Carta Aberta ao Secretário da Fazenda Waldery Rodrigues Júnior

Gostaria que V.Exa. instruísse o Ministério da Fazenda a não continuar usando a métrica dívida do governo dividida pelo PIB do ano de 2020.

Todos do lado de cá sabemos que nenhuma dívida dessas pode ser paga com os recursos de um único PIB, como vocês estão sugerindo.

1. Dívidas de ciclos longos não seriam totalmente um compromisso irrazoável de pagar em 30 anos, como uma casa popular.

2. PIBs crescem ao longo de 30 anos, portanto a métrica correta é a soma estimada desse PIB nesses próximos 30 anos.

Dívida/soma dos PIBs pelo prazo de pagamento.

Só vocês têm os números, mas com a métrica que estou sugerindo descobriremos que essa monstruosa dívida irá comprometer as receitas em 2% a 3% nos próximos 30 anos. Bela diferença de sinalização!

Isso de principal, juros ainda menos.

Menos assustador, e talvez até reduziria o juro dando confiança que ela é pagável.

100% do PIB dá uma ideia de que a dívida está chegando perto de ser impagável. 2% ao ano é certamente pagável.

Portanto, o mercado financeiro que já usa esse conceito há mais de 800 anos pede com todo o respeito que a dívida seja dividida pela duração de anos de pagamento e não pelo PIB de 2020.

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3 Comments on Carta Aberta ao Secretário da Fazenda Waldery Rodrigues Júnior

  1. Prof. Concordo em parte, isso porque tem os juros. Digamos que a dívida seja de R$ 5 trilhões e que a taxa de juros seja 5 % ao ano e o prazo 30 anos. Aplicando a Tabela Price, por exemplo, temos que a prestação anual será de R$ 325 bilhões. Se considerarmos que o governo tem pouca verba disponível (a grande maioria já está carimbada e destinada) vamos ver que é um aperto considerável sim. Não do jeito que falam, mas que vai incomodar, isso vai…Isso se não tivermos mais deficit´s no futuro.

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