Em administração temos um fenômeno que chamamos de cegueira profissional. Muitos problemas empresariais não são resolvidos porque justamente nossa formação e nossa experiência acumulada nos deixa cegos a alguns problemas, e por consequência a algumas soluções.
Por isso, chamamos de tempos de tempos consultores externos: “Vocês enxergam algo que não estamos conseguindo ver?”
“Sempre fizemos deste jeito, e sempre deu certo, por que então …..?”
No caso dessa crise americana, a tese que eu proponho é que os americanos estão com um problema semelhante, que por precisão vou chamar de cegueira cultural.
Eles não conseguem mais enxergar os seus problemas, porque todos acreditam na mesma coisa, e nestas situações um consultor de uma outra cultura poderia mostrar o que está acontecendo. Um brasileiro, por exemplo.
Mas para uma comunidade acadêmica americana cheia de si, aceitar que o erro é a nível cultural é exigir demais.
Todos sabem que o problema é de mais regulamentação bancária, etc, etc, etc.
Philip Howard, advogado, mostra que os americanos criaram uma cultura sem risco, e essa cultura de ausência de risco permeia a Medicina, Educação e Advocacia. Americanos criaram uma cultura onde todo médico não pode errar, nenhum professor pode reprovar, que o mundo é certo, e pode se tornar sem risco. Assistam.










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