Arquivos Visão do Mundo - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/tags/visao-do-mundo/ Blog para se Pensar Thu, 05 Aug 2021 17:06:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 https://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2021/06/stephenkanitz-favicon-150x150.png Arquivos Visão do Mundo - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/tags/visao-do-mundo/ 32 32 Aprenda a Observar https://blog.kanitz.com.br/observar/ https://blog.kanitz.com.br/observar/#comments Thu, 12 Sep 2013 15:08:59 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=74 Hoje nossos alunos são proibidos de observar o mundo, trancafiados que ficam numa sala de aula, estrategicamente colocada bem longe do dia-a-dia e da realidade. Nossas escolas nos obrigam a estudar mais os livros de antigamente do que a realidade que nos cerca. Observar, para muitos professores, significa ler o que os grandes intelectuais do […]

O post Aprenda a Observar apareceu primeiro em Stephen Kanitz.

]]>
Hoje nossos alunos são proibidos de observar o mundo, trancafiados que ficam numa sala de aula, estrategicamente colocada bem longe do dia-a-dia e da realidade.

Nossas escolas nos obrigam a estudar mais os livros de antigamente do que a realidade que nos cerca.

Observar, para muitos professores, significa ler o que os grandes intelectuais do passado observaram – gente como Rousseau, Platão ou Keynes.

Só que esses grandes pensadores seriam os primeiros a dizer “esqueçam tudo o que escrevi”, se estivessem vivos.

Na época não existia internet nem computadores, o mundo era totalmente diferente.

Eles ficariam chocados se soubessem que nossos alunos são impedidos de observar o mundo que os cerca e obrigados a ler teoria escrita 200 ou 2.000 anos atrás – o que leva os jovens de hoje a se sentir alienados, confusos e sem respostas coerentes para explicar a realidade.

Não que eu seja contra livros, muito pelo contrário.

Sou a favor de observar primeiro, ler depois.

Os livros, se forem bons, confirmarão o que você já suspeitava.

Ou colocarão tudo em ordem, de forma esclarecedora.

Existem livros antigos maravilhosos, com fatos que não podem ser esquecidos, mas precisam ser dosados com o aprendizado da observação.

Ensinar a observar deveria ser a tarefa número 1 da educação.

Quase metade das grandes descobertas científicas surgiu não da lógica, do raciocínio ou do uso de teoria, mas da simples observação, auxiliada talvez por novos instrumentos, como o telescópio, o microscópio, o tomógrafo, ou pelo uso de novos algoritmos matemáticos.

Se você tem dificuldade de raciocínio, talvez seja porque não aprendeu a observar direito, e seu problema nada tem a ver com sua cabeça.

Ensinar a observar não é fácil.

Primeiro você precisa eliminar os preconceitos, ou pré-conceitos, que são a carga de atitudes e visões incorretas que alguns nos ensinam e nos impedem de enxergar o verdadeiro mundo.

Há tanta coisa que é escrita hoje simplesmente para defender os interesses do autor ou grupo que dissemina essa ideia, o que é assustador. Se você quer ter uma visão independente, aprenda correndo a observar você mesmo.

Sou formado em contabilidade e administração.

A contabilidade me ensinou a observar primeiro e opinar (muito) depois.

Ensinou-me o rigor da observação, da necessidade de dados corretamente contabilizados, e também a medir resultados, a recusar achismos e opiniões pessoais.

Aprendi ainda estatística e probabilidade, o método científico de chegar a conclusões, e finalmente que nunca teremos certeza de nada. Mas aprendi muito tarde, tudo isso me deveria ter sido ensinado bem antes da faculdade.

Se eu fosse ministro da Educação, criaria um curso obrigatório de técnicas de observação, quanto mais cedo na escala educacional, melhor.

Incentivaria os alunos a estudar menos e a observar mais, e de forma correta. Um curso que apresentasse várias técnicas e treinasse os alunos a observar o mundo de diversas formas. O curso teria diariamente exercícios de observação, como:

1. Pegue uma cadeira de rodas, vá à escola com ela por uma semana e sinta como é a vida de um deficiente físico no Brasil.

2. Coloque uma venda nos olhos e vivencie o mundo como os cegos o vivenciam.

3. Escolha um vereador qualquer e observe o que ele faz ao longo de uma semana de trabalho. Observe quanto ele ganha por tudo o que faz ou não faz.

Quantas vezes não participamos de uma reunião e alguém diz “vamos parar de discutir”, no sentido de pensar e tentar “ver” o problema de outro ângulo?

Quantas vezes a gente simplesmente não “enxerga” a questão?

Se você realmente quiser ter ideias novas, ser criativo, ser inovador e ter uma opinião independente, aprimore primeiro os seus sentidos. Você estará no caminho certo para começar a pensar.


