RESPONSABILIDADE SOCIAL - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/comunitarismo/responsabilidade-social/ Blog para se Pensar Sat, 29 Jan 2022 15:12:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 https://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2021/06/stephenkanitz-favicon-150x150.png RESPONSABILIDADE SOCIAL - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/comunitarismo/responsabilidade-social/ 32 32 O Que Faz a Nossa Elite Intelectual? https://blog.kanitz.com.br/nossa-elite-intelectual/ https://blog.kanitz.com.br/nossa-elite-intelectual/#comments Tue, 26 Oct 2021 11:00:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=28906 Estou reproduzindo a única página da Folha de São Paulo que não mencionava algum tipo de Fora Bolsonaro. “1 em cada 7 bebês nascem de mães adolescentes.” Esse é um problema gravíssimo que ocorre há tempos no Brasil, e é levantado por Luciana Temer, sim, filha do ex-presidente, uma advogada e não por um jornalista […]

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Estou reproduzindo a única página da Folha de São Paulo que não mencionava algum tipo de Fora Bolsonaro.

“1 em cada 7 bebês nascem de mães adolescentes.”

Esse é um problema gravíssimo que ocorre há tempos no Brasil, e é levantado por Luciana Temer, sim, filha do ex-presidente, uma advogada e não por um jornalista ou uma sexóloga.

Ela é diretora de um dos poucos Think Tanks que estuda esse assunto e desenvolve políticas de combate.

Chama-se Instituto Liberta e tem como um dos doadores Elie Horn, que se comoveu ao comprar um prédio velho, infestado de prostíbulos de adolescentes.

Ele até me procurou oferecendo recursos para eu criar o Liberta, mas declinei porque achava que seria melhor ser liderado por uma mulher.

1 em 7 dos bebês é uma tragédia não somente para a mãe como para o bebê.

Nasce pobre, sem pai, e a rigor sem uma mãe capaz de assumir responsabilidades.

Essa criança não terá os estímulos necessários, terá um QI abaixo da média, traumas de abandono, depressão e assim por diante.

Lamentavelmente nossa esquerda está mais interessada em dar absorventes femininos, do que nesse sério problema da gravidez precoce, que afetará 3 gerações: mãe, filho e neto.

A esquerda brasileira surgiu de um movimento sindicalista mais interessado em trabalhadores empregados, chão de fábrica, que ganhavam pouco. Ou, em inflar o Estado ao máximo com funcionários.

Os invisíveis, os sem carteira assinada, só são mencionados em campanhas eleitorais.

Parabéns, Luciana Temer.

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Você é Realmente Útil? https://blog.kanitz.com.br/voce-e-realmente-util/ https://blog.kanitz.com.br/voce-e-realmente-util/#comments Sat, 22 Aug 2020 10:03:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=26845 Você já se fez essa importante pergunta existencial? Quantos responderam afirmativamente? “Sou realmente útil.” Com convicção. Eu fazia essa pergunta aos meus alunos da USP. Especialmente àqueles que faltavam sistematicamente nas aulas, para aqueles que não prestavam atenção, para aqueles que viviam no centro acadêmico fazendo política estudantil. Como tantos políticos de hoje fizeram em […]

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Você já se fez essa importante pergunta existencial?

Quantos responderam afirmativamente?

“Sou realmente útil.”

Com convicção.

Eu fazia essa pergunta aos meus alunos da USP.

Especialmente àqueles que faltavam sistematicamente nas aulas, para aqueles que não prestavam atenção, para aqueles que viviam no centro acadêmico fazendo política estudantil.

Como tantos políticos de hoje fizeram em vez de estudar.

Ou àqueles que eram ricos filhinhos de papai cursando uma Universidade Estatizada que bem que poderiam pagar dos próprios bolsos.

Minha preocupação era que talvez meus alunos estivessem fazendo algo muito mais útil do que aprender contabilidade, e eu queria saber o que era.

Para minha surpresa, a maioria nem entendia a pergunta.

Não sabiam exatamente o que era ser “útil”.

Nunca arrumaram suas próprias camas, nunca entregaram jornal, nunca foram voluntários em instituições de caridade.

Sabiam ainda menos o que era ser “realmente útil”.

Nossos professores sequer ensinam mais esse conceito considerado “conservador” demais para os dias de hoje.

Ser útil, ter uma boa reputação social, ser confiável, ter orgulho daquilo que faz, não são mais valores ensinados nas escolas, só nas assembleias evangélicas e católicas.

Produzir bens e serviços que as pessoas realmente precisam e querem é ser realmente útil, mas poucos ensinam ou percebem isso.

Ser um simples padeiro, sapateiro, taxista é ser muito mais útil do que um revolucionário teórico ou filhinho de papai paquerando as coleguinhas.

Twittar memes de ódio uns contra os outros não é ser útil, muito menos postar o 3.000 milésimo comentário, que é o ápice da inutilidade.

