DICIONÁRIO POLÍTICO - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/politica/dicionario-politico/ Blog para se Pensar Wed, 27 Dec 2023 10:49:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 https://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2021/06/stephenkanitz-favicon-150x150.png DICIONÁRIO POLÍTICO - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/politica/dicionario-politico/ 32 32 A Importância da Contabilidade na Educação Básica Para Promover a Literacia Financeira  https://blog.kanitz.com.br/a-importancia-da-contabilidade-na-educacao-basica-para-promover-a-literacia-financeira/ https://blog.kanitz.com.br/a-importancia-da-contabilidade-na-educacao-basica-para-promover-a-literacia-financeira/#comments Wed, 27 Dec 2023 10:49:03 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29618 Educação contábil

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Como Ministro da Educação, uma das minhas iniciativas primordiais seria a implementação de um módulo introdutório de Contabilidade em todos os currículos do ensino médio. 

Esta medida teria o objetivo de equipar os estudantes com ferramentas essenciais para o gerenciamento eficiente de suas finanças pessoais, contribuindo assim para a prevenção contra práticas fraudulentas.

A Contabilidade, mais do que uma mera disciplina técnica, oferece uma perspectiva dualística essencial para a compreensão da realidade financeira e econômica. 

Esta perspectiva bifocal, encapsulada nos conceitos de débito e crédito, permite uma análise mais profunda e equilibrada das transações e dos eventos econômicos. 

Diferentemente de outras ciências que tendem a adotar uma abordagem unidimensional, a Contabilidade incita o indivíduo a questionar e a analisar as implicações bidirecionais de qualquer ação financeira. 

Por exemplo, ao considerar a aquisição de um direito, como uma aposentadoria, sob a ótica contábil, questiona-se imediatamente a fonte da obrigação correspondente, ilustrando assim o princípio de que os direitos de uma parte são frequentemente as obrigações de outra.

Quando alguém me diz que possui um Direito Adquirido, eu sempre respondo “Contra Quem?”

Economistas, advogados, jornalistas normalmente respondem “Como contra quem, contra ninguém, é um direito meu.”.

99% dos brasileiros contribuem com 28% dos seus salários, e não pensam duas vezes para onde este dinheiro vai. 

Assustador que seus pais que contribuíram por 30 anos, nunca pensaram no Débito, onde aquela dinheirama toda está sendo investida, se é que está.

Mas um contador saberá que os aposentados se aposentam retirando dinheiro da nova geração, o famoso pacto entre gerações que vocês nunca assinaram. 

A análise contábil se estende também ao domínio dos investimentos públicos, como a compra de títulos do governo. 

Enquanto um leigo pode ver apenas o aspecto do crédito, um profissional contábil irá explorar a natureza do débito associado, avaliando a sustentabilidade e a eficácia do uso dos recursos. 

Essa dualidade de visão é vital não apenas para as finanças pessoais, mas também para a compreensão mais ampla das políticas econômicas e fiscais. 

A falta de conhecimento em Contabilidade por parte de muitos economistas, por exemplo, pode levar a uma interpretação simplista de conceitos como o regime de caixa e de competência, confundindo assim a análise econômica.

Portanto, a Contabilidade não é apenas uma ferramenta para a prosperidade individual, mas também um componente crítico para o entendimento e a análise crítica das políticas econômicas e sociais. 

A inclusão dessa disciplina no currículo escolar poderia ser um passo significativo na direção de uma sociedade mais informada e financeiramente responsável.

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Entenda a Origem do Patriotismo https://blog.kanitz.com.br/entenda-a-origem-do-patriotismo/ https://blog.kanitz.com.br/entenda-a-origem-do-patriotismo/#comments Wed, 27 Sep 2023 09:19:56 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29420 O Patriotismo surgiu com o advento da agricultura, quando as primeiras comunidades agrícolas se formaram e os humanos começaram a se fixar em um lugar específico. Quando passamos de ser principalmente carnívoros e abandonamos a violência da caça para nos tornarmos mais pacíficos e vegetarianos. Quando começamos a nos preocupar com a conservação do solo, […]

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O Patriotismo surgiu com o advento da agricultura, quando as primeiras comunidades agrícolas se formaram e os humanos começaram a se fixar em um lugar específico.