Revista Veja,  4 de agosto de 2004, página 18

O post Aprenda a Observar apareceu primeiro em Stephen Kanitz.

]]>
https://blog.kanitz.com.br/observar/feed/ 3
A Importância de Uma Visão do Futuro https://blog.kanitz.com.br/importancia-visao-futuro/ https://blog.kanitz.com.br/importancia-visao-futuro/#comments Sun, 31 Mar 2013 11:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/2012/10/31/a-importancia-de-uma-visao-do-futuro/   “Nosso maior problema como prisioneiros de guerra“, diz Viktor Frankl no seu livro “O Significado da Vida”, “era não ter uma visão de futuro“. Ao contrário de presos comuns, não havia para o prisioneiro de guerra uma data certa para a liberdade. Isto gerava consequências trágicas. Muitos prisioneiros de guerra achavam que seriam libertados antes […]

O post A Importância de Uma Visão do Futuro apareceu primeiro em Stephen Kanitz.

]]>
 

“Nosso maior problema como prisioneiros de guerra“, diz Viktor Frankl no seu livro “O Significado da Vida”, “era não ter uma visão de futuro“.

Ao contrário de presos comuns, não havia para o prisioneiro de guerra uma data certa para a liberdade.

Isto gerava consequências trágicas.

Muitos prisioneiros de guerra achavam que seriam libertados antes do Natal de 1944, porque as Forças Inglesas e Americanas já haviam desembarcado na Normandia.

Mas o Natal passou e a guerra somente acabaria em Junho de 1945.

Decepcionados e desiludidos, centenas de prisioneiros morreram logo depois do Natal, sem explicação, numa frequência duas vezes o estatisticamente normal.

Simplesmente desistiram de viver por acharem que não tinham mais futuro. Erraram por alguns meses.

Nos últimos 30 anos, nossos filhos têm sido bombardeados pelos nossos intelectuais, imprensa e professores universitários que nosso país não tem futuro.

Nos inúmeros textos escritos por intelectuais para as comemorações dos 500 anos do Descobrimento em vez de olharmos para um futuro a fazer, usaram a ocasião para mostrar que nem passado tínhamos.

Intelectuais nos lembraram que somos um país de corruptos por termos sido colonizados por desterrados e criminosos, mas nunca revelam que nossas Universidades Públicas contratam mais professores de Sociologia e Política do que professores de Auditoria e Fiscalização.

A USP tem um único professor de Auditoria e dezenas de professores de Filosofia e Sociologia, um que virou até Presidente do Brasil.

Perdemos a nossa Visão de Futuro em 1964, quando imperava que a visão de futuro era a do administrador, do advogado, do engenheiro, do empresário, do empreendedor.

Para estes, o futuro é para ser feito, com suor, lágrimas e trabalho, não simplesmente previsto com “modelos estatísticos”.

O futuro é nosso para ser criado da forma que desejamos, não “esperado” num Deus que o dará pela bola de cristal.

Mas a Revolução de 1964 colocou no poder mais de 600 acadêmicos especializados em previsões, que controlam o país até hoje.

O Japão e a Alemanha do pós guerra não pautaram sua reconstrução em previsões econométricas  porque sequer tinham mais uma economia para ser prevista.

Decidiram construir seu novo futuro ao ponto que suplantaram seus vencedores, a Inglaterra e os Estados Unidos, tal o poder desta postura perante o futuro.

Precisamos resgatar a visão de futuro dos engenheiros, dos carpinteiros, empreendedores, advogados e administradores e rejeitar de vez a visão niilista dos previsores do futuro, que preveem o futuro da volatilidade, do câmbio, do juro para poder especular, e das previsões de curto prazo que levam a nada.

Ficamos tão preocupados com as marolas que esquecemos de ver as ilhas do horizonte.

Administradores muitas vezes quebram a cara não conseguindo fazer o que pretendiam, nem sempre criam empresas de sucesso como gostariam.

Mas a favor dos administradores, eles têm o mérito de ter pelo menos tentado.

Tentado fazer, em vez de simplesmente tentado prever, sentados em cátedras acadêmicas com suas redomas de vidro.

Única forma de devolver aos nossos filhos um sentido para suas vidas é mostrar que existe uma outra visão de mundo, de ação construtiva e não de especulação que gerou a enorme crise de 2008.

Afinal, o futuro é para ser feito não para ser previsto.

O post A Importância de Uma Visão do Futuro apareceu primeiro em Stephen Kanitz.

