ARTIGOS PARA A GERAÇÃO X - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/nossos-maiores-problemas/artigos-para-a-geracao-x/ Blog para se Pensar Tue, 07 Jul 2026 14:12:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 https://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2021/06/stephenkanitz-favicon-150x150.png ARTIGOS PARA A GERAÇÃO X - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/nossos-maiores-problemas/artigos-para-a-geracao-x/ 32 32 O Brasil Não É Um País Capitalista https://blog.kanitz.com.br/o-brasil-nao-e-um-pais-capitalista/ https://blog.kanitz.com.br/o-brasil-nao-e-um-pais-capitalista/#comments Tue, 16 Apr 2024 21:54:09 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29657 Esse é um dos maiores erros cometidos por nossos intelectuais, economistas e marxistas de esquerda. O Brasil não é Capitalista porque não temos o capital mínimo e necessário para ele funcionar. Capitalismo sem Capital simplesmente não funciona, nem “capitalismo” é. Simples assim. Jovens de esquerda jogam sua juventude fora numa batalha equivocada. O Socialismo nunca […]

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Esse é um dos maiores erros cometidos por nossos intelectuais, economistas e marxistas de esquerda.

O Brasil não é Capitalista porque não temos o capital mínimo e necessário para ele funcionar.

Capitalismo sem Capital simplesmente não funciona, nem “capitalismo” é. Simples assim.

Jovens de esquerda jogam sua juventude fora numa batalha equivocada.

O Socialismo nunca funcionou pela mesma razão, porque até combatem esse capital mínimo e necessário, que é grande contradição do Socialismo que a esquerda custa a perceber.

Sem o capital mínimo necessário as empresas já começam mal, demoram para crescer, quebram na primeira recessão ou crise bancária, nunca chegam ao pleno emprego, nunca tem condições de remunerar trabalhadores e acionistas o justo e necessário.

Quase todas as construtoras brasileiras nos últimos 50 anos começavam sem o capital mínimo necessário, isso era tão óbvio é claro, e quase todas já quebraram.

O grande erro de Karl Marx foi não ter desenvolvido o conceito de “capital mínimo necessário” muito menos o conceito de “Capital Adequado”.

“Karl Marx never discussed “adequate and necessary” capital as a specific subject”. Chat GPT.

Marxistas partem da premissa que o capital é abundante mas mal distribuído. Capital é escasso quanto mais pobre o país for, justamente o contrário.

É como concluir que antibióticos não funcionam só por que médicos deram doses pequenas.

De fato na época de Karl Marx, muitas empresas capitalistas começaram subcapitalizadas, especialmente as médias e pequenas, e por isso pagavam mal e atrasado.

Marx porém observou a amostra errada e não analisou as 500 maiores da época.

Na minha primeira edição das 500 maiores em 1974 ficou evidente esse fato, e eu publicava uma tabela todo ano alertando nossos economistas deste fato.

Mas isso é má administração financeira e não perversidade capitalista.

A maioria dos brasileiros sequer analisam o “capital mínimo necessário e suficiente” para crescer e os sustentar no seu primeiro emprego

Um erro infantil de início de carreira que pode ser fatal.

Nossos sindicatos fazem greve por maiores salários, mas nunca por maior segurança no trabalho e mais aporte de capital dos acionistas.

A verdade nunca dita é que capitalismo com capital suficiente e adequado mais do que funciona e foi ele que tirou 90% do mundo da pobreza.

Menos para os que vivem no Socialismo onde começam afugentando o capital, proíbem o lucro que lentamente geraria o capital que tanto precisam e mantém o povo em baixa produtividade e pobres.

Como no Brasil.

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Da Inviabilidade  Eleitoral da Direita https://blog.kanitz.com.br/da-inviabilidade-eleitoral-da-direita-2/ https://blog.kanitz.com.br/da-inviabilidade-eleitoral-da-direita-2/#comments Mon, 12 Feb 2024 16:39:34 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29644 A direita não será reeleita jamais

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A direita jamais será eleita no futuro do Brasil.

