ARTIGOS PARA A GERAÇÃO Y - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/nossos-maiores-problemas/artigos-para-geracao-y/ Blog para se Pensar Tue, 07 Jul 2026 14:12:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 https://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2021/06/stephenkanitz-favicon-150x150.png ARTIGOS PARA A GERAÇÃO Y - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/nossos-maiores-problemas/artigos-para-geracao-y/ 32 32 A Gerontocracia e a Encruzilhada dos Jovens de Hoje https://blog.kanitz.com.br/a-gerontocracia-e-a-encruzilhada-dos-jovens-de-hoje/ https://blog.kanitz.com.br/a-gerontocracia-e-a-encruzilhada-dos-jovens-de-hoje/#comments Sun, 30 Mar 2025 13:21:55 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29911 O conflito geracional nunca esteve tão acirrado quanto hoje. As gerações Z e Y, chamadas de “preguiçosas” ou “ingratas”, olham para os Baby Boomers e enxergam mais que uma simples diferença de valores: um legado de promessas quebradas e um mundo em “ruínas”. Se antes as disputas eram entre esquerda e direita, agora o verdadeiro […]

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O conflito geracional nunca esteve tão acirrado quanto hoje.

As gerações Z e Y, chamadas de “preguiçosas” ou “ingratas”, olham para os Baby Boomers e enxergam mais que uma simples diferença de valores: um legado de promessas quebradas e um mundo em “ruínas”.

Se antes as disputas eram entre esquerda e direita, agora o verdadeiro embate parece ser geracional.

Os Baby Boomers viveram um período de crescimento econômico, com acesso à educação e a ilusão de progresso infinito. Exploração de recursos parecia inesgotável, e o impacto ambiental era ignorado.

Mas, em vez de usarem sua posição privilegiada para criar um futuro sustentável, consolidaram estruturas que priorizaram lucros a curto prazo e perpetuaram sistemas com políticos obsoletos.

Os piores governam, não saem mais. Criaram a “ditadura dos partidos”.

A encruzilhada dos jovens:

Hoje, o mercado de trabalho é precário, a educação não garante dignidade, habitação virou luxo, e as mudanças climáticas ameaçam o futuro.

Pior, decisões seguem nas mãos de líderes de uma geração que insiste em manter o controle. A gerontocracia — domínio dos mais velhos — paralisa as mudanças que os jovens clamam.

O custo da estagnação:

Nos parlamentos, conselhos e corporações, Boomers ainda dominam. Governam um mundo que não compreendem e ignoram uma sociedade digital, globalizada e em crise climática.

Enquanto isso, jovens pagam a conta de escolhas irresponsáveis.

O real inimigo:

O problema não é odiar indivíduos, mas reconhecer o impacto estrutural de uma geração que falhou em preparar o terreno para a próxima.

A gerontocracia resiste ao progresso enquanto perpetua modelos econômicos e sociais insustentáveis.

O que fazer?

Os jovens precisam ocupar espaços de poder, substituir a gerontocracia por uma meritocracia geracional e moldar o futuro que viverão.

Boomers que desejam um legado positivo devem apoiar como mentores, não líderes. A encruzilhada não é esquerda ou direita, mas submissão ou transformação. E essa transformação exige o fim do domínio de uma geração que falhou em cuidar do amanhã.

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O Brasil Não É Um País Capitalista https://blog.kanitz.com.br/o-brasil-nao-e-um-pais-capitalista/ https://blog.kanitz.com.br/o-brasil-nao-e-um-pais-capitalista/#comments Tue, 16 Apr 2024 21:54:09 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29657 Esse é um dos maiores erros cometidos por nossos intelectuais, economistas e marxistas de esquerda. O Brasil não é Capitalista porque não temos o capital mínimo e necessário para ele funcionar. Capitalismo sem Capital simplesmente não funciona, nem “capitalismo” é. Simples assim. Jovens de esquerda jogam sua juventude fora numa batalha equivocada. O Socialismo nunca […]

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Esse é um dos maiores erros cometidos por nossos intelectuais, economistas e marxistas de esquerda.

