descompasso no fluxo financeiro. 

Este desequilíbrio ficou evidente durante a Crise Knickerbocker nos Estados Unidos em 1907, quando as corridas bancárias levaram à falência de diversas instituições financeiras e culminaram na criação do Sistema da Reserva Federal em 1913, com o intuito de prevenir tais corridas bancárias.

No entanto, a eficácia desses Bancos Centrais em prevenir crises tem sido questionada, particularmente ao se observar eventos históricos significativos. 

A Grande Depressão, ocorrida entre 1925 e 1930, é um exemplo notório, onde falências bancárias maciças contribuíram para uma das mais severas crises econômicas da história.

 Alguns argumentam que as falhas do Federal Reserve (FED) nesse período tiveram implicações que ultrapassaram o âmbito econômico, influenciando até mesmo o cenário político global, como a eclosão da Segunda Guerra Mundial.

Outras crises econômicas também lançam dúvidas sobre a eficácia dos Bancos Centrais. 

Por exemplo, a Crise da Dívida Latino-Americana na década de 1980, envolvendo diversos países, incluindo o Brasil; 

a Crise das Poupanças nos Estados Unidos entre as décadas de 1980 e 1990;

 a Crise Financeira Asiática de 1997-1998, que se alastrou por vários países asiáticos;

 a Crise Financeira Russa em 1998;

 a Crise Econômica Argentina entre 1999 e 2002; 

a Crise Financeira Global de 2007-2008, originada nos Estados Unidos; 

e a Crise da Dívida Soberana Europeia nos anos 2010.

Estes eventos levantam questões pertinentes sobre a natureza e a função dos Bancos Centrais. 

Uma questão que todo economista formado deveria se perguntar  é por que os bancos podem alavancar seu capital em proporções significativamente maiores (12 vezes ou mais) do que outras entidades econômicas, que operam com níveis de alavancagem mais conservadores. 

Vide o gráfico da situação das 500 maiores empresas brasileiros, do banco de dados que administro.

Por que bancos conseguem se alavancar 12 vezes seu capital, enquanto o resto da economia , por prudência , alavanca bem menos, 1,67 por exemplo?

Por que capitalistas banqueiros arriscam seu capital 12 a 36 vezes, com o risco de perder tudo com uma queda de 8% a 3% nos depósitos?

Em contraste, outros setores, como comércio e indústria, geralmente operam com uma alavancagem de apenas 67% do capital investido, em vez dos 1200% comuns no setor bancário. 

Estas discrepâncias apontam para uma necessidade de revisão e reavaliação crítica do papel dos Bancos Centrais na economia contemporânea, bem como das práticas bancárias.

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Nos Bastidores do Poder https://blog.kanitz.com.br/bastidores-do-poder/ https://blog.kanitz.com.br/bastidores-do-poder/#comments Tue, 06 Oct 2020 13:05:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=26902 Decidi contar um pouco da minha vida pública. Uma das partes mais elucidativas foi quando trabalhei no Governo, e descobri como as decisões econômicas do governo são realmente tomadas. Acho que mais administradores que participaram do Governo deveriam contar como esse país é (pessimamente) administrado, para sabermos quais são nossos verdadeiros problemas. O então Ministro […]

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Decidi contar um pouco da minha vida pública.

Uma das partes mais elucidativas foi quando trabalhei no Governo, e descobri como as decisões econômicas do governo são realmente tomadas.

Acho que mais administradores que participaram do Governo deveriam contar como esse país é (pessimamente) administrado, para sabermos quais são nossos verdadeiros problemas.

O então Ministro do Planejamento me levou aos Estados Unidos, para que eu expusesse meu “Plano de Renegociação da Dívida Externa” para o Paul Volcker, Presidente do Banco Central Americano.

Fui o primeiro a usar em Economia uma planilha eletrônica para resolver um problema econômico.

Nesse caso descobri que nossa dívida era pagável porque seria totalmente corroída pela inflação americana.

Gritos de Moratória, romper com o sistema internacional, que acabaram fazendo, eram equivocados porque nosso problema era a inflação americana e não os juros “brasileiros”.

Nenhum outro economista chegara a essa conclusão, porque nenhum havia feito o fluxo de caixa até o final dos 30 anos.