E se a direita for eventualmente eleita por um lapso da história, como ocorreu com Collor e Bolsonaro, jamais será reeleita.

Como de fato não foram Collor e Bolsonaro.

E ambos foram proibidos de se reelegerem no futuro, afastados do poder.

Verdade seja dita em ambos os casos, a direita foi um vencedor improvável e inesperado, e nem os liberais nem os conservadores brasileiros os apoiaram inicialmente.

A razão pela qual a direita nunca mais será eleita é a mesma que ocorre em Cuba, Rússia, Albânia, Coreia do Norte, Vietnã etc.

Após 50 anos de governos de esquerda, o povo esquece a maioria das competências e necessidades para viver em liberdade ou numa democracia liberal.

No Brasil, o povo não sabe mais como escolher bons médicos, porque quem decide os médicos é o Estado.

Não saberiam escolher psicólogos, porque é o Estado que escolhe quando são necessários, independente da linha de terapia ser freudiana, rolfiana, centrada no paciente ou kleiniana.

Não sabemos nem precisamos escolher as escolas e os professores de nossos filhos nem a filosofia educativa a ser empregada. É tudo igual do Oiapoque ao Chuí.

Quem está no Bolsa Família há 10 anos já esqueceu sua profissão e não acompanhou as inovações do período. Vai depender de bolsas para o resto da vida.

Brasileiros não sabem aplicar seu FGTS, é o Estado que decide.

Não saberíamos como aplicar os 28% que nos são retirados em impostos da previdência, garantindo assim uma aposentadoria de fato.

Nossos liberais erram já de início ao lutarem por liberdade, porque não saberíamos como usar essa liberdade de escolha mesmo que a tivéssemos.

Tanto é que o povo brasileiro é conservador, mas vota na esquerda porque já não sabe cuidar de si.

O mundo poderá até estar caminhando lentamente para a direita, mas os eleitores votarão na esquerda porque não sabem viver em outro tipo de regime.

Por isso, a estratégia dos liberais e conservadores não deveria ser querer serem eleitos, para depois perder as eleições.

A luta é muito mais simples.

Lutar para que aqueles que queiram escolher seus médicos, administrar seu FGTS, aplicar pessoalmente suas reservas previdenciárias, escolher a escola de seus filhos, entre outros, possam fazê-lo.

Quem quiser renunciar a uma aposentadoria do Estado, estaria livre para aplicar os 28% de contribuições previdenciárias num fundo de pensão de sua própria escolha, por exemplo. Idem com o FGTS.

Somente seremos livres se nossas escolas passarem a ensinar todos os brasileiros a serem capazes de cuidar de si e não depender eternamente do Estado.

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A Importância da Contabilidade na Educação Básica Para Promover a Literacia Financeira  https://blog.kanitz.com.br/a-importancia-da-contabilidade-na-educacao-basica-para-promover-a-literacia-financeira/ https://blog.kanitz.com.br/a-importancia-da-contabilidade-na-educacao-basica-para-promover-a-literacia-financeira/#comments Wed, 27 Dec 2023 10:49:03 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29618 Educação contábil

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Como Ministro da Educação, uma das minhas iniciativas primordiais seria a implementação de um módulo introdutório de Contabilidade em todos os currículos do ensino médio. 

Esta medida teria o objetivo de equipar os estudantes com ferramentas essenciais para o gerenciamento eficiente de suas finanças pessoais, contribuindo assim para a prevenção contra práticas fraudulentas.

A Contabilidade, mais do que uma mera disciplina técnica, oferece uma perspectiva dualística essencial para a compreensão da realidade financeira e econômica. 

Esta perspectiva bifocal, encapsulada nos conceitos de débito e crédito, permite uma análise mais profunda e equilibrada das transações e dos eventos econômicos. 