O Brasil não é Capitalista porque não temos o capital mínimo e necessário para ele funcionar.

Capitalismo sem Capital simplesmente não funciona, nem “capitalismo” é. Simples assim.

Jovens de esquerda jogam sua juventude fora numa batalha equivocada.

O Socialismo nunca funcionou pela mesma razão, porque até combatem esse capital mínimo e necessário, que é grande contradição do Socialismo que a esquerda custa a perceber.

Sem o capital mínimo necessário as empresas já começam mal, demoram para crescer, quebram na primeira recessão ou crise bancária, nunca chegam ao pleno emprego, nunca tem condições de remunerar trabalhadores e acionistas o justo e necessário.

Quase todas as construtoras brasileiras nos últimos 50 anos começavam sem o capital mínimo necessário, isso era tão óbvio é claro, e quase todas já quebraram.

O grande erro de Karl Marx foi não ter desenvolvido o conceito de “capital mínimo necessário” muito menos o conceito de “Capital Adequado”.

“Karl Marx never discussed “adequate and necessary” capital as a specific subject”. Chat GPT.

Marxistas partem da premissa que o capital é abundante mas mal distribuído. Capital é escasso quanto mais pobre o país for, justamente o contrário.

É como concluir que antibióticos não funcionam só por que médicos deram doses pequenas.

De fato na época de Karl Marx, muitas empresas capitalistas começaram subcapitalizadas, especialmente as médias e pequenas, e por isso pagavam mal e atrasado.

Marx porém observou a amostra errada e não analisou as 500 maiores da época.

Na minha primeira edição das 500 maiores em 1974 ficou evidente esse fato, e eu publicava uma tabela todo ano alertando nossos economistas deste fato.

Mas isso é má administração financeira e não perversidade capitalista.

A maioria dos brasileiros sequer analisam o “capital mínimo necessário e suficiente” para crescer e os sustentar no seu primeiro emprego

Um erro infantil de início de carreira que pode ser fatal.

Nossos sindicatos fazem greve por maiores salários, mas nunca por maior segurança no trabalho e mais aporte de capital dos acionistas.

A verdade nunca dita é que capitalismo com capital suficiente e adequado mais do que funciona e foi ele que tirou 90% do mundo da pobreza.

Menos para os que vivem no Socialismo onde começam afugentando o capital, proíbem o lucro que lentamente geraria o capital que tanto precisam e mantém o povo em baixa produtividade e pobres.

Como no Brasil.

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Da Inviabilidade  Eleitoral da Direita https://blog.kanitz.com.br/da-inviabilidade-eleitoral-da-direita-2/ https://blog.kanitz.com.br/da-inviabilidade-eleitoral-da-direita-2/#comments Mon, 12 Feb 2024 16:39:34 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29644 A direita não será reeleita jamais

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A direita jamais será eleita no futuro do Brasil.

E se a direita for eventualmente eleita por um lapso da história, como ocorreu com Collor e Bolsonaro, jamais será reeleita.

Como de fato não foram Collor e Bolsonaro.

E ambos foram proibidos de se reelegerem no futuro, afastados do poder.

Verdade seja dita em ambos os casos, a direita foi um vencedor improvável e inesperado, e nem os liberais nem os conservadores brasileiros os apoiaram inicialmente.

A razão pela qual a direita nunca mais será eleita é a mesma que ocorre em Cuba, Rússia, Albânia, Coreia do Norte, Vietnã etc.

Após 50 anos de governos de esquerda, o povo esquece a maioria das competências e necessidades para viver em liberdade ou numa democracia liberal.

No Brasil, o povo não sabe mais como escolher bons médicos, porque quem decide os médicos é o Estado.

Não saberiam escolher psicólogos, porque é o Estado que escolhe quando são necessários, independente da linha de terapia ser freudiana, rolfiana, centrada no paciente ou kleiniana.

Não sabemos nem precisamos escolher as escolas e os professores de nossos filhos nem a filosofia educativa a ser empregada. É tudo igual do Oiapoque ao Chuí.