Fui um dos poucos, portanto, a perceber que o problema não eram os juros, diagnóstico de 100% dos economistas da época, mas a inflação americana que havia disparado.

Ao simular os pagamentos para os 30 anos seguintes com inflação zero, hipótese maluca por isso ninguém fez, descobri que o problema se resolvia imediatamente.

Para quem não sabe nossa História Econômica, nossos Ministros da Fazenda da era Militar assinaram vultosas dívidas externas com bancos internacionais para estimular os investimentos em infraestrutura.

Só que, pasmem, assinaram esses contratos sem estabelecerem previamente os juros a serem pagos pela duração desses contratos, digamos 6% ao ano.

Assinaram contratos com juros “flutuantes”, que flutuavam APÓS a assinatura do contrato, e, portanto, incluíam imediatamente os picos de inflação.

Fazem isso até hoje, se comprometem a pagar a “Selic”, e não digamos 4%.

Quando historiadores econômicos acusam “Volcker elevou os juros para 19% que afetou todo mundo”, eles omitem que esse aumento só afetou de fato países que “assinaram juros que flutuavam após a assinatura do empréstimo”.

Quem assinou juros fixos ou pré determinados, escapou, óbvio.

Volcker não aumentou os juros retroativamente aos contratos já assinados, algo sempre esquecido.

Meu plano mereceu um editorial da Revista Euromoney, “Entra Em Cena O Alquimista”, que era eu, que achara a verdadeira causa do problema, a inflação americana.

Economistas brasileiros não leem Euromoney e aqui a tese não “pegou”, mas graças ao editorial eu passei a negociar a minha solução com os banqueiros internacionais.

Achamos dezenas de fundos de pensão americanos que queriam comprar um título com juros reais fixos (3,5% e não os 16% da época) pela duração do contrato.

Em troca, no final dos 30 anos pagaríamos a dívida sem ser corroída pela mesma inflação, com exportações que sobem naturalmente com a mesma inflação.

Era tudo o que eu e eles desejávamos.

Seria um ganha-ganha para o Brasil e para esses Fundos de Pensão, eliminando assim o risco da incerteza atuarial, e para nós, o risco dos juros flutuantes.

Divulguei esse Plano de Renegociação em mais de 100 jornais e revistas, e uma cópia está aqui www.spell.org.br/documentos/download/19132.

Vocês, professores de Economia, têm um interessante Estudo de Caso para discutirmos mais um erronomics que a turma fez.

O “Plano de Renegociação” foi eleito um dos 10 melhores pelo Internacional Finance Corporation.

Junto com o plano do Pablo Kuczynski do Peru, únicas propostas vindas de intelectuais dos países devedores.

Só assim chamou a atenção dos economistas do Governo Brasileiro, que não leram o Euromoney, e me levaram para explicar pessoalmente ao Volcker.

Minha reunião com Volcker foi na Embaixada Brasileira e curta.

Ministro do Planejamento- “Mr. Volcker, quero apresentar Stephen Kanitz, formado em Harvard, que tem uma proposta para Renegociar a Dívida Brasileira, e gostaria que o ouvisse.”

Volcker- “Pois não.”

Kanitz- “Eu tenho uma “solução de mercado” e, já tenho os fundos de pensão, e os atuais bancos que aceitam fazer um Swap de Juros Nominal-Real.”

Volcker (rindo)- “Você deve ser o único economista brasileiro que está propondo uma “solução de mercado”, em vez de “perdão da dívida”, “moratória”, “pagar somente % das exportações”, ou atrelar ao crescimento.”

Kanitz- “Exatamente Mr. Volcker. Por isso preciso da sua ajuda e total apoio.”

Volcker- “Está dado.”

Agradeci, virei as costas e saí da sala.

O Ministro do Planejamento saiu correndo atrás de mim.

“Espera aí, você não vai explicar o seu plano? Nós lhe trouxemos aqui para isso.”

“Claro que não. Você não ouviu que ele já me deu seu total apoio?

Agora eu posso ligar para todos os bancos irem em frente e só preciso repetir essa frase do Volcker que você acaba de ouvir.