Diferentemente de outras ciências que tendem a adotar uma abordagem unidimensional, a Contabilidade incita o indivíduo a questionar e a analisar as implicações bidirecionais de qualquer ação financeira. 

Por exemplo, ao considerar a aquisição de um direito, como uma aposentadoria, sob a ótica contábil, questiona-se imediatamente a fonte da obrigação correspondente, ilustrando assim o princípio de que os direitos de uma parte são frequentemente as obrigações de outra.

Quando alguém me diz que possui um Direito Adquirido, eu sempre respondo “Contra Quem?”

Economistas, advogados, jornalistas normalmente respondem “Como contra quem, contra ninguém, é um direito meu.”.

99% dos brasileiros contribuem com 28% dos seus salários, e não pensam duas vezes para onde este dinheiro vai. 

Assustador que seus pais que contribuíram por 30 anos, nunca pensaram no Débito, onde aquela dinheirama toda está sendo investida, se é que está.

Mas um contador saberá que os aposentados se aposentam retirando dinheiro da nova geração, o famoso pacto entre gerações que vocês nunca assinaram. 

A análise contábil se estende também ao domínio dos investimentos públicos, como a compra de títulos do governo. 

Enquanto um leigo pode ver apenas o aspecto do crédito, um profissional contábil irá explorar a natureza do débito associado, avaliando a sustentabilidade e a eficácia do uso dos recursos. 

Essa dualidade de visão é vital não apenas para as finanças pessoais, mas também para a compreensão mais ampla das políticas econômicas e fiscais. 

A falta de conhecimento em Contabilidade por parte de muitos economistas, por exemplo, pode levar a uma interpretação simplista de conceitos como o regime de caixa e de competência, confundindo assim a análise econômica.

Portanto, a Contabilidade não é apenas uma ferramenta para a prosperidade individual, mas também um componente crítico para o entendimento e a análise crítica das políticas econômicas e sociais. 

A inclusão dessa disciplina no currículo escolar poderia ser um passo significativo na direção de uma sociedade mais informada e financeiramente responsável.

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Meu Encontro com Lula https://blog.kanitz.com.br/meu-encontro-com-lula/ https://blog.kanitz.com.br/meu-encontro-com-lula/#comments Tue, 26 Dec 2023 11:58:10 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29611 Meu encontro com Lula

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Foi em 2001, e Lula, mais uma vez candidato à Presidência, desejava discutir economia com pessoas diferentes dos usuais intelectuais do PT.

Seu contador, Antoninho Trevisan, reuniu Walter Appel, Guilherme Leal, Luiz Cezar Fernandes e eu para compartilharmos nossa visão dos grandes problemas nacionais.

Guido Mantega estava acompanhando Lula.

Na minha vez de falar eu apontei o que achava que era o problema mais urgente e importante.

Disse eu: “O problema número um é o sistema de previdência por repartição, onde o Estado retira 28% dos salários dos trabalhadores jovens para pagar as aposentadorias da velha geração de funcionários públicos, professores de sociologia e idosos em geral.

Isso mantém os jovens eternamente pobres, forçados a se endividar, enquanto o país fica sem recursos financeiros a longo prazo, ideais para o financiamento empresarial.

Se esses 28% não fossem gastos, mas investidos para o futuro, estaríamos hoje com 16 trilhões em fundos de pensão, o equivalente a 45 BNDES.

Se você não realizar imediatamente uma reforma no primeiro ano de governo, uma reforma conforme a Constituição manda no artigo 201 “observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial“ o Brasil não crescerá nos próximos 30 anos.

Além disso, nossa produtividade permanecerá estagnada, nossos jovens continuarão pobres, e nossos juros reais permanecerão elevados.

Hoje, temos um sistema em que os jovens são escravizados pelos mais velhos, algo inaceitável no século 21.”

Era algo que eu já vinha escrevendo, inclusive na Veja há 20 anos. Portanto, estava bem a par do assunto.

