ADMINISTRAÇÃO SOCIALMENTE RESPONSÁVEL - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/administracao-economica/o-administrador-socialmente-responsavel/ Blog para se Pensar Fri, 06 Aug 2021 20:53:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 https://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2021/06/stephenkanitz-favicon-150x150.png ADMINISTRAÇÃO SOCIALMENTE RESPONSÁVEL - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/administracao-economica/o-administrador-socialmente-responsavel/ 32 32 Como Milton Friedman Prejudicou a Administração das Empresas https://blog.kanitz.com.br/como-milton-friedman-prejudicou-a-administracao-das-empresas/ https://blog.kanitz.com.br/como-milton-friedman-prejudicou-a-administracao-das-empresas/#comments Sat, 19 Dec 2020 11:52:22 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=26974 O capitalismo seria hoje muito mais humano, justo, igual, inclusivo se não fosse o ativismo de um único Professor, da Escola de Economia de Chicago. Harvard Business School e Stanford criaram em 1911 a cultura da Empresa Socialmente Responsável, na qual foi treinado. Empresas que não pensavam somente nos acionistas shareholders maximizando o lucro, mas […]

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O capitalismo seria hoje muito mais humano, justo, igual, inclusivo se não fosse o ativismo de um único Professor, da Escola de Economia de Chicago.

Harvard Business School e Stanford criaram em 1911 a cultura da Empresa Socialmente Responsável, na qual foi treinado.

Empresas que não pensavam somente nos acionistas shareholders maximizando o lucro, mas os stakeholders.

Friedman foi um ativista contra esse movimento, agiu contra tudo que nós administradores socialmente responsáveis pregávamos, e acho até que é a Escola de Chicago que domina o mundo hoje e não Harvard.

Tenho alertado isso aqui há anos.

Erraram mais uma vez. Vão pagar o estrago feito e nos pedir desculpas por termos acertado 100 anos atrás?

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Como Liberais Erraram na Desestatização https://blog.kanitz.com.br/liberais-erraram-na-desestatizacao/ https://blog.kanitz.com.br/liberais-erraram-na-desestatizacao/#comments Tue, 25 Aug 2020 13:01:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=26849 Qual seria a destinação dos recursos obtidos pela desestatização das 600 empresas estatizadas? Você não sabe? Mas não deveria saber depois de dois anos desse assunto ser discutido? Será que os políticos do contra não se preocuparam com essa omissão? Ninguém sabe, ninguém tem certeza, como eu. Se soubéssemos que usariam os recursos para pagar […]

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Qual seria a destinação dos recursos obtidos pela desestatização das 600 empresas estatizadas?

Você não sabe?

Mas não deveria saber depois de dois anos desse assunto ser discutido?

Será que os políticos do contra não se preocuparam com essa omissão?

Ninguém sabe, ninguém tem certeza, como eu.

Se soubéssemos que usariam os recursos para pagar salários atrasados de funcionários públicos, você acha que eles seriam contra?

Ou se usassem para custear Saúde e Educação, o Congresso seria contra?

Procurem as entrevistas de Salim Mattar e veja se ele diz como a grana seria gasta, não achei nada oficial.

Só achei uma frase que parece que usariam, talvez, para reduzir a dívida do Estado.

Vender algo que deveria gerar um retorno de 12% ao ano, para saldar dívidas que custam 1% ao ano é administrar irresponsavelmente a nação.

Se era para privatizar para se ter empresas bem administradas, bastaria trocar os gestores.

Se bem administradas, tanto faz se é estatal ou privada.

O que elas precisam é ser de capital aberto e democrático, onde todo funcionário público poderia participar, não somente o Estado.

As dívidas do Estado foram contraídas, a rigor, para fazer obras de infraestrutura.

Mas as Estatais foram criadas com nossas contribuições previdenciárias, e aplicadas pelo Fundo de Equilíbrio Financeiro e Atuarial determinado pelo artigo 201 da Constituição.

Como todo fundo previdenciário.

