Arquivos Cargos de Confiança - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/tags/cargos-de-confianca/ Blog para se Pensar Fri, 06 Aug 2021 20:42:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 https://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2021/06/stephenkanitz-favicon-150x150.png Arquivos Cargos de Confiança - Stephen Kanitz https://blog.kanitz.com.br/tags/cargos-de-confianca/ 32 32 Os Cargos de “Desconfiança” https://blog.kanitz.com.br/cargos-de-desconfianca/ https://blog.kanitz.com.br/cargos-de-desconfianca/#respond Wed, 21 Sep 2016 14:29:31 +0000 http://blog.kanitz.com.br/?p=20045   Tempo de vídeo: 10 minutos   Por que o Brasil não resolve seus problemas?  Estamos agora com uma nova chance. De chance em chance vamos gastando nosso tempo de vida. Vale refletir sobre a visão de Stephen Kanitz sobre os cargos de confiança, nas empresas e nos governos. Outra sacada são os tipos de nações, em […]

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Tempo de vídeo: 10 minutos

 

Por que o Brasil não resolve seus problemas? 

Estamos agora com uma nova chance.

De chance em chance vamos gastando nosso tempo de vida.

Vale refletir sobre a visão de Stephen Kanitz sobre os cargos de confiança, nas empresas e nos governos.

Outra sacada são os tipos de nações, em relação a fazer o diagnóstico certo dos seus problemas. É apenas um curto trecho da longa conversa com Paulo Rosa.

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Administrando Pessoas Muito Estranhas https://blog.kanitz.com.br/pessoas-estranhas/ https://blog.kanitz.com.br/pessoas-estranhas/#comments Thu, 22 Aug 2013 23:52:29 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=406   Eu tenho uma casa num condomínio perto da praia que tem um acesso exclusivo, um direito de passagem ao mar. Para que banhistas não entrem pela estreita porta, colocamos um aviso. “Proibido a Entrada de Pessoas Estranhas.” Meus dois pequenos filhos rolaram de rir quando viram aquele cartaz. “Quer dizer que o Paulinho (filho […]

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Eu tenho uma casa num condomínio perto da praia que tem um acesso exclusivo, um direito de passagem ao mar.

Para que banhistas não entrem pela estreita porta, colocamos um aviso. “Proibido a Entrada de Pessoas Estranhas.”

Meus dois pequenos filhos rolaram de rir quando viram aquele cartaz. “Quer dizer que o Paulinho (filho do vizinho) nunca mais poderá entrar?

Para eles estranho era sinônimo de esquisito, e não de pessoas desconhecidas.

Já abordei aqui que o surgimento do movimento de Administração, que começa em 1911, quebra o dogma da Gestão de pessoas conhecidas, os famosos cargos de confiança, que domina a forma de pensar no Brasil até hoje.

É com o advento da Ciência da Administração é que se começa a contratar pessoas estranhas entre si.

É com o advento da Ciência da Administração é que se começa a cooperação humana fora do pequeno círculo familiar e de amigos.

Hoje, fora das Empresas Familiares e Governos, cargos administrativos não são mais dados a familiares ou membros do mesmo partido, mas a gerentes treinados em administração, que nem se conhecem, estranhos entre si.

Mas Administração vai muito além disto.

Quanto se contrata 10.000 funcionários, não somente eles são desconhecidos entre si, mas entre eles há muitas pessoas estranhas, muito estranhas. No sentido que os meus filhos usam.

Usando a famosa curva normal, provavelmente temos numa destas empresas 400 pessoas muito, mais muito estranhas, que dificilmente seriam contratadas em empresas com Gestão familiar.

São os Nerds, os Gênios, os perfeccionistas e assim por diante.

Não conheço nenhum escritório de Advocacia, Medicina, Engenharia que contratou um ex-presidiário, por exemplo, algo muito comum em empresas com mais de 10.000 funcionários.

As grandes empresas têm Nerds no departamento de TI que poderiam encher um hospício, com todo respeito.

Eles podem ser pessoas que jamais seriam contratadas como vendedores ou advogados, mas numa empresa moderna eles se encaixam sem problemas.

Graças aos cursos que se dá a Administradores, seus departamentos de RH sabem que não existe este homem perfeito que os filósofos almejam.

Muito do fracasso do socialismo reside no fato de eles gastarem fortunas com cursos de ética, consciência social, teoria política, cidadania, no afã de criar toda uma população ética e perfeita, para assim poder eliminar a corrupção, a preguiça, etc.

Administradores aceitam as pessoas como elas são, sabemos que não se muda uma pessoa com teorias ou doutrinação, o que podemos fazer é incentivar o que a pessoa tem de diferente e de bom num clima de harmonia.