]]>
https://blog.kanitz.com.br/importancia-visao-futuro/feed/ 7
A Decadência das Nações https://blog.kanitz.com.br/decadencia-das-nacoe/ https://blog.kanitz.com.br/decadencia-das-nacoe/#comments Thu, 19 Apr 2012 12:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/2012/04/19/argentina-depois-o-brasil-a-decadencia-das-nacoes/ Tempo de leitura: 1 minuto Sempre me impressionou, como a Argentina, segundo PIB per capita do mundo em 1900, entrou em 100 anos de decadência. O bom senso me dizia que em algum momento o país criaria vergonha e colocaria as coisas em ordem. Infelizmente, é possível entrar numa decadência eterna. Vide Portugal com 500 anos de […]

O post A Decadência das Nações apareceu primeiro em Stephen Kanitz.

]]>
Tempo de leitura: 1 minuto

Sempre me impressionou, como a Argentina, segundo PIB per capita do mundo em 1900, entrou em 100 anos de decadência.

O bom senso me dizia que em algum momento o país criaria vergonha e colocaria as coisas em ordem.

Infelizmente, é possível entrar numa decadência eterna.

Vide Portugal com 500 anos de decadência, vide a Grécia com 2000.

Vide as manifestações no Brasil em 2013.

Por que países e civilizações entram decadência constante?

Existem 50 explicações, desde aquelas formuladas por Edward Gibbon, Toynbee, Oswald Spengler, Jared Diamond, e outros.

Argumentam que foram guerras, uso intensivo de recursos, parasitismo da classe dominante, ciclo natural das coisas, velhice, e assim por diante.

A Ciência da Administração parte do pressuposto que toda civilização enfrentará problemas de todas as ordens, algumas das quais podem até gerar colapso.

Mas o cerne para impedir decadência das nações é:

1. Saber identificar corretamente os problemas a tempo,

2. Achar as soluções corretas a tempo,

3. Implantar as soluções a tempo, impedindo que problemas se acumulem.

São estas falhas que devem ser analisadas, porque nada disto ocorre neste países , algo que os historiadores ignoram.

Você percebe inclusive nestes livros dos historiadores, que os primeiros a identificar corretamente os problemas foram os próprios historiadores, 400 anos depois que eles apareceram.

Inclusive, estes historiadores se orgulham de ter identificado as causas, mas não se perguntam porque a civilização não fez o mesmo.

Para se ter uma civilização duradoura, não é necessário ter exércitos fortes, recursos naturais inesgotáveis, instituições perenes, leis obedecidas, como argumentam os historiadores.

Para se ter uma civilização duradoura é necessário:

1. Criar instituições que identifiquem os problemas (verdadeiros) de uma forma pontual.

São os contadores, os estatísticos, os geradores de informação de todos os tipos.

São os criadores de benchmarks, os planejadores estratégicos que olham 20 anos para a frente.

Civilizações que não identificam seus verdadeiros problemas a tempo irão lentamente sendo engolidas por eles.

Vide Argentina.

2. Criar Instituições interdisciplinares, compostas de todas as profissões e especialidades da civilização.

São os famosos Think Tanks criados nos Estados Unidos em 1910, como Brookings, Rand, Hughes, etc.

Supostamente serão eles que acharão as soluções (corretas) aos (verdadeiros) problemas.

Civilizações que não acham as soluções para os seus verdadeiros problemas a tempo vão ficar patinando e entrando em atrito e discussões internas, e frustração generalizada.

Vide Portugal.

Ele identifica corretamente seus problemas, nas não tem o tamanho necessário para ter Think Tanks à altura.

3. Criar instituições e uma classe profissional capaz de implantar com sucesso e rapidez as soluções corretas para os problemas verdadeiros.

O problema do Brasil, que em 1945 fecha deliberadamente as Escolas de Administração do Brasil, lei 7988 DE 1946.

Temos o IBGE, e os departamentos estatísticos dos mais variados.

Temos a FIESP e seu excelente corpo de economistas e conselheiros.

Temos os Think Tanks como o Instituto de Pesquisas Avançadas da USP, o IEDE, e outros órgãos com propostas e reformas de classe internacional. Isto nós temos.

O que não sabemos é implantar as soluções de forma correta e rápida.

Entregamos esta tarefa a amadores, aprendizes, gestores que usam gestos e dirigem com as mãos, sem conhecimento técnico e experiência anterior.

Achamos isto normal.

“Se o problema está identificado, é meio caminho andado.”

Ledo engano, é 10%.

Achada a solução, são outros 40%.

Isto faz parte da iniciativa, e a acabativa?

Portanto, não chorem pela Argentina, o Brasil pode seguir o mesmo caminho. As manifestações de 2013, onde milhares saíram às ruas, causando um estrago enorme na nossa imagem internacional, por R$ 0,20 centavos, mais 20 bilhões da copa, mais R$ 60 bilhões de corrupção, mas nada protestaram do rombo da previdência de R$ 14 trilhões. Pelo contrário, muitos saíram às ruas para por fim ao Fator Previdenciário. Estamos no mesmo caminho da Argentina, Portugal e Grécia.

