PSICOLOGIA EVOLUTIVA - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/comunitarismo/psicologia-evolutiva/ Blog para se Pensar Fri, 06 Aug 2021 20:54:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 https://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2021/06/stephenkanitz-favicon-150x150.png PSICOLOGIA EVOLUTIVA - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/comunitarismo/psicologia-evolutiva/ 32 32 A Segunda Onda e o Sucesso Reprodutivo https://blog.kanitz.com.br/segunda-onda/ https://blog.kanitz.com.br/segunda-onda/#comments Sat, 05 Dec 2020 10:05:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=26961 É relativamente mais fácil para nós, casados e aposentados, nos resignarmos que nessa segunda onda do Covid teremos de ficar mais seis meses em casa e distantes de aglomerações. Mas pensem do lado da rapaziada, descrita pela imprensa como irresponsáveis e que banalizam o perigo. Psicologia Evolutiva possui um termo Sucesso Reprodutivo, um dos objetivos […]

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É relativamente mais fácil para nós, casados e aposentados, nos resignarmos que nessa segunda onda do Covid teremos de ficar mais seis meses em casa e distantes de aglomerações.

Mas pensem do lado da rapaziada, descrita pela imprensa como irresponsáveis e que banalizam o perigo.

Psicologia Evolutiva possui um termo Sucesso Reprodutivo, um dos objetivos primordiais de cada indivíduo de uma espécie.

Se não forem bem sucedidos nessa etapa da vida, toda a sequência de transmissão de genes se torna perdida.

Por isso, para uma moça de 32 e todos os jovens confinados há mais de sete meses, esperar mais seis meses pode ser uma sentença de morte reprodutiva.

Portanto, faz muito sentido os jovens se arriscarem, diante da alternativa.

A solução não é proibi-los, a solução é achar meios para que os jovens possam se encontrar aleatoriamente, sem risco.

Já há muitos imunizados por exemplo, que podem se encontrar sem susto ou sem risco de contaminar.

Há formas de fazer zoom’s com 40 casais aleatórios, não sou especialista nessa área, mas a solução é criatividade e não confinamento.

Só estou alertando que os jovens não estão sendo irresponsáveis na sua intenção, estão achando que os riscos são menores que a recompensa.

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Jordan Peterson https://blog.kanitz.com.br/jordan-peterson/ https://blog.kanitz.com.br/jordan-peterson/#comments Sat, 07 Nov 2020 10:05:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=26936 Sem dúvida Peterson é meu guru número 1, uma pessoa brilhante, e que já tem esse livro traduzido para o português. Eu o considero o mais importante filósofo da atualidade, que domina importantes ciências novas, como por exemplo psicologia evolutiva ou biologia evolutiva, que eu estudo há 20 anos. Mas ele também tem experiência clínica, […]

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Sem dúvida Peterson é meu guru número 1, uma pessoa brilhante, e que já tem esse livro traduzido para o português.

Eu o considero o mais importante filósofo da atualidade, que domina importantes ciências novas, como por exemplo psicologia evolutiva ou biologia evolutiva, que eu estudo há 20 anos.

Mas ele também tem experiência clínica, é consultor de empresas na área de pessoal, conhece profundamente a essência da administração.

Fiquei sabendo que está atualmente dublando seus vídeos para o português e espanhol, e isso é uma boa notícia.

Recomendo todos os seus vídeos, são mais de 150, e se você começar por um dos mais fraquinhos, não desista.

Ele tem um recado para os jovens brasileiros, desiludidos e perdidos que estão, importante.

Claro que ele é meu guru porque compartilha com muitas das coisas em que eu também acredito, mas ele é bem mais capacitado do que eu.

Sigam-no, vale a pena.

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Predadores Versus Produtores https://blog.kanitz.com.br/predadores-versus-produtores/ Tue, 28 Nov 2017 17:09:28 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=24236   Existem duas espécies humanas no mundo convivendo lado a lado, e não uma somente, o Sapiens, como Yuval Harari acredita, no livro de mesmo nome. Historiadores ainda não perceberam que é essa coexistência que explica 90% dos conflitos históricos humanos. A luta de classes não é entre ricos e pobres, como afirma Marx. E […]

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Existem duas espécies humanas no mundo convivendo lado a lado, e não uma somente, o Sapiens, como Yuval Harari acredita, no livro de mesmo nome.

Historiadores ainda não perceberam que é essa coexistência que explica 90% dos conflitos históricos humanos.