Quando passamos de ser principalmente carnívoros e abandonamos a violência da caça para nos tornarmos mais pacíficos e vegetarianos.

Quando começamos a nos preocupar com a conservação do solo, do meio ambiente e a sustentabilidade a longo prazo do local onde decidimos plantar e viver.

Assim surgiram os primeiros conceitos da direita e do conservadorismo e os valores associados a eles.

Há 10.000 anos, o amor pela terra era pela terra dos outros. Tribos étnicas guerreavam por terras e matavam, raramente escravizavam os perdedores.

O conceito de conservação dos conservadores era praticamente inexistente. Mudávamos de lugar constantemente, sem construir ou conservar nada, nem casas, estradas, aquedutos, absolutamente nada.

As tribos nômades, por sua vez, exploravam os territórios dos animais e plantas, devastando tudo e depois mudando para um novo local, preferencialmente desabitado.

As populações nômades, até hoje, não possuem o conceito de propriedade privada.

O conceito de trabalho produtivo.

O conceito de colher aquilo que você mesmo planta, área que deve ser cultivada, conservada e passada às futuras gerações, que a esquerda até hoje não aceita.

Eles acreditam em ocupar e devastar o território vizinho até esgotar tudo, e então mudar de lugar. Afinal, tudo não é de todos?

Com o crescimento da população na época e a escassez da caça, especialmente de mamutes, o nomadismo entrou em declínio e o comunitarismo e patriotismo passaram a ganhar força.

No entanto, em meio ao desespero, povos étnicos e nômades começaram a atacar comunidades agrícolas por seus estoques de alimentos e sementes.

“Vamos tirar dos ricos” começou 10.000 anos atrás.

“Eles produziram e acumulam mais do que precisam para consumir.”

Acumulavam as sementes necessárias para o próximo plantio, que a esquerda até hoje consome criminosamente e que chamamos de capital de giro ou capital inicial.

Foi nesse momento que surgia o conceito de “militar” em substituição ao guerreiro conquistador.

Surge um novo tipo de militar, o “militar patriota”.

Esses militares eram defensores e protetores da pátria, buscando a paz e não a guerra por conquista de territórios.

Eram os militares de defesa e não mais de ataque, dos terroristas e revolucionários.

Na Alemanha Nacional Socialista, por exemplo, houve um ressurgimento temporário do guerreiro conquistador com Hitler, que lutava por “espaço vital”, ou seja, mais território para os alemães.

Similarmente, na Rússia Comunista do tudo é de todos de Lênin, Trotsky e Stalin, surgiram os guerreiros da internacional socialista, revolucionários que queriam tomar os bens de produção do mundo.

Agora você entende a diferença entre um patriota é um traidor? Espero que sim.

Ou seja, vale a pena ser patriota ou não?

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Novo Dicionário Político: Impostos https://blog.kanitz.com.br/novo-dicionario-politico-impostos/ https://blog.kanitz.com.br/novo-dicionario-politico-impostos/#comments Sat, 29 Aug 2020 10:14:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=26851 Usar o termo correto é essencial em qualquer debate político. Por alguma razão perdemos todas as discussões políticas logo no início, usando os termos criados pelo lado contrário. Precisamos definir os termos, saber ganhar logo na exposição do debate. Impostos. Embora o termo imposto já seja negativo e antissocial, hoje é considerado um termo normal, […]

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Usar o termo correto é essencial em qualquer debate político.

Por alguma razão perdemos todas as discussões políticas logo no início, usando os termos criados pelo lado contrário.

Precisamos definir os termos, saber ganhar logo na exposição do debate.

Impostos.

Embora o termo imposto já seja negativo e antissocial, hoje é considerado um termo normal, “única certeza na vida são a morte e os impostos”.

Mentira! Governos podem cobrar taxas por serviços prestados, e nós decidirmos se os queremos ou não.

Como previdência por repartição socialista ou escolher livremente a previdência por acumulação solidária, chamados de Fundos de Pensão.

O termo politicamente correto é “violência tributária”, violência sobre o contribuinte.

