HISTÓRIA EVOLUTIVA DA HUMANIDADE - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/comunitarismo/humanidade/ Blog para se Pensar Tue, 07 Jul 2026 14:21:57 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 https://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2021/06/stephenkanitz-favicon-150x150.png HISTÓRIA EVOLUTIVA DA HUMANIDADE - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/artigos/comunitarismo/humanidade/ 32 32 O Individualismo Exagerado Ocidental https://blog.kanitz.com.br/o-individualismo-exagerado-ocidental/ https://blog.kanitz.com.br/o-individualismo-exagerado-ocidental/#comments Mon, 22 Jul 2024 13:07:11 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29725 A civilização ocidental se tornou bem sucedida pelo crescimento do conceito de individualismo, que nos permitiu fugir do pensamento tribal,   coletivo e social que perdurava até meados da Idade Média. Leiam Individualism and The Western Tradition, pelo psicólogo evolucionista brilhante Kevin MacDonald, que demonstra como nos tornamos mais criativos, empreendedores, contestadores, disruptivos, progressistas depois dessa transição. […]

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A civilização ocidental se tornou bem sucedida pelo crescimento do conceito de individualismo, que nos permitiu fugir do pensamento tribal,   coletivo e social que perdurava até meados da Idade Média.

Leiam Individualism and The Western Tradition, pelo psicólogo evolucionista brilhante Kevin MacDonald, que demonstra como nos tornamos mais criativos, empreendedores, contestadores, disruptivos, progressistas depois dessa transição.

Acontece que hoje as invenções não são mais individuais, mas de um laboratório de pesquisas.

Acontece que hoje o empreendedorismo não é mais individual, mas uma corporação gigante administrada por milhares de administradores profissionais.

A competição feroz do “livre mercado” e a meritocracia competitiva, tão defendidas pelos liberais, não funciona mais.

Voltei de uma longa viagem ao Japão onde finalmente percebi o que está errado com o Ocidente, em clara decadência.

Simplificando ao extremo, o Japão é uma cultura que desenvolveu a sociedade B abaixo. 

Os japoneses competem menos entre si, se diferenciam através de pequenas coisas, o suficiente para se diferenciar. 

É o “menos é mais” da cultura japonesa, quase nada ostentam, se preocupam com a união do grupo muito mais do que nós.

A civilização ocidental é a curva A com uma disparidade bem maior do que retrata o gráfico que apresentei.

Nós almejamos nos diferenciar do outro de forma exagerada, imensa, competimos ferozmente, vivemos nos exibindo e contando vantagens.

Jovens não se contentam com uma tatuagem para se diferenciar, colocam 20, e aí nenhuma tatuagem se destaca.

Ricos não compram 1 carro de luxo, mas 5. Ter um milhão de dólares não é mais suficiente tem que ser bilionário.

Nossas conversas não são como melhorar a educação no Brasil, como reduzir a taxa de divórcios ou reduzir a violência. 

Nossas conversas são sobre como eu sou mais bem sucedido que você, quanto eu ganhei na bolsa semana passada, e se meu bônus foi maior que o seu.

A maioria não ouve o que o amigo está dizendo, a maioria fica esperando quando interromper com um “eu também”.

Japoneses não querem diminuir seus amigos mostrando-se superiores, pelo contrário.

Japoneses se vestem discretamente, pouco batom, mas colocam um único detalhe para se diferenciar, um broche em forma de besouro por exemplo.

É divertido passear nas ruas do Japão, e descobrir o detalhe como cada japonesa se diferenciou. 

Ou seja, nós precisamos de menos e não mais. Precisamos nos interessar mais nos outros e não em nós mesmos.

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A Segurança Política das Nossas Fazendas https://blog.kanitz.com.br/a-seguranca-politica-das-nossas-fazendas/ https://blog.kanitz.com.br/a-seguranca-politica-das-nossas-fazendas/#comments Mon, 18 Dec 2023 01:38:19 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29594 Por Szabo Nick, o inventor do Bitcoin, um gênio. Talvez o fator mais importante para uma civilização neolítica, antiga ou medieval foi a segurança das terras agrícolas. Ao longo desses tempos, a produtividade e a segurança que determinaram a propriedade (ou mais geralmente o controle) das terras agrícolas e, portanto, a estrutura de uma sociedade […]

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Por Szabo Nick, o inventor do Bitcoin, um gênio.

Talvez o fator mais importante para uma civilização neolítica, antiga ou medieval foi a segurança das terras agrícolas.

Ao longo desses tempos, a produtividade e a segurança que determinaram a propriedade (ou mais geralmente o controle) das terras agrícolas e, portanto, a estrutura de uma sociedade dominada pela agricultura.

Qual desses dois fatores era mais importante?

Muitos historiadores tradicionais consideram que a organização militar (muitas vezes determinada pela tecnologia militar) determinava a estrutura social, bem como o sucesso de uma sociedade.

Assim, por exemplo, a teoria de que o estribo deu origem ao feudalismo.

