Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/ Blog para se Pensar Tue, 25 Nov 2025 13:42:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 https://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2021/06/stephenkanitz-favicon-150x150.png Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/ 32 32 Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/stephen-kanitz/ https://blog.kanitz.com.br/stephen-kanitz/#comments Tue, 25 Nov 2025 13:42:06 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=30048 Com pesar, comunicamos o falecimento de Stephen Kanitz, nesta capital, dia 24 de novembro de 2025

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Estamos em Queda Livre https://blog.kanitz.com.br/estamos-em-queda-livre/ https://blog.kanitz.com.br/estamos-em-queda-livre/#comments Fri, 29 Aug 2025 01:35:24 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=30039 A maioria dos brasileiros não percebe, mas estamos em queda livre. Não somos um avião, mas a lógica é a mesma: uma aeronave cai quando os problemas surgem mais rápido do que os pilotos conseguem resolver. No nosso caso, o comando está nas mãos de um Torneiro Mecânico e um vice Anestesista sem nenhum conhecimento […]

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A maioria dos brasileiros não percebe, mas estamos em queda livre. Não somos um avião, mas a lógica é a mesma: uma aeronave cai quando os problemas surgem mais rápido do que os pilotos conseguem resolver.

No nosso caso, o comando está nas mãos de um Torneiro Mecânico e um vice Anestesista sem nenhum conhecimento de administração de crises.

O Brasil está parado há 40 anos justamente porque gasta tempo demais corrigindo erros e quase nenhum tempo planejando o futuro.

Aproximadamente 80% do nosso tempo produtivo é direcionado à correção de erros, enquanto apenas 20% é dedicado ao crescimento efetivo.

Não é à toa que se repete a frase: “O Brasil não perde uma oportunidade de perder uma oportunidade”.

Hoje, estamos 100% dedicados a apagar incêndios: déficit, STF, juros elevados, tarifaço do Trump.

E, como se não bastasse, nosso presidente e nosso STF ainda resolvem bater de frente com nosso maior parceiro comercial, justamente o único capaz de nos ajudar a atravessar a crise financeira que se aproxima.

Enquanto isso, a população permanece anestesiada.

Poucos reparam, por exemplo, a recondução de Paulo Skaf para seu quinto mandato na FIESP, símbolo perfeito de uma geração Boomer que se recusa a passar o bastão para a Geração X e os Millenials.

Sem oposição, sem renovação, o status quo segue firme… mesmo que o avião esteja em queda.

Haddad garante que, mexendo apenas uma variável, aumentar impostos via crescimento do PIB, resolveremos tudo.

Nosso Torneiro Mecânico e seu vice, que burros não são, acham plausível. Mas nenhum dos dois tem preparo para enxergar que a proposta é inviável.

Países que prosperam dedicam 100% do tempo ao futuro, não a remendar o passado.

Ignorar que não prender Bolsonaro para agradar Trump é estratégia, e não submissão, é negligenciar o fato de que estamos em declínio.

Economicamente. Moralmente. Institucionalmente. Culturalmente.

Apertem os cintos.

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O Erro Fatal da Direita https://blog.kanitz.com.br/o-erro-fatal-da-direita/ https://blog.kanitz.com.br/o-erro-fatal-da-direita/#comments Fri, 22 Aug 2025 15:21:29 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=30033 O que é ser de direita? Pergunte a um jovem brasileiro e ele provavelmente não saberá responder. Muitos acreditam que “ser de direita” significa apenas preocupar-se com dinheiro, enriquecer a qualquer custo, desprezar os outros e proteger a própria fortuna. Mesmo entre jovens que se identificam com a direita, quase ninguém conhece os valores históricos […]

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O que é ser de direita?

Pergunte a um jovem brasileiro e ele provavelmente não saberá responder.

Muitos acreditam que “ser de direita” significa apenas preocupar-se com dinheiro, enriquecer a qualquer custo, desprezar os outros e proteger a própria fortuna.

Mesmo entre jovens que se identificam com a direita, quase ninguém conhece os valores históricos que a sustentaram por mais de dois mil anos: cooperação humana, preocupação com a ética, lisura, reputação pessoal e o dever de deixar um legado às próximas gerações.

O problema é que a direita brasileira abandonou seu papel de defensora desses valores para se transformar em uma força quase exclusivamente de ataque à esquerda.

Por isso o resultado foi a polarização que paralisa o país até hoje.

É verdade que foi a esquerda que iniciou o embate com slogans violentos: “morte à burguesia”, “enforcar os capitalistas com a corda que eles mesmos fabricaram”, ou ataques à família, à poupança pessoal, à relação paciente-médico, e assim por diante.