A luta de classes não é entre ricos e pobres, como afirma Marx.

E sim entre duas espécies, o Homo Predadoris e Homo Produtoris, como sugere Kanitz.

Essas duas espécies são geneticamente determinadas, por isso é impossível convencer uma espécie a mudar de lado.

Nem percam seu tempo.

Os “Homo Predadoris” são aqueles descendentes dos caçadores coletadores, povos nômades que abocanhavam tudo grátis, como era no Paraíso.

Andam e agem sempre em grupos, e não acumulam bens materiais. Eles não querem ter teto, muito menos terras, só querem dinheiro.

Esses predadores acreditam na “a união faz a força”.

São geralmente polígamos, do tipo “ame-a e deixe-a”, ala José Dirceu e Bill Clinton.

Acham que o Estado deveria cuidar dos seus filhos, sempre grátis, saúde, merenda, educação, etc, etc.

São violentos e bélicos, que aprenderam da época que caçavam animais, especialmente mamutes.

Os “Homo Produtoris“, por sua vez, são aqueles descendentes dos primeiros agricultores, aqueles que extraíam comida do seu próprio esforço e trabalho.

São monogâmicos, pacíficos, comunitários, e jamais invadem a propriedade dos outros.

Só se preocupam com armas para defender a propriedade que lhes possibilitam extrair comida.

Acreditam em poupança e em deixar uma herança, a terra cultivada para seus descendentes.

Quando os nômades “Homo Predatoris” dizimaram todos os mamutes, ou seja, saíram do “Paraíso”, passaram a ter fome.

E usaram seus dotes para tomar pela força ou impostos, os estoques de comida criados pelos Produtores.

“Vocês produziram um excedente, produziram muito mais do que consomem.”

“Portanto, estes estoques de comida pertencem ao Social, aos necessitados que somos nós.”

“Nada disso. Estes estoques de comida são reservas para os anos de recessão, vocês é que vivem de dívidas públicas.”

“E pior, como vocês nunca plantaram algo na vida, nem sabem que estes estoques são as sementes necessárias para os próximos plantios.”

A história do mundo é a história de como os Homo Predatoris querem escravizar os Homo Produtoris.

Via a “democracia da maioria”, do Estado Forte, dos impostos, dos tributos, das taxas, das licenças para trabalhar, do bônus de antecipação, do imposto sobre herança e causa mortis.

Em 2018 iremos mais uma vez enfrentar essa disputa entre essas duas espécies.

 

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Entenda o Sacrifício de Isaque https://blog.kanitz.com.br/entenda-o-sacrificio-de-isaque/ https://blog.kanitz.com.br/entenda-o-sacrificio-de-isaque/#comments Sun, 17 Jan 2016 19:34:47 +0000 http:/eike-batista/data%3aimage/gif%3bbase64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw%3d%3d/2009/10/para-que-serve-uma-associacao-de-exalunos/rss.xml/category/educacao   Tempo de leitura: 70 segundos   Algo que sempre me intrigou na história antiga e na Bíblia, foram os rituais de sacrifício do primogênito aos Deuses, como o caso de Abraão. Como poderia uma religião aceitar o sacrifício de primogênitos, que de fato existia na época? Como Deus poderia sequer sugerir o sacrifício do […]

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Tempo de leitura: 70 segundos

 

Algo que sempre me intrigou na história antiga e na Bíblia, foram os rituais de sacrifício do primogênito aos Deuses, como o caso de Abraão. Como poderia uma religião aceitar o sacrifício de primogênitos, que de fato existia na época?

Como Deus poderia sequer sugerir o sacrifício do primogênito, para no fim e mandar interromper o sacrifício?

Para entender tudo isto, precisamos lembrar os problemas do início da agricultura.

Naquela época a população de humanos começava a ultrapassar a capacidade do ecossistema de sustentá-los.

O chamado Paraíso onde haviam frutas, castanhas e alimentos em abundância não sustentava mais a população, e começava a surgir a luta do bem versus o mal, lutas territoriais entre seres primitivos.

Daí a descrição de Gênesis da saída do Paraíso, “semeiem e reproduzam-se”.

Gênesis conclama todos a começar a semear, ou pior, ainda a trabalhar em vez da vida mansa, o que não deve ter sido uma proposição fácil de sugerir e de ser aceita.

Mas era vital que todos acreditassem na agricultura, para a sobrevivência dos povos na terra.