Se começasse a entrar nos pequenos detalhes, como você quer, poderíamos perder esse apoio.”

Infelizmente, meses depois esse mesmo Ministro boicotou o trabalho da nossa equipe de oito pessoas, ao assinar a Moratória da Dívida Externa Brasileira em 1988.

Essa moratória foi irresponsável, pois a dívida era pagável e nos causou quase duas décadas perdidas.

Sem crescimento a juros baratos de 3,5% ao ano que eu já havia acertado com os Fundos de Pensão.

Ou seja, o problema não era o Brasil nem o Volcker, mas o tipo de juro negociado, nominal em vez de real.

Quem baixar a planilha que fiz em 1986, verá que projetava Reservas Internacionais de US$ 348 bilhões em 2016, 30 anos depois.

Não conheço economista que acertou uma previsão de 30 anos.

Tenho a absoluta certeza de que os Ministros que assinaram essas dívidas sequer fizeram planilhas para projetar as consequências futuras de suas decisões arriscadas.

Administração Responsável das Nações, precisamos tornar essa matéria obrigatória em todos os cursos de Economia e Administração.

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Por Que Não Privatizar a Petrobras https://blog.kanitz.com.br/privatizar-a-petrobras/ https://blog.kanitz.com.br/privatizar-a-petrobras/#comments Sat, 24 Mar 2018 10:00:17 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=24532   Elena Landau e Paulo Guedes estão em campanha para “privatizar” tudo. Elena Landau, nesse artigo, diz que deveremos usar a grana da venda da Petrobras para cobrir despesas correntes. Paulo Guedes idem, esquecendo que trocar ativos por despesas correntes é o caminho mais rápido para a pobreza. Esquecem também que essas estatais foram criadas […]

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Elena Landau e Paulo Guedes estão em campanha para “privatizar” tudo.

Elena Landau, nesse artigo, diz que deveremos usar a grana da venda da Petrobras para cobrir despesas correntes.

Paulo Guedes idem, esquecendo que trocar ativos por despesas correntes é o caminho mais rápido para a pobreza.

Esquecem também que essas estatais foram criadas com o dinheiro de longo prazo das nossas contribuições previdenciárias.

Elas fazem parte do “fundo financeiro e atuarial” do artigo 201 da nossa Constituição, mas nunca criado pelos grandes Ministros da Fazenda, que gerariam os dividendos necessários para as nossas aposentadorias hoje.

Vender nossas reservas atuariais para usar como despesas é crime, mas ninguém protesta. Pelo contrário, aplaudiram.

É assustador que ninguém sabe que muitas estatais já são privadas ou suficientemente privadas para justificar uma administração profissional, como temos aqui defendido.

Em vez de privatizar, como sugerem Landau e Guedes, bastaria tornar as ON na mão do Governo em PN, portanto sem direito a voto, e as PN na mão do povo em ON, com direito a voto, e trocar a diretoria.

Assim, o setor privado elegeria uma diretoria nos moldes da Administração Responsável das Nações. As estatais se tornariam eficientes e quadruplicariam de valor, e o furo atuarial da previdência diminuiria proporcionalmente.

Em vez de o setor privado torrar 700 bilhões para comprar ativos usados, como sugerem Landau e Guedes, nossa proposta é termos os mesmos 700 bilhões de recursos investidos em ativos novos, que gerariam produção adicional, crescimento e fortalecimento do privado e não do Estado.

Foi Elena Landau que fez toda a confusão com a Telebras, quando Secretária da Desestatização, que apesar de já ser uma empresa de capital privado majoritariamente, esqueceu-se de devolver o direito de voto às PN antes de vender as ON.

Ela de fato “privatizou” a Telebras entregando o bloco de controle ao seu colega Daniel Dantas.

Agora quer fazer o mesmo com a Petrobras? Quem seria o felizardo, Sergio Gabrielli?