Discutimos por cerca de três horas vários assuntos e ao final, Lula agradeceu nossa contribuição e disse:

“Ainda bem que, segundo o Kanitz, eu já sou aposentado, pois isso significa que já garanti o meu.”

Não publiquei essa declaração porque foi dita em tom de brincadeira e o encontro era confidencial.

Mas não pude deixar de pensar que isso era típico do PT, e tudo o que eles defendiam e ainda defendem até hoje.

Direitos e mais direitos, direitos adquiridos em detrimento da nova geração, dos mais pobres, pois acima de R$ 7.000,00 por mês, aos ricos não incide INSS.

Lula tinha condições, com sua popularidade, de mudar o país, acabar com a escravidão dos jovens, reduzir a taxa média dos juros, fazer o país crescer com caixa e não dívidas, como fez, enquanto o problema estava em seu início, em 2002.

Hoje, a dívida da nova geração com a velha é de 136 trilhões de reais, o custo de uma transição para um regime de acumulação solidária.

O fato de que essa dívida agora é 80% impagável significa que idosos literalmente morrerão de fome, não poderão se aposentar e terão que competir com os jovens por empregos.

Vinte anos de governos do PT, onde esse problema foi deliberadamente escondido por economistas como Guido Mantega, que afirmou no encontro que “não havia deficits”, selaram nosso futuro, que será de um enorme conflito intergeracional.

Jovens recusando pagar o INSS e economistas achando outras formas de taxá-los.

Fico incrédulo como nossos intelectuais ignoraram esse problema, e o pouco apoio que tive nesses 50 anos.

Alertando quase todo ano sobre esse problema desde 1983, sem um sinal nem da velha geração nem da nova, como o MBL, condenados à pobreza por direitos supostamente adquiridos, mas não são.

Seremos uma nação de escravos, como de fato já somos.

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Comunidade e Comunitarismo https://blog.kanitz.com.br/comunidade-e-comunitarismo/ https://blog.kanitz.com.br/comunidade-e-comunitarismo/#comments Sun, 24 Dec 2023 09:14:55 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29604 Introdução ao Comunitarismo

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A direita e o liberalismo estão tão desgastados por erros cometidos no passado que dificilmente irão ressurgir. 
Administração nos ensina inclusive que marcas desgastadas ou queimadas nunca mais se recuperam, por isso o certo é desenvolver outra ideologia política, mais adequada aos tempos modernos.
Com o fim do movimento pendular da globalização, minha previsão é um retorno lento à Idade Média, fim das megalópoles, volta das cidades agrícolas, volta do localismo, da comunidade e do comunitarismo, do near and friendly.

Fiz um resumo de um excelente artigo de João Pedro Schmidt.

“Comunidade é um conceito presente em todas as grandes religiões mundiais, como o judaísmo, o cristianismo, o islamismo e o budismo, e em todos os grandes sistemas de pensamento. 

A tradição milenar assegura ao termo presença no vocabulário de todas as principais línguas: Koinonía (grego), Communitas (latim), Kehilla [kehillah] (hebraico), Umma ou Ummah (árabe), Sangha (sânscrito), Shèq’ (chinês), Samud’ya (híndi), Komyuniti (japonês), Soobshchestvo (russo), Community (inglês), Commu- nauté (francês), Gemeinschaft (alemão), Comunidad (espanhol) e Comunità (italiano), entre outras.

Para Robert Nisbet, a história é fundamentalmente a história das ideias e dos ideais humanos quanto à comunidade e à anticomunidade. 

(A esquerda foi sempre contra a comunidade, a cooperação humana, a filantropia, o altruísmo recíproco, dos valores espirituais associados à religião e ética comunitária. 

O Estado comanda nossas vidas, não as milhares de comunidades.)