Nesse caso criaram e investiram em empresas como a Petrobras, Banco do Brasil, Vale e Caixa Econômica.

Se fossem desestatizadas, os recursos somente poderiam ser usados pelo FEFA para comprar outras empresas rentáveis, uma troca de portfolio somente.

Salim Mattar nem entendeu o que estava fazendo.

FHC vendeu a Vale e sumiu com o dinheiro, que foi desviado do FEFA, prejudicando funcionários públicos e privados aposentados.

Como seria com Salim Mattar.

E o que é mais ridículo, todos os Fundos de Equilíbrio Financeiro e Atuarial atuais de funcionários de estatais investem hoje na Vale.

Percebem que não mudou nada?

Percebem que toda essa celeuma, oposição, discurso de ódio, privatização versus desestatização, daria quase na mesma?

O que não queremos é CONTROLE estatal.

O governo ter 45% de 600 empresas, tanto faz.

Especialmente se forem ações PNs, sem direito de voto, ao contrário do que é hoje.

Petrobras já é 63% privada, só que não temos direito de voto. Petrobras é privada, mas ninguém sabe disso.

Ainda bem que os liberais saíram em debandada.

Adam Smith, Hayek e Mises nada entendem de fundos de pensão e como planos de previdência precisam ser administrados.

Precisamos é de mais ARN e menos Mises.

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Ao Sucessor de Salim Mattar https://blog.kanitz.com.br/sucessor-de-salim-mattar/ https://blog.kanitz.com.br/sucessor-de-salim-mattar/#comments Sat, 15 Aug 2020 10:02:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=26835 Conheço Salim Mattar há mais de 40 anos, quando lhe entregava o Prêmio de Melhor Empresa do seu setor pela Revista Exame. Estava ao seu lado quando recebeu o convite do Guedes. Nunca mais o vi, e fico triste com os inúmeros erros que fez, desnecessários para alguém tão talentoso quanto ele. 1. Usou desde […]

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Conheço Salim Mattar há mais de 40 anos, quando lhe entregava o Prêmio de Melhor Empresa do seu setor pela Revista Exame.

Estava ao seu lado quando recebeu o convite do Guedes.

Nunca mais o vi, e fico triste com os inúmeros erros que fez, desnecessários para alguém tão talentoso quanto ele.

1. Usou desde o início o termo Privatização, inventado pela Quarta Classe que não queria perder suas boquinhas.

Privatizar significa hoje “dar” coisa pública a uma família, a um grupo privado que somente iria se locupletar.

Não usou o termo Desestatizar.

Não usou o termo Democratizar, permitir que os funcionários das estatais comprassem ações das empresas que trabalham, como queria Karl Marx.

2. Não percebeu que muitas estatais já são empresas Democráticas em parte, com ações na Bolsa.

Só que muitas emitem PNs, sem direito a voto, o que é inconstitucional.

Deveria ter lutado pela Democratização Já, transformando as ações PNs em ONs, por assembleia.

Muitas somente se mantêm Estatizadas negando o direito de voto às PNs.

3. Não Democratizou o capital das 600 empresas estatais, mesmo que somente oferecendo 10% do capital delas.

Mas com isso obteria transparência, auditoria democrática, conselhos de administração, e tudo que já sabemos que dá certo.

4. Não criou uma campanha promovendo essas 600 para daqui para frente obterem todo capital adicional que precisassem vindo do setor Democrático da sociedade, e não do setor Estatizado.

Avisar que elas precisariam competir entre si, mostrar governança e bom desempenho, contratar bons profissionais e não políticos, e fazerem follow-ons.

5. Não mostrou para a Quarta Classe que a União está quebrada, que seu Patrimônio é negativo, que precisava vender ativos para sobreviver.

6. Não mostrou que todas essas 600 estatais, pertenciam a rigor não ao Governo, mas ao Fundo de Equilíbrio Financeiro e Atuarial da Previdência como reza o artigo 201 da nossa constituição.

Foram das nossas contribuições previdenciárias que o Governo financiava as compras dessas 600.