Quem está no Bolsa Família há 10 anos já esqueceu sua profissão e não acompanhou as inovações do período. Vai depender de bolsas para o resto da vida.

Brasileiros não sabem aplicar seu FGTS, é o Estado que decide.

Não saberíamos como aplicar os 28% que nos são retirados em impostos da previdência, garantindo assim uma aposentadoria de fato.

Nossos liberais erram já de início ao lutarem por liberdade, porque não saberíamos como usar essa liberdade de escolha mesmo que a tivéssemos.

Tanto é que o povo brasileiro é conservador, mas vota na esquerda porque já não sabe cuidar de si.

O mundo poderá até estar caminhando lentamente para a direita, mas os eleitores votarão na esquerda porque não sabem viver em outro tipo de regime.

Por isso, a estratégia dos liberais e conservadores não deveria ser querer serem eleitos, para depois perder as eleições.

A luta é muito mais simples.

Lutar para que aqueles que queiram escolher seus médicos, administrar seu FGTS, aplicar pessoalmente suas reservas previdenciárias, escolher a escola de seus filhos, entre outros, possam fazê-lo.

Quem quiser renunciar a uma aposentadoria do Estado, estaria livre para aplicar os 28% de contribuições previdenciárias num fundo de pensão de sua própria escolha, por exemplo. Idem com o FGTS.

Somente seremos livres se nossas escolas passarem a ensinar todos os brasileiros a serem capazes de cuidar de si e não depender eternamente do Estado.

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A Importância da Contabilidade na Educação Básica Para Promover a Literacia Financeira  https://blog.kanitz.com.br/a-importancia-da-contabilidade-na-educacao-basica-para-promover-a-literacia-financeira/ https://blog.kanitz.com.br/a-importancia-da-contabilidade-na-educacao-basica-para-promover-a-literacia-financeira/#comments Wed, 27 Dec 2023 10:49:03 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29618 Educação contábil

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Como Ministro da Educação, uma das minhas iniciativas primordiais seria a implementação de um módulo introdutório de Contabilidade em todos os currículos do ensino médio. 

Esta medida teria o objetivo de equipar os estudantes com ferramentas essenciais para o gerenciamento eficiente de suas finanças pessoais, contribuindo assim para a prevenção contra práticas fraudulentas.

A Contabilidade, mais do que uma mera disciplina técnica, oferece uma perspectiva dualística essencial para a compreensão da realidade financeira e econômica. 

Esta perspectiva bifocal, encapsulada nos conceitos de débito e crédito, permite uma análise mais profunda e equilibrada das transações e dos eventos econômicos. 

Diferentemente de outras ciências que tendem a adotar uma abordagem unidimensional, a Contabilidade incita o indivíduo a questionar e a analisar as implicações bidirecionais de qualquer ação financeira. 

Por exemplo, ao considerar a aquisição de um direito, como uma aposentadoria, sob a ótica contábil, questiona-se imediatamente a fonte da obrigação correspondente, ilustrando assim o princípio de que os direitos de uma parte são frequentemente as obrigações de outra.

Quando alguém me diz que possui um Direito Adquirido, eu sempre respondo “Contra Quem?”

Economistas, advogados, jornalistas normalmente respondem “Como contra quem, contra ninguém, é um direito meu.”.

99% dos brasileiros contribuem com 28% dos seus salários, e não pensam duas vezes para onde este dinheiro vai. 

Assustador que seus pais que contribuíram por 30 anos, nunca pensaram no Débito, onde aquela dinheirama toda está sendo investida, se é que está.

Mas um contador saberá que os aposentados se aposentam retirando dinheiro da nova geração, o famoso pacto entre gerações que vocês nunca assinaram. 

A análise contábil se estende também ao domínio dos investimentos públicos, como a compra de títulos do governo. 

Enquanto um leigo pode ver apenas o aspecto do crédito, um profissional contábil irá explorar a natureza do débito associado, avaliando a sustentabilidade e a eficácia do uso dos recursos. 

Essa dualidade de visão é vital não apenas para as finanças pessoais, mas também para a compreensão mais ampla das políticas econômicas e fiscais. 