Para piorar a situação, a agricultura no seu início foi um desastre. Por isto veio a necessidade de uma religião, uma fé inquestionável neste novo modo de vida, porque a tentação em desistir era grande.

Por exemplo, a vantagem da agricultura era a possibilidade de estocar nos sete anos gordos, para usar nos sete anos magros.

Só que o mesmo grão que poderia ser comido no inverno ou nestes sete anos, era o grão que seria usado como semente na safra seguinte.

Errar neste cálculo poderia ser fatal. Se faltassem grãos estocados, o povo morreria de fome. Mas se comessem o estoque de sementes futuras morreriam também, só que mais tarde.

E, de tempos em tempos, os líderes tinham uma escolha cruel a fazer.

Em invernos mais prolongados ou secas mais longas do que o planejado, ou se morria por falta de grãos ou se morria no ano seguinte por falta de semente.

O que fazer se no meio do inverno se descobrisse que iria faltar comida? Ou morria todo mundo, ou alguns teriam de se sacrificar para a sobrevivência dos demais.

Sacrifícios portanto eram parte do dia a dia, não era a coisa brutal que imaginamos hoje, mas algo necessário para a sobrevivência do grupo.

Tornar este sacrifício uma cerimônia religiosa fazia todo o sentido.

Você tem cinco filhos e dois deles precisarão ser sacrificados. Como você faria esta escolha?

Primeira escolha óbvia é manter as filhas vivas. Filhas garantem netos, duas filhas garantem o dobro de netos do que dois filhos. Então quatro filhas e um homem é bem melhor do que uma filha e quatro homens, em termos de Genética Evolutiva.

Do ponto de vista da Genética Comportamental, é totalmente contra a lógica da sobrevivência da família assassinar um filho, especialmente como oferenda sem nada receber em troca.

A tese de que Deus estava testando a obediência de Abraão não convence. Sugerir matar o filho para no final dizer, “Pare, foi só uma brincadeira de mau gosto”, não é digno de nenhum Deus, nem como brincadeira.

Daí os inúmeros tratados filosóficos para explicar o inexplicável, como de Kierkegaard a Suspensão Temporária da Ética. Uma forma de conciliar este pedido estranho de Deus.

Sabemos que o sacrifício de filhos adolescentes era uma prática comum no início da agricultura. Minha tese para esta prática um tanto bárbara é a seguinte:

Coloque-se numa pequena tribo que descobre que não tem estoque de comida suficiente, e que não haverá sementes para o próximo ano se tudo for comido.

Ou morrem todos no ano seguinte por falta de sementes ou alguém terá que se sacrificar agora (não comendo) para o bem dos outros.

Afinal, se eliminarmos dois ou três membros da família, ou do grupo, sobrará comida e sementes suficientes.

Problema cruel!

Quem você mataria?

Seus filhos homens ou suas filhas mulheres?

Ou sua esposa?

Mulher é o recurso escasso na população.

Mate todos os homens, menos um, e mesmo assim o número de netos permanecerá igual.

Mate todas as filhas, menos uma, e sua tribo será logo reduzida a zero.

Portanto, dois ou três filhos serão.

E, o primeiro candidato é justamente o jovem adolescente que está comendo por quatro pessoas com seu apetite voraz.

E aí, vem o problema daquele que não planejou corretamente os estoques.

Como dizer para a mãe que você pretende matar o Júnior, para o bem de todos.

Complicado. Melhor dizer que Deus o comandou, que Deus pediu uma oferenda, que o Júnior irá morrer para que todos os demais possam se salvar.

Vemos esta mesma analogia, quando o filho de Deus, Jesus, morre para que todos os demais possam se salvar.

Digo tudo isto somente para refrisar porque o controle de estoques se tornou uma atividade tão crucial, ao ponto de se criar a contabilidade, a escrita e os primeiros cálculos matemáticos.

Ninguém queria passar por esta situação.

Portanto, Controle de Estoques é a minha candidata para a atividade administrativa mais antiga do mundo.

Talvez, a administração seja a profissão mais antiga do mundo.

 

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Adoção Gay. Uma Adaptação Evolutiva ou Uma Reação Cultural à União Homoafetiva? https://blog.kanitz.com.br/homoafetivo/ https://blog.kanitz.com.br/homoafetivo/#comments Tue, 14 Apr 2015 16:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=318   Por que um casal heterossexual infértil gastaria US$ 40.000,00 para uma agência de adoção chinesa encontrar uma criança para adoção? Por que este casal se dispõe a quebrar leis internacionais só pelo desejo de “ter” um filho? Do ponto de vista antropológico e genético, tias e tios “inférteis” já estão adaptados para cuidar de seus sobrinhos […]

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Por que um casal heterossexual infértil gastaria US$ 40.000,00 para uma agência de adoção chinesa encontrar uma criança para adoção?