7. Pertencendo ao FEFAP, jamais poderiam ser vendidas a chineses, a grupos privados como queria.

Fazem parte do Capital (de capitalização) do nosso sistema Previdenciário.

Ou seja, até “privatizar” era errado, bandeira do Governo Bolsonaro.

8. Prejudicou assim até a Reforma da Previdência.

Ou seja, sua saída não será o “desastre” que todos estão pensando, nem tampouco uma derrota para o Guedes.

Como venho dizendo, Liberalismo é uma doutrina de 1776, da era de Adam Smith, e não serve mais para os dias de hoje.

Administração Responsável das Nações teria dado ao Salim Mattar melhores argumentos, acho eu.

Espero que seu sucessor não cometa os mesmos erros.

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Um Exemplo de Administrador Socialmente Responsável https://blog.kanitz.com.br/exemplo-administrador/ Tue, 06 Feb 2018 12:00:16 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=24453   Assistam a esse vídeo, e saibam mais do movimento Administração Socialmente Responsável, ensinado na HBS desde 1918. Essa é a solução para as preocupações, legítimas de muitos da esquerda, e não o comunismo e o socialismo que o PCdoB quer implantar no Brasil. Parabéns Flavio Rocha, vamos ver se ela o convida para ver uma […]

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Assistam a esse vídeo, e saibam mais do movimento Administração Socialmente Responsável, ensinado na HBS desde 1918.

Essa é a solução para as preocupações, legítimas de muitos da esquerda, e não o comunismo e o socialismo que o PCdoB quer implantar no Brasil.

Parabéns Flavio Rocha, vamos ver se ela o convida para ver uma fábrica em Cuba.

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Nosso Desastroso Sistema de Crédito https://blog.kanitz.com.br/sistema-de-credito/ Tue, 21 Nov 2017 00:49:18 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=24217   Praticamente todos os nossos setores são sazonais ou cíclicos. Causados por variações de temperatura, meses de férias escolares, e bobagens populistas como décimo terceiro salário quando só existem 12 meses de produção. Empresas se adequam para a produção básica mínima, e dependem de financiamento bancário para o excedente, como as vendas de Natal. O […]

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Praticamente todos os nossos setores são sazonais ou cíclicos.

Causados por variações de temperatura, meses de férias escolares, e bobagens populistas como décimo terceiro salário quando só existem 12 meses de produção.

Empresas se adequam para a produção básica mínima, e dependem de financiamento bancário para o excedente, como as vendas de Natal.

O problema do nosso sistema de crédito é tão sério quanto o da Previdência, mas nada disso é discutido, sequer sabido.

  1. Nossos Bancos não se preocupam mais com Análise de Crédito, até venderam a Serasa.
  2. A Esquerda brasileira nem se incomodou quando a Serasa foi vendida para uma multinacional, com o banco de dados mais precioso que temos.
  3. Nossos Bancos, na falta de Administradores Financeiros devido à extinção em 1946 das Escolas de Administração e Finanças, foram desenvolvidos por Engenheiros da Poli.
  4. Por isso centralizaram tudo e hoje na verdade temos é cinco grandes computadores rodando os algoritmos econométricos desenvolvidos por estes mesmos engenheiros.
  5. Acabamos com a figura do Gerente de Banco que tinha autonomia para abrir uma exceção.
  6. Destruímos os Demonstrativos Financeiros de todas as nossas empresas com o aplaudido Plano Real que achou que demonstrativos “corrigidos monetariamente” geravam inflação. Santa ignorância!
  7. Inviabilizamos empréstimos bancários pelo tamanho colossal da Dívida Interna endossada por todos os nossos Ministros da Fazenda.
  8. Sequer temos Cursos de Análise de Crédito no Brasil.
  9. Por isso temos um setor de Crédito e Cobrança que utiliza 200.000 pessoas para corrigir essa falta de análises prévias.
  10. Não temos 10.000 Bancos Pequenos e Comunitários, que conhecem a fundo seus municípios.
  11. Dependemos do crédito do BNDES, e suas alocações por critérios políticos.
  12. Emprestamos somente para quem prova que já tem o dinheiro, como no desconto de duplicatas. Um de nossos cinco bancos até se orgulha de ser um Banco Brasileiro de Descontos, Bra-desco.
  13. Não temos um sistema de recuperação de empresas com problemas de crédito. A Lei de Recuperação foi escrita por advogados e não por Especialistas em Finanças e Crédito Empresarial.