Os nossos intelectuais da direita quase todos influentes no combate ao socialismo e ao progressismo dentro da Igreja.

Foi assim que a direita abandonou seu patrimônio mais valioso: o discurso da conduta humana, do não mentir, não roubar, não abandonar a família, não ser um peso na velhice, e centenas de outros princípios que organizam sociedades prósperas e coesas.

Hoje vivemos no pior dos dois mundos:

1. Uma esquerda em pânico, sem razão, que superestima a força da direita.

2. E uma direita sem voz própria, incapaz de divulgar seus verdadeiros valores e mostrar os benefícios concretos de vivê-los: prosperidade pessoal, estabilidade familiar e cooperação social entre ricos e pobres.

Em suma, a direita só terá futuro quando recuperar seu discurso afirmativo, lembrando aos brasileiros que valores conservadores não são meras tradições antiquadas, mas regras práticas já testadas de convivência, cooperação e prosperidade.

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A Volta do Antiamericanismo https://blog.kanitz.com.br/a-volta-do-antiamericanismo/ https://blog.kanitz.com.br/a-volta-do-antiamericanismo/#comments Fri, 15 Aug 2025 00:46:49 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=30025 Os Estados Unidos são o país com o maior mercado consumidor logo ao nosso lado. Os americanos são um povo meio ingênuo, vivi com uma família por ano, e dois anos com meus colegas de Harvard. Não se interessam nem um pouco pelo Brasil, acham corretamente que temos pouco a oferecer além do samba. São […]

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Os Estados Unidos são o país com o maior mercado consumidor logo ao nosso lado.

Os americanos são um povo meio ingênuo, vivi com uma família por ano, e dois anos com meus colegas de Harvard. Não se interessam nem um pouco pelo Brasil, acham corretamente que temos pouco a oferecer além do samba.

São comunitaristas, do tipo que começam cooperando, acreditam num ganha-ganha para ambos os lados, jamais um soma zero como acham quem nunca negociou com eles.

Os super-ricos são de esquerda, Bill Gates, Elon Musk irão doar tudo para os pobres, algo que ninguém da esquerda brasileira pretende fazer.

Contudo o antiamericanismo no Brasil é mais do que uma opinião política: é um traço cultural, um mito nacional, um reflexo do nosso complexo de inferioridade travestido de soberania e não consequências de maus tratos ou guerras.

Cultivado por gerações de intelectuais, reforçado por militares, encenado por diplomatas e idolatrado por estudantes, esse sentimento tem custado caro ao país em termos de desenvolvimento, inserção internacional e até mesmo governança interna.

Em vez de exportar para o mercado americano como fizeram o Japão, Coreia do Sul e China, nossos economistas fizeram o contrário, pois insistem na política de substituição das importações americanas, por produtos nacionais fabricados aqui.

China, Coreia e Japão estão agora na frente, e o Brasil nunca mais conseguirá alcançar. Nesse período, estes países administrados por administradores e não por economistas criaram marcas poderosíssimas com Sony, Yamaha, Samsung, BYD, que americanos jamais permitiriam serem taxados.

Em suma, a única marca internacional que possuímos, a Varig, faliu.

Vargas usou a rivalidade entre americanos e alemães para barganhar investimentos, como a CSN. Recebeu ajuda, mas manteve um projeto nacionalista e autárquico.

Nos anos 50 a 70, a esquerda brasileira transformou os EUA no grande vilão do capitalismo internacional.

Curiosamente, mesmo durante a ditadura militar alinhada geopoliticamente aos EUA persistia um discurso nacionalista na economia e na cultura, desconfiando de multinacionais e resistindo à “entrega” de setores estratégicos.

Decretamos a “Moratória da Dívida Externa” bestamente em praça pública, assustando todos os depositantes dos bancos, em vez de ligar as 16 horas dizendo que não poderíamos pagar, e ninguém precisava ficar sabendo.

Durante os governos do PT, especialmente sob Lula e Dilma, o antiamericanismo ganhou status oficial.

O Brasil se aproximou dos BRICS, sabotou a Alca, criticou guerras americanas no Oriente Médio e buscou protagonismo no Sul Global.

Nas universidades e na cultura, o antiamericanismo é praticamente hegemônico. Livros, teses, filmes e músicas retratam os EUA como corruptores, violentos, racistas, imperialistas.

A elite cultural brasileira se define, muitas vezes, mais por aquilo que rejeita (EUA, liberalismo, capitalismo) do que por aquilo que propõe.