Alguns outros consideram que a produtividade agrícola, determinada principalmente pela ecologia e tecnologia, era mais importante para o sucesso de uma civilização ou para determinar suas instituições políticas, legais e econômicas.

Nenhuma das visões é correta.

A produtividade e a segurança das fazendas interagem, e as instituições são pelo menos tão importantes para determinar essa produtividade e segurança quanto o inverso.

Alguns historiadores começaram a analisar a interação entre a produtividade das culturas e a segurança de várias maneiras detalhadas, uma abordagem que acredito que pode lançar bastante luz sobre a história.

Uma estratégia comum da guerra antiga era “devastar” as colheitas do inimigo.

O historiador e viticultor Victor Davis Hanson (outro gênio) estudou as videiras, oliveiras e algumas variedades de grãos cultivadas na Grécia antiga e mostrou que elas frequentemente resistiam bem à destruição intencional (queima, corte, escavação, etc.).

Suspeito ainda que as plantas, na maioria dos lugares e épocas, foram selecionadas, não apenas por seu conteúdo nutricional, e não apenas para resistir a ervas daninhas e pragas animais, mas também para resistir a tais assaltos de pragas humanas.

Além disso, hipotetizo que o padrão de controle ou propriedade da terra, e assim a lei de propriedade (e a estrutura política em geral), variará dependendo da interação da produtividade e segurança agrícolas, e vice-versa.

Para desenvolver essa teoria, farei algumas hipóteses “geoestratégicas” correlatas sobre a guerra neolítica, antiga, clássica e medieval:

* Há algumas economias de escala na proteção de terras agrícolas. Uma economia de escala óbvia é que a área (uma boa medida de valor) de terras agrícolas aumenta como o quadrado do comprimento da fronteira que deve ser guardada.

* Há algumas deseconomias de escala na proteção de terras agrícolas. Uma importante deseconomia de escala é que se torna mais difícil coordenar exércitos cada vez maiores (o problema do conhecimento familiar aos economistas austríacos) e coordenar a coleta de impostos necessária para financiar esses exércitos.

* Há uma tensão entre o tamanho ótimo de uma fazenda para a aplicação de trabalho e tecnologia organizacional e o tamanho ótimo para proteção militar.

Se as necessidades de segurança se tornarem muito grandes, os dois podem se desencontrar e a produtividade da fazenda cairá.

Se isso não ocorrer, alguma coordenação militar entre os proprietários de terras é necessária (isso pode ser feudal, ou democrático/agrário como na pólis grega clássica, ou uma grande variedade de outros tipos de coordenação, incluindo o estado moderno).

* Recursos geográficos podem ajudar a proteger terras agrícolas, permitindo que seu tamanho e organização sejam otimizados para a produtividade.

Quais recursos geográficos são importantes dependem da escala em que as terras agrícolas são defendidas.

Durante muitas eras da história (da coordenação feudal em larga escala ao estado) tal coordenação ocorreu em grande escala.

Assim, pode não ser coincidência que duas grandes ilhas que foram protegidas de invasões durante centenas de anos, Japão e Grã-Bretanha, também tiveram entre as mais altas produtividades agrícolas por acre durante esse período, bem como a maior cultivação de terras aráveis marginais.

A situação da Itália é semelhante, sendo protegida de um lado pelos Alpes e de três outros lados pela água.

Itália e Japão, embora frequentemente divididos politicamente durante esta era, são longos e finos, tornando as fronteiras internas disputadas mais curtas.

Em algumas áreas (como os Países Baixos) os habitantes fizeram grandes esforços para criar barreiras aquáticas entre si e os exércitos invasores.

Por outro lado, essa teoria prevê que a produtividade agrícola será mais baixa em regiões continentais desprotegidas.

De fato, regiões continentais interiores facilmente alcançáveis por cavalo tendiam a ser entregues à pastagem nômade muito menos produtiva.

As restrições de segurança provavelmente foram o que impediu qualquer tipo de cultura de ser cultivada.

Algumas das inspirações para esta teoria vêm de Adam Smith, no Livro 3 de A Riqueza das Nações.

Smith apontou que havia uma grande incompatibilidade entre os padrões de propriedade da terra que proporcionavam os melhores incentivos para usar a terra produtivamente e as leis derivadas das necessidades de proteção feudal.

Sob a lei inglesa, havia vários tipos de propriedade de terras, chamados de “estates.”

Smith defendeu a propriedade direta chamada de “fee simple” que permitia que a terra fosse dividida entre filhos, comprada e vendida, e usada como garantia.

Os dois tipos de propriedades agora curiosos, mas outrora comuns, que Smith observou e criticou foram o “primogenitura”, em que a terra não podia ser dividida entre filhos, mas tinha que ser destinada ao filho mais velho, e o “fee tail”, ou restrições contra a transferência da propriedade ou seu uso como garantia.

Na Idade Média, a propriedade da terra estava atrelada à capacidade de proteger a terra.