Tem muito mais, porque nem a FIESP, nem a FGV, nem a USP possuem grupos de Estudo em Administração Creditícia elaborando soluções para esse problema.

E aí tem gente que acha que a nossa economia irá crescer em 2018, e a direita vencerá (apertado) as eleições.

Alckmin, Bolsonaro, Doria, Serra não têm a menor noção das necessidades de crédito das empresas, só querem financiar consumidores, Keynesianos que todos seus assessores são.

 

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O Computador “QI-Quem Indica” do Palácio do Planalto https://blog.kanitz.com.br/computador-quem-indica/ Sat, 03 Jun 2017 00:01:15 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=23139   A forma pela qual o nosso Executivo escolhe os seus “executivos” é um dos maiores escândalos administrativos do país. E jamais identificado pelos nossos intelectuais e jornalistas, nem comentado pela Quarta Classe enganadora. Nós da Direita Socialmente Responsável escolhemos os melhores profissionais possíveis para o cargo. Sempre. Usamos nosso Departamento de Recursos Humanos para […]

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A forma pela qual o nosso Executivo escolhe os seus “executivos” é um dos maiores escândalos administrativos do país.

E jamais identificado pelos nossos intelectuais e jornalistas, nem comentado pela Quarta Classe enganadora.

Nós da Direita Socialmente Responsável escolhemos os melhores profissionais possíveis para o cargo. Sempre.

Usamos nosso Departamento de Recursos Humanos para fazer indicações, ou Head Hunters, e gastamos horas motivando possíveis candidatos, até dando um salário maior.

A Esquerda não pensa assim.

Todos os salários têm de ser iguais, seja para o Ministro da Fazenda, seja para o Ministro da Pesca.

E têm de serem preenchidos por amigos.

Gente de confiança.

Companheiros de luta.

Mesmo que não sejam formados em administração, ou tenham pelo menos 20 anos de experiência.

Eu trabalhei no Ministério do Planejamento 30 anos atrás, e conheci um programador do Palácio do Planalto.

Ele cuidava de um computador de mesa conhecido como “Quem Indica”.

Lá tinha os 20.000 cargos de confiança, número já elevado na época, com o nome, cargo, quem o indicou, porquê e o nome do partido.

“Dos 20.000 cargos, 10.000 foram indicados pelo Ulysses Guimarães, 3.000 pelo Presidente Sarney e 7.000 por vários caciques políticos.”

Aí culpam o Sarney, supostamente de Direita, pelos idiotas que a Esquerda de Ulysses Guimarães indicava.

Como o economista Bresser “Joãozinho Maria” Pereira, para Ministro da Fazenda.

Foi Ulysses Guimarães quem vetou Tasso Jereissati que teria sido o primeiro administrador, formado pela FGV, e que já havia aceito o Ministério da Fazenda convidado por Sarney.

Mas Ulysses quis colocar seu amigo Bresser Pereira, um dos piores Ministros da Fazenda que já tivemos, empatado com Guido Mantega.

Não é assim que se Administra Responsavelmente Nações.

Mostra o nível de atraso do nosso “QI Administrativo” porque isto não gera indignação entre nossos formadores de opinião.

O triplex do Lula, um imóvel que não estava no nome dele, deu muito mais indignação, do que o “Computador Quem Indica”, que está lá até hoje no Palácio do Planalto.

Veja hoje a notícia da Revista Exame.

“Têm início hoje as exonerações de pessoas ligadas a políticos da base que não acompanharam o governo na votação da reforma trabalhista.”

“Segundo o jornal O Globo, a retaliação começou na sexta-feira, com um indicado do deputado Uldurico Junior (PV-BA), exonerado do Ibama no Estado.”