O autor emprega o termo comunidade no seu sentido de “relações entre indivíduos que são marcadas por um alto grau de intimidade pessoal, de coesão social ou compromisso moral, e de continuidade no tempo”. (Nisbet, 1982, p. 13) 

Elemento central da cristandade medieval, mas recusada por grande parte do pensamento iluminista moderno, a comunidade é redescoberta no pensamento social europeu ao longo do século XIX e assume relevância crescente ao longo do século XX, mantida nos dias atuais. 

Após a II Guerra Mundial, lembra Will Kymlicka (2003), o ideal de comunidade foi posto de lado pelos intelectuais.

Uma consequência da ressignificação autoritária do ideal comunitário pelos ideólogos socialistas, comunistas, nazistas e nacionalistas, além da pouca atenção que lhe foi dada pela vertente predominante do pensamento liberal. 

Usualmente, quando se fala de comunitarismo entre nós, tem-se em mente não mais que alguns autores (Alasdair MacIntyre, Michael Walzer, Robert Nisbet, Charles Taylor), que, aliás, não se autodenominavam comunitaristas. 

O comunitarismo é o pensamento que se preocupa fundamentalmente com a comunidade – e não com o Estado ou o mercado.” 

(Por hoje é só, mas todos meus artigos normalmente  são embasados no Comunitarismo, bem como meus sites filantropia.org, voluntarios.com.br, thinkers-Brasil.org e o Prêmio Bem Eficiente.) 

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São as Escolhas Erradas Que Definem Sua Vida https://blog.kanitz.com.br/escolhas-erradas/ https://blog.kanitz.com.br/escolhas-erradas/#comments Tue, 07 May 2019 13:30:35 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=25570 O divórcio bilionário de Jeff Bezos (perda de 67 bilhões de dólares) é mais um exemplo da tese que tenho defendido aqui. Não são os seus acertos que o definirão, mas as escolhas erradas feitas na vida. No início do ano, o homem mais bem sucedido do mundo não somente viu sua fortuna cair pela […]

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O divórcio bilionário de Jeff Bezos (perda de 67 bilhões de dólares) é mais um exemplo da tese que tenho defendido aqui.

Não são os seus acertos que o definirão, mas as escolhas erradas feitas na vida.

No início do ano, o homem mais bem sucedido do mundo não somente viu sua fortuna cair pela metade indo para o décimo lugar, mas terá sua ex como principal acionista da Amazon.

Com poder de voto, querendo dar o troco no ex-marido por tê-la traído com uma mulher bem mais bonita. Isso é morte lenta.

Pior, cada vez que ele transar com sua amante Lauren Sanchez depois que a paixão da idade do lobo passar, ele vai fatalmente pensar se valeu a pena.

Um dos meus artigos na Veja que deu muita repercussão foi Ambição e Ética, vive caindo em vestibular e lido em cursos de Ética Empresarial.

Que posto aqui para vocês lerem.

Tem tudo a ver.

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Entenda a Ditadura Militar https://blog.kanitz.com.br/ditadura-milita/ https://blog.kanitz.com.br/ditadura-milita/#comments Thu, 09 Jan 2014 09:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=520   Há 40 anos, assisti uma aula de um jovem e talentoso professor de economia que foi enigmática. “O livre mercado proposto pelos liberais é uma falácia. Imaginem a confluência da Avenida São João com a Avenida Ipiranga, se os ideais liberais prevalecessem. Seria um caos”. “O livre mercado, como o livre trânsito não funciona.” “Todos […]

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Há 40 anos, assisti uma aula de um jovem e talentoso professor de economia que foi enigmática.

“O livre mercado proposto pelos liberais é uma falácia.

Imaginem a confluência da Avenida São João com a Avenida Ipiranga, se os ideais liberais prevalecessem. Seria um caos”.

“O livre mercado, como o livre trânsito não funciona.”

“Todos os grandes cruzamentos das cidades, como da nossa economia, precisam de “guardas de trânsito”, para orientar, intervir e disciplinar o mercado.”

