Não sei por que continuo minhas pesquisas sobre o Capital de Giro Próprio das 500 maiores.
Já que as pesquisas anteriores não geraram o interesse de quem isso deveria interessar, como FIESP, Iede, Ministério da Economia, BNDES.
Eu deveria gastar mais tempo divulgando os anteriores do que pesquisar coisa nova, que também gerará pouco interesse.
Mas ciência e pesquisa são o meu forte, o que gosto de fazer.
Divulgação é o meu fraco, coisa que jornalistas econômicos, professores de administração, empresários que têm mais a lucrar que eu deveriam fazer.
Percebi que a situação do CGP é pior do que imaginei.
Os dados que estou divulgando não refletem o Capital de Giro Próprio Podre.
Podre porque ele está financiando empresas quebradas, que nunca irão pagar, e empresas em atraso que não estão pagando.
Eu não estou subtraindo esse CGP Podre porque não tenho os dados de atrasos de pagamento, mas cito um caso.
Natura é uma empresa que vende de Norte a Sul, para quase 80% das famílias, e é um indicador interessante.
Ela, que é super bem administrada, está com 20% dos seus clientes em atraso.
O que compromete 20% do seu Capital de Giro Próprio.
E ela, como disse, é bem administrada com Capital de Giro Próprio Adequado para o nível de seus negócios.
Segundo minhas pesquisas já publicadas, 55% das 500 empresas têm Capital de Giro insuficiente.
Ou seja, para as demais empresas os atrasos podem estar comprometendo 40% a 100% do CGP.
E nem pensar sobre as pequenas e médias empresas brasileiras.
A gravidade desse problema, é que o problema de CGP numa empresa afeta toda a cadeia futura.
Um problema que sempre existiu na empresas brasileiras, todas mal administradas, por sinal.










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