Quando esse indicado do deputado tomou posse, a própria Exame nada comentou o absurdo que é administrar um país desse jeito.

Nem ninguém.

Se vocês querem ter argumentos para lutar contra esse absurdo leiam esses meus artigos de 20 anos atrás.

http://buff.ly/2p46KOS

http://buff.ly/2p4gFUA

http://buff.ly/2p4qsK2

 

Cargos de Confiança São 25.000

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Globalização ou Comunitarismo? https://blog.kanitz.com.br/globalizacao/ Fri, 03 Mar 2017 11:15:52 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=20652 Um dos meus artigos que vive caindo nos vestibulares de redação, por parecer de esquerda, é o “Você Está Despedido”, de 2001. Vale a pena ler, e ele se refere a uma aula que tive onde o professor de administração, Prof. Athos, expulsou da sala um aluno que queria economizar 5% demitindo pessoal. Para sempre. […]

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Um dos meus artigos que vive caindo nos vestibulares de redação, por parecer de esquerda, é o “Você Está Despedido”, de 2001.

Vale a pena ler, e ele se refere a uma aula que tive onde o professor de administração, Prof. Athos, expulsou da sala um aluno que queria economizar 5% demitindo pessoal.

Para sempre.

“Agora você sabe o que é ser demitido.”

45 anos depois, eu me lembro perfeitamente dessa aula, uma lição de moral.

Nos meados dos anos 1980, a escola de Economia de Chicago começou a atacar essa linha de Administração Socialmente Responsável, que fora capitaneada por Harvard e Stanford.

“Esses administradores não estão maximizando lucro”, bradavam Milton Friedman e seus colegas liberais.

“A responsabilidade social da empresa é maximizar lucros”, a frase mais calhorda já emitida por um intelectual de direita.

E foi a partir dessa constatação que eles começaram a minar o movimento de Administração Socialmente Responsável, com sucesso.

De fato não estávamos maximizando lucro a curto prazo a cada trimestre como queriam os teóricos de Chicago.

Não estávamos demitindo e transferindo fábricas inteiras para a China para ter 5% mais de lucro a curto prazo.

Sabíamos que salários baixos não iriam prevalecer para sempre na China, portanto seria uma economia de curto prazo.

Foi aí que a Escola de Economia de Chicago surgiu com as ideias de “stock options”, bônus milionários para executivos que maximizam lucros para os acionistas, lucros trimestrais, etc. E dane-se o social.

É isso basicamente que Milton Friedman está dizendo com todas as letras.

Foi a partir daí que as empresas americanas começaram a despedir seus funcionários, vizinhos das fábricas, e contratar chineses a 20.000 km de distância.

Trump está indo justamente contra a Escola de Chicago e por isso é odiado por 99 entre 100 economistas liberais.

Trump também estudou esse famoso caso espanhol no seu MBA, e também viu um aluno ser demitido.

E deve ter aprendido a mesma lição.

“Será que não podemos obter a mesma economia de 5% de uma outra forma, sem despedir toda a nossa força de trabalho e contratar mexicanos e chineses, como querem esses economistas?”

“Será que vale a pena maximizar lucro até esse ponto, destruindo nossa comunidade, nossa motivação e o espírito de equipe da nossa empresa?”

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E se Nossas Empresas Não Existissem? https://blog.kanitz.com.br/empresas-democraticas/ https://blog.kanitz.com.br/empresas-democraticas/#comments Thu, 18 Feb 2016 19:06:43 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=19372   Tempo de leitura: 30 segundos Como editor de Melhores e Maiores, 30 anos atrás eu vivia recomendando para as empresas que ao invés de publicarem Demonstrativos Financeiros que só eu e mais uns poucos liam, que divulgassem um relatório assim: “Se nossa empresa não existisse.” Fiquei feliz em ver, embora escondido na segunda página, […]

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Tempo de leitura: 30 segundos

Como editor de Melhores e Maiores, 30 anos atrás eu vivia recomendando para as empresas que ao invés de publicarem Demonstrativos Financeiros que só eu e mais uns poucos liam, que divulgassem um relatório assim:

“Se nossa empresa não existisse.”