A lei, portanto, impedia herdeiros tolos de dividir suas terras em partes muito pequenas para serem protegidas.

Essas restrições também protegiam os inquilinos que realmente trabalhavam a terra.

Smith, vivendo em uma ilha bem protegida pela marinha de um único estado, observou que a Inglaterra estava se afastando desse tipo de propriedade e defendeu a eliminação total dela, apontando seu desperdício econômico.

Como evidência, Smith citou grandes extensões de terras mal cultivadas ou totalmente incultas em fazendas ainda sob essas restrições de lei de propriedade feudal.

Além disso, vimos a importância da capacidade de usar a terra como garantia.

A colateralização da terra provavelmente ocorreu pela primeira vez em larga escala na Itália medieval tardia.

Isso pode ser devido à sua maior aderência às tradições do direito romano (em que a terra era dividida igualmente entre os filhos e era livremente transferível), bem como à sua geografia relativamente segura.

O papel crucial da segurança para a história da agricultura também pode lançar luz sobre o nascimento da agricultura em primeiro lugar.

Os caçadores-coletores eram muito conhecedores de plantas e animais, muito mais do que o típico moderno.

Não teria sido necessário um gênio – e havia muitos, pois seus cérebros eram tão grandes quanto os nossos – para descobrir que você pode plantar uma semente no chão e ela crescerá.

Deve ter havido, em vez disso, algumas restrições institucionais severas que impediram o surgimento da agricultura em primeiro lugar.

O problema básico é que alguém tem que proteger essa muda por vários meses dos inimigos e, em seguida, tem que colhê-la antes do inimigo (ou simplesmente um vizinho invejoso).

Szabo Nick

(Fica claro que a agricultura brasileira não tem a segurança jurídica e militar necessária para desempenhar plenamente suas funções. Não temos relações exteriores que nos garantam estoques de fósforo e potássio. Nem uma marinha que proteja nossas exportações marítimas. Algo que iremos discutir aqui. Aceito sugestões.)

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Existem Duas Populações Disputando o Mesmo Mundo https://blog.kanitz.com.br/existem-duas-populacoes-disputando-o-mesmo-mundo/ https://blog.kanitz.com.br/existem-duas-populacoes-disputando-o-mesmo-mundo/#comments Fri, 23 Jun 2023 10:00:00 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29323 Dois tipos de homens ainda presentes na sociedade competem entre si por poder e primazia. Podemos classificá-los como o homem tipo G – ‘G’ de ‘garanhão’ – e o homem tipo P – ‘P’ de ‘paizão’. O ‘garanhão’ representa um resquício da nossa fase nômade e poligâmica, ainda hoje carregando genes que direcionam tal comportamento. […]

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Dois tipos de homens ainda presentes na sociedade competem entre si por poder e primazia.

Podemos classificá-los como o homem tipo G – ‘G’ de ‘garanhão’ – e o homem tipo P – ‘P’ de ‘paizão’.

O ‘garanhão’ representa um resquício da nossa fase nômade e poligâmica, ainda hoje carregando genes que direcionam tal comportamento.

Já o ‘paizão’ é o descendente da fase agrícola que levou a evolução da monogamia, foram os primeiros que reconheceram a relação entre sexo e procriação e perceberam a existência de laços familiares, como a paternidade e a fraternidade.

A proporção entre estes dois tipos de homens ainda é incerta e merece maior investigação. Meu palpite é uma distribuição de 80% de ‘paizões’ e 20% de ‘garanhões’.

O que distingue esses dois tipos de homens são as estratégias de procriação e investimento paternal que adotam.

Existem, basicamente, dois tipos de estratégias de procriação, R e K.

A primeira é a estratégia do ‘garanhão’, comumente denominada “Ame-as e deixe-as”. Essa estratégia é amplamente observada no reino animal, onde o macho realiza sua função reprodutora e, então, some para sempre.

No dia do parto, ele estará distante, buscando outra parceira para fecundar.

Ele delega a tarefa de cuidar dos filhos à mãe, e a responsabilidade pela educação e saúde à sociedade. Como raramente trabalha, exige uma aposentadoria paga pelos outros, mais uma vez transferindo a responsabilidade para o coletivo.

Curiosamente, é plausível imaginar que os ‘garanhões’ tendem a se alinhar ideologicamente à esquerda.

Eles são atraentes, sedutores, dizem o que as mulheres querem ouvir e, elas quando votam, votam em candidatos que espelham seu estilo de vida.

Figuras históricas como John Kennedy, Bill Clinton, Franklin D. Roosevelt e Fernando Henrique Cardoso podem ilustrar essa tendência.

O outro tipo de estratégia reprodutiva, a do ‘paizão’, é colocar “todos os ovos numa mesma cesta” e cuidar bem dessa cesta.

Esta estratégia surgiu com o advento da agricultura. Os ‘paizões’ têm poucos filhos, mas cuidam bem deles. São pais presentes porque não passam a vida em busca de múltiplas parceiras.

