Um dos absurdos que temos no Brasil é o Estado “presumir” qual é o lucro que uma empresa está tendo.
Não cabe ao Estado “presumir” nada, mas nossos macroeconomistas obrigam 80% das empresas a pagar imposto de renda sobre um lucro “presumido” por eles.
Para o setor de serviços “presumem” uma margem de lucro de 32% sobre receitas, dado macroeconômico.
Mas quem estuda empresas sabe que 99% têm uma margem de lucro diferente, algumas maiores outras menores.
Aquelas que têm um lucro maior que o “presumido” pagam menos, aquelas que têm um lucro menor pagam mais imposto de renda.
O mais absurdo de tudo é que aquelas que têm prejuízo contábil pagam imposto, justamente as que já andam mal de caixa. Por isso, o Refis é do tamanho que é.
Toda empresa deveria sim ser obrigada a ter contabilidade, para saber o lucro, as dívidas, o capital de giro necessário e o capital de giro próprio.
Mas presumir algo que não se sabe ao certo, e taxar em cima, é uma intervenção do Estado que nossos economistas liberais e contadores profissionais há muito deveriam ter se manifestado contra.










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