“Os liberais acreditam que motoristas espontaneamente irão criar alguma regra tipo 4 minutos para cá, 5 minutos para lá, ou que um motorista abnegado irá largar o seu carro por meia hora e DIRIGIR o tráfego.”

É esta a ingenuidade de Hayek, Milton Friedman e Adam Smith.”

“Por isto meus jovens alunos, vocês precisam tomar o poder.”

“Nosso Projeto é cuidar de todos os grandes cruzamentos da Economia Brasileira, para que possamos evitar os congestionamentos e o caos do livre mercado.”

“Precisamos tomar o poder do: 

BB, Cacex, Tesouro, BNDES, CVM, Ministérios da Saúde e Educação, Sudene, Banco do Nordeste, Banco Central e seremos nós os guardas do crescimento econômico, e não os militares.”

Meus colegas saíram radiantes, era um futuro promissor e socialmente responsável.

O Projeto era dar poder a um grupo de jovens, mas com um sentido humanitário e altruísta, que todo jovem adora. Mudar o mundo.

Poder não pelo poder, mas para serem úteis para a sociedade, evitando o caos do “livre mercado”, proposto pelos ingleses e americanos, que todos tinham estudado na faculdade.

Até eu, futuro administrador, achei a lógica do “Projeto” muito bem apresentada, planejada, urdida e convincente.

Apesar que nós administradores, engenheiros e advogados estávamos sendo excluídos por este “Projeto” classista e corporativista.

Na época socialistas e os comunistas defendiam tomar todas as ruas de um país, mas este brilhante economista defendia tomar somente os cruzamentos estratégicos.

O jovem professor era Delfim Netto, que foi convidado para ser o Ministro da Fazenda dos militares, e colocou no poder aqueles que hoje chamamos de Delfim Boys.

Mal sabiam os Militares que eles iriam perder totalmente o poder, mas levariam a fama de terem comandado o país, que na realidade passou a ser exercido desde então pela tecno burocracia como estes jovens passaram a ser chamados.

O “Projeto” foi tomando praticamente todos os cruzamentos chaves da economia brasileira.

Vieram os Roberto Campos Boys, atuantes até hoje, e os Reis Velosos Boys que controlaram o recém criado “Ministério do Planejamento Central, os Bresser e Nakano boys and girls e seu nacional socialismo, e agora os boys and girls formados no New School of Social Research.

A inspiração destes jovens professores era o Socialista Fabiano que acreditava que o socialismo na mão do proletariado, trabalhadores e sindicalistas não funcionaria, mas na mão de professores inteligentes estrategicamente colocados funcionaria sem chamar muita atenção.

Basta ver quem  “guarda” o BC, Tesouro, BNDES, Vale, Petrobras, são sempre os mesmos, professores que nunca trabalharam numa empresa na vida, mas fazem parte do “Projeto de Poder”.

Terminei o curso na Economia e fiz a Harvard Business School, e foi quando percebi o erro monumental deste “Projeto“.

Entre a minha casa e a USP, onde voltara a ser professor, havia 35 cruzamentos controlados por semáforos.

Um único cruzamento da Rebouças com Avenida do Jockey Club era controlado por um “guarda”.

E era o que mais demorava, ficávamos sete minutos em média para atravessar, quando na maioria dos semáforos era 30 segundos.

Aí percebi o porquê. Ser guarda de trânsito deve ser a profissão mais chata do mundo.

O guarda percebia que “dar preferência para alguns“, era uma forma de ser reconhecido e ser importante. Isto acontece no BNDES, no Tesouro até hoje.

Quantas vezes a Rebouças já estava vazia, mas o “guarda” chamava com gestos efusivos um táxi solitário. Aí começa o tráfico de influências, o famoso favoritismo e jeitinho brasileiro.

E de favores em favores, o Projeto ficou cada vez mais interessante.