Ou “uso da violência fiscal” sobre o povo brasileiro.

“Deputado X quer fazer uso da violência fiscal para aumentar a arrecadação.”

“Economista Y propõe violência tributária sobre o povo brasileiro para reduzir o deficit fiscal.”

Violência porque se você não pagar poderá ir preso, e se fugir da prisão poderá até ser morto.

Pagamos fortunas para a construção de escolas, quando poderíamos cotizar uma única vez para construir a escola da nossa comunidade, alguns contribuindo mais, outros menos.

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Entenda o Termo Delator https://blog.kanitz.com.br/delator/ Sat, 01 Jul 2017 12:23:53 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=17390   Jamais use o termo Delator. Vai parecer que você faz parte da quadrilha. O termo correto é o “Ladrão Arrependido”, fulano de tal. Ladrões Arrependidos só estão querendo mostrar que não são culpados sozinhos, que havia uma quadrilha por trás. Quem usa os termos cagueta, linguarudo, denunciante, dedo duro, entreguista, delator, normalmente faz parte […]

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Jamais use o termo Delator.

Vai parecer que você faz parte da quadrilha.

O termo correto é o “Ladrão Arrependido”, fulano de tal.

Ladrões Arrependidos só estão querendo mostrar que não são culpados sozinhos, que havia uma quadrilha por trás.

Quem usa os termos cagueta, linguarudo, denunciante, dedo duro, entreguista, delator, normalmente faz parte da quadrilha.

O contrário de delator é acobertador, veja o dicionário, e é o acobertador que deveria ser estigmatizado, não o delator.

Ladrões Arrependidos deveriam ser elogiados pelo PT, jornalistas, intelectuais, e pela Dilma.

Aqui vai meu elogio. Se arrependam enquanto há tempo.

 

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Entenda o Que é Democracia https://blog.kanitz.com.br/entenda-democracia/ https://blog.kanitz.com.br/entenda-democracia/#comments Mon, 04 Apr 2016 15:21:27 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=19468     Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=RwIMDkKWdxk   Numa Democracia em vez do povo ir para as ruas, todos iriam para os centros das cidades, as “ágoras”. E por maioria simples (e não os atuais 2/3) votariam para mudar o líder do país, qualquer momento. O líder não teria de ter desrespeitado uma lei ou ter feito pedaladas […]

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Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=RwIMDkKWdxk

 

Numa Democracia em vez do povo ir para as ruas, todos iriam para os centros das cidades, as “ágoras”.

E por maioria simples (e não os atuais 2/3) votariam para mudar o líder do país, qualquer momento.

O líder não teria de ter desrespeitado uma lei ou ter feito pedaladas fiscais, nem mentido nas eleições.

Bastaria o povo simplesmente mudar de opinião.

Nosso problema com a Dilma é que não somos uma Democracia.

Somos uma República, a República Federativa do Brasil, ou será que todos nossos cantores e intelectuais esqueceram?

Numa República onde os políticos votam sobre tudo, e não o povo “democraticamente”.

Vejam meu vídeo sobre este assunto para entender melhor a questão.

introducao-a-politica

Portanto, uma República não é uma Democracia.

A Dilma não foi eleita “democraticamente” como tantos intelectuais e jornalistas dizem.

As eleições que elegeram a Dilma são parte do processo Republicano e não Democrata.

Quando intelectuais, cantores, jornalistas e o PT dizem que estão lutando pela Democracia estão achando que todos os brasileiros são idiotas, porque não é por uma Democracia que estão lutando.

Estão lutando por uma República, pelo poder dos políticos votarem por nós para sempre.

 

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Comunitarismo. A ideologia Que Precisamos. https://blog.kanitz.com.br/minha-ideologia-politica/ https://blog.kanitz.com.br/minha-ideologia-politica/#comments Sat, 11 May 2013 12:38:55 +0000 http:/eike-batista/data%3aimage/gif%3bbase64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw%3d%3d/2009/10/para-que-serve-uma-associacao-de-exalunos/rss.xml/category/educacao   Tempo de leitura: 2 minutos As ideologias de direita e esquerda não estão dando certo no mundo ocidental, isto deveria ser já óbvio para quem está lendo este manifesto. A Administração Responsável das Nações adota uma ideologia própria, que não é de direita nem de esquerda. Não acreditamos na supremacia do indivíduo, como fazem […]

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Tempo de leitura: 2 minutos

As ideologias de direita e esquerda não estão dando certo no mundo ocidental, isto deveria ser já óbvio para quem está lendo este manifesto.