Esses jovens de direita e de esquerda estão vergonhosamente extraindo comida e dinheiro dos seus pais, tirando uma vaga na escola sem nada fazer em troca.

Em vez de estudarem algo útil para o futuro.

Pagar sua própria faculdade, entregando jornal de porta em porta ou trabalhando aos sábados e domingos no McDonald’s, nem pensar.

Esses jovens estão literalmente “extraindo mais valia” de trabalhadores metalúrgicos da periferia.

Que pagam ICMS sobre tudo que compram, 10% dos quais vão para a USP e Unicamp, para sustentar esses alunos e os professores que lhes ensinam.

Quantos intelectuais, funcionários públicos, jornalistas e blogueiros como eu, se “acham” úteis e nem percebem que não são?

Nossos problemas estão somente aumentando, não vejo boas soluções.

Por isso criei 20 anos atrás o site www.voluntarios.com.br para que jovens de 16 a 25 anos pudessem começar a vida sendo realmente úteis.

Ajudando os mais necessitados, a nada menos que 2.000 metros de onde moram.

Vocês conhecem as entidades beneficentes que existem nos seus bairros?

Ainda não? Então, entrem no site já.

Se vocês são um desses inúteis, perdidos no mundo e procurando um significado na vida, cadastrem-se no site.

Dependendo dos seus currículos serão chamados para serem verdadeiramente úteis, ajudando os outros.

Divulguem esse site que eu mantenho até hoje sozinho, com recursos meus, porque nem a direita nem a esquerda se interessam em ampliar e ajudar os jovens as serem úteis.

E que nenhum jornalista, blogueiro ou intelectual da USP jamais divulgou nesses 20 anos que o site existe.

Mas vocês, caro leitores, não precisam ser assim.

Se são de “humanas”, se querem realmente ser úteis para a sociedade pela primeira vez, cadastrem-se.

E torçam para que seus currículos mostrem que vocês têm algo de fato útil para oferecer para a sociedade.

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Precisamos Repensar Nosso Sistema de Saúde https://blog.kanitz.com.br/sistema-de-saude/ https://blog.kanitz.com.br/sistema-de-saude/#comments Tue, 26 May 2020 13:00:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=26657 O Brasil tem três sistemas de saúde, mas você só é informado de dois. Segundo a imprensa, esse terceiro sistema sequer existe. Um é o sistema estatizado, precário, que paga mal, atende mal e onde os funcionários são desmotivados. Desmotivados porque ganham mal, não há promoções por mérito ou caixinha de clientes satisfeitos. No sistema […]

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O Brasil tem três sistemas de saúde, mas você só é informado de dois. Segundo a imprensa, esse terceiro sistema sequer existe.

Um é o sistema estatizado, precário, que paga mal, atende mal e onde os funcionários são desmotivados.

Desmotivados porque ganham mal, não há promoções por mérito ou caixinha de clientes satisfeitos.

No sistema estatizado, todos nós pagamos antes. Muitos anos antes, dos 20 aos 60 anos quando temos saúde.

Os economistas estatizantes de sempre torram esse dinheiro também antes, e daí não sobra dinheiro para nos atender na velhice, e aí sequestram leitos via o Supremo.

O segundo é o sistema de livre mercado, eficiente porque existe concorrência entre hospitais e médicos, que a imprensa chama de privado, mas é o mais público e democrático de todos.

E, muito mais barato devido à essa mesma eficiência.

O mais importante é que ele é pago somente após o serviço prestado, não antes via impostos como no SUS.

E só se for bem prestado, senão vai para Justiça. O que nem adianta fazer num SUS atuarialmente quebrado que está, mas isso é escondido do público, como na China.

O maior problema do sistema de mercado é que os mais pobres, expropriados que foram via impostos, não têm como pagar mais um sistema adicional.

Seriam obrigados a pagar duas vezes pelo mesmo serviço.

O dinheiro para a sua saúde na velhice já foi cobrado pelos economistas estatizantes com impostos bem antes da doença.

Um Prevent Senior custa R$ 480,00, que é quanto alguém com salário mínimo paga de impostos, e é cobrado somente após os 50 anos de idade.

No sistema de livre mercado o pobre poderia ter R$ 480,00 a mais por mês, e poupar para a velhice.

Mas existe uma terceira plataforma de saúde, a adotada pela ideologia do Comunitarismo nem de Direita nem de Esquerda.

Vocês dois que ficam digladiando-se e insultando-se todo dia, deveriam apoiar essa opção meio termo, que muitos iriam aceitar, se brigassem menos entre si.

A cidade de São Paulo tem dezenas de Hospitais Comunitários.

São custeados pelas suas comunidades, cuidam desde do mais pobre até o mais rico da comunidade.

Todos sem fins lucrativos, mas muito bem administrados e equipados.

Falo do Sírio Libanês, que todos os Ministros e Presidentes preferem ao SUS, e que é mantido pela comunidade árabe.