Empresários apoiavam, Exportadores idem, Banqueiros ainda mais, até hoje, mesmo depois da ditadura. Era um ganha ganha, para a direita e a corporação classista.

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Os simples semáforos, por outro lado, eram controlados por regras, por leis.

Dois minutos para cá, dois minutos para lá.

Hoje há até semáforos inteligentes que mudam esta frequência dependendo do tráfego.

Como todos nós sabíamos desta regra, depois de 1 min e 45 segundos já engatávamos a primeira marcha e prestávamos atenção.

Mas com os donos do semáforo no poder, nunca sabíamos o que poderia acontecer na nossa economia.

Esta constante incerteza definiu a minha vida, e de mais de 2 milhões de empreendedores, administradores e Empresários nestes últimos 50 anos.

Medo de fazer qualquer coisa, porque as “regras” deste país podiam mudar a qualquer minuto.

De fato, desde 1965 o Brasil se tornou um dos países mais instáveis para criar o futuro.

Engenheiros no poder há muito tempo teriam colocado semáforos “inteligentes”.

Que aprendem com o fluxo de tráfego e vão mudando a regra conforme o “mercado”.

Empresas são exatamente isto.

São sistemas que andam sozinhos, que aprendem e se adaptam espontaneamente às mudanças de mercado.

Esta é a grande diferença entre Gestão e Administração.

Hoje, vemos os resultados.

Temos um Projeto de Poder sedimentado, uma economia 50% controlada por guardas e agências reguladoras, parada, personalista, corrupta, que depende de favores e incentivos dos “guardas estratégicos“.

O PT e os sindicalistas acham que agora estão no poder, mas não estão.

Aqueles que estão morrendo que Dilma irá se reeleger, não deveriam.

Mudará nada, o “Projeto” está no poder há 50 anos.

Culpar os Militares e a Ditadura Militar pelo atraso deste país é não conhecer os fatos.

Achar que foram os Militares que mandaram neste país de 1964 a 1984 é ser mais ingênuo ainda.

Daqui para frente não há como mudar.

Algo para se pensar.

 

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Economia Estável ou Família Estável? https://blog.kanitz.com.br/familia-estavel/ https://blog.kanitz.com.br/familia-estavel/#comments Thu, 12 Dec 2013 15:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=293   Muitos acham que a estabilidade da economia é mais importante do que a estabilidade da família. A geração paz e amor colocou na sua velhice o crescimento do PIB como meta porque quanto maior o PIB, maiores os impostos que poderiam cobrar da nova geração, maior a dívida, o tamanho do Estado. Felicidade não […]

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Muitos acham que a estabilidade da economia é mais importante do que a estabilidade da família.

A geração paz e amor colocou na sua velhice o crescimento do PIB como meta porque quanto maior o PIB, maiores os impostos que poderiam cobrar da nova geração, maior a dívida, o tamanho do Estado.

Felicidade não é o crescimento do PIB.

Felicidade é a harmonia entre as pessoas, que começa com a harmonia no casamento. Harmonia no casamento traz harmonia entre as gerações, e não esta luta pai versus filhos dos outros.

Vamos estabelecer novas metas para a sociedade, para nossos sociólogos e acadêmicos.

Vamos estabelecer como uma meta prioritária reduzir o número de divórcios para 10% em 2030.

Vamos estabelecer como meta reduzir o número de casais infelizes com seus casamentos para 20% nos próximos 20 anos.

Passos estes para conseguirmos outros objetivos na vida.

 

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O Julgamento Final https://blog.kanitz.com.br/julgamento-final/ https://blog.kanitz.com.br/julgamento-final/#comments Wed, 23 Oct 2013 15:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=383   Você acredita que depois da morte, todos nós ficaremos numa fila na porta do céu, e seremos admitidos ou não dependendo de um julgamento final? Você acredita que doze arcanjos irão questionar os seus atos em vida, e determinar se você fez o que fez porque era ingênuo ou mal intencionado? Por que você […]

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Você acredita que depois da morte, todos nós ficaremos numa fila na porta do céu, e seremos admitidos ou não dependendo de um julgamento final?