A Administração Responsável das Nações adota uma ideologia própria, que não é de direita nem de esquerda.

Não acreditamos na supremacia do indivíduo, como fazem os Liberais, Libertários e Neoliberais, nem na supremacia do Estado, como acreditam os Fascistas, os Socialistas, os Comunistas, Trotskistas, Maoístas, Castristas, Bolivarianos, etc.

Acreditamos que o ser humano tem obrigações sociais, sim, mas não com o Estado, a Pátria, a Brasília, e sim com a sua comunidade.

Acreditamos na comunidade, que se organiza para realizar coletivamente algo em conjunto.

Afinal lidamos com empresa, ONG, igreja ou repartição pública, que são comunidades com objetivos, regras, estímulos, justiça, remuneração salarial, eleições, governança, auditoria, controle de custos.

Acreditamos que todos precisam ser protagonistas das comunidades ou organizações a que pertencem.

Neste sentido somos contra a direita e a esquerda que acreditam na hierarquia, na obediência, seja do partido, daqueles no poder, da igreja, ou da nobreza ou na tradição.

Somos contra a centralização do poder da direita e da esquerda, somos a favor da delegação do poder, do empowerment, do cumprimento das suas funções pré determinadas e não de ordens.

Algumas de nossas propostas comunitaristas vocês já estão cansados de ler aqui, como:

1. Luta pelo voto distrital.

2. Luta contra o crescimento do poder do governo federal.

3. Luta contra a centralização do poder na mão de um pequeno número de acadêmicos intelectuais, uma constante nos meus artigos.

4. Somos contra o socialismo centralizador de Estado e do império do individualismo exacerbado dos neoliberais.

Somos a favor da Comunidade em primeiro lugar.

Somos a favor da Responsabilidade Social, de que nenhum indivíduo ou família pode esquecer daqueles mais pobres que vivem na sua comunidade.

Neste sentido somos de esquerda ou centro esquerda.

Por exemplo, no site voluntarios.com.br, que criamos 20 anos atrás, tentamos direcionar o voluntário para uma ONG a 1000 metros de sua casa, e não do outro lado da cidade.

Se você quiser trabalhar numa ONG sobre aquecimento global do outro lado da cidade, alertamos que primeiro seria melhor você cuidar da sua própria comunidade, antes de sair salvando o mundo.

Somos a favor de jornais do bairro que noticiam o que ocorre com seu vizinho, em vez de noticiar que um avião que caiu na Índia.

Somos contra o Ministério da Educação que centraliza a política educacional.

Educação é assunto dos pais da comunidade, usando recursos didáticos da própria comunidade como pregava Paulo Freire.

Professores devem ser sempre escolhidos pela própria comunidade, levando em conta critérios morais da comunidade e não escolhidos pelo Estado com emprego vitalício, por razões puramente acadêmicas.

Somos contra transporte público subsidiado, bandeira defendida pela esquerda e pela direita.

Foram estas políticas de transporte “público” que destruíram dezenas de comunidades, onde as empresas desempregaram trabalhadores da Comunidade, para contratar desconhecidos a 30 km de distância.

Nós queremos menos poder ou pulverização, e a distribuição deste poder. Reduzir o poder da elite branca burocrática de Brasília e entregá-la às lideranças comunitárias locais.

Nossa saúde é comunitária, onde o médico vive no bairro, conhece o paciente e a família, conhece todo mundo.

Administradores normalmente são comunitaristas, porque administramos pequenas comunidades de 200 a 50000 pessoas.

Acadêmicos tendem a ser socialistas porque lidam com grandes variáveis como IDH, PIB e taxas de câmbio, valores que afetam a sociedade como um todo, não a comunidade.

Também há questões polêmicas.

Fortalecer a comunidade traz melhores resultados no combate às drogas, criminalidade e violência, do que um sistema centralizado em Brasília.