Por serem mais laboriosos, algumas mulheres preferem a segurança alimentar proporcionada por um homem que provê recursos para os filhos. São menos atraentes, menos sedutores, mas mais confiáveis.

Normalmente, os ‘paizões’ são de direita, defendem a propriedade privada e os valores familiares, além de valorizarem a poupança para o futuro, posturas que a esquerda nômade tende a não concordar por motivos intrínsecos.

Recentemente, muitos argumentam que essa distinção entre esquerda e direita não existe mais e é ultrapassada. No entanto, enganam-se ao ignorar que tal distinção está enraizada em nossos genes e provavelmente persistirá por milhares de anos.

Vale ressaltar que, conforme os estudos de Biologia Evolutiva indicam, os genes determinam aproximadamente 50% de nosso comportamento.

Esta é uma contribuição significativa, mas não devemos negligenciar que outros fatores como educação, cultura e informação são igualmente essenciais, constituindo os outros 50%.

É importante lembrar que a ciência e a compreensão humana estão em constante evolução. Embora a biologia evolutiva e a genética possam fornecer insights valiosos sobre o comportamento humano, elas não devem ser usadas de forma reducionista ou determinista.

É fundamental adotar uma abordagem multidisciplinar, considerando uma ampla gama de perspectivas, para entender adequadamente a complexidade do comportamento humano e da sociedade.

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Democracia Deturpada https://blog.kanitz.com.br/democracia-deturpada/ Sat, 10 Feb 2018 09:00:48 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=24460   A Constituição de Atenas 6 séculos A.C. rezava que somente os donos de terra votariam nas questões comunitárias. Somente os donos de terras decidiam, na época, quanto pagar aos soldados da cidade, que aquedutos construir, que estradas planejar, e assim por diante. Um dia, Demétrio, um dono de terras da ultra direita, sugeriu que […]

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A Constituição de Atenas 6 séculos A.C. rezava que somente os donos de terra votariam nas questões comunitárias.

Somente os donos de terras decidiam, na época, quanto pagar aos soldados da cidade, que aquedutos construir, que estradas planejar, e assim por diante.

Um dia, Demétrio, um dono de terras da ultra direita, sugeriu que os escravos também deveriam votar, democraticamente.

– Você está maluco Demétrio, eles são escravos.

– Eu bem sei, mas eles não usufruem da nossa segurança, eles não bebem da mesma água, eles não dividem os confortos que proporcionamos? Por isso eles também deveriam pagar pelos custos comunitários.

Até hoje adotamos esse mesmíssimo sistema de justiça social nos nossos prédios de condomínio.

Nas Assembleias Condominiais, somente os proprietários de apartamentos votam, os empregados não.

Apesar dos empregados se beneficiarem dos mesmos elevadores, beberem da mesma água, e aproveitarem da mesma segurança interna.

Numa Democracia jamais se exige que pessoas mais pobres paguem pelas despesas comuns, é só o que faltava para escravizar o pobre ainda mais.

Só que não é assim que a nossa Esquerda pensa.

É a Esquerda que quer que os mais pobres paguem as contas das despesas comuns de Brasília e da administração central.

É sempre a Esquerda que taxa os pobres impiedosamente, mesmo aqueles que ganham salário mínimo.

A esquerda brasileira, PSDB, PTB, PMDB, PT chegaram ao cúmulo de taxar os pobres muito mais do que os ricos.

Segundo estudos da Receita, os pobres chegam a pagar 45% de suas receitas enquanto os mais ricos pagam somente 30%.

Os proprietários de terras da Grécia eram bem mais justos e generosos.

Pobres e escravos não participavam dessas decisões e assim pagavam 0% de impostos.

Na realidade, Democracia é uma forma de dividir despesas.

Mas nossa Esquerda deturpou esse conceito como forma de distribuir receitas de todos, ricos e pobres, a maioria para si mesma.

 

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Predadores Versus Produtores https://blog.kanitz.com.br/predadores-versus-produtores/ Tue, 28 Nov 2017 17:09:28 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=24236   Existem duas espécies humanas no mundo convivendo lado a lado, e não uma somente, o Sapiens, como Yuval Harari acredita, no livro de mesmo nome. Historiadores ainda não perceberam que é essa coexistência que explica 90% dos conflitos históricos humanos. A luta de classes não é entre ricos e pobres, como afirma Marx. E […]

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Existem duas espécies humanas no mundo convivendo lado a lado, e não uma somente, o Sapiens, como Yuval Harari acredita, no livro de mesmo nome.

Historiadores ainda não perceberam que é essa coexistência que explica 90% dos conflitos históricos humanos.

A luta de classes não é entre ricos e pobres, como afirma Marx.

E sim entre duas espécies, o Homo Predadoris e Homo Produtoris, como sugere Kanitz.

Essas duas espécies são geneticamente determinadas, por isso é impossível convencer uma espécie a mudar de lado.

Nem percam seu tempo.

Os “Homo Predadoris” são aqueles descendentes dos caçadores coletadores, povos nômades que abocanhavam tudo grátis, como era no Paraíso.