Enquanto isso, modelos administrativos, técnicos e educacionais americanos focados em eficiência, mérito e responsabilidade são descartados como “neoliberais” ou “coloniais”. Minha luta pró administrador nem obteve apoio das escolas de administração.

A insistência em ver os EUA como inimigo impediu o Brasil de fazer alianças estratégicas, como fizeram Coreia do Sul, Taiwan, Polônia ou Índia. Enquanto outros países usavam o capital, a tecnologia e o conhecimento americanos para se desenvolver, o Brasil preferia “resistir” e permaneceu estagnado.

Em nome da soberania, mantivemos estatais ineficientes, universidades ideologizadas e um setor público hostil à inovação.

Soberania volta às manchetes, reforçando mais 50 anos de substituição das importações, e ignorar o imenso mercado americano, bem como parcerias tecnológicas imprescindíveis pois nossas universidades nada pesquisam que seja útil para as empresas.

O Que Ganhamos com Isso?

Pouco. Um senso falso de independência, talvez. Um discurso soberano para consumo interno. Mas perdemos relevância internacional, acesso a mercados, investimentos em tecnologia e influência diplomática.

Portanto, está na hora do Brasil abandonar essa adolescência diplomática.

Os EUA não são um inimigo a ser odiado, nem um pai a ser bajulado.

São um parceiro estratégico, com o qual podemos e devemos ter relações pragmáticas, baseadas em interesses mútuos.

O antiamericanismo pode ser um excelente discurso para assembleias estudantis.

Mas é um péssimo alicerce para um projeto de país.

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A Negociação Tarifária Lula e Trump https://blog.kanitz.com.br/a-negociacao-tarifaria-lula-e-trump/ https://blog.kanitz.com.br/a-negociacao-tarifaria-lula-e-trump/#comments Thu, 07 Aug 2025 22:12:48 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=30019 O consenso é que Trump é um idiota metido a sabichão, enquanto Lula, o “sábio ponderado”, vai conduzir uma negociação onde o Brasil sairá vencedor e ele, claro, reeleito. Até quando vamos continuar com essa ingenuidade suicida? Vamos aos fatos. Lula é um ex-torneiro mecânico que passou a vida negociando greves sindicais, não tratados comerciais. […]

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O consenso é que Trump é um idiota metido a sabichão, enquanto Lula, o “sábio ponderado”, vai conduzir uma negociação onde o Brasil sairá vencedor e ele, claro, reeleito.

Até quando vamos continuar com essa ingenuidade suicida?

Vamos aos fatos.

Lula é um ex-torneiro mecânico que passou a vida negociando greves sindicais, não tratados comerciais.

Nunca se profissionalizou, não fala inglês, depende de intérprete nomeado por político de estimação e achamos mesmo que ele vai “enfrentar” Trump numa mesa de negociação?

Trump, goste-se ou não, é um estrategista, escreveu “The Art of the Deal”, cercado de profissionais com décadas de experiência.

Lula tem… Janja, e um PowerPoint mal elaborado do Haddad.

Em suma, negociação é técnica, é estratégia, é timing.

Existe BATNA, ZOPA, escuta ativa, preparação. Lula acha que BATNA é marca de cigarro, e ZOPA, nome de cachorro.

Aliás ele sabe mentir, mas não sabe blefar.

Contudo sabe discursar, mas não sabe escutar. E principalmente: nunca defende o Brasil só seu partido, sua base e sua biografia.

Acham que Lula e Trump será uma luta equilibrada, com Lula esperto que é levará vantagem.

Quando participei da renegociação da dívida externa brasileira, sugeri contratar William Ury, meu colega de Harvard e coautor de “Getting to Yes”, para nos ajudar a entender a lógica dos banqueiros.

Afinal, um especialista, um aliado. “Mas ele é americano!”, berraram os nacionalistas de jaleco acadêmico. Resultado: fomos engolidos.

Pois bem. Ury é amigo de Trump. E Lula sequer leu “The Art of the Deal”. Nem ele, nem o anestesista que virou vice, nem o filósofo que virou Ministro da Fazenda.

Estamos mandando uma equipe de amadores para enfrentar profissionais. Gente que nunca negociou nada relevante na vida nem aluguel. E acreditamos que vão trazer bons acordos?

Isso não é política externa. É roteiro de comédia.

Mas a conta, como sempre, quem paga somos nós.