Comunitarismo devolveria ao brasileiro o senso de cidadania, resolveria esta desilusão e impotência que cada brasileiro sente hoje com os governos que tivemos de 1500 para cá.

Felizmente, o brasileiro por índole é comunitarista.

Nosso clube de futebol sempre foi o do bairro.

Não somos de mudar de cidade como o norte americano.

Foi o regime militar que mudou o enfoque do amor à comunidade ao amor à pátria.

Aumentou impostos federais e estaduais.

Centralizou praticamente tudo na nossa economia, tirando poder dos municípios e dos estados.

Foi o regime militar, nacional socialista, que estatizou a economia.

Criando esta categoria COMUNITARISMO, esperamos convencê-los a estudar mais esta ideologia política e humanista.

 

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A Origem da Corrupção Brasileira https://blog.kanitz.com.br/corrupcao/ https://blog.kanitz.com.br/corrupcao/#comments Thu, 15 Mar 2012 17:56:06 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=6050 O Brasil não é um país intrinsecamente corrupto. Não existe nos genes brasileiros nada que nos predisponha à corrupção, algo herdado, por exemplo, de desterrados portugueses. A Austrália que foi colônia penal do império britânico, não possui índices de corrupção superiores aos de outras nações, pelo contrário. Nós brasileiros não somos nem mais nem menos corruptos que […]

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O Brasil não é um país intrinsecamente corrupto.

Não existe nos genes brasileiros nada que nos predisponha à corrupção, algo herdado, por exemplo, de desterrados portugueses.
A Austrália que foi colônia penal do império britânico, não possui índices de corrupção superiores aos de outras nações, pelo contrário.
Nós brasileiros não somos nem mais nem menos corruptos que os japoneses, que a cada par de anos têm um ministro que renuncia diante de denúncias de corrupção.
Somos, sim, um país onde a corrupção, pública e privada, é detectada somente quando chega a milhões de dólares e porque um irmão, um genro, um jornalista ou alguém botou a boca no trombone, não por um processo sistemático de auditoria.
As nações com menor índice de corrupção são as que têm o maior número de auditores e fiscais formados e treinados.
A Dinamarca e a Holanda possuem 100 auditores por 100.000 habitantes.
Nos países efetivamente auditados, a corrupção é detectada no nascedouro ou quando ainda é pequena.
O Brasil, país com um dos mais elevados índices de corrupção, segundo o World Economic Forum, tem somente oito auditores por 100.000 habitantes, 12.800 auditores no total.
Se quisermos os mesmos níveis de lisura da Dinamarca e da Holanda precisaremos formar e treinar 160.000 auditores.
Simples. Uma das maiores universidades do Brasil possui hoje 62 professores de Economia, mas só um de auditoria.
Um único professor para formar os milhares de fiscais, auditores internos, auditores externos, conselheiros de tribunais de contas, fiscais do Banco Central, fiscais da CVM e analistas de controles internos que o Brasil precisa para combater a corrupção.
A principal função do auditor inclusive nem é a de fiscalizar depois do fato consumado, mas a de criar controles internos para que a fraude e a corrupção não possam sequer ser praticadas.
Durante os anos de ditadura, a auditoria foi literalmente desmontada.
Para eliminar a corrupção teremos de redirecionar rapidamente as verbas de volta ao seu devido destino, para que sejamos uma nação que não precise depender de dedos duros ou genros que botam a boca no trombone, e sim de profissionais competentes com uma ética profissional elaborada.
Países avançados colocam seus auditores num pedestal de respeitabilidade e de reconhecimento público que garante a sua honestidade.
Na Inglaterra, instituíram o Chartered Accountant.
Nos Estados Unidos eles têm o Certified Public Accountant.
Uma mãe inglesa e americana sonha com um filho médico, advogado ou contador público.
No Brasil, o contador público foi substituído pelo engenheiro.
Bons salários e valorização social são os requisitos básicos para todo sistema funcionar, mas no Brasil estamos pagando e falando mal de nossos fiscais e auditores existentes e nem ao menos treinamos nossos futuros auditores.
Nos últimos nove anos, os salários de nossos auditores públicos e fiscais têm sido congelados e seus quadros, reduzidos – uma das razões do crescimento da corrupção.
Como o custo da auditoria é muito grande para ser pago pelo cidadão individualmente, essa é uma das poucas funções próprias do estado moderno.
Tanto a auditoria como a fiscalização, que vai dos alimentos e segurança de aviões até os direitos do consumidor e os direitos autorais.
O capitalismo remunera quem trabalha e ganha, mas não consegue remunerar quem impede o outro de ganhar roubando.
Há quem diga que não é papel do Estado produzir petróleo, mas ninguém discute que é sua função fiscalizar e punir quem mistura água ao álcool.
Não serão intervenções cirúrgicas (leia-se CPIs), nem remédios potentes (leia-se códigos de ética), que irão resolver o problema da corrupção no Brasil.
Precisamos da vigilância de um poderoso sistema imunológico que combata a infecção no nascedouro, como acontece nos países considerados honestos e auditados.
Portanto, o Brasil não é um país corrupto. É apenas um país pouco auditado.
Publicado na Revista Veja, em 1999, e a USP continua com um único Professor de Auditoria.