Andam e agem sempre em grupos, e não acumulam bens materiais. Eles não querem ter teto, muito menos terras, só querem dinheiro.

Esses predadores acreditam na “a união faz a força”.

São geralmente polígamos, do tipo “ame-a e deixe-a”, ala José Dirceu e Bill Clinton.

Acham que o Estado deveria cuidar dos seus filhos, sempre grátis, saúde, merenda, educação, etc, etc.

São violentos e bélicos, que aprenderam da época que caçavam animais, especialmente mamutes.

Os “Homo Produtoris“, por sua vez, são aqueles descendentes dos primeiros agricultores, aqueles que extraíam comida do seu próprio esforço e trabalho.

São monogâmicos, pacíficos, comunitários, e jamais invadem a propriedade dos outros.

Só se preocupam com armas para defender a propriedade que lhes possibilitam extrair comida.

Acreditam em poupança e em deixar uma herança, a terra cultivada para seus descendentes.

Quando os nômades “Homo Predatoris” dizimaram todos os mamutes, ou seja, saíram do “Paraíso”, passaram a ter fome.

E usaram seus dotes para tomar pela força ou impostos, os estoques de comida criados pelos Produtores.

“Vocês produziram um excedente, produziram muito mais do que consomem.”

“Portanto, estes estoques de comida pertencem ao Social, aos necessitados que somos nós.”

“Nada disso. Estes estoques de comida são reservas para os anos de recessão, vocês é que vivem de dívidas públicas.”

“E pior, como vocês nunca plantaram algo na vida, nem sabem que estes estoques são as sementes necessárias para os próximos plantios.”

A história do mundo é a história de como os Homo Predatoris querem escravizar os Homo Produtoris.

Via a “democracia da maioria”, do Estado Forte, dos impostos, dos tributos, das taxas, das licenças para trabalhar, do bônus de antecipação, do imposto sobre herança e causa mortis.

Em 2018 iremos mais uma vez enfrentar essa disputa entre essas duas espécies.

 

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A Cigarra e a Formiga https://blog.kanitz.com.br/formiga/ https://blog.kanitz.com.br/formiga/#comments Sat, 16 Sep 2017 16:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=292   Em 1960 surge uma geração que irá mudar o mundo. É a geração do “paz e amor”, sexo farto e rock & roll. Uma geração que irá desafiar a ética da religião, contestar o contrato de casamento, modificar o conceito de família e o relacionamento homem mulher para sempre. Será a geração mais egoísta […]

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Em 1960 surge uma geração que irá mudar o mundo.

É a geração do “paz e amor”, sexo farto e rock & roll.

Uma geração que irá desafiar a ética da religião, contestar o contrato de casamento, modificar o conceito de família e o relacionamento homem mulher para sempre.

Será a geração mais egoísta a habitar a face da terra.

Que abandonará o altruísmo e o sacrifício do indivíduo em prol do bem comum de seus filhos, para incentivar o hedonismo, o narcisismo e a recompensa imediatista que iremos ver nos 40 anos seguintes.

Poupar para sua velhice e trabalhar para ter dinheiro quando se aposentar, nem pensar.

É desta geração que surgiu o movimento feminista radical, e é esta geração que deixará dívidas e os conceitos errôneos que perseguiram.

Lembre-se da fábula “A Cigarra e a Formiga”, que cantou e se divertiu na primavera, esquecendo que viria o inverno e que as abelhas e formigas vivem do trabalho passado?

No Brasil, esta geração já toda com 75 anos e percebendo a encrenca em que se meteram, promulgaram a Constituição de 1988, onde se outorgaram direitos adquiridos em vez de obrigações e compromissos.

Arrumaram aposentadorias milionárias para si, às custas das formiguinhas da nova geração que terão de pagar 45% de seus salários para sustentá-los. Vocês!

A dívida interna e previdenciária que esta geração paz e amor deixa, só nos Estados Unidos, é de 145 bilhões de dólares, podendo chegar a 170 trilhões de dólares, segundo alguns cálculos mais pessimistas.

No Brasil, ninguém tem coragem de divulgar os dados relativos ao país, mas é no mínimo de 14 a 21  trilhões de dólares. Isto resulta numa dívida de R$ 400.000,00 por casal como você, que está lendo esse post.

A música desta geração, considerada a mais bela das letras, virou hino predileto da ONU, é o famoso “Imagine”, de John Lennon.

Imagine todas as pessoas vivendo pelo hoje…

Imagine que não haja religião,

Imagine nenhuma propriedade,

Imagine todas as pessoas compartilhando tudo..

Lembre-se que foi a geração que quando criança viu a eclosão da Segunda Guerra Mundial e o sacrifício de seus pais.

A Batalha da Inglaterra em 1939 foi um ataque maciço da aviação alemã, que antecedeu o que seria a invasão terrestre da Inglaterra e a vitória alemã, já que os Estados Unidos era convenientemente “neutro”, na época.