Falo do Oswaldo Cruz, mantido pela comunidade alemã.

Falo da Beneficência Portuguesa, mantida pela comunidade portuguesa.

Falo do Hospital Albert Einstein, mantido pela comunidade judaica.

Falo da Beneficência Nipo-Brasileira mantida pela comunidade japonesa.

Além do Cruz Azul, Santa Marcelina, Edmundo Vasconcelos, Sepaco.

Todos mantidos pelas suas comunidades, notadamente os mais ricos que têm orgulho e interesse em fazê-lo, mostram que deram certo apesar de terem vindo pobres.

Em troca de uma polpuda doação ao hospital, eles terão seus nomes na parede, e mais importante ainda um tratamento especial na hora que ficarem doentes.

É um acordo mais ou menos aceito, que os grandes doadores sempre terão um leito no hospital.

E que os hospitais comunitários sempre terão dinheiro, o que para a Esquerda é um privilégio a ser denunciado, mas para o comunitarismo um ganha-ganha.

Umas das melhores formas de distribuição da renda, dos mais ricos para os que mais precisam, e na hora certa.

Nessa hora rico não sonega, comparece.

É uma forma correta de distribuição de renda e leitos.

O leito fica preferencialmente à disposição do doador, que aliás o pagou, mas na sua ausência os pobres terão o leito, a UTI e os equipamentos de graça.

E quando esses ricos morrem depois de uns 20 anos, esse acordo tácito cessa, e o leito vira definitivamente da sociedade.

O STF quer acabar com isso.

Quer implantar a fila única, onde rico não pode “furar fila” e usar o leito que ele próprio doou ou pagou.

Isso porque no sistema SUS, depois de 20 anos o hospital é desativado por falta de verba para os médicos e enfermeiras.

Vocês de Esquerda e Direita, que se odeiam, pensem em acabar com essa guerra de ódio e lutem juntos pelo Comunitarismo.

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O Importante é Começar https://blog.kanitz.com.br/o-importante-e-comecar/ https://blog.kanitz.com.br/o-importante-e-comecar/#respond Tue, 29 Jan 2019 13:09:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29015 Uma sociedade somente será de fato cidadã se seus participantes forem atuantes na área social. Um dos conceitos que os governos brasileiros abraçaram com vigor no passado foi a ideia de que a responsabilidade social era exclusiva do Estado e do governo. Chegamos a adotar a frase “Tudo pelo Social” como a única função relevante […]

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Uma sociedade somente será de fato cidadã se seus participantes forem atuantes na área social.

Um dos conceitos que os governos brasileiros abraçaram com vigor no passado foi a ideia de que a responsabilidade social era exclusiva do Estado e do governo. Chegamos a adotar a frase “Tudo pelo Social” como a única função relevante do Estado, dando início ao processo de privatizações em todas as demais áreas de atuação do Estado, não-essenciais a essa função.

Desde então, como consequência, aumentaram-se drasticamente os impostos. Mas, apesar de pagarmos 15% de imposto de renda, 28% de INSS, 8% de FGTS, 21% de ICMS, 11% de IPI e mais 38 impostos, totalizando quase metade de nossos salários, nunca este país teve tanta exclusão e tantos problemas sociais como agora. Por isso, de alguns anos para cá tem crescido um movimento que acredita que talvez fosse melhor se a sociedade e a comunidade cuidassem da área social, diante da incapacidade do Estado de resolver essas pendências.

Cresce a cada dia o número de ONGs que advogam que a responsabilidade social é das empresas e não do Estado, e nunca se viram tantas atividades e resultados nesse setor como ultimamente, a ponto de estarmos publicando pela primeira vez uma edição especial da revista Veja dedicada à filantropia.

Cresce também a noção de que a responsabilidade social no fundo é do ser humano, do indivíduo, por meio do trabalho voluntário, da Filantropia, das fundações criadas por acionistas das grandes empresas. E é benéfico para todos que sejam assim. Uma sociedade somente será cidadã se seus participantes forem atuantes na área social de forma mais proativa do que simplesmente como contribuintes. Pagar os impostos sociais para o governo é um modo cômodo de não-envolvimento. Quando o indivíduo faz uma doação, ele descobre que a filantropia é um prazer e não somente uma obrigação. Se você nunca sentiu esse raro prazer, comece a descobrir as inúmeras formas de fazê-lo crescer. Se você é advogado, engenheiro, administrador ou um craque em recursos humanos, marketing ou nutricionismo, você pode se cadastrar em alguma instituição que precise de sua competência ou descobrir – no site www.filantropia.org, por exemplo- de quais profissionais algumas entidades estão precisando hoje mesmo. Se você nunca doou um tostão a uma sociedade beneficente, comece já com um donativo, por menor que seja. Faz parte do processo de aprendizagem. As estatísticas mostram que filantropia segue o ciclo de vida:

  • Quando jovem se é voluntário.
  • No início da carreira, o tempo escasseia, o dinheiro é curto e não se faz mais nada para o social.
  • Com a primeira promoção, começa o primeiro donativo, ainda pequeno, para a entidade do qual você deixou de ser voluntário.
  • As doações aumentam com os bônus e a ascensão na carreira.
  • Com a aposentadoria, volta-se ao trabalho voluntário, com mais responsabilidades.
  • Com a morte, vem a maior parte dos donativos, entre 5% e 10% do patrimônio como herança.