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Democracia – A Visão do Administrador https://blog.kanitz.com.br/democracia-visao-administrador/ https://blog.kanitz.com.br/democracia-visao-administrador/#comments Mon, 06 Dec 2010 12:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/2010/12/06/v/   “O que vocês administradores entendem de democracia?”, pergunta um professor de Sociologia e Ciência Política, da USP, num jantar. Uma das verdades escondidas a sete chaves pela academia é que administração é a profissão que mais testou e pesquisou formas inovadoras de democracia. Ninguém acredita, mas é isto mesmo. Há mais de 500 anos, […]

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“O que vocês administradores entendem de democracia?”, pergunta um professor de Sociologia e Ciência Política, da USP, num jantar.

Uma das verdades escondidas a sete chaves pela academia é que administração é a profissão que mais testou e pesquisou formas inovadoras de democracia.

Ninguém acredita, mas é isto mesmo.

Há mais de 500 anos, já testamos mais de 6 milhões de formas de democracia, contra provavelmente 600 testes em países e seus regimes, estudados por cientistas políticos.

Me refiro as empresas de capital democrático e às várias formas de governança e de regimes eleitorais, que já testamos nas empresas e nas assembleias de acionistas.

É muito triste que a academia em geral não divulgue nossas pesquisas e conclusões aos futuros jornalistas, políticos, sociólogos e cientistas sociais.

Por isto, a maioria dos brasileiros não sabe que nossas empresas estatais somente eram estatais porque negavam o direito de voto aos acionistas preferencialistas, conseguindo o controle operacional com somente 33% ou 17% do capital efetivo da empresa.

E, chamavam isso de “regime democrático de direito”.

Acionistas preferencialistas recebem 10% a mais de dividendos em troca do silêncio, o que para nós administradores socialmente responsáveis é uma forma de comprar votos (não votando), e claramente ilegal.

Isto é a democracia do regime militar de 1964, que ainda prevalece na Petrobras, Eletrobras, Vale do Rio Doce, mas não no Banco do Brasil.

O famoso Contrato Social, atribuído incorretamente a Rousseau, na realidade foi um contrato social estabelecido pelos tripulantes do Mayflower, que chegaram em Plymouth, nos Estados Unidos, e metade se rebelou.

Metade queria continuar, como previsto, para a Virginia. A outra metade se recusou a pegar um barco novamente na vida.

O pessoal de Virginia aceitou ficar para não dividir forças, mas em troca exigiu algumas demandas que se tornou o primeiro contrato social da história.

Para elaborarem esse contrato, usaram o Contrato Social da Cia. da Índias, dona do Mayflower, e que ficava com o capitão.

Até hoje usamos o termo Contrato Social definido na Constituição da empresa, como os diretores serão eleitos, como será a prestação de contas, quem irá auditar as contas, etc.

Tudo isto normalmente é definido na Ata de Constituição da empresa. Dizer que foi Jean Jacques Rousseau que inventou tudo isto, e não vice versa, é faltar com a verdade da história.

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