Da Série: Raciocínio Enxuto, a Chave Para o Futuro
Observem esse artigo do atual Reitor da USP e do Coordenador do Centro de Inovação.
Observem qualquer artigo escrito por nossos intelectuais, artigos supostamente bem pensados que nos levam a refletir sobre soluções novas, ideias novas, propostas novas.
Percebem o que falta?
Total ausência de tabelas e gráficos.
Total ausência de estatísticas comprobatórias.
Às vezes, nem um único número é apresentado como argumento.
Como esses intelectuais querem então nos convencer?
Com palavras.
Com belas palavras.
Com frases, belas frases de efeito, com ordens, com injunções, com Fake news e Fake analogias.
Esse artigo, em particular, me chamou a atenção porque trata de educação na era digital, quando nem adota os princípios da era anterior, a era científica.
Por isso o sonho de FHC e José Sarney, dois políticos poderosos do passado, era o de ingressarem na Academia de Letras, e não na Academia de Ciências, que nenhum desses senhores pertence.
E nós caímos como patos.
Aceitamos frases cuidadosamente lapidadas como constatações científicas.
Em vez de cultivarmos o Raciocínio Enxuto, chave para o futuro, cultivamos o Raciocínio Torto, convoluto, o jogo de palavras.
Eu não leio mais textos que não tenham uma tabela, um gráfico, uma estatística, uma média, uma correlação ou um número sequer.
Recomendo meus seguidores a fazer o mesmo.
Fecho os olhos e ouvidos e passo por cima, como fez Ulisses, para não ouvir o canto das sereias, um conselho já conhecido 3.000 anos atrás.










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