Quem sonha com um Brasil Novo com ideias Novas, vai se decepcionar, são os mesmos que assessoram todos os candidatos para 2018.

http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,privatizar-a-petrobras-por-que-nao,70002218325

 

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Inacreditável https://blog.kanitz.com.br/inacreditavel/ Tue, 14 Nov 2017 11:32:00 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=24188   Posso entender que um ex-funcionário do Banco Itaú seja contra o Bitcoin. Posso entender que um Presidente do Banco Central dos Estados Unidos seja contra o Bitcoin porque ele vai desbancar o dólar como moeda internacional. Mas Ilan afirmar que o Bitcoin é uma pirâmide financeira, é assustador. Existem n razões para ser contra […]

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Posso entender que um ex-funcionário do Banco Itaú seja contra o Bitcoin.

Posso entender que um Presidente do Banco Central dos Estados Unidos seja contra o Bitcoin porque ele vai desbancar o dólar como moeda internacional.

Mas Ilan afirmar que o Bitcoin é uma pirâmide financeira, é assustador.

Existem n razões para ser contra o Bitcoin, mas não essa.

Pior, parece que ele nem entende de bancos.

Bancos funcionam na base de uma pirâmide, chamada multiplicador bancário, e que exige que todos acreditem na mentira do “saldo bancário”.

Quando você recebe seu extrato bancário dizendo que possui R$12.000,00, na realidade só tem R$1.200,00.

Ilan sabe disso, e essa é sua função, cobrir os bancos quando você sacar todos os R$12.000,00 que o Banco não tem.

Portugal, here I come.

Pode?

 

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Qual o Benchmark Correto Para o Recorde do Ibovespa? https://blog.kanitz.com.br/benchmark-ibovespa/ Sat, 28 Oct 2017 11:09:15 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=24131   Alertei em posts no mês passado que o correto é corrigir o Ibovespa pela inflação de 2007 até agora, e o crescimento das empresas de 2007 até hoje. Isso daria um Ibovespa natural de 170.000, só corrigindo o pico de 73.000, sendo considerado erroneamente o recorde do Ibovespa. Mas como disse, tem mais. Nesses […]

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Alertei em posts no mês passado que o correto é corrigir o Ibovespa pela inflação de 2007 até agora, e o crescimento das empresas de 2007 até hoje.

Isso daria um Ibovespa natural de 170.000, só corrigindo o pico de 73.000, sendo considerado erroneamente o recorde do Ibovespa.

Mas como disse, tem mais.

Nesses sete anos de desastre Dilma, as empresas usaram a recessão para colocar ordem na casa.

Nosso lema Ordem e Progresso deveria ser Progresso e Ordem.

Progresso é sempre desordenado, e de tempos e tempos é necessário dar uma parada e colocar tudo em ordem.

É o que nossos administradores fizeram no setor privado, mas que nossos economistas nada fizeram no setor público.

Até quando?

O setor privado usou esses dez anos para reduzir custos, aumentar produtividade, etc, etc.

Por isso quando voltarmos a produzir o que produzíamos, mesmo com a mesma capacidade de produção, seremos, na minha opinião, 12% a 15% mais rentáveis.

Ou seja, o Ibovespa Natural será mais para 210.000 sem investimento adicional.

Felizmente, vejo muitos economistas rapidamente revisando suas previsões para 80.000 e 100.000 pontos.

É sempre assim.

É a profissão mais “surpreendida” do mundo.

 

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Aos Aplicadores em Títulos Públicos a 12,25% ao Ano https://blog.kanitz.com.br/aplicadores-titulos-publicos/ Thu, 23 Mar 2017 12:50:00 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=21657   Acho incrível quando famosos consultores econômicos, que administram fortunas de grandes famílias, propõem a seus clientes aplicar 90% em renda fixa e 10% em renda variável. Sem contar ao menos que esses 90% que eles recomendam logo logo serão impagáveis. Sem a Reforma da Previdência, segundo nosso Ministro da Fazenda, o Brasil se tornará […]

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Acho incrível quando famosos consultores econômicos, que administram fortunas de grandes famílias, propõem a seus clientes aplicar 90% em renda fixa e 10% em renda variável.

Sem contar ao menos que esses 90% que eles recomendam logo logo serão impagáveis.

Sem a Reforma da Previdência, segundo nosso Ministro da Fazenda, o Brasil se tornará insolvente.

E ninguém está lutando, muito menos essas famílias com grana para fazê-lo, para convencer nossos senadores e deputados.