Por que este casal se dispõe a quebrar leis internacionais só pelo desejo de “ter” um filho?

Do ponto de vista antropológico e genético, tias e tios “inférteis” já estão adaptados para cuidar de seus sobrinhos e sobrinhas, com os quais compartilham 25% de seus genes.

Por que então, hoje em dia, estes casais preferem renegar os seus próprios sobrinhos e sobrinhas para cuidar de uma criança com quem não dividem nem 1% de seus alelos?

O ICED entrevistou casais que tiveram dificuldade para engravidar e 100% afirmaram ter tido pressões para terem filhos pela sociedade, amigos e parentes principalmente.

Será que esta é a razão que pressiona casais inférteis a desesperadamente adotar uma criança, para se sentirem completos como casais, para serem aceitos pela sociedade?

Obviamente é um preconceito cultural conservador que precisamos eliminar, cuidar de sobrinhos ou simplesmente não ter filhos não deveria ser considerado um estigma.

Casais inférteis não precisam “ter” filhos para se sentir “completos” diante da sociedade.

Recentemente uma reportagem sobre casamento transmitida por um destes canais a cabo, devotou metade do seu tempo para as novas formas de casamento, e em particular ao casamento gay.

A entrevistadora não conseguia esconder a sua satisfação em se mostrar progressista, moderna e não preconceituosa.

Mas uma das perguntas foi “Vocês não estão pensando em ter filhos?

O casal gay quase caiu da cadeira.

É fisicamente impossível casais gays “terem” filhos.

A jornalista “progressista” estava dando mais uma mostra de preconceito heterossexual, contra casais gays e casais inférteis, sem mostrar o menor respeito ao casal gay.

Em nenhum momento 50 anos atrás, a maioria dos casais gays pensava em ter filhos.

Eu estou convencido de que é esta pressão conservadora e religiosa que está levando os homossexuais a uma corrida de barrigas de aluguel, inseminação artificial, adoção, etc.

Cuidar de sobrinhos não seria uma função tão nobre quanto para homossexuais, o famoso tio gay?

Eles compartilham 25% dos genes com seus sobrinhos, em vez de 50%, faz tanta diferença?

O constrangimento do casal gay na TV ficou visível, nem um nem outro havia pensando no assunto, e por que deveriam?

Estavam sendo pressionados em público a “ter” filhos, da mesma forma que todo casal heterossexual que decida não ter filhos é pressionado.

Ou seja, a sociedade está dizendo aos gays que não aceita uniões homoafetivas se não houver “filhos”.

É só o que faltava.

Depois de toda a luta pelo casamento gay, os homossexuais continuam a não ser aceitos, a não ser que tenham filhos.

Em vez de lutarem na justiça para poderem “ter” filhos, a luta deveria ser outra.

A luta correta seria mostrar que casais que se amam, gays ou heterossexuais, já são completos, não precisam “ter” filhos para serem aceitos.

Especialmente num mundo superpopuloso, exigir que casais inférteis e gays reneguem os cuidados que já estariam devotando a sobrinhos e sobrinhas e ao mundo em geral, a favor de adotar filhos e comprar barrigas de aluguel, é algo para se refletir melhor.

Eu preferiria que um casal gay estivesse escrevendo isto, e não eu, porque sei que estou escrevendo em campo minado e posso não estar tratando do assunto de uma forma politicamente correta.

Não estou escrevendo contra a adoção gay.

Não estou dizendo que casais gays não devem ou não poderiam adotar crianças.

Na minha opinião, estou dizendo que não precisam, algo bem diferente.

A minha razão de estar me metendo é que eu e minha esposa fizemos parte por bom tempo do grupo “casais inférteis”, e sentimos este preconceito na pele.

Por seis anos passamos pelo “e vocês ainda não têm filhos?

Sei do constrangimento que esta apresentadora causou, que ela é um espelho de muitos outros formadores de opinião, revistas e jornais, que estão levando o seguinte recado para a nossa comunidade gay:

“Nós ainda não iremos aceitá-los, apesar de casados. Nós continuaremos o preconceito conservador e de direita de somente aceitá-los como unidos e normais, se tiverem filhos como todo heterossexual casado da sociedade.”