A falta de conhecimento em Contabilidade por parte de muitos economistas, por exemplo, pode levar a uma interpretação simplista de conceitos como o regime de caixa e de competência, confundindo assim a análise econômica.

Portanto, a Contabilidade não é apenas uma ferramenta para a prosperidade individual, mas também um componente crítico para o entendimento e a análise crítica das políticas econômicas e sociais. 

A inclusão dessa disciplina no currículo escolar poderia ser um passo significativo na direção de uma sociedade mais informada e financeiramente responsável.

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Meu Encontro com Lula https://blog.kanitz.com.br/meu-encontro-com-lula/ https://blog.kanitz.com.br/meu-encontro-com-lula/#comments Tue, 26 Dec 2023 11:58:10 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29611 Meu encontro com Lula

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Foi em 2001, e Lula, mais uma vez candidato à Presidência, desejava discutir economia com pessoas diferentes dos usuais intelectuais do PT.

Seu contador, Antoninho Trevisan, reuniu Walter Appel, Guilherme Leal, Luiz Cezar Fernandes e eu para compartilharmos nossa visão dos grandes problemas nacionais.

Guido Mantega estava acompanhando Lula.

Na minha vez de falar eu apontei o que achava que era o problema mais urgente e importante.

Disse eu: “O problema número um é o sistema de previdência por repartição, onde o Estado retira 28% dos salários dos trabalhadores jovens para pagar as aposentadorias da velha geração de funcionários públicos, professores de sociologia e idosos em geral.

Isso mantém os jovens eternamente pobres, forçados a se endividar, enquanto o país fica sem recursos financeiros a longo prazo, ideais para o financiamento empresarial.

Se esses 28% não fossem gastos, mas investidos para o futuro, estaríamos hoje com 16 trilhões em fundos de pensão, o equivalente a 45 BNDES.

Se você não realizar imediatamente uma reforma no primeiro ano de governo, uma reforma conforme a Constituição manda no artigo 201 “observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial“ o Brasil não crescerá nos próximos 30 anos.

Além disso, nossa produtividade permanecerá estagnada, nossos jovens continuarão pobres, e nossos juros reais permanecerão elevados.

Hoje, temos um sistema em que os jovens são escravizados pelos mais velhos, algo inaceitável no século 21.”

Era algo que eu já vinha escrevendo, inclusive na Veja há 20 anos. Portanto, estava bem a par do assunto.

Discutimos por cerca de três horas vários assuntos e ao final, Lula agradeceu nossa contribuição e disse:

“Ainda bem que, segundo o Kanitz, eu já sou aposentado, pois isso significa que já garanti o meu.”

Não publiquei essa declaração porque foi dita em tom de brincadeira e o encontro era confidencial.

Mas não pude deixar de pensar que isso era típico do PT, e tudo o que eles defendiam e ainda defendem até hoje.

Direitos e mais direitos, direitos adquiridos em detrimento da nova geração, dos mais pobres, pois acima de R$ 7.000,00 por mês, aos ricos não incide INSS.

Lula tinha condições, com sua popularidade, de mudar o país, acabar com a escravidão dos jovens, reduzir a taxa média dos juros, fazer o país crescer com caixa e não dívidas, como fez, enquanto o problema estava em seu início, em 2002.

Hoje, a dívida da nova geração com a velha é de 136 trilhões de reais, o custo de uma transição para um regime de acumulação solidária.

O fato de que essa dívida agora é 80% impagável significa que idosos literalmente morrerão de fome, não poderão se aposentar e terão que competir com os jovens por empregos.

Vinte anos de governos do PT, onde esse problema foi deliberadamente escondido por economistas como Guido Mantega, que afirmou no encontro que “não havia deficits”, selaram nosso futuro, que será de um enorme conflito intergeracional.

Jovens recusando pagar o INSS e economistas achando outras formas de taxá-los.

Fico incrédulo como nossos intelectuais ignoraram esse problema, e o pouco apoio que tive nesses 50 anos.