Nem todos entram na etapa 1 do ciclo de vida, mas o importante é começar.

Artigo Publicado na Revista Veja – Edição Especial: Guia Para fazer o bem. São Paulo: Editora Abril, ano 34, n. 51, p. 23, 2001

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A Procura de Mais João Dorias https://blog.kanitz.com.br/procura-joao-doria/ Thu, 16 Mar 2017 12:52:00 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=21689   João Doria já revolucionou o Brasil. Todos os Partidos Políticos do Brasil estão desesperadamente procurando “alguém como o João Doria”. Finalmente a ficha caiu, e estão à procura daquilo que sempre apontei como a solução para a crise política e econômica do Brasil. Estão desesperadamente à procura de gestores, administradores, gente que sabe fazer […]

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João Doria já revolucionou o Brasil.

Todos os Partidos Políticos do Brasil estão desesperadamente procurando “alguém como o João Doria”.

Finalmente a ficha caiu, e estão à procura daquilo que sempre apontei como a solução para a crise política e econômica do Brasil.

Estão desesperadamente à procura de gestores, administradores, gente que sabe fazer acontecer, em vez de ficarmos sempre nas promessas políticas e econômicas nunca realizadas.

Nossos partidos políticos estão finalmente descartando seus economistas de sempre, e procurando administradores competentes, os Dorias 2, 3, 4 e 5.

Já recebi várias consultas de caciques políticos se eu conhecia “alguém com o perfil do João Doria”.

“Sim, conheço centenas de pessoas com esse perfil, acho incrível que seu Partido só acordou agora para o óbvio.”

Existem milhares de administradores bem sucedidos, com 65 anos em média, aposentados, que sentem faltam do dia a dia, e estariam dispostos/as a serem Secretários, Ministros, Prefeitos e até Governadores.

O fenômeno Doria não motivou somente os políticos.

Somente essa semana recebi dois administradores conhecidos, excelentes gestores, que me declararam que estão pensando em se candidatar para um elevado cargo no Executivo.

Wilson Poit, secretário do João Doria, é um exemplo desses que já está contribuindo para a sociedade há anos.

Vendeu sua empresa, mas não se sentia tão velho assim para se aposentar.

Sendo já rico, Wilson Poit procurou o governo para doar.

Doar o seu tempo, porque nem dá para pagar o que o Poit realmente vale.

Não procurou o governo para roubar, como muitos ativistas de Esquerda fazem quando chegam a uma certa idade, vide a Lava Jato, depois de passarem a vida fazendo greves e política estudantil.

Parabéns, João Doria!

Você não somente mudou a cidade de São Paulo.

Você já mudou o Brasil.

 

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Sempre Leia o Original https://blog.kanitz.com.br/sempre-leia-o-original-2/ https://blog.kanitz.com.br/sempre-leia-o-original-2/#comments Tue, 31 Jan 2017 10:51:45 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=20372   Jamais  terceirize o seu cérebro para uma terceira pessoa. Seu cérebro é a parte mais importante de seu corpo. Se quiser terceirizar suas pernas indo de ônibus, tudo bem, mas nunca entregue o seu cérebro para outrem. Jamais aceite a opinião de uma pessoa que você sequer conhece pessoalmente, jamais viu, nem foto. Portanto, pare […]

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Jamais  terceirize o seu cérebro para uma terceira pessoa.

Seu cérebro é a parte mais importante de seu corpo. Se quiser terceirizar suas pernas indo de ônibus, tudo bem, mas nunca entregue o seu cérebro para outrem.

Jamais aceite a opinião de uma pessoa que você sequer conhece pessoalmente, jamais viu, nem foto. Portanto, pare de ler jornais.

Leia você mesmo o decreto lei do Trump, que está causando tanta polêmica na Esquerda americana, e tire suas próprias conclusões.

“O Secretário de Estado suspenderá o Programa de Admissão de Refugiados dos EUA (USRAP) por 120 dias.

Também suspenderá a entrada nos Estados Unidos, como imigrantes e não imigrantes, por 90 dias pessoas dos países referidos na seção 217 (a) (12) do INA.

(D) De acordo com a seção 212 (f) do INA, 8 U.S.C. 1182 (f), proclamo que a entrada de mais de 50.000 refugiados no ano fiscal de 2017 seria prejudicial para os interesses dos Estados Unidos e assim suspendo qualquer entrada por 90 dias.