Os americanos jamais teriam entrado na Guerra em “prol da liberdade e da democracia” se não fosse o ataque surpresa de Pearl Harbour.

Os alemães com muito mais aviões e poderio bélico estavam ganhando esta Batalha que teria mudado o futuro do Brasil. Hitler se gabava com seus generais.

Se tomarmos a Inglaterra pela força, tomarei a Argentina e o Brasil por telefone.

Por pouco, este livro não estaria sendo escrito em alemão.

Mas a geração “paz e amor” não mais aceitaria este tipo de sacrifício para o futuro, queriam viver o dia a dia.

“Vamos consumir petróleo até que acabe, danem-se as futuras gerações.”

Danem-se também as religiões com seus preceitos morais, vamos dividir a propriedade dos outros, vamos viver na velhice com o dinheiro dos nossos filhos.

É o que fizeram, e a grande razão que o Brasil não tem dinheiro para investir e crescer, é que esses jovens estavam “investindo” no bem-estar desta geração “da paz”.

O grande poeta desta geração no Brasil foi Vinicius de Moraes que numa canção ao seu filho Pedro, diz textualmente:

“Pedro Meu Filho, como eu nunca lutei para deixar-te nada além do amanhã.”

Mui amigo!

 

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A Consciência da Paternidade https://blog.kanitz.com.br/paternidade/ Tue, 15 Aug 2017 16:33:18 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=280   Se eu tivesse que definir a História do Mundo dos últimos 4.000 anos em uma única frase, seria esta: A lenta conscientização da Paternidade Masculina. Por trás desta frase se encontra uma série de movimentos religiosos, familiares, políticos e econômicos. Embora eu tenha convicção disto, temo que não tenha a capacidade de transmitir esta […]

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Se eu tivesse que definir a História do Mundo dos últimos 4.000 anos em uma única frase, seria esta: A lenta conscientização da Paternidade Masculina.

Por trás desta frase se encontra uma série de movimentos religiosos, familiares, políticos e econômicos.

Embora eu tenha convicção disto, temo que não tenha a capacidade de transmitir esta “verdade” diante de tanto que já foi escrito ao contrário.

Homens caçadores coletadores nunca imaginaram que aqueles filhos eram seus, não havia na época a noção de paternidade.

A ideia de que 9 meses depois uma mulher estava dando a luz ao seu filho, somente surge depois da agricultura.

Por isso homens cuidavam de todos os filhos, tinham um interesse mais geral da sociedade como um todo.

Até hoje vemos muito mais homens que mulheres se especializando em sociologia, economia, socialismo e política, que são formas de aumentar as chances de sobrevivência do bando e não necessariamente da sua própria família, conceito que desconheciam.

Homens caçadores coletadores desenvolveram o gene do “bem comum” mais do que o gene da paternidade e “família”.

Acontece que mais dia menos dia alguns homens acabaram descobrindo a verdade.

Que aquelas crianças eram 50% suas, e não 100% das mães.

Descobriram que eram “pais”, e não somente homens.

Esta é na minha opinião a grande “verdade” ou “conhecimento” que Adão irá descobrir, e que mudará a vida no “paraíso coletador caçador” para sempre.

Seria uma constatação difícil e complicada.

Primeiro estes primeiros homens precisariam desenvolver o conceito de tempo, os 9 meses por exemplo, que não é tão trivial assim.

Até hoje muitos animais nem têm esta noção, nem mesmo muitas tribos na África.

Palavra como “futuro” não existe, somente o passado.

Chineses até hoje ficam de “costas” para o futuro, e não de frente como nós ficamos.

Mesmo depois de aprender o conceito de tempo, fazer a correlação entre sexo hoje e nascimento nove meses depois não é tão fácil assim.

Só iríamos entender o conceito de causa e efeito, ação e reação com Isaac Newton, milhares de anos depois.

Imaginem o seguinte diálogo entre Fred e Wilma dos Flintstones, que equivocadamente eram retratados como marido e mulher.

Wilma eu estava pensando comigo, você não vê uma correlação entre a vez que nós fizemos amor nove meses atrás e o nascimento deste seu filho?

Bobagem Fred, quantas vezes nós transamos e não deu em nada!

Ou então:

Wilma, eu acho que aquele filho que nasce de dentro de você é de alguma forma uma extensão de mim.

Bobagem Fred, e quando nasce menina é a extensão do quê?

Ou então:

Wilma, acho que este seu filho também é meu. 

– Bobagem Fred, todos os filhos são inseminados pelos deuses. E eu sou sua deusa, não sua mulher.

Até hoje ensinamos que bebês são trazidos pela cegonha, em pleno século XXI.

Pelo menos até os 5 anos, todos nós somos tão ignorantes como os homens da caverna.

Até hoje ensinamos que Maria foi inseminada pelo Espírito Santo.

Buddha também era o filho primogênito da representante de uma Deusa na Terra, Devanaguy.

Temos dezenas de mitos em que uma virgem dá a luz sem que um homem a tenha possuído.