O mesmo preconceito que casais inférteis passam o tempo todo.

Gays estão sendo literalmente empurrados pela mídia, pela Globo, a ter filhos via barrigas de aluguel ou adoção das crianças abandonadas do mundo.

Só que a obrigação de adotar estas crianças não recai somente aos gays e aos casais inférteis.

A obrigação de adotar crianças abandonadas é de todos.

Algo para se pensar.

PS. Depois de seis anos tivemos dois filhos maravilhosos.

 

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A Verdadeira Função do Sexo https://blog.kanitz.com.br/funcao-do-sexo/ https://blog.kanitz.com.br/funcao-do-sexo/#comments Thu, 12 Jun 2014 15:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=175   Apesar de sexo ser o assunto mais comentado nas TVs e revistas para jovens casais, a maioria ainda não sabe qual é a verdadeira função do sexo. E este desconhecimento da sua verdadeira função está tornando a vida amorosa e matrimonial desta nova geração um inferno. Ninguém está satisfeito, apesar de sexo nunca antes ter […]

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Apesar de sexo ser o assunto mais comentado nas TVs e revistas para jovens casais, a maioria ainda não sabe qual é a verdadeira função do sexo.

E este desconhecimento da sua verdadeira função está tornando a vida amorosa e matrimonial desta nova geração um inferno.

Ninguém está satisfeito, apesar de sexo nunca antes ter sido tão abundante.

Escrevo isto para pais, pastores, tios e amigos, que poderão usar este artigo à vontade para orientar jovens sobre este assunto.

A primeira ideia que precisa ser descartada é a de que a função do sexo é essencialmente para a reprodução humana.

Esta definição é apropriada para animais, não para seres humanos.

Não fazemos sexo da forma “rapidinha“, tipo coelhinho, onde a fêmea sequer desfruta prazer.

Onde não existe “casamento” entre homem e mulher, onde não há filhos para se educar.

Nossa concepção de sexo é diferente. É algo que precisa ser demorado, curtido, satisfatório para ambos, homem e mulher.

Entre seres humanos, a função do sexo é manter a união, a estabilidade e a permanência do casal.

A união permanente do casal, inexistente no mundo animal, é que nos tornou humanos pela dedicação que devotamos aos filhos do casal.

Algo extremamente importante porque, entre humanos, crianças demoram 12 a 20 anos para amadurecer e precisam de no mínimo dois adultos e duas avós para dar conta do recado.

Manter um casal unido por tanto tempo como todos sabem não é fácil, nunca foi.

Por isto, a genética humana desenvolveu o prazer sexual, o orgasmo, a paixão por um único parceiro, um parceiro especial.

A função do sexo é manter o casal unido, e não a procura de parceiros diferentes ao longo da vida.

Somente um parceiro de longo prazo o levará nas alturas, saberá todos os detalhes que o levam às nuvens, e por isto você e ela voltam, para ter mais.

Homens e mulheres que não sabem a verdadeira função do sexo, se arriscam a cuidar dos filhos sozinhos.

O sexo rápido, com dezenas de parceiros em um único ano onde se usa a mentira, a sedução enganosa, o uso do corpo do parceiro e fim de papo, não é uma forma adequada para manter um casal unido.

Foi aí que Deus ou a genética inventaram o sexo por prazer.

Adão e Eva não são os primeiros seres humanos da Terra, interpretação que há muito deveríamos ter abandonado.

Adão e Eva são sim o primeiro casal na Terra, daí a sua importância. O casal que descobriu o sexo, o conhecimento sexual para se manter e procriar unidos, semeando a Terra.

Gênesis é a história do primeiro casal que descobre a maçã do conhecimento que era a verdadeira função do sexo, segredo para a monogamia e a correta dedicação a filhos.

Com a agricultura, os casamentos se tornaram finalmente monogâmicos e o homem desenvolveu hormônios especiais, a oxitocina, que ele passa para a mulher durante o sexo, mais um mecanismo para manter o casal unido.

Vários hormônios e feromônios têm a função de manter a parceira e o parceiro fiel.

Sexo não é para atrair o seu primeiro marido, algo que as revistas femininas não param de insinuar.

Sexo é para manter o seu marido para sempre.