(E) Não obstante a suspensão temporária imposta de acordo com a subseção (a) desta seção, os Secretários de Estado e de Segurança Interna poderão determinar admitir refugiados, caso a caso, quando a pessoa é uma minoria religiosa no seu país de nacionalidade que enfrenta perseguição.”

Para quem não sabe, o sistema de visas americanos é extremamente mal administrado, além da filas questiona-se a capacidade de realmente fazer o filtro que deveria.

Nesses 90 dias tudo será revisto.

Trump está cumprindo uma promessa de campanha, portanto não há razão para surpresa.

Não é uma Medida Ditatorial, e sim temporária, e assim que o Depto. de Visas voltar a ser mais eficiente, tudo voltará ao normal.

Mas não é isso que vocês estão lendo.

Declaro que não sou incondicionalmente a favor do Trump, sou contra quem terceiriza seu cérebro e aí acha que o maluco sou eu.

E não o contrário.

 

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Como Avaliar Uma Ong II https://blog.kanitz.com.br/como-avaliar-ong/ https://blog.kanitz.com.br/como-avaliar-ong/#comments Tue, 24 Mar 2015 15:16:30 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=6472   Uma das razões que não existe filantropia no Brasil é a falta de organismos que avaliem a capacidade administrativa e idoneidade de nossas ONGs. Maior que o medo de jogar dinheiro fora, é saber que o rico foi enganado, o que afetaria a sua reputação de empresário e empreendedor. Tentei por vários anos convencer […]

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Uma das razões que não existe filantropia no Brasil é a falta de organismos que avaliem a capacidade administrativa e idoneidade de nossas ONGs.

Maior que o medo de jogar dinheiro fora, é saber que o rico foi enganado, o que afetaria a sua reputação de empresário e empreendedor. Tentei por vários anos convencer a Editoria da Revista Exame a criar um “Melhores e Maiores” do Terceiro Setor, sem sucesso.

Por isto, larguei este projeto e fui criar o Prêmio Bem Eficiente, sem a ajuda da Abril.

Usando 42 medidas diferentes para definir a nossa equação de pontuação de caridade, mais pontos de dados usados ​​em Melhores e Maiores, que eram 6. Isto porque ONGs são muito mais difíceis de avaliar, fato que já é conhecido para a maioria dos filantropos.

Uma das razões de ser, como eu já mencionei, é a falta de métricas eficazes como os lucros ou participação de mercado quando se trata de instituições de caridade.

No entanto isso não deve impedir-nos, só faz a análise mais difícil, exigindo a identificação de proxies substitutos para variáveis ​​como eficiência e rentabilidade.

De um ponto de vista estatístico, isso só significa que a variância da nossa classificação de instituições de caridade é um pouco mais ampla do que a de empresas.

A probabilidade de uma instituição de caridade ser erroneamente classificada como AAA quando na verdade é apenas AA é maior do que quando estamos classificando dívida sênior de empresas listadas.

Tivemos de usar medidas mais indiretas, como a periodicidade das reuniões do conselho, por exemplo.

Sabemos que os conselhos que se reúnem todos os meses são mais eficientes que aqueles que atendem a cada seis meses, em termos de gestão.

As 42 medidas usadas pelo Prêmio Bem Eficiente são basicamente divididas em seis grandes áreas.

1. Eficácia administrativa

2. Crescimento

3. Estabilidade financeira

4. Qualidade dos controles administrativos

5. Conformidade legal

6. Reconhecimento público

Cada uma das 42 variáveis ​​ou medidas de desempenho é quantificável; não há uma única medida subjetiva no processo.

Isto é o que faz a seleção científica. Qualquer pessoa que utilizar os mesmos critérios e o mesmo conjunto de dados, obterá a mesma seleção de instituições de caridade.

Compare isso com o processo de seleção costumeiro para a premiação das ONGs.

Normalmente, 10 representantes do setor de caridade se reúnem com uma xícara de chá à tarde e selecionam 10 projetos de uma lista de candidatos submetidos não se sabe como.

Dependendo do humor dos 10 membros ao acordar de manhã, os resultados podem ser completamente diferentes.

Se os mesmos membros da comissão se reunissem novamente seis meses depois, após um ataque de amnésia, eu aposto que os resultados vão ser completamente diferentes.

Pode-se criticar os critérios utilizados, pode-se questionar que o número de variáveis ​​deve ser de 50 ou 55, mas não se pode questionar que o resultado é subjetivo.

Nós criticávamos nossos critérios a cada ano, se deveríamos excluir alguns, e incluir outros. Mas nas simulações que fazíamos, na maioria das vezes os resultados seriam os mesmos.

Nos 24 anos que conduzi “Melhores e Maiores”, nunca recebi uma acusação de favoritismo ou nepotismo, algo raro no Brasil.