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O Intelectual de Uma Variável Só https://blog.kanitz.com.br/o-intelectual-de-uma-variavel-so/ https://blog.kanitz.com.br/o-intelectual-de-uma-variavel-so/#comments Fri, 18 Jul 2025 10:25:21 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=30013 O Brasil é vítima de cientistas fake, que eu chamarei de “Intelectuais de Uma Variável Só”. Como aqueles que afirmam que se combate inflação como uma taxa de juros nominal de curto prazo e nada mais. Ou que o problema da nossa dívida são os bancos, que o problema do Brasil é devido a concentração […]

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O Brasil é vítima de cientistas fake, que eu chamarei de “Intelectuais de Uma Variável Só”.

Como aqueles que afirmam que se combate inflação como uma taxa de juros nominal de curto prazo e nada mais. Ou que o problema da nossa dívida são os bancos, que o problema do Brasil é devido a concentração de renda.

Para verdadeiros cientistas é obvio que o mundo é mais complexo do que isso, por isso nós sempre analisamos n variáveis.

Mas infelizmente nossos jornalistas preferem e só divulgam diagnóstico fácil.

Enquanto alguns intelectuais sérios se debruçam sobre modelos complexos que tentam captar a realidade como ela é multifacetada, imprevisível, sistêmica, outros ganham os holofotes apontando um único culpado para todos os males do mundo. Racismo. Capitalismo. Desigualdade. Patriarcado. Clima. O que for.

Devo ter sido um dos primeiros economistas a usar planilha econômica, era o Visicalc na época, e que me permitiu simular dezenas de variáveis ao mesmo tempo, vide Superestimação da Inflação, nada menos que 40 anos atrás.

Nossa inflação continua sendo superestimada porque a maioria dos economistas não sabem ler planilhas somente regressão lineares.

Mas no Brasil são os intelectuais de uma variável só que mais fazem sucesso.

Eles são adorados pela mídia, pelas redes sociais e por políticos em busca de slogans.

Eles entregam aquilo que o mundo moderno mais deseja: simplicidade com autoridade. Uma explicação única. Um vilão claro. Um remédio fácil.

Mas a realidade é outra.

Problemas sociais, econômicos e culturais são, por natureza, multicausais.

A criminalidade, por exemplo, não é “só” fruto da desigualdade, da pobreza, ou do racismo estrutural. É uma combinação complexa de fatores: colapso familiar, ausência de instituições, impunidade, incentivos distorcidos, baixa capacidade estatal, normas culturais, entre outros.

No entanto, a narrativa que aponta “um único fator explicativo” é mais sexy. Mais digerível. Mais vendável.

E assim, quem mais simplifica, mais influencia.

Os intelectuais mais responsáveis, que ponderam múltiplas variáveis, admitem incertezas, são justamente os que menos aparecem.

Contudo eles não viralizam, suas análises não cabem em tweets, suas conclusões não alimentam paixões ideológicas. E, por isso, são esquecidos, mesmo quando estão mais próximos da verdade.

 Como Resolver Esse Problema?

1. Expor os custos da simplicidade: Toda simplificação é uma mutilação. Devemos exigir de nossos intelectuais modelos com variáveis reais.

2. Criar incentivos à complexidade: Se o ambiente intelectual premia certezas e frases de efeito, teremos sempre mais ideólogos que pensadores. Precisamos recompensar quem estuda, compara, duvida.

3. Ensinar a pensar em sistemas, não em slogans: A formação educacional precisa sair do binarismo (“culpa do mercado” vs. “culpa do Estado”) e cultivar a análise sistêmica. O mundo é feito de interações não-lineares, feedbacks, termo que nunca traduzimos, e efeitos colaterais, não de causas únicas.

4. Confrontar os intelectuais-celebridade com variáveis ausentes:

Pergunte sempre: o que está faltando na equação? Qual é a variável que o guru ignora porque complica sua tese?

O verdadeiro pensador ilumina. O pregador apenas inflama.

Enquanto celebramos quem grita certezas, talvez estejamos ignorando quem sussurra verdades incômodas, mas reais.

A história tem sido cruel com os intelectuais de uma variável só. Seus diagnósticos podem até conquistar o presente, mas quase sempre afundam o futuro.

Talvez esteja na hora de pararmos de premiar quem tem respostas simples e voltarmos a ouvir quem tem perguntas sérias.

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Documentário – Pensando Juntos https://blog.kanitz.com.br/documentario-pensando-juntos-3/ https://blog.kanitz.com.br/documentario-pensando-juntos-3/#respond Fri, 11 Jul 2025 09:33:22 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=30007 Capítulo 3 De nada adianta trocar o piloto se o avião já está em queda. Acesse o link: https://www.youtube.com/watch?v=CDxiS5hLmkk

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Capítulo 3

De nada adianta trocar o piloto se o avião já está em queda.