Alertando quase todo ano sobre esse problema desde 1983, sem um sinal nem da velha geração nem da nova, como o MBL, condenados à pobreza por direitos supostamente adquiridos, mas não são.

Seremos uma nação de escravos, como de fato já somos.

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Comunidade e Comunitarismo https://blog.kanitz.com.br/comunidade-e-comunitarismo/ https://blog.kanitz.com.br/comunidade-e-comunitarismo/#comments Sun, 24 Dec 2023 09:14:55 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29604 Introdução ao Comunitarismo

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A direita e o liberalismo estão tão desgastados por erros cometidos no passado que dificilmente irão ressurgir. 
Administração nos ensina inclusive que marcas desgastadas ou queimadas nunca mais se recuperam, por isso o certo é desenvolver outra ideologia política, mais adequada aos tempos modernos.
Com o fim do movimento pendular da globalização, minha previsão é um retorno lento à Idade Média, fim das megalópoles, volta das cidades agrícolas, volta do localismo, da comunidade e do comunitarismo, do near and friendly.

Fiz um resumo de um excelente artigo de João Pedro Schmidt.

“Comunidade é um conceito presente em todas as grandes religiões mundiais, como o judaísmo, o cristianismo, o islamismo e o budismo, e em todos os grandes sistemas de pensamento. 

A tradição milenar assegura ao termo presença no vocabulário de todas as principais línguas: Koinonía (grego), Communitas (latim), Kehilla [kehillah] (hebraico), Umma ou Ummah (árabe), Sangha (sânscrito), Shèq’ (chinês), Samud’ya (híndi), Komyuniti (japonês), Soobshchestvo (russo), Community (inglês), Commu- nauté (francês), Gemeinschaft (alemão), Comunidad (espanhol) e Comunità (italiano), entre outras.

Para Robert Nisbet, a história é fundamentalmente a história das ideias e dos ideais humanos quanto à comunidade e à anticomunidade. 

(A esquerda foi sempre contra a comunidade, a cooperação humana, a filantropia, o altruísmo recíproco, dos valores espirituais associados à religião e ética comunitária. 

O Estado comanda nossas vidas, não as milhares de comunidades.)

O autor emprega o termo comunidade no seu sentido de “relações entre indivíduos que são marcadas por um alto grau de intimidade pessoal, de coesão social ou compromisso moral, e de continuidade no tempo”. (Nisbet, 1982, p. 13) 

Elemento central da cristandade medieval, mas recusada por grande parte do pensamento iluminista moderno, a comunidade é redescoberta no pensamento social europeu ao longo do século XIX e assume relevância crescente ao longo do século XX, mantida nos dias atuais. 

Após a II Guerra Mundial, lembra Will Kymlicka (2003), o ideal de comunidade foi posto de lado pelos intelectuais.

Uma consequência da ressignificação autoritária do ideal comunitário pelos ideólogos socialistas, comunistas, nazistas e nacionalistas, além da pouca atenção que lhe foi dada pela vertente predominante do pensamento liberal. 

Usualmente, quando se fala de comunitarismo entre nós, tem-se em mente não mais que alguns autores (Alasdair MacIntyre, Michael Walzer, Robert Nisbet, Charles Taylor), que, aliás, não se autodenominavam comunitaristas. 

O comunitarismo é o pensamento que se preocupa fundamentalmente com a comunidade – e não com o Estado ou o mercado.” 

(Por hoje é só, mas todos meus artigos normalmente  são embasados no Comunitarismo, bem como meus sites filantropia.org, voluntarios.com.br, thinkers-Brasil.org e o Prêmio Bem Eficiente.) 

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Erudição e Inteligência https://blog.kanitz.com.br/erudicao-e-inteligencia/ https://blog.kanitz.com.br/erudicao-e-inteligencia/#comments Tue, 23 Apr 2019 13:36:39 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=25526 Até os 40 anos de idade eu me considerava relativamente burro. Eu perdia a maioria das discussões por não ter estudado o suficiente sobre Platão, Aristóteles e Karl Marx, para poder refutar aqueles que os citavam. Eram professores da USP e jornalistas da Editora Abril que eram de fato muito mais eruditos do que eu. […]

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Até os 40 anos de idade eu me considerava relativamente burro.