O correto seria ensinar nossas filhas e filhos que o inteligente é cada um mostrar o melhor do seu sexo depois de ter filhos, não antes. É quando eles mais irão precisar destes dotes sexuais.

Se a função do sexo é manter o casal unido, toda esta propaganda do sexo liberado, dos novos tempos, do fim da pílula, é um equívoco.

O objetivo do sexo não é ter vários amantes ao longo da vida.

É justamente o contrário.

É o bálsamo que precisamos para ficar com o mesmo homem ranzinza e a mesma mulher chata ao longo da vida.

Por isto, sexo precisa ser tão especial.

Viver a dois por 30 anos, não é fácil.

Sexo no fundo é o chantilly, é a cereja do bolo de um casamento já consagrado e sedimentado.

Filha, sexo só depois do casamento“, é hoje um conselho de fato equivocado.

A frase correta, por absurdo que pareça, seria: “Filha, sexo só depois de ter filhos“.

Traduzindo, o conselho correto seria:

Filha, reserve o melhor do sexo para depois que você tiver filhos, mostre o melhor não antes do casamento, mas depois, pois vocês vão precisar.

Sexo humano, ao contrário do sexo animal, é um sexo fantástico, demorado, prazeroso, compartilhado, unido, que pode fazer maravilhas para apagar os dissabores do dia a dia de cuidar de filhos e viver pacificamente a dois.

Vocês não sabem o que estão perdendo.

 

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Síndrome do Líder Inseguro https://blog.kanitz.com.br/sindrome-lider-inseguro/ https://blog.kanitz.com.br/sindrome-lider-inseguro/#comments Wed, 11 Jun 2014 18:49:55 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=15127   Dilma está passando pelo que, em administração, se chama Síndrome do Líder Inseguro. Promovida para o seu nível de incompetência, numa crise a tendência de todo líder estressado é regredir até a sua zona de conforto. Nos primeiros meses de Prefeitura, Serra foi dar uma aula de Economia, Marta foi dar uma aula de Sexologia, […]

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Dilma está passando pelo que, em administração, se chama Síndrome do Líder Inseguro.

Promovida para o seu nível de incompetência, numa crise a tendência de todo líder estressado é regredir até a sua zona de conforto.

Nos primeiros meses de Prefeitura, Serra foi dar uma aula de Economia, Marta foi dar uma aula de Sexologia, áreas nas quais ambos são competentes, e isto acalma o Líder Estressado.

A guinada para a extrema esquerda da Dilma com seu Decreto 8243, deve ser vista neste contexto, e nada mais.

Uma forma dela se acalmar fazendo o que sabe fazer, voltando à sua zona de conforto e não uma tentativa de sovietização da sociedade brasileira.

Trágico é que a lei exige que a “administração pública” desorganizada passe a ouvir ONGs sociais para corrigir seus erros, e não membros dos Conselhos Regionais de Administração, os CRAs, para aprender como se faz.

Cabe agora aos Conselheiros Regionais de Administração aproveitarem a brecha da Dilma, os Institutos de Engenharia, as Empresas Juniores, os Presidentes de Centros Acadêmicos de Escolas de Administração, e mostrarem o caminho.

 

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O Poder dos Homens G https://blog.kanitz.com.br/poder-homens-alfa/ Mon, 27 May 2013 09:47:24 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/2008/12/16/o-fim-dos-homens-alfa/   A crise mundial de 2008 foi um fenômeno conhecido por zoólogos como o estouro da manada. Ela ocorre quando os machos alfa se assustam por alguma razão, seja um vulto de leão, um relâmpago ou um trovão. Sem analisar a situação por um segundo, fogem em pânico, na esperança de que comido será o […]

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A crise mundial de 2008 foi um fenômeno conhecido por zoólogos como o estouro da manada.

Ela ocorre quando os machos alfa se assustam por alguma razão, seja um vulto de leão, um relâmpago ou um trovão.

Sem analisar a situação por um segundo, fogem em pânico, na esperança de que comido será o bezerro retardatário.

As fêmeas, surpresas, fogem atrás, seguindo “o nobre exemplo” do macho alfa em disparada.

Os primeiros a sair gritando “fogo”, numa casa de espetáculos, e dizendo que “200 bancos americanos vão quebrar e o mundo vai derreter” foram os machos alfa.

O G dos G, o diretor-geral do FMI, saiu a público afirmando que as bolsas iriam derreter 20% em dois dias, algo que uma pessoa na sua posição jamais poderia dizer. Meses depois foi pego estuprando uma camareira. Tipicamente G.