Um dos tipos mais comuns de crítica era porque nós não desenvolvemos critérios específicos para alguns setores, para a saúde e educação, por exemplo.

Isto é mais difícil do que se pensa, e os resultados de muitos projetos só podem ser medidos 10 anos para a frente.

Mas no Prêmio Bem Eficiente estávamos tentando classificar diferentes instituições de caridade em campos diferentes, e isso exige denominadores comuns.

Também estes critérios de avaliação setorial específicos não são fáceis de determinar objetivamente. Ensino pode requerer um período de 30 anos de avaliação, por exemplo para ser capaz de avaliar se era de fato eficaz.

A essência da nossa avaliação é a administração, a transparência, o fluxo de informações.

A propósito, “Melhores e Maiores” e análise de ações na Bolsa seguem a mesma regra básica.

Nenhum analista de empresa americana de Wall Street dirige todos os carros da GM ou usa fraldas da Procter & Gamble, antes de emitir uma recomendação de compra.

Eles basicamente analisam a administração e a estrutura financeira dessas empresas.

O que sempre me perguntavam, até o Prêmio Bem Eficiente ser descontinuado por falta de interesse da sociedade brasileira, é se o refinamento novo ou variável nova realmente adicionaria valor ao processo.

Mais frequentemente que não, a nova classificação ou lista de instituições de caridade sai praticamente a mesma, identificando digamos 49 das originais 50 instituições de caridade premiadas.

Quando você já tem 42 variáveis, a próxima geralmente contribui muito pouco. Nós realmente poderíamos estar outorgando o Prêmio Bem Eficiente usando apenas 17 variáveis, com praticamente o mesmo grau de confiança com a utilização de 42.

Mas nós preferimos esta redundância porque estamos pisando em terreno novo.

A outra coisa que aprendemos com o Prêmio Bem Eficiente é que instituições de caridade bem administradas normalmente mantêm um padrão de excelência em tudo que fazem.

Por isto o Prêmio Bem Eficiente se tornou tão cobiçado e merecido para aqueles que o receberam e foi um marco na história da filantropia.

Pena que os patrocinadores decidiram voltar suas verbas para Responsabilidade Ecológica e Ambiental, onde o mico preto se tornou mais importante do que cegos e paraplégicos.

Vá entender!

 

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Uma Alternativa ao Keynesianismo https://blog.kanitz.com.br/keynes/ https://blog.kanitz.com.br/keynes/#comments Thu, 09 Oct 2014 14:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=218   O objetivo do Keynesianismo é maximizar o emprego, mantendo o número de desempregados ao mínimo para maximizar as chances de reeleição. Por isto, keynesianos são mais populares entre políticos populistas e demagogos do que economistas desenvolvimentistas, que pensam em crescimento de longo prazo. “No longo prazo estaremos todos mortos“, e sem cargos políticos. Keynesianismo […]

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O objetivo do Keynesianismo é maximizar o emprego, mantendo o número de desempregados ao mínimo para maximizar as chances de reeleição.

Por isto, keynesianos são mais populares entre políticos populistas e demagogos do que economistas desenvolvimentistas, que pensam em crescimento de longo prazo.

No longo prazo estaremos todos mortos“, e sem cargos políticos.

Keynesianismo é especialmente atraente para os políticos que sofrem uma recessão “capitalista” no meio de mandato.

E precisam de um “quick fix” para se reelegerem, que consiste em:

1. Imprimir moeda, como fez Bernanke na crise de 2008, e danem-se as chances de inflação a longo prazo.

2. Deficit públicos para reaquecer o consumo que irá reduzir os estoques e que por sua vez irá aumentar os pedidos dos departamentos de compras, que aumentará a produção, e que finalmente aumentará a contratação de departamento de pessoal.

O processo todo leva de quatro a cinco meses.

3. Subsídios ao setor de automóveis, imóveis e exportações.

Mas existem outras possibilidades que não são advindas do Keynesianismo.

Como esta advindo da Administração Econômica.

Estas medidas não Keynesianas mantém o emprego com efeito imediato, diretamente, na veia.

Pacto Social Pelo Emprego

A grande meta é impedir o desemprego inicial.

É mais importante reverter estas expectativas catastrofistas dos Roubinis e Krugmans da vida que adoram ficar famosos prevendo uma catástrofe.

O simples espectro de demissão, que por si só já reduz o consumo muito antes do desemprego efetivo, que o Keynesianismo tenta corrigir.

Os Roubinis e Paul Krugmans não têm o direito de ir a televisão ou jornais e expressar a sua opinião?

Não pessoal, a resposta é não.

Eles estão desrespeitando as regras por eles próprios estabelecidas.

“Peer Review”. Nenhum acadêmico pode sair prevendo catástrofe sem passar pelo crivo de seus pares.

Esta é a regra acadêmica.

Em administração isto se chama “controle de qualidade “.