E o pior, temos os administradores que precisamos, mas não apoiamos.

O post A Decadência das Nações apareceu primeiro em Stephen Kanitz.

]]>
https://blog.kanitz.com.br/decadencia-das-nacoe/feed/ 29
Queremos Ser Índios Novamente https://blog.kanitz.com.br/indio/ https://blog.kanitz.com.br/indio/#comments Mon, 17 Oct 2011 11:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/2011/10/17/queremos-ser-indios-novamente/   Antes da descoberta do Brasil, um índio que quisesse fazer uma canoa, derrubava uma árvore e no final de um mês de trabalho teria sua canoa novinha em folha. Um brasileiro que quiser uma canoa, não terá a mesma sorte. Para facilitar o raciocínio, vou supor que você esteja empregado numa indústria de canoas no Amazonas e […]

O post Queremos Ser Índios Novamente apareceu primeiro em Stephen Kanitz.

]]>
 

Antes da descoberta do Brasil, um índio que quisesse fazer uma canoa, derrubava uma árvore e no final de um mês de trabalho teria sua canoa novinha em folha.

Um brasileiro que quiser uma canoa, não terá a mesma sorte.

Para facilitar o raciocínio, vou supor que você esteja empregado numa indústria de canoas no Amazonas e que após um mês de trabalho, talhando a mesma árvore do nosso índio, receba 1.000 reais de salário.

Descontados 15% de imposto de renda e 8% de contribuição social, o salário se reduz para 770 reais.

No final do mês você entra na loja de fábrica disposto a comprar a própria canoa que fabricou e negocia com seu patrão:

“Sendo da casa, não vou cobrar o custo da matéria prima, só sua mão-de-obra.

Seu salário foi de 1.000 reais, que, acrescido de 50% de encargos sociais, soma 1.500.

Tem mais 11% de IPI, 22% de ICMS, tem PIS, COFINS e mais 58 taxas e tributos, um total de 2.200 reais.

Tem ainda 5% do meu lucro, igual à média brasileira, e o barco é seu pela bagatela de 2.310 reais”.

Você olha seu salário de 770 reais e percebe que não comprará sua canoa nunca, porque ela custa três vezes seu salário por causa dos impostos.

O Brasil está numa canoa furada não pela ganância do capital, mas pela carga tributária do governo, que praticamente consome 65% do valor adicionado do produto, já que não incluímos a matéria prima, como foi neste caso.

Isso explica por que o capitalismo está acabando e desempregando.

Só sobrevivem a área de serviços e a economia informal.

Karl Marx deve estar revirando na cova ao constatar que no Brasil quem explora o trabalhador não são os 5% da ganância dos capitalistas que supriram a ideia e o capital e sim os 65% de impostos do Estado.

Esse exemplo, embora simplificado, permite também explicar as verdadeiras razões da má distribuição da renda no país.

Nossa produção só pode ser vendida se existirem consumidores que ganhem três vezes mais do que aqueles que produzem.

Quem ganha 770 reais não consegue comprar o produto de seu trabalho.

Sua canoa e seu salário depende de alguém que ganhe 2.310 reais para que seja vendida e seu salário efetivamente pago.

Você por sua vez só consegue comprar os produtos elaborados por quem ganha 260 reais.

Se as diferenças entre salários diminuíssem, ocorreria uma melhoria na distribuição de renda, mas a produção não escoaria, porque não haveria renda suficiente para comprá-la.

Tudo por causa da enorme carga dos impostos.

Não é o sistema capitalista que precisa de uma má distribuição de renda. É o sistema governamental.

Se a reforma tributária não reduzir drasticamente os impostos, de preferência pela metade, continuaremos com a pior distribuição de renda do mundo, desemprego, exclusão social e violência.

Nenhuma das propostas de reforma começou com a questão fundamental: discutir as funções do Estado moderno, para depois discutir quais os impostos necessários para pagar a conta.

Algo me diz que a reforma tributária aumentará ainda mais nossa carga tributária e não propiciará uma redução, como se imagina.

Não é à toa que, de todos os grupos residentes no Brasil, os que têm de longe a melhor distribuição da renda são justamente os índios. Os que não pagam impostos, e no final do mês têm as canoas que produziram.

 

Editora Abril, Revista Veja, edição 1604, ano 32, nº 26, 30 de junho de 1999, página 21

O post Queremos Ser Índios Novamente apareceu primeiro em Stephen Kanitz.

]]>
https://blog.kanitz.com.br/indio/feed/ 10