Acesse o link: https://www.youtube.com/watch?v=CDxiS5hLmkk

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Documentário – Pensando Juntos https://blog.kanitz.com.br/documentario-pensando-juntos-2/ https://blog.kanitz.com.br/documentario-pensando-juntos-2/#respond Fri, 04 Jul 2025 04:54:36 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=30001 Capítulo 2 Brasil é caos mas também é coração. Você já parou para pensar no poder das histórias que moldam nossa realidade? Recentemente, tive a honra de mergulhar em conversas profundas com Paulo Sérgio Rosa, e ele selecionou trechos de três episódios que podem fazer você refletir! Nestes momentos, exploramos como ideias e narrativas transformam […]

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Capítulo 2

Brasil é caos mas também é coração.

Você já parou para pensar no poder das histórias que moldam nossa realidade?

Recentemente, tive a honra de mergulhar em conversas profundas com Paulo Sérgio Rosa, e ele selecionou trechos de três episódios que podem fazer você refletir!

Nestes momentos, exploramos como ideias e narrativas transformam vidas, negócios e até o futuro do Brasil.

Espero que você goste. Comente no próprio YouTube e responderemos.

Acesse o link https://www.youtube.com/watch?v=MBAlnfa7Fc8

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Nosso PIB Per Capita Caiu Pela Metade https://blog.kanitz.com.br/nosso-pib-per-capita-caiu-pela-metade/ https://blog.kanitz.com.br/nosso-pib-per-capita-caiu-pela-metade/#comments Fri, 27 Jun 2025 09:52:15 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29995 Ao longo dos últimos 40 anos, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro apresentou crescimento em termos absolutos. No entanto, esse crescimento foi amplamente impulsionado pelo aumento populacional. Quando analisado sob a ótica do PIB per capita, o indicador mais relevante para mensuração de bem-estar e produtividade média, o país sofreu uma queda estrutural significativa. Houve […]

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Ao longo dos últimos 40 anos, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro apresentou crescimento em termos absolutos.

No entanto, esse crescimento foi amplamente impulsionado pelo aumento populacional.

Quando analisado sob a ótica do PIB per capita, o indicador mais relevante para mensuração de bem-estar e produtividade média, o país sofreu uma queda estrutural significativa.

Houve uma redução real próxima de 50% em termos relativos, quando comparada à média global.

Em 1984, o Brasil ocupava a 40ª posição no ranking mundial de PIB per capita.

Caso tivesse mantido essa colocação até 2023, que atualmente é ocupada por Portugal, o país teria atingido uma renda média de aproximadamente US$ 27 mil per capita.

Entretanto, o Brasil caiu para a 84ª posição, com um PIB per capita estimado em US$ 10 mil, menos da metade do valor português.

Se você está achando esse valor de US$ 10 mil alto, é porque nossos economistas costumam calcular o PIB per capita antes dos impostos. Não encontrei o valor da Renda Per Capita Disponível, que é substancialmente mais baixo.

Essa perda de posição relativa evidencia uma deterioração competitiva persistente, amplamente ignorada tanto pela grande imprensa quanto por parcela significativa da comunidade econômica nacional.

O foco excessivo em indicadores agregados, sem comparações internacionais, tem mascarado a realidade do desempenho brasileiro em termos de produtividade individual e renda média.

Na ciência da administração, é impensável avaliar o desempenho de uma organização sem estabelecer benchmarks e comparações relevantes.

Contudo, avaliar o crescimento de uma empresa sem compará-lo ao de seus concorrentes resulta em decisões míopes, e o mesmo raciocínio deveria ser aplicado à análise macroeconômica.

Há quatro décadas o Brasil segue sob o domínio de uma visão técnica limitada, centrada no controle da inflação e na estabilidade nominal, em detrimento de uma estratégia sistêmica de aumento da produtividade e da competitividade internacional.

O país foi entregue a formuladores de políticas que confundem estabilidade com desenvolvimento, uma disfunção técnica que tem custado caro.

Enquanto continuarmos promovendo agentes econômicos e intelectuais que se concentram em variáveis parciais e desconsideram métricas internacionais comparadas, não há perspectiva real de convergência com os países desenvolvidos.

O mais preocupante é que, mesmo diante desse declínio visível, a percepção coletiva de fracasso ainda não se consolidou.

A inércia analítica pode muito bem prolongar esse ciclo por mais 40 anos.

Assustador!

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