O que os Roubinis, Krugmans, Afonso Pastores e Miriam Leitões estão fazendo é subverter o controle de qualidade que foi estabelecido.

Por isto eles falam tantas bobagens, ou melhor, suas bobagens saem não detectadas.

Mas voltando:

Na Administração Responsável das Nações, na eminência de uma recessão, em vez de medidas Neokeynesianas, os administradores econômicos, fariam o seguinte.

Empresas que se comprometerem, junto ao Ministério do Trabalho, a não demitir no próximo ano (ou substituir as demissões por novos empregos) terão os seguintes benefícios fiscais:

1. Isenção de Imposto de Renda sobre Lucros Reinvestidos.

Taxar lucros reinvestidos sempre foi um erro da política tributária brasileira.

Lucro distribuído sim, deve ser taxado, mas tributar lucro reinvestido é reduzir ICMS e IPI futuro, um tiro no pé.

É tirar liquidez das empresas bem sucedidas justamente no início de uma recessão, justamente as que poderiam continuar crescendo.

E pior, devido à Economia Nominalista a taxação do lucro real, dependendo da inflação, chega entre 40 a 80%.

Novamente a velha questão do Nominal x Real.

Taxar lucro reinvestido, especialmente quando as empresas param de ter crédito de bancos e não têm acesso à Bolsa de Valores, é um absurdo monumental.

Parece que ninguém nestes governos Neokeynesianos jamais trabalhou numa empresa.

Lucro reinvestido é a única fonte de financiamento de crescimento diante das crises bancárias.

Como impacto negativo para o governo ele poderá ser zero.

A tendência é de todas as empresas terem prejuízo se nada for feito.

2. Isenção de Pagamento dos 8% do FGTS.

Pagar um seguro desemprego de 8% na eminência de desemprego é uma enorme contradição Neokeynesiana.

Tirar 8% da demanda por bens em consumo, para poupança adicional, na véspera de uma recessão é crime.

Trabalhadores receberiam “na veia” 8% de aumento no salário, incentivando o consumo, sem diminuir o estoque de FGTS se a recessão de fato ocorrer.

3. Isenção do Imposto de Renda de Aplicações Financeiras na Pessoa Jurídica.

Nosso código tributário taxa aplicações financeiras na pessoa jurídica a 32%, e na pessoa física 20%.

Este procedimento quase que obriga a descapitalização da empresa, onde os donos distribuem as reservas da empresa para a pessoa física para aplicar numa tributação mais reduzida.

É um absurdo que economistas neokeynesianos nunca protestaram esta diferenciação tributária de um mesmíssimo fato gerador.

Empreendedores são praticamente obrigados a descapitalizar a empresa devido ao espírito animal de nossos governantes.

E numa recessão efetiva, o que é absolutamente compreensível, relutam capitalizar a empresa no meio da crise, ou por pressão da família, esposa especialmente.

Por isto nossas empresas demitem, por não terem reservas financeiras necessárias para sustentar quatro meses de uma folha de pagamento.

Pior, demissão significa dizer ao funcionário: “Use você suas reservas para sobreviver, depois da crise o contratamos”.

Mas quem impossibilitou o acúmulo de reservas na empresa foi nosso próprio governo, tipicamente Keynesiano.

Além do mais, taxar em 64% o juro real de aplicações financeiras, se considerarmos a real tributação do juro real, é desestimular qualquer tentativa de ser prudente e poupar para os anos de vacas magras.

4. Isenção do Imposto de Renda nos Ganhos de Capital na Bolsa de Valores.

Taxamos os ganhos de capital em torno de 30% dependendo da inflação.

E quase todas as recessões de 1929 para cá foram antecedidas por uma crise na bolsa, com todo mundo vendendo depois de uma alta, ou até bolha especulativa.

Aqueles que vendem com lucro são obrigados a pagar 30% para o governo do ganho.

Olha agora o que acontece, e que nenhum economista especialista em 1929, jamais percebeu.

Dois dias depois, mesmo que estes “especuladores” perceberem o sério, e se arrependerem de ter entrado em pânico, eles não têm mais condições de recomprar as ações vendidas.

Não há como o sistema entrar de novo em equilíbrio.

O governo levou 10 a 15% em média da liquidez embora, pela ganância do Estado.

Ou seja, quem vende US$ 1 bilhão, não tem o equivalente US$ 1 bilhão para recomprar as ações de volta, mesmo se houver arrependimento de ter sido contaminado pelo pânico dos Krugmans e Roubinis.

O que precipita uma queda livre na Bolsa.

Gerando mais pânico e mais vendas.

Parece ser um favorecimento aos “capitalistas”, mas na realidade imposto sempre deveria ser sobre o consumo dos “capitalistas” e não quando eles simplesmente reinvestem o lucro de suas aplicações em prol de empresas que empregam e pagam impostos.

Pior, governos passados lutaram e conseguiram isenção para capitalistas estrangeiros que irão consumir nos seus países, e mantêm a taxação para a classe média poupadora brasileira, que paga duas vezes.