Eu perdia a maioria das discussões por não ter estudado o suficiente sobre Platão, Aristóteles e Karl Marx, para poder refutar aqueles que os citavam.

Eram professores da USP e jornalistas da Editora Abril que eram de fato muito mais eruditos do que eu.

A única coisa contraditória que eu perceberia ao longo dos anos, é que eu estava progredindo na vida e eles não.

Fui um dos primeiros a programar o IBM 1620 da Politécnica, a ter um computador pessoal, o Apple 2, a manipular um Excel, na época Visicalc, a surfar na internet, nada disso Aristóteles e Platão ensinavam.

Lentamente descobri que o “progressista” era eu, e os “conservadores” eram eles.

Eu havia confundido todos esses anos erudição com inteligência.

Até hoje intelectuais não sabem exatamente o que é inteligência, mas isso nada os impedem de se acharem intelectuais.

Minha definição é “a capacidade de ver o que outros não percebem, a capacidade de fazer associações despercebidas pelos demais”.

Pessoas inteligentes são aqueles/as que sabem lidar com N variáveis ao mesmo tempo, perceber relações causais, separar o joio do trigo, o essencial do supérfluo.

A tragédia das mulheres hoje em dia, acredito eu, é que elas também confundem erudição com inteligência, e muitas se acham burras como eu me achava até os 40.

Nosso ensino superior é realizado basicamente por homens, que ensinam a lidar com duas variáveis por vez, e não N variáveis por vez, o que as mulheres são mais capazes de fazer que os homens.

O problema da mulher não é a opressão masculina, mas a forma como as mulheres são instruídas, que nada lhes ajuda a lidar com a vida que elas levam.

Administrarem N coisas e variáveis ao mesmo tempo.

Distribua esse artigo aos jovens que você conhece, eu teria adorado ler isso com 25 anos de idade.

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A Luta Pela Imprevidência https://blog.kanitz.com.br/luta-pela-imprevidencia/ Tue, 15 Aug 2017 13:14:01 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=24007   A Previdência Social ou Socialista nunca teve o objetivo de dar sustento a quem trabalhasse por 30 anos. Ela tinha estritamente objetivos humanitários, sustentar aqueles mais velhos sem capacidades físicas de trabalhar. Era um Seguro Social, e não um Direito Universal. Um Seguro Social limitado para os velhos, que por doença não podiam mais […]

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A Previdência Social ou Socialista nunca teve o objetivo de dar sustento a quem trabalhasse por 30 anos.

Ela tinha estritamente objetivos humanitários, sustentar aqueles mais velhos sem capacidades físicas de trabalhar.

Era um Seguro Social, e não um Direito Universal.

Um Seguro Social limitado para os velhos, que por doença não podiam mais trabalhar.

Daí o nome aposentado. Aquele que vive nos seus aposentos, nem na sala nem na cozinha.

A Previdência Social nunca foi concebida para fornecer salário integral aos 60 anos de vida ou depois de 30 anos de trabalho.

Na época em que a Previdência Socialista foi criada todo mundo trabalhava até morrer, como fizemos por 40.000 anos.

Ninguém imaginaria viver às custas dos outros, especialmente um trabalhador de esquerda.

Os Velhos Esquimós se suicidam para não dependerem do trabalho dos mais jovens.

Mas nossa esquerda, aquela que era humanitária, passou a pagar um salário mínimo para aquelas pessoas mais velhas e doentes, confinadas às suas camas nos seus aposentos.

A Quarta Classe habilmente deturpou o conceito de Previdência Socialista, e são eles que dizem que não há problema.

E 80% dos jovens brasileiros ainda acreditam.

Acordem rapaziada.