Boa parte daqueles que saíram resgatando fundos de investimento foram pessoas inocentes, que confiavam nos profissionais do Fed e do FMI.

Mas, se eles mesmos estão em pânico, o pânico se espalha.

O macho alfa sobrevive usando a força bruta, e não a inteligência.

Ele quer e detém o poder.

É sedutor, aprende a falar bem, acha que sexo se consegue ou com poesia ou mentindo descaradamente.

Numa crise, são os homens tipo G os mais interessados em aparecer, tipo o publicitário Nouriel Roubini, no rádio ou na televisão, que, devido à concorrência, baixam seu padrão de seleção.

Eles tratam primeiro de salvar a própria pele.

Raramente pensam nos mais fracos, como gostam de afirmar, muito menos procuram acalmá-los.

Nenhum Homem G brasileiro saiu acalmando os investidores brasileiros ou estrangeiros, mostrando-lhes que o Brasil não tinha esse tal de “subprime“, nem “alavancagem financeira”, nem bancos com prejuízo, prestes a quebrar.

Só disseram que a crise iria piorar e atingiria o Brasil, profecia que quase se cumpriu.

Nenhum Homem G brasileiro saiu apresentando fatos concretos, informando que nossos bancos financiam governo e não imóveis, que nosso crédito ao consumidor não passa dos 36% do PIB, contra os 160% do americano, que metade dos bancos já era estatal, que o momento era para comprar ações dos alfas apavorados, e não para sair vendendo junto.

“Será pior do que 1929”, berrava o publicitário Nouriel Roubini, assunto que ele mais entende, encantado com sua súbita notoriedade, correndo de entrevista em entrevista.

“Será igual a 1929”, afirmava o outro G Paul Krugman, quando o correto teria sido o silêncio.

O desemprego nos Estados Unidos não chegará aos 24% de 1929 nem 4.000 bancos quebrarão. (texto publicado na Veja em 2008, e de fato não chegou nem perto dos 24%)

E, mesmo que 4.000 bancos quebrassem, o dinheiro hoje estava em fundos DI, e não em contas remuneradas.

Os fundos DI e de investimento estão no nome dos cotistas, e não dos bancos.

Os Homens G conseguiram, com suas previsões, provocar uma corrida aos fundos de investimento, e não aos bancos, como em 1929.

As fotos do publicitário Roubini rodeado de mulheres são sintomáticas de alguém que quer ser associado aos alfas, ao contrário das fotos de Hank Paulson e Sheila Bair, do FDIC (a agência federal de seguro de depósitos), tentando conter o estouro da manada.

Como nessas horas nossos instintos são parecidos com os dos animais, Homens Tipo G contaminam gente inocente.

O homem Tipo P e a maioria das mulheres têm coisas mais importantes a fazer no meio de uma crise, como cuidar das crianças e das finanças em perigo, do que dar entrevistas.

Não se culpe por ter se deixado levar por homens que você achou que eram mais inteligentes do que você.

A crise caminhará para o fim quando os Homens Tipo G cansarem de correr.

Na próxima crise, tenha mais cuidado com o poder de persuasão e sedução dos homens que querem aparecer.

Aplique seu dinheiro com homens ômega mais velhos, preferencialmente avós experientes, gente que não se abala com crises, pois já as viu acontecer muitas vezes.

Ignore solenemente os homens alfa, daqui por diante.

Eles são um atraso evolutivo e estão em extinção. Vire a página, mude de canal.

Ouça mais aquele homem ômega que você tem em casa, aquele que não se desesperou, correndo e berrando “fogo” numa casa de espetáculos.

Confie naquele que lhe deu apoio e proteção, naquele que se preocupa com os retardatários e que ficou ao seu lado.

Eles são os verdadeiros “machos” da história da humanidade, o resto é balela e encenação.


Originalmente publicado na Revista Veja,  novembro de 2008 

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A Importância das Avós https://blog.kanitz.com.br/avos/ https://blog.kanitz.com.br/avos/#comments Sun, 12 May 2013 12:30:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=115 Avós também são mães. Mas muitas mulheres temem ser avós, temem a menopausa. Se acham menos mulher, se acham diminuídas, se acham velhas, que perderam a sua principal importância. No Dia das Mães, dê este presente para a sua avó, leia este texto e explique algo novo que ninguém nunca contou a ela. A menopausa […]

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Avós também são mães.

Mas muitas mulheres temem ser avós, temem a menopausa.