Criamos centenas de eventos corporativos para que todos possam se conhecer, criamos centenas de cursos de treinamento, onde as qualidades possam ser aprimoradas e não os defeitos.

Temos psicólogos nos nossos departamentos de RH que sabem os defeitos e as idiossincrasias de cada funcionário, os acompanhamos psicologicamente, e nunca despedimos os mais estranhos.

Sempre damos uma segunda chance, mudamos o funcionário de departamento, mudamos de função.

Quem é o psicólogo que cuida de você na Universidade Pública, justamente numa fase da vida que você mais precisa?

Faculdades não são administradas por administradores, mas por sociólogos e cientistas políticos, que ainda acham que todo mundo pode se tornar perfeito.

Administradores trabalham com o que se tem, não com uma utopia teórica inatingível.

Portanto, vocês estudantes de Administração, lembrem-se que as pessoas muito estranhas deste país dependem de você.

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Administrando Pessoas Estranhas https://blog.kanitz.com.br/administrando/ https://blog.kanitz.com.br/administrando/#comments Tue, 06 Mar 2012 23:00:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/2012/03/06/artigo-7/   Observando o crescimento da renda no mundo, vemos um enorme ponto de inflexão em 1910, quando o crescimento se torna explosivo. A riqueza crescia lentamente desde 1980 com a industrialização, mas subitamente dá um salto quântico que começa a resolver definitivamente o problema da pobreza no mundo. Em 2020 a renda média do mundo […]

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Observando o crescimento da renda no mundo, vemos um enorme ponto de inflexão em 1910, quando o crescimento se torna explosivo.
A riqueza crescia lentamente desde 1980 com a industrialização, mas subitamente dá um salto quântico que começa a resolver definitivamente o problema da pobreza no mundo.
Em 2020 a renda média do mundo está estimada em 20.000 dólares, por ano. Contra 400 dólares em 1800.
O livro “A Riqueza das Nações”, que propunha a divisão do trabalho, não surtiu o aumento de riqueza que propunha.
Faltou algo muito importante.
As empresas da época de Adam Smith eram quase todas familiares, a divisão de trabalho era sempre entre irmãos, vizinhos ou gente do bairro.
Predominava a Teoria da Gestão e seus “cargos de confiança”, que prevalece até hoje na Gestão Governamental e Familiar.
Só se encontrava gente de confiança, por definição pouca, e as empresas se mantiveram “médias e pequenas”.
Colocar uma pessoa estranha para cuidar de uma parte vital da empresa, nem pensar.
O surgimento do movimento de Administração, que começa em 1911, irá quebrar este dogma da Gestão.
Em vez de dar ordens e mandar, criamos cargos e funções e passamos a contratar pessoas “estranhas”, mas capazes de tocar independentemente aquela função.

Funções não são mais dadas a familiares ou membros do mesmo partido político, mas para gerentes previamente treinados que não se conhecem, estranhos entre si.

Isto permitiu, pela primeira vez na história, que empresas com 10.000 funcionários, com mais de 400 gerentes e administradores trabalhar em harmonia apesar de não se conhecerem.
A produtividade aumentou espetacularmente.
É esta mudança de paradigma que permitiu economias de escala, fornecimento constante de peças sem ter que depender da volatilidade do “mercado”, e o enorme crescimento da renda média do mundo.
Empresas puderam criar subsidiárias em outros países, sem ter que deslocar expatriados para comandar estas filiais, podendo contratar administradores locais e expandir as tecnologias desenvolvidas na matriz.
Nenhuma tecnologia criada no Brasil é adotada no resto do mundo, porque a maioria das nossas empresas continuam familiares, que dependem de cargos de confiança, o que impede a expansão para outros países.
Não exportamos riqueza para o Paraguai, África e Bolívia.
Não somos socialmente responsáveis com nossos vizinhos, porque não sabemos lidar com gerentes e executivos estranhos, fora das nossas relações nacionalistas ou de parentesco.
A função do administrador é justamente esta.
Permitir pessoas estranhas entre si trabalhar harmoniosamente, sem suspeitas, sem dossiês, sem arapongas, sem as intrigas familiares que sabemos existir em muitas pequenas empresas.
Isto infelizmente gera pobreza interna e para nossos vizinhos.
A sua função, futuro administrador, é criar uma empresa onde pessoas estranhas possam produzir em harmonia, fiéis aos clientes e aos fornecedores e que saibam colocar de lado as suas diferenças em prol do bem comum.
Esta é a nossa missão. Paz no mundo e aumento da produção.  

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