Fiquei feliz em ver, embora escondido na segunda página, algo neste sentido elaborado pela Natura que vou reproduzir.

“Distribuição da Riqueza Pela Natura em 2015:

4,1 bilhões para as nossas Consultoras

1,2 bilhões para os nossos Funcionários

6,3 bilhões para os nossos Fornecedores

2,1 bilhões para o nosso Estado

0,1 bilhão para nossos 100.000 Investidores

0,1 bilhão para nossos três Fundadores.”

Ou seja, a Natura gera 13,9 bilhões de riqueza e todos nossos intelectuais ficam indignados com os três capitalistas que levam 1%?

Que criaram a empresa, que contrataram todo mundo, em vez de fazer resumo do Das Capital?

Nossa esquerda é debiloide ao não perceber que está destruindo tudo em troca de nada.

 

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Eu Não Entendia Xongas de Administração https://blog.kanitz.com.br/eu-nao-entendia-xongas-de-petroleo/ https://blog.kanitz.com.br/eu-nao-entendia-xongas-de-petroleo/#respond Sun, 14 Feb 2016 09:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=577 Tempo de leitura: 50 segundos A Revista Piauí publica mais uma brilhante reportagem, onde no meio do texto encontramos a seguinte declaração de um ex-Presidente da Petrobras. “Eu não entendia xongas de petróleo.” Isto me fez lembrar uma outra entrevista que saiu no Jornal do Brasil. Economista: “Mas Fernando, eu não entendo xongas de privatização.” […]

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Tempo de leitura: 50 segundos

A Revista Piauí publica mais uma brilhante reportagem, onde no meio do texto encontramos a seguinte declaração de um ex-Presidente da Petrobras.

Eu não entendia xongas de petróleo.”

Isto me fez lembrar uma outra entrevista que saiu no Jornal do Brasil.

Economista: “Mas Fernando, eu não entendo xongas de privatização.”

FHC: “Fique tranquilo, leia dois livros e daqui um mês você assume.”

Meses depois no escândalo do grampo da Telebras, onde caiu até Ministro, este economista foi grampeado conversando com um amigo banqueiro.

“Estou muito estressado, quanto que é 50% de 1,8 bilhões?”

O que nos choca como cidadãos deste Brasil, é que detentores de dois cargos da maior importância vão à imprensa, e com certo orgulho,  falam em público:

“Olha como eu sou bom, eu não entendia xongas do assunto, e mesmo assim sobrevivi.”

O que choca engenheiros e administradores é outra coisa.

É que estes indivíduos aceitaram os cargos, sabendo que não entendiam xongas.

Não há a menor ética profissional, tudo é uma oportunidade de maiores desafios, de novo aprendizado.

É a velha história, “Aprenda Fazendo”, que infelizmente nossos Gestores acreditam. Não é necessário este tal diploma de administração, administração se aprende fazendo.

O que esquecem de dizer é que aprendem errando, errando, errando.

O segundo caso é mais penoso para mim, porque então Ministro João Sayad me convidou para ser o que teria sido o primeiro Secretário da Privatização.

Eu era um dos primeiros brasileiros formados em Administração por Harvard, tinha mais de 15 anos de experiência avaliando as 500 maiores empresas brasileiras.

Eu recusei porque minha ética profissional não me permitia.

Eu conhecia 50 pessoas mais competentes do que eu, chefes de M&A que sugeri fossem convidados e que eu sabia que aceitariam o desafio.

Errei. Como vimos, o cargo vai para pessoas de estrita confiança e não estrita competência.

Essa é mais uma diferença entre o Gestor, que meus leitores Psicólogos, Advogados e Economistas, acham normal, e a visão do Administrador.

Hoje obviamente me arrependo, sabendo que pessoas que entendiam xongas aceitariam o cargo.

Pelo menos, eu sabia usar uma HP 12C.

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