Você acredita que doze arcanjos irão questionar os seus atos em vida, e determinar se você fez o que fez porque era ingênuo ou mal intencionado?

Por que você escondeu o presente da sua irmã no Natal de 1978?

Por que mentiu para o seu chefe em 1987?

Lamento dizer que você terá sim um julgamento final mas será aqui na Terra.

E será muito antes de você morrer.

Você será julgado pela qualidade dos seus filhos.

Vocês será julgado aqui na Terra se sua filha ficou grávida e não sabe quem é o pai.

Seus amigos irão todos comentar se o seu filho foi expulso da escola por consumir drogas.

Todos vão notar que sua filha não conseguiu emprego.

É disto que seus amigos estarão lhe julgando.

Ele ficou rico, mas veja o que deu dos filhos dele.

Se você acha que não existe justiça social neste mundo, então analise estes dados coletados por Markov sobre mobilidade social.

Leva nove gerações para uma família passar da classe mais pobre para a classe mais rica.

Mas, leva somente quatro gerações para fazer o caminho inverso.

É a famosa frase pai rico, filho nobre, neto pobre.

Do que adianta você ser um magnata e ter netos ou bisnetos pobres quatro gerações mais tarde?

Veja o que ocorreu com os bisnetos do Conde Matarazzo.

Por isto, pais de uma certa idade param de contar vantagens sobre si nas festas e reuniões, e passam a contar vantagens dos filhos.

Meu filho entrou no IBMEC, minha filha foi promovida a gerente, meu filho recebeu um prêmio de melhor filme de curta metragem“, e assim por diante.

Pais no final da vida sabem que serão julgados pela qualidade dos filhos e por isto já estão fazendo o necessário merchandising.

Na realidade, o pior julgamento final não será feito pelos seus amigos e inimigos.

O julgamento final mais severo e destrutivo será feito por você mesmo.

E o critério que mais lhe incomodará não será o seu patrimônio acumulado, seus quadros na parede, seus livros que ninguém mais lê, seus amigos dos quais metade já morreu.

Chegar ao fim da vida e só então perceber que sua vida foi no fundo um fracasso, é o pior julgamento final possível.

É devastador.

Devastador porque aos 60 anos você não tem mais pique, energia, oportunidade, nem tempo suficiente para mudar o rumo das coisas.

Irá viver mais 20 anos sabendo que errou, não há pior inferno do que isto.

Você tomou as decisões erradas, perseguiu objetivos equivocados, optou por becos sem saída.

Erik Erikson, no livro que já citei, fala desta última fase da vida, que ele chama de Serenidade ou Desespero.

Aos 60 anos você olha para o seu passado, e somando os prós e os contra chega a conclusão que a vida foi bem vivida, você fez basicamente o que queria, conseguiu na medida do possível o que desejava.

Mas nem todos chegam a esta conclusão.

Daí vem o desespero, o julgamento final negativo e sem tempo para mudar o rumo.

Muitos pais já sabem que o julgamento final de suas vidas depende do sucesso de seus filhos.

Com o aumento da longevidade do ser humano, lamento dizer que o julgamento final passará a ser ainda mais devastador e complicado.

Você se julgará pelo sucesso não de seus filhos, mas de seus netos.

E a única coisa que você passará aos seus netos são os valores que você passará para os seus filhos e que eles absorverão como seus.

Estes valores são complicados hoje em dia, porque passamos a ser uma sociedade sem valores, uma sociedade até contra os valores considerados hoje tradicionais ou pequenos.

Valores vindos dos próprios pais significam os preceitos e regras que ao longo dos milênios se provaram acertados para que no fim da vida você possa julgá-la positivamente.

Algo Para Se Pensar.

 

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