Ontem passei o almoço inteiro ouvindo investidores recomendando comprar Brasil 2035, “porque a taxa é boa” e que “investir na Bolsa é muito arriscado agora”.

Arriscado é investir num governo que pelo jeito não aprovará a Reforma da Previdência, porque ninguém está preocupado com a solvência do Estado.

Nem os mais interessados.

Sigo Miguel Torres, sindicalista do PT, que todo dia conclama seus liderados, coitados, “Nenhum Direito a Menos”.

Com medo de perder os anéis, perderão tudo.

Se a Esquerda que acredita num Estado Forte não luta para manter o Estado Forte, pelo contrário, conclama a sua falência, imaginem o resto.

Eu prefiro aplicar em empresas que dão 2% de dividendos e reinvestem os 6% restantes.

Só aí eu ganho 8% real em vez desses “pega trouxas” 12,25% nominais, mais o crescimento ano a ano dessas empresas.

Se você acredita em renda fixa, se acredita em emprestar para um Governo cujo fluxo de caixa será sempre negativo, você merece perder tudo e voltar a ser pobre.

Triste forma de seleção da espécie.

 

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Por Que Economistas e Jornalistas Mentem Sobre Esses 12,25% de Juros? https://blog.kanitz.com.br/economistas-e-jornalistas-mentem/ Tue, 21 Mar 2017 08:29:30 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=20879   Tempo de leitura: 1 minuto Economistas conhecem muito bem o termo “juro real” . Significa o verdadeiro juro, aquele que você realmente ganha numa aplicação, descontada a inflação futura que é uma despesa. Todo economista sabe muito bem que os 12,25% não são juros reais. São juros irreais. Mas pelas razões que vou explicar, […]

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Tempo de leitura: 1 minuto

Economistas conhecem muito bem o termo “juro real” .

Significa o verdadeiro juro, aquele que você realmente ganha numa aplicação, descontada a inflação futura que é uma despesa.

Todo economista sabe muito bem que os 12,25% não são juros reais.

São juros irreais.

Mas pelas razões que vou explicar, eles os denominam de “juros nominais”, apesar de não serem juros.

São a soma de juro mais inflação futura.

Em vez de publicarem 12,25% deveriam publicar 5% de juros incertos, dependendo da inflação futura.

Deveriam publicar algo como 5% + – 2%, variando para mais ou para menos, dependendo das possibilidades da inflação futura.

Você poderá ganhar 3, 4 ,5, 6, 7%, só Deus sabe, com 95% de probabilidade.

E ainda tem 5% de probabilidade de nem isso ser.

Honestamente, você compraria títulos públicos sabendo que vão pagar só 5% que podem virar 3% ou 4%?

Ações que dão dividendos de 3% são mais seguras, têm lastro real, e valorizam mais.

Por isso eles têm que mentir.

Mentir dizendo que você vai ganhar três vezes mais.

Te enganam dizendo que 12,25% é juro, mas não é. É Fake Economics.

Quando me acusam de ser muito crítico de economistas, me apontando que existem os economistas bons como existem os administradores ruins, eu fico procurando esses economistas bons, mas não acho.

Todos usam o termo “juro nominal”. Ou pior, simplesmente “juro” ou Selic, que nunca foi juro.

Só para facilitar a vida dos banqueiros e do Tesouro a colocar seus títulos podres, mentindo.

Entenderam a jogada?

 

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Dólares na Suíça, Filhos no Brasil. https://blog.kanitz.com.br/dolares-na-suica/ https://blog.kanitz.com.br/dolares-na-suica/#comments Mon, 30 May 2016 14:55:01 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=19590   Tempo de leitura: 2 minutos Se você ainda está na dúvida em repatriar o seu dinheiro duma offshore para o Brasil, aproveitando a colher de chá da anistia, leia este artigo. Se você tem um amigo que pretende continuar com dinheiro no exterior, apesar da anistia, repasse este artigo. Ele foi escrito em 1999, […]

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Tempo de leitura: 2 minutos

Se você ainda está na dúvida em repatriar o seu dinheiro duma offshore para o Brasil, aproveitando a colher de chá da anistia, leia este artigo.

Se você tem um amigo que pretende continuar com dinheiro no exterior, apesar da anistia, repasse este artigo.