 

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O Brasil Quebrou. E Agora? https://blog.kanitz.com.br/brasil-quebrou/ https://blog.kanitz.com.br/brasil-quebrou/#comments Wed, 25 Feb 2015 10:41:59 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=16434   Tempo de leitura: 45 segundos   O Brasil se tornou nos últimos 20 anos um país onde tudo gira em torno do Estado. Noventa por cento das notícias, das leis, do nosso trabalho, das nossas preocupações administrativas estão voltadas ao Estado, seu excessivo endividamento, gastos, falta de controle de custos, alta constante nos impostos […]

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Tempo de leitura: 45 segundos

 

O Brasil se tornou nos últimos 20 anos um país onde tudo gira em torno do Estado.

Noventa por cento das notícias, das leis, do nosso trabalho, das nossas preocupações administrativas estão voltadas ao Estado, seu excessivo endividamento, gastos, falta de controle de custos, alta constante nos impostos para cobrir esta incompetência.

Meu visível ódio não é contra economistas, mas contra aqueles que quebraram este país, e infelizmente basta ver quem comandou as finanças deste país desde a ditadura militar para entender o que eu percebi 30 anos atrás.

A Dilma contratou o economista Joaquim Levy não para “salvar” o Brasil, mas para salvar o Estado.

E chamar um representante da mesma classe que quebrou o país é uma miopia. Existem outras profissões mais bem equipadas para corrigir este desastre que foi 50 anos de “administração” econômica feita por amadores.

Mais uma vez o povo sofrido brasileiro terá que fazer “ajustes” para poder salvar o Estado.

Mais uma vez se contrata um outro economista para tentar corrigir os erros “administrativos” de seus colegas.

E sabem por que o Brasil quebrou?

Nada a ver com corrupção.

Desde o governo FHC, os jornalistas e economistas estão escondendo do povo brasileiro que o governo federal, estadual e a maioria dos municípios quebraram.

Usaram nossas contribuições previdenciárias não para investimentos de 30 anos, como reza nossa Constituição, mas para cobrir o rombo de suas “gestões”.

Como ninguém verifica seus saldos no INSS, por 30 anos puderam enganar todo mundo. Mas 30 anos se passaram, e agora os R$ 17 TRILHÕES que nossos economistas utilizaram precisam ser arrumados para pagar os aposentados, os ASGs, os aposentados sem grana acumulada.

Em 1994 FHC pediu a André Lara Resende para fazer um estudo da Previdência no intuito de solucioná-la, e ele voltou dizendo que não tinha jeito.

A Previdência estava quebrada.

E ficaram quietos.

Eu conversei a mesma coisa com o Lula e Guido Mantega, quando ele ainda era candidato, e sua resposta foi enigmática. “Segundo o Kanitz, ainda bem que já sou aposentado, já garanti o meu.”

Como FHC já garantira o dele, com uma aposentadoria precoce da USP desde os 32 anos.

Portanto, para os dois maiores “líderes” do Brasil não havia um problema nesta questão previdenciária.

Quem quebra, minha gente, quebrou.

Terminou a brincadeira, finito, não há como consertar.

Mas a classe de economistas que foi responsável por essa quebra, os macroeconomistas keynesianos e desenvolvimentistas, está desesperadamente tentando cobrir o buraco.

Levy foi induzido pela classe dos economistas, não pela Dilma, a aceitar a ingrata tarefa de fazer o jogo sujo.

Dezessete trilhões de reais é mais do que todo o ativo e patrimônio de todo o setor privado, de todas as famílias brasileiras.

E estes 17 trilhões de reais que sumiram é escondido do povo pela Dilma, pelo Aécio e pela Marina que deveria ter sabido disto mais do que ninguém.

A corrupção da Petrobras é 0,1% disto.

Sequer calculam este valor, por isto devo adiantar que é uma estimativa grosseira.

Pode ser bem maior.

Nossos jovens têm o direito a saber.

Se vocês têm a receber de um governo quebrado, lamento, o governo quebrou.

Vai ser duro sem aquela aposentadoria do estado, mês a mês, aqueles empregos públicos vitalícios, aquelas cátedras na Faculdade de Filosofia garantidinhas da silva.

Quem sumiu com estes 17 trilhões, quem escondeu este roubo ou rombo foram vocês.

Não esperem a nova geração pagar esta conta, como vocês e Joaquim Levy estão querendo.

 

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