Por isto, 70% da Bolsa é de estrangeiros, gerando estas flutuações de câmbio e Bolsa.

5. Permitir ao trabalhador brasileiro receber entre 15 a 20% dos 28% de contribuições previdenciárias, pelo número de meses que a crise durar, em troca do postergamento de sua aposentadoria pelos mesmos meses correspondentes.

Não faz sentido poupar para uma aposentadoria daqui a 30 anos quando se está no meio de numa enorme crise momentânea.

Poupar 28% do salário no meio de uma recessão é uma irresponsabilidade dos neokeynesianos, por mais sensata que seja a ideia de poupar para a velhice.

Como este assunto é polêmico quanto ao que de fato os 28% financiam, coloquei 15 a 20% como aproximação.

Considerações Finais

Bancos não emprestam para quem será despedido.

O sucesso do crédito consignado para aposentados tem por base o fato que aposentado tem renda garantida pelo governo.

É esta garantia que queremos replicar para o setor produtivo.

As empresas que assinarem este pacto terão vantagens fiscais, economizarão custos de demissão que no Brasil são elevados, e permitirão seus funcionários a obter crédito a juros mais baratos, sem risco.

As empresas, que se comprometerem a não despedir, assinariam protocolo na internet no Ministério do Trabalho.

As outras medidas que sugeri independe de acordo empresarial.

 

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O Brasil foi reconhecido como o país líder no movimento Administração Socialmente Responsável por ninguém mais que um dos líderes do movimento nos Estados Unidos, James Hunter.

James Hunter é autor dos livros “Como se Tornar um Líder Servidor” e “O Monge e o Executivo”.

Administração Socialmente Responsável é um movimento criado pelos professores de esquerda de Harvard, no intuito de tornar o capitalismo mais humano, mais servidor dos interesses difusos das organizações.

Provavelmente você já ouviu o termo Stakeholder, criado por este movimento, que prega que funcionários, fornecedores, governos e comunidade também “investem” na empresa, e precisam ser ouvidos e servidos tanto quando os “investidores” capitalistas.

James Hunter, reconhecendo esta liderança, decidiu lançar primeiro em português o seu novo livro, já que 80% dos seus livros anteriores foram vendidos aqui.

Em entrevista ao Valor, James Hunter afirma que “80% dos meus cinco milhões de livros foram vendidos no Brasil”.

Ele lança seu próximo livro “De Volta ao Mosteiro”, em português, com tiragem inicial de 150.000, repito 150.000, e segundo Hunter “em inglês vem depois”.

Eu fico extremamente feliz com este reconhecimento, porque eu, Henrique Meirelles, Fábio Barbosa, Oded Grajew e Helio Mattar por 30 anos lutamos para divulgar os conceitos de Administração Socialmente Responsável.

Este reconhecimento público nos lava a alma.

Não foi uma luta fácil, e infelizmente não terminará aqui.

A visão dos políticos de esquerda deste país é que só o economista (neokeynesiano e neodesenvolvimentista) salvará o capitalismo de si mesmo.

Esta visão é hegemônica entre economistas desde Dilma, Aécio Neves, Eduardo Campos, Guido Mantega, Delfim Netto e Luiz Gonzaga Beluzzo.

São eles que salvarão o capitalismo através de agências reguladoras, políticas desenvolvimentistas, neokeynesianas, via intervenções “macro prudenciais”.

Obviamente não deu nada certo.

Não estamos desenvolvendo. Eles não estão salvando, mas sim destruindo o que sobrou do capitalismo democrático neste país, se associando ao que há de mais podre no capitalismo, os empresários oportunistas.

Hoje, a indústria “capitalista” representa somente 17% do PIB brasileiro. 54% é governo e assistencialismo, agricultura e serviços com pouco capital.

A Administração Socialmente Responsável pretende salvar o capitalismo dos capitalistas, substituindo os capitalistas que só pensam no stockholder por administradores treinados com forte componente ético, a servir os stakeholders.

O executivo servidor.

Já convencemos o jovem brasileiro.

Só falta convencer o resto da nação e esperar oito anos até que a velha geração se desencante com os discursos de Delfim Netto, Beluzzo, Aloísio Mercadante, Paulo Rabelo de Castro, Guido Mantega, Sérgio Gabrielli, Fernando Haddad, Eduardo Suplicy e Maria Conceição Tavares.

Se você acha que de fato só o economista poderá salvar o que resta do Brasil produtivo, vote na  Dilma, no Aécio ou no Eduardo Campos, todos economistas prestes a nos salvar.

Se você acha que a administração precisa ser socialmente responsável, inclusive a administração pública, vote em algo novo.

Siga o site novo.org.br, o Partido Novo, o Novo Partido.

Um Partido Socialmente Responsável.

Algo Para Se Pensar.

 

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