Privatizar para mim inclui a possibilidade de vender o controle de uma estatal para um grupo familiar, uma estatal espanhola, para os chineses.
Eu sou a favor da democratização do capital, empresas de capital pulverizado sem grupo controle, administrados por administradores competentes geridos por um Conselho.
Quero deixar isso bem claro antes de mostrar o que quero mostrar.
Muitos que querem privatizar tudo já, acreditam que uma vez privatizadas, dando para um grupo privado como a Odebrecht ou Eike Batista ou os irmãos Joesley e Wesley, essas estatais serão bem administradas, não mais usarão seus poderes monopolísticos etc.
Segundo, esquecem que FHC entregou uma das telefônicas para uma estatal espanhola.
Terceiro, esquecem que muitas empresas privadas hoje pertencem a fundos de estatais como a Previ e a Petros.
E que nas próximas rodadas de “privatizações” dezenas de estatais serão vendidas para os chineses.
Em entregar para uma empresa belga que nunca operou no Brasil, não será bem administrada até conhecer as nossas idiossincrasias administrativas.
Portanto, quem grita “privatiza tudo já” precisa estudar e propor algo mais substancial.
E não esquecer que se nossa previdência for transformada em capitalização solidária, muito mais empresas brasileiras terão enormes participações de aportes desse Fundo Financeiro e Atuarial que já está na Constituição, mas ninguém se toca.
O que queremos é que nossas estatais sejam mais bem administradas.
Ponto final.
Para quem vão os dividendos pouco importa, dá na mesma, 80% normalmente são reinvestidos.
Portanto, gastem seu tempo lutando para que nossas empresas estatais sejam mais bem administradas, algo bem mais factível do que “privatiza tudo já.”
Ou, que sejam divididas em cinco estatais estimulando a competição.
Lutem para transformar ações PN da Petrobras em ON com direito a voto, democratizando seu capital.
Sejam realistas, “Privatizar Tudo Já”, jamais irá ocorrer nem nos próximos 10 anos.










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