Ele foi escrito em 1999, quando o dólar estava a R$ 1,70  e a Bolsa em 11.400 pontos, e quem seguiu meu conselho pode me agradecer.

dolaresExiste uma enorme contradição na frase ao lado.

Ganhar dinheiro no Brasil e manter parte dele investido fora parece ser uma atitude inteligente.

Mas feito por dezenas de milhares de brasileiros, priva a nação dos recursos já disponíveis para o nosso crescimento.

O total de depósitos dos brasileiros no exterior, segundo pessoas que operam nessa área, gira entre 45 e 140 bilhões de dólares.

A estimativa mais frequente é de 95 bilhões.

Nunca saberemos o valor verdadeiro, mas qualquer que seja, suspeita-se que esse valor tenha aumentado em 20 bilhões nos últimos seis meses.

É dinheiro suficiente para gerar de 1 a 6 milhões de empregos, reduzindo, além do desemprego, a violência urbana e a criminalidade.

Por alguma razão, evita-se discutir esse assunto em público, mas acho que é preciso abordá-lo neste momento.

Primeiramente, alguns fatos: o grosso desse dinheiro não foi depositado por bilionários nem por empresários com caixa dois, mas sim por pessoas de classe média que receberam salários e honorários honestamente e que, por uma razão ou outra, entraram em pânico.

Dá para entender por que as pessoas depositam seu dinheiro em países onde a regra do jogo não muda.

Provavelmente, abriram essas contas para proteger suas famílias de uma hiperinflação que quase ocorreu, ou se assustaram com o Plano Collor que tomou todo o nosso dinheiro de um dia para o outro.

Portanto, antes de julgá-los de impatriotas com um falso moralismo, é importante concordar que os tempos não foram fáceis.

O Brasil tem investido no exterior quase tanto quanto as multinacionais têm investido no Brasil, um contrassenso monumental.

Poupança para o crescimento o Brasil já tem, o problema é que ela está no lugar errado.

Se você é um desses, mais dia menos dia terá de resolver a seguinte questão: ou coloca seus filhos também na Suíça, ou então aplica no país em que eles irão viver e trabalhar, investindo na geração de seus empregos.

Foi assim que os alemães reconstruíram a Alemanha e os japoneses o Japão, depois da II Grande Guerra.

Quem investe em CDBs, fundos de renda fixa, cadernetas de poupança e especialmente ações brasileiras está indiretamente ajudando a gerar os empregos necessários para os próprios filhos.

Além do mais, quem acha que seu dinheiro está seguro numa pequena ilha do Caribe deveria primeiro visitá-la.

Noventa e cinco bilhões de dólares é muito dinheiro para investir numa ilha.

Quem garante que seu dinheiro não está reinvestido na Rússia, no Japão ou em Hong Kong?

Os 3% de juros ao ano que se recebe não compensam esse risco.

Com o câmbio livre e unificado, a função do doleiro caminhará um dia para a extinção, como ocorreu na Europa e nos Estados Unidos, e daqui a dez anos você provavelmente não terá como trazer seu dinheiro de volta, nem ilegalmente.

Ter de gastar o dinheiro comendo lagosta caribenha poderá matá-lo do coração.

Um dia as leis financeiras serão mundiais, consequência inexorável da globalização.

Aí não haverá porto seguro no mundo, vide o que aconteceu com Pinochet.

Está na hora de perdoar os pacotes do passado e começar a reconstruir este país.

Está na hora de trazer pelo menos uma parte neste ano, e o resto, devagarzinho.

Os preços dos imóveis estão ridiculamente baixos; as ações, nem se fala. Os juros cairão e o dólar também.

O risco Brasil só serve para os estrangeiros. Para quem vive aqui, ele não existe.

Vamos ter de fazer uma campanha corpo a corpo para convencer os brasileiros a investir de novo no país.

Mas, se apesar de tudo seu pai, seu tio, seu melhor amigo ou você mesmo ainda acreditam que aplicar dinheiro lá fora é mais seguro, pergunte ao seu gerente se não dá para depositar também seu filho ou sua filha.

Afinal, seu verdadeiro investimento são eles.

 

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