Se acham menos mulher, se acham diminuídas, se acham velhas, que perderam a sua principal importância.

No Dia das Mães, dê este presente para a sua avó, leia este texto e explique algo novo que ninguém nunca contou a ela.

A menopausa é um período de mudanças e de reflexão.

Algumas mulheres a veem negativamente, pois ela marca o fim da capacidade de reprodução, outras a veem como uma bênção.

Na nossa cultura tradicional, o fim da maternidade é como se fosse o fim da função primordial da mulher, algo injusto e incorreto.

Até recentemente, a menopausa era considerada um paradoxo genético, por ser um gene ou conjunto de genes que reduzia o número de filhos que uma mulher poderia ter.

Uma mulher que tem seis ou sete filhos, até morrer deixará mais descendentes do que uma mulher que deixa somente cinco, devido ao fim da ovulação.

Então, porque a natureza faria algo contra tão contraproducente?

Curiosamente as primeiras mulheres a transmitir o “gene” da menopausa deixaram muito mais descendentes, algo muito intrigante.

Na realidade, a menopausa foi uma evolução positiva para a mulher e para a humanidade, porque basicamente ela tem a função de transformar uma mãe em uma avó.

A menopausa, ao contrário de ser uma falha, deveria ser considerada uma evolução importante da espécie humana, ao lado da postura ereta, do uso do polegar, do desenvolvimento da linguagem e do descobrimento do fogo.

Com o aumento do período de maturação das crianças, as mulheres passaram a ficar cada vez mais assoberbadas com cada filho adicional.

Por isso, o surgimento de uma outra mulher para ajudar a cuidar dos filhos, neste caso os netos, foi uma enorme evolução.

Mesmo que naquela época as avós morressem cedo, poucos anos após a menopausa, uma diferença de cinco anos já garantia uma vantagem genética significativa.

Essa hipótese da importância das avós, levantada por C.G. Williams em 1957, é contestada por muitos, e provavelmente nunca saberemos o que de fato ocorreu.

Uma possibilidade é que essas avós tenham passado a exercer a função de babás das crianças mais velhas, sem sair da caverna, protegendo os netos dos leões.

Os sintomas de calor que vêm com a menopausa, especialmente no sufocante continente africano, podem ter sido uma forma de obrigá-las a ficar estacionárias.

O mesmo teria ocorrido com os sintomas da osteoporose, que reduzem rapidamente a mobilidade da mulher.

Parte do nosso sucesso como humanos é devido ao surgimento das avós, ao seu carinho e dedicação altruísta ao ajudar as filhas e noras na dura tarefa de criação dos netos.

Por essa razão, mulheres que desenvolveram a menopausa tiveram mais netos do que as mulheres que reproduziram até morrer, e
netos com mais chances de sobreviver. Sem avós, eles estariam perdidos.

Muitas mulheres que se sentem desconfortáveis com a inevitabilidade da menopausa esquecem as raízes genéticas do processo e o recado que ele traz.

A menopausa é o sinal de que chegou o momento de se preparar para ser uma avó carinhosa e prestativa, como antigamente.

Homens não desenvolveram o gene da menopausa. A tão falada andropausa necessariamente não gera um avô.

Não tira a capacidade de reprodução, não os obriga a uma pausa e à reflexão.

Em vez de assumirem a função de avôs, muitos homens decidem ser pais novamente com uma nova mulher.

Perde o novo filho, que não terá um avô, muitas vezes já falecido.

Ou talvez ganhe mais um avô do que um pai, embora a maioria não aceite esta visão.

Alegam que não estão envelhecendo, nós é que vivemos com a mesma mulher.

Perdem também os netos do primeiro casamento, que não terão o avô presente como os avôs de antigamente.

Na mulher, a menopausa deixa essa questão bem clara, sem dúvidas ou interpretações.

Ela passa a ser avó, o que de fato é uma transição, mas uma transição para melhor.

Se você acha que a menopausa vai diminuí-la, que você será menos mulher, fique tranquila.

Você estará é passando para um estágio superior, você estará transcendendo.

Passará a ser uma avó, cujo surgimento foi um dos eventos mais importantes que a espécie humana produziu, e uma das razões de nosso sucesso como espécie.

Só temos a agradecer o surgimento das avós, que cuidaram de nós com carinho e dedicação, em vez de cuidar de mais uma penca de filhos próprios.

 

Publicado originalmente em 2006

 

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