A consciência da Paternidade Masculina, está longe de ter sido totalmente sedimentada na maioria dos homens, em pleno século XXI.

Aqueles que a têm, tendem a ser de Direita. Se preocupam com a educação e saúde de seus filhos.

Quem não a têm, tendem a ser de Esquerda. Terceirizam a educação e saúde de seus filhos para o Estado, não contribuem para o sustento da família, lutam pela Renda Mínima ou Bolsa Família.

 

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Entenda o Sacrifício de Isaque https://blog.kanitz.com.br/entenda-o-sacrificio-de-isaque/ https://blog.kanitz.com.br/entenda-o-sacrificio-de-isaque/#comments Sun, 17 Jan 2016 19:34:47 +0000 http:/eike-batista/data%3aimage/gif%3bbase64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw%3d%3d/2009/10/para-que-serve-uma-associacao-de-exalunos/rss.xml/category/educacao   Tempo de leitura: 70 segundos   Algo que sempre me intrigou na história antiga e na Bíblia, foram os rituais de sacrifício do primogênito aos Deuses, como o caso de Abraão. Como poderia uma religião aceitar o sacrifício de primogênitos, que de fato existia na época? Como Deus poderia sequer sugerir o sacrifício do […]

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Tempo de leitura: 70 segundos

 

Algo que sempre me intrigou na história antiga e na Bíblia, foram os rituais de sacrifício do primogênito aos Deuses, como o caso de Abraão. Como poderia uma religião aceitar o sacrifício de primogênitos, que de fato existia na época?

Como Deus poderia sequer sugerir o sacrifício do primogênito, para no fim e mandar interromper o sacrifício?

Para entender tudo isto, precisamos lembrar os problemas do início da agricultura.

Naquela época a população de humanos começava a ultrapassar a capacidade do ecossistema de sustentá-los.

O chamado Paraíso onde haviam frutas, castanhas e alimentos em abundância não sustentava mais a população, e começava a surgir a luta do bem versus o mal, lutas territoriais entre seres primitivos.

Daí a descrição de Gênesis da saída do Paraíso, “semeiem e reproduzam-se”.

Gênesis conclama todos a começar a semear, ou pior, ainda a trabalhar em vez da vida mansa, o que não deve ter sido uma proposição fácil de sugerir e de ser aceita.

Mas era vital que todos acreditassem na agricultura, para a sobrevivência dos povos na terra.

Para piorar a situação, a agricultura no seu início foi um desastre. Por isto veio a necessidade de uma religião, uma fé inquestionável neste novo modo de vida, porque a tentação em desistir era grande.

Por exemplo, a vantagem da agricultura era a possibilidade de estocar nos sete anos gordos, para usar nos sete anos magros.

Só que o mesmo grão que poderia ser comido no inverno ou nestes sete anos, era o grão que seria usado como semente na safra seguinte.

Errar neste cálculo poderia ser fatal. Se faltassem grãos estocados, o povo morreria de fome. Mas se comessem o estoque de sementes futuras morreriam também, só que mais tarde.

E, de tempos em tempos, os líderes tinham uma escolha cruel a fazer.

Em invernos mais prolongados ou secas mais longas do que o planejado, ou se morria por falta de grãos ou se morria no ano seguinte por falta de semente.

O que fazer se no meio do inverno se descobrisse que iria faltar comida? Ou morria todo mundo, ou alguns teriam de se sacrificar para a sobrevivência dos demais.

Sacrifícios portanto eram parte do dia a dia, não era a coisa brutal que imaginamos hoje, mas algo necessário para a sobrevivência do grupo.

Tornar este sacrifício uma cerimônia religiosa fazia todo o sentido.

Você tem cinco filhos e dois deles precisarão ser sacrificados. Como você faria esta escolha?

Primeira escolha óbvia é manter as filhas vivas. Filhas garantem netos, duas filhas garantem o dobro de netos do que dois filhos. Então quatro filhas e um homem é bem melhor do que uma filha e quatro homens, em termos de Genética Evolutiva.

Do ponto de vista da Genética Comportamental, é totalmente contra a lógica da sobrevivência da família assassinar um filho, especialmente como oferenda sem nada receber em troca.

A tese de que Deus estava testando a obediência de Abraão não convence. Sugerir matar o filho para no final dizer, “Pare, foi só uma brincadeira de mau gosto”, não é digno de nenhum Deus, nem como brincadeira.

Daí os inúmeros tratados filosóficos para explicar o inexplicável, como de Kierkegaard a Suspensão Temporária da Ética. Uma forma de conciliar este pedido estranho de Deus.

Sabemos que o sacrifício de filhos adolescentes era uma prática comum no início da agricultura. Minha tese para esta prática um tanto bárbara é a seguinte:

Coloque-se numa pequena tribo que descobre que não tem estoque de comida suficiente, e que não haverá sementes para o próximo ano se tudo for comido.

Ou morrem todos no ano seguinte por falta de sementes ou alguém terá que se sacrificar agora (não comendo) para o bem dos outros.

Afinal, se eliminarmos dois ou três membros da família, ou do grupo, sobrará comida e sementes suficientes.

Problema cruel!

Quem você mataria?

Seus filhos homens ou suas filhas mulheres?

Ou sua esposa?

Mulher é o recurso escasso na população.

Mate todos os homens, menos um, e mesmo assim o número de netos permanecerá igual.

Mate todas as filhas, menos uma, e sua tribo será logo reduzida a zero.

Portanto, dois ou três filhos serão.

E, o primeiro candidato é justamente o jovem adolescente que está comendo por quatro pessoas com seu apetite voraz.

E aí, vem o problema daquele que não planejou corretamente os estoques.

Como dizer para a mãe que você pretende matar o Júnior, para o bem de todos.

Complicado. Melhor dizer que Deus o comandou, que Deus pediu uma oferenda, que o Júnior irá morrer para que todos os demais possam se salvar.

Vemos esta mesma analogia, quando o filho de Deus, Jesus, morre para que todos os demais possam se salvar.

Digo tudo isto somente para refrisar porque o controle de estoques se tornou uma atividade tão crucial, ao ponto de se criar a contabilidade, a escrita e os primeiros cálculos matemáticos.

Ninguém queria passar por esta situação.

Portanto, Controle de Estoques é a minha candidata para a atividade administrativa mais antiga do mundo.

Talvez, a administração seja a profissão mais antiga do mundo.

 

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Islamismo e Cristianismo II https://blog.kanitz.com.br/islamismo/ https://blog.kanitz.com.br/islamismo/#comments Fri, 29 May 2015 14:25:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=351   No Islamismo, um árabe poderia em tese ter até quatro mulheres contanto que possa sustentá-las. Poderíamos, em tese, dizer que os 10% dos árabes mais ricos teriam para si 40% das mulheres. Este número é muito semelhante aos números que os economistas afirmam ser a má distribuição da renda, onde os 10% mais ricos produzem […]

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No Islamismo, um árabe poderia em tese ter até quatro mulheres contanto que possa sustentá-las. Poderíamos, em tese, dizer que os 10% dos árabes mais ricos teriam para si 40% das mulheres.

Este número é muito semelhante aos números que os economistas afirmam ser a má distribuição da renda, onde os 10% mais ricos produzem 40% de toda a riqueza do país.

No Islamismo estes 40% dos filhos dos ricos, que herdariam 40% da riqueza do país, o problema da distribuição da renda é resolvido em uma única geração.

Curiosamente a poligamia islâmica, em menos de uma geração, tornaria a sociedade igualitária novamente. Distribuiria a renda de forma justa, e a cada geração todos começariam praticamente da mesma base patrimonial.

O problema é que 40% dos homens mais pobres não teriam como se reproduzir, e seriam eliminados geneticamente. Por isto muitos se sujeitam ao suicídio.

Apesar da permissão do Alcorão, somente 1% dos iranianos adota a prática e menos do que 4% dos jordanianos.

Na África sub Saara a poligamia é muito mais generalizada, e uma das razões da pobreza endêmica.

Não há acumulação de capital possível se os ricos usam a sua riqueza para aumentar o número de esposas, e não para aumentar os investimentos de infraestrutura, máquinas e equipamentos como nos outros países.

O outro lado da moeda é que monogamia traz justiça sexual, riqueza, mas não tem um mecanismo automático de distribuição da renda.

Os ricos, ao terem o mesmo número de filhos que os pobres, perpetuam suas condições por gerações e gerações, aumentando as disparidades de renda em vez de diminuí-las como nas sociedades poligâmicas.

Portanto, a monogamia traz uma outra forma de violência que é a disparidade de renda.

Veremos uma solução mais adiante.

É do interesse genético de muitas espécies permitir que o macho mais forte impregne a maioria das mulheres.

O próprio homem carrega até hoje um órgão reprodutor que lhe permitiria, em tese, engravidar 30.000 mulheres numa vida.

Enquanto uma mulher poderia ter no máximo 30 filhos, um milésimo da cria potencial de um homem.

O surgimento do casamento em primeiro lugar e o monogamismo em segundo lugar, visa proteger não a mulher e sim os filhos na longa maturação necessária para que eles possam produzir netos.

E se a imortalidade é o sonho do ser humano, seja numa vida eterna, seja numa vida cheia de heroísmo ou de livros escritos que se tornarão clássicos para gerações futuras, lembre-se que você será imortal via os seus genes.

Seus 24 cromossomos que se perpetuarão embaralhados cada vez mais com todos os demais seres humanos deste planeta.

Seremos todos um único ser, pelo menos geneticamente falando.

Isto é suficiente, a meu ver, para você repensar a posição de família e filhos na sua escala de prioridade.

E colocá-los em primeiro lugar, o que não significa não continuar com todos os demais objetivos na vida.

O que estou argumentando é qual prioridade colocar em primeiro lugar, para que não haja nenhum conflito